quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Enorme asteróide irá passar pela Terra para o ano

A NASA informou que um asteróide com um diâmetro máximo de quase 100 metros (o que explodiu em Tunguska tinha 50 metros) irá passar perto da Terra às 15h25m (de Brasília) do dia 15 de Fevereiro de 2013. O asteróide tem o nome 2012 DA14, e vai passar a cerca de 27.000 km da Terra (dentro da órbita de satélites geoestacionários). O asteróide não irá bater na Terra, mas se batesse libertaria o equivalente a uma explosão de uma bomba de hidrogênio. Não irá bater, mas é claro que a especulação na internet já começou… afinal, o mundo não acabando em Dezembro de 2012, os pseudos têm que manter as pessoas no medo nos meses e anos seguintes com outras estórias…

Créditos: AstroPT

Fluxo de lama congelado

Imagem acima, é mais uma prova de que grandes mares de água cobria a superfície de Marte. O que você vê já foi uma superfície plana que se partiu, era provavelmente um fluxo de lama congelado. Os pedaços da superfície plana começou a fluir para além, no topo do material lamacento. Quando o material lamacento eventualmente congelou, forçou seu caminho entre as rachaduras de pedaços flutuantes. É por isso que você vê os cumes elevados que se assemelham a canais.

Créditos: Mars Travel

Cerberus Palus

A imagem acima foi feita pela câmera HiRISE e mostra parte da região conhecida como Cerberus Palus que está quebrada e blocada. O que você está vendo nessa imagem em algum dia foi muito provavelmente uma superfície plana que foi quebrada, e provavelmente logo abaixo da superfície existia um fluxo de lama congelado. Os pedaços da superfície plana começaram a fluir e se separar no topo desse material fluido. Quando o material eventualmente congelava, ele se expandia e era forçado para cima entre os pedaços quebrados empurrando-os para mais longe. A Cerberus Palus tem 480 km de diâmetro e está localizada no Quadrante Elysium em Marte.

Créditos: Cienctec

Segredos de majestosa nebulosa são revelados em nova foto

A imagem mais detalhada até agora da conhecida nebulosa Carina foi tirada por um telescópio europeu, revelando características incríveis. A paisagem cósmica de gás, poeira e estrelas jovens da nebulosa está localizada a 7.500 anos-luz da Terra. A dinâmica de formação de estrelas da nebulosa dá aos astrônomos um importante campo para o estudo do desenvolvimento das estrelas massivas. A nebulosa Carina foi a peça central de muitas fotos incríveis do espaço no passado, mas a maioria delas foi tirada com alcances muito pequenos do espectro de luz. Dessa vez, ao usar capacidades infravermelhas do telescópio, a equipe conseguiu revelar alguns dos segredos da nebulosa. Essa nebulosa contém algumas das mais brilhantes e massivas estrelas. Uma dessas gigantes é a Eta Carinae, que além de misteriosa, é muito instável. Ela era a segunda estrela mais brilhante no céu por muitos anos, no século 19, e os astrônomos acreditam que ela irá se destruir em uma violenta supernova em um curto período de tempo. O grupo de estrelas brilhantes no centro da figura é um agrupamento chamado de Trumpler 14. Nos últimos milhões de anos, essa região do espaço formou muitas estrelas individuais e agrupamentos. O Trumpler 14 pode ser facilmente visualizado em imagens comuns, mas nessa, com infravermelho, muitas estrelas mais fracas podem ser detectadas. No lado esquerdo da imagem, uma pequena concentração de estrelas amarelas pode ser vista. Esse grupo, que não pode ser visto sem infravermelho, foi encontrado agora pela primeira vez. O novo panorama da Carina foi montado com centenas de imagens individuais, criando um intrigante mosaico da nebulosa.

Créditos: space.com

Feições explosivas

A cratera no canto oeste dessa imagem é a Hesiod. As partes norte e leste do anel da Hesiod são marcados por depressões irregulares. Acredita-se que essas depressões sejam aberturas que originaram erupções explosivas vulcânicas. As áreas de alta refletância na parede da cratera a nordeste da Hesiod e na parte superior da imagem compartilham características de cores com outros depósitos piroclásticos conhecidos em Mercúrio. Erupções piroclásticas são guiadas por componentes voláteis e a sonda MESSENGER revelou que Mercúrio tem uma abundância de elementos voláteis muito maior do que se pensava anteriormente.

Créditos: MESSENGER

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nave espacial comercial será testada ainda este ano

Um futuro no qual haverá vôos comerciais ao espaço, acessíveis à parte da população, parece estar mais próximo. A empresa aeroespacial Virgin Group, com sede em Las Cruces (Novo México), nos EUA, anunciou na última segunda-feira que pretende realizar a primeira viagem além da atmosfera da Terra ainda em 2012. O equipamento que deve ir ao espaço é chamado simplesmente de “SpaceShipTwo” (Nave Espacial 2), e já está em fase avançada de testes em laboratório. Mais de 500 clientes já se inscreveram para pegar uma carona na SpaceShipTwo quando ela puder voar. Para que todos possam sentir esse gostinho, a nave terá que fazer muitas viagens: trata-se de um veículo espacial pequeno, com espaço para dois pilotos e apenas seis passageiros. Cada um terá que desembolsar 200 mil dólares (cerca de R$ 340 mil, na conversão atual) por sua passagem. Por esse preço, cada tripulante terá a sensação de subir a 110 quilômetros do solo, enxergar a Terra lá de cima como se vê em filmes, e entrar em um ambiente de gravidade zero. Esta zona é chamada de suborbital: escapa à atmosfera terrestre, mas ainda não ingressa completamente no espaço. Segundo os cientistas da Virgin, ainda há muito que se pesquisar sobre esta região. Essa empreitada ainda representa novidade por ser de uma agência espacial privada, sem nenhum vínculo estatal. Mas a Virgin já não está sozinha: existe concorrência no promissor mundo do turismo espacial privado. Outra grande companhia, a também americana XCOR, também já tem orçamento suficiente para se lançar neste ramo.

Créditos: Hypescience

Modelo de formação de galáxias é questionado

O astrônomo Polychronis Papaderos, do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP), usou o telescópio espacial Hubble para obter observações extremamente precisas da galáxia I Zw 18. A sua investigação levou-o a concluir que esta enigmática galáxia anã poderá levar à correção dos atuais modelos de formação de galáxias. A galáxia anã I Zw 18 é uma das mais estudadas, pois entre as que apresentam uma forte atividade de formação estelar, é das mais pobres em elementos pesados. Além disso, a proximidade desta galáxia à Terra, conjugada com um tempo total de observação de quase 3 dias, permitiu obter dados com uma resolução e sensibilidade sem precedentes. A análise destes dados revelou que esta galáxia tem um extenso halo de gás, sem qualquer estrela, cerca de 16 vezes mais extenso do que a componente estelar da galáxia. Isto resulta da grande quantidade de energia libertada pelo surto de formação estelar pelo qual a I Zw 18 está passando. Toda essa energia aquece e perturba o gás frio existente na galáxia, que emite uma quantidade de luz comparável à emitida por todas as estrelas da galáxia – a emissão nebular. “Este trabalho é inovador porque nos dá a primeira prova observacional que as jovens galáxias, que passaram por surtos de formação estelar no início do Universo, estiveram envolvidas num enorme halo de emissão nebular. Este halo extenso é aquecido pela imensa energia de milhares de estrelas massivas, que se formaram durante o surto, e que rapidamente explodem como supernovas”, disse Papaderos. Até agora, para as galáxias mais distantes, onde não é possível atingir a resolução necessária para distinguir entre a emissão do gás e das estrelas, assumia-se que o gás ocupava a mesma região que as estrelas e que estas últimas eram responsáveis por emitir quase toda a luz observada. No entanto, este estudo mostrou que as galáxias que estão atravessando um surto de formação estelar, à semelhança da I Zw 18, podem não obedecer a esta regra. Este resultado poderá levar a correções significativas em pesquisas desenvolvidas em astronomia extragalática e cosmologia. Um exemplo disto é o cálculo da massa correspondente a estrelas numa galáxia, que é estimada a partir da luminosidade total. No entanto, tal como estes resultados demonstram, até 50% dessa luminosidade pode corresponder à emissão nebular, e não a estrelas. Outro dos resultados obtidos neste trabalho mostra que, segundo Papaderos, “a distribuição da emissão nebular pode ser confundida com um disco de estrelas, o que pode resultar em classificar erradamente a galáxia, ainda em formação, como uma galáxia já totalmente formada” (uma espiral ou uma elíptica gigante). Assim, muitos dos estudos anteriores para determinar a evolução de galáxias desde o início do Universo, poderão ter cometido estes erros na classificação. Para além disso, estes resultados têm também uma grande importância para o conhecimento atual acerca de formação de galáxias, uma vez que a equipe concluiu que a I Zw 18 é extremamente jovem, tendo a maioria das suas estrelas menos de bilhões de anos. Ou seja, esta jovem galáxia está neste momento passando pela fase dominante de formação estelar, à semelhança das que se formaram logo a seguir ao Big Bang.

Créditos: CAUP

Abertas as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Astronomia

Alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares já podem se inscrever na 15ª edição da Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA). As inscrições podem ser feitas até 11 de março, e as provas serão no dia 11 de maio. Organizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) em parceria com a Agência Espacial Brasileira (AEB) e a Eletrobras Furnas, a competição será dividida em quatro níveis para estimular o estudo das ciências ligadas à astronomia. O coordenador da OBA, professor João Batista Canalle, disse que há carência nos estudos astronômicos nas escolas brasileiras. Segundo ele, os professores têm receio de aprofundar o assunto, já que não têm ferramentas para a prática e nem conhecimento profundo sobre a ciência. "É preciso que o conhecimento seja cada vez mais atualizado para que haja maior interesse das crianças em estudar astronomia. É obrigação de todo professor estimular esse estudo". Canalle destacou, no entanto, que por mais que o estudo da astronomia seja importante, os professores não têm a formação necessária para ensinar. As provas serão aplicadas nas próprias escolas inscritas. Os alunos que se destacarem serão premiados com medalhas, além de um certificado de participação. Os vencedores também farão parte de um grupo de estudos que participará de competições internacionais. Em 2011, 803.180 alunos se inscreveram na OBA, e 33.307 foram premiados. A expectativa para este ano é que mais de 1 milhão se inscrevam.

Créditos: Terra

As duas caudas opostas do cometa Garradd

Por que o cometa Garradd tem duas caudas? Visível à esquerda está a cauda de poeira do Cometa Garradd que é composta de gelo e poeira que segue o cometa em sua órbita ao redor do Sol. Visível à direita, está a cauda de íon do Cometa Garradd que é composta de gás ionizado que é soprada diretamente contra o Sol pelo vento solar. A maioria dos cometas mostram duas caudas, embora não seja comum que elas apareçam em direções opostas. O Cometa Garradd atualmente mostra caudas opostas devido a uma visão angular intermediária oportuna da Terra. Tonalidades sutis mostradas na imagem acima, registrada na última semana, mostra a cauda de poeira com um brilho levemente amarelo já que seus grandes grãos refletem a luz do Sol de forma acromática, enquanto que a cauda de íon brilha com uma tonalidade levemente azul já que os íons de monóxido de carbono refletem a luz do Sol de forma mais eficiente. No centro, ao redor do núcleo do cometa, está a coma levemente colorida de verde, que mostra essa coloração graças a uma mistura de poeira e gases que inclui cianogênio que emite a luz verde. Embora, agora esteja derivando para fora do Sol, o Cometa Garradd fará sua maior aproximação da Terra na próxima semana.

Créditos: APOD

Fluxos ultra-rápidos ajudam buracos negros supermassivos a esculpir as suas galáxias

Uma correlação curiosa entre a massa de um buraco negro central de uma galáxia e a velocidade das estrelas numa estrutura vasta e aproximadamente esférica conhecida como "bojo" tem intrigado os astrônomos durante anos. Uma equipe internacional liderada por Francesco Tombesi do Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano de Maryland, identificou um novo tipo de escoamento conduzido por buracos negros que parece ser suficientemente poderoso e comum para explicar esta ligação. A maioria das grandes galáxias contém um buraco negro central com milhões de vezes a massa do Sol, mas as galáxias com buracos negros mais massivos possuem bojos que contêm, em média, estrelas velozes. Esta ligação sugere algum tipo de mecanismo de feedback entre o buraco negro da galáxia e os seus processos de formação estelar. No entanto, não havia nenhuma explicação adequada de como a actividade do buraco negro massivo, que afeta fortemente uma região com várias vezes o tamanho do nosso Sistema, podia influenciar o bojo galáctico, regiões aproximadamente um milhão de vezes maiores. "Este era um verdadeiro enigma. Tudo apontava para que os buracos negros supermassivos conduzissem esta ligação, mas só agora estamos a começar a compreender como o fazem," afirma Tombesi. Os buracos negros ativos recebem o seu poder ao "alimentarem-se" gradualmente de gás muito quente em torno de um vasto disco. Este disco quente situa-se dentro de uma coroa de partículas energéticas, e embora ambos sejam fortes fontes de raios-X, esta emissão não consegue explicar as propriedades da galáxia como um todo. Perto do limite interior do disco, uma fração de matéria em órbita de um buraco negro é regularmente redirecionada para fora sob a forma de um jato de partículas. Embora estes jatos possam expelir material a metade da velocidade da luz, as simulações computacionais mostram que permanecem estreitos e depositam a maioria da sua energia bem para lá das regiões de formação estelar da galáxia. Os astrônomos suspeitavam que lhes faltava algo. Ao longo da última década, emergiram novas evidências de um novo tipo de fluxo exterior conduzido por buracos negros. No centro de algumas galáxias ativas, as observações em raios-X, em comprimentos de onda correspondentes àqueles do ferro fluorescente, mostram que esta radiação é absorvida. Isto significa que as nuvens de gás mais frio devem situar-se em frente da fonte de raios-X. Mais: estas linhas espectrais absorvidas estão deslocadas das suas posições normais para comprimentos de onda mais curtos - isto é, com um desvio para o azul, o que indica que as nuvens estão dirigir-se na nossa direção. Em dois estudos publicados previamente, Tombesi e colegas mostraram que estas nuvens representam um tipo distinto de escoamento. No estudo mais recente, que aparece na edição de 27 de Fevereiro da revista mensal da Sociedade Astronômica Real, os investigadores estudaram 42 galáxias ativas vizinhas usando o satélite XMM-Newton da ESA para descobrir a localização e propriedades destes denominados "fluxos ultra-rápidos". As galáxias foram selecionadas a partir do catálogo "All-Sky Slew Survey" produzido pelo satélite RXTE (Rossi X-ray Timing Explorer) da NASA, todas localizadas a menos de 1,3 bilhões de anos-luz de distância. Os fluxos apareceram em 40% da amostra, o que sugere que são características comuns das galáxias com buraco negros centrais. Em média, a distância entre as nuvens e o buraco negro central é menos de um-décimo de um ano-luz. A sua velocidade média é aproximadamente 14% da velocidade da luz e a equipe estima que a quantidade de material necessário para alimentar este escoamento ronde uma massa solar por ano - comparável à velocidade de acreção destes buracos negros. "Embora mais lentos que os jatos de partículas, estes jatos ultra-rápidos possuem velocidades muito superiores em relação a outros tipos de fluxos galácticos, o que os torna muito mais poderosos," explica Tombesi. "Têm o potencial para desempenhar um papel principal na transmissão de efeitos de feedback de um buraco negro para a galáxia." Ao remover massa que de outro modo caía para o buraco negro supermassivo, os fluxos ultra-rápidos travam o seu crescimento. Ao mesmo tempo, retiram gás das regiões de formação estelar no bojo galáctico, diminuindo e até parando a formação estelar nestas regiões ao afastar as nuvens de gás que representam o material bruto da construção de novas estrelas. Tal cenário explica naturalmente a ligação observada entre o buraco negro de uma galáxia ativa e as suas estrelas no bojo. Tombesi e a sua equipe antecipam melhorias significativas na compreensão do papel dos fluxos ultra-rápidos graças ao telescópio japonês de raios-X Astro-H, com lançamento previsto para 2014. Entretanto, pretende focar-se na determinação detalhada dos mecanismos físicos que dão origem aos fluxos ultra-rápidos, um elemento importante na compreensão do panorama geral de como as galáxias ativas se formam, se desenvolvem e crescem.

Créditos: Astronomia On-line

Pulsares são mais velhos do que o Universo?

O que faz o sucesso da ciência é uma perseguição incansável de uma concordância entre fatos e teorias. Contudo, apesar do enorme sucesso do modelo do Big Bang, algumas observações recentes chegaram a uma conclusão incômoda: os pulsares, ou buracos negros estelares, pareciam ser mais velhos do que o Universo. Os pulsares estão entre os corpos celestiais mais exóticos que se conhece. Eles têm um diâmetro entre 10 e 20 quilômetros, mas, nessa dimensão digna de um apagado asteróide, eles concentram uma massa equivalente à do Sol. O resultado é uma emissão de energia 100.000 vezes maior do que a do Sol. Para se ter uma idéia, um cubo de açúcar que fosse feito com a matéria dos pulsares pesaria quase um bilhão de toneladas aqui na Terra. Mais recentemente eles vêm incomodando muito os astrônomos: em 2010, descobriu-se um pulsar mais denso do que a teoria considerava possível. Em maio do ano passado, a Nebulosa de Caranguejo apresentou uma ejeção inédita de raios gama, que os cálculos logo mostraram se originar de um pulsar impossível de existir segundo os modelos atuais. Uma família desses corpos celestes, chamada de pulsares de milissegundo, gira centenas de vezes por segundo ao redor do seu próprio eixo. Desde que o primeiro deles foi descoberto, em 1982, os astrônomos já encontraram cerca de outros 200 desses pulsares, com períodos de rotação entre 1,4 e 10 milissegundos. Essas estrelas de nêutrons fortemente magnetizadas atingem essas altíssimas frequências rotacionais acumulando massa e momento angular sugando uma estrela próxima, com a qual formam um sistema binário. O problema é que, ao calcular a idade dos pulsares e dos restos da sua estrela companheira, os cientistas chegam à conclusão paradoxal de que eles são mais velhos do que o Universo. Na verdade, ainda não se chegou a uma explicação razoável nem para a idade, sem para os períodos de rotação e nem para os fortíssimos campos magnéticos desses estranhos "faróis estelares". Por exemplo, o que acontece com a rotação do pulsar quando acaba a massa de sua estrela doadora? Ninguém sabia. Agora, Thomas Tauris, do Instituto Max Planck, na Alemanha, saiu em socorro da teoria, fazendo simulações computacionais que mostram que os pulsares de milissegundo podem não ser tão velhos quanto parecia. E ele fez isso apresentando uma solução para o problema do "desligamento dos pulsares. Por meio de cálculos numéricos, feitos com base na evolução estelar e no torque de acreção dos pulsares, Tauris demonstrou que os pulsares de milissegundo perdem cerca de metade da sua energia rotacional durantes os estágios finais do processo de transferência de massa de sua estrela canibalizada, antes que o pulsar acione seu processo de emissão de ondas de rádio. O elemento mais importante do estudo é que ele demonstra como o pulsar é capaz de quebrar seu assim chamado equilíbrio rotacional. Nessa época, a taxa de transferência de massa cai, o que faz a magnetosfera do pulsar se expandir. O resultado é que ele começa a arremessar massa de volta ao espaço, como se fosse uma hélice, o que o faz perder energia rotacional e diminuir seu período de rotação. Em outras palavras, é a expansão do campo magnético do pulsar que ajuda a diminuir sua velocidade de rotação. É por isso que os pulsares que emitem ondas de rádio giram mais lentamente do que seus progenitores, os pulsares emissores de raios X, que continuam absorvendo matéria das suas estrelas doadoras. Além de estar em concordância com as observações, isso explicaria porque os pulsares de milissegundo dão a impressão de ser mais velhos do que os restos das anãs-brancas que eles sugam. Isto porque sua idade é calculada com base na sua rotação, mas até agora não se conhecia essa variação na rotação induzida pela expansão do campo magnético do pulsar - o que levava a cálculos de até 15 bilhões de anos de idade para alguns pulsares, mais do que os 13,7 bilhões calculados para o Universo. Segundo Tauris, o único "relógio" em que se pode confiar para calcular a idade desses sistemas binários são os restos da estrela companheira - mais especificamente, de sua temperatura, uma vez que ela continua quente mesmo não sendo mais capaz de queimar hidrogênio devido à perda de massa para o pulsar. O trabalho também oferece uma explicação para a aparente inexistência de pulsares ainda mais rápidos, na faixa dos microssegundos ou menos.

Créditos: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Camadas e camadas na Lua

Toda feição lunar nasce pura, mas então várias coisas acontecem que modificam a sua forma original. Crateras maiores e menores a carimbam, seu interior é suavizado por material ejetado, ou lavas soerguem do manto se sobrepondo ao interior das crateras. Jennifer Whitten e seus colegas exploraram como o último processo de inundação por lavas modificou a paisagem lunar. Com dados obtidos pelo altímetro laser de alta densidade espacial da sonda LRO eles começaram o trabalho fazendo um modelo topográfico digital da Bacia Hertzprung de 11 km de profundidade (à esquerda) e então adicionaram uma lava cinzenta e virtual em camadas com 500 metros de espessura. A imagem intermediária, mostrada acima representa a bacia depois da deposição de 2 km de lava e pode-se observar que os pontos mais baixos, o interior da bacia e outras crateras também são preenchidas. Com o tempo, mais dois quilômetros de lava cobriram toda a complexidade superficial da bacia somente deixando à mostra as regiões mais elevadas do anel interno por exemplo, como pode ser visto na imagem à direita. Esse exemplo explica algo há muito imaginado, seria a lava capaz de destruir os anéis das crateras? A cratera localizada na parte superior direita do anel da bacia parece ter tido parte de seu anel destruído pela lava, mas na realidade, nesse exemplo estamos observando a inundação de um ponto mais baixo já que a cratera é inclinada na direção interna.

Créditos: LPOD

Tempestade solar castiga robô Curiosity a caminho de Marte

Apesar de ser atingido por uma das mais violentas tempestades solares já registradas, o jipe-robô Curiosity nada sofreu e continua sua jornada rumo ao Planeta Vermelho. De acordo com a Nasa, o choque de radiação serviu de testes para simulação dos efeitos sobre o ser humano. O intenso bombardeio eletromagnético atingiu em cheio o robô no dia 27 de janeiro, após uma violenta explosão na mancha solar 1402, ocorrida quatro dias antes e considerada como a mais intensa desde 2005. O evento produziu um flare solar de classe X2, que acelerou prótons e elétrons quase na velocidade da luz. Como comparação, uma explosão solar de classe -X2 equivale a um terremoto entre 7 e 8 na escala Richter. Guiadas pelo campo magnético do Sol, as partículas aceleradas seguiram em direção ao jipe-robô, acomodado no interior da nave que o entregará em Marte em agosto de 2012. Quando as partículas atingem as paredes externas da nave, quebram outros átomos e moléculas que estão em seu caminho produzindo uma espécie de spray secundário de radiação. Todas essas partículas são então absorvidas e medidas por um detector a bordo do Spirit. Batizado de RAD (Radiation Assessment Detector ou Detector de Avaliação de Radiação), o instrumento conta os raios cósmicos, nêutrons, prótons e outras partículas em um grande espectro de energias biologicamente interessantes. Apesar do primeiro objetivo da missão RAD ser o de investigar o ambiente na superfície marciana, os pesquisadores estadunidenses o acionaram desde que o Curiosity foi lançado, com a finalidade de analisar o ambiente radioativo entre a Terra e Marte. De acordo com cientista Don Hassler do Southwest Research Institute, que cuida dos experimentos do detector RAD, em nenhum momento o jipe-robô esteve em perigo. "Na verdade, ao longo de toda a missão pretendemos experimentar mais tempestades similares a esta". Segundo Hassler, os pesquisadores têm uma boa idéia dos níveis de radiação encontrados no ambiente externo, mas desconhecem as condições dentro da nave, que ainda continuam um mistério. "O Curiosity está montando na barriga de uma nave espacial, no mesmo local onde um astronauta seria colocado", explica o cientista. "Isso significa que o robô está experimentando tempestades espaciais da mesma forma que um astronauta de verdade." Até mesmo supercomputadores têm dificuldade para modelar exatamente o que acontece quando raios cósmicos de alta energia e as partículas solares se chocam contra as paredes de uma nave espacial. Uma partícula atinge outra, fragmentos voam e colidem com outras moléculas. Para o pesquisador, calcular tudo isso é muito difícil, por isso os trabalhos de medição do instrumento RAD é muito importante. "Estamos tendo uma chance de realmente medir o que acontece", explicou Hassler. Mesmo quando o Sol está quieto, o jipe-robô é bombardeado por uma garoa constante de raios cósmicos de alta energia, acelerados há milhares de anos-luz por explosões supernovas ou buracos negros. No rescaldo do bombardeio de 27 de janeiro, o instrumento RAD detectou um surto de partículas várias vezes mais numerosos do que os habituais valores de contagem de raios cósmicos. Agora, Hassler e sua equipe estão analisando esses dados com objetivo de entender a resposta da nave espacial a essas tempestades. Até a chegada a Marte, prevista para agosto de 2012, mais flares solares deverão ocorrer na estrela. Além disso, até 2013 a atividade solar deverá continuar crescendo, fazendo com que mais bombardeios de partículas atinjam a nave e o jipe-robô Curiosity. Segundo Hassler, existe tempo de sobra para muitas avaliações.

Créditos: Apolo 11

Onda de choque da supernova 1987 A

Há vinte cinco anos atrás a supernova mais brilhante dos tempos modernos foi registrada. Com o passar dos anos, os astrônomos têm observado esse objeto e esperando pela expansão de detritos originados dessa tremenda explosão estelar até o seu choque como material anteriormente expelido. Um resultado claro dessa colisão de material é demonstrado no vídeo acima, gerado a partir de imagens obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble entre os anos de 1994 e 2009. O vídeo mostra a colisão de uma onda de choque se movendo para fora da supernova com um anel pré-existente de um ano-luz de largura. A colisão ocorreu a uma velocidade de 60 milhões de quilômetros por hora e a onda de choque ao atingir o anel aquecendo-o causou o seu brilho. Os astrônomos continuam a estudar a colisão à medida que ela ilumina o interessante passado da SN 1987 A, fornecendo assim pistas sobre a origem dos misteriosos anéis da supernova.

Créditos: APOD

Imagem de Marte tenta identificar cratera em duna

A imagem acima foi feita pela câmera HiRISE a bordo da sonda MRO e foi feita com o objetivo de tentar identificar se existe alguma cratera presente na duna. Até 2011 os cientista ainda não tinham identificado dunas com crateras em Marte. Isso leva os cientistas a acreditarem que as dunas são feições recentemente desenvolvidas, já que feições mais velhas geralmente possuem crateras. Essa duna em particular foi imageada no hemisfério sul de Marte durante o final do outono, assim o gelo começava a se acumular nas feições.

Créditos: Cienctec

China lança novo satélite de navegação

A China colocou em órbita o seu 11º satélite de navegação operacional para a rede Compass. O lançamento do satélite Compass-G5, também designado Beidou-11, teve lugar às 1612:04UTC do dia 24 de Fevereiro de 2012 e foi levado a cabo por um foguetão Chang Zheng-3C desde o Complexo de Lançamento LC2 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, província de Sichuan. O Compass-G5 foi colocado numa órbita de transferência para a órbita geossíncrona e utiliza os seus próprios meios de propulsão para atingir a sua órbita geossíncrona operacional final. Este ano a China prevê ainda lançar cinco novos satélites Compass, sendo um destes o Compass-G6 no final do ano e quatro satélites Compass-M que serão lançados em pares. O Compass-M3 e Compass-M4 deverão ser lançados em Abril ou Maio, enquanto que o Compass-M2 e Compass-M5 serão lançados provavelmente em Junho ou Julho. O lançamento dos Compass-M será feito por foguetão CZ-3B Chang Zheng-3B.

Créditos: AstroPT

MUOS-1 em órbita

Um satélite que irá melhorar as comunicações móveis da Marinha dos Estados Unidos foi colocado em órbita no dia 24 de Fevereiro de 2012. Lançado pelo foguetão Atlas-V/551 (AV-030) às 2215:00,219UTC, o satélite MUOS-1 (Mobile User Objective System) irá proporcionar serviços de 3G, dados e voz às tropas em serviço. O lançamento teve lugar desde o Complexo SLC-41 do Cabo Canaveral AFS.

Créditos: AstroPT

Erupção de filamento no Sol


Parte de um alongado filamento tornou-se instável e entrou em erupção perto do pólo norte do Sol no dia 19 de Fevereiro de 2012 como pode ser visto no vídeo acima feito com dados obtidos pela sonda STEREO (Ahead) na luz ultravioleta extrema. Filamentos são nuvens mais frias de gases que são suspensas acima da superfície do Sol por forças magnéticas. Elas normalmente entram em erupção e desaparecem no espaço. Pode-se notar no vídeo acima que uma parte remanescente do filamento (se esticando para a direita) parece se manter inalterada pela erupção.

Créditos: Cienctec

Quando a água fluiu em Marte: fotos coloridas mostram vales esculpidos pelas enchentes antigas

Essas fotos são versões incrivelmente detalhadas em 3D feitas pela Agência Espacial Européia da região Vallis Tiu, na superfície do planeta Marte. A região erodida é um vale no quadrângulo de Oxia Palus. Sua extensão é de 1.720 quilômetros e seu nome vem da palavra “Marte” em inglês antigo (germânico ocidental). O mosaico da região foi codificado por cores (que indicam as áreas mais e menos elevadas) e destaca a geografia espetacular da área, que teria sido criada por inundações altamente energéticas do rugido da água que um dia existiu em toda a superfície do planeta. As imagens geradas com dados do sistema de câmera estéreo de alta resolução da nave Mars Express mostram modelos digitais de terreno do que a topografia da superfície poderia ser derivada. Cores foram atribuídas a diferentes elevações na paisagem. As imagens foram capturadas em 10 órbitas da nave e mostram uma área de aproximadamente 380 quilômetros de comprimento. A agência disse que fica claro que o Tiu Vallis e as massas de água que fluíram dentro dele escavaram a uma profundidade de 1.500 a 2.000 metros ao norte do planalto marciano. Crateras de impacto individuais no fundo do vale formaram depressões marcantes, que ocorreram em um momento que a água já não corria mais ali – caso contrário, teriam sido preenchidas com sedimentos.

Créditos: Hypescience

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Uma bela vista

Nessa imagem do limbo de Mercúrio é possível ver a Bacia Rembrandt na parte superior direita da imagem com a cratera Kipling à esquerda. Pelo fato da sonda ESSENGER executar ao redor de Mercúrio uma órbita extremamente elíptica, a sonda obtém belas imagens como essa do hemisfério sul de Mercúrio a cada órbita.

Créditos: MESSENGER

Os misteriosos anéis da supernova 1987A

O que está causando esses estranhos anéis na supernova 1987A? Há vinte e cinco anos atrás, em 1987, a supernova mais brilhante da história recente foi vista na Grande Nuvem de Magalhães. No centro da imagem acima está um objeto central que é parte remanescente da violenta explosão estelar que aconteceu ali. Ao redor do centro curiosos anéis externos apareceram e tomaram a forma do número 8. Embora grandes telescópios incluindo o Telescópio Espacial Hubble monitorem os curiosos anéis por anos, sua origem ainda é misteriosa. A imagem acima foi feita pelo Hubble da parte remanescente da SN1987A em 2011. Embora a origem não seja definida com clareza existem especulações sobre a origem desses anéis, entre essas especulações está o fato de jatos estarem sendo emanados de uma estrela de nêutrons outrora escondida, e a interação do vento da estrela progenitora da supernova com o gás emitido antes da explosão.

Créditos: APOD

Evidência de nenhuma presença

A cratera Cassini e a possível pequena cratera concêntrica além dela é mostrada com clareza nessa bela imagem da Lua, mas é a área ao sul da Cassini que nos chama a atenção. Recentemente sugeriu-se que a Aristillus que aparece fora da imagem foi formada por meio de um impacto oblíquo. A imagem que defende essa idéia mostra cadeias e valas radiais muito bem desenvolvidas para noroeste e para sudeste mas não em direções intermediárias como é visto aqui. A imagem acima com uma escala maior e com baixo ângulo de iluminação revela com clareza a falta de cadeias e valas no terreno, confirmando a impressão na imagem que defendeu a idéia de impacto oblíquo. A Aristillus foi formada por um impacto oblíquo, um fato que parece não ter sido notado antes e que as imagens de astrônomos amadores ajudaram a confirmar.

Créditos: LPOD

Hubble mostra estrela antes e depois da explosão na M51

No meio do brilho de bilhões de estrelas que compõem a impressionante galáxia espiral chamada de M51, ou Galáxia do Redemoinho, uma massiva estrela encerrou sua vida de forma abrupta emitindo um brilhante flash de luz. O Telescópio Espacial Hubble registrou imagens da explosão da estrela, chamada de supernova (SN) 2005cs, 12 dias depois da sua descoberta. Os astrônomos então compararam essas fotos com imagens feitas pelo próprio Hubble da mesma região antes da explosão da supernova apontando assim qual foi a estrela progenitora da explosão.

Créditos: Cienctec

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Remanescente de supernova ajudando a solucionar mistérios

Uma nova imagem composta com dados dos telescópios espaciais da NASA, Chandra e Spitzer, mostra os restos empoeirados de uma estrela colapsada. A poeira está voando e engolfando uma família de estrelas próximas. “Os cientistas acreditam que as estrelas nessa imagem são parte de um aglomerado estelar onde uma supernova explodiu”, diz Tea Temim do Centro de para Astrofísica Harvard-Smithsonian em Cambridge, Massachussets, que lidera o estudo. “O material expelido na explosão está agora soprando essas estrelas com ventos de alta velocidade”. A imagem aqui reproduzida mostra os dados do Observatório de Raios-X Chandra em azul e os dados do Telescópio Espacial Spitzer em verde (comprimentos de onda mais curtos) e vermelho e amarelo para os comprimentos de onda mais longos. A fonte branca próxima ao centro da imagem é uma densa estrela de nêutron com uma rotação muito rápida, ou um pulsar deixado ali após a explosão do núcleo colapsado da supernova. O pulsar gera um vento de partículas de alta energia – visto nos dados do Chandra – que expande dentro de um ambiente circundante iluminando o material expelido pela explosão da supernova. A concha infravermelha que envolve o vento do pulsar é constituída de gás e poeira condensados dos detritos da supernova. À medida que a poeira fria expande na vizinhança, ela é aquecida e é iluminada pelas estrelas nos aglomerados que são então observados em infravermelho. A poeira mais próxima das estrelas é mais quente e é observada com um brilho amarelo na imagem. Alguma parte da poeira também é aquecida pelo vento do pulsar em expansão à medida que ele alcança o material da concha. O ambiente único no qual a supernova explodiu permite aos astrônomos observarem a poeira condensada da supernova que é normalmente fria para emitir radiação infravermelha. Sem a presença do aglomerado estelar, não seria possível observar a poeira até que ele se tornasse energizada e aquecida por uma onda de choque produzida pela supernova. Contudo, a ação desse aquecimento de choque poderia destruir muita das partículas menores. Na G54.1+0.3, os astrônomos estão observando a poeira original antes dessa destruição. A G54.1+0.3 fornece uma impressionante oportunidade para os astrônomos estudarem a formação da poeira de uma supernova jovem antes dela ser alterada e destruída pelas ondas de choque. A natureza e a quantidade de poeira produzida nas explosões de supernova é um antigo mistério e a G54.1+0.3 pode ajudar a desvendar uma importante peça desse quebra-cabeça.

Créditos: NASA

Nebulosa Hen 3-1333

Todos sabem que o universo é algo que está em constante mudança, mesmo as estrelas que num primeiro momento parecem estáticas e previsíveis todas as noites estão sujeitas a mudanças. Essa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA/ESA mostra a nebulosa planetária Hen 3-1333. Nebulosas planetárias, mais uma vez, nada têm a ver com planetas, elas na verdade representam os espasmos mortais de estrelas de tamanho médio como o Sol. À medida que elas expelem suas camadas externas, grandes e irregulares glóbulos de gás brilhante se expandem ao redor dela, e que dão a impressão de planetas quando observados através de pequenos telescópios, telescópios esses que eram usados pelos primeiros astrônomos que as descobriram. Acredita-se que a estrela no coração da Hen 3-1333 tenha uma massa por volta de 60% a massa do Sol, mas diferente do Sol, seu brilho parece variar substancialmente com o tempo. Os astrônomos acreditam que essa variabilidade é causada por um disco de poeira que localiza-se quase que de lado quando visto da Terra, e que periodicamente obscurece a estrela. Essa estrela é uma estrela do tipo Wolf-Rayet, ou seja, está no estágio final de evolução de uma estrela como o Sol. Essas estrelas recebem esse nome pois apresentam muitas características observacionais com as estrelas Wolf-Rayet, que são muito maiores. Mas por que a similaridade? Tanto as estrelas Wolf-Rayet, como as estrelas Tipo Wolf-Rayet são quentes e brilham pois seu núcleo de hélio está exposto, nas estrelas Wolf-Rayet isso acontece devido aos fortes ventos estelares que as caracterizam e nas estrelas Tipo Wolf-Rayet isso ocorre devido às camadas externas das estrelas terem sido expelidas à medida que a estrela esgota seu combustível. O núcleo de hélio exposto, rico em elementos pesados, significa que as superfícies dessas estrelas são muito mais quentes que o Sol, normalmente com temperaturas entre 25.000 e 50.000 graus Celsius, enquanto que no Sol a temperatura da superfície é de apenas 5.000 graus Celsius. Assim, enquanto elas são dramaticamente menores em tamanho, as estrelas Tipo Wolf-Rayet como essa no coração da Hen 3-1333 efetivamente imitam a aparência de estrelas muito maiores e muito mais energéticas, ou seja, elas são estrelas tranquilas quase mortas vestindo roupas de estrelas Wolf-Rayet. Essa imagem na luz visível foi feita pelo Canal de Alta Resolução da Câmera Avançada de Pesquisa do Hubble. O campo de visão na imagem acima é de aproximadamente 26 por 26 arcos de segundo.

Créditos: Space Telescope

Galáxias em transformação

Muitas das galáxias do universo, são como a nossa, mostrando belos braços espirais, se contorcendo ao redor de um núcleo brilhante. Exemplos, mostrados nessa espetacular imagem feita com a Wide Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble, das Agências Espaciais NASA e ESA, incluem a galáxia tombada na parte inferior da imagem, brilhando além da Via Láctea, e uma pequena galáxia espiral na parte central superior da imagem. Outras galáxias são mais estranhas ainda nas suas formas. A Markarian 779, a galáxia na parte superior da imagem tem essa aparência distorcida muito provavelmente devido a um recente encontro galáctico entre duas galáxias espirais. Essa colisão destruiu os braços espirais e dispersou boa parte do seu gás e da sua poeira, transformando-a em uma galáxia peculiar e com uma forma única. Essa galáxia faz parte do chamado catálogo Markarian, uma base de dados composta por mais de 1.500 galáxias denominadas em homenagem ao astrônomo americano B. E. Markarian, que estudou essas galáxias nos anos de 1960. Ele pesquisou o céu buscando objetos brilhantes com emissões fortes e pouco comuns no ultravioleta. A radiação ultravioleta pode vir de um grande número de fontes, então o catálogo de Markarian é muito diverso. Uma emissão ultravioleta excessiva pode ser resultado do núcleo de uma galáxia ativa, energizado por um buraco negro supermassivo no seu centro. Esse brilho intenso no ultravioleta pode ser também devido a eventos de intensa formação de estrelas, conhecidos como explosões de estrelas, possivelmente originados pela colisão entre as galáxias. As galáxias de Markarian, assim sendo, são objetos de estudos, estudos esses muitas vezes voltados para entender as galáxias ativas, as atividades de explosão de estrelas e as interações e fusões entre as galáxias.

Créditos: Space Telescope

Perda de massa nos taludes íngremes

Essa imagem da câmera de enquadramento da sonda Dawn mostra muitas crateras altamente degradas na parte superior da imagem. Essas crateras têm aproximadamente 4 km de diâmetro e são tão degradadas que seus anéis só são parcialmente visíveis. Elas são altamente degradadas pois material delas têm escorregado pelo talude íngreme das crateras. Movimentos talude abaixo como esse são chamadas de perda de material. A massa de material perdido nessa imagem aparece relativamente suave e está localizado no talude que cruza a imagem de forma aproximadamente horizontal. A massa de material perdido possui crateras esparsas, diferente das outras áreas visíveis na imagem. A perda de massa acontece em taludes íngremes, que podem ocorrer ao longo dos lados das depressões alongadas, chamadas de graben e ficam nas laterais das crateras. A imagem acima foi feita no Quadrante Rheasilvia e o centro da imagem está localizado nas coordenadas 80.4 graus de latitude sul e 296.5 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem no dia 13 de Dezembro de 2011 com o filtro limpo da sua câmera de enquadramento. A distância entre a sonda e o asteróide no momento da imagem era de 239 km e a resolução da imagem é de 22 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida durante a fase LAMO, ou Low Altitude Mapping Orbit, da missão da Dawn na órbita do Vesta.

Créditos: DAWN

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Nebulosas da Auriga

Rica em aglomerados estelares e em nebulosas, a antiga constelação de Auriga, o Cocheiro, se ergue alta nos céus de inverno do hemisfério norte. Composta por dados obtidos através de filtros de banda curta e banda longa e se espalhando por aproximadamente 8 Luas Cheias, ou 4 graus no céu, essa imagem telescópica profunda foi registrada em Janeiro de 2012 e mostra algumas das belezas celestes da Auriga. Também conhecida como Nebulosa da Estrela Reluzente, suas nuvens vermelhas convolutas de gás hidrogênio brilhante são energizadas por estrelas quentes do tipo O AE Aurigae. A IC 410 (na parte superior direita) é significantemente mais distante, a 12.000 anos-luz de distância da Terra. A região de formação de estrelas é famosa pelo seu jovem aglomerado estelar mergulhado em seu interior, a NGC 1893, e as nuvens em forma de girino de poeira e gás. A IC 417 e a NGC 1931 na parte inferior direita da imagem, conhecidas como a Aranha e a Mosca , são também jovens aglomerados de estrelas mergulhados em suas nuvens natal que se localizam distantes da IC 405. O aglomerado de estrelas NGC 1907 está localizado perto da borda inferior da imagem, um pouco à direita do centro. O campo de visão acima repleto de objetos localiza-se ao longo do plano da Via Láctea na direção aproximada do anticentro galáctico.

Créditos: APOD

Planetas que escaparam de seus sistemas poderiam abrigar vida alienígena

Segundo um novo estudo, planetas semelhantes à Terra com núcleos tumultuados podem suportar vida, mesmo que não tenham estrelas. Os pesquisadores apelidaram esses mundos de “planetas Steppenwolf” (Steppenwolf é o nome de uma banda de rock cujo sucesso foi a canção “Born to be Wild”, em português, “nascido para ser selvagem”], porque toda a vida neste habitat estranho existiria como um lobo solitário vagando pelas estepes da galáxia, e porque eles nasceram para ser selvagens. Esses planetas foram expulsos de seus sistemas solares, o que aparentemente é comum em todo o cosmos. A água líquida é geralmente considerada um pré-requisito para a vida, e eles poderiam abrigar oceanos de água líquida, desde que o núcleo do planeta fosse aquecido e a água estivesse enterrada sob uma camada protetora de gelo. Um planeta 3,5 vezes o tamanho da Terra, com composição semelhante à Terra e idade mais ou menos parecida, poderia, teoricamente, manter um oceano líquido subglacial. Se ele tiver cerca de 10 vezes mais água do que a Terra ou uma atmosfera muito espessa, só precisaria ter cerca de 0,3 vezes o tamanho da Terra; isso é um pouco maior do que Marte e menor que Vênus. Assim como a Terra, o planeta Steppenwolf precisaria de um manto para manter o calor geotérmico, sustentando pelo menos um pouco da água na forma líquida. Isso é diferente das forças de maré que mantêm os oceanos do satélite Europa líquidos, de modo que o planeta poderia existir sozinho, sem estrelas ou planetas vizinhos para mantê-lo aquecido. Há um monte de fatores desconhecidos, incluindo as funções de convecção e condução em transferência de calor. Porém, a teoria continua sendo interessante: esse tipo de planeta poderia ser uma maneira de espalhar a vida por todo o universo. Os cientistas ressaltam que, se eles cruzarem nossa vizinhança, seremos capazes de vê-los através de telescópios poderosos. Quem sabe esse é um bom começo.

Créditos: Hypescience

Lixo Espacial: restos do foguete Ariane caem sobre o Maranhão

Moradores da cidade de Anapurus, no Maranhão, foram surpreendidos na manhã de quarta-feira pela queda de um grande fragmento de um foguete francês do tipo Ariane 44-L. De acordo com os populares, a queda do objeto foi seguida de um forte estrondo. De acordo com cálculos de decaimento orbital feitos pelo Apolo11-Satview, o fragmento que caiu em Anapurus (28 km de Chapadinha e 275km de São Luís) era o tanque de pressurização de um foguete Ariane H10, objeto com identificação internacional 24770, lançado em 1997. Segundo as testemunhas, a queda ocorreu às 06h00 pelo horário local. Moradores das cidades próximas ao local da queda ficaram bastante assustados com o evento, que rapidamente se espalhou entre a população. Na queda, diversas árvores ficaram destruídas.

Créditos: Apolo 11

Cientistas descobrem “blocos de formação da vida” em Plutão

O telescópio espacial Hubble descobriu um forte “absorvedor” de luz ultravioleta na superfície do anão Plutão, sugerindo que o planeta gelado têm hidrocarbonetos. Esses hidrocarbonetos podem ter sido produzidos pela luz solar ou raios cósmicos que reagem com metano, monóxido de carbono e nitrogênio no gelo na superfície de Plutão. Os cientistas acreditam que a presença desses produtos químicos explica a tonalidade vermelha do corpo. Eles também encontraram evidências de mudanças na atmosfera de Plutão, com diferenças no espectro ultravioleta em comparação com as medições do Hubble de 1990. Isso pode ser devido a mudanças na pressão da atmosfera, ou simplesmente porque o telescópio observou diferentes terrenos. “A descoberta que fizemos com o Hubble nos lembra que descobertas ainda mais excitantes sobre a composição e a evolução da superfície de Plutão podem estar nos esperando, quando a nave New Horizons da NASA chegar ao planeta, em 2015″, disse o pesquisador Alan Stern.

Créditos: The Telegraph

O que existia antes do Big Bang?

"Já não é mais completamente maluco perguntar o que aconteceu antes do Big Bang." A afirmação é de Marc Kamionkowski, coordenador de um grupo de astrofísicos de uma das principais universidades dos Estados Unidos, a Caltech. Até agora acreditava-se que a violenta expansão que deu origem ao nosso universo foi forte o suficiente para eliminar qualquer traço do que existia antes. Mas uma nova interpretação de registros dos primeiros instantes após o Big Bang pode lançar alguma luz sobre o que existia antes e o que fez com que espaço e tempo inflassem, aumentando continuamente as distâncias físicas entre quaisquer pontos participantes desse movimento inflacionário. A nova teoria procura explicar as "anomalias" verificadas nos dados, que mostram variações no que deveria ser uma distribuição perfeitamente uniforme da radiação e da matéria no Universo. A teoria atual baseia-se em um fenômeno chamado inflação cósmica, que propõe que o espaço expandiu-se exponencialmente no instante seguinte ao Big Bang. O problema é que isso resultaria em um universo perfeitamente uniforme. E todas as observações indicam que há variações gigantescas entre as diversas regiões do Universo. Além disso, os cientistas detectaram uma anomalia nos dados da Radiação Cósmica de Fundo (CMB, na sigla em inglês), uma radiação na faixa das microondas que inundou o Universo 400.000 anos depois do Big Bang. A CMB é uma espécie de brilho do Big Bang, que decaiu para microondas à medida que o Universo se expandia ao longo dos 13,7 bilhões de anos que se seguiram desde o seu surgimento. Se nossos olhos conseguissem enxergar essa faixa das radiofreqüências, nós veríamos um céu inteiramente brilhante. Dados da sonda espacial WMAP (Wilkinson Microwave Anisotropy Probe), da NASA, mostram que a amplitude nas flutuações da CMB, que seria consistente com o modelo da inflação espacial, na verdade não é a mesma em todas as direções. "É uma anomalia adequadamente certificada," explica Kamionkowski. "Mas como a inflação cósmica parece lidar bem com tudo o mais, parece prematuro descartar a teoria." Com isso, os pesquisadores inseriram a assimetria verificada nos dados no cerne da própria teoria da inflação cósmica. Até agora haviam sido propostos dois novos tipos de campos de energia como sendo os motores da inflação do Universo. O primeiro, chamado de inflaton, não passou nos testes da nova teoria. Mas a coisa funcionou com o segundo campo, chamado curvaton, que havia sido proposto anteriormente para explicar as flutuações observadas na CMB. Variações no campo curvaton afetam apenas como a temperatura varia de um lugar para outro no Universo, mas mantém seu valor médio, mantendo a consistência do modelo da inflação cósmica. O novo modelo prevê que há uma maior quantidade de pontos frios do que de pontos quentes no CMB. A nova teoria poderá ser testada já em 2009, utilizando a sonda espacial Planck, uma missão internacional coordenada pela Agência Espacial Européia, que deverá ser lançada em Abril do próximo ano. Levantando o véu do Big Bang - A "perturbação" que os físicos introduziram no valor do curvaton ofereceu um ganho adicional: ela oferece o primeiro vislumbre sobre o que existia antes do Big Bang. Isso porque a perturbação pode ser a resultante de um efeito herdado da época antes do início da inflação cósmica. "Em termos observacionais, tudo isto está escondido por um véu," afirma Kamionkowski. "Se nosso modelo se sustentar, nós teremos a primeira chance de olhar além desse véu."

Créditos: Inovação Tecnológica

Expedição 30: Cosmonautas realizam passeio espacial

A imagem acima que mostra os cosmonautas russos Oleg Kononenko e Anton Shkaplerov, ambos engenheiros de vôo da Expedição 30, foi feita durante o passeio espacial realizado na quinta-feira dia 16 de Fevereiro de 2012. Durante, o passeio espacial de seis horas e quinze minutos, Kononenko e Shkaplerov moveram o guindaste Strela-1 do Pirs Docking Compartment em preparação para a sua substituição em 2012 com um novo laboratório e um novo módulo de trabalho. A dupla usou outro guindaste, o Strela-2 para mover a parte operada manualmente para o módulo Poisk para futuros trabalhos de montagem e manutenção. Ambos os guindastes telescópicos se estendem como uma vara de pescar e são usados para movimentar componentes pesados fora da ISS. No exterior do Poisk Mini-Research Module 2, eles também instalaram o Vinoslivost Materials Sample Experiment, que irá investigar a influência do ambiente espacial nas propriedades mecânicas dos materiais. Os cosmonautas também coletaram uma amostra de teste na parte isolada do Zvezda Service Module para buscar por qualquer sinal de organismos vivos. Ambos os cosmonautas estão vestindo as roupas espaciais russas Orlan com listras azuis e equipados com os capacetes com câmeras da NASA.

Créditos: NASA

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Uma paisagem celeste zodiacal

Vênus e Júpiter são os planetas mais brilhantes nos céus durante esse mês. Pouco depois do Sol se pôr no dia 20 de Fevereiro de 2012 eles dominavam o céu acima do horizonte oeste nessa paisagem coberta por neve. No céu claro e transparente sobre o Parque Estadual de Cherry Springs na Pensilvania, EUA, os planetas puderam ser vistos também imersos na Luz Zodiacal. A Luz Zodiacal é o brilho difuso e triangular causado pela dispersão da luz do Sol na poeira localizada ao longo do plano da eclíptica. Mais brilhante perto do horizonte, o brilho da Luz Zodiacal sobe e primeiro invade o planeta Vênus e depois Júpiter. Quanto mais longe do horizonte, mais apagado é o brilho da Luz Zodiacal, mas nesse local e nessas condições ela ainda teve forças para invadir o amável aglomerado de estrelas das Plêiades localizado perto do topo da imagem. Com o passar dos dias a Lua crescente fará companhia para os dois planetas no horizonte oeste. Os dois brilhantes planetas estarão numa bela conjunção, separados por apenas 3 graus no céu no dia 13 de Março de 2012. A carta celeste abaixo mostra o horizonte oeste/sudoeste para a cidade de São Paulo no dia 13 de Março de 2012 às 20:00, e mostra como os dois planetas estarão próximos.

Créditos: APOD

Tornados solares dançam através da nossa estrela


A sonda da NASA – Observatório Solar Dinâmico – capturou um vídeo incrível de tornados solares, erupções de plasma super quente, soprando em toda a superfície do Sol. O vídeo mostra fontes de plasma rodando por toda a superfície do sol durante um período de 30 horas entre 7 e 8 de fevereiro. Mas, ao contrário dos furacões na Terra, que são impelidos pelo vento, os furacões de plasma do Sol são moldados pelo poderoso campo magnético da nossa estrela. Uma região ativa girando fornece o pano de fundo para os fluxos giratórios de plasma. As partículas são puxadas por forças magnéticas concorrentes, e seguem fios de linhas do campo magnético. A nave que gravou o vídeo está em uma missão de cinco anos para registrar imagens de alta definição do Sol, para ajudar os astrônomos a entender melhor como as mudanças no ciclo do Sol e o tempo solar podem afetar a vida na Terra. O Sol está atualmente em um período ativo de seu ciclo de 11 anos. O atual ciclo é conhecido como ciclo solar 24 e atingirá seu pico em 2013. No vídeo, o plasma mais frio aparece como manchas escuras sobre um fundo brilhante. A sonda gravou o vídeo na faixa de ultravioleta extremo do espectro da luz, dando ao filme um tom lúgubre amarelo.

Créditos: Hypescience

Imagem de sombras profundas

Essa imagem de uma cratera de impacto localizada na Terra Cimmeria em Marte foi adquirida quando o Sol estava a apenas 11 graus acima do horizonte local, desse modo, uma longa sombra se estendeu sobre grande parte do interior da cratera. Contudo, ainda existe uma iluminação difusa vinda do céu e a câmera HiRISE tem a habilidade de adquirir uma quantidade de sinal suficiente sobre alvos apagados e fazendo belas imagens. O interior da cratera mostra um padrão de cadeias e montes, sugerindo fluxos de material congelado, que é algo comum nessa latitude marciana.

Créditos: HiRISE

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Telescópio Hubble descobre nova classe de planeta

A 40 anos-luz, GJ 1214b é maior do que a Terra e menor do que Urano. Mundo alienígena é formado por uma espessa atmosfera de vapor de água  O telescópio espacial Hubble, das agências espaciais americana e européia, descobriu uma nova classe de planeta: um mundo de água coberto por uma atmosfera espessa e fumegante, menor do que Urano, mas maior do que a Terra. O trabalho foi aceito para publicação no periódico Astrophysical Journal. Esse tipo de planeta nunca havia sido observado. GJ 1214b foi descoberto em 2009, mas só agora os cientistas conseguiram confirmar detalhes sobre a atmosfera do planeta. Em 2010, outro grupo de cientistas realizou medições e descobriu que ela poderia ser formada por vapor de água ou nuvens. Agora, a equipe utilizou a câmera infravermelha do Hubble para confirmar que a atmosfera de GJ 1214b era formada por uma espessa e densa camada de vapor de água. O planeta possui 2,7 vezes o diâmetro da Terra e tem massa sete vezes maior. GJ 1214b completa uma órbita em volta de uma estrela anã vermelha a cada 38 horas a uma distância de dois milhões de quilômetros, o equivalente a uma vez e meia o diâmetro do Sol. Os cientistas estimam que a temperatura na superfície do mundo alienígena seja de 230º Celsius. Como a massa e o tamanho do planeta são conhecidos, os cientistas conseguem calcular sua densidade: dois gramas por centímetro cúbico. A água, por exemplo, tem densidade de um grama por centímetro cúbico e o valor médio para a densidade da Terra é de 5,5. Isso quer dizer que o GJ 1214b tem muito mais água e menos rocha do que nosso planeta. Por isso, a estrutura interna do mundo alienígena seria "extraordinariamente diferente" em relação a Terra. O planeta GJ 1214b está localizado na constelação de Serpentário, a 40 anos-luz da Terra. De acordo com os cientistas, liderados por Zachory Berta, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, ele não se parece com nenhum outro conhecido. "Grande parte de sua massa é formada por água", disse Berta. Os teóricos acreditam que o GJ 1214b começou sua formação distante de sua estrela-mãe, onde o gelo era abundante. Depois o planeta migrou para mais perto, passando pela zona habitável da estrela. Nesse momento, a temperatura da superfície seria semelhante a da Terra. Os cientistas não sabem dizer quanto tempo ele teria ficado assim. Por causa da proximidade do planeta, "apenas" 40 anos luz, o GJ 1214b é um grande candidato para ser estudado pelo telescópio espacial James Webb, o sucessor do Hubble. A missão de mais de oito bilhões de dólares tem previsão de lançamento para 2018.

Créditos: Veja

Spitzer da NASA encontra buckyballs sólidas no espaço

Astrônomos usando os dados obtidos pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA, descobriram pela primeira vez descobertas às chamadas buckyballs em estado sólido no espaço. Antes dessa descoberta, as esferas microscópicas de carbono tinham sido encontradas somente na forma gasosa no espaço. Formalmente chamadas de buckministerfullerene, as buckyballs, foram denominadas em homenagem à semelhança que elas têm com os domos geodésicos feitos pelo arquiteto Buckminter Fuller. Elas são compostas por 60 moléculas de carbono arranjadas em uma esfera oca, como uma bola de futebol. Suas estruturas pouco comuns fazem delas as candidatas ideais para aplicações elétricas e químicas na Terra, incluindo os materiais supercondutores, para a medicina, para purificação de água e outras aplicações. Na última descoberta, os cientistas usaram o Spitzer para detectar pequenos pedaços de matéria, ou partículas, consistindo de buckyballs empilhadas. Eles encontraram as partículas ao redor de um par de estrelas chamadas de XX Ophiuchi a 6.500 anos-luz de distância da Terra e detectaram ali uma quantidade suficiente para preencher um volume equivalente a 10.000 Monte Everests. “Essas buckyballs são empilhadas juntas para formar um sólido, como laranjas numa cesta”, disse Nye Evans da Universidade de Keele na Inglaterra, principal autor do artigo que aparece na Monthly Notices da Royal Astronomical Society. “As partículas detectadas são minúsculas, menores do que a largura de um fio de cabelo, mas cada um contém pilhas de milhões e buckyballs”. As buckyballs foram detectadas definitivamente no espaço pela primeira vez pelo Spitzer em 2010. O Spitzer depois identificou as moléculas em diferentes ambientes cósmicos. Elas foram encontradas em quantidades suficientes e iguais a 15 massas da Lua numa galáxia próxima da Terra chamada de Pequena Nuvem de Magalhães. Em todos os casos, as moléculas foram encontradas na forma gasosa. A recente descoberta das partículas buckyballs significa que grandes quantidades dessas moléculas precisam estar presentes em ambientes estelares para formar partículas sólidas. A equipe de pesquisa foi capaz de identificar a forma sólida das buckyballs nos dados do Spitzer pois elas emitem luz de uma maneira única diferente da sua forma gasosa. “Esses resultados animadores sugerem que as buckyballs são ainda mais dispersas no espaço do que os primeiros resultados do Spitzer mostraram”, disse Mike Werner, cientista de projeto para o Spitzer no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena na Califórnia. “Elas podem ser importantes formas do carbono, um dos blocos fundamentais e essenciais para a vida através do cosmos”. As buckyballs têm sido encontradas na Terra em várias formas. Elas se formam como um gás de velas incandescentes e existe como sólido em certos tipos de rochas, como um mineral encontrado na Rússia e como o fulgurito, uma rocha vítrea do Colorado que se forma quando os raios atingem o solo. Num tubo de teste, os sólidos tomam uma forma escura. “A janela de análise do Spitzer fornece uma visão do universo na parte infravermelha do espectro e têm revelado a bela estrutura em escala cósmica”, disse Bill Danchi, cientista do programa do Spitzer na sede da NASA em Washington. “Em outra descoberta surpreendente da missão, nós tivemos sorte o suficiente para ver estruturas elegantes em escalas menores, que nos estão ensinando muito sobre a arquitetura interna da existência”.

Créditos: NASA

Chandra mede o vento mais rápido gerado por um buraco negro de massa estelar

A imagem acima é na verdade um desenho artístico que mostra um sistema contendo um buraco negro com massa estelar chamado de IGR J17091-3624, ou para simplificar (ou nem tanto) IGR J17091. A forte gravidade do buraco negro, na parte esquerda do desenho, está puxando o gás de sua estrela companheira à direita. Esse gás forma um disco de gás quente ao redor do buraco negro e o vento está guinado esse disco. Novas observações feitas com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA mediram o vento como sendo o mais rápido já observado sendo soprado do disco ao redor de um buraco negro de massa estelar. Buracos negros de massa estelar nascem quando estrelas extremamente massiva colapsam e normalmente pesam entre cinco e 10 massas solares. O vento está soprando à incrível velocidade de 20 milhões de milhas por hora, ou algo em torno de 3% da velocidade da luz. Isso é aproximadamente dez vezes mais rápido do que o vento mais rápido anteriormente medido e se ajusta com os ventos mais rápidos gerados por buracos negros supermassivos, objetos que milhões ou as vezes bilhões de vezes mais massivos. Outra descoberta é que o vento, que vem de um disco de gás ao redor do buraco negro pode carregar mais material do que o buraco negro está capturando. A alta velocidade do vento foi estimada a partir do espectro feito pelo Chandra em 2011. Um espectro mostra quão intenso os raios-X são nas diferentes energias. Íons emitem e absorvem em feições distintas do espectro, o que permite que os cientistas monitorem seus comportamentos. Um espectro do Chandra de íons de ferro feito dois meses antes não mostrou evidências desse vento de alta velocidade, significando que o vento provavelmente é ligado e desligado com o passar dos tempos.

Créditos: NASA

Um colorido complexo

A imagem acima mostra uma região complexa na superfície de Mercúrio em cores. O interior de alta refletância e preenchido por cavidades da cratera Graft pode ser visto na parte central esquerda, e uma pequena cratera de igual alta refletância pode ser vista na parte nordeste. Cruzando a imagem de norte para sul estão os raios da cratera Hokusai, localizada a 1.500 quilômetros de distância dessa região.

Créditos: MESSENGER

Satélite da Nasa registra eclipse solar visto do espaço


Enquanto no Brasil milhões de pessoas estavam curtindo um belo feriado de Carnaval, um interessante evento estava sendo registrado pelo observatório heliosférico da Nasa: o trânsito da Lua à frente do disco solar. O evento durou alguns instantes, mas o suficiente para causar um profundo mergulho no registro da emissão ultravioleta, medida constantemente pelo satélite. Apesar de ser um eclipse solar parcial como qualquer outro, o evento da terça-feira, 21 de fevereiro, não foi visto de nenhum lugar da Terra. O único lugar que permitiu sua observação foi no Cinturão de Clarke, uma região no espaço situada a 36 mil km de altitude onde se localizam os satélites geoestacionários e também o observatório de dinâmica solar da Nasa, SDO. Dessa região, o SDO monitora o Sol durante 24 horas e exatamente às 11h14 pelo horário de Brasília a Lua entrou em seu campo de visão, bloqueando parte do disco solar. Durante 1 hora e 42 minutos a lua transitou entre o satélite e o Sol, produzindo importantes dados para calibragem dos instrumentos a bordo do observatório. Através de um imageador de 16 megapixels, o SDO registra o Sol em diversos comprimentos de onda, principalmente no seguimento do ultravioleta extremo, entre 17 e 30 nanômetros (170 e 300 Angstroms), próximo aos raios-x. Durante o eclipse de terça-feira, parte da Lua cobriu a mancha solar 1422, fonte de intensa emissão eletromagnética no espectro ultravioleta, impedindo que a radiação atingisse os sensores no observatório. Isso causou a queda abrupta do sinal na saída dos detectores, o que o permitiu aos cientistas efetuarem uma calibragem mais apurada da sensibilidade dos instrumentos a bordo do SDO.

Créditos: Apolo 11

Vídeo mostra o crescimento de manchas solares registrado pelo SDO


O vídeo acima mostra um pequeno grupo de manchas solares rapidamente se fundindo e se transformando num substancial grupo de manchas solares em menos de 2.5 dias, entre 9 e 11 de Fevereiro de 2012. Com seus instrumentos de alta resolução, o SDO pode seguir a ação do grupo com um detalhe impressionante. Manchas solares são regiões mais escuras e mais frias geradas por forças magnéticas abaixo da superfície do Sol. Elas são as vezes os locais onde nascem as tempestades solares, embora esse grupo em particular, mostrado no vídeo acima, não produza qualquer tempestade. Para se ter uma idéia de tamanho, as manchas maiores e mais desenvolvidas são maiores que a Terra.

Créditos: Cienctec

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Onde está o Curiosity?

A viagem da Terra até Marte demorará cerca de 36 semanas ou 254 dias. O cruzeiro terminará quando a sonda estiver a 45 dias, a contar da entrada na atmosfera marciana, quando começará a fase de aproximação. Clique na imagem e veja onde a sonda está nesse momento.

Créditos: NASA

Exposição de rochas em parede de cratera

Essa cratera de latitude intermediária em Marte, 53 graus de latitude norte aparece muito bem preservada, com uma clara cobertura de material ejetado e um anel bem definido. A exposição de rochas do embasamento são visíveis perto do topo do anel. Estudos desse local podem trazer informações sobre o terreno localizado abaixo da cobertura dessa região. Além disso, as imagens obtidas com a câmera HiRISE a bordo da sonda MRO mostra feições de pequena escala formadas através de processos de modificação e degradação, por exemplo, fraturas com poucos metros de largura que correm perpendicularmente ao talude são provavelmente formadas pelo deslizamento e por processos periglaciais. Valas e feições de fluxos são também provavelmente encontradas ao longo da parede da cratera, canais possivelmente rasos começaram nas exposições de rochas do embasamento e são visíveis ao longo do anel da cratera na porção superior esquerda da imagem.

Créditos: HiRISE

Vesta em alta resolução: superfície dominada por crateras de impacto

Nessa imagem acima, feita pela chamada câmera de enquadramento da sonda Dawn, é possível ver um grande número de crateras formadas pelas colisões ocorridas com a superfície do asteróide Vesta. As crateras na imagem variam de tamanho desde 1 km de diâmetro até aproximadamente 4 km de diâmetro. Olhando tanto na imagem de alta resolução como na imagem de baixa resolução pode-se ver que vários tipos de crateras de impacto dominam a superfície do Vesta. As depressões relativamente grandes e circulares na imagem são crateras de impacto mais velhas e altamente degradadas. As crateras que apresentam os anéis mais bem definidos e nítidos são as crateras mais jovens. Aglomerados de crateras secundárias menores foram criados pelo impacto de material e pedaços de rochas que foram ejetados pelo impacto primário e que retornaram à superfície do asteróide. Essa imagem está localizada no Quadrante Oppia do asteróide Vesta e o centro da imagem localiza-se nas coordenadas 18.6 graus de latitude sul e 346.8 graus de longitude leste. A sonda Dawn da NASA obteve essa imagem com o filtro limpo de sua câmera de enquadramento no dia 13 de Dezembro de 2011. A distância entre a sonda e a superfície do asteróide no momento da imagem era de 190 quilômetros e a resolução da imagem é de aproximadamente 17.5 metros por pixel. Essa imagem foi adquirida já na fase LAMO, ou seja, Low Altitude Mapping Orbit da missão da sonda Dawn na órbita de Vesta.

Créditos: DAWN

O azul da Degas

A imagem acima mostra uma visão colorida da cratera Brontë, a grande cratera localizada na parte superior direita da imagem e da cratera Degas, a cratera com tonalidade azulada no topo da Brontë. Essas crateras estão localizadas na Sobkou Planitia em Mercúrio, uma região plana formada por uma atividade vulcânica no passado do planeta.

Créditos: MESSENGER

Ele deixou suas pegadas entre as estrelas

Godspeed, John Glenn. Like Houston, Tranquility Base here. The Eagle has landed. Essas são grandes citações da era espacial e a última, será lembrada para a eternidade graças ao vôo feito pela nave Friendship 7 ter terminado em sucesso, levando o astronauta John Glenn a orbitar a Terra por três vezes e provando de forma definitiva que os americanos tinham a tecnologia dominada para seguir em frente com o programa espacial. Há cinquenta anos atrás, no dia, 20 de Fevereiro, John Glenn foi lançado ao espaço em uma pequena cápsula azul localizada no topo de um foguete. Ele não teve problemas com a ausência de peso e embora o seu sistema de controle não fosse perfeito seu vôo ao redor da Terra é considerado um sucesso e sem falhas. Ele iniciou as observações da Terra feitas por astronautas comentando e fotografando o que via. Vôo esse que pode ser considerado como sendo o primeiro passo rumo a Lua.

Créditos: LPOD

Sonda revela atividade geológica recente na Lua

Novas imagens da sonda LRO (Lunar Reconnaissance Orbiter) da NASA mostram que a crosta da Lua está a ser esticada, formando vales minúsculos em áreas muito pequenas da superfície lunar. Os cientistas teorizam que esta atividade geológica ocorreu há menos de 50 milhões de anos atrás, o que é considerado recente em comparação com a idade da Lua, mais de 4,5 bilhões de anos. Uma equipe de investigadores que analisavam imagens de alta resolução obtidas pela câmara da LRO observou trincheiras pequenas e estreitas tipicamente com um comprimento muito maior do que a sua largura. Isto indica que a crosta lunar está a ser separada nestes locais. Estes vales lineares, conhecidos como "graben" ou fossas tectônicas, formam-se quando a crosta da Lua é esticada, quebra-se e desce ao longo da fronteira entre duas falhas. Um punhado destes sistemas graben foi descoberto na superfície lunar. "Nós pensamos que a Lua está num estado geral de contração global devido ao arrefecimento de um interior ainda quente," afirma Thomas Watters do Centro para Estudos Terrestres e Planetários do Museu Nacional do Ar e do Espaço em Washington, EUA, e autor principal de um artigo acerca desta pesquisa que será publicado na edição de Março da revista Nature Geoscience. "O graben diz-nos que as forças que encolhem a Lua foram superadas em vários locais por forças que a puxam. Isto significa que as forças de contração na Lua não podem ser muito grandes, caso contrário os graben podiam nem sequer terem se formado." A fraca contração sugere que a Lua, ao contrário dos planetas terrestres, não derreteu completamente nos estágios iniciais da sua evolução. Ao invés, as observações suportam uma visão alternativa de que apenas o exterior da Lua derreteu inicialmente, formando um oceano de rocha derretida. Em Agosto de 2010, a equipe usou imagens da LRO com o objetivo de identificar sinais físicos de contração na superfície lunar, sob a forma de penhascos com a forma de lóbulos. Estas escarpas são prova de que a Lua encolheu globalmente no passado geológico recente e pode muito bem estar a encolher ainda hoje. A equipe viu estas escarpas distribuídas amplamente pela Lua e concluiu que estava a encolher à medida que o interior arrefecia lentamente. Com base no tamanho das escarpas, estima-se que a distância entre o centro da Lua e a sua superfície tenha diminuído aproximadamente 91 metros. Estas fossas tectônicas foram uma descoberta inesperada e as imagens providenciam evidências contraditórias de que as regiões da crosta lunar estão também sendo separadas. "Este afastamento diz-nos que a Lua ainda está ativa," afirma Richard Vondrak, cientista do projecto LRO no Centro Aeroespacial Goddard da NASA, no estado americano do Maryland. "A LRO proporciona-nos um olhar detalhado deste processo." À medida que a missão LRO progride, os cientistas terão uma melhor imagem de quão comuns são estas fossas jovens e que outros gêneros de características tectônicas estão por explorar. Os sistemas de graben que a equipe descobriu podem ajudar os cientistas a refinar o estado do stress na crosta lunar. "Foi uma grande surpresa quando avistamos graben nas terras altas do lado oculto da Lua," afirma o co-autor Mark Robinson da Escola de Exploração da Terra e do Espaço na Universidade Estatal do Arizona, investigador principal da sonda. "Apontamos imediatamente para a área com o intuito de obter imagens stereo de alta resolução para que pudéssemos criar uma vista tridimensional das fossas. É excitante descobrir algo totalmente inesperado e apenas metade da superfície lunar já foi observada em alta resolução. Há ainda muito da Lua por explorar."

Créditos: Astronomia On-line

Visualização de uma supernova próxima

Na virada do século 19, o sistema estelar binário Eta Carinae era apagado e difícil de ser identificado no céu. Nas primeiras décadas do século, ele tornou-se cada vez mais brilhante, até que em Abril de 1843, o sistema se tornou a segunda estrela mais brilhante no céu noturno, sendo superada somente pela estrela Sirius que está quase mil vezes mais próxima da Terra. Nos anos que se seguiram o sistema foi se apagando novamente e no século 20 ele ficou totalmente invisível a olho nu. A estrela continuou a variar em brilho desde então, e enquanto embora tenha se tornado visível novamente a olho nu, seu brilho nunca superou o pico de brilho atingido em 1843. A maior das duas estrelas no sistema de Eta Carinae é uma imensa e instável estrela que está perto do fim da sua vida, e o evento que os astrônomos observaram no século 19 foi uma experiência de quase morte de uma estrela. Os cientistas chamam essas explosões de eventos falsos de supernovas, pois eles são parecidos com as explosões de supernovas mas param pouco antes de destruir completamente a estrela. Embora os astrônomos do século 19 não tivessem telescópios poderosos o suficiente para ver a explosão de 1843 em detalhe, seu efeito pode ser estudado hoje. As imensas nuvens de matéria expelidas a um século e meio atrás, e conhecidas como Nebulosa do Homúnculo, tem sido um dos alvos favoritos do Hubble desde seu lançamento em 1990. A imagem acima, feita com o Canal de Alta Resolução da Câmera Avançada de Pesquisa é a imagem mais detalhada até hoje já feita desse objeto e mostra como o material da estrela não foi expelido de maneira uniforme, mas sim formando uma imensa forma de haltere. A Eta Carinae não é só interessante pelo que aconteceu em seu passado, mas também pelo seu futuro. Ela é uma das estrelas mais próxima da Terra que provavelmente irá explodir em uma supernova num futuro relativamente próximo, pensando em escala astronômica, um futuro relativamente próximo é algo em torno de um milhão de anos. Quando isso acontecer, espera-se que nós aqui na Terra possamos ver algo impressionante, algo que pode gerar uma estrela muito mais brilhante do que seu último pico de brilho. Os astrônomos imaginam isso, pois a SN 2006gy, a supernova mais brilhante já observada se originou de uma estrela do mesmo tipo. A imagem acima consiste de uma combinação de imagens obtidas na luz ultravioleta e visível. O campo de visão dessa imagem é de aproximadamente 30 arcos de segundo de diâmetro.

Créditos: Space Telescope