quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Planetas mais antigos

A estrela HIP 11952 encontra-se a 375 anos-luz da Terra e vai transformar-se numa gigante vermelha dentro de algum tempo. A estrela tem em sua órbita dois enormes planetas, similares a Júpiter. Um dos planetas é quase tão massivo como Júpiter e orbita a estrela em apenas 7 dias. O outro planeta tem 3 vezes mais massa que Júpiter e orbita a estrela em 290 dias. Os planetas terão cerca de 12,8 bilhões de anos, ou seja, serão cerca de 8 bilhões de anos mais antigos que a Terra. A própria Via Láctea ainda não estaria completamente formada quando estes planetas nasceram. O próprio Universo era na altura um bebê com cerca de 900 milhões de anos. Esta descoberta sugere que mesmo quando o Universo era jovem e com poucos elementos pesados, mesmo assim a formação de planetas era possível. Neste caso, HIP 11952 tem menos de 10% do ferro que o Sol tem. E no entanto, conseguiu formar planetas.

Fonte: AstroPT

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Coréia do Sul lança com sucesso seu foguete espacial Naro

A Coréia do Sul lançou com sucesso nesta quarta-feira o seu foguete Naro-1, o primeiro fabricado parcialmente com tecnologia local, após duas tentativas fracassadas em 2009 e 2010, o que representa uma grande evolução em seu programa espacial. O foguete foi lançado às 16h locais (5h de Brasília) a partir da plataforma de Goheung, 480 quilômetros ao sul de Seul, e conseguiu desdobrar com sucesso o satélite que levava consigo, segundo a agência sul-coreana "Yonhap". O processo aconteceu como fora planejado e os mecanismos de abertura para liberar o satélite STS-2C funcionaram corretamente, mas ainda é preciso aguardar que o dispositivo envie seus primeiros sinais para determinar o sucesso total da missão. Caso isso se confirme, a Coréia do Sul entrará para o seleto clube das potências espaciais que conseguiram colocar em órbita um satélite a partir do seu próprio território e com um foguete desenvolvido com tecnologia local. A operação teve um percurso repleto de dificuldades e acontece depois de a vizinha e rival Coréia do Norte ter conseguido realizar a mesma façanha em dezembro. A pujante Coréia do Sul, quarta principal economia da Ásia, enviara ao espaço até hoje cerca de dez satélites, mas todos usando plataformas e foguetes estrangeiros. Além disso, havia realizado duas tentativas fracassadas de enviar o Naro ao espaço, em 2009 e 2010. Da primeira vez, o foguete alcançou a órbita desejada, mas um defeito nos mecanismos de abertura impediu a liberação do satélite; da segunda, o projétil explodiu pouco depois de ser lançado devido a problemas elétricos.

Fonte: Terra

O momento em que as luzes se apagaram

Quanto mais longe você olha, mas de volta no tempo você vai. Os astrônomos usam esse fato para estudar a evolução do universo observando galáxias próximas e mais distante e comparando suas feições. O Hubble é particularmente bem ajustado para esse tipo de trabalho devido a sua extrema alta resolução e a sua posição, acima da atmosfera terrestre. Isso tem permitido a ele detectar muitas das galáxias mais distantes já conhecida, bem como fazer imagens detalhadas de objetos distantes. Comparando as galáxias no passado distante com aquelas ao redor de nós hoje, os astrônomos têm notado que as galáxias próximas são mais quietas e calmas do que as mais distantes, vistas no início de suas vidas. As galáxias próximas (embora não a Via Láctea) são normalmente grandes, galáxias elípticas com pouca ou nenhuma formação de estrela em andamento, e suas estrelas tendem a ser mais velhas e mais avermelhadas. Essas galáxias, na linguagem astronômica são vermelhas e mortas. Não é só pelo fato das galáxias serem mais distantes que normalmente elas mostram uma atividade de nascimento de estrela mais vigorosa. A razão para isso parece estar relacionada com o fato de que com o passar dos anos no universo, as galáxias se colidem e se fundem, e esses eventos corrompem as nuvens de gás dentro delas. Uma fusão normalmente dispara um intenso processo de formação de estrelas que usa o gás que restou, de modo que depois dessa etapa nenhuma formação de estrela mais é detectada. A galáxia elíptica fundida então chega a sua idade velha, tornando-se mais vermelha à medida que as estrelas ficam cada vez mais velhas. Espera-se que isso aconteça com a Via Láctea quando ela se fundir com a Galáxia de Andrômeda, daqui a aproximadamente quatro bilhões de anos. A galáxia mostrada na imagem acima, é catalogada como 2MASX J09442693+0429569, e marca a fase de transição nesse processo de uma jovem galáxia com processo de formação de estrelas ainda ativo para uma galáxia mais massiva, vermelha e morta. A galáxia tem feições parecidas com caudas, que se estendem dela, feições essas típicas de uma galáxia que está experimentando o processo de fusão. Estudando as propriedades da luz proveniente dessa galáxia, os astrônomos não conseguem enxergar sinais de formação de estrela acontecendo, em outras palavras a fusão disparou um evento em que foi utilizado todo o gás restante. Contudo, as observações sugerem que a formação de estrelas foi intensa até o passado bem recente, e cessou somente no último bilhão de anos. Essa imagem mostra um retrato do momento em que a formação de estrelas parou para sempre na galáxia.

Fonte: Space Telescope

Apollo 16: Dirigindo sobre a Lua


Você sabe como seria dirigir na Lua? Você pode não ter a menor idéia como é, mas o ser humano já fez essa aventura. O vídeo acima, foi registrado pelos astronautas da Apollo 16, John Young e Charles Duke durante um de seus passeios motorizados pela Lua, em 1972, e agora uma versão digital está disponível. Não importa para que direção a câmera fosse apontada, ou para onde eles dirigissem o veículo lunar, a paisagem era sempre a mesma, um terreno coberto rochas e crateras. A primeira metade do vídeo acima, mostra o veículo cortando a paisagem lunar a aproximadamente 10 km/h, enquanto que a segunda metade mostra uma visão tipo câmera on-board. O veículo lunar foi entregue no final das missões Apollo, como uma maneira para os astronautas alcançarem e explorarem terrenos além do acampamento base do Módulo Lunar, locais esses impossíveis de serem alcançados com as roupas espaciais. Missões lunares futuras que pretendem pousar veículos robôs similares, terão a mesma capacidade de retornar para a Terra vídeos como esse. Entre essas missões, podemos citar, missões chinesas, russa, indianas além do veículo robô que está sendo planejado pelos participantes do concurso Google X-Prize.

Fonte: APOD

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Mudanças sazonais observadas na superfície marciana provocadas pelo descongelamento de dióxido de carbono gelado


Investigadores usando a sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA observaram mudanças sazonais nas dunas marcianas a norte do planeta, provocadas pelo aquecimento de um manto de dióxido de carbono gelado. A Terra não tem dióxido de carbono congelado naturalmente, embora pedaços de gelo de dióxido de carbono fabricado, chamado "gelo seco", sublimem diretamente do estado sólido para o gasoso na Terra, assim como vastos mantos de gelo seco em Marte. Um fator determinante nas mudanças sazonais da Primavera, onde revestimentos de gelo seco se formam em Marte, é que o descongelamento ocorre no lado de baixo da camada de gelo, onde está em contato com o solo escuro que é aquecido pelo precoce Sol primaveril através do gelo translúcido. O gás aprisionado ganha pressão e liberta-se de várias maneiras. Os sulcos transitórios formam-se nas dunas quando o gás preso sob a camada de gelo encontra um ponto de fuga e liberta-se, transportando com ele areia. A areia expelida forma áreas escuras ou listas no topo da camada de gelo ao início, mas esta evidência desaparece com o gelo sazonal, e os ventos de Verão apagam a maioria das ranhuras nas dunas antes do Inverno seguinte. Os sulcos são características menores do que as ravinas ligadas, que pesquisas anteriores relacionaram com a sublimação do dióxido de carbono em dunas com encostas mais íngremes. Atividade semelhante foi já documentada e explicada perto do pólo Sul de Marte, onde se formam camadas sazonais de dióxido de carbono gelado e depois descongelam. Os detalhes das diferentes mudanças sazonais a Norte são agora anunciadas num conjunto de três artigos da revista Icarus. As descobertas reforçam a crescente compreensão de que Marte hoje em dia, embora diferente no passado, é ainda um mundo dinâmico, e por mais parecido que seja com a Terra, em alguns aspectos mostra processos bastante sobrenaturais. "É um processo incrivelmente dinâmico," afirma Candice Hansen do Instituto de Ciências Planetárias em Tucson, no estado americano do Arizona. Ela é a autora principal do primeiro dos três estudos. "Nós tínhamos este antigo paradigma de que todas as ações em Marte tinham ocorrido há milhares de milhões de anos. Graças à capacidade de estudar as mudanças com a MRO, um dos novos paradigmas é que Marte tem, atualmente, muitos processos ativos." Com três anos marcianos (seis anos na Terra) de dados obtidos pela câmara HiRISE (High Resolution Imaging Science Experiment) a bordo da sonda MRO, os cientistas relatam a sequência e variedade de mudanças sazonais. As mudanças primaveris incluem explosões de gás que transporta areia, quebras poligonais do gelo de Inverno cobrindo as dunas, areia que desliza nas faces das dunas, e zonas de areia escura movida para a superfície e para cima do gelo. "É um desafio determinar quando e como estas mudanças ocorrem, são muito rápidas," afirma Ganna Portyankina da Universidade de Berna, na Suíça, autora principal do segundo estudo. "É por isso que só agora começamos a ver que ambos os hemisférios contam, na verdade, histórias semelhantes." O processo de libertação de gás que esculpe ranhuras nas dunas a Norte assemelha-se aos processos de criação de características com a forma de aranhas no extremo Sul de Marte, mas as "aranhas" não foram vistas a Norte. As camadas sazonais de gelo seco sobrepõem tipos diferentes de terreno nos dois hemisférios. No Sul, os diversos terrenos incluem solo plano e erodível, mas no Norte, uma ampla banda de dunas de areia envolvem a permanente calota polar. Outra diferença está no brilho de partes das dunas cobertas de gelo. Este brilho no Norte resulta da presença de geada de água, enquanto no Sul, o brilho é provocado por dióxido de carbono fresco. O terceiro estudo, por Antoine Pommerol da Universidade de Berna e co-autores, fala sobre a distribuição da geada usando o instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars). A leve geada de água é soprada pelos ventos primaveris.

Fonte: Astronomia On-line

Iran lança macaco para o espaço

No dia 28 de Janeiro de 2013, o Iran levou a cabo um lançamento suborbital com um macaco a bordo. Segundo as mais recentes informações, o veículo utilizado foi o Pishgam, atual designação do foguetão-sonda Kavoshgar-5. A biocápsula contendo um macaco a bordo foi recuperada com sucesso e o animal encontra-se bem após atingir uma altitude de 120 km. A utilização de animais neste tipo de missões foi muito comum nos primeiros anos da exploração espacial, tendo caído em desuso nos anos mais recentes. De fato, durante a fase de testes da cápsula espacial chinesa Shenzhou, os especialistas referiram que haviam desenvolvido tecnologias capazes de replicar as reações humanas ao vôo espacial evitando assim a utilização de animais.

Fonte: AstroPT

Satélite caiu na Terra

Após a sonda Fobos-Grunt reentrar dia 15 de Janeiro de 2012, do satélite ROSAT reentrar dia 23 de Outubro de 2011 e do satélite UARS reentrar dia 24 de Setembro de 2011, foi a vez do satélite soviético Kosmos-1484 reentrar ontem. O Kosmos-1484 foi lançado em 1983 e tinha como objetivo estudar os recursos naturais do planeta. O Kosmos-1484 tinha 6 metros de comprimento e pesava mais de 2 toneladas. Dia 27 de Janeiro de 2013, às 09:38 locais, o Kosmos-1484 reentrou na Terra sobre a costa leste dos EUA, proporcionando uma belíssima estrela cadente à medida que o satélite se desintegrava na atmosfera. Esta reentrada levou a mais de 30 avistamentos em 8 estados diferentes dos EUA. Não era um OVNI mas sim um satélite criado pelos humanos.

Fonte: AstroPT

Relembrando a tripulação da Apollo 1

No dia 27 de Janeiro de 1967, o veterano astronauta Gus Grissom, o primeiro americano a fazer uma caminhada espacial Ed White, e o novato Roger Chaffee (da esquerda para a direita na foto acima), estavam se preparando para o que deveria ser o primeiro vôo tripulado da missão Apollo. Os astronautas estavam sentados no topo da base de lançamento para um teste pré-lançamento quando um incêndio atingiu a cápsula da Apollo. A investigação do acidente fatal, levou à mudanças radicais no desenho e na engenharia, fazendo, depois disso a nave Apollo segura para as jornadas até a Lua.

Fonte: NASA

Novo telescópio espacial vai estudar o "Universo Negro"

A NASA juntou-se oficialmente à missão Euclid, da ESA (Agência Espacial Européia), um telescópio espacial concebido para investigar a natureza misteriosa da matéria escura e da energia escura. Com lançamento previsto para 2020, o telescópio com 1,2 m de diâmetro e dois instrumentos científicos irá mapear a forma, o brilho e a distribuição tridimensional de dois bilhões de galáxias, cobrindo mais de um terço de todo o céu e olhando para trás no tempo ao longo de três quartos da história do Universo. Os cientistas esperam resolver problemas essenciais para a nossa compreensão da evolução e do destino do nosso cosmos em expansão: os papéis desempenhados pela matéria escura e pela energia escura. A matéria escura é invisível, mas tem gravidade e atua atrasando a expansão do Universo, agindo no mesmo sentido que a gravidade. A energia escura, no entanto, parece estar acelerando a expansão vista à nossa volta atualmente, contrapondo-se à gravidade. Juntas, estas duas componentes contabilizam 95% da massa e da energia do Universo, Mas o que elas são permanece um mistério absoluto - todas as tentativas para detectá-las diretamente até hoje falharam. E já há outro complicador na observação celeste, chamado Fluxo Escuro, que conflita com o modelo de expansão "harmônica" do Universo. O telescópio Euclid está otimizado para tentar responder a uma das mais importantes questões da cosmologia: porque que o Universo está se expandindo a um ritmo acelerado, em vez de estar desacelerando devido à atração gravitacional da matéria de que é composto? A descoberta desta aceleração cósmica, em 1998, recebeu o Prêmio Nobel da Física em 2011. No entanto, a causa dessa aceleração ainda não é conhecida. O termo "energia escura" foi cunhado com o sentido de uma força misteriosa que causa essa aceleração. Usando o Euclid para estudar os seus efeitos em galáxias e aglomerados de galáxias pelo Universo, os astrônomos esperam chegar mais perto do entendimento da sua verdadeira natureza e influência. A agência norte-americana irá fornecer 20 detectores para instrumentos de infravermelho próximo, que irão operar em conjunto com uma câmara no comprimento da luz visível. Os instrumentos, o telescópio e o corpo da sonda serão construídos e operados na Europa. A NASA também nomeou 40 cientistas para se tornarem membros do Consórcio Euclid, que irá acompanhar a construção dos instrumentos e analisar os dados científicos que resultarem da missão. O consórcio já inclui quase mil cientistas de 13 países europeus e dos Estados Unidos.

Fonte: Inovação Tecnológica

domingo, 27 de janeiro de 2013

Telescópio tenta capturar luz do Big Bang

Um telescópio levado aos limites do espaço por um balão está tentando capturar a luz do momento da criação do Universo. O objetivo do EBEX (E and B EXperiment) é registrar resquícios da radiação emitida pelo Big Bang - fótons emitidos quando o Universo tinha apenas 380.000 anos de idade. O telescópio está capturando fótons não de luz visível, mas de radiação na faixa das microondas, que compõem a chamada radiação cósmica de fundo - mais precisamente, ele está tentando capturar a polarização desses fótons. Pesando quase três toneladas, o telescópio foi lançado ao espaço na Antártica, suspenso por um balão do tamanho de um estádio de futebol. A maioria dos cosmologistas concorda que o Universo começou quente, denso e microscopicamente pequeno. O modelo adotado para preencher a lacuna de uma resposta a essas perguntas é que, em uma fração de segundo, esse embrião de universo expandiu-se mais rápido do que a velocidade da luz, aumentando de tamanho em um ritmo muito maior do que se expandiria nos próximos 13 bilhões de anos. Os físicos sabem que comprovar ou desmentir essa hipótese vai ajudar a entender o que existia antes do Big Bang e, se ele realmente ocorreu, por que ocorreu. Até há pouco tempo, os cientistas não tinham como colocar à prova essa hipótese, o chamado "modelo cosmológico inflacionário". Agora, a expectativa é que o telescópio EBEX capte um sinal dessa relíquia cosmológica, na forma de um tipo de luz chamada polarização do tipo B. "Conforme a luz se espalhou ele levou consigo uma estampa, uma fotografia da aparência do Universo antes que qualquer coisa houvesse se formado," explica Amber Miller, da Universidade de Colúmbia, nos Estados Unidos. As polarizações do tipo B que ela e sua equipe estão procurando foram criadas ainda mais cedo: pelas ondas gravitacionais geradas durante o Big Bang. "Se encontrarmos as assinaturas dessas ondas, elas nos dirão algo sobre o tipo de expansão que ocorreu no início do Universo e o que as gerou," explicou a pesquisadora. Os dados do telescópio EBEX vão complementar os resultados de uma outra câmera, instalada no solo, no Deserto de Atacama, no Chile. A equipe agora está analisando os dados, e espera publicar os resultados até o final do ano.

Fonte: Inovação Tecnológica

Nave TDRS-K pronta para o lançamento

A imagem acima mostra o Tracking and Data Relay Satellite, da NASA, ou TDRS-K, encapsulado em seu compartimento de carga passando pela área do Launch Complex 39, no Kennedy Sapce Center da NASA, no dia 20 de Janeiro de 2013, enquanto ele viaja desde a instalação de processamento de cargas em Titusville, Fla. até o seu local de lançamento. O TDRS-K será lançado no topo de um foguete United Launch Alliance Atlas V, desde o Launch Complex 41, da Cape Canaveral Air Force Station Space, no dia 30 de Janeiro de 2013. O TDR-K é parte da série de próxima geração do Tracking and Data Relay Satellite System, uma constelação de satélites de comunicação baseados no espaço que fornecem rastreamento, telemetria, comando e serviços de retorno de dados em banda larga de alta velocidade.

Fonte: NASA

sábado, 26 de janeiro de 2013

O Sol como você nunca viu antes

Você nunca poderá ver o Sol diretamente, porque isso danificaria irremediavelmente as células da sua retina. Mesmo uma câmera comum, com um filtro apropriado, não lhe daria mais do que uma imagem do disco amarelo característico da nossa estrela, que poderá aparecer um pouco mais avermelhado se ele estiver baixo no horizonte - o caminho maior que a luz percorre na atmosfera terrestre faz com que ela perca seus componentes azuis. Mas os sensores do telescópio SDO (Solar Dynamics Observatory, Observatório da Dinâmica Solar) podem ver a luz do Sol de inúmeras formas diferentes. O Sol emite luz em uma gama muito ampla de comprimentos de onda, ou frequências, que incluem, além da luz visível, infravermelha, ultravioleta e até raios X, apenas para citar as frequências mais conhecidas. Cada um desses comprimentos de onda nos dá informações diferentes sobre o funcionamento e o comportamento do Sol, permitindo avaliar com mais precisão seu impacto sobre a Terra e todo o Sistema Solar. A equipe do SDO, que pertence à NASA, fez então uma colagem das diversas imagens que os diferentes sensores do observatório fazem do Sol, mostrando a riqueza de informações que instrumentos adequados podem gerar. Por exemplo, a luz amarela característica do Sol é gerada por átomos com temperatura na faixa dos 5.700 ºC, o que representa o que está acontecendo na superfície da estrela. Já a luz ultravioleta extrema é emitida por átomos a 6.300.000 ºC, um bom comprimento de onda para estudar as erupções solares - a temperatura na atmosfera solar atinge picos muitíssimo superiores à da sua superfície, um fenômeno para o qual os cientistas ainda não possuem boas explicações. A colagem inclui ainda imagens geradas por outros instrumentos, que mostram informações sobre magnetismo e Doppler. Veja todos os comprimentos de onda observados pelo SDO, medidos em Angstroms - 1 Angstrom equivale a 0,1 nanômetro - colocados em ordem de altitude de origem, da superfície do Sol para as regiões mais altas de sua atmosfera.
4.500: Mostra a superfície do Sol, ou fotosfera.
1.700: Mostra a superfície do Sol, juntamente como uma camada da atmosfera solar, chamada cromosfera, que fica logo acima da fotosfera e é onde a temperatura começa a aumentar.
1.600: Mostra uma mistura entre a fotosfera superior e a chamada região de transição, uma região entre a cromosfera e a camada mais superior da atmosfera solar, chamada corona. É na região de transição onde a temperatura sobe mais rapidamente.
304: Esta luz é emitida a partir da região de transição e da cromosfera.
171: Este comprimento de onda mostra a atmosfera do Sol, ou corona, quando ela está tranquila. Também mostra gigantescos arcos magnéticos, conhecidos como laços coronais.
193: Mostra uma região ligeiramente mais quente da corona, e também o material mais quente de uma labareda solar.
211: Este comprimento de onda mostra regiões magneticamente ativas e mais quentes na corona solar.
335: Este comprimento de onda também mostra regiões magneticamente ativas e quentes na corona.
94: Essa frequência destaca regiões da corona durante uma tempestade solar.
131: É nesta frequência que aparece o material mais quente durante uma erupção solar.
O Observatório da Dinâmica Solar (SDO) foi lançado em 2010, tendo como objetivo principal analisar o funcionamento do chamado dínamo solar, uma rede profunda de corrente de plasma que gera o campo magnético solar. Mas os benefícios do telescópio estão indo muito além: seus instrumentos fotografam o Sol a cada 0,75 segundo e enviam de volta à Terra 1,5 terabyte de dados por dia.

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Satélite soviético deve colidir com a Terra no final de janeiro

O satélite soviético Kosmos-1484, que foi lançado em 1983 para explorar os recursos naturais do nosso planeta, deve cair na Terra no dia 29 de janeiro. O mais provável é que o aparelho se desintegre quase por inteiro ao entrar em contato com a atmosfera terrestre, segundo informaram nesta quinta-feira as agências russas, que citam fontes espaciais americanas. O Kosmos-1484, que tem cerca de seis metros de comprimento, mantém neste momento uma órbita com uma altura de 208 quilômetros de perigeu e 356 de apogeu (respectivamente, o ponto mais próximo e mais distante da Terra). O satélite, que nunca chegou a cumprir sua função devido a um problema no sistema de orientação, sofreu uma explosão há dez anos, por isso que perdeu parte de sua estrutura original. As agências espaciais russas (Roscomos), européia (ESA) e americana (Nasa) estão dispostas a cooperar na luta contra o lixo espacial, já que ameaça o funcionamento da Estação Espacial Internacional (ISS).

Fonte: Terra

Cometa colide contra a Terra acima da Califórnia, EUA


Ao que tudo indica, a bola de fogo vista recentemente sobre a costa oeste americana não foi causada por um simples meteoro. Analises detalhadas das câmeras de vigilância do NASA e da órbita do objeto indicam que o bólido era de fato um cometa, que explodiu na alta atmosfera da Terra. O início da bola de fogo foi registrado por três câmeras de vigilância de céu amplo CAMS, pertencente ao projeto SETI, da Nasa, que busca por vida inteligente fora da Terra. Com os registros, foi possível através de triangulação calcular a trajetória e a órbita do objeto, que explodiu em bola de fogo a 135 km de altitude. Os cálculos mostraram que o meteoróide teve como ponto de origem a nuvem de Oort, um local no limite do Sistema Solar onde os astrônomos acreditam que os cometas são formados, a cerca de 50 mil UA de distância ou 7.5 trilhões de quilômetros. De acordo com o estudo, no dia 17 de janeiro pela manhã o cometa atingiu o periélio (menor distância do Sol) a cerca de 146 milhões de quilômetros da estrela e em seguida encontrou a Terra em seu caminho. O cometa se aproximou do nosso planeta com inclinação muito baixa de cerca de 19 graus, vindo da constelação de Virgem. A colisão contra a alta atmosfera da Terra ocorreu em algum ponto acima do norte do Parque Nacional de Yosemite, na Califórnia, a uma velocidade estimada em 72 km/s ou 260.000 km/h. Em seguida o bólido se moveu em direção ao Lago Tahoe, nos limites com o Estado de Nevada, onde atingiu as camadas mais baixas da atmosfera e foi totalmente partido e pulverizado, formando a grande bola de fogo registrada pelas câmeras. Segundo o estudo, o cometa tinha aproximadamente 1 metro de diâmetro e foi completamente vaporizado ao entrar na atmosfera, sem tocar o solo.

Fonte: Apolo 11

Como serão as primeiras fotos de buracos negros

Ninguém jamais viu um buraco negro, e jamais vai ver por que, tecnicamente falando, não há nada para ver: buracos negros não emitem um único fóton (partícula de luz). Mas se o buraco negro não emite fótons, o mesmo não acontece com seu entorno. Se houver matéria caindo no buraco negro, ela forma um disco, chamado de disco de acreção. Neste disco, a matéria descreve uma trajetória em forma de espiral, aproximando-se cada vez mais do horizonte de eventos – o limite exterior do buraco negro, por assim dizer. À medida que a matéria vai se aproximando, vai aquecendo. Nas proximidades do buraco negro, ela aquece tanto que brilha não mais como luz visível, nem como ultravioleta, mas como raio-X e rádio. E são estas emissões que o Event Horizon Telescope, EHT, capta. Combinando vários radiotelescópios, inclusive alguns que estão em construção, o EHT terá a capacidade de observar objetos menores que o menor objeto que cada um dos telescópios sozinhos consegue. Os astrônomos esperam conseguir examinar o próprio horizonte de evento de um buraco negro próximo, Sagittarius A*, ou Sgr A* (lê-se “sagitárius a-estrela”), que está no centro de nossa galáxia, e tem massa estimada de 4 milhões de massas solares. Já vimos que em torno do buraco negro forma-se um disco de acreção se houver massa próxima. No caso de Sgr A*, acredita-se haver tal disco de acreção, devido à atividade de raio-X e rádio deste objeto. Conforme o disco gira, o lado dele que está “vindo na direção” da Terra fica mais brilhante por conta de um efeito chamado Doppler beaming (“radiante Doppler”). A parte do disco que está “se afastando” fica mais escura pelo mesmo motivo. O resultado é uma estrutura em forma de lua crescente, como pode ser vista na simulação. No centro da estrutura deve haver um círculo escuro, chamado de sombra do buraco negro, que representa o próprio buraco negro. A imagem da estrutura foi apresentada no 221º encontro da Sociedade Astronômica Americana, em Long Beach, Califórnia, EUA. Os pesquisadores acreditam que uma imagem real poderá ser obtida nos próximos cinco anos. Comparando a imagem que for obtida com as previsões teóricas (a imagem acima é uma previsão teórica), os astrônomos esperam não só conhecer melhor Sgr A*, como também verificar quais teorias sobre o buraco negro devem ser abandonadas.

Fonte: Hypescience

Luas trabalhando

A região do anel de Saturno das luas Prometeu e Pan, são ambas registradas pastorando seus respectivos anéis nessa imagem acima. Através de suas perturbações gravitacionais das partículas do anel nas suas proximidades, uma lua consegue manter uma lacuna no anel externo "A" enquanto a outra ajuda a manter um anel estreitamente confinado. A lua Prometeu (86 quilômetros de diâmetro), junto com Pandora (não observada na imagem) mantêm o estreito anel F visto na parte inferior esquerda da imagem. A lua Pan (28 quilômetros de diâmetro) mantém aberta a falha de Encke, onde ela se encontra mergulhada no centro. O brilhante ponto perto da borda interna da falha de Encke, é uma estrela em segundo plano na imagem. Essa imagem foi feita com a sonda Cassini olhando em direção ao lado não iluminado dos anéis, com um ângulo de 29 graus acima do plano dos anéis. A imagem foi feita na luz violeta visível, com a câmera de ângulo estreito da Cassini, no dia 28 de Setembro de 2012. A imagem acima foi registrada a uma distância de aproximadamente 2.3 milhões de quilômetros de Pan e com o conjunto Sol-Pan-Cassini, em fase com ângulo de 98 graus. A escala da imagem acima é de 14 quilômetros por pixel. A missão Cassini-huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate, da NASA em Washington, D.C. O módulo orbital Cassini e suas duas câmera a bordo foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imageamento é baseado no Space Science Institute em Boulder, no Colorado.

Fonte: NASA

Curiosity realiza primeiras observações noturnas com a MAHLI

O Curiosity concretizou anteontem as suas primeiras observações noturnas com a câmara MAHLI (Mars Hand Lens Image). O alvo escolhido pela equipe da missão foi Sayunei, uma pequena rocha situada em John Klein, numa área previamente danificada pela roda dianteira direita do robô. O cenário foi iluminado com os Diodos Emissores de Luz ou LED (de Light Emitting Diode) branco e ultravioleta da MAHLI. De acordo com o investigador principal da MAHLI, Ken Edgett, as observações com iluminação ultravioleta tiveram como objetivo a procura de minerais fluorescentes em Sayunei. Os cientistas estão agora a analisar as imagens em busca de cores específicas na fluorescência induzida nos minerais da rocha, que possam dar pistas sobre a sua composição.

Fonte: AstroPT

Universo resfriando como a Teoria do Big Bang previu

Astrônomos usaram o Telescope Compact Array da CSIRO (Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation – Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth), próximo a Narrabri, Austrália para medir a temperatura de uma nuvem de gás e poeira a uma distância que corresponde aproximadamente à metade da idade do universo. Basicamente, o que eles fizeram foi encontrar um gás em uma galáxia a 7,2 bilhões de anos-luz de distância. Estando afastada de estrelas e outras fontes de calor, a única coisa que aquece esta nuvem é o calor do Big Bang, o mesmo da radiação cósmica de fundo. Por sorte, há um quasar, PKS 1830-211, por trás da nuvem de gás. Ondas de rádio do quasar atravessam a nuvem, interagindo com suas moléculas. O resultado é uma mudança no espectro luminoso do quasar – parte da energia é absorvida. Esta marca deixada no espectro luminoso é usada para calcular a temperatura da nuvem de gás. O valor encontrado foi de 5,08 Kelvin, ou -267,92 °C. Uma temperatura extremamente baixa, mas mais quente que o universo atual, que está a 2,73 K, ou -270,27 °C. De acordo com a Teoria do Big Bang, a temperatura da radiação cósmica de fundo cai suavemente conforme o universo expande. É exatamente isto que foi visto nas medições – poucos bilhões de anos atrás, o universo era poucos graus mais quente que hoje. O trabalho, “A precise and accurate determination of the cosmic microwave background temperature at z=0,89″ (“Uma medição precisa e exata da temperatura da radiação cósmica de fundo em z=0,89″ em tradução livre), foi aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics.

Fonte: Hypescience

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Telescópio registra 'locais secretos' para abrigar novas estrelas

Uma nova imagem divulgada quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês) mostra as nuvens de poeira cósmica na região de Órion. Embora as nuvens densas sejam escuras, a câmera do telescópio Apex conseguiu detectar o calor emitido pelos grãos de poeira e revelar os "locais secretos" onde as novas estrelas se formam. No espaço, as nuvens densas de gás e poeira são os locais onde nascem as novas estrelas, no entanto, na radiação visível a poeira aparece escura, escondendo as estrelas que estão abaixo. Os telescópios que utilizam maior comprimento de onda, ajudam os astrônomos a desvendar o nascimento dessas estrelas. O Apex, localizado no Chile, é o maior telescópio do Hemisfério Sul a fazer esse trabalho. Situado na constelação de Órion, a 1,5 mil anos-luz de distância da Terra, o Complexo da Nuvem Molecular de Órion é a região mais próxima de nós onde se formam estrelas em grande número, contendo, por isso, um tesouro de nebulosas brilhantes, nuvens escuras e estrelas jovens. Segundo o ESO, a região brilhante abaixo do centro da imagem é a nebulosa NGC 1999, chamada pelos astrônomos de nebulosa de reflexão, já que o brilho azul da radiação estelar é refletido pelas nuvens de poeira. A nebulosa é principalmente iluminada pela radiação energética emitida pela jovem estrela V380 Orionis, que se encontra no seu centro. A imagem também mostra uma região escura ao centro. Normalmente essa região indicaria uma nuvem densa de poeira cósmica, obscurecendo as estrelas e a nebulosa por trás. No entanto, "nesta imagem pode-se ver que a região permanece estranhamente escura, mesmo quando incluímos as observações do APEX", disse o ESO ao afirmar que, graças a essas observações, os astrônomos pensam que esta região é um buraco ou cavidade na nebulosa, escavada pelo material que flui da estrela V380 Orionis.

Fonte: Terra

DARPA planeja construir robô que irá capturar partes de satélites aposentados

Os satélites de comunicação estão sendo extintos e terão suas peças valiosas desmanchadas e coletadas para serem recicladas, reduzindo custos de construção de novos satélites. Uma pesquisa do Pentágono americano visa colocar esse plano de ação em prática. Quando os satélites são aposentados, certas partes como as antenas e painéis solares, muitas vezes, ainda funcionam em plena perfeição, o que ainda não foi suficiente para mobilizar as autoridades para coletarem esse “lixo”, reutilizando as peças. As grandes empresas preferem deixar os satélites deliberadamente no espaço ao invés de promover esforços para trazê-los de volta a Terra. A Defence Advanced Research Projects Agency irá gastar quase R$ 380 milhões de reais para testar novas tecnologias que possam tornar possíveis às reciclagens em órbita. “Estamos tentando essencialmente aumentar o retorno sobre o investimento e encontrar uma maneira de realmente reduzir os custos”, disse um porta-voz de missões especiais militares do Pentágono em nota. Os trabalhos como o programa DARPA Fênix já começaram. A agência concedeu contratos para várias empresas desenvolverem as tecnologias apropriadas. Um importante teste irá ocorrer em 2016, iniciando uma missão de demonstração do poder de capturar uma antena de um satélite. A DARPA identificou que mais de 140 satélites já aposentados poderão ser usados no primeiro teste. A missão irá enviar um robô mecânico equipado com um conjunto de ferramentas que detectam e encontram os satélites desativados, extraindo suas partes. Então, outros minissatélites serão lançados para auxiliar no processo. O conceito principal será realizar uma “cirurgia robótica” em ambiente de gravidade zero. O astrofísico Jonathan McDowell da Universidade de Harvard, que acompanha satélites em todo o planeta, disse que a idéia é “bastante interessante”: “As primeiras vezes que você fizer isso, será muito mais caro do que apenas construir uma antena a partir do zero, mas a longo prazo, pode funcionar e ser mais barato”, disse em declaração ao britânico DailyMail. O maior desafio é retirar a antena dos satélites sem quebrá-los.

Fonte: Jornal Ciência

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Empresa lançará sondas para explorar recursos dos asteróides

A empresa americana Deep Space Industries anunciou esta terça-feira o lançamento, a partir de 2015, de uma frota de sondas para pesquisar e explorar os minerais e outros recursos que os asteróides que viajam nas proximidades da Terra contenham. "Utilizar os recursos que estão no espaço é a única maneira de poder assegurar um desenvolvimento espacial sustentável", avaliou o diretor da empresa, David Gump. "Descobrimos mais de 900 novos asteróides que passam perto da Terra a cada ano e estes corpos celestes podem ser tão importantes para as atividades espaciais deste século como foram as jazidas mineradoras de Minnesota para a indústria automobilística de Detroit no século XX", explicou Gump em um comunicado. A Deep Space Industries começará a avaliar alvos potencialmente promissores para a exploração de minerais com pequenos aparelhos espaciais de 25 quilos, denominados "FireFlies" (vaga-lumes), o primeiro deles com previsão de lançamento em 2015 para missões de duas a seis semanas. A empresa, em fase de busca de clientes e investidores, trabalha com a Nasa e outras empresas e organizações para identificar os asteróides que representem os objetivos mais promissores. Estas sondas serão econômicas, afirmou a Deep Space Industries, explicando que serão fabricadas a partir de elementos miniaturizados de satélites a baixo custo, os "satélites cubo", e serão postos em órbita a um preço acessível a bordo de lançadores usados para transportar grandes satélites de comunicações. "Podemos fazer sondas especiais incríveis de pequeno porte e de baixo custo mais rápido do que nunca", explicou o presidente da empresa, Rick Tumlinson. A partir de 2016, a empresa começará a lançar sondas mais pesadas, de 32 quilos, as "Dragonflies" (libélulas), capazes de alcançar um asteróide e trazer de volta à Terra amostras de 27 a 68 quilos durante uma viagem de dois a quatro anos, segundo o objetivo. A Deep Space é a segunda empresa a se lançar na prospecção e na exploração de minerais procedentes de asteróides após a Planetary Resources, criada em abril de 2012 pelo presidente da gigante da internet Google, Larry Page, e pelo cineasta James Cameron.

Fonte: Terra

Estrela Betelgeuse pode colidir com gigantesca muralha cósmica

Parece que tudo pode acontecer com Betelgeuse, a enorme estrela vermelha localizada em um dos vértices da constelação de Órion. De acordo com novos estudos, a estrela poderá se chocar com uma enorme parede de fragmentos que nem os pesquisadores sabem ao certo de onde vem. Uma nova imagem do Observatório Espacial Herschel, da Agência Espacial Europeia, revelou que a velha estrela está localizada muito próxima de uma verdadeira barreira espacial, que segundo algumas teorias é o resultado do material ejetado durante a fase anterior da evolução da própria estrela. No entanto, as novas cenas registradas pelo telescópio Herschel revelam que a muralha pode ser um objeto independente ligado ao campo magnético da galáxia ou então ser a borda de uma nuvem interestelar que está sendo iluminada por Betelgeuse. Discussões teóricas à parte, os pesquisadores sustentam que se essa verdadeira muralha for de fato um objeto independente, estaria então em rota de colisão com as camadas externas já ejetadas pela estrela, contato que aconteceria em aproximadamente 5 mil anos. No entender dos cientistas, o choque direto entre a estrela e a massa de partículas acontecerá 12.500 anos mais tarde. Betelgeuse é uma estrela do tipo supergigante vermelha. Tem cerca de mil vezes o tamanho do nosso Sol e é 100 mil vezes mais brilhante. Para atingir esse estágio, a estrela já derramou no espaço grande parte do seu material, criando um enorme arco ao seu redor. É esse arco que deverá ser o primeiro a se chocar contra a muralha. Os astrônomos prevêem que Betelgeuse deverá passar por uma explosão do tipo supernova nos próximos 1.000 anos, quando deverá brilhar pelo menos 10 mil vezes mais, com magnitude equivalente ao da Lua crescente. Outros astrônomos dizem que isso não deverá acontecer tão cedo. Em ambos os casos, parece que a explosão cataclísmica de Betelgeuse acontecerá bem antes da colisão prevista.

Fonte: Apolo 11

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Em 15 anos, lançaremos sonda para exoplaneta, acredita cientista

Um alvoroço estelar. Vinte anos atrás, aprendia-se, em sala de aula, que havia nove planetas. Naquela época, para as crianças, só se falava em Sistema Solar. Algum tempo depois, Plutão caiu fora da lista - agora é apenas um planeta-anão. No início deste ano, uma descoberta pode dar trabalho para ser explicada pelos professores no futuro. Um estudo indica que uma em cada seis estrelas parecidas com o Sol tem planetas do tamanho da Terra , constatados por meio do observatório espacial Kepler, da Nasa, a agência espacial americana. Com a devida análise dos dados, a conclusão foi ainda mais aterradora: existem ao menos 17 bilhões de planetas do tamanho da Terra na Via Láctea e em uma órbita similar à de Mercúrio. Os detalhes sobre a descoberta foram revelados por Francois Fressin, pesquisador do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, durante uma conferência em Long Beach, na Califórnia, além de serem publicados na revista acadêmica The Astrophysical Journal. Não tardou para surgirem especulações acerca da possibilidade de vida nesses outros planetas. Natalie Batalha, cientista da missão Kepler no Centro de Pesquisa Ames da Nasa, advertiu, porém, em entrevista ao Terra, que esse tipo de afirmação é muito precoce - mas que as novidades são muito relevantes e devem resultar outras importantes descobertas. “Não existe absolutamente nada confirmado em relação a isso (vida fora da Terra). O nosso próximo passo é exatamente provar a necessidade de enviar talvez um telescópio espacial para outro sistema solar para provar a existência de oxigênio ou alguma evidência de vida nesses lugares”, revelou Natalie. A cientista ainda explicou que as revelações foram possíveis por meio do fotômetro do observatório Kepler, o qual mostrou a geometria dos planetas e como eles realizam a órbita. Conforme Natalie, esses “novos” planetas estariam a cerca de quatro anos-luz da Terra. Com base nas tecnologias e distâncias, ela prevê missões a outro sistema solar em menos de 15 anos. “Bastaria mandar (para o espaço) um dispositivo do tamanho de um celular. A tecnologia ainda não existe, mas é algo fácil se for uma prioridade. Já estamos inspirando pessoas”, comemorou a cientista.  Já Francois Fressin, do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, destacou que é possível a existência de formas de vida extraterrestres por conta de indícios de água líquida nesses planetas de tamanho similar ao da Terra. “Existem até indicações de que eles são rochosos. Não há nada confirmado, mas estamos na direção certa”, disse ao Terra Fressin, que, por outro lado, prevê uma missão de robôs a outro sistema solar até o fim deste século. Além da descoberta de planetas de tamanho similar ao da Terra, pesquisadores amadores do Planethunters.org e voluntários da Universidade de Oxford alegam que encontraram ao menos dois novos planetas por meio do Observatório Kepler. Um planeta foi batizado de PH2B e seria similar a Júpiter, com um grande potencial de possuir vida. Para o pesquisador da Universidade de Oxford Chris Lintott, a novidade é espantosa. “Há uma obsessão normal em encontrar planetas como a Terra, mas descobrir um planeta como o PH2B é algo bem mais estranho. Se esses planetas tiverem luas do tamanho da Terra, serão mundos com rios, lagos e todos os tipos de habitats. Astrônomos profissionais estão sendo resgatados por voluntários”, afirmou Lintott. O site Planet Hunters, esforço colaborativo entre a Universidade de Yale e a Zooniverse, aceita voluntários para analisar os dados do observatório: “O Observatório Kepler é uma das ferramentas mais poderosas para a caça de novos planetas fora do Sistema Solar. Os computadores da equipe do Kepler estão analisando todos os dados, mas nós estamos apostando que alguns planetas só poderão ser detectados pela notável habilidade humana de reconhecimento de padrões". O Observatório Kepler foi lançado pela Nasa no dia 7 de março de 2009 especialmente para encontrar planetas similares à Terra e permaneceu ativo até o dia 15 de janeiro deste ano. O observatório é parte do programa Discovery, da Nasa, lançado em 1992 com o objetivo de criar projetos de custo mais baixo para melhorar o entendimento do Sistema Solar. A administração localiza-se no Centro de Pesquisa Ames, sediado em Mountain View, na Califórnia. A missão Kepler deve ser estendida em função de dificuldades de análise e processamento por conta do enorme volume de dados coletados pelo telescópio. Entre outras recentes descobertas, está a revelação de que a Via Láctea é uma galáxia espiral com estrelas, gás, com uma barra central e dois braços espirais, que são chamadas de “ossos internos”. Tudo era mais simples quando Plutão ainda era um planeta.

Fonte: Terra

As aparências enganam

Aglomerados globulares são coleções aproximadamente esféricas de estrelas extremamente velhas, e por volta de 150 desses aglomerados estão espalhados ao redor da nossa galáxia. O Hubble é um dos melhores telescópios para estuda-los, já que sua alta resolução deixa os astrônomos observarem as estrelas de forma individual, mesmo no núcleo repleto de estrelas. Todos os aglomerados têm uma aparência muito similar e em imagens do Hubble pode ser muito difícil distinguí-los, e todos eles se parecem muito com o NGC 411 mostrado aqui nesse post. E até mesmo nas imagens do Hubble as aparências podem enganar. O NGC 411, de fato nem é um aglomerado globular, e as suas estrelas nem são velhas. Além do mais ele nem mesmo está na Via Láctea. O NGC 411 é classificado como um aglomerado aberto. Menos unidas que um aglomerado globular, as estrelas em aglomerados abertos tendem se afastar ao longo do tempo à media que envelhecem, enquanto que em aglomerados globulares elas sobrevivem por mais de 10 bilhões de anos da história galáctica. O NGC 411 é um aglomerado relativamente novo, não tem muito mais que um décimo dessa idade. Longe de ser uma relíquia dos primeiros anos do universo, as estrelas no NGC 411 têm de fato uma fração da idade do Sol. As estrelas no NGC 411 tem aproximadamente a mesma idade, tendo se formado de uma vez a partir de uma nuvem de gás. Mas elas não são todas do mesmo tamanho. A imagem do Hubble mostra uma grande variação de cores e brilhos nas estrelas do aglomerado. Isso conta para os astrônomos muitos fatos sobre as estrelas, incluindo suas massas, temperatura e fase de evolução. Estrelas azuis, por exemplo, têm uma temperatura superficial maior do que as estrelas vermelhas. A imagem acima é na verdade uma composição produzida com observações ultravioleta, visível e infravermelha feitas pela Wide Field Camera 3 do Hubble. Essa combinação de filtros permite o telescópio “ver” as cores um pouco além da parte terminal vermelha e violeta do espectro.

Fonte: Space Telescope

O satélite congelado Phoebe de Saturno

A verdadeira natureza de Phoebe é revelada com clareza surpreendente nesse mosaico de duas imagens feito durante o sobrevôo da sonda Cassini, ocorrido em 11 de Junho de 2004. A imagem mostra evidências para uma visão emergente que Phoebe pode ser um corpo rico em gelo, coberto com uma fina camada de material escuro. Pequenas crateras brilhantes na imagem são provavelmente feições bem jovens. Esse tipo de fenômeno tem sido observado em outros satélite congelados, como a lua Ganimedes de Júpiter. Quando os bólidos que formaram as crateras se chocaram com a superfície de Phoebe, as colisões escavaram o material jovem e brilhante, provavelmente o gelo, subjacente à camada superficial. Outra evidência para isso pode ser vista em algumas paredes de crateras onde o material mais escuro parece ter deslizado para baixo expondo um material mais claro. Algumas áreas da imagem que são particularmente brilhantes, especialmente perto da parte inferior direita são super expostas. Uma determinação precisa da densidade do satélite Phoebe foi um dos importantes resultados desse sobrevôo, o que ajudou os cientistas da missão Cassini a entenderem quanto da pequena lua é composto de gelo. Essa imagem espetacular foi obtida com o conjunto Sol-Phoebe-Cassini em fase com ângulo de 84 graus, e a uma distância de aproximadamente 32.500 quilômetros. A escala da imagem é de 190 metros por pixel.

Fonte: Cienctec

Opportunity celebra 9 anos em Marte

O Opportunity, o outro rover marciano da NASA, tem percorrido o Planeta Vermelho há tanto tempo, que é fácil esquecer que ainda está vivo. A cerca de 8.000 quilômetros de distância dos holofotes que rodeiam cada movimento do Curiosity, o Opportunity embarca tranquilamente esta semana no seu nono ano de exploração - um agradável marco, uma vez que estava desenhado para trabalhar durante apenas três meses. "O Opportunity ainda funciona. Vá-se lá perceber," afirma Ray Arvidson, vice-investigador principal da Universidade de Washington, em St. Louis, EUA. É verdade, não é tão atraente como o Curiosity, o rover interplanetário mais impressionante jamais desenhado, que deslumbrou o mundo durante a sua aterragem no equador marciano há cinco meses atrás. Depois de tantos anos a viajar de cratera em cratera, o Opportunity já mostra a sua idade: tem uma articulação com artrite no seu braço robótico e move-se principalmente de marcha-a-atrás devido a uma teimosa roda dianteira - mais chatices do que problemas. Nos últimos meses, tem estado estacionado num monte rico em argilas, ao longo da orla ocidental da Cratera Endeavour, um local diferente de qualquer outro já encontrado. O objetivo da equipe científica é concluir os seus estudos nesta zona durante os próximos meses e, em seguida, viajar para Sul onde o terreno parece ainda mais cativante para descobertas. Muito antes do Curiosity ter se tornado no rover favorito de todos, o Opportunity tinha lugar de destaque. O rover com seis rodas, movido a energia solar, aterrou de para-quedas na Cratera Eagle no hemisfério Sul de Marte a 24 de Janeiro de 2004, semanas após o seu gêmeo Spirit ter aterrado no lado oposto do planeta. Durante os primeiros três meses, havia frequentemente atualizações acerca das movimentações dos gêmeos. O mundo parecia seguir cada trilha, cada pedra tocada e ainda susteve respiração quando a saúde do Spirit desvaneceu, tendo eventualmente recuperado. O Opportunity imediatamente fez jus ao seu nome, aterrando num antigo lago repleto de minerais que se formaram na presença de água, um ingrediente chave para a vida. Após moer rochas e peneirar poeira, o Opportunity fez um dos achados mais duradouros em Marte: sinais abundantes de um ambiente antigo, mais quente e mais úmido do que o ambiente desértico e frio de hoje. O Spirit, por outro lado, aterrou num local menos interessante e teve que percorrer alguma distância para encontrar evidências geológicas de água. Após seis anos produtivos de viagem, o Spirit ficou silencioso em 2010, para sempre preso na areia marciana. O Opportunity passou por quatro outras crateras, descobrindo ainda mais pistas de que a água existiu em Marte há muito tempo atrás. O rover "não é como um lander que olha sempre para a mesma área de terreno. Já fomos a diferentes tipos de solo, exploramos geologias diferentes e respondemos a diversas perguntas em Marte," afirma John Gallas, gestor do projector no JPL da NASA, que administra a missão de 984 milhões de dólares. Ainda desconhecido é se Marte já teve as condições ambientais para suportar organismos microscópicos - algo que o Curiosity vai tentar responder durante a sua missão de dois anos. Além da água, é geralmente aceito que uma fonte de energia como o Sol e compostos à base de carbono são essenciais para a vida. Ao contrário do mais vistoso Curiosity, armado com ferramentas topo de gama, o Opportunity não está equipado com um detector de carbono. O seu destino mais recente, que alcançou no ano passado após uma viagem épica de três anos, contém seções ricas em depósitos argilosos. As argilas formam-se normalmente na presença de água e podem ser um bom conservante de material de carbono. Infelizmente o Opportunity não poderá dar estas respostas aos cientistas. Ao entrar no seu nono ano em Marte, o Opportunity continuará a estudar a composição química e a descobrir as idades de várias rochas interessantes no seu local atual durante os próximos meses, antes de acrescentar mais quilometragem aos 35 km que registou desde a aterragem. Quanto à caça do carbono, todos os olhos estão no Curiosity, que ainda este ano vai dirigir-se para a base de uma montanha onde se detectaram camadas rochosas contendo minerais de argila. Callas, o gestor do projeto no JPL, afirma que o Curiosity tem um longo caminho a percorrer para alcançar o Opportunity, que tem quase uma década de avanço na superfície marciana. "Marte é grande o suficiente para ser explorado por mais de dois rovers," conclui.

Fonte: Astronomia On-line

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Terra foi atingida por explosão de raios gama na Idade Média

Em 2012, pesquisadores encontraram evidências de que o nosso planeta foi atingido por uma súbita onda de radiação durante a Idade Média, mas ainda não havia clareza sobre que tipo de evento cósmico pudesse ter sido sua causa. Agora, um estudo sugere que a explosão teria sido resultado da fusão de dois buracos negros ou estrelas de nêutrons em nossa galáxia. Esta colisão teria gerado e arremessado para fora uma grande quantidade de energia. A pesquisa foi publicada no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. No ano passado, uma equipe de pesquisadores constatou a presença em nível incomum de um tipo de carbono radioativo - conhecido como carbono-14 - em algumas antigas árvores de cedro-do-japão. Na Antártida, também, houve um aumento nos níveis de uma forma de berílio - berílio-10 - no gelo. Estes isótopos são criados quando uma radiação intensa atinge os átomos na atmosfera superior, o que sugere que uma explosão de energia havia atingido o nosso planeta. Usando dados recolhidos nas árvores e no gelo, os pesquisadores foram capazes de identificar que este evento teria ocorrido entre os anos 774 e 775 d.C., mas que sua causa era desconhecida. A possibilidade de uma supernova - explosão de uma estrela - foi considerada, mas descartada em seguida porque os rastros de um evento como esse ainda seriam visíveis hoje por telescópio. Outra equipe de físicos americanos recentemente publicou um artigo sugerindo que uma explosão solar extraordinariamente grande poderia ter causado a emissão de energia. No entanto, outros membros da comunidade científica acharam pouco provável que explosões solares fossem capazes de gerar os níveis de carbono 14 e berílio-10 encontrados nas árvores e no gelo. Agora, pesquisadores alemães ofereceram outra explicação: uma enorme explosão que teria ocorrido dentro da Via Láctea. Um dos autores do estudo, o professor Ralph Neuhauser, do Instituto de Astrofísica da Universidade de Jena, disse: "Nós observamos os espectros de curtas explosões de raios gama para estimar se seriam consistentes com a taxa de produção de carbono-14 e berílio-10 - e (achamos) que é totalmente consistente ". Estas emissões enormes de energia ocorrem quando os buracos negros, estrelas de nêutrons ou anãs brancas (estrelas na fase final de suas vidas, prestes a explodir) colidem - as fusões galácticas levam apenas alguns segundos, mas enviam uma vasta onda de radiação. "Explosões de raios gama são eventos muito, muito explosivos e enérgicos. Então usamos a quantidade de energia encontrada (na Terra) para estimar a distância do evento", disse Neuhauser. "Nossa conclusão foi de que era de 3.000 a 12.000 anos-luz de distância - e isso está dentro de nossa galáxia". Embora o evento soe dramático, nossos antepassados medievais podem mal tê-lo notado. Uma explosão de raios gama ocorrida nesta distância teria sido absorvida pela nossa atmosfera, deixando apenas um traço nos isótopos que eventualmente passaram pelo filtro da atmosfera e chegaram às árvores e ao gelo. Os pesquisadores não acham que foi emitida qualquer luz visível. Observações do espaço sugerem que explosões de raios gama são raras. Elas ocorrem no máximo a cada 10 mil anos e pelo menos uma vez em um milhão de anos em uma galáxia. O professor Neuhauser disse ser improvável que o planeta Terra fosse atingido por outro fenômeno do tipo, mas, caso isso ocorra, deverá ter mais impacto. Se uma explosão cósmica ocorrer na mesma distância que o evento do século 8, poderia derrubar nossos satélites. Mas se ocorrer ainda mais perto - a apenas algumas centenas de anos-luz de distância - poderia destruir a camada de ozônio, com efeitos devastadores para a vida na Terra. No entanto, esta hipótese, disse o professor Neuhauser, é "extremamente improvável".

Fonte: Terra

O brilho da aurora em Saturno

Essa composição de imagens colorida de maneira falsa, foi gerada a partir de dados obtidos pela sonda Cassini da NASA, e mostra o brilho das auroras a aproximadamente 1.000 quilômetros acima do topo das nuvens na região polar de Saturno. Essa imagem está entre uma das primeiras lançadas a partir de um estudo feito para identificar imagens que mostrassem emissões de auroras em todo o catálogo de imagens feitas pela Cassini tanto com o seu espectrômetro visual como o infravermelho. Nessa imagem gerada com dados coletados nos comprimentos de onda de luz do infravermelho próximo, a emissão de auroras é mostrada em verde. Os dados representam as emissões dos íons de hidrogênio na luz entre 3 e 4 mícron em comprimento de onda. Em geral, os cientistas designam a cor azul para indicar a luz do Sol refletida no comprimento de 2 mícron, verde indica a luz do Sol refletida em 3 mícron e vermelho indica as emissões térmicas em 5 mícron. Os anéis de Saturno, refletem a luz do Sol em 2 mícron, mas não em 3 e 5 mícron, por isso eles aparecem com a cor azul escura na imagem acima. A névoa de grande altitude de Saturno reflete a luz do Sol tanto em 2 como em 3 mícron, mas não em 5 mícron e por isso aparece verde e azul esverdeada. A emissão de calor do interior de Saturno é somente observada no comprimento de onda de 5 mícron nos dados espectrométricos e por isso aparece vermelha. Os pontos escuros e as feições bandadas na imagem são nuvens e pequenas tempestades que delimitam os sistemas climáticos mais profundos e os padrões de circulação do planeta. Elas são iluminados de baixo pela emissão térmica de Saturno e por isso só tem a sua silhueta marcada. A imagem acima é na verdade uma composição de 65 observações individuais feitas pela Cassini, pelo seu espectrômetro visual e infravermelho, no dia 1 de Novembro de 2008. As observações foram feitas cada uma com uma exposição de seis minutos.

Fonte: Cienctec

Saiba tudo o que pode acontecer com o cometa C/2012 S1 ISON


Apesar de todos os cálculos indicarem que a magnitude do cometa C/2012 S1 ISON será extremamente baixa durante o periélio, fazendo-o brilhar mais forte que a Lua cheia, nenhum astrônomo amador ou profissional em sã consciência coloca a mão no fogo por isso. Muito pelo contrário. Veja por quê. De todos os corpos celestes conhecidos, os cometas são sem sombra de dúvida os mais temperamentais. Enquanto estão distantes e bem longe do Sistema Solar são bastante previsíveis e se comportam exatamente como o calculado pelas equações astronômicas, mas na medida em que começam a sentir a presença do Sol as coisas começam a mudar. E tudo pode acontecer. Os cometas são formados essencialmente de gelo e sua evaporação devido à presença do Sol cria ao redor do seu núcleo uma espécie de atmosfera, que os astrônomos chamam de coma ou cabeleira. Quanto mais se aproxima do Sol, a ação dos ventos solares sopra a coma em sentido oposto formando a cauda do cometa, que não raras vezes pode ultrapassar 100 milhões de quilômetros. Essa evaporação devido ao calor da estrela faz com que os cometas percam parte de sua massa, fazendo com que as suas características orbitais também mudem ligeiramente. E quanto mais perto do Sol, maior a evaporação do gelo e consequentemente maior a perda da massa cometária e maior também a coma e cauda criadas. No caso do cometa C/2012 S1 ISON as coisas também funcionam dessa maneira, mas a grande aproximação solar - o periélio - prevista para o dia 28 de novembro de 2013 é que chama a atenção dos astrônomos. Estima-se que neste dia ISON deverá chegar a apenas 1.1 milhão de quilômetros da superfície escaldante do Sol e ninguém sabe exatamente como o cometa vai se comportar.
Possibilidade 1
Se o cometa seguir exatamente o que é previsto pela mecânica celeste, deverá contornar o Sol e seguir seu rumo para dentro do Sistema Solar, mas com muito menos massa do que quando se aproximou. Se isso acontecer, a trilha de poeira deixada para trás permanecerá vagando no espaço até encontrar a Terra pelo caminho nos dias 14 e 15 de janeiro de 2014, provocando uma nova chuva meteoros.
Possibilidade 2
Outra possibilidade é que a interação gravitacional do Sol atraia ISON de tal maneira que sua velocidade de deslocamento não seja mais suficiente para impedir sua queda. Isso pode resultar na pulverização total do cometa antes de atingir a superfície solar ou então o choque contra a alta atmosfera da estrela.
Possibilidade 3
Outra possibilidade bastante forte é o rompimento do cometa provocado pelas forças de maré geradas antes de atingir o periélio, situação esta que poderá criar um espetáculo à parte caso o cometa já apresente grande brilho (baixa magnitude). Durante o rompimento, o cometa pode se despedaçar em dezenas de partes, da mesma forma que fez Shoemaker-levy 9 antes de atingir o planeta Júpiter em julho de 1994.
Possibilidade 4
Além dessas possibilidades, não seria incomum se ISON entrasse em processo de Outburst, um evento ainda não perfeitamente explicado e que faz com que um cometa repentinamente perca muita massa e passa a brilhar centenas de vezes. Isso aconteceu no ano de 2007, quando o cometa periódico17P/Holmes passou repentinamente da magnitude 17 para 2.8, aumentado seu brilho em 600 vezes, sendo visível até mesmo à vista desarmada.
Apesar de existirem inúmeras possibilidades que não podem ser descartadas, é preciso deixar claro que não há qualquer risco do cometa C/2012 S1 ISON colidir contra a Terra, principalmente no dia 27 de dezembro de 2013, quando chegará a apenas 63 milhões de quilômetros de distância. Se tudo correr como o previsto, ISON poderá ser visto do Brasil nas pré-manhãs antes do periélio de 28 de novembro. Quanto mais próximo do Hemisfério Norte, melhores serão as condições para a observação do cometa, uma vez que a órbita de ISON favorece mais aos observadores daquele hemisfério. Se ISON contornar o Sol como o descrito na possibilidade 1, ambos os hemisférios serão contemplados. Apesar de mais fraco, ainda assim a longa cauda cometária será o verdadeiro show do final do ano. Até lá, cruzar os dedos é a melhor opção!

Fonte: Apolo 11

Lixo de astronautas transformado em escudo anti-radiação

Investigadores do Kennedy Space Center da NASA estão a testar discos feitos a partir de resíduos espaciais dos astronautas, que incluem garrafas de água, restos de roupa e fita adesiva, para verificarem se podem ser reutilizados como escudos anti-radiação durante missões no espaço profundo. Os pequenos discos foram concebidos no Centro de Investigação Ames (Califórnia) utilizando um compressor que derrete o lixo durante três horas e meia a temperaturas entre os 148 e 176 graus centígrados sem o incinerar. O compressor transforma o lixo num sólido com 20 centímetros de diâmetro. Os investigadores acreditam que os discos têm potencial para serem utilizados como escudos de radiação, devido à grande quantidade de embalagens de plástico. “A idéia é comprimir todos os resíduos e, se houver componentes plásticos suficientes, criar um escudo que consiga proteger da radiação”, afirma Mary Hummerick, microbióloga do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Os astronautas têm de suportar raios cósmicos que podem potenciar o risco de doenças como o cancro ou provocar danos neurológicos. A NASA prevê enviar missões tripuladas a Marte a partir de 2030, o que significa uma maior exposição dos astronautas a estas radiações. A equipe de investigação está atualmente a avaliar se o processo de compactação é eficaz.

Fonte: Ciência Hoje

domingo, 20 de janeiro de 2013

Segundo homem na Lua, Buzz Aldrin completa 83 anos

Edwin E. Aldrin Jr. era, em relação ao tratamento com o público, o oposto de seu famoso parceiro, Neil Armstrong. Enquanto este era fechado e pouco se sabia de sua vida pessoal, Aldrin dava muitas entrevistas, aparecia em programas de TV e eventos públicos. Talvez isso fique marcado, por exemplo, pelo fato de ele ser mais conhecido pelo seu apelido: Buzz. O astronauta americano, nascido em Montclair, Nova Jersey, completa neste domingo 83 anos. O segundo homem a pisar na Lua, logo após Armstrong, é o modelo de uma das mais famosas fotos feita no nosso satélite - talvez a mais conhecida de um astronauta -, na qual ele parece estar sozinho, em meio àquela rocha que orbita a Terra. Como piloto, participou de 66 missões de combate na Guerra da Coréia em um F-86. Ele se afastou das Forças Armadas para continuar os estudos. Buzz Aldrin terminou o doutorado em astronáutica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) nos anos 50. Em 1963, ele se integrou ao terceiro grupo de astronautas formado pela Nasa - a agência espacial americana. Em 11 de novembro de 1966, completou uma missão de quatro dias fora da Terra - fechando com chave de ouro o programa Gemini, um dos primeiros da agência espacial. Mas nenhum feito de Buzz Aldrin é tão conhecido quanto a Apollo 11. Entre 16 e 24 de julho de 1969, ele foi o piloto - o primeiro piloto - de um módulo de pouso na Lua. Após a nave tocar o solo, Neil Armstrong foi o primeiro homem a pisar no nosso satélite natural, sendo seguido por Aldrin. Ele se retirou da agência em 1971, após 289 horas e 53 minutos no espaço. Deixou oficialmente a Aeronáutica no ano seguinte. Durante esses anos, Aldrin continuou apoiando a pesquisa espacial através de palestras, entrevistas e campanhas. Buzz Aldrin chegou ao auge em uma época em que os astronautas inspiravam uma geração inteira. O diretor e produtor de cinema John Lasseter, por exemplo, diz em um vídeo promocional do filme Toy Story: "Eu cresci nos anos 60 e foi quando todas as missões incríveis da Nasa aconteceram (...) Eu costumava acordar cedo e vê-los, com seus trajes brancos e seus capacetes brilhantes e pensava 'esses são os caras mais legais do mundo'". Lasseter conta que o nome de um dos personagens do filme - Buzz Lightyear - é inspirado em Buzz Aldrin. Agora é o filme que inspira a Nasa - seja nos trajes dos astronautas ou até em um vídeo (em inglês) em que o próprio astronauta "treina" Buzz Lightyear para ir à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). Curiosamente, Aldrin diz que a chegada à Lua não teve tanta emoção quanto se imagina, pelo contrário. "Estávamos apenas cumprindo nosso trabalho. Não foi uma experiência que nos emocionou na ocasião", diz o ex-astronauta. Hoje, ele acredita que o satélite natural será explorado por outros países, enquanto os Estados Unidos devem se concentrar em uma tarefa bem mais complicada. "Temos de chegar a Marte antes que outros o façam. Não há motivo para esperar".

Fonte: Terra

Barnard e NGC 2170

Um olhar fixo através da paisagem cósmica acima, esse mosaico telescópico, revela a beleza contínua de como as coisas são. A cena acima se espalha por aproximadamente 6 graus ou 12 luas cheias no céu do planeta Terra. Na parte esquerda da imagem, essa cortina vermelha de gás brilhante é uma pequena parte de um imenso arco de 300 anos-luz de largura. Conhecido como laço de Barnard, a estrutura é muito apagada para ser vista a olho nu. Essa estrutura é formada por explosões de supernovas ocorridas a muito tempo atrás e pelos ventos de estrelas massivas, além de ser traçada pela luz dos átomos de hidrogênio. O laço de Barnard localiza-se a aproximadamente 1.500 anos-luz de distância, aproximadamente no centro da Grande Nebulosa de Órion, um berçário estelar localizado ao longo das nuvens moleculares de Órion. Mas além dessa bela estrutura, podemos encontrar na imagem acima outros férteis campos estelares no plano da Via Láctea. Na parte direita da imagem de longa exposição, podemos encontrar a NGC 2170, um complexo empoeirado de nebulosas perto da vizinhança da nuvem molecular, localizada a aproximadamente 2.400 anos-luz de distância da Terra.

Fonte: APOD

sábado, 19 de janeiro de 2013

Falhas obrigam Brasil a adiar lançamento de satélite

O lançamento do satélite CBERS-3, previsto para ocorrer entre novembro e dezembro do ano passado, foi remarcado para maio ou junho de 2013 por causa de problemas técnicos na parte brasileira do projeto. Desenvolvido em parceria com a China, o satélite é peça fundamental do Programa Espacial Brasileiro e tem um custo estimado de US$ 125 milhões para cada país. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. O problema está em uma série de conversores de energia comprados pelo Brasil de uma empresa americana por cerca de US$ 2,5 milhões. Vários conversores apresentaram falhas nos testes finais que antecedem o lançamento na China. Segundo o diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), Leonel Perondi, os equipamentos com problema foram substituídos por outros e submetidos a uma nova bateria de testes, o que atrasou o cronograma.

Fonte: Terra

Estação Espacial ganhará puxadinho com módulo inflável

A Bigelow Aerospace, uma empresa fundada por um ex-engenheiro da NASA, vem prometendo um hotel espacial desde 2005. Talvez seja o que falte para que o turismo espacial decole de vez, ainda que as naves atualmente disponíveis não tenham capacidade para alcançar a altitude onde o hotel de Bigelow ficará estacionado. Em 2011, a NASA anunciou que poderia usar a idéia de seu ex-funcionário para equipar uma nave espacial de longo curso, a Nautilus: A empresa já tem pronto o projeto de uma estação espacial completa, que poderia ser usada para pesquisas. Agora, a NASA acaba de anunciar que os planos de Robert Bigelow finalmente sairão da prancheta. A agência espacial norte-americana vai fazer um "puxadinho" na Estação Espacial Internacional usando um módulo inflável. "O Módulo Expansível Bigelow vai demonstrar os benefícios dessa tecnologia de habitat espacial para a futura exploração e os empreendimentos espaciais comerciais," disse a NASA em comunicado. O módulo inflável terá 3 metros de diâmetro por 4 metros de comprimento, e deverá ser lançado em 2015. Inicialmente ele não será usado para trabalhos, sendo mais um experimento, no qual serão medidas continuamente as condições ambientais para comparação com os laboratórios de metal da Estação. "Este acordo de parceria para o uso de habitats expansíveis representa um passo adiante em uma tecnologia de ponta que poderá permitir que os seres humanos avancem no espaço de forma segura e acessível," disse Lori Garver, atual administrador da agência. O custo é de fato baixo para os padrões da indústria espacial: apenas US$17,8 milhões, o que não inclui os custos de lançamento. O teste será crucial para a validação dessa tecnologia de montagem de grandes estruturas espaciais. Desde a aposentadoria dos ônibus espaciais, não há opções para o lançamento de grandes laboratórios ou grandes partes de naves ao espaço. Por isso os últimos vôos daquelas naves foram marcados por uma correria para terminar a construção da Estação Espacial. Uma outra equipe também confia nos planos de Bigelow, mas com objetivos mais distantes: construir naves que possam chegar a outros planetas:

Fonte: Inovação Tecnológica

Cratera Stickney

A cratera Stickney, a maior cratera na lua marciana, Phobos, recebeu esse nome em homenagem a Chloe Angeline Stickney, uma matemática e esposa do astrônomo Asaph Hall. Asaph Hall descobriu as duas luas marcianas em 1877. Com mais de 9 quilômetros de diâmetro, a Stickney tem quase metade do diâmetro do próprio satélite Phobos, tão grande que o impacto que formou a cratera, quase que desintegrou a própria lua. Essa impressionante imagem de cor realçada da cratera Stickney e de suas imediações, foi feita pela câmera HiRISE, a bordo da sonda Mars Reconnaissance Orbiter, enquanto ela passava a apenas 6.000 quilômetros de Phobos, em Março de 2008. Mesmo apesar da gravidade na superfície de Phobos ser menor que 1/1000 da gravidade na Terra, as listras observadas nessa imagem sugerem que o material solto tenha deslizado pela parede da cratera com o passar do tempo. As regiões azul claras perto do anel da cratera, indicam uma superfície exposta relativamente nova. A origem das curiosas ranhuras observadas ao longo da superfície ainda é um mistério, mas elas podem estar relacionadas com o impacto que formou a cratera.

Fonte: APOD

Será o ISON o cometa do século?

No final do ano de 2013, o Cometa ISON poderá se tornar tão brilhante que nós poderemos vê-lo na luz do dia quando ele passar através da atmosfera do Sol. No momento contudo, ele é ainda uma fria e solitária rocha congelada que é visível somente àqueles que possuam telescópios com um determinado poder. Há duas noites atrás, Pete Lawrence de Selsey, Reino Unido, fotografou o potencialmente grande cometa se movendo no espaço perto da órbita de Júpiter, como mostra a animação acima. “Eu criei essa animação usando imagens feitas através do meu telescópio refrator de 4 polegadas, começando às 23 horas no dia 15 de Janeiro de 2013 e indo até a 1 da manhã do dia 16 de Janeiro”, disse Lawrence. “O cometa é claramente visível movendo-se entre as estrelas da constelação de Gêmeos, numa área um pouco a sul da estrela Castor”. O Cometa ISON parece tão pequeno agora pois ele está a mais de 600 milhões de quilômetros de distância. No final de 2013, ele estará bem mais próximo. A data chave, para todo mundo já marcar na agenda é 28 de Novembro, quando o cometa ISON voará através da coroa do Sol, passando somente a 1.2 milhões de quilômetros da superfície do Sol. Se ele sobreviver a esse encontro, e aqui podemos colocar isso como um grande "SE", ele poderá então emergir com um brilho tão intenso como o da Lua com uma cauda sensacional que certamente irá criar uma comoção mundial. Fiquem ligados aqui no blog que sempre estaremos atualizando as notícias sobre o ISON, até o dia do grande encontro com o cometa.

Fonte: Cienctec

A estrela mais brilhante

Sirius é a estrela mais brilhante do céu noturno. Ela brilha na constelação de Canis Major, e é visível para a maior parte dos observadores no céu do Hemisfério Norte durante os meses de inverno. No Hemisfério Sul, a estrela Sirius é visível para todos os locais ao norte do Círculo Antártico durante o verão. Localizada a uma distância aproximada de 8.6 anos-luz do Sol, Sirius é uma das estrelas mais próximas. Seu brilho intenso no céu é uma combinação da sua proximidade com o seu brilho intrínseco. Sirius poderia estar entre os alvos visíveis mais fáceis para a astronomia telescópica, mas o seu intenso brilho com magnitude de -1.46 faz dela difícil de ser imageada propriamente, já que processar os seus dados requer uma boa técnica. Contudo, Noel Carboni, conseguiu fazer uma bela imagem da estrela Sirius, como podemos ver acima. Essa imagem foi feita no dia 1 de Janeiro de 2013. Além de ter registrado muito bem a estrela Sirius, Noel conseguiu também registrar de forma espetacular as estrelas mais apagadas na vizinhança da Sirius.

Fonte: EPOD

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Descoberto sistema de grutas subterrâneas em Marte

Uma investigação internacional financiada pela NASA descobriu um sistema de cavernas subterrâneas que absorveu a água das inundações de Marte, as maiores do Sistema Solar. O estudo, publicado na Geophysical Research Letters, apresenta assim novos dados sobre as inundações ocorridas no planeta vermelho há 2 bilhões de anos. Estas inundações, que provocaram a formação do Ma'adim Vallis e estão relacionadas com a origem dos oceanos em Marte, produziram canais de descarga de água que percorrem 250 quilômetros e desaparecem bruscamente na reta final. A investigação, dirigida pelo cientista espanhol J. Alexis Palmero, do Planetary Science Institute, em Tucson (EUA), dá resposta, a partir de um estudo morfológico, a várias dúvidas sobre o desaparecimento da água: a grande quantidade de água infiltrou-se no subsolo de Marte através de um amplo sistema de grutas. Antes das inundações terão havido numerosas erupções vulcânicas de lama. Os investigadores sugerem que a rede de fraturas e de canais abertos, gerados pela atividade vulcânica, deu origem a um sistema de cavidades que permitiu que a maior parte do fluxo de água e sedimentos da superfície se infiltrassem no subsolo. Na Terra, um sistema de grutas deste gênero seria muito pouco estável devido à natureza dos materiais expelidos pelos vulcões, mas em Marte adquiriu rapidamente solidez e resistência mecânica semelhante à da pedra calcária devido à temperatura muito baixa da zona, 65 graus negativos. Os resultados do estudo podem ser de grande utilidade para o conhecimento da história e da evolução do planeta Marte.

Fonte: Ciência Hoje

Sonda descobre restos de possível rio em solo marciano

Imagens de uma região em Marte com uma estrutura que lembra o curso de um rio foram divulgadas nesta quinta-feira pela sonda Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês). Cientistas acreditam que o local - chamado Reull Vallis - foi formado quando água corrente fluiu por ali, em um passado distante no solo marciano. O possível rio cortou um canal através da formação montanhosa Promethei Terra antes de chegar à imensa Bacia de Impacto Hellas, no hemisfério sul do planeta. A estrutura sinuosa se estende por quase 1,5 mil quilômetros e é flanqueada por inúmeros afluentes, um dos quais pode ser observado cortando o vale principal em direção ao norte. As imagens divulgadas mostram ainda uma região do Reull Vallis onde o canal descoberto tem quase 7 quilômetros de largura e 300 metros de profundidade. Acredita-se que a passagem de detritos e gelo durante o período Amazoniano (a época geológica mais recente de Marte) criou paisagens muito íngremes no Reull Vallis - o que também pode ter ocorrido devido ao fluxo glacial ao longo do canal. Essas estruturas, no entanto, foram formadas muito depois da possibilidade de água em estado líquido ter corrido pela região, o que os cientistas acreditam que ocorreu durante o período Hesperiano, que acabou entre 3,5 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás.

Fonte: Terra

Curiosity prepara-se para primeira perfuração marciana

 O rover Curiosity da NASA está a aproximar-se de uma rocha plana com veias pálidas que podem conter pistas de um passado molhado no Planeta Vermelho. Se a rocha for aprovada pelos engenheiros do rover quando o Curiosity aí chegar, tornar-se-á na primeira a ser perfurada para recolha de amostras pelo veículo. Com o tamanho de um carro, o Curiosity encontra-se dentro da Cratera Gale, investigando se o planeta já teve condições favoráveis para a vida microbiana. O Curiosity aterrou na cratera há cinco meses para levar a cabo uma missão principal de dois anos. "A perfuração de uma rocha para recolha de amostras será a atividade mais difícil da missão desde a aterragem. Nunca foi antes feita em Marte," afirma Richard Cook, gestor do projecto MSL (Mars Science Laboratory) do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "O hardware da broca interage energeticamente com o material marciano que nós não controlamos. Não vamos ficar surpresos se alguns passos do processo não saírem da primeira vez exatamente como planejado." O Curiosity vai primeiro recolher amostras em pó de dentro da rocha e usá-las para esfregar a broca. O robô então perfura e ingere mais amostras da rocha, que serão analisadas para obter informações acerca da sua composição química e mineral. A rocha escolhida encontra-se numa área onde o instrumento Mastcam do Curiosity, bem como outras câmaras, revelaram características diversas e inesperadas, incluindo veias, nódulos, camadas cruzadas, um seixo brilhante embebido em arenito e, possivelmente, alguns buracos no chão. A rocha escolhida para perfuração tem o nome "John Klein", em homenagem ao ex-vice gestor do projeto John W. Klein, que morreu em 2011. O alvo encontra-se num leito rochoso e plano dentro de uma depressão rasa chamada "Yellowknife Bay". O terreno nesta área é diferente do terreno no local de aterragem do rover, um antigo leito de rio cerca de 500 metros para Oeste. A equipe científica do Curiosity decidiu este local como primeiro alvo de perfuração porque as observações orbitais mostram terrenos fraturados que arrefecem todas as noites mais lentamente do que terrenos próximos. "O sinal orbital atraiu-nos aqui, mas o que encontramos quando chegamos foi uma grande surpresa," afirma John Grotzinger, cientista do projeto MSL do Instituto de Tecnologia da Califórnia. "Esta área tinha um tipo diferente de ambiente úmido do que o leito do rio onde pousamos, talvez até alguns tipos diferentes de ambientes úmidos." Uma linha de evidência vem da inspeção de veias claras com o laser pulsante do ChemCam, que encontrou níveis elevados de cálcio, enxofre e hidrogênio. "Estas veias são provavelmente constituídas por sulfato de cálcio hidratado, como bassinite ou gipsita," afirma Nicolas Mangold, membro da equipe do ChemCam e do Laboratório de Planetologia e Geodinâmica em Nantes, França. "Na Terra, veias como estas requerem água que circula em fraturas." Os cientistas têm usado o MAHLI (Mars Hand Lens Imager) do rover para examinar rochas sedimentares na área. Algumas são de arenito, com grãos do tamanho de grãos de pimenta-preta. Um grão tem um brilho interessante, com uma forma que cativou a Internet pois parecia uma "flor de Marte". Outras rochas na área circundante têm siltito, com grãos mais finos do que açúcar de confeiteiro. Estes diferem significativamente do conglomerado de rochas de cascalho na área de aterragem. "Todas estas rochas são rochas sedimentares, e dizem-nos que Marte tinha ambientes que ativamente depositavam aqui material," acrescenta Aileen Yingst, vice-investigadora principal do MAHLI e do Instituto de Ciências Planetárias em Tucson, Arizona, EUA. "Os diferentes tamanhos dos grãos dizem-nos mais as diferentes condições de transporte.

Fonte: Astronomia On-line