segunda-feira, 30 de abril de 2012

O nascimento dos superburacos negros

Nenhum objeto astrofísico conhecido pode originar uma aberração dessas, de forma que o segredo de sua origem se perde na aurora do Universo. Agora um novo modelo concebido por pesquisadores brasileiros pode ajudar a explicar o aparecimento e a evolução de criaturas tão importantes quanto misteriosas do zoológico cósmico. Não é difícil fabricar um buraco negro qualquer. Toda estrela com massa suficientemente elevada, ao esgotar seu combustível, implode sob seu próprio peso e se torna um. Trata-se de um objeto cuja gravidade é tão intensa que nada pode escapar de sua superfície, nem a luz. Acontece que as estrelas de maior massa conhecidas hoje têm cerca de 150 vezes a massa do Sol. Antes de virar um buraco negro, estrelas desse tipo – as gigantes azuis – explodem na forma de supernova e perdem boa parte de sua massa original. Na melhor das hipóteses, sobra um buraco negro com algumas dezenas de massas solares. Como chegar aos milhões de sóis dos buracos negros no centro das galáxias? Para os astrofísicos Eduardo dos Santos Pereira e Oswaldo Miranda, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), em São José dos Campos, no interior paulista, circunstâncias especiais no passado cósmico teriam permitido o surgimento desses colossos. Em primeiro lugar, nos primórdios o Universo possibilitava a formação de estrelas bem maiores do que as de hoje. Essas estrelas de massa muito elevada seriam perfeitamente capazes de gerar as sementes dos atuais glutões galácticos, que, em bilhões de anos, aumentariam de massa engolindo objetos que caíssem em seu crescente campo gravitacional. Esse processo conhecido como acreção já era mais ou menos visto como consenso entre os astrofísicos. Contudo, ele sempre foi usado com alguma arbitrariedade. “A questão do crescimento dos buracos por acreção sempre foi tratada de forma meio ad hoc”, diz Miranda. “Os pesquisadores determinam uma taxa de acreção de massa e a ajustam para atingir a massa que os buracos negros teriam de ter no presente.” O grande salto do trabalho, publicado no final de 2011, foi demonstrar que é possível explicar o surgimento dos buracos negros de massa muito elevada a partir da taxa de formação estelar cósmica – um número que descreve quantas estrelas nascem, em média, a cada momento da vida do Universo. “Muita gente procurava esse vínculo que encontramos”, afirma Miranda. Uma questão intrigante acerca dos superburacos negros é a relação deles com a formação das galáxias que habitam. Seriam eles as sementes em torno das quais as estrelas se agrupam? Ou a formação das galáxias induziria o surgimento do buraco negro no centro? Aparentemente, a resposta é uma coevolução dos dois fenômenos, motivada por um terceiro elemento: a matéria escura. Halos dessa misteriosa componente – ela responde pela maior parte da matéria do Universo e só interage com as partículas convencionais por meio da força gravitacional – induziriam o surgimento de estrelas gigantescas no início do Cosmo e, mais tarde, aglomerariam a matéria circundante em seu interior, fornecendo os “tijolos” para a construção das galáxias. Nesse contexto, os buracos negros antecederiam a formação das galáxias, mas ambos evoluiriam sob influência da matéria escura. O novo trabalho também indica que o crescimento dos buracos negros gigantes no centro das galáxias pode se dar de forma paulatina nos 13,5 bilhões de anos que se sucederam ao surgimento das primeiras estrelas. A maioria dos modelos anteriores sugeria a necessidade de um crescimento hiperacelerado, que não casava bem com o que se entendia dos mecanismos de acreção envolvidos. Outra consequência importante é que, estabelecida a relação entre a taxa de formação estelar e o crescimento dos buracos negros gigantes, foi possível estimar o comportamento desses buracos negros no passado remoto. Essas previsões podem vir a ser confirmadas pela próxima geração de telescópios, como o James Webb, projetado pela NASA para substituir o Hubble na próxima década. “O modelo explica os observáveis, desde que os buracos negros sementes tenham mil massas solares. Esse é o problema”, avalia João Steiner, astrônomo da Universidade de São Paulo. Para ele, não está claro que o Universo primordial, mesmo com condições favoráveis ao surgimento de estrelas maiores, possa ter gerado buracos negros dessa magnitude. Estrelas maiores podem ter surgido no passado distante em consequência da composição mais simples do Universo primordial. Logo após o Big Bang, quando as primeiras estrelas teriam se formado, os únicos elementos químicos disponíveis seriam o hidrogênio e o hélio. Átomos mais pesados – como oxigênio e carbono, essenciais à vida – só surgiriam mais tarde, depois que os primeiros astros começassem a explodir em supernovas. Com menos elementos pesados, que fragmentam as nuvens de gás reduzindo a chance de formar objetos de massa elevada, estrelas muito maiores que as atuais podem ter existido. Mas seriam tão maiores assim? “Há uma esperança de que a resposta esteja aí”, diz Steiner. “Mas talvez seja só um desejo dos pesquisadores. Por que não se formam estrelas muito massivas, por exemplo, na Pequena Nuvem de Magalhães? Lá há uma metalicidade [presença de elementos pesados] quase primordial.” Para Miranda, na falta de exemplos observáveis, é preciso se apoiar em criações teóricas. “Simulações computacionais”, diz, “mostram que estrelas de 500 a mil massas solares seriam comuns no Universo primordial”.

Créditos: FAPESP

Começam os preparativos para pousar no Planeta Vermelho

No último dia 26 de abril, o laboratório MSL completou cinco meses de viagem rumo a Marte. Agora, faltando menos de 100 dias para o pouso, as equipes de terra começaram a simular as primeiras tarefas que o jipe-robô Curiosity deverá realizar na superfície do Planeta Vermelho. E tudo vai indo muito bem. "Cada dia que passa ficamos mais pertos do verdadeiro desafio dessa missão", disse Pete Theisinger, gerente do projeto Mars Science Laboratory, MSL, junto ao Laboratório de Propulsão a Jato, JPL, da Nasa. "Pousar um veículo do tamanho de uma caminhonete ao lado de uma montanha a 140 milhões de quilômetros de casa é realmente uma tarefa excitante. Nossos engenheiros e cientistas estão se preparando muito para esse grande dia", disse o pesquisador. No dia 22 de abril, os engenheiros do JPL concluíram uma semana de testes operacionais, que simularam diversos aspectos das operações que deverão acontecer na superfície de Marte. Para isso os engenheiros enviaram a um protótipo de laboratório os mesmos comandos que serão transmitidos ao jipe-robô Curiosity durante a missão, em especial nas primeiras horas após o pouso. "Nosso jipe de testes tem um computador idêntico ao do Curiosity", disse Eric Aguilar, engenheiro-chefe da missão MSL. "Executamos todos os comandos em sequência e ficamos obsevando o jipe trabalhar. Ele percorreu os caminhos corretamente, tirou as fotos que queríamos e coletou amostras de solo conforme o esperado. Foi um grande teste e isso nos deu muita confiança em nosso trabalho." A missão MSL foi lançada em 26 de novembro de 2011 e tem o objetivo principal de colocar na superfície de Marte o jipe-robô Curiosity, de 1 tonelada. O jipe deverá tocar a superfície nas primeiras horas do dia 5 de agosto de 2012 e estudar o planeta por pelo menos dois anos. O local escolhido para o pouso é próximo à base de uma montanha localizada no interior da cratera Gale, na região equatorial de Marte. O local mantêm evidências de umidades originadas no início da formação do planeta e uma das tarefas do robô será estudar as camadas dessa montanha.

Créditos: Apolo 11

Primeira nave privada visitará a Estação Espacial Internacional

Uma missão espacial privada – a primeira da história – está prestes a ser lançada no dia 30 de abril de 2012, na Agência Espacial Norte-americana (NASA), nos Estados Unidos. O lançamento vai dar início a uma demonstração fundamental de voo da cápsula Dragão, construído pela companhia estadunidense Tecnologias de Exploração Espacial, vulga SpaceX, com sede em Hawthorne, no estado da Califórnia. Durante a missão, a espaçonave com forma de bala de goma vai se reunir com a estação espacial e entregará algumas cargas. A cápsula levará comida, suprimentos em geral e instrumentos científicos até a estação espacial, onde os astronautas da estação agarrarão as cargas utilizando-se de um braço robótico gigante. Se tudo der certo, a SpaceX começara a prestar tal serviço à NASA. Se não obter sucesso, será a primeira vez que uma espaçonave comercial voará até a Estação Espacial Internacional. “Tudo parece bem, mas ainda existem alguns preparativos de última hora que precisam ser feitos”, conta Bill Gerstenmaier, o diretor de operações e exploração da NASA. Um dos preparativos é a realização de testes com os softwares da cápsula Dragão, que precisam ser feitos logo. O contrato com a NASA, que prevê 12 missões, custou 1,6 bilhões de dólares – aproximadamente 2,8 bilhões de reais – à empresa de Hawthorne. Porém, ao contrário do que o leitor pode pensar, o lançamento do dia 30 não conta como parte das 12 missões. Por enquanto, é apenas uma demonstração para mostrar se a cápsula Dragão está totalmente adequada para voar. Mas esse não é o primeiro recorde da SpaceX e da cápsula Dragão. Em dezembro de 2010, SpaceX se tornou a primeira empresa privada a pôr uma espaçonave em órbita e a trazê-la para a Terra com sucesso.

Créditos: Hypescience

Nos domínios de uma estrela moribunda

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA tem estado sempre na ponta tecnológica e científica no que diz respeito à pesquisa com relação à vida de estrelas como Sol. No final de suas vidas, essas estrelas esgotam todo o seu combustível nuclear na fase que é chamada de nebulosa protoplanetária ou pré-planetária. Essa imagem do Hubble mostra a Nebulosa do Ovo em uma das melhores visões desse objeto até o momento, que retrata essa fase breve porém dramática da vida das estrelas. Durante a fase de nebulosa pré-planetária, o calor remanescente de uma estrela de certa idade que aparece no centro da nebulosa aquece e excita o gás fazendo-o brilhar por alguns milhares de anos. O período de vida curto da nebulosa pré-planetária significa que existem relativamente poucas delas em um determinado momento de vida do universo. Além disso, elas são muito apagadas, o que faz com que seja necessário a utilização de poderosos telescópios para que possamos vê-las. Essa combinação de raridade com baixo brilho significa que elas foram descobertas há relativamente pouco tempo. A Nebulosa do Ovo, a primeira a ser descoberta, foi registrada pela primeira vez há menos de 40 anos atrás, e muitos aspectos dessa classe de objetos continua envolto em um grande mistério. No centro da imagem, e escondida pela espessa nuvem de poeira, está a estrela central da nebulosa. Embora os cientistas não podem ver a estrela diretamente, eles podem ver sim quatro feixes de luz que se originam na estrela e brilham através da nebulosa. Os pesquisadores criaram a hipótese que os buracos em forma de anel no espesso casulo de poeira, cavados pelos jatos provenientes da estrela fazem com que os feixes de luz possam emergir através da nuvem outrora opaca. O mecanismo preciso pelo qual os jatos estelares produzem esses buracos não é conhecido, mas uma explicação seria que esse é um sistema binário de estrelas, ao invés de ser formado por uma única estrela, no centro da nebulosa. A estrutura de camadas parecida com uma cebola da nuvem de gás mais difusa ao redor do casulo central é gerada pelas explosões periódicas de material que está sendo ejetado da estrela moribunda. As explosões ocorrem normalmente a cada algumas centenas de anos.

Créditos: NASA

domingo, 29 de abril de 2012

O perigoso nascer do Sol em Gliese 876d

No planeta Gliese 876d, o nascer do Sol pode ser algo perigoso. Embora ninguém realmente saiba quais condições são encontradas nesse planeta que tem sua órbita próxima da estrela anã vermelha variável, Gliese 876, a ilustração acima nos dá uma impressão disso. Com uma órbita mais próxima do que a órbita de Mercúrio em relação ao nosso Sol e uma massa algumas vezes maior que a da Terra, o Gliese 876d pode ter uma rotação tão lenta que faz com que o dia e a noite apresentem diferenças incríveis. O Gliese 876d é mostrado acima e imaginado como tendo um significante vulcanismo, possivelmente causado pela maré gravitacional que abaixa e internamente aquece o planeta, sendo possivelmente mais volátil durante o dia. A anã vermelha que aparece na ilustração nascendo no horizonte de Gliese 876d apresenta uma esperada atividade magnética que inclui entre outros efeitos violentas proeminências. Mais acima no céu pode-se ver uma lua hipotética que teve sua fina atmosfera varrida para longe pelo vento estelar da anã vermelha. O Gliese 876d instiga a imaginação pois é um dos poucos planetas extra-solares conhecidos que está perto ou realmente dentro da chamada zona habitável e sua estrela hospedeira.

Créditos: APOD

Austríacos testam traje espacial para futura missão tripulada em Marte

O Programa de Pesquisa Análoga sobre Marte testou neste sábado (28) um traje espacial que está sendo desenvolvido pelo Fórum Espacial da Áustria para futuras visitas ao chamado "Planeta Vermelho". A roupa, batizada de Aouda.X, foi mostrada para a imprensa em uma caverna de gelo no monte Dachstein, perto da vila de Obertraun. Ela permite simular uma possível missão tripulada a Marte. O Programa de Pesquisa Análoga sobre Marte é uma iniciativa internacional que envolve estudos em diferentes países, desenvolvendo tecnologia para uma futura viagem espacial ao planeta.

Créditos: G1

O meteorito de Sutter’s Mill

No último domingo, dia 22 de Abril de 2012, a brilhante bola de fogo de um meteoro riscou o céu sobre a Califórnia e o estado de Nevada produzindo estrondos sônicos que puderam ser ouvidos numa grande área por volta das 7:51 da manhã, hora local. Estima-se que o meteoro tinha o tamanho aproximado de um carro tipo minivan. O astrônomo Peter Jenniskens subsequentemente recuperou os fragmentos do meteorito mostrados acima totalizando 4 gramas, esse é o segundo encontrado no estacionamento do Parque Estadual Henningsen-Lotus, um local não muito distante de Sutter’s Mill. E por esse motivo ele é agora conhecido como o meteorito de Sutter’s Mill, um local que é famoso, pois é associado com a corrida pelo ouro na Califórnia. Esse meteorito também é considerado como ouro para os astrônomos, acredita-se que ele seja de um tipo raro conhecido como CM carbonáceo condrito, um tipo de meteorito rico em compostos orgânicos e similar ao Meteorito Murchison. Para traçar a órbita do meteorito, detalhes de sua partição e para localizar mais fragmentos, os cientistas estão também buscando por vídeos desse registro. As câmeras de segurança nessa vasta área podem ter acidentalmente capturado a queda do meteorito no dia 22 de Abril de 2012 às 7:51 da manhã hora, PDT, em regiões como SF Bay, Los Angeles e Redding, na Califórnia, Reno e Tonopah em Nevada e até em regiões mais ao sul de Oregon perto de Salt Lake City em Utah.

Créditos: APOD

sábado, 28 de abril de 2012

Velha e rugosa

Essa imagem faz parte do mosaico do mapa base global gerado com os dados do instrumento MDIS durante o primeiro ano da sonda MESSENGER na órbita de Mercúrio. A imagem mostra uma região de planícies vulcânicas suaves, que foram muito modificadas pelas estruturas tectônicas conhecidas como cadeias de dobras. Ocorrendo na Lua e em Marte, bem como em Mercúrio, as dobras de cadeia são feições baixas e sinuosas que se formam quando a lava esfria e ocorre a subducção, fazendo com que a crosta se contraia horizontalmente. Essas feições são frequentemente encontradas ao redor de anéis de crateras enterradas, formando nesse caso dobras de cadeias circulares como essas que podem ser vistas na parte central direita da imagem. Enquanto o planeta mais interno do Sistema Solar abriga milhares de cadeias de dobras, elas são por sua vez confinadas nas planícies suaves e são morfologicamente diferentes das falhas maiores e mais longas que constituem os cinturões de empurrão e dobramento de Mercúrio. Estudando como as diferentes feições são distribuídas através de Mercúrio, os cientistas da MESSENGER podem começar a documentar em detalhe como o planeta tem se deformado com o decorrer do tempo.

Créditos: MESSENGER

Júpiter e as luas da Terra

O planeta Terra tem muitas luas. A maior dessas luas artificiais é a Estação Espacial Internacional, que pode ser vista na imagem acima cruzando o céu repleto de nuvens com suas silhuetas destacadas com a luz do pôr-do-Sol. A foto acima foi feita em Sttutgart, na Alemanha no último domingo, e o quadro também inclui o maior e único satélite natural da Terra, a própria Lua com uma idade de 1.5 dias depois de ter passado pela fase nova. Um pouco abaixo e a esquerda da Lua está o planeta Júpiter, outro foco de luz brilhante que aparece flutuando sobre o horizonte oeste nos céus do entardecer. Por um breve momento e dessa localidade específica, Júpiter e esses dois satélites da Terra formaram uma impressionante conjunção. Claro que Júpiter tem muitas outras luas também. E uma inspeção detalhada da foto acima pode revelar pequenos pontos de luz perto do brilhante planeta, que podem ser os grandes satélites naturais de Júpiter conhecidos como luas Galileanas.

Créditos: APOD

Índia lança RISAT-1

A agência espacial indiana ISRO levou a cabo com sucesso o lançamento do satélite de observação e de recursos terrestres RISAT-1. O lançamento foi levado a cabo às 0015UTC do dia 26 de Abril de 2012 a partir da Plataforma de Lançamento FLP do Centro Espacial Satish Dawan localizado na Ilha de Sriharikota pelo foguetão PSLV-C19 (XL). Esta foi a terceira utilização desta versão do PSLV. O RISAT-1, com uma massa de 1.858 kg no lançamento, será utilizado para a monitorização de colheitas e previsão de inundações, e estando equipado com um radar SAR de banda C, dará à Índia a capacidade de observação 24 horas por dia em qualquer condição atmosférica. O satélite será colocado numa órbita a uma altitude de 480km, utilizando posteriormente os seus próprios meios para elevar a sua altitude orbital até aos 536 km de altitude. A inclinação orbital será de 97,552º.

Créditos: AstroPT

Astronautas retornam à Terra após seis meses na estação espacial

Três astronautas - os russos Anton Shklaperov e Anatoli Ivanishin e o americano Dan Burbank - retornaram nesta sexta-feira (27) à Terra depois de uma missão de seis meses na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), anunciou o Centro Russo de Controle dos Voos Espaciais (TSOUP). "Pouso de sucesso", afirma uma mensagem do TSOUP nas câmeras de controle, quando a nave espacial Soyuz tocou a terra às 8h45 (horário de Brasília, 17h45 no horário local) no Cazaquistão. A viagem durou cerca de três horas e meia. Pouco depois da aterrissagem, os astronautas apareceram em boa forma e sorridentes diante das câmeras. Depois de sair da cápsula Soyuz, os três astronautas foram envolvidos por um cobertor azul, enquanto os médicos iniciavam os primeiros exames. O russo Anton Shklaperov foi o primeiro a sair, seguido por Ivanishin e Burbank. Os três haviam decolado do cosmódromo de Baikonur para a ISS em 14 de novembro de 2011. A nova missão para a estação orbital decolará em 15 de maio do mesmo cosmódromo no Cazaquistão. Atualmente, a ISS conta com as presenças do russo Oleg Kononenko, do americano Don Pettit e do holandês André Kuipers.

Créditos: G1

Estudo: rios de lava esculpiram vale em Marte

Rios de lava esculpiram vales em Marte, afirmaram cientistas americanos nesta quina-feira, em meio a um longo debate se a paisagem do Planeta Vermelho foi formada pela ação de vulcões ou da água. A lava deixou para trás vestígios reveladores como os encontrados em algumas partes da Terra, como na Ilha Grande do Havaí e em rios de lava perto da fenda de Galápagos, no leito do Oceano Pacífico, revelou o estudo, publicado na revista Science. O autor principal do artigo, Andrew Ryan, da ASU (Universidade do Estado do Arizona), se concentrou nos Vales Athabasca, perto do equador marciano, e fez sua análise usando mais de 100 imagens de alta resolução enviadas pela sonda da Nasa Mars Reconnaissance Orbiter. Segundo Ryan, as grandes espirais na província vulcânica marciana Elysium, variam de 5 a 30 metros de largura e não poderiam ter sido formadas por processos relacionados com a água ou o gelo. "É maior do que qualquer espiral de lava conhecida na Terra", afirmou Ryan, que ficou surpreso pelo tamanho, mas não pelo fato de as espirais terem escapado do olhar dos cientistas que estudaram no passado a paisagem marciana. "As espirais se tornam perceptíveis na imagem em alta resolução HiRISE (da câmera High Resolution Imaging Science Experiment a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter) apenas quando você a amplia muito", explicou. "Elas também tendem a se misturar com o restante do terreno, de cor cinza clara, isto é, até você aumentar o contraste um pouco", acrescentou. "Eu não considero surpreendente que tenham passado despercebidas no passado. Eu quase as perdi também", emendou. As espirais, que lembram as linhas circulares da concha de um caracol, provavelmente se formaram quando rios de lava fluíram em diferentes velocidades e direções. Até agora, Ryan, aluno da Escola de Exploração da Terra e do Espaço da ASU, e seu co-autor, Philip Christensen, professor de ciências geológicas da ASU, contaram quase 200 espirais de lava na região de Cerberus Palus, e acreditam que haja mais. "As espirais de lava podem estar presentes em outras províncias vulcânicas marcianas ou em canais de escoamento cobertos por feições vulcânicas. Eu espero que encontremos algumas mais no Elysium à medida que a cobertura da imagem da HiRISE aumentar com o tempo", disse Ryan. A agência espacial americana lançou a sonda Mars Reconnaissance Orbiter em 2005 para circundar o planeta vermelho e tirar fotos que permitissem aos cientistas buscar por evidências de água em sua superfície e estudar por quanto tempo pode ter existido. A câmera da sonda conseguiu aumentar por 10 o número de locais pesquisados e agora podem identificar objetos tão pequenos quanto uma mesa de jantar, destacou a Nasa.

Créditos: Band.com

Astrônomos identificam três exoplanetas

Não são homenzinhos verdes, mas pode ser um passo nessa direção: astrônomos usando dados da missão Kepler da NASA, identificaram três planetas tipo-Terra em órbita de outras estrelas, e todos podem ser habitáveis. A equipe de astrônomos usou o espectrógrafo TripleSpec (Near-Infrared Triple Spectrograph) acoplado ao telescópio do Observatório Palomar, no estado americano da Califórnia, para medir as temperaturas e metalicidades de pequenas estrelas anãs do tipo M, observadas pela primeira vez pela missão Kepler, o que levou a observações de planetas em órbita destas estrelas. O Kepler foi lançado em 2009 para procurar planetas fora do nosso Sistema Solar, os chamados planetas extra-solares ou exoplanetas. Os achados foram publicados online na edição de 23 de Abril da revista Astrophysical Journal Letters (Vol. 750, n.º 2). A descoberta poderá levar a melhores estudos destes planetas e pavimentar o caminho na direção da descoberta de planetas tal como a Terra. Os três planetas orbitam as "zonas habitáveis" das suas estrelas-mãe - a distância orbital onde a água pode existir em estado líquido à superfície, e o local ideal para determinar se a vida pode aí existir. As estrelas - KOI (Kepler Object of Interest) 463.01, KOI 812.03 e KOI 854.01 - estão localizadas em áreas do céu entre as constelações de Cisne e Lira, e as distâncias que variam entre algumas centenas a alguns milhares de anos-luz. "Existe um argumento bastante sólido de que a vasta maioria dos planetas no Universo, e possivelmente os planetas tipo-Terra em zonas habitáveis, são planetas que orbitam anãs M," afirma Jamie Lloyd, professor de astronomia e engenharia mecânica e aeroespacial, co-autor do artigo. A missão Kepler estuda continuamente 150.000 estrelas em busca de sinais de trânsito - uma diminuição no brilho de uma estrela devido à passagem de um planeta. A equipe de Cornell reduziu a lista para 80 estrelas com estes sinais, focando-se em estrelas anãs de categoria M. Estas são estrelas menores e menos brilhantes que o nosso Sol, mas a maioria das estrelas no Universo são anãs M, afirmam os investigadores. "Estas estrelas são muito tênues em comprimentos de onda visíveis, negligenciadas durante anos" porque são notoriamente difíceis de caracterizar, afirma a co-autora do estudo, Bárbara Rojas-Ayala, investigadora do Museu Americano de História Natural. Enquanto trabalhava em Cornell, Rojas-Ayala desenvolveu uma técnica chamada TripleSpec para medir as metalicidades e temperaturas das estrelas anãs M. A equipe de Cornell usou esta técnica para identificar os mesmos parâmetros para 80 estrelas anãs M. Usando dados do TripleSpec combinados com modelos teóricos de como estes tipos de estrelas provavelmente evoluem com o passar do tempo, obtiveram os tamanhos destas 80 estrelas. O TripleSpec forneceu aos astrônomos medições muito mais precisas das características das estrelas do que as originalmente obtidas com a missão Kepler. E em torno destas estrelas, identificaram três candidatos a planeta tipo-Terra com base no seu tamanho relativo, massa e temperatura em comparação com a Terra, a probabilidade de terem uma superfície rochosa e a sua presença na zona habitável de cada estrela. "70% das estrelas no Universo são deste gênero de anãs, diferentes do nosso Sol," afirma Philip Muirhead, investigador do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Por isso se estes planetas são comuns em torno de estrelas pequenas, e as estrelas pequenas são comuns no Universo, então a maioria da vida no Universo pode de fato existir em torno destes tipos de estrelas, e não em sistemas tipo-Terra e estrelas tipo-Sol." Os astrônomos chamam estes planetas de "candidatos" até que estudos posteriores os confirmem como planetas; os investigadores de Cornell esperam que o seu trabalho inspire outros cientistas a apontar os seus telescópios na direção destes novos candidatos a planeta. Por exemplo, acrescenta Muirhead, os astrônomos podem estudar as atmosferas destes planetas com telescópios espaciais como o Hubble ou o Telescópio Espacial James Webb, e pesquisar por bio-assinaturas, como linhas de absorção de oxigênio. "Se víssemos assinaturas de oxigênio nas atmosferas destes planetas, isso seria um grande salto na direção da identificação de vida extraterrestre no Universo," conclui Muirhead.

Créditos: Astronomia On-line

Dia da Astronomia

Hoje se comemora o Dia da Astronomia. Sociedades locais astronômicos, planetários, museus, observatórios estarão patrocinando sessões de apresentação pública, apresentações, workshops e outras atividades para aumentar a consciência pública sobre astronomia e nosso universo maravilhoso.

Créditos: The Astronomical League

Asteróide 2012 HM passa hoje por aqui

Há poucos meses atrás, o asteróide 2012 HM foi visto pela 1ª vez. Este asteróide de mais de 50 metros vai passar hoje a cerca de 540.000 kms da Terra. Apesar de ser cerca de 1,5 vezes a distância da Terra à Lua, em termos espaciais é considerado perto. Não há qualquer possibilidade de impacto do asteróide, quer na Terra quer na Lua.

Créditos: AstroPT

sexta-feira, 27 de abril de 2012

As galáxias mais distantes já encontradas

Astrônomos japoneses anunciaram a descoberta de um conjunto de galáxias há 12,72 bilhões de anos-luz de distância da Terra, o que alegam ser o mais longínquo já encontrado. Usando o poderoso telescópio Subaru baseado no Havaí, a equipe fez uma viagem no tempo, observando o espaço como era cerca de um bilhão de anos após o Big Bang, a grande explosão que deu origem ao Universo cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. A descoberta foi feita em conjunto por cientistas da Universidade de Estudos Avançados e do Observatório Astronômico Nacional do Japão. Foi encontrado um aglomerado de galáxias jovem, que deve ajudar os cientistas a compreender a estrutura do Universo e como as galáxias se desenvolveram. A pesquisa será publicada no periódico americano Astrophysical Journal. Usando o telescópio Hubble, da NASA, os cientistas tinham anunciado anteriormente a descoberta de um possível conjunto de galáxias cerca de 13,1 bilhões de anos-luz distante da Terra, mas esta ainda não foi confirmada, segundo os cientistas japoneses.

Créditos: : National Astronomical Observatory of Japan

Hubble espia dentro de uma nuvem estelar

Estrelas brilhantes, cintilando através do que parece ser uma névoa no céu noturno, pertencem como parte de um jovem agrupamento estelar localizado em um das maiores regiões conhecidas de formação de estrelas da Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea. A imagem acima foi capturada pela Wide Field Planetary Camera 2 do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais ESA e NASA. O agrupamento estelar, conhecido pelos caçadores estelares como NGC 2040 ou LH 88, é um aglomerado estelar solto onde as estrelas tem uma origem comum e vagam unidas pelo espaço. Existem três diferentes tipos de associações estelares definidas por suas propriedades estelares. O NGC 2040 é uma associação do tipo OB, um agrupamento que contém entre 10 e 100 estrelas do tipo O e B, essas são estrelas de grande massa que possuem uma vida curta porém brilhante. Acredita-se que a maior parte das estrelas na Via Láctea nasceram em associações do tipo OB. Uma versão dessa imagem entrou na competição Hidden Treasures Images Processing Competition do Hubble por Eedresha Sturdivant. O Hidden Treasures é uma iniciativa de se convidar entusiastas de astronomia a pesquisarem o arquivo do Hubble atrás de imagens espetaculares que nunca tinham sido antes vistas pelo público em geral.

Créditos: NASA

A Terra sofreu impacto de inúmeros asteróides no passado

A descoberta respalda o "Modelo de Nice", uma hipótese que defende que os planetas gasosos do Sistema Solar (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno) migraram, a partir de uma distribuição inicial mais compacta, até suas atuais posições. O deslocamento desses planetas originou muitos asteróides, que, posteriormente, foram atraídos em direção ao interior do Sistema Solar. Alguns dos asteróides chocaram-se violentamente contra a Terra, a Lua e outros corpos. Estes impactos geraram grandes crateras sobre a superfície lunar, que foram conservados muito melhor do que as da Terra. Os autores da pesquisa defendem que 70 asteróides de grande dimensão se chocaram contra a Terra e a Lua durante o Arqueano, intervalo da escala geológica de tempo compreendido entre 3,8 bilhões e 2,5 bilhões de anos atrás. O Arqueano foi o período de formação de vida no planeta Terra. "Agora sabemos que também foi uma época marcada por muitos impactos de meteoritos de grande magnitude", disse William Bottke, do Instituto de Pesquisa de Southwest, nos Estados Unidos. Os cientistas contabilizaram na Lua 30 crateras com um diâmetro maior que 300 quilômetros e com idades que oscilam entre os 4,1 bilhões e 3,8 bilhões de anos, mais antigos do que as crateras encontradas na Terra. Muitas crateras da superfície terrestre se perderam por causa da erosão e dos movimentos das placas tectônicas. Poucas rochas dessa idade sobreviveram. Por causa disso, os estudos que investigam o impacto de meteoritos ocorridos há mais de dois bilhões de anos são limitados. Os autores acreditam que os violentos impactos podem ter contribuído para a formação de vida. "Eles trouxeram material orgânico à Terra e produziram sistemas hidrotermais capazes de gerar vidas", disse Brandon Johnson, da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos.

Créditos: Nature.com

A manhã, a Lua e Mercúrio

Recentemente o planeta Mercúrio se localizou no ponto mais a oeste do Sol possível. Enquanto o planeta mais interno do Sistema Solar chegava à sua elongação máxima ou seu maior ângulo em relação ao Sol (para essa aparição algo em torno de 27 graus) ele se encontrou com a Lua Crescente. A conjunção foi maravilhosa e presenteou quem acordou cedo no hemisfério sul. Os astros nasceram juntos no céu antes do nascer do Sol e escalaram o céu através do plano da eclíptica bem inclinado. A sequência de imagens acima foi registrada enquanto a Lua e Mercúrio nasciam sobre as luzes da cidade de Brisbane em Queensland na Austrália. Um empilhamento de imagens digitais, gerado por exposições feitas a cada 3 minutos começou às 4:15 am na hora local no dia 19 de Abril de 2012. A trajetória de Mercúrio está localizada à direita, e aparece na imagem acima separada da trajetória da Lua por aproximadamente 8 graus.

Créditos: APOD

A Via Láctea e seus cem bilhões de planetas

Essa ilustração nos dá a impressão de como os planetas são comuns ao redor das estrelas na Via Láctea. Os planetas, suas órbitas e suas estrelas hospedeiras são vastamente ampliadas se comparada com a sua separação real. Uma pesquisa de seis anos que estudou milhões de estrelas usando a técnica de microlente concluiu que os planetas ao redor das estrelas são uma regra mais do que se pensava anteriormente. O número médio de planetas por estrela é maior do que um. Isso significa que provavelmente existam um mínimo de 1.500 planetas num raio de 50 anos-luz da Terra. Os resultados dessa pesquisa são baseados nas observações feitas em mais de seis anos pela colaboração conhecida como PLANET (Probing Lensing Anomalies NETwork), que iniciou em 1995. O estudo concluiu que existem mais planetas do tamanho da Terra do que mundos gigantescos como Júpiter. Isso se baseia na calibração da função de massa planetária que mostra que o número de planetas aumenta à medida que a massa diminui. Uma estimativa aproximada dessa pesquisa aponta para a existência de mais de 10 bilhões de planetas terrestres na nossa Via Láctea.

Créditos: NASA

Phoebe parece mais planeta que lua

Phoebe é uma das luas de Saturno. Phoebe tem uma órbita inclinada e em sentido contrário à maioria das luas, o que leva a pensar que não se formou ao redor de Saturno. Baseados nos dados da sonda Cassini, os astrônomos concluíram que Phoebe não foi sempre uma lua de Saturno. Phoebe nasceu há cerca de 4.5 bilhões de anos, juntamente com o resto do Sistema Solar. Nasceu no Cinturão de Kuiper. Terá agregado massa suficiente para ser esférica e se ter tornado um planetesimal (com mais massa poderia ter se tornado um planeta-anão, como Plutão). Phoebe nessa altura deveria ter condições para ter um oceano interior. No entanto, passados alguns milhões de anos, talvez por influência gravitacional de outros corpos no Cinturão de Kuiper, Phoebe foi enviada para o interior do Sistema Solar, onde foi capturada por Saturno… tornando-se uma lua.

Créditos: AstroPT

O veículo de teste Orion, chega a Kennedy

O Orion Ground Test Vehicle chegou ao Kennedy Space Center Operations & Checkout (O&C) Facility da NASA no dia 21 de Abril de 2012. O veículo viajou mais de 1.800 milhas desde as instalações em Waterton da empresa Lockheed Martin perto de Denver no Colorado, onde ele completou com sucesso uma série de testes rigorosos acústicos, modais e de vibração que simularam os ambientes de lançamento e de voo no espaço. O veículo de teste de solo será agora usado para operações de exploração no O&C em preparação para o teste de voo do Orion no início do verão. O veículo espacial está sendo atualmente fabricado nas instalações Michoud Assembly Facility da NASA em Nova Orleans, La., e estará pronto para o Exploration Flight Test da NASA, ou o EFT-1 em 2014.

Créditos: NASA

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Um enxame dentro dum enxame

Esta nova imagem, obtida com o instrumento Wide Field Imager montado no telescópio MPG/ESO de 2.2 metros, instalado no Observatório de La Silla, no Chile, mostra o enxame estelar NGC 6604. Este enxame é muitas vezes ignorado devido ao seu vizinho próximo, mais proeminente, a Nebulosa da Águia. No entanto, o enquadramento desta imagem, que coloca o enxame estelar no meio de uma paisagem de nuvens de gás e poeira, mostra como o NGC 6604 é, por direito próprio, um objeto bonito. O NGC 6604 é o grupo brilhante que se encontra mais para cima e para a esquerda na imagem. É um enxame estelar jovem que é, na realidade, a parte mais densa de uma associação mais dispersa que contém cerca de uma centena de estrelas brilhantes azuis-esbranquiçadas. A figura mostra igualmente a nebulosa associada ao enxame – uma nuvem de gás de hidrogênio brilhante chamada Sh2-54 – assim como nuvens de poeira. O NGC 6604 situa-se a cerca de 5.500 anos-luz de distância na constelação da Serpente e no céu encontra-se a cerca de dois graus a norte da Nebulosa da Águia. As estrelas brilhantes são facilmente observadas através de um pequeno telescópio e foram inicialmente catalogadas por William Herschel em 1784. No entanto, a tênue nuvem de gás nunca foi detectada até aos anos 1950, quando foi finalmente catalogada por Steward Sharpless em fotografias do atlas do céu “National Geographic-Palomar Sky Atlas”. As estrelas jovens quentes do enxame ajudam uma nova geração de estrelas a formar-se no NGC 6604, ao coletarem numa região compacta a matéria-prima necessária à sua formação, devido aos seus fortes ventos estelares e intensa radiação. Esta segunda geração de estrelas depressa substituirá a geração mais antiga, pois embora as estrelas jovens mais brilhantes tenham mais massa, consomem também o seu combustível muito mais rapidamente e por isso vivem menos tempo.

Créditos: AstroPT

Canais largos

Essa imagem, mais uma vez é uma porção do mapa base de mosaico global feito com o instrumento MDIS que adquiriu dados durante o primeiro ano da missão da sonda MESSENGER na órbita de Mercúrio. De particular interesse na imagem acima, podemos notar o vale de interior plano com tendência para sudeste no centro da imagem, que começa perto de algumas depressões na parte superior esquerda da imagem e se conecta com a cratera Kofi, na parte central direita. Esse vale é interpretado pelos cientistas da missão MESSENGER como sendo um largo canal de lava, formado pela erosão mecânica e térmica da superfície de Mercúrio pelas lavas quentes de baixa viscosidade e de fluxo rápido. As cavidades na parte superior esquerda podem ser as fontes para os fluxos de lava que formaram o canal, esses fluxos então preencheram a cratera Kofi na outra parte terminal do canal. Outro canal de lava com a tendência similar de sudeste, localiza-se na parte superior direita da imagem e além disso existe um total de cinco canais largos nessa região. Determinar como esses canais se formaram, quão rapidamente eles deram forma para a paisagem, e como eles estão relacionados com outras feições vulcânicas em Mercúrio, como a expansiva planície suave próxima, é importante no entendimento do papel do vulcanismo em Mercúrio. Além disso, canais largos como esses não parecem existir em qualquer lugar de Mercúrio, fazendo dessa região uma região localmente interessante.

Créditos: MESSENGER

Novas observações de taludes pequenos

O astrônomo amador Maurice Collins tem construído uma série maravilhosa de mapas que realçam as feições de relevo baixo na Lua. Para isso ele usou o software de Jim Mosher para simular o Sol baixo no céu iluminando a base de dados digital de topografia do Lunar Orbiter Laser Altimeter da sonda LRO. Enquanto Chuck Wood do site LPOD olhava a imagem do Mare Imbrium ele pôde notar algumas coisas que não haviam sido observadas anteriormente. Primeiro, de leste (direita), para oeste, ele colocou um pequeno sinal de mais (+) branco perto da parte terminal do famoso fluxo de lava jovem do Imbrium na parte baixa do talude. Esses fluxos se originaram de aberturas localizadas a aproximadamente 425 km para sul, sudoeste do sinal de mais (+) perto da montanha isolada La Hire. Essa pode ser a primeira imagem que mostra toda a extensão dos fluxos. Depois disso, podemos olhar a Sinus Iridum. O arco maior do anel da bacia de cadeia do Mare Imbrium se curva através da borda sudeste da Sinus. Pode-se notar que outra cadeia fora da curva do arco da bacia na direção oposta, completa o arco do anel da Montanha Jura da cratera Iridum. Isso poderia ser um traço da cadeia de mar do anel original que jogada para baixo ou desviada em direção ao centro da bacia. A cadeia do Mare Imbrium pode marcar uma falha que abaixou o anel. Dentro da Iridum existe uma forte pista de uma grande feição circular com 100 km de largura e que de acordo com o quick map tem entre 125 e 140 metros de profundidade. Seria ela uma cratera de impacto coberta com lavas do Imbrium, ou talvez o anel mais interno de uma pequena bacia de anel duplo? Finalmente vamos olhar a marcante cadeia linear que conecta o Platô Aristarchus com a Rümker. De acordo novamente com a ferramenta quick map, essa feição tem aproximadamente 325 km de comprimento, e a superfície para leste é abruptamente entre 150 e 300 metros mais baixa do que a cadeia oeste. De maneira interessante, essa falha, se alinha com um pequeno canal de interior plano no canto nordeste do Platô. A versão gerada por Maurice a partir dos dados do instrumento LOLA mostra coisas que não são tão aparentes nas imagens obtidas pela sonda LRO. Esperamos que a LRO lance outro mosaico global da Lua com base nas imagens com iluminação mais baixa. Se isso fosse ainda uma opção de mapa para o quick map poderia se usar a ferramenta de altimetria de uma forma melhor.

Créditos: LPOD

YahSat-1B em órbita

A International Launch Services levou a cabo uma nova missão comercial ao colocar em órbita o satélite de comunicações YahSat-1B. O lançamento teve lugar às 2218:13UTC do dia 23 de Abril de 2012 e foi levado a cabo por um foguetão Proton-M/Briz-M a partir da Plataforma de Lançamento PU-39 do Complexo de Lançamento LC200 do Cosmódromo de Baikonur, Cazaquistão. O satélite YahSat-1B é o segundo satélite construído para a Al Yah Satellite Communications Co. (Yahsat), do Abu Dhabi, por uma equipe industrial constituída pela EADS Astrium e pela Thales Alenia Space (TAS) que são ambas responsáveis por um contrato que inclui dois satélites e os respectivos segmentos de solo associados. O primeiro satélite, o YahSat-1A (37392 2011-016A), foi lançado com sucesso por um foguetão Ariane-5ECA no dia 22 de Abril de 2011 (juntamente com o satélite Intelsat New Dawn às 2137UTC desde o Complexo de Lançamento ELA3 do CSG Kourou, Guiana Francesa). O satélite YahSat-1B estará operacional na órbita geossíncrona a 47,5º longitude Este ou a 50,5º longitude Este. Tendo por base a plataforma Eurostar E3000 da Astrium, o YahSat-1B tem uma massa de 6.050 kg no lançamento e será capaz de gerar 14 kW de potência no final da sua vida útil de 15 anos. O satélite está equipado com uma carga comercial múltipla em banda Ka (46 repetidores) para fornecer serviços de banda larga ao Médio Oriente e países africanos, além de uma carga de banda Ka governamental. A estrutura do satélite é composta por duas unidades – um módulo comercial e um módulo de serviço. O módulo Eurostar E3000 genérico possui quatro tanques idênticos (dois de MMH e dois de NTO) para alimentar o motor de apogeu, além de módulos que albergam os propulsores principais e redundantes, tanques de hélio e de xénon, um sistema de controle térmico, um subsistema de telemetria e comando, e outros elementos. A eletricidade que é consumida pelo satélite é fornecida por duas asas solares com seis painéis que se encontram armazenadas durante o lançamento nas paredes exteriores do satélite e que são totalmente abertas após se proceder à estabilização nos três eixos espaciais do satélite na órbita estacionária (o painel mais afastado de cada asa é aberto logo após a separação do satélite do estágio Briz-M). Na órbita de transferência inicial e nas fases de eclipse, a energia é fornecida por umas baterias de íons de lítio. Para o satélite Yahsat-1B a Astrium forneceu a plataforma, além de montar e testar o satélite. A TAS forneceu a carga de comunicações e esteve encarregada de determinar o lançador. O lançamento e as fases orbitais iniciais foram monitorizadas a partir do Centro de Controle da Astrium, Toulouse, enquanto que a fase de testes orbitais foi levada a cabo pelo Centro de Controle da YahSat no Abu Dhabi, apoiado pela Astrium em Toulouse.

Créditos: AstroPT

Como a primeira empresa a minerar asteróides pretende trazer trilhões de dólares à Terra

Um grupo de bilionários e ex-cientistas da NASA revelaram a primeira empresa de mineração de asteróides na história, e o Gizmodo US fez o liveblog completo. A Planetary Resources vai explorar asteróides com órbita próxima à Terra, para obter água e metais raros (como ouro e platina). E eles dizem que farão seu primeiro lançamento espacial em até 24 meses. A empresa vai primeiro enviar objetos espaciais para prospecção de asteróides, e depois vai elaborar um plano para capturar seus recursos – seja em depósitos em órbita, seja trazendo-os à Terra. O Arkyd 101 deve ser o primeiro equipamento da Planetary Resources a ser enviado o espaço. Ele opera em órbita baixa ao redor da Terra, e age como um telescópio espacial. A empresa também já desenvolveu outro telescópio, o Arkyd 102, ainda sem previsão de lançamento. Depois dos telescópios, vem a série Arkyd 200 de equipamentos espaciais: eles terão propulsores e serão os primeiros a realmente fazer a prospecção dos asteróides – ou seja, identificar quais serão objeto de exploração. E a série Arkyd 300 parece a fronteira final: estas sondas espaciais vão chegar aos asteróides e finalmente realizar a mineração dos recursos. Eric Anderson, cofundador da Planetary Resources, reconhece que a mineração dos primeiros asteróides deve acontecer “dentro de uma década”. Sim, vai demorar bastante, mas é um avanço incalculável. Bem, na verdade dá pra calcular: a empresa diz que ganhará trilhões de dólares “nas próximas décadas, tanto da mineração de metais raros como da água como combustível no espaço”. E isso gastando “dezenas de milhões” de dólares, o que parece barato: a empresa diz que uma exploração dessas custaria, normalmente, “centenas de milhões” de verdinhas. Eles pretendem explorar metais do grupo da platina, que custam caro por serem escassos na Terra – a platina custa US$53 por grama. O preço vai cair à medida que acaba a escassez, mas nem tanto: eles esperam maior demanda por estes metais, usados em produtos eletrônicos e motores. Eles também querem minerar água, seja para fornecê-la na forma líquida em depósitos orbitais da NASA, seja para quebrá-la em hidrogênio e oxigênio e obter combustível. A exploração deverá ser feita completamente por robôs: não teremos mineradores humanos batendo suas picaretas contra asteróides. Ou seja, provavelmente este não será um projeto concorrente ao SpaceX ou Blue Origin, que ganham dinheiro levando pessoas ao espaço. O projeto é arriscado e deve trazer retorno só daqui a muitos anos. Por isso mesmo ele é ambicioso, e promete “trazer o Sistema Solar à nossa esfera econômica de influência”. Boa sorte, mineradores do espaço.

Créditos: Gizmodo

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Tudo pronto para o lançamento do novo cargueiro espacial americano

Se tudo correr bem, no próximo dia 7 de maio será lançada de cabo Canaveral a SpaceX, primeira nave privada dos EUA a se acoplar à Estação Espacial Internacional. Com isso, a Nasa deverá se livrar de um incômodo problema de transporte de carga espacial, atualmente nas mãos da agência espacial russa, Roscosmos. A data de lançamento foi anunciada esta semana pela empresa privada SpaceX, escolhida e patrocinada pela Nasa para desenvolver e gerenciar o provável substituto para os ônibus espaciais, retirados de operação em 2011. O lançamento será feito através de um foguete do tipo Falcon 9 e estava inicialmente previsto para 30 de abril, mas novos testes de software fizeram a SpaceX atrasar a ignição dos motores. O objetivo será enviar a cápsula automática Dragon até a Estação Espacial Internacional, ISS, atualmente habitada por seis astronautas. Em seguida, com auxílio do braço robótico da Estação a nave será capturada e atracada ao corpo principal do complexo orbital, onde entregará suprimentos e novos equipamentos à tripulação. Em 2010, a SpaceX realizou uma série de testes bem sucedidos com o foguete Falcon 9 e a cápsula Dragon. De acordo com os engenheiros da empresa, a Dragon poderá transportar até 6 toneladas de materiais à ISS, além de mais quatro astronautas. Apostando nessa capacidade, em 2008 a Nasa assinou um contrato de 12 anos com a Space X, no valor total de US$ 1,6 bilhão. Tanto o foguete Falcon 9 como a cápsula Dragon foram desenvolvidos exclusivamente pela SpaceX, que contou com o apoio e assessoria da Nasa. Pesando 333 toneladas, o Falcon 9 tem 3.6 metros de diâmetro e 54.9 metros de altura e seu custo é estimado em 45.8 milhões de dólares. Segundo a SpaceX, o foguete pode levar até 10.5 toneladas até a órbita baixa de 600 km e 4.5 toneladas até a órbita geoestacionária de 36 mil quilômetros. A agência espacial americana ainda não divulgou o horário de lançamento do novo cargueiro.

Créditos: Apolo 11

Irmã da Terra na mira

A irmã da Terra está por descobrir, algures, e os cientistas que procuram planetas habitáveis acreditam que estão cada vez mais perto deste alvo. "Talvez este ano, talvez no próximo - antes de 2014," previu o astrônomo da Universidade de Harvard, Dimitar Sasselov, líder da Iniciativa Origens da Vida de Harvard e co-investigador do projeto do Telescópio Espacial Kepler. A previsão de Sasselov pode parecer arrojada para aqueles que não têm seguido a avalanche de novas descobertas no que toca a planetas em torno de outras estrelas. Desde a simples gota em meados da década de 90, a descoberta de planetas extra-solares, ou exoplanetas, tem rapidamente crescido à medida que os astrônomos desenvolvem novas técnicas e usam novos instrumentos, incluindo o lançamento do Kepler em 2009, especificamente desenhado para descobrir planetas em torno de outras estrelas. O telescópio já localizou mais de 2.300 candidatos a planeta, 61 dos quais foram confirmados como planetas. Os investigadores que usam outros telescópios confirmaram centenas mais. A imagem que daqui emerge é a de um Universo não só rico em planetas, mas um com milhões de planetas localizados na zona habitável da sua estrela, uma órbita não demasiado quente nem demasiado fria onde a água líquida pode suportar condições para a vida. Os planetas mais interessantes dos descobertos nas zonas habitáveis das estrelas são as chamadas "super-Terras", corpos rochosos ou cobertos por água com uma massa até dez vezes a da Terra. Numa entrevista acerca do lançamento do seu novo livro, Sasselov disse que a idéia veio do seu trabalho na Iniciativa Origens da Vida e da cadeira que leciona em conjunto com Andrew Knoll, professor de História Natural e professor de Ciências. A disciplina, "Vida como um Fenômeno Planetário," conta com mais alunos a cada ano que passa, chegando aos 400 este ano. A Iniciativa, a cadeira e o livro examinam a vida e o seu papel no Universo a partir de uma perspectiva de duas temáticas que não são normalmente consideradas complementares: astronomia e biologia. O livro está dirigido para o público em geral e para estudantes sem bases científicas, proporciona uma breve história das investigações que levaram à pesquisa por exoplanetas e pelas origens da vida, até aos nossos dias de hoje, e fornece uma linha geral da idéia que a vida faz parte da evolução natural dos planetas sob certas condições. "Dessa perspectiva cósmica, podemos olhar para a vida como um processo que pode ocorrer sob condições específicas no Universo, e sob uma química específica," afirma Sasselov. A sua equipe tem desempenhado um papel importante na busca por planetas em torno de outras estrelas e contribuído para o trabalho acerca das moléculas da vida e à formação das primeiras células. Em conjunto, investigadores dos dois campos tentam compreender os processos geoquímicos e as condições ambientais a partir das quais a vida surge no Universo. Sasselov acrescenta que pela primeira vez, os investigadores reconhecem que a vida, ao invés de ser um raro acidente cósmico, surgindo num planeta, mas separada dos seus processos físicos, pode na realidade ser parte de um contínuo processo de formação e evolução planetária. Sob esta nova perspectiva, a vida é uma consequência natural - e quem sabe, comum - da geologia, química, e de outros processos, ligados em vez de separados. "Sempre olhamos para a vida como este fenômeno estranho que está na Terra e não como sendo do planeta," afirma Sasselov. Um exemplo dramático da vida como fenômeno planetário ocorreu aqui na Terra há milhares de milhões de anos trás, quando organismos unicelulares desenvolveram a fotossíntese, consumindo dióxido de carbono na atmosfera e libertando oxigênio para criar a atmosfera que conhecemos hoje em dia. Os astrônomos podem ajudar os biólogos ao partilhar as suas descobertas espaciais, realça Sasselov. Através da utilização de técnicas avançadas, podem determinar a composição das atmosferas dos exoplanetas. Assim que se descubra a primeira irmã-gêmea da Terra, podemos examinar a sua atmosfera e dar os resultados aos biólogos para melhor compreenderem as condições do começo da vida. Ao incluir a pesquisa por vida na pesquisa por novos planetas, Sasselov disse ter atualizado o seu próprio trabalho. O novo foco obrigou-o a aprender mais sobre biologia e química e deu-lhe novas perspectivas sobre velhos problemas. "A astronomia não se importava muito com a biologia. Para mim, tem sido uma lufada de ar fresco na minha carreira", conclui Sasselov. "Podemos questionar muitas coisas diferentes quando olhamos para algo a partir de uma nova perspectiva."

Créditos: Astronomia On-line

Sonda Cassini vê estranhos objetos nos anéis de Saturno

Cientistas da NASA descobriram estranhos objetos, com dimensões de até 800 metros, no mais estranho dos anéis de Saturno. Os objetos, que também podem ser fenômenos, foram encontrados quando os astrônomos revisavam imagens feitas pela sonda espacial Cassini, a mesma que descobriu recentemente um lago em uma lua de Saturno que se parece com um lago africano. Tudo está ocorrendo no mais externo dos anéis principais de Saturno, o chamado anel F, que tem uma circunferência de 881.000 km. Os cientistas estão chamando as trilhas no anel F de "mini-jatos", sendo que a lua Prometeu parece ter uma participação gravitacional em algumas das ocorrências. Dentre as mais de 20.000 imagens revisadas, foram encontrados 500 exemplos dessas anomalias, durante os sete anos que a Cassini tem estudado Saturno. Objetos relativamente grandes, pertencentes ao próprio anel, podem criar canais, ondulações e bolas de neve - ou aglomerados de material gelado - no anel F. No entanto, os cientistas não sabem o que acontece a essas bolas de neve depois que elas são criadas. Algumas podem ser quebradas por colisões ou forças de maré em sua órbita ao redor de Saturno. Mas agora há indícios de que alguns dos aglomerados menores sobrevivam, e suas órbitas diferentes significam que eles podem sair colidindo dentro do próprio anel F. A hipótese mais provável para os mini-jatos é que esses pequenos objetos colidem com o anel F a velocidades bastante suaves em termos espaciais - cerca de 2 metros por segundo. As colisões arrastariam partículas de gelo para fora do anel F, deixando um rastro que varia de 40 a 180 quilômetros de extensão. Contudo, isso só é válido se, em alguns casos, os objetos viajarem em blocos, o que poderia ser responsável pelos mini-jatos mais exóticos, como a farpa de um arpão. Os anéis de Saturno são compostos principalmente de gelo de água - no frio do espaço há gelo de muitas outras substâncias. Os pedaços de gelo que compõem os anéis principais do planeta espalham-se por 140.000 quilômetros a partir do centro de Saturno. Os cientistas acreditam que a espessura média dos anéis de Saturno é de meros 10 metros.

Créditos: Inovação Tecnológica

Contando a bacia Caloris

Essa imagem mostrada acima é uma porção do mapa base gerado a partir de um mosaico global de imagens obtido pelo instrumento MDIS durante o primeiro ano da missão da sonda MESSENGER na órbita de Mercúrio. A bacia Caloris domina a imagem com um diâmetro leste-oeste de 1.640 km, a Caloris hospeda uma grande variedade de feições tectônicas, incluindo grabens, cadeias, e a Phanteon Fossae. Os membros da equipe que trabalha com os dados da sonda MESSENGER estão no processo de mapear as feições tectônicas existentes dentro da bacia Caloris decifrando suas complicadas relações. Os cientistas da sonda MESSENGER estão interessados nas feições tectônicas da Caloris pelo fato da bacia apresentar uma grande evidência tanto de extensão como de compressão, uma combinação pouco comum de movimentos tectônicos em Mercúrio. Pelo fato de diferentes processos produzirem as paisagens extensionais e contracionais, a bacia Caloris claramente apresenta uma complexa e detalhada história geológica. Entender como essas estruturas se desenvolveram trará um grande esclarecimento sobre o tectonismo na maior bacia de Mercúrio e das grandes crateras de impacto em geral.

Créditos: MESSENGER

Lua de Saturno em forma de ovni

A lua Pan era conhecida, mas até agora não tinha sido fotografada com pormenores. Até agora. Tem forma de ovni e surpreendeu os investigadores. As imagens da sonda Cassini são inéditas. Pan, descoberta em 1990, é uma das muitas luas que orbitam dentro dos anéis de Saturno. Estava até agora escondida. As imagens recolhidas mostram que se parece com um ovni. Os especialistas acreditam que esta lua nasceu da acumulação de partículas geladas de que são feitos os próprios anéis de Saturno. A descoberta acrescenta conhecimento sobre a matéria de que são feitos os planetas. Pan e a outra lua conhecida do planeta, Atlas, medem cerca de 20 quilômetros, segundo informações do jornal espanhol ABC. Esta lua demora cerca de 14 horas a fazer uma rotação completa.

Créditos: O Mensageiro das Estrelas

terça-feira, 24 de abril de 2012

Lua de Saturno tem "primo" de lago africano

Foi encontrada em Titã, lua de Saturno, uma região muito semelhante ao lago Etosha Pan, da Namíbia, na África. Os dois são lagos temporários, depressões grandes e pouco profundas que eventualmente se enchem de líquido e depois voltam a secar. O Ontario Lacus é o maior lago no hemisfério sul da lua de Saturno, Titã. Ele é ligeiramente menor do que o lago que lhe deu o nome, o Lago Ontário, na América do Norte, mas muito diferente na sua constituição. O exolago, que tem um formato quase idêntico ao de uma pegada humana, está cheio de hidrocarbonetos líquidos, em vez de água, e tem apenas alguns metros de profundidade, estando localizado numa depressão muito superficial, numa bacia sedimentar plana, rodeado de pequenas faixas montanhosas. Além disso, um novo estudo mostra que estas estruturas geológicas, bem como as condições climáticas na região, são semelhantes às das regiões semiáridas na Terra, tais como as salinas do sul do continente africano. As observações foram feitas pela sonda Cassini, uma missão da NASA, ESA e da Agência Espacial Italiana. Até agora, acreditava-se que o Ontario Lacus estava permanentemente cheio de metano, etano e propano em estado líquido. As observações recentes, contudo, sugerem o contrário. Combinando vários dados, como imagens, espectroscopia e radar, captadas em dois momentos diferentes pela Cassini, a equipe de cientistas lideradas por Thomas Cornet, da Universidade de Nantes, na França, encontrou indícios de que há canais escondidos no leito do lago. Estes canais estiveram visíveis entre Dezembro de 2007 e Janeiro de 2010, sempre que a resolução dos instrumentos permitia detectá-los. "Concluímos que, muito provavelmente, o pavimento do Ontario Lacus está exposto nestas áreas," diz Cornet. Além disso, a Cassini mostrou sedimentos em volta de Ontario Lacus que também indicam que o nível do líquido já esteve mais elevado no passado. Isto é semelhante aos lagos temporários da Terra. O estudo sugere que o parente mais próximo do lago de Titã é o Etosha Pan, na Namíbia. Este leito salgado enche-se de uma pequena camada de água, com a subida do aquífero durante a estação das chuvas, que depois se evapora, deixando marcas semelhantes às das marés, que mostram até onde foram as águas. Cornet e seus colegas acreditam, portanto, que Ontario Lacus é também o resultado de fluidos hidrocarbonetos de subsuperfície que veem à superfície ocasionalmente, inundando a depressão, antes de secarem outra vez. Além da Terra, Titã é o único mundo conhecido capaz de manter líquidos estáveis na superfície. Enquanto a Terra tem o ciclo da água, Titã tem o ciclo completo dos hidrocarbonetos, baseado no hidrogênio, carbono e nitrogênio, que ocorrem entre a atmosfera, a superfície e a subsuperfície. Os lagos de Titã fazem parte deste processo. "Estes resultados realçam a importância da planetologia comparada no âmbito das ciências planetárias modernas: encontrar características geológicas familiares em mundos extraterrestres como Titã nos permite testar as teorias que explicam a sua formação," disse Nicolas Altobelli, cientista da missão Cassini-Huygens.

Créditos: Inovação Tecnológica

V de Victoria

A imagem acima é uma porção do mapa base do mosaico global feito com o instrumento MDIS que foi adquirido durante o primeiro ano de missão da sonda MESSENGER na órbita de Mercúrio. A cena, com o norte para a direita, mostra uma feição geológica conhecida como Victoria Rupes, um longo desfiladeiro, ou escarpa que se formou quando Mercúrio se contraiu um pouco à medida que seu núcleo resfriava. As feições do tipo rupes em Mercúrio recebem o nome de embarcações usadas para as grandes descobertas e no caso dessa feição, a Victoria Rupes, recebeu esse nome em homenagem à embarcação Victoria, que fez parte da frota de navios usados por Fernão de Magalhães entre 1519 e 1522 na sua tentativa de dar a volta na Terra. Essa feição geológica tem um interesse particular para os cientistas que trabalham com os dados da sonda MESSENGER, pois ela é parte de estruturas lineares e maiores contracionais que podem corresponder aos cinturões de empurrão e dobramento encontrados na Terra. Esses cinturões são feições comuns na superfície terrestre e se formam quando a crosta encolhe devido ao tectonismo compressional. A identificação desses cinturões em Mercúrio ajudará os cientistas a entenderem em mais detalhe como a crosta do planeta se deformou com o tempo.

Créditos: MESSENGER

Uma nova visão da Nebulosa da Tarântula

Para celebrar o seu aniversário de 22 anos em órbita, o Telescópio Espacial Hubble lançou uma nova imagem da região de formação de estrelas conhecida como 30 Doradus, também conhecida como Nebulosa da Tarântula já que seus filamentos brilhantes lembram as pernas de uma aranha. Uma nova imagem obtida com os chamados três grandes observatórios da NASA, o Chandra, o Hubble e o Spitzer também foi criada para marcar o evento. A nebulosa está localizada na galáxia vizinha da Via Láctea chamada Grande Nuvem de Magalhães, e é uma das maiores regiões de formação de estrelas localizadas perto da Via Láctea. No centro da 30 Doradus, milhares de estrelas massivas estão emitindo material e produzindo intensa radiação juntamente com ventos poderosos. O Observatório de Raios-X Chandra detectou gás que tem sido aquecido a milhões de graus por esses ventos estelares e também por explosões de supernovas. Esses raios-X, coloridos em azul nessa imagem composta veem de ondas de choque formadas pela atividade estelar de alta energia. Os dados do Hubble na imagem acima são coloridos em verde e revelam a luz dessas estrelas massivas junto com os diferentes estágios do nascimento de estrelas incluindo estrelas embriônicas com poucos milhares de anos de vida e ainda empacotadas nos casulos de gás escuro. As emissões infravermelhas registradas pelo Spitzer, podem ser vistas em vermelho e mostram o gás mais frio e a poeira que que possui gigantescas bolhas escavadas. Essas bolhas são esculpidas pela mesma radiação e fortes ventos vindos de estrelas massivas localizadas no centro da 30 Doradus.

Créditos: NASA

Imagens mostram em detalhe partida da Progress 46 da ISS

No dia 19 de Abril de 2012 a nave Progress 46, partiu da ISS cheia de lixo rumo a Terra. Os controladores de voo russos comandarão a nave por alguns dias para realizar alguns testes e depois a enviarão para a atmosfera da Terra onde ela se queimará na atmosfera sobre o Oceano Pacífico. As imagens aqui apresentadas mostram detalhes dessa nave que auxilia de forma decisiva as operações na ISS. A imagem mais acima mostra uma visão detalhada do mecanismo de acoplagem da nave não tripulada Progress 46 e foi feita por um membro da tripulação da Expedição 30 a bordo da ISS enquanto a nave deixava a estação rumo a Terra.

Créditos: Cienctec

Missões a Vênus: a difícil tarefa de sobreviver na superfície

Penetrar na atmosfera venusiana e realizar pesquisas em sua superfície não é uma tarefa fácil. O planeta é uma verdadeira fornalha. A composição química e a descomunal pressão atmosférica fazem de sua exploração um verdadeiro desafio para a construção de naves espaciais. Observar a superfície de Vênus no espectro visível é uma tarefa impossível. O planeta é totalmente envolto por uma névoa muito densa e altamente refletiva e qualquer tentativa de reconhecer detalhes geográficos será fadada ao fracasso. Seu brilho é tão intenso que pode ser visto até mesmo durante o dia. Aqui da Terra, a única coisa que conseguimos enxergar são suas fases. Quando os pesquisadores resolveram enviar sondas ao planeta, ainda no início da Era Espacial, sabiam que a missão não seria fácil. A temperatura em Vênus atinge nada menos que 480 graus Celsius enquanto a pressão barométrica, 90 vezes maior que a da Terra, esmaga os objetos mais rígidos como se fossem de papelão. Além disso, o planeta possui mais de 150 mil vulcões, o que torna sua atmosfera altamente sulfúrica e corrosiva. A mais bem sucedida missão a explorar o planeta Vênus foi a russa Venera, que se estendeu de 1961 a 1983 e era composta de 16 naves. As oito primeiras foram projetadas para pousar no planeta, enquanto as oito sondas seguintes foram concebidas de modo diferente. Eram lançadas aos pares, sendo compostas de uma sonda orbital e de uma nave robótica projetada para pousar e resistir por pelo menos 30 minutos antes de ser decomposta. A primeira sonda da série a chegar a Vênus foi a Venera 4, em 18 de Outubro de 1967. A nave não pousou na superfície, mas foi a primeira a retornar dados da atmosfera, além de ser a primeira a fazer uma transmissão interplanetária. Dois anos depois foi a vez da Venera 5. Em maio de 1969 o artefato transmitiu com sucesso dados da atmosfera antes de ser esmagado pela pressão, quando estava a apenas 26 mil metros de altitude. Em 16 de dezembro de 1970, a Venera 7 conseguiu finalmente pousar na superfície. Resistiu 23 minutos sob o calor intenso e pressão esmagadora, mas foi a primeira que conseguiu transmitir dados a partir de outro planeta. As primeiras imagens em preto e branco feitas a partir da superfície foram tomadas pela Venera 9, em 22 de outubro de 1975. Dessa vez a sonda conseguiu resistir um pouco mais e foi destroçada em longos 53 minutos. Em 1 de março de 1982 a sonda Venera 13 registrou a primeira imagem colorida da superfície de Vênus, além de descobrir basalto na superfície com auxílio de um espectrômetro. A nave resistiu mais que as anteriores e durante 114 minutos coletou dados que até hoje são estudados pelos cientistas. Provavelmente, com o know-how adquirido durante as missões Venera e o desenvolvimento de novos materiais e tecnologias, as próximas missões a Vênus deverão durar mais tempo e serão capazes de obter um volume de dados muito maior que as anteriores. Atualmente, a agência espacial russa tem um novo projeto para estudar o planeta. Batizado de Venera-D a missão pretende explorar Vênus através de imagens de radar e localizar os lugares mais interessantes para próximos pousos na superfície. De acordo com a Roscosmos, a missão Venera-D deverá ser lançada em 2016.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Bolhas evaporando na Nebulosa da Carina

Não, elas não estão vivendo, mas elas estão morrendo. As bolhas pouco comuns encontradas na Nebulosa da Carina, algumas delas vistas flutuando na parte superior direita, podem ser mais bem descritas como se estivessem evaporando. Radiação energética e ventos de estrelas próximas estão destruindo os grãos de poeira escuros que fazem com que essas formas icônicas fiquem opacas. Ironicamente, as bolhas, conhecidas como nuvens escuras moleculares, frequentemente criam em seus interiores as estrelas que mais tarde serão destruídas por eles mesmos. As montanhas flutuantes no espaço mostradas acima nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble se espalha por alguns meses-luz. A Grande Nebulosa da Carina por si só, se espalha por aproximadamente 30 anos-luz, e localiza-se a aproximadamente 7.500 anos-luz de distância, e pode ser vista através de pequenos telescópios quando apontados na direção da constelação da Quilha (Carina).

Créditos: APOD

Lua de Saturno pode ser mais parecida com a Terra do que pensamos

A lua Titã de Saturno pode ser mais parecida com a Terra do pensamos, já que possui uma atmosfera dividida em camadas. Ela é a maior lua de Saturno, e a única conhecida com uma atmosfera densa. Um melhor entendimento de como sua atmosfera nublada funciona poderia ajudar a encontrar aspectos parecidos em planetas e luas alienígenas. Entretanto, detalhes conflitosos sobre como ela é estruturada já são discutidos há alguns anos. A parte mais baixa de qualquer atmosfera, conhecida como camada limite, é a mais influenciada pela superfície do planeta ou lua. Em troca, ela influencia a superfície com nuvens e ventos. “Essa camada é muito importante para o clima e a meteorologia – nós vivemos na camada limite terrestre”, comenta o líder do estudo, Benjamin Charnay. A camada limite da Terra, que tem entre 500 metros e três quilômetros de espessura, é controlada em grande parte pelo aquecimento solar na superfície terrestre. Como a Titã está muito mais longe do Sol, sua camada pode ser bem diferente, mas isso ainda é muito incerto – a atmosfera dessa lua é grossa e opaca, o que não revela suas outras camadas. Por exemplo, enquanto a espaçonave Voyager 1, sugeriu que a camada limite da Titan tinha 3,5 quilômetros de espessura, a sonda Huygen que chegou mais perto da atmosfera observou que a camada tinha apenas 300 metros. Para ajudar na solução desses mistérios, cientistas desenvolveram um modelo climático 3D de como a lua poderia responder a um aquecimento solar. “A implicação mais importante dessas descobertas é que a Titã se parece mais com um planeta similar à Terra do que imaginávamos”, comenta Charnay. As simulações revelaram que a atmosfera mais baixa da Titã está separada em duas camadas, ambas distintas da atmosfera superior em termos de temperatura. A mais baixa é bem rasa, com apenas 800 metros, e, como a da Terra, muda com o passar do dia. A que vem logo acima, com dois quilômetros, muda de acordo com as estações. A existência dessas duas camadas, que respondem às mudanças climáticas, une as descobertas que antes eram conflitantes. “Não existem mais observações em conflito”, afirma Charnay. Esse novo trabalho ajuda a explicar os ventos mensurados pela sonda Huygens, assim como os espaços entre as dunas gigantes, no equador da Titã. E também, “isso poderia implicar na formação de uma camada limite de nuvens de metano”, comenta Charnay. Essas nuvens aparentemente foram vistas antes, mas não era possível explicá-las. No futuro, Charnay e seus colegas vão estudar como o metano de Titã faz um ciclo entre os lagos e mares superficiais até as nuvens atmosféricas, da mesma maneira que a água na Terra. “Modelos 3D serão muito úteis no futuro, para explicar os dados que nós iremos conseguir das atmosferas de exoplanetas”, finaliza Charnay.

Créditos: Hypescience

Estrada esburacada

Quarenta anos atrás no dia 21 de abril, o módulo lunar Orion tocou o solo das terras altas de Descartes na Lua. John Young e Charlie Duke passaram quase que três dias completos na superfície lunar, viajando 27 km com seu jipe lunar, e coletaram 96 kg de rochas que destruíram a interpretação existente para a área. O local Descartes foi selecionado para que rochas mais velhas do que as anteriormente recolhidas nos mares lunares fossem amostradas, além de rochas na clara e suave formação Cayley e nas Montanhas Descartes, ambas que eram interpretadas como sendo material vulcânico de diferentes mares basálticos. Porém nenhum material vulcânico foi coletado, as rochas eram detritos de fragmentos de impacto e material derretido por impacto, acreditados como sendo material ejetado das bacias Imbrium e talvez da Nectaris. As montanhas Descartes representam uma feição morfologicamente única na Lua, assim é difícil argumentar que uma típica terra alta da Lua tenha sido amostrada. E não existiam exposições que certificassem as rochas antigas de modo que o objetivo de encontrar rochas diferentes das que haviam sido anteriormente amostradas foi frustrado. De fato, o significado geológico das amostras recolhidas pela Apollo 16. foi mínimo para completar o entendimento que já se havia conseguido com as outras amostras. Isso não tira o valor da experiência de John e Charlle que fizeram um belo trabalho como geólogos de campo, e identificaram quase que imediatamente que as interpretações vulcânicas para a região estavam erradas. Isso não é nenhuma crítica aos cientistas lunares que mesmo agora com toda a tecnologia disponível possuem dados insuficientes para responder questões fundamentais sobre a Lua. É impressionante ver o quanto aprendemos com as missões Apollo e o quanto ainda podemos aprender.

Créditos: LPOD

Dunas de areia fluindo em Marte

Quando Marte agiu como um líquido? Embora os líquidos congelem e evaporem rapidamente na fina atmosfera de Marte, ventos persistentes podem fazer que grandes dunas de areias fluam e até mesmo gotejem como um líquido. Visíveis na imagem acima à direita estão duas mesas de topo plano no sul de Marte quando a estação estava mudando da primavera para o verão marciano. Já na parte esquerda da imagem pode-se ver uma colina em forma de domo. À medida que os ventos sopram da direita para a esquerda, a areia que flui tanto nas colinas como ao redor delas deixam marcas únicas na superfície do Planeta Vermelho. As gotículas escuras em forma de arco formadas por uma areia muito fina são chamadas de barchans, e podem ser considerados os primos interplanetários de formas de areia similares encontradas na Terra. Barchans podem se mover intactos e pode até mesmo parecer que um ultrapassa o outro. Quando as estações mudam, os ventos em Marte podem levantar a poeira e são monitorados para ver se eles irão juntar poeira suficiente para gerarem tempestades de areia famosas em Marte pois essas tempestades chegam a ter o tamanho do próprio planeta.

Créditos: APOD

Novos dados da Kaguya

Mais uma vez o site da missão japonesa na Lua, Kaguya postou sem grandes alardes novos dados: http://wms.selene.darts.isas.jaxa.jp/3dmoon_e/index_e.html. A versão japonesa tem uma grande quantidade de novos mapas e imagens baseados nos recentes artigos publicados pela missão:http://www.springerlink.com/content/0038-6308/154/1-4/. A figura acima faz parte de um desses novos dados, porém a imagem acima possui um exagero vertical de 30 vezes. Essa imagem é centrada sobre a Bacia Orientale e foi obtida com a sonda olhando para sul e para oeste em direção da mega bacia azul escura do pólo sul Aitken. Essa grande bacia operou praticamente a Lua arrancando um pedaço de sua superfície e aprofundando a curvatura que foi então achatada. O terreno mais alto do lado escuro da Lua em vermelho a norte da bacia tem sido explicado como sendo o material escavado da Aitken. A Aitken se formou por um impacto oblíquo. Se você quiser pode baixar o globo 3D da Lua e viajar pelas mais diversas feições do nosso satélite.

Créditos: LPOD