quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

As primeiras estrelas massivas da galáxia podem ter sido spinstars

As estrelas mais velhas na galáxia podem pertencer a uma classe diferenciada e desconhecida chamada de spinstars. “Nós pensamos que as primeiras gerações de estrelas massivas tinham uma rotação muito rápida”, disse a principal pesquisadora Cristina Chiappini do Leibniz Institute for Astrophysics Potsdam na Alemanha. “Devido a essa característica, chamamos essas estrelas de spinstars”. Mesmo apesar das estrelas iniciais da galáxia já terem morrido há muito tempo, suas influências perduram até hoje. A equipe de Chiappini estudou um grupo de sóis tão velhos que somente as primeiras estrelas massivas poderiam ter existido e explodido antes. As estrelas estudadas por Chiappini são constituídas de material criado por esses sóis mais velhos. Mas a equipe se surpreendeu ao encontrar que essas estrelas produziram um conjunto inesperado de elementos. Essa discrepância desaparece, contudo, se esses sóis estivessem em rápida rotação. “Nós mostramos que se as primeiras estrelas fossem spinstars, isso poderia oferecer uma explicação bem elegante a esse intrigante quebra-cabeça”, concluiu Chiappini.

Fonte: Cienctec

O nascimento de um planeta gigante?

Uma equipe internacional liderada por Sascha Quanz (ETH Zürich, Suíça) estudou o disco de gás e poeira em torno da estrela jovem HD100546, uma estrela relativamente próxima situada a 335 anos-luz de distância da Terra. A equipe surpreendeu-se ao descobrir o que parece ser um planeta em formação, ainda envolto no disco de material que rodeia a estrela. O candidato a planeta será um gigante gasoso semelhante a Júpiter. “Até agora, a formação de planetas tem sido um tópico desenvolvido essencialmente por simulações de computador”, diz Sascha Quanz. “Se a nossa descoberta for confirmada como realmente um planeta em formação, então pela primeira vez os cientistas poderão estudar de forma empírica o processo de formação planetária e a interação entre um planeta em formação e o seu meio circundante, desde a fase primordial.” A estrela HD100546 tem sido muito estudada e foi já sugerida a existência de um planeta gigante situado cerca de sete vezes mais longe da estrela do que a Terra se encontra do Sol. O candidato a planeta agora descoberto situa-se na região exterior do sistema, cerca de dez vezes mais longe. O possível protoplaneta foi detectado como uma tênue mancha situada no disco circunstelar, revelada graças ao instrumento de óptica adaptativa NACO, montado no VLT do ESO, e à técnica inovadora de análise de dados. As observações foram obtidas com o coronógrafo do NACO, que opera nos comprimentos de onda do infravermelho, suprimindo a intensa radiação emitida pela estrela na região onde se encontra o candidato a protoplaneta. De acordo com as atuais teorias, os planetas gigantes crescem ao capturar parte do gás e poeira que restam após a formação da estrela. Os astrônomos descobriram várias características na nova imagem do disco em torno de HD100546, que apoiam esta hipótese de formação de protoplaneta. Estruturas existentes no disco circunstelar poeirento, que poderiam ser causadas por interações entre o planeta e o disco, apareceram próximo do protoplaneta detectado. Existem também indícios de que as regiões em volta do protoplaneta estejam a ser aquecidas pelo processo de formação. Adam Amara, outro membro da equipe, está entusiasmado com a descoberta. “A investigação sobre exoplanetas é uma das novas fronteiras da astronomia mais excitantes e a obtenção de imagens diretas de planetas é algo ainda muito recente, que só agora começa a ser explorado, se beneficiando das recentes inovações nos instrumentos e nos métodos de análise de dados. Neste trabalho utilizamos técnicas de análise de dados desenvolvidas especificamente para a investigação cosmológica, o que mostra que a partilha de idéias entre diferentes campos pode levar a progressos extraordinários.” Embora a explicação mais provável para as observações obtidas seja a existência de um protoplaneta, os resultados deste estudo requerem observações suplementares para se confirmar a existência do planeta e invalidar outros cenários menos prováveis mas também plausíveis. Entre outras explicações possíveis, o sinal detectado pode estar a ser emitido por uma fonte de fundo. É igualmente possível que o objeto detectado não seja um protoplaneta, mas sim um planeta completamente formado, que tenha sido ejetado da sua órbita original, próxima da estrela. Quando se confirmar que o novo objeto em torno de HD100546 é, de fato, um planeta em formação, envolvido ainda pelo disco de gás e poeira progenitor, teremos então um laboratório único para estudar o processo de formação de um novo sistema planetário.

Fonte: ESO

NuSTAR da NASA ajuda a resolver o enigma da rotação dos buracos negros

Dois observatórios de raios-X, o Nuclear Spectroscopic Telescope Array, ou NuSTAR da NASA e o SMM-Newton da ESA, mediram de forma definitiva, pela primeira vez, a taxa de rotação de um buraco negro com uma massa equivalente a 2 milhões de vezes a massa do Sol. O buraco negro supermassivo localiza-se no coração repleto de gás e poeira da galáxia conhecida como NGC 1365, e está girando a uma velocidade quase tão rápida quanto a permitida pela teoria da gravidade de Einstein. As descobertas aparecem num estudo publicado, hoje, dia 28 de Fevereiro de 2013, na Revista Nature. O estudo mostra como os astrônomos resolveram um debate de longa data na astronomia sobre medidas similares feitas em outros buracos negros e levarão a entender melhor como os buracos negros e as galáxias se desenvolvem. “Isso é muito importante para o campo da ciência dos buracos negros”, disse Lou Kaluzienski, um cientista do programa NuSTAR na sede da NASA em Washington. As observações também funcionam como um poderoso teste para a teoria da relatividade geral de Einstein, que diz que a gravidade pode curvar o espaço-tempo, a fábrica que forma o nosso universo, e a luz que viaja através dela. “Nós podemos traçar a matéria à medida que cai em rotação na direção do buraco negro, usando os raios-X emitidos das regiões muito próximas do objeto”, disse a coautora do novo estudo, Fiona Harrison, pesquisadora principal do NuSTAR e sediada no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena. “A radiação que nós observamos é dobrada e distorcida pelos movimentos das partículas e pela incrivelmente forte gravidade do buraco negro”. O NuSTAR, uma missão da classe Explorer, lançada em Junho de 2012, foi desenhado para detectar a luz raio-X de mais alta energia e em grande detalhe. Ele complementa telescópios que observam a luz raio-X de baixa energia como o XMM-Newton e como o Observatório de Raio-X Chandra, da NASA. Os cientistas usam esses e outros telescópios para estimar a taxa com a qual os buracos negros executam o seu movimento de rotação. Até agora, essas medidas não eram certas pois as nuvens de gás podiam obscurecer os buracos negros confundindo os resultados. Com a ajuda do XMM-Newton, o NuSTAR foi capaz de ver um intervalo muito maior de energias de raios-X e penetrar profundamente na região localizada ao redor do buraco negro. Os novos dados demonstram que os raios-X não estão sendo dobrados pelas nuvens, mas sim pela tremenda gravidade do buraco negro. Isso prova que a taxa de rotação dos buracos negros supermassivos pode ser determinada de forma conclusiva. “Se eu pudesse adicionar um instrumento ao XMM-Newton, esse instrumento seria um telescópio como o NuSTAR”, disse Norbert Schartel, Cientista de Projeto do XMM-Newton do Centro da Agência Espacial Européia em Madrid. “Os raios-X de alta energia fornecem uma peça essencial para resolver esse problema”. Medir a rotação de um buraco negro supermassivo é fundamental para entender sua história passada e da sua galáxia hospedeira também. “Esses monstros, com massas de milhões a bilhões de vezes a massa do Sol, são formados como pequenas sementes no início do universo e crescem engolindo estrelas e gás de suas galáxias hospedeiras, fundindo-se com outros buracos negros gigantes quando as galáxias colidem, ou ambos”, disse o autor principal do estudo Guido Risaliti do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics em Cambridge, Mass., e do Italian National Institute for Astrophysics. Buracos negros supermassivos são envoltos por uma panqueca de discos de crescimento, formados à medida que a sua gravidade puxa matéria para o seu interior. A teoria de Einstein prevê que quanto mais rápido um buraco negro gira, mais próximo do buraco negro o disco de crescimento se localiza. Quanto mais perto o disco de crescimento está, mais gravidade do buraco negro irá dobrar o jato de luz de raio-X que é expelido do disco. Os astrônomos procuram por esses efeitos de dobras para analisar a luz raio-X emitida pelo ferro circulando no disco de crescimento. Nesse novo estudo, eles usaram tanto o XMM-Newton, como o NuSTAR de forma simultânea para observar o buraco negro na NGC 1365. Enquanto que o XMM-Newton revelou que a luz do ferro estava sendo dobrada, o NuSTAR provou que essa distorção vinda da gravidade do buraco negro e não das nuvens de gás na sua vizinhança. Os dados do NuSTAR sobre os raios-X de alta energia mostraram que o ferro estava tão perto do buraco negro que a gravidade deveria causar esse efeito de dobra. Com a possibilidade do obscurecimento das nuvens descartado, os cientistas podem agora usar as distorções na assinatura do ferro para medir a taxa de rotação do buraco negro. As descobertas podem ser aplicadas a alguns outros buracos negros, removendo assim as incertezas nas medidas anteriores da taxa de rotação dos mesmos.

Fonte: JPL

Estrelas “moribundas” são capazes de manter planetas possivelmente habitáveis

Sabemos que a Terra é, por enquanto, o único planeta habitável, porque reúne condições específicas para a existência e manutenção de vida. Sendo o terceiro planeta do Sistema Solar, a Terra está a uma distância de aproximadamente 150.000.000 km do Sol, o que contribuiu para uma série de fatores que foram favoráveis para a formação de vida no planeta. É satisfatória, por exemplo, a quantidade de radiação solar que chega até a atmosfera terrestre, no qual com o auxílio de camada de gases que envolvem a Terra, acaba sendo regulada, mantendo a atmosfera e a presença de água em estado líquido. O Sol é, por assim dizer, o elemento que essencialmente contribui para a existência da vida. No entanto, o planeta deve estar a uma distância consideravelmente segura para que isso possa ocorrer. No caso de Mercúrio e Vênus, por exemplo, eles estão tão próximos do Sol que praticamente não possuem atmosfera, e suas temperaturas são extremas. Mercúrio chega a 400 °C quando um lado está voltado para o Sol, já o lado oposto apresenta - 180 °C! Vênus é o planeta mais quente do sistema solar, superando até Mercúrio, que é o mais próximo. A sua temperatura média à superfície é de aproximadamente 460 °C por conta das fortes ocorrências de efeito estufa, além de não apresentar água. Estar afastado do Sol a uma distância muito grande também não contribui para a existência de vida. Marte e Júpiter, por exemplo, estão logo após a Terra, e não possuem condições favoráveis para serem habitados. Muito já se falou de Marte, e até já foi comprovado que em algum momento existiu água em sua superfície, mas hoje em dia, contudo, este planeta não exibe meios que permitam água no estado líquido. O mesmo pode-se dizer de Júpiter, o gigante gasoso, que se resume a uma imensa bola de hidrogênio e hélio. Sua temperatura é de aproximadamente -150°C, o que também indica a impossibilidade de manutenção da vida. O único planeta que possui condições favoráveis é a Terra, graças ao Sol que segue trabalhando a todo vapor. Entretanto, estudos comprovam que uma estrela que já esteja no final de sua vida também consegue manter planetas com vida, e se caso exista mesmo a vida neles, seria possível detectar esses planetas na próxima década. Este resultado vem de uma pesquisa teórica relacionada a planetas como a Terra que orbitam estrelas anãs brancas. Os pesquisadores descobriram que é possível detectar oxigênio na atmosfera de um planeta ‘anão branco’ com muito mais facilidade que em um planeta como a Terra orbitando uma estrela parecida ao Sol. Avi Loeb, teórico do Centro de Astrofísica de Harvard-Smithsonian (CFA) e diretor do Instituto de Teoria e Computação disse: “Na busca por assinaturas biológicas extraterrestres, as primeiras estrelas que estudamos devem ser anãs brancas”, em entrevista ao ScienceDaily. Está é a terminação dada a uma estrela representando seu estágio de ‘morte’. Sendo assim, ela é menor que as estrelas comuns e com um brilho muito inferior, se comparado com as demais. O fato é que ao consumir todo o hidrogênio de seu núcleo elas podem se converter a um tipo de estrela conhecida como gigante vermelha. Essas são compostas por um núcleo pequeno e denso de carbono e camadas externas onde se fundem hélio e hidrogênio. No entanto, as gigantes vermelhas não possuem tamanho suficiente para produzir o calor necessário para continuar desenvolvendo o processo de fusão do material que está em seu núcleo, fazendo com que esse núcleo diminua. Mesmo assim, a densidade e pressão no núcleo aumentam cada vez mais, e quando chega um ponto no qual o núcleo não consegue diminuir, ele acaba se estabilizando a uma densidade de aproximadamente 1.010 kg/m³. Apesar disso, a parte externa da estrela continua liberando energia e consumindo hélio, tornando-se instável e transformando-se em uma imensa nuvem de materiais que compunham a estrela original. O que era antes uma gigante vermelha passa a ser duas coisas diferentes: uma grande nuvem fria e difusa, que se conhece pelo nome de nebulosa planetária, e um mínimo corpo celeste que possui um núcleo de carbono, e que está em baixa atividade de fusão de hélio e hidrogênio em sua crosta. Este corpo celeste é denominado uma anã branca. Voltando ao estudo divulgado recentemente, caso existam planetas nas zonas habitáveis de estrelas anãs brancas, seria preciso encontrá-los antes que se pudesse estudá-los. Aparentemente, a abundância de elementos pesados na superfície da anã branca sugere uma fração significativa de planetas rochosos. Segundo Loeb e seu colega Dan Maoz da Universidade de Tel Aviv, estima-se que pesquisando as próximas 500 anãs brancas seja possível detectar um ou mais planetas habitáveis como a Terra. Um planeta que orbita uma anã branca tem aproximadamente o mesmo tamanho da Terra. O melhor método para encontrar esses planetas, segundo pesquisadores, é encontrar uma estrela anã que escurece quando um planeta em órbita cruza a sua frente – esse fenômeno é chamado de trânsito. Só é possível achar esses planetas quando eles estão em trânsito. Pois, quando a luz emitida pela anã branca brilha através do anel de ar que rodeia o planeta, a sua atmosfera absorve um pouco de luz estelar, deixando impressões digitais químicas que podem comprovar se no ar contém vapor de água ou oxigênio. O telescópio espacial da NASA ,James Webb (JWST), será lançado até o final desta década para tentar farejar os gases desses possíveis mundos habitáveis. Os pesquisadores Loeb e Maoz criaram um espectro sintético, simulando o que o JWST iria ver se ele examinasse um planeta habitável em órbita de uma anã branca. Foram constatadas que poucas horas seriam suficientes para detectar oxigênio e vapor de água nesses corpos celestes. "JWST oferece a melhor esperança de encontrar um planeta habitado no futuro próximo", disse Maoz.

Fonte: Jornal Ciência

Estrelas de nêutrons em fusão criam explosões de raios gamma

As explosões de raios-gamma, ou GRBs, do inglês, são uma das mais energéticas explosões do universo. Os astrônomos dividem essas explosões em dois grupos separados: as GRBs Longas com duração de no mínimo 2 segundos e que provavelmente resultam do colapso de uma estrela massiva em um buraco negro, enquanto que as GRBs Curtas duram somente milissegundos e suas origens são desconhecidas. Por anos, os cientistas especularam que duas estrelas de nêutrons em fusão poderiam criar as GRBs Curtas, mas eles não podiam traçar isso de forma observacional, e as simulações computacionais nunca conseguiam durar o tempo suficiente para determinar a causa. Agora, uma equipe de astrônomos conseguiu gerar modelos detalhados em supercomputadores que mostram que a fusão de estrelas de nêutrons podem, de fato gerar as GRBs Curtas. A simulação começou com duas estrelas de nêutrons, cada uma com uma massa 1.5 vezes maior que a massa do Sol e com 27.2 km de largura. Devido a alta densidade e ao resto altamente magnetizado de uma então estrela massiva em poucos milissegundos, seus campos magnéticos se combinam de uma forma caótica. Um buraco negro então é formado no centro do sistema envolto por um redemoinho de material quente e magnetizado. Os astrônomos então observaram que os campos magnéticos se organizam em jatos, que são observados da Terra como sendo as GRBs Curtas. As estruturas de jatos se formam aproximadamente 20 milissegundos depois da fusão, ou 26.5 milissegundos no modelo. As estruturas se mantêm até o fim da simulação, 8.5 milissegundos depois.

Fonte: Cienctec

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cientistas calculam órbita e origens de bola de fogo russa

Pouco mais de uma semana após a grande bola de fogo ter passado pelos céus da região de Chelyabinsk na Rússia, astrônomos publicaram um artigo que reconstrói a órbita e determina as origens da rocha espacial que explodiu entre 14 e 20 km acima da superfície da Terra, produzindo uma onda de choque que danificou edifícios e quebrou janelas. Os investigadores Jorge Zuluaga e Ignacia Ferrin da Universidade de Antioquia em Medellin, Colômbia, usaram um recurso nem sempre disponível nas quedas de meteoritos: as inúmeras câmeras que capturaram o evento. Usando as trajetórias vistas nos vídeos colocados no YouTube, os investigadores foram capazes de calcular a trajetória do meteorito que caiu na Terra e usá-la para reconstruir a órbita no espaço do meteoróide antes do seu violento encontro com o nosso planeta. Os resultados são preliminares, e estão já trabalhando na obtenção de resultados mais precisos. "Estamos a trabalhar arduamente para produzir uma reconstrução atualizada e mais precisa da órbita utilizando evidências diferentes," afirma. Mas através dos seus cálculos, Zuluaga e Ferrin determinaram que a rocha é originária da classe de asteróides Apollo. Usando triangulação, os investigadores usaram dois vídeos em específico: o de uma câmera localizada na Praça da Revolução em Chelyabinsk e outro gravado na cidade vizinha de Korkino, bem como a localização de um buraco no gelo no Lago Chebarkul, a 70 km para Oeste de Chelyabinsk. Pensa-se que este buraco foi provocado pela queda de um dos pedaços de meteorito. Zuluaga e Ferrin foram inspirados a usar os vídeos por Stefen Geens, que escreve o blog Ogle Earth e que salientou que as inúmeras câmeras podem ter recolhido dados suficientes acerca da trajetória e velocidade do meteorito. Ele usou estes dados e o software Google Earth para reconstruir o percurso da rocha à medida que entrava na atmosfera e mostrou que correspondia com uma imagem da trajetória obtida pelo satélite meteorológico e geoestacionário, Meteosat-9. Mas, devido a variações de tempo e de data presente em vários vídeos - onde alguns diferiam por vários minutos - decidiram escolher dois vídeos de diferentes locais que pareciam ser os mais confiáveis. Graças à triangulação, foram capazes de determinar a altura, velocidade e posição do meteorito à medida que caía para a Terra. Mas a descoberta da órbita do meteoróide em torno do Sol foi mais difícil, assim como menos precisa. Precisaram de seis parâmetros críticos, e tiveram todos que ser estimados usando métodos para "calcular os parâmetros orbitais mais prováveis e a sua dispersão," escrevem no seu artigo. A maioria dos parâmetros estão relacionados com o "ponto de brilho" - onde o meteorito se torna brilhante o suficiente para provocar uma sombra visível nos vídeos. Isto ajudou a determinar a elevação do meteoro e azimute no ponto de brilho, bem como a longitude, latitude sobre a superfície da Terra e também a velocidade da rocha. "De acordo com as nossas estimativas, o meteoro Chelyabinski começou a iluminar-se quando estava entre 32 e 47 km na atmosfera," escreve a equipe. "A velocidade do corpo, prevista na nossa análise, situava-se entre os 13 e os 19 km/s (relativamente à Terra), que inclui o número preferido de 18 km/s, assumido por outros investigadores." Usaram então software desenvolvido pelo Observatório Naval dos EUA, chamado NOVAS (Naval Observatory Vector Astrometry Sofware), para calcular a órbita provável. Concluíram que o meteorito Chelyabinsk pertence à classe Apollo de asteróides, uma classe bem conhecida de rochas que atravessam a órbita da Terra. Os astrônomos já observaram mais de 240 asteróides Apollo, maiores que 1 km, mas acreditam que devem existir mais de 2.000 com este tamanho. No entanto, os astrônomos também estimam que podem haver cerca de 80 milhões lá fora, do mesmo tamanho do que caiu na Rússia: cerca de 15 metros em diâmetro, com uma massa de 7.000 toneladas. Nos seus cálculos, em curso, a equipe de pesquisa decidiu fazer cálculos futuros que não usam o Lago Chebarkul como um dos seus pontos de triangulação. "Estamos familiarizados com o ceticismo de que os buracos no lago gelado foram produzidos artificialmente," afirma Zuluaga. "No entanto, também já li relatos que indicam que pedaços do meteoróide foram encontrados na área. Estamos então trabalhando para produzir uma reconstrução atualizada e mais precisa da órbita usando diferentes evidências." Muitos têm perguntado porque é que esta rocha não foi detectada anteriormente, e Zuluaga disse que a determinação do porquê é um dos objetivos dos seus esforços. "Infelizmente o conhecimento da família a que pertence o meteoróide não é suficiente," afirma. "A questão só pode ser respondida com uma órbita muito precisa que podemos integrar para trás pelo menos 50 anos. Assim que temos uma órbita, essa pode prever a posição precisa do corpo no céu e podemos estudar imagens de arquivo para saber se o asteróide foi 'esquecido'. Este é o nosso próximo passo!"

Fonte: Astronomia On-line

Brilhantes conchas de gás

A imagem acima pode até lembrar algo que acabou de sair do filme O Senhor dos Anéis, mas esse redemoinho incandescente é na verdade uma nebulosa planetária conhecida como ESO 456-67. A imagem acima mostra o objeto em destaque contra um fundo de estrelas brilhantes. O objeto localiza-se na constelação Sagittarius, o Arqueiro, do hemisfério sul da Terra. Apesar do nome, esses objetos nada têm a ver com os planetas. Esse nome vem do fato de que há mais de um século atrás, quando os primeiros astrônomos observavam esse tipo de objeto somente por meio de telescópios pequenos e qualidade ruim, as nebulosas pareciam pequenas, compactas e como planetas, e assim foram denominadas. Quando uma estrela como o Sol se aproxima do final da sua vida, ela expele material para o espaço. As nebulosas planetárias são intrigantes e brilhantes conchas de poeira e gás empurradas para fora da estrela. No centro das nebulosas planetárias localizam-se as partes remanescentes das estrelas originais. Essas estrelas pequenas e densas são chamadas de estrelas anãs brancas. Na imagem do ESO 456-67, é possível ver as várias camadas de material sendo expelidas pela estrela central. Cada banda de gás aparece em diferentes tonalidades, vermelho, laranja, amarelo e verde, por exemplo, com claros pedaços de espaço no coração da nebulosa. Não se entende ainda totalmente como as nebulosas planetárias se formam em tantas variedades de forma e estruturas, algumas aparecem esféricas, algumas elípticas, outras atiram material em ondas de suas regiões polares, algumas parecem ampulhetas ou se apresentam como o número oito, já outras lembram grandes e bagunçadas explosões estelares, isso só para falar algumas das variedades.

Fonte: Space Telescope

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Cometa ISON passará pelo Sol a mais de 1 milhão de km/h

A cada dia que passa, além de se tornar mais brilhante o cometa C/2012 S1 ISON, também está ficando mais rápido. Atualmente, sua velocidade é de cerca de 70 mil km/h, uma verdadeira carroça se compararmos com a velocidade que atingirá quando chegar ao periélio. À medida que se aproxima do Sol, além de ficar mais brilhante o cometa ISON também ganha velocidade, pois quanto mais perto da estrela, maior a interação gravitacional. Isso "atrai" o cometa com mais força, fazendo-o despencar mais rápido em direção à estrela. Os cálculos mostram que no dia 27 de novembro de 2013, ISON chegará a apenas 63 milhões de quilômetros de distância do Sol. Neste dia, sua velocidade de deslocamento será de nada menos que 1.36 milhões de km/h ou 377 km/s. Se fosse um avião, seria possível fazer uma viagem de São Paulo à Nova York em menos de 20 segundos! Apesar de parecer bastante rápido, outros cometas do tipo "sungrazers" podem facilmente ultrapassar esta marca. Em 2011, o cometa Lovejoy chegou ao periélio a 536 km/s ou 1.92 milhões de km/h. Sungrazer ó nome que se dá aos cometas que rumam em direção ao Sol. Devido à altíssima velocidade de deslocamento, ISON não deverá mergulhar no Sol, mas contorna-lo com velocidade cada vez menor. Isso acontece devido à interação gravitacional entre a estrela que "puxa e freia" o cometa e a fantástica velocidade de deslocamento, que "tenta" fazer o cometa seguir sua órbita. Uma analogia bastante parecida pode ser feita com uma montanha-russa. Do topo da montanha o veículo é acelerado até atingir a máxima velocidade na parte inferior da curva. Em seguida sobe, mas perde velocidade à medida que se eleva, "freado" pela ação da gravidade e perda da energia cinética. Atualmente, ISON está a 700 milhões de quilômetros do Sol, viajando a 19.5 km/s ou 70 mil km/h, mas os números estão mudando. Apertem os cintos, pois em 27 de novembro a velocidade será máxima!

Fonte: Apolo 11

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Buraco negro “monstro” está crescendo surpreendentemente rápido

Os buracos negros são famosos por seu apetite, onde nem mesmo objetos que se movam na velocidade da luz podem escapar. Esses monstros "mastigadores de matéria", segundo cientistas, são mais gananciosos ainda, sugere um novo estudo desenvolvido pela Universidade Central de Lancashire, na Inglaterra. Esses buracos negros, extremamente densos, estão crescendo com uma rapidez surpreendente. São sustentados principalmente por pequenas refeições frequentes através de gases e materiais do espaço em vez de apenas serem alimentados por fusões galácticas, como se pensava anteriormente. Enormes, chegam a pesar até 10 bilhões de vezes ou mais que a massa do Sol. A pesquisa usou computadores com simuladores para investigar o crescimento desses buracos negros, especialmente em galáxias espirais, como a Via Láctea, onde abriga o planeta Terra. Ao contrário da teoria predominante, astrônomos descobriram que buracos negros podem crescer rapidamente a partir de fusões livres de espirais, sugando gás galáctico ou outra matéria. "Essas simulações mostram que não é mais possível argumentar que os buracos negros em galáxias espirais não crescem de forma eficiente", informa Victor Debattista autor da pesquisa em um comunicado. "Nossas simulações nos permitirá refinar nossa compreensão de como os buracos negros cresceram em diferentes tipos de galáxias". O buraco negro no centro da galáxia Sombrero, também conhecida por M104 ou NGC 4594, segundo pesquisadores, é famoso por ter engolido o equivalente a um Sol a cada 20 anos e agora contém pelo menos 500 milhões de massas solares em seu interior. Em compensação no centro da Via Láctea, o buraco negro supermassivo é menos ganancioso, cresce a cada 3.000 anos a taxa de massa solar. Conhecido como Sagitário A, cientistas estimam que sua massa seja composta por cerca de 4 milhões de sóis. O novo estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

Fonte: Jornal Ciência

Conheça o exótico planeta onde a neve é interminável, negra e bastante quente

O exoplaneta HD 209458b pertence a uma família chamada 'Júpiter quente'. Estes são planetas gigantes de gás, que estão frequentemente cozinhando devido a sua proximidade com sua estrela. Então, quando neva no HD 209458b, não é nenhuma neve branquinha e gelada, é negra, com muita fumaça e quente como o inferno! Outra característica deste exoplaneta é o fato de ele estar “preso”, ou seja, um lado está permanentemente voltado para sua estrela, onde é sempre dia, e o outro lado é eternamente noite. Portanto, as temperaturas no lado em que é dia, podem chegar perto de 2.000°C, enquanto no lado que é noite, é relativamente frio, em torno de 500°C, o que cria um ambiente propício para a neve. É evidente que a neve lá não pode ser feita de água. A diferença drástica de temperatura cria correntes atmosféricas, que transporta matéria de um lado para o outro. Qualquer substância com a combinação certa de propriedades pode ser gasosa no lado claro e condensar no lado escuro, caindo como uma chuva. Essa é a neve de Dióxido de Titânio. Antigos modelos de computador demonstravam que a atmosfera era propícia para transformar o Dióxido de Titânio do lado 'dia' do planeta e transformá-lo em neve, no lado 'noite', e sugeriam que a neve ficaria permanentemente na superfície fria do planeta. Vivien Parmentier da Côte d'Azur Observatory, em Nice, França, propõe: "Imagine na Terra se você não tivesse um mecanismo para evaporar a água, nunca choveria". Então, ele e seus colegas criaram um modelo 3D, mais sofisticado, que mostra que a neve pode se converter em gás novamente, uma vez que a temperatura e pressão atmosférica aumentem. Um forte movimento atmosférico de gases pode soprar o Dióxido de Titânio de volta: "O gás pode voltar para as camadas superiores e nevar em um ciclo interminável", diz Parmentier. Uma nevasca no HD 209458b seria como nenhuma já vista. Embora o Dióxido de Titânio seja branco e brilhante, os flocos de neve podem conter Dióxidos de Sílica, o que a torna preta. Embora o estudo tenha sido feito a partir de um Júpiter quente, esse modelo deve se aplicar aos outros planetas desse tipo, o que sugere que a neve quente seja um evento comum. Parmentier diz que, observando outro Júpiter quente, o HD 189733b, a análise espectral sugere a presença de partículas microscópicas. David Cante, da Universidade de Exeter, no Reino Unido, que ajudou a identificar essas partículas, diz que esse novo modelo ainda vai longe até explicar como o Dióxido de Titânio se comporta nesses planetas tão exóticos.

Fonte: Jornal Ciência

Será que os meteoros aumentaram mesmo ou é só impressão?

Desde que um meteoro de 10 mil toneladas caiu na Rússia, muitos relatos de bolas de fogo cruzando o céu começaram a ser noticiados, o que deu a impressão de que estávamos sendo bombardeados por eles. Afinal de contas, os meteoros aumentaram mesmo ou foi somente impressão? Antes de avançarmos nesta questão, é muito difícil saber até que pontos os relatos que pipocaram recentemente, principalmente nas redes sociais, são de fato verdadeiros e estão mesmo relacionados a objetos vindos do espaço. Desde a queda do meteoro sobre a pequena cidade russa, milhões de pessoas que raramente olhavam para o céu passaram a olhar mais para cima e fenômenos óticos perfeitamente conhecidos foram interpretados erroneamente como meteoros. É o caso típico da fumaça de exaustão dos jatos comerciais em grande altitude, que iluminados pelo Sol da manhã ou final da tarde produzem um efeito visual muito parecido com a trilha de deixada por uma bola de fogo. A maior parte dos relatos que se seguiram à queda do meteoro não pôde ser comprovada, com a exceção de uma única bola de fogo vista no dia seguinte sobre a Califórnia, apesar de haverem relatos delas sobre a Itália e Cuba. No Brasil também tivemos relatos, mas apenas um deles, vindo do Espírito Santo, parece ser verdadeiro. O vídeo mostrado na TV de um possível meteoro no Rio de Janeiro é na realidade uma cena típica da trilha de condensação de aeronave. Imagens de câmeras de céu amplo (allsky cameras) do dia 15 registraram a passagem de um pequeno meteoro sobre o Brasil, mas foram divulgadas juntamente com as cenas do meteoro russo, do avião no Rio de Janeiro e também de uma câmera de segurança do Espírito Santo. Isso fez o público leigo achar que todos os eventos estavam relacionados. Mesmo com um maior número de relatos, ao que tudo indica o número de eventos desse tipo não aumentou ou diminuiu e ao contrário do que pensam alguns, não existe qualquer tipo de "abafamento" para não criar pânico na população. O fato é que diariamente a Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteróides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns deles tão brilhantes que podem ser vistos até mesmo de dia, principalmente nas primeiras horas da manhã ou antes do anoitecer. De acordo com cálculos feitos pelo astrônomo Bill Cooke, ligado à Nasa, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus ocorrem mais de 100 vezes por dia. Outras, com brilho semelhante à Lua crescente cruzam o céu pelo menos uma vez a cada dez dias. Segundo o astrônomo, existem ainda bolas de fogo extremamente grandes e brilhantes, com magnitude visual que pode chegar a -13 e que acontecem a cada cinco meses. Apenas para lembrar, magnitude negativa de -13 equivale ao brilho da Lua Cheia! No entanto, nem sempre essas enormes bolas de fogo são vistas. A maioria delas, cerca de 70%, cruza o céu sobre áreas inabitadas ou sobre os oceanos. A metade ocorre durante o dia, praticamente imperceptíveis devido à presença do Sol. Outra grande parte também não é vista simplesmente porque ninguém está olhando o céu naquele momento. No caso das bolas de fogo iguais as que caíram nas cidades russa de Chelyabinsk ou Tunguska, as estatísticas mostram que as chances são de aproximadamente uma a cada 100 anos. Como você viu, uma grande bola de fogo não é tão difícil assim de se ver, mas se você ficar olhando mais tempo para o céu com certeza terá mais chances de vê-las, já que a possibilidade de testemunhar grandes meteoros é bem maior do que você pensava!

Fonte: Apolo 11

Meteoro da Rússia não foi nada. Vejam a grande procissão de meteoros de 1913

Todo mundo ficou assustado com a queda do meteoro na Rússia há uma semana atrás, mas poucos sabem o que aconteceu em 1913. Se vocês ficaram assustados com a queda daquele meteoro, leiam esse post e vejam o que aconteceu em 1913. O evento é chamado de a Grande Procissão de Meteoros de 1913. A imagem acima é a mais famosa desse evento e na verdade é uma pintura feita pelo artista e astrônomo amador Gustav Hahn, mostrando a Procissão de Meteoros como foi observada no dia 9 de Fevereiro de 1913 no High Park em Toronto. Hahn estimou que as bolas de fogo passaram na metade do caminho entre a estrela Rigel e o Cinturão de Órion.  Agora, o mais extraordinário dessa procissão de meteoros, o mapa mostrando onde os meteoros foram observados. No mapa acima os pontos vermelhos marcam os locais onde a procissão de meteoros de 9 de Fevereiro de 1913 foi observada. Dados dos navios nas latitudes ao sul de S.S. Newlands foram descobertos e inseridos nesse artigo. A trajetória dos meteoros projetadas na Terra em rotação desvia do grande círculo, com a parte sul da trajetória sendo desviados alguns graus para oeste devido à rotação da Terra. Para viajar a tais distâncias ao redor da curvatura da Terra, os meteoros membros da procissão de 1913 aparentemente seguiram trajetórias similares àquelas realizadas na reentrada de satélites da órbita baixa da Terra. A tripulação do veleiro J.C. Vinnen, um navio de quatro mastros observou a procissão de meteoros de 1913 da posição 24º29’W, 14º41’S, fazendo dele o relatório de observação mais ao sul conhecido sobre a observação das bolas de fogo. Diários de viagem das embarcações do início do século 20 estão preservados nos arquivos do German Meteorological Service.

Fonte: Cienctec

domingo, 24 de fevereiro de 2013

NASA registra impressionante chuva de plasma sobre o Sol

Dizer que chove no Sol pode até parecer exagerado, mas é exatamente isso o que aconteceu na superfície da estrela durante a ocorrência de um flare. Um evento simplesmente sensacional registrado pelas lentes do telescópio SDO. No dia 19 de julho de 2012, tudo parecia tranquilo na superfície do Sol e as imagens transmitidas pelo Observatório de Dinâmicas Solares, SDO, não mostravam anomalias significativas que pudessem chamar a atenção, até que de repente esse panorama começou a mudar. Subitamente, uma explosão de média intensidade brilhou na superfície da estrela, dando origem a um gigantesco e cintilante loop de plasma que se elevou a mais de 100 mil km de altitude. Ao mesmo tempo em que subia, o gás superaquecido do arco passou a se precipitar sobre a superfície do Sol, provocando uma verdadeira chuva de plasma, batizada pelos físicos espaciais de Chuva Coronal. Apesar de invisíveis, o campo magnético do Sol força o gás ionizado ejetado a se mover ao longo das linhas de força, enquanto a alta temperatura faz o gás brilhar intensamente no comprimento de onda ultravioleta de 304 Angstroms e captado pelos sensores do telescópio SDO. De modo muito parecido com a formação da chuva terrestre, o plasma superaquecido da coroa solar sobe, "resfria e condensa" ao longo das linhas do campo magnético. Em seguida despenca, criando um belo e impressionante cenário espacial que lembra um típico temporal de fim de tarde. Coisas do Sol!

Fonte: Apolo 11

Qual a diferença entre um asteroide, um cometa, um meteoro e um meteorito?

Sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013, foi um dia de emoções fortes para os habitantes da Terra: algumas horas depois de um meteorito explodir na Rússia e deixar mais de mil feridos, um gigantesco asteróide passou “perto” do nosso planeta. Em meio a esses eventos, muitas pessoas ficaram curiosas a respeito dos diversos corpos celestes (asteróides, cometas, meteoros) que “habitam” o sistema solar. Quais as diferenças entre eles?
Asteróide: Um corpo rochoso inativo, relativamente pequeno, que orbita o Sol;
Cometa: Um corpo composto por rocha e gelo, às vezes ativo. Quando o gelo é vaporizado pelo calor do Sol, forma-se uma espécie de atmosfera em torno do cometa e, se o objeto estiver em movimento, forma-se uma “calda” de poeira e/ou gás;
Meteoróide: Um pedaço de um cometa ou asteróide que orbita o Sol;
Meteoro: Grande corpo rochoso que, quando entra na atmosfera terrestre, queima e, dependendo do tamanho, se desintegra antes de chegar a atingir a superfície do planeta;
Meteorito: Um meteoróide que consegue passar pela atmosfera terrestre e atingir a superfície do planeta.
Segundo dados divulgados pela NASA, diariamente a Terra é “bombardeada” por mais de cem toneladas de poeira espacial e partículas do tamanho de grãos de areia. Cerca de uma vez por ano, um asteróide do tamanho de um carro médio atinge a atmosfera terrestre. A cada 2 mil anos, em média, um meteoróide do tamanho de um campo de futebol atinge a superfície da Terra. Por fim, a cada alguns milhões de anos, aparece um corpo espacial grande o suficiente para ameaçar a humanidade, caso atinja o planeta – há gigantescas crateras provocadas por esses corpos em outros planetas. Se um corpo celeste tiver uma largura menor do que 25 metros, é muito provável que se queime na atmosfera terrestre sem causar qualquer dano significativo ao planeta. Se um meteoróide tiver mais de 25 metros, mas menos de um quilômetro de largura, é provável que chegue a danificar consideravelmente a área de impacto e seus arredores. Acredita-se que qualquer corpo celeste maior que isso poderia causar efeitos globais. Para se ter uma idéia, asteróides encontrados no cinturão entre Marte e Júpiter (e que, não se preocupem, não representam uma ameaça à Terra) podem ter mais de 940 km de largura. Calcular a órbita de corpos celestes como cometas e asteróides é um trabalho complexo e, como depende de observações feitas em épocas diferentes, pode ser demorado. Contudo, novas tecnologias e novos dados coletados facilitam o trabalho cada vez mais.

Fonte: Hypescience

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Meteorito russo explodiu com a força de 30 bombas nucleares

No último dia 15, um meteorito explodiu no céu sobre a cidade russa de Chelyabinsk, ferindo cerca de mil pessoas. Segundo especialistas, a explosão teria liberado uma energia equivalente a 500 kilotons de TNT, cerca de 30 vezes maior que a da bomba de Hiroshima. A distância em relação ao solo (de 15 a 20 km) evitou danos ainda maiores. Usando como base as ondas de som de baixa frequência emitidas pelo meteorito, o físico Peter Brown, da Universidade de Western Ontario (Canadá), calculou que o objeto teria cerca de 17 metros de largura e de 7 mil a 10 mil toneladas de massa antes de atingir a atmosfera terrestre. Estima-se que eventos como esse ocorram a cada algumas dezenas ou uma centena de anos, ao menos de acordo com os conhecimentos atuais sobre objetos espaciais que se encontram próximos à Terra. “Muitos meios de comunicação relataram que uma explosão no ar quebrou vidros e danificou estruturas no centro de Chelaybinsk”, contam Nicolas Bobrinski e Detlef Koschny, da Agência Espacial Europeia. “Normalmente, começam a ocorrer danos a partir de uma pressão cinco vezes maior do que a normal a nível do mar. Danos em vidraças são esperados a partir de uma pressão de 10 a 20 vezes maior do que a ‘normal’”. “Estamos esperando confirmações de autoridades russas sobre pedaços do meteorito encontrados na região. Não encontramos relatos da mídia de que uma pessoa ou estrutura teria sido atingida por estilhaços do objeto”.

Fonte: Hypescience

Finalmente encontraram matéria escura?

Acredita-se que exista seis vezes mais matéria escura do que matéria “convencional” no universo e, mesmo com essa suposta abundância, sua existência é um mistério para nós. De acordo com o físico do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, EUA), Samuel Ting, porém, em breve teremos informações importantes sobre tal fenômeno. Essas informações virão do coletor de partículas Alpha Magnetic Spectrometer (AMS), instalado no exterior da Estação Espacial Internacional, e usado por cientistas na busca pela matéria escura. Daqui a duas semanas, um artigo contendo resultados de investigações iniciadas em maio de 2011 (quando o coletor foi montado) deve ser enviado a um periódico científico para avaliação. “Não será um artigo ‘pequeno’”, conta Ting. O texto, segundo o pesquisador, foi re-escrito 30 vezes até que os autores estivessem satisfeitos. Ainda assim, diante do complexo fenômeno, os resultados representam um “pequeno passo” (embora importante) na direção da melhor compreensão desta matéria. De acordo com certas teorias da física, a matéria escura é formada por WIMPs (sigla em inglês para “partículas massivas de fraca interação”), partículas que, quando colidem, teoricamente se aniquilam e geram outras duas, um elétron e um pósitron (que é o equivalente de antimatéria do elétron). O AMS é capaz de detectar pósitrons e elétrons. Se o aparelho encontrar uma quantidade abundante de pósitrons, pode dar uma pista sobre a existência da matéria escura, já que a colisão de duas WIMPs seria um dos poucos processos capazes de gerar esse tipo de partícula. Outra evidência a ser considerada é a direção de onde vêm os pósitrons: se vierem de uma direção específica, é mais provável que tenham se originado de um processo astrofísico como a explosão de uma estrela; se, porém, vierem de várias direções, há grandes chances de terem surgido a partir da colisão de WIMPs. Além do AMS, o LHC (Grande Colisor de Hádrons, em português) e outros detectores de matéria escura espalhados pela Terra também podem ajudar na nossa compreensão sobre o estranho fenômeno.

Fonte: Hypescience

Cientistas dizem saber exatamente quando e como o universo vai acabar

Nosso universo é tão grande e antigo que é até difícil pensar que um dia ele não existirá. Mais difícil ainda é pensar que ele poderá ter um fim chato e rápido. De acordo com pesquisadores do Fermi National Accelerator Laboratory (Laboratório Nacional Fermi de Aceleradores), nos Estados Unidos, se o que descobrimos sobre a partícula subatômica bóson de Higgs for verdade, o universo poderá acabar quando um outro universo o “engolir” na velocidade da luz. A massa da “partícula de Deus” sugere que o universo irá acabar quando uma “bolha de vácuo” de rápida propagação engolir nosso universo. A boa notícia é que isso provavelmente vai acontecer uns dez bilhões de anos depois da destruição do nosso próprio planeta. “Se você usar toda a física que conhecemos agora e fazer um cálculo simples, temos más notícias. Pode ser que o universo em que vivemos seja inerentemente instável, e em alguns bilhões de anos tudo será destruído. Isso tem a ver com o campo energético de Higgs”, disse o físico Joseph Lykken. De acordo com os pesquisadores, o padrão e funcionamento do nosso universo – incluindo o valor da massa de Higgs e a massa de uma outra partícula subatômica chamada de quark top – sugere que estamos no limite da estabilidade, em um estado “mega-estável”. Físicos pensam nessa possibilidade há mais de 30 anos. Em 1982, os físicos Michael Turner e Frank Wilczek escreveram um artigo para a revista Nature, em que diziam que “sem aviso, uma bolha de vácuo poderia formar núcleos em algum lugar do universo e fazer com que tudo a sua volta fosse para dentro dela, na velocidade da luz”. Infelizmente, não saberemos muito mais sobre Higgs por um tempo. O Grande Colisor de Hádrons – o Large Hadron Collider, conhecido como LHC – em que a partícula foi descoberta, entrou em hiato por dois anos. Os cientistas farão ajustes na máquina, que atingirá seu pico de energia em 2015.

Fonte: Hypescience

Pode haver evidência de vida marciana nesta amostra de solo

Esta é a primeira amostra de solo marciana que foi extraída utilizando a broca da Curiosity. A foto foi tirada anteontem e é parte de rocha pulverizada que foi transferida da broca para a pequena pá de 4,5cm de largura da sonda. O próximo passo é conduzir a amostra aos instrumentos de análise da Curiosity que é, em síntese, um laboratório ambulante do tamanho de um carro. Ninguém sabe se a amostra apresentará nada de especial, mas como é a primeira vez que a Curiosity analisa pó de rocha marciana há chance de encontrar compostos ligados ao desenvolvimento de vida, permitindo focar os esforços da equipe que comanda o veículo. Vamos cruzar os dedos.

Fonte: Hypescience

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Kepler descobre sistema planetário minúsculo

Cientistas da missão Kepler da NASA descobriram um novo sistema planetário que é o lar do menor planeta já descoberto em redor de uma estrela semelhante ao nosso Sol. Os planetas estão localizados num sistema chamado Kepler-37, a cerca de 210 anos-luz da Terra na direção da constelação de Lira. O menor planeta, Kepler-37b, é um pouco maior que a nossa Lua, medindo cerca de um-terço do tamanho da Terra. É menor que Mercúrio, o que fez da sua detecção um desafio. O planeta, com o tamanho de uma lua, e os seus dois companheiros planetários foram descobertos por cientistas da missão Kepler da NASA, que tem o objetivo de descobrir planetas tipo-Terra dentro ou perto da "zona habitável", a região num sistema planetário onde a água líquida pode existir à superfície de um planeta. No entanto, ao passo que a estrela em Kepler-37 é semelhante ao Sol, o sistema parece ser bem diferente do nosso. Os astrônomos acham que Kepler-37b não tem atmosfera e não pode suportar vida como a conhecemos. O minúsculo planeta é quase de certeza rochoso em composição. Kepler-37c, o planeta vizinho mais próximo, é ligeiramente menor que Vênus, medindo quase três-quartos do tamanho da Terra. Kepler-37d, o planeta mais distante, tem o dobro do tamanho da Terra. Os primeiros exoplanetas descobertos a orbitar uma estrela normal eram gigantes. À medida que a tecnologia avança, têm sido descobertos planetas cada vez menores, e o Kepler tem mostrado que até planetas extrassolares do tamanho da Terra são comuns. "Até o Kepler só pode detectar um mundo tão pequeno em torno das estrelas mais brilhantes que observa," afirma Jack Lissauer, cientista planetário do Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia. "O fato de termos descoberto o pequeno Kepler-37b sugere que planetas tão pequenos são comuns, e que mais maravilhas planetárias estão à espera de serem descobertas enquanto continuamos a recolher e a analisar dados adicionais." A estrela de Kepler-37 pertence à mesma classe que o nosso Sol, embora seja ligeiramente mais fria e pequena. Todos os três planetas orbitam a estrela a uma distância menor que Mercúrio está do Sol, sugerindo que são mundos muito quentes e inóspitos. Kepler-37b completa uma órbita a cada 13 dias, a menos de um-terço da distância de Mercúrio ao Sol. A temperatura à superfície deste planeta ardente está estimada em cerca de 700 K, quente o suficiente para derreter zinco. Kepler-37c e Kepler-37d completam uma órbita a cada 21 e 40 dias, respectivamente. "Descobrimos um planeta menor do que qualquer outro no Sistema Solar, em órbita de uma das poucas estrelas que é tanto brilhante como tranquila, onde foi possível a detecção do sinal," afirma Thomas Barclay, cientista do Kepler que pertence ao Instituto de Pesquisa Ambiental Bay Area em Sonoma, Califórnia, e autor principal do novo estudo publicado na revista Nature. "Esta descoberta mostra que planetas muito próximos da estrela-mãe podem ser menores, bem como muito maiores, do que planetas que orbitam o nosso Sol." A equipe de investigação usou dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que simultaneamente e continuamente mede o brilho de mais de 150.000 estrelas a cada 30 minutos. Quando um candidato a planeta transita, ou passa em frente da estrela a partir do ponto de vista do telescópio, uma percentagem da luz estelar é bloqueada. Isto provoca uma queda no brilho da estrela, que revela o tamanho do planeta relativamente à sua estrela. O tamanho da estrela tem que ser conhecido a fim de medir com precisão o tamanho do planeta. Para saber mais sobre as propriedades da estrela Kepler-37, os cientistas examinaram ondas sonoras geradas pelo movimento de ebulição por baixo da superfície da estrela. Investigaram a estrutura interior da estrela em Kepler-37, tal como os geólogos usam ondas sísmicas geradas por sismos para estudar a estrutura do interior da Terra. Esta ciência é chamada asterosismologia. As ondas sonoras viajam pela estrela e trazem informação de volta para a superfície. As ondas provocam oscilações que o Kepler consegue observar como uma rápida oscilação no brilho da estrela. Tal como sinos num campanário, as pequenas estrelas tocam em tons altos, enquanto estrelas maiores tocam em tons mais baixos. Estas oscilações de alta-frequência, quase imperceptíveis, no brilho de estrelas pequenas, são as mais difíceis de medir. É por isso que a maioria dos objetos previamente submetidos a análise asterosísmica são maiores que o Sol. Com a elevada precisão do Kepler, os astrônomos alcançaram um novo marco. A estrela Kepler-37, com um raio de apenas três-quartos do Sol, é agora o sino menor no campanário da asterosismologia. O raio conhecido da estrela tem um erro de 3%, o que se traduz numa precisão excepcional no que toca ao tamanho do planeta.

Fonte: Astronomia On-line

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Raro trânsito duplo é registrado na superfície do disco do planeta Júpiter

A imagem acima mostra o planeta Júpiter, no dia 3 de Janeiro de 2013. No momento da imagem o astrônomo teve a oportunidade de registrar um raro trânsito duplo na superfície do disco do planeta. O trânsito duplo registrado na imagem acima mostra as sombras dos satélites Io e Ganimedes. Graças às condições excelentes de observação no final da noite de observação, o astrônomo pôde registrar o fenômeno pouco antes das sombras deixarem o disco de Júpiter. Na imagem acima, pode-se notar primeiro como a sombra de Ganimedes é muito maior que a sombra de Io. Além disso, pode-se notar claramente feições estruturais na superfície de ambos os satélites, comprovando mais uma vez a excelente qualidade da imagem e também a qualidade das condições de observação. A foto acima foi feita por D. Peach, no dia 3 de Janeiro de 2013, às 20:24:42 UTC (18:24:42, hora de Brasília).

Fonte: Cienctec

O hexágono e os anéis

O hexágono polar norte de Saturno, é aquecido na luz do Sol agora que a primavera chegou ao hemisfério norte do planeta dos anéis. Muitas pequenas tempestades podem ser vistas pontuando a região polar norte e também a assinatura dos anéis de Saturno. Os anéis, por sua vez, parecem desaparecer por conta da sombra de Saturno e ficam colocados em segundo plano. O hexágono polar norte de Saturno foi descoberto pela primeira vez em imagens feitas pela sonda Voyager. Para ver mais sobre o hexágono acesse: PIA10486 e PIA11682.
A imagem acima foi feita com a câmera de grande angular da sonda Cassini, no dia 27 de Novembro de 2012, usando um filtro espectral sensível ao comprimento de onda da luz do infravermelho próximo, centrado em 750 nanômetros. A imagem acima foi feita a uma distância aproximada de 649.000 quilômetros de Saturno, com o conjunto Sol-Saturno-Cassini, em ângulo com fase de 21 graus. A escala da imagem acima é de 35 km por pixel. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washignton, D.C. O módulo orbital Cassini têm duas câmeras a bordo que foram desenhadas, desenvolvidas e montadas no JPL. O centro de operações de imagens está baseado no Space Science Institute em Boulder, Colorado. Para mais informações sobre a missão Cassini-Huygens visitem: http://saturn.jpl.nasa.gov. O site da equipe da sonda Cassini é:http://ciclops.org.

Fonte: JPL

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Raio verde visto em Sunset Cliffs, Califórnia

A foto acima mostra o chamado efeito de raio verde, observado desde Sunset Cliffs, em San Diego, na Califórnia, no dia 24 de Outubro de 2012. Apesar, segundo o fotógrafo, já ter visto esse fenômeno em dezenas de ocasiões no decorrer de anos, esse teve uma aparência única, parecia uma lava azul esverdeada fluindo de um vulcão colorido. Na verdade, o termo raio verde na verdade significa num brilho repentino, enquanto de fato, o Sol está ficando cada vez mais apagado, segundo por segundo. Os raios verdes são fenômenos de curta duração e aparecem como uma luz verde sendo emitida da parte superior do disco solar. Eles não são raros mas podem ser difíceis de serem observados. Num ar muito limpo, os raios podem aparecer azuis ou até mesmo roxos. A curvatura da atmosfera da Terra, age como um prisma separando a luz do Sol em todas as cores de seu espectro. Mesmo podendo observar os raios verde a olho nu, você pode ter mais sorte na observação se usar binóculos ou até mesmo pequenos telescópios e então você será capaz de detectar mais detalhes. Logicamente sempre tenha cuidado ou use algum tipo de filtro para olhar para o Sol.

Fonte: EPOD

Menor planeta poderá ser avistado em fevereiro!

Quando Galileu começou a estudar o céu com sua luneta, pôde observar os planetas descrevendo minúsculas órbitas. Pareciam a olho nu, apenas fontes pontuais de luz como as estrelas. Vênus, por exemplo, estando mais próximo do Sol do que a Terra, exibia fases como a Lua, o que deveria ocorrer se fosse um corpo obscuro que brilhasse apenas por refletir a luz solar. Isso era uma prova de que os planetas também eram mundos possivelmente semelhantes à Terra, inclusive quiçá, comportando vida também... Mas, a Teoria Cinética dos Gases, excluía qualquer astro menor do que a Lua, como possível incubador de vida, pelo fato de que pequenos mundos não têm atração gravitacional suficiente para manter uma atmosfera. Mercúrio é dos planetas, o menor de todos, no entanto, seu diâmetro é de 4.860 Km, sendo 1,4 vez superior ao da Lua. Já a aceleração da gravidade na superfície mercuriana é 2,3 vezes a da Lua e aproximadamente 2/5 da gravidade da Terra. Aparentemente, esses parâmetros seriam o bastante para Mercúrio manter ainda que uma leve atmosfera. Mas, no caso, há um obstáculo: Mercúrio é o planeta mais próximo do Sol. Sendo assim, qualquer ar que ele pudesse ter, seria aquecido por temperaturas muito mais elevadas do que as existentes na atmosfera da Terra. Por consequência, as moléculas dos gases em Mercúrio seriam mais velozes e dificilmente seriam mantidas juntas à superfície. Portanto, não há atmosfera em Mercúrio. Porém, foi detectada a presença de um invólucro de pouca espessura de hélio. A origem desse gás não é conhecida. Pode ser produto do decaimento radioativo de elementos como urânio e tório que se encontram presentes nas rochas do planeta. Podem também ser átomos capturados do vento solar. Por outro lado, a sonda espacial Messenger, apesar de que pela proximidade com o Sol, Mercúrio apresenta temperatura superficial diurna máxima em torno de 425ºC, descobriu gelo nesse tórrido planeta, gelo esse que cobriria a cidade de Washington, capital dos Estados Unidos com uma camada de pouco mais de dois quilômetros de espessura... Esse aparente disparate tem explicação, pois a inclinação do eixo de rotação de Mercúrio é quase zero, então partes dos pólos nunca receberam insolação direta. Grande parte desse gelo, porém, está coberto por uma camada de material escuro, possivelmente compostos orgânicos, fruto do impacto de meteoros e cometas, que aliás, segundo teorias, poderiam ser os "semeadores da vida", na Terra, incluindo boa parte do conteúdo de água. Outra das esquisitices de Mercúrio, reside no fato de que em 2008, foi observado um tipo de cauda no planeta na direção anti-solar, semelhante a dos cometas! Isso seria o efeito mais uma vez da proximidade do Sol, cujos flares e vento solar soprariam material mercuriano para formar a cauda na direção oposta (anti-solar). Por fim, o tema deste reporte é sobre as duas semanas de fevereiro de 2013, quando Mercúrio estará mais fácil de ser avistado, uma vez que por ser um planeta interior (e o mais perto do Sol), se afasta muito pouco do astro-rei, portanto, só pode ser visível logo depois do ocaso ou pouco antes do nascer do Sol! É a chamada elongação, o ângulo entre o Sol e o planeta quando observado da Terra. Quando um planeta interior é visível depois do pôr-do-sol, está próximo da sua elongação oriental máxima e quando é visível antes do nascer do sol, está próximo da sua elongação ocidental máxima. O valor da elongação máxima (leste ou oeste) para Mercúrio varia entre 18º e 28º e para Vênus, outro planeta interior e o segundo mais perto do Sol, está entre 45º e 47º. Portanto, os valores da elongação para Mercúrio, faz deste astro, um planeta muito esquivo, daí essa oportunidade de observá-lo agora neste mês. Procure observar o céu na direção do pôr-do-Sol, meia hora depois que o astro-rei submergiu no horizonte. Mercúrio deve ser avistado como um ponto brilhante meio róseo, devido as nuances de rosa por ocasião do ocaso. À medida que Fevereiro corre, Mercúrio estará mais alto no céu. A partir do dia 11 até o dia 21, o planeta que no começo do mês esteve visível meia hora depois do ocaso, nesse período, aparecerá uma hora depois do pôr-do-Sol, portanto, sob céu um pouco mais escuro, facilitando assim, seu avistamento. Mas, é bom que se diga que a visibilidade deste pequeno planeta, vai depender das condições de localização do observador. A imagem anexa, mostra as elongações máximas de Mercúrio e Vênus (planetas interiores), bem como a conjunção e oposição de Marte, este um planeta exterior, isto é, mais distante do Sol do que a Terra. Não só Marte, mas também os outros planetas exteriores, como Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, apresentam ângulos em relação ao Sol entre 0º (conjunção) e 180º (oposição).

Fonte: Apolo 11

N11: Nuvens de estrelas na LMC

Estrelas massivas, ventos abrasivos, montanhas de poeira e uma luz energética, esculpem uma das maiores e mais pitorescas regiões de formação de estrelas no Grupo Local de Galáxias. Conhecida como N11, a região é visível na parte superior direita de muitas imagens feitas de sua galáxia mãe, a vizinha da Via Láctea conhecida como Grande Nuvem de Magalhães, ou LMC, do inglês. A imagem acima foi feita para propostas científicas específicas pelo Telescópio Espacial Hubble e reprocessada de forma artística por um astrônomo amador, que com essa imagem ganhou a competição conhecida como Hubble’s Hidden Treasure, uma competição onde qualquer pessoa pode vasculhar os arquivos do Hubble, reprocessar alguma dessas imagens e apresentar esse reprocessamento destacando algo novo e que não havia sido descoberto ou discutido na imagem original quando ela foi lançada. Embora a seção mostrada na imagem acima seja conhecida como NGC 1763, a inteira nebulosa de emissão N11 é a segunda maior, só perdendo para a 30 Doradus. O estudo das estrelas na N11, tem mostrado que ela na verdade abriga três sucessivas gerações da fase de formação de estrelas. Glóbulos compactos de poeira escura abrigam estrelas jovens emergindo e também podem ser vistos através de toda a imagem.

Fonte: APOD

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Robô Curiosity recolhe primeira amostra de rocha de Marte

O robô Curiosity completou sua primeira perfuração em Marte, e irá iniciar os primeiros fragmentos do subsolo do planeta na missão que realiza, informou sábado a Nasa (agência espacial americana). "Esta é a primeira vez que um robô perfura rocha de Marte para recolher uma amostra", anunciou a agência em comunicado. Este é um novo marco para Curiosity, já que os antecessores do robô chegaram a limar rochas para obter amostras, mas é a primeira vez que um robô realiza uma perfuração no interior do Planeta Vermelho. O buraco, de 1,6 cm de largura e 6,4 cm de profundidade pode ser visto nas imagens que o robô transmitiu à Terra e foram divulgadas pela Nasa. A região escolhida para a perfuração seria local com registro de existência de ambientes úmidos no planeta. O veículo fará uso agora dos instrumentos de última tecnologia, que leva instalados em seu interior, para analisar as mostras recolhidas. "O robô mais avançado jamais projetado é agora um laboratório de análise em pleno funcionamento em Marte", disse John Grunsfeld, administrador associado da Nasa para o Diretório de Missões Científicas. Segundo Grunsfeld, trata-se do "feito mais importante" desde a chegada do Curiosity a Marte. Durante os próximos dias, os cientistas em terra darão instruções ao braço robótico do Curiosity, para que realize uma série de passos para processar a amostra. A equipe da Nasa denominou a rocha que Curiosity perfurou de "John Klein", em memória do subdiretor do projeto que morreu em 2011. Durante os dois anos que durará sua missão, o Curiosity utilizará os dez instrumentos que leva a bordo para comprovar se na área de estudo existiram condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

Fonte: Terra

sábado, 9 de fevereiro de 2013

“Dedo” misterioso de metal foi encontrado em Marte. A NASA explica!

A sonda Curiosity da NASA descobriu um objeto de metal ‘misterioso’ emergindo de uma rocha na superfície de Marte. As imagens foram capturadas por uma câmera na sonda e revelam a estrutura como sendo, aparentemente, um “dedo metálico”. A bizarra visão em meio às rochas chamou a atenção pelo brilho. Um relatório divulgado pelo portal Universe Today afirmou que a estrutura media, aproximadamente, 0,5 centímetros, ou até menos. A imagem foi capturada no dia 30 de janeiro em uma das varreduras feitas pela Curiosity. A foto surgiu depois que a sonda perfurou vários locais da superfície do planeta vermelho, o que gerou bastante poeira. O objetivo das perfurações era a busca de vestígios de vida microscópica, como bactérias. A NASA, em comunicado oficial à impressa, disse que o metal em questão faz parte de uma “mini broca” usada para realizar as perfurações e negou qualquer tipo de teoria da conspiração ou algo semelhante. Segundo a agência, os cientistas ainda precisam analisar os dados dos cascalhos ao redor do buraco para determinar os novos mecanismos de ação da sonda. Os buracos foram feitos em locais onde existiram lagos há milhões de anos, o que permite maior possibilidade de encontrar vida: “A equipe pretende usar instrumentos do Curiosity para analisar amostras de pó para saber mais sobre a história ambiental do local”, declarou a NASA. A broca é apenas 1 dos 10 instrumentos científicos a bordo do Curiosity. A sonda de aproximadamente 1 tonelada está estudando a cratera de Gale, local onde cogita-se que a vida microbiana poderia ter chances de existir. Um novo estudo da Universidade de Aberdeen mostrou que logo abaixo da superfície marciana existem todos os ingredientes necessários para que a vida exista. Quando meteoros atingem Marte, eles funcionam como grandes “batedeiras”, trazendo para a superfície esses elementos que favoreceriam o surgimento da vida.

Fonte: Jornal Ciência

NGC 6822: Galáxia de Barnard

Grandes galáxias espirais normalmente são vistas em toda a sua glória, com seus jovens, brilhantes aglomerados de estrelas azuis, e braços espirais simétricos. Mas pequenas galáxias também formam estrelas, como a NGC 6822, também conhecida como Galáxia de Barnard. Para além dos ricos campos estelares na constelação de Sagittarius, a NGC 6822, está localizada a meros 1.5 milhões de anos-luz de distância, sendo um dos membros do nosso Grupo Local de Galáxias. Com aproximadamente 7.000 anos-luz de diâmetro, a galáxia anã irregular, é vista sendo preenchida com jovens estrelas azuis e apresenta tentáculos rosados brilhantes de hidrogênio representando as regiões de formação de estrelas, nessa imagem composta colorida profunda. Contribuindo para a ciência das Pequenas Coisas, esse retrato de uma pequena galáxia foi feito como parte do Lowell Amateur Research Initiative (LARI) uma colaboração bem vinda, com astrônomos amadores.

Fonte: APOD

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Hoje, Mercúrio terá uma falsa lua!

Hoje, dia 08 de fevereiro de 2013, após o pôr-do-Sol, Mercúrio terá uma “Lua”. Não, Mercúrio não irá capturar qualquer pedaço de rocha na sua órbita, mas quem o observar a partir da Terra irá ver um pequeno ponto brilhante ao seu lado: Marte! Sim, não passa de uma pequena ilusão, resultante da conjunção mais “estreita” entre dois planetas visíveis a olho nu, que ocorrerá em 2013. Mas, com telescópio ou não, e tendo especial cuidado em não olhar diretamente para o Sol, hoje poderá ficar com uma idéia de como veríamos Mercúrio se este tivesse uma Lua. Assim, quando o Sol já se estiver no ocaso, pare e olhe para Oeste para agarrar a oportunidade de ver Mercúrio passar a apenas 0.3º graus a Norte de Marte. Ambos os planetas estarão a 15º graus este do Sol, mas deve, mesmo assim, ter cuidado em não olhar diretamente para o Sol. Se, mais do que um curioso, for um astrofotógrafo, hoje será uma excelente noite para tirar uma “daquelas fotografias”. E nada como lembrar que, apesar de Mercúrio e Marte parecem estar muito perto hoje, na realidade a ilusão que vemos da Terra esconde os 180 milhões de quilômetros de distância que existem entre os dois planetas.

Fonte: AstroPT

Telescópio Hubble revela imagens de estrela nascente que pisca

O telescópio espacial Hubble revelou nesta quinta-feira uma sequência de fotografias de uma "protoestrela", que pisca a cada 25 dias, um estranho fenômeno visto apenas outras três vezes. De acordo com a Nasa (a agência espacial americana), esta "protoestrela", emite explosões de luz periodicamente, exatamente a cada 25,34 dias, que se propagam através da poeira e do gás que a rodeiam. O objeto, denominado LRLL 54361, provoca um efeito de luz estroboscópica devido às interações entre duas estrelas recém-nascidas, que estão gravitacionalmente unidas entre si, e uma ilusão ótica conhecida como "eco de luz". "A 'protoestrela' mostra variações de luz tão brilhantes em um período de tempo tão preciso, que é difícil de explicar", disse James Muzerolle, do Instituto de Ciência de Telescópios Espaciais de Baltimore em nota de imprensa. Apesar das erupções de gás que saem da 'protoestrela', estas palpitações são realmente brilhos de luz que se propagam através da poeira e do gás, e são refletidas em direção ao observador. "Não há verdadeiro movimento físico dentro da nuvem durante este tempo", afirma a nota do Hubble. O raro fenômeno ocorre exclusivamente em sistemas de estrelas duplas e provavelmente é parte de uma fase temporária do início da vida de uma estrela. O telescópio espacial Hubble, projeto internacional do qual participam a Nasa e a Agência Espacial Européia (ESA), viaja em órbita a 610 quilômetros da Terra e proporciona uma inovadora e mais precisa visão das estrelas.

Fonte: Terra

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Curiosity executa primeira perfuração numa rocha marciana

O robô Curiosity testou ontem, com sucesso, os sistemas de percussão e de rotação da broca do seu braço robótico na superfície da rocha John Klein. Nesta primeira perfuração, a broca penetrou cerca de 2 cm na rocha, o suficiente para que a equipe da missão possa avaliar o seu desempenho em plena ação. Nos próximos dias, o Curiosity deverá executar novas perfurações, desta vez a uma profundidade que permita a recolha de amostras para análise nos instrumentos CheMin e SAM.

Fonte: AstroPT

Pesquisa encontra novos planetas semelhantes à Terra

Um estudo astronômico publicado nesta quarta-feira (6) estima que nossa galáxia possa ter pelo menos três planetas com características semelhantes à da Terra, no que diz respeito ao tamanho e à distância em relação à estrela que ele orbita. Esses planetas ficam entre 300 e 600 anos-luz do nosso. O levantamento dos especialistas do Centro Harvard-Smithsoniano de Astrofísica, nos Estados Unidos, apontou que 6% dos planetas que orbitam as chamadas anãs-vermelhas se encaixem nessa descrição. Ao todo, 95 planetas foram analisados especificamente, dentre os quais se destacaram os três. Anãs-vermelhas são estrelas menores, mais frias e menos brilhantes que o Sol. Por isso, a chamada “zona habitável” de um sistema baseado em uma anã-vermelha é bem mais próximo à estrela do que no Sistema Solar. Por exemplo, se o Sol fosse uma anã-vermelha, a Terra seria bem mais fria e provavelmente não teria vida. A descoberta atrai o interesse dos astrônomos porque muitas das estrelas vizinhas do Sol são anãs-vermelhas. “Não sabemos se poderia existir vida em um planeta orbitando uma anã-vermelha, mas a descoberta aguça minha curiosidade e me deixa imaginando se os berços cósmicos da vida são mais diversos do que nós, humanos, imaginávamos”, comentou Natalie Batalha, cientista da missão Kepler da Nasa, cujos dados foram utilizados no estudo.

Fonte: G1

Pode o cometa C/2013 A1 se chocar contra Marte em 2014?

Poucos dias depois de descoberto, o cometa C/2013 A1 já começa a chamar a atenção. Apesar de poucos dados disponíveis, cálculos astronômicos mostram que o cometa chegará tão perto de Marte em 2014 que alguns softwares apontam para um possível impacto contra o planeta. Descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo amador Robert McNaught, o cometa recebeu a denominação oficial de C/2013 A1 Siding Spring por ter sido descoberto no Siding Spring Observatory, na Austrália. Antes de McNaught, o objeto já tinha sido detectado em 8 de dezembro de 2012 pelo observatório Catalina Sky Survey, da Universidade do Arizona, mas sem que fosse possível determinar sua orbita. Quando foi descoberto, C/2013 A1 se encontrava a 7.2 UA do Sol ou cerca de 1.1 bilhão de quilômetros de distância da estrela. Após ter sua órbita calculada, logo se verificou que o caminho do cometa cruzava a orbita de Marte a uma distância muito próxima do planeta, estimada entre 700 mil e 1.9 milhões de km da superfície. Essa grande aproximação provocou grande euforia nos astrônomos amadores e profissionais, mas um pequeno detalhe chamou a atenção do público em geral: a simulação da NASA. Pela simulação feita pelo aplicativo de Dinâmicas do Sistema Solar, SSD, o gráfico que apresenta as órbitas dos planetas e cometas não mostra uma simples aproximação entre os dois objetos e sim um choque direto entre o cometa C/2013 A1 Siding Spring e o Planeta Vermelho, prevista para 19 de outubro de 2014. E para piorar a situação, o campo de dados que informa a distância nominal de aproximação mostra 879 mil km, enquanto a aproximação mínima prevista é de 0 (zero) km. O Apolo11 fez a simulação de aproximação com oito programas diferentes de astronomia e o resultado foi bem diferente daquele fornecido pelo JPL, da NASA. Em nenhum deles o cometa impacta contra Marte, mas a aproximação é realmente grande. Pelo software Stellarium, a distância mínima entre o Planeta Vermelho chega a menos de 750 mil quilômetros de distância. Vistos da Terra, a separação angular entre eles é menor que a metade do tamanho aparente da Lua Cheia. O problema na apresentação dos dados da NASA parece estar relacionado ao tamanho do aplicativo e também pelo método de cálculo, que não tem resolução e precisão suficientes para mostrar uma separação tão pequena entre dois objetos. Até o momento, 7 de fevereiro de 2013, apenas 55 observações foram feitas para determinar o arco da orbita cometária e novas observações deverão refinar melhor o shape orbital, permitindo que novas simulações sejam feitas. No entanto, como o aplicativo da NASA é uma referência tanto para os astrônomos amadores como para o público em geral, até que os dados sejam refinados e a modelagem corrigida a possibilidade de impacto não pode ser descartada.

Fonte: Apolo 11

Cientistas registram pela 1ª vez erupção antes de uma supernova

Cientistas registraram uma erupção de uma estrela pouco mais de um mês antes de ela explodir como uma supernova. Já se acreditava que esse tipo de evento ocorria antes de uma grande explosão estelar, mas o registro do fenômeno pode ajudar os astrônomos a preverem quando esses cataclismos ocorrerão. O estudo foi divulgado na revista especializada Nature. Os pesquisadores utilizaram arquivos do grupo Palomar Transient Factory (PTF), que busca por supernovas II no céu, liderados por Eran Ofek, do Instituto Weizmann, em Israel. Se essas estrelas de grande massa - quando explodem seu núcleo rico em ferro - emitirem hidrogênio, elas serão consideradas uma supernova do tipo II. Se a linha de emissão for estreita, ela é chamada do tipo IIn (de "narrow", "estreito" em inglês). Os cientistas acreditam que essa linha ocorre porque o hidrogênio emitido tem que passar por uma fina camada de matéria emitida anteriormente pela estrela. Contudo, até agora não havia evidências que apoiassem essa teoria. Para isso, a equipe liderada por Ofek utilizou durante quase quatro anos um telescópio robótico montado no observatório Palomar, na Califórnia, para fazer a busca no céu noturno. A cada observação, o equipamento enviava os dados a centenas de quilômetros, para o Laboratório Nacional Berkeley, onde computadores analisavam os dados em busca de eventos que interessassem à pesquisa. Os cientistas poderiam acessar os resultados pela internet. Em 25 de agosto de 2010, os computadores terminaram sua busca. O telescópio havia registrado, a meio bilhão de anos-luz da Terra, uma supernova do tipo IIn na constelação de Hércules. Logo depois, Ofek liderou uma busca por eventos em registros anteriores do PTF na mesma vizinhança estelar e achou um possível percursor para a supernova que havia ocorrido 40 dias antes da explosão. Os astrônomos desenvolveram um modelo em um computador para testar a previsão feita pela teoria e os registros do telescópio. Eles concluíram que a estrela ejetou o equivalente a 100 vezes a massa do Sol em uma concha que se expandiu a 2 mil km/s, 40 dias antes de explodir como supernova. Quando ocorreu a explosão, o material passou por camadas de destroços anteriores, mostrando uma variedade de brilho que funcionou como um registro do passado da estrela. Ao analisar estes dados, os cientistas criaram um modelo do que teria ocorrido: ondas gravitacionais teriam levado a sucessivos episódios de perda de massa pela estrela e que culminaram no colapso e explosão do núcleo. Devido à pequena diferença de tempo entre a "erupção final" e a explosão de supernova, os astrônomos que eles têm uma ligação causal. Os cientistas afirmam que isso pode ter grande importância em estudos futuros sobre os processos "gatilhos" das supernovas. Os pesquisadores afirmam que a análise desse primeiro caso ajudou a identificar outros do mesmo tipo e muitos outros ainda podem ser descobertos. "Apesar de o projeto PTF não coletar mais dados a cada noite, nós ainda nos apoiamos nos recursos do NERSC (Centro de Computação de Pesquisa Científica em Energia, em Berkeley, onde os dados estão guardados) para peneirar nossos arquivos", diz Peter Nugent, pesquisador de Berkeley.

Fonte: Terra

Sonda da Nasa captura imagem do 'cometa do século'

A sonda Deep Impact da Nasa capturou imagens do cometa Ison, que deve iluminar o céu da Terra até 2014 e poderá ser, devido ao seu brilho, o "cometa do século", de acordo com estudiosos. A Deep Impact fez as imagens ao se concentrar no cometa em um período de 36 horas nos dias 17 e 18 de janeiro, quando o cometa ainda estava a cerca de 763 milhões de quilômetros do Sol. O corpo celeste deve passar muito perto do Sol em novembro e, acredita-se, poderá ser visto a olho nu com um brilho intenso na Terra, quem sabe até mesmo durante o dia. O Ison já tem uma cauda de 64 mil quilômetros de extensão, formada por poeira e gases, que ficará visível ao olho nu ainda neste ano, e os cientistas pretendem aproveitar isso para estudar o cometa. "Esta parece ser a primeira viagem deste cometa para dentro do Sistema Solar, e ele deve passar muito mais perto do Sol do que a maioria dos cometas", afirmou o cientista Tony Farnham, da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos. "Por isso, nos oferece uma nova oportunidade de ver como a poeira e o gás congelados neste cometa desde o início de nosso Sistema Solar vão mudar e evoluir quando for muito aquecido durante sua primeira passagem perto do Sol." A sonda Deep Impact foi lançada em 2005 e já conseguiu um feito no estudo de cometas: em sua primeira missão, disparou um projétil que atingiu o cometa Tempel-1 para estudar os destroços liberados com o impacto. O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network. No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela. Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014. No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.

Fonte: Terra

Os braços de M106

Os braços espirais da brilhante galáxia M106 se alastram por este marcante retrato multiquadros, composto de dados de telescópios baseados no chão e no espaço. Também conhecido como NGC 4258, M106 pode ser encontrado na direção da constelação boreal dos Cães de Caça. A distância bem medida até M106 é de 23,5 milhões de anos-luz, fazendo esta cena ter cerca de 80.000 anos-luz de cobertura. Típicas em grandes galáxias espirais, faixas de poeira escura, aglomerados de jovens estrelas azuis, e regiões rosadas de formação estelar povoam os braços espirais que convergem para o núcleo brilhante de estrelas amareladas mais velhas. Mas esta composição detalhada revela traços de dois braços anômalos que não se alinham com os traçadores mais familiares. Vistos aqui em tons vermelhos, filamentos de gás hidrogênio brilhante parecem surgir da região central de M106, evidências de jatos energéticos de material explodindo no disco da galáxia. Os jatos são provavelmente energizados por matéria caindo em um massivo buraco negro central.

Fonte: APOD