domingo, 31 de março de 2013

Como localizar um satélite no céu noturno

Uma das coisas mais interessantes para fazer em astronomia, sem usar um telescópio, é observar os satélites artificiais. No passado havia menos satélites, por isso ver um satélite por acaso era bem mais difícil. Agora temos milhares de Objetos de Baixa Órbita Terrestre (LEO na sigla em inglês), assim é muito comum encontrarmos satélites cruzando o céu noturno, sendo possível visualizar até mais de um ao mesmo tempo. Aqueles pequenos pontos de luz que viajam a grandes velocidades tem nome, função, origem, mas como saber? Alguns deles emitem sinais de rádio quem podem ser captados por nós civis em qualquer parte do mundo. Para descobrirmos quando e onde um satélite vai passar, podemos usar algumas ferramentas online e aplicativos para smartphone. Vamos à lista de ferramentas para ajudar você a encontrar seu satélite favorito.

Rastreador de Satélites da NASA
http://spaceflight.nasa.gov/realdata/tracking/
A NASA oferece em seu site um aplicativo online que apresenta dados em tempo real sobre o voo da Estação Espacial Internacional. A ferramenta é exclusiva para a ISS e possibilita prever quando o satélite estará visível em sua região. Muito útil para ajudar a localizar a posição real da ISS usando apenas o seu browser de Internet.

Rastreamento de Satélites em Tempo Real
http://www.n2yo.com/
Esse é um site que apresenta uma grande tela do Google Maps e mostra a exata posição de qualquer satélite disponível em seu banco de dados. Encontre listas como: satélites lançados recentemente, mais rastreados, geoestacionários, um monte de objetos feitos pelo ser humano pode ser rastreado usando apenas essa ferramenta.

Rastreando Satélites com seu Smartphone
https://play.google.com/store/apps/details?id=com.agi.android.augmentedreality&hl=en
Estamos rodeados de tecnologia, nada melhor que usar seu smartphone para fins astronômicos no rastreamento de satélites. Satellite AR é um aplicativo para android que está disponível no Google Play, sendo capaz de mostrar a posição de qualquer satélite apenas apontando a câmera do smartphone para o céu. Os dados aparecem sobre a sua imagem revelando a posição exata, o nome do satélite, além de mais informações sobre o satélite – incluindo fotos e dados técnicos.

Fonte: Social Astronomia

sábado, 30 de março de 2013

Acorde cedo e veja Mercúrio na elongação máxima

Observar o planeta Mercúrio é uma tarefa bastante difícil. O astro orbita tão perto do Sol que mesmo sendo bastante brilhante fica quase impossível enxerga-lo. Agora, entretanto, a natureza está ao lado dos observadores e o pequeno planeta finalmente está mostrando sua cara! O motivo disso é que Mercúrio está próximo da sua máxima elongação, um momento astronômico que faz com que um astro, quando visto da Terra, pareça estar mais afastado visualmente do Sol, o que favorece sua observação por sofrer menos com o ofuscamento solar. Isso acontecerá com Mercúrio no domingo, 31 de março, quando o planeta atingirá sua máxima elongação ocidental e poderá ser visto por um bom tempo antes do nascer do Sol. Se estivesse na máxima elongação oriental, as observações estariam favorecidas após o pôr-do-Sol, no quadrante oeste. A elongação ocorre devido aos movimentos combinados das translações da Terra e do planeta ao redor do Sol, que fazem com que, aparentemente, o objeto observado fique visualmente mais afastado ou mais próximo do Sol. No caso de Mercúrio, essa separação angular varia entre 18 e 28 graus. Para Vênus, que está mais distante do astro-rei, a separação fica entre 45 e 47 graus, lembrando que cada grau na abóbada celeste equivale ao espaço ocupado por duas luas cheias ou por três punhos fechados estendidos na direção do céu. Mercúrio é o menor planeta do Sistema Solar e também o mais interno a orbitar o Sol. É também um mundo pouco conhecido, pois as explorações a partir de telescópios terrestres não revelam muitas coisas sobre a sua composição. Atualmente, os maiores avanços estão sendo produzidos pelas sondas interplanetárias, especialmente a sonda Messenger, que explora o astro desde 2008. Nem sempre a elongação de Mercúrio é de 28 graus como agora, por isso essa é uma excelente oportunidade para vê-lo com facilidade. Achar Mercúrio no céu também é fácil. É só olhar para o quadrante leste uma hora antes do nascer do Sol. Mercúrio será facilmente reconhecido pelo forte brilho, que o fará brilhar bastante mesmo após o Sol nascer. O espetáculo não está restrito apenas ao domingo, dia 31, mas à medida que os dias passam o planeta voltará a "colar" no Sol. Aí, só na próxima elongação.

Fonte: Apolo 11

A larga cauda do PanSTARRS

Para os observadores do hemisfério norte, o cometa PanSTARRS (C/2011 L4), mesmo se apagando continua acima do horizonte no lado oeste do céu, depois do pôr-do-Sol, mas antes da Lua nascer. De uma perspectiva do planeta Terra, ele continua a revelar uma vasta cauda de poeira. Essa imagem de longa exposição do cometa, feita no dia 21 de Março de 2013, foi realçada para mostrar as impressionantes porém sutis estrias na cauda do PanSTARRS. A imagem mostra um estudo feito na cauda do cometa para identificar essas feições. Podemos ver as linhas chamadas de síncronas e syndynes. As síncronas (linhas pontilhadas longas) traçam a localização dos grãos de poeira lançados do núcleo do cometa ao mesmo tempo e com velocidade zero. As sucessivas linhas síncronas estão separadas por um dia e começam na parte inferior, 10 dias antes da passagem do cometa pelo periélio em 10 de Março de 2013. As syndynes, linhas contínuas, mostram a localização dos grãos de poeira de mesmo tamanho, também lançados com velocidade zero. Os grãos de poeira com largura de 1 mícron localizam-se ao longo da syndyne superior. A largura dos grãos aumenta no sentido anti-horário até grãos com 500 mícron de largura localizados ao longo da syndyne aproximadamente paralela à órbita do cometa (linha curta e pontilhada através do local do núcleo). No modelo, as forças agindo nos grãos de poeira foram assumidas como sendo a gravidade e a pressão da luz do Sol. As estrias periódicas na cauda do PanSTARRS vistas tão de perto seguem as linhas síncronas do modelo. No dia 21 de Março de 2013, o cometa PanSTARRS estava a aproximadamente 180 milhões de quilômetros de distância. Nessa distância, essa foto teria quase que 4 milhões de quilômetros de largura.

Fonte: APOD

quinta-feira, 28 de março de 2013

A Galáxia Perdida

Esta imagem mostra a galáxia NGC 4535, na constelação da Virgem, sobre um fundo repleto de galáxias distantes tênues. A sua aparência quase circular significa que a vemos praticamente de face. No centro da galáxia, vemos uma estrutura em barra bem definida, com faixas de poeira que se curvam acentuadamente antes que os braços espirais saiam das pontas da barra. A cor azulada dos braços espirais indica a presença de um grande número de estrelas quentes jovens. No centro, no entanto, estrelas mais velhas e frias dão um tom amarelado ao bojo da galáxia. Esta imagem no visível foi obtida com o instrumento FORS1 montado num dos telescópios principais de 8,2 metros do Very Large Telescope do ESO. Esta galáxia, que pode também ser vista através de telescópios amadores pequenos, foi inicialmente observada por William Herschel em 1785. Quando observada através de um pequeno telescópio, NGC 4535 tem um aspecto difuso e fantasmagórico, o que inspirou o proeminente astrônomo amador Leland S. Copeland a dar-lhe o nome de “Galáxia Perdida” nos anos 1950. A NGC 4535 é uma das maiores galáxias do aglomerado da Virgem, um aglomerado de grande massa com 2.000 galáxias, a cerca 50 milhões de anos-luz de distância. O aglomerado da Virgem não é muito maior, em termos de diâmetro, do que o Grupo Local - o conjunto de galáxias ao qual pertence a Via Láctea - no entanto, contém quase cinquenta vezes mais galáxias.

Fonte: ESO

Aparecendo como uma estrela dupla

O objeto na imagem acima é conhecido como Jonckheere 900 ou J 900, e é uma nebulosa planetária, ou seja, conchas brilhantes de gás ionizado, expelidas por uma estrela moribunda. Descoberta no começo dos anos 1900, pelo astrônomo Robert Jonckheere, a nebulosa empoeirada é pequena, mas bem brilhante com uma região central relativamente espalhada circundada por bordas filamentares suaves. Apesar da clareza dessa imagem do Hubble, os dois objetos nessa imagem acima podem ser confundidos pelos observadores. A companheira próxima da J 900, uma estrela apagada na constelação de Gemini, muitas vezes causa problemas para os observadores, pois ela está muito próxima da nebulosa, quando observada em condições observacionais ruins, essa estrela parece estar fundida com a J 900, dando a ela uma aparência alongada. A posição do Hubble acima da atmosfera da Terra significa que isso não é um problema para o telescópio espacial. Os astrônomos também já relataram erroneamente observações de uma estrela dupla no lugar desses dois objetos, já que a nebulosa planetária é bem pequena e compacta. A estrela central da J 900 é visível nessa imagem e é muito apagada, mais apagada do que a vizinha da nebulosa. A nebulosa parece mostrar uma estrutura bipolar, onde existem dois lobos distintos de material sendo emanados de seu centro, encapsulados por um brilhante disco oval. Uma versão dessa imagem entrou na competição de processamento de imagens do Hubble conhecida como Hubble’s Hidden Treasures pelo competidor Josh Barrington.

Fonte: Space Telescope

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nave privada pousa no pacífico após missão bem-sucedida no espaço

A cápsula Dragon pousou sem problemas no Oceano Pacífico, ao longo do litoral do México, depois de completar com sucesso sua missão na Estação Espacial Internacional (ISS), confirmou a empresa SpaceX. A nave conclui assim a missão de pouco mais de três semanas na ISS, onde deixou 544 kg de materiais, entre os quais equipamentos destinados a 160 experimentos científicos. Seu pouso com paraquedas no Oceano Pacífico, diante do litoral mexicano, estava previsto para as 13h36 de 26 de março (de Brasília). A cápsula regressou à Terra com uma carga de 1.210 kg, especialmente com amostras e materiais de pesquisa biológica, biotecnológica e física. Esta foi a terceira missão comercial da empresa SpaceX (Space Exploration Technologies) para a ISS. A Dragon foi a primeira nave espacial privada a chegar à Estação Espacial, em maio de 2012. A Nasa aposta na SpaceX e em outras companhias privadas para substituir seu programa de ônibus espaciais, encerrado em julho de 2011, visando abastecer a ISS e transportar astronautas, a partir de 2015.

Fonte: Terra

Astrônomos descobrem novo tipo de explosão estelar

Quando uma estrela com mais de 10 massas solares morre, ejeta no espaço quase toda a sua massa em uma violenta explosão chamada supernova. Agora, pesquisadores descobriram um novo tipo de explosão, muito menor, que batizaram mini supernova. As supernovas são sem dúvida as explosões mais poderosas que podem acontecer no Universo. São tão intensas que seu brilho pode chegar a ser 5 bilhões de vezes mais forte que o nosso Sol e ser vista durante dias mesmo à luz do dia. Existem dois tipos principais de supernovas. O primeiro deles, chamado supernova Tipo Ia, ocorre quando uma estrela do tipo anã branca explode após acrescer massa de uma estrela companheira binária. O segundo tipo, chamado Tipo II, acontece quando o núcleo de uma estrela entre 10 e 100 massas solares esgota seu combustível e colapsa, produzindo um extraordinário pulso de radiação luminosa. Em 2002, pesquisadores perceberam que muitas supernovas eram similares às do Tipo Ia, mas seus brilhos não chegavam 1% do fulgor dessas. Agora, cientistas identificaram 25 novos exemplos de supernovas, classificando-as como Tipo Iax. "A nova classe é essencialmente uma mini supernova", disse o astrofísico Ryan Foley, autor do estudo e ligado ao Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics. "Esse novo tipo pode ser considerado como uma supernova nanica, um novo tipo de explosão estelar em miniatura". Os novos dados sugerem que da mesma forma que supernovas do Tipo Ia, as explosões do tipo Iax também ocorrem em sistemas binários com uma estrela do tipo anã branca. Nas supernovas Tipo Iax, a estrela companheira aparentemente perde seu hidrogênio exterior e o hélio dominante é "sugado" pela anã branca, que aumenta sua massa. Não se sabe exatamente o que acontece durante uma supernova Tipo Iax. Uma das hipóteses é queFonte:  o hélio dominante da estrela companheira entre em fusão nuclear e arremesse uma intensa onda de choque contra a anã branca, fazendo-a detonar. Outra possibilidade é que o hélio acumulado da estrela companheira altere a massa e temperatura da anã branca levando à fusão do carbono e do oxigênio no interior da estrela, provocando sua explosão. Seja como for, parece que em muitas supernovas desse tipo a anã branca sobrevive à explosão, diferente das supernovas do Tipo Ia onde a estrela é totalmente aniquilada. "A estrela será golpeada e ferida, mas pode viver para ver outro dia", disse Foley. "Nós não estamos muito certos do porque apenas uma parte da estrela pode ser destruída e esse é um dos problemas difíceis que estamos trabalhando no momento", explicou. O brilho muito fraco das supernovas Tipo Iax parece que é o maior entrave na observação do fenômeno. "Elas não são raras, são apenas muito difíceis de serem vistas, diferente das supernovas brilhantes que são observadas há mais de 2000 anos", explicou o cientista.

Fonte: Apolo 11

Descoberto acelerador de partículas natural ao redor de Saturno

Há poucos dias, astrofísicos anunciaram ter finalmente comprovado que os raios cósmicos se originam nas distantes e retumbantes supernovas. Enquanto isso, a sonda espacial Cassini cruzava por acaso com algo que parece ser uma lufada especialmente forte de vento solar atingindo Saturno.bDurante esse evento, os instrumentos da sonda detectaram partículas sendo aceleradas a energia ultra-altas, similares à aceleração que acontece ao redor das distantes e poderosas supernovas. Isso é uma ótima notícia - já que não possuímos ainda a tecnologia necessária para viajar até uma supernova, a onda de choque que se forma quando o vento solar se choca com o campo magnético de Saturno, e provavelmente Júpiter, podem se tornar um laboratório inesperado para estudar o fenômeno de geração dos raios cósmicos bem na nossa vizinhança. Já há algum tempo os físicos sabiam da existência de aceleradores de partículas naturais no Universo. O que não se sabia era o quanto eles podem ser eficientes - e que não precisam estar ligados a eventos raros e explosivos. Quando atingem o campo magnético de Saturno em um determinado ângulo, as partículas do vento solar podem ser aceleradas a velocidades próximas à velocidade da luz. Segundo os astrofísicos, essas podem ser a fontes dominantes dos raios cósmicos que permeiam toda a nossa galáxia, e que sempre foram relatados pelos astronautas como flashes de luz que eles viam mesmo quando estavam de olhos fechados. Os raios cósmicos também foram responsáveis pela queda de pelo menos uma sonda espacial, a Phobos-Grunt. Os cientistas detectaram que o fenômeno é particularmente forte quando o vento solar atinge o campo magnético em um alinhamento "quasiparalelo", quando o campo magnético e a "frente" da onda de choque das partículas solares estão quase alinhados. "A Cassini essencialmente nos deu a capacidade de estudar a natureza de um choque de supernova em nosso próprio Sistema Solar, estabelecendo uma ponte com os distantes fenômenos astrofísicos de alta energia que normalmente só são estudados remotamente," disse Adam Master, do Instituto de Ciência Espacial e Astronáutica do Japão.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 26 de março de 2013

Cientistas descobrem que Lua e asteróides partilham história

De acordo com uma equipe de investigadores do Instituto NLSI (Lunar Science Institute) da NASA, o asteróide Vesta, e talvez outros grandes asteróides, têm mais em comum com a Lua da Terra do que se pensava. Tanto Vesta como a Lua parecem ter sido bombardeados pela mesma população de projéteis velozes há quatro bilhões de anos atrás. Apesar do fato de que a Lua está localizada longe do asteróide Vesta, no cinturão principal de asteróides entre as órbitas de Marte e Júpiter, parecem partilhar um pouco da mesma história de bombardeio. As idades radiométricas das rochas lunares recolhidas pelos astronautas das missões Apollo têm sido desde há muito utilizadas para estudar a história do bombardeamento da Lua. Da mesma forma, as idades derivadas de amostras de meteoritos têm sido usadas para estudar a história de colisão de asteróides no cinturão principal. Em particular, os meteoritos howarditos e eucritos (espécies comuns na coleções de meteoritos) têm sido usados para estudar o asteróide Vesta, o seu corpo principal. Agora, pela primeira vez, uma equipe internacional de cientistas ligou estes dois conjuntos de dados, e descobriu que a população de projéteis responsáveis pela formação de crateras e bacias na Lua também impactaram com Vesta a velocidades muito altas, o suficiente para deixar para trás uma série de idades reveladoras dos impactos. Esta pesquisa foi possível graças a um trabalho multidisciplinar, incluindo geoquímica, dinâmica, simulações de eventos de impacto e observações de sondas espaciais. Os resultados foram publicados na edição de Março da revista Nature Geoscience. "É sempre intrigante quando a pesquisa interdisciplinar muda a nossa forma de entender a história do Sistema Solar," afirma Yvonne Pendleton, directora do NLSI. Com a ajuda de simulações em computador, os cientistas determinaram que os meteoritos de Vesta registaram impactos de projéteis invulgarmente velozes, desde há muito desaparecidos. Eles deduziram que este período de bombardeamento esteve relacionado com um momento da história do Sistema Solar, há quatro bilhões de anos atrás, em que os gigantes gasosos, como Júpiter e Saturno, migraram das suas órbitas originais para a sua localização atual. As conclusões da equipe suportam a teoria de que este reposicionamento dos planetas gigantes gasosos destabilizaram partes do cinturão de asteróides e desencadearam um bombardeamento de asteróides a nível de todo o Sistema Solar. Este evento, chamado "Cataclismo Lunar" ou "Último Grande Bombardeamento", puxou muitos asteróides para órbitas que os fez colidir com a Terra e com a Lua. A pesquisa fornece novas restrições sobre o início e duração do cataclismo lunar, e demonstra que o cataclismo foi um evento que afetou não apenas os planetas do Sistema Solar interior, mas também o cinturão de asteróides. A interpretação dos howarditos e eucritos pela equipe foi melhorada por observações recentes da superfície de Vesta pela sonda Dawn da NASA. Além disso, a equipe usou os modelos dinâmicos mais recentes da evolução do cintuão principal para descobrir a fonte provável destes projéteis de alta velocidade. A equipe determinou que a população de projéteis que atingiu Vesta também tinha órbitas que atingiram a Lua a altas velocidades. "Parece que os meteoritos asteroidais mostram sinais de que o cinturão principal perdeu muita massa há quatro bilhões de anos atrás, em que a massa escapou colidindo com os asteróides sobreviventes do cinturão principal e a Lua a altas velocidades, afirma Simone Marchi, a autora principal do artigo, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste em Boulder, no estado americano do Colorado e do Instituto Planetário e Luna em Houston, Texas. "A nossa pesquisa não só apoia a teoria corrente, como a leva para o próximo nível de conhecimento." Esta pesquisa revela uma ligação inesperada entre Vesta e a Lua, fornecendo novos meios para o estudo da história do bombardeio inicial dos planetas terrestres.

Fonte: Astronomia On-line

Vagalume galático

Essa charmosa e brilhante galáxia, conhecida como IRAS 23436+5257, foi registrada pelo Telescópio Espacial Hubble, das agências espaciais, NASA e ESA. Essa galáxia está localizada na constelação do céu do hemisfério norte da Cassiopéia, que foi denominada assim, em homenagem a uma arrogante, vaidosa e ainda assim bela rainha mítica. A estrutura contorcida, parecida com uma minhoca da galáxia, é o resultado muito provavelmente de uma colisão e da subsequente fusão de duas galáxias. Essas interações são muito comuns em todo o universo, e elas podem variar de interações menores envolvendo uma galáxia satélite sendo capturada por uma galáxia espiral, até colisões galáticas gigantescas. A fricção entre o gás e a poeira durante uma colisão podem ter efeitos gigantescos nas galáxias envolvidas, dando diferentes formas para as galáxias originais além de criar interessantes estruturas novas. Quando você olha com calma e tranquilidade para o céu noturno, nem sempre é fácil registrar o dinâmico e vibrante ambiente com galáxias inteiras em movimento, girando como brinquedos de crianças e colidindo e se cruzando no céu. Os movimentos, logicamente são extremamente lentos e ocorrem durante períodos de milhões ou até mesmo bilhões de anos. O resultado dessas colisões galáticas ajuda os cientistas a entenderem como esses movimentos ocorrem e o que pode estar guardado para a nossa própria galáxia que está em rota de colisão com a vizinha galática, a Messier 31. Uma versão dessa imagem entrou no Hubble’s Hidden Treasures, uma competição de processamento de imagens, pelo competidor Judy Schmidt. O Hidden Treasures foi uma iniciativa criada para convidar os entusiastas da astronomia para pesquisar no arquivo de imagens do Hubble por belos exemplos que nunca antes tinham sido vistos pelo público em geral. A competição já foi finalizada e os resultados foram publicados aqui: http://www.spacetelescope.org/announcements/ann1211/

Fonte: Space Telescope

segunda-feira, 25 de março de 2013

Vídeo mostra bola de fogo cruzando estados da costa leste dos EUA


Uma pequena bola de fogo foi registrada na noite de sexta-feira sobre a costa leste dos EUA. O objeto se rompeu na alta atmosfera antes de atingir o solo provocando um clarão que foi registrado por uma câmera de segurança. Pelo relato de testemunhas, o objeto se partiu em três pedaços e provocou um estampido, mas não há informação de que a passagem em alta velocidade tenha produzido alguma onda de choque. Futuros testemunhos poderão confirmar ou não essa informação. A queda do meteoro foi registrada por uma câmera de segurança de um estacionamento na cidade de Seaford, no estado do Delaware, mas não mostra qualquer fragmento resultante da ruptura, talvez devido à distância ou baixa resolução da câmera. Informes locais indicam que o meteoro se deslocou no sentido sudeste. Normalmente, rochas com mais de 30 quilos de massa inicial não se desintegram totalmente na atmosfera e seus fragmentos podem ser encontrados na forma de meteoritos após atingirem o solo. Pelas imagens mostradas esse meteoróide tinha aproximadamente o tamanho de uma laranja e foi totalmente pulverizado pelo calor do atrito na atmosfera. Pelas imagens, o brilho aparente do bólido atingiu magnitude negativa de -5, cerca de duas vezes e meia mais brilhante que o planeta Vênus. A Terra é constantemente bombardeada por pequenos asteróides e outros detritos espaciais, criando uma espécie de garoa de meteoros, alguns são tão brilhantes que podem ser vistos até mesmo de dia. De acordo com cálculos feitos pelo astrônomo Bill Cooke, ligado à Nasa, bolas de fogo tão brilhantes quanto o planeta Vênus, como esse meteoro, ocorrem mais de 100 vezes por dia.

Fonte: Apolo 11

domingo, 24 de março de 2013

“Curiosity” envia imagens de uma montanha em Marte maior que o Everest

O robô “Curiosity” que está em missão pela NASA em Marte desde o dia 6 de agosto de 2012, enviou uma imagem panorâmica incrível de uma montanha mais alta que o Monte Everest. Chamada de Aeolis Mons, mas conhecida oficialmente como Monte Sharp, a montanha em Marte possui 5,5 km, a partir do centro da cratera Gale, tornando a sua base para o pico maior do que qualquer montanha da Terra. No Monte Everest a base até o pico possui 4,6 km. Monte Sharp é um enorme monte com camadas de sedimentos erodidos elevados acima da cratera que o Curiosity estava explorando. As encostas inferiores do Monte Sharp permanecem sendo o destino final da missão, apesar do robô Curiosity gastar ainda muitas semanas ao redor da região chamada "Baía Yellowknife”, onde recentemente pesquisadores encontraram evidências de que Marte no passado poderia ter sido um ambiente propício à vida microbiana. As imagens do Monte Sharp foram tiradas por uma lente de telefoto 100 milímetros montado no lado direito do mastro do Curiosioty, em 20 de setembro do ano passado, no dia que a missão completava 45 dias sobre o PlanetaVermelho. A NASA enviou duas versões da imagem em mosaico. Uma versão do mosaico foi balanceada para mostrar o terreno como ele seria visto sob a iluminação da Terra, onde o céu é da cor azul. As imagens balanceadas ajudam cientistas a reconhecerem materiais rochosos com base na experiência terrestre. Para um observador humano em Marte, o céu sobre o planeta seria parecido com uma cor caramelo. Na versão do mosaico com a cor bruta, parece uma cena obtida pela máquina de um celular. Em ambas as versões a cor do céu foi preenchida com informações capturadas de outras imagens do terreno. O projeto Mars Science Laboratory da NASA está usando o Curiosity e mais 10 instrumentos para investigar a história ambiental dentro da cratera Gale. A altura do Monte Sharp é a mesma da maior montanha lunar “Mons Huygens”, mais alto do que o “Mons Hadley” descoberto em 1971 por exploradores a bordo da Apollo 15. Na semana passada, a NASA anunciou que a análise de uma amostra da rocha coletada em Marte poderia ter ingredientes químicos essenciais para o desenvolvimento de vida primitiva. Os cientistas identificaram enxofre, nitrogênio, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono, onde o robô Curiosioty perfurou de uma rocha sedimentar perto de um leito antigo. Michael Meyer, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte pela NASA, declarou: "A questão fundamental para esta missão é se Marte poderia ter apoiado um ambiente habitável. Pelo que sabemos agora, a resposta é sim". O Curiosity é o robô mais avançado e sofisticado enviado até Marte, com um laboratório integrado e com instrumentos modernos capazes de transmitir análises complexas. Ele tem seis rodas e é equipado com 10 instrumentos científicos e mede 2,2 m de altura. O projeto custou 2,5 bilhões de dólares e alguns dos objetivos da missão está na investigação do clima e a geologia de Marte, avaliar se a Cratera Gale ofereceu condições ambientais favoráveis à vida microbiana, dentre outros estudos.

Fonte: Jornal Ciência

Lua de Júpiter possui sal semelhante ao encontrado nos oceanos da Terra

Júpiter, o maior planeta do sistema solar, possui uma massa 318 vezes maior que a da Terra. Como se não bastasse sua grandiosidade ele ainda possui 66 satélites, quatro deles descobertos em 1610 por Galileu Galilei. A “Europa” é conhecida como uma das “luas de Galileu”, e de acordo com uma pesquisa recente cientistas descobriram um composto de sal em sua superfície. O satélite Europa apresenta uma superfície gelada e coberta de rachaduras marrom-avermelhada, que sempre foram motivos de muitas pesquisas. O volume de água presente em Europa chega a ser duas ou três vezes maior do que a água presente nos oceanos da Terra. Utilizando o telescópio Keck, no Havaí, pesquisadores mapearam a superfície de Europa, através de ondas infravermelhas com uma resolução 40 vezes maior do que obtidas anteriormente. Foi possível observar a presença de sal de sulfato de magnésio, encontrado apenas em metade da lua. A água congelada de Europa seria deste modo semelhante ao sabor salgado dos oceanos da Terra. Os pesquisadores acreditam que a origem dos sais pode sair do próprio oceano gigantesco dessa lua. Alguns destes sais contêm magnésio que se combina com o enxofre, o que explica o sulfato de magnésio visto apenas de um lado de Europa. O mar do outro lado contém algum outro composto de magnésio, provavelmente o cloreto de magnésio. Os oceanos de Europa são ricos também em sulfato, sódio e cloreto de potássio. O NaCl ou cloreto de sódio, é o nosso famoso sal de cozinha, encontrado em abundância em todos os oceanos da Terra. A presença destes compostos reforça a idéia de alguns cientistas que afirmam que essa lua poderia abrigar organismos vivos semelhantes aos encontrados em nosso próprio planeta. Devido à capa de gelo que protege os oceanos das adversidades do espaço, seria possível que Europa abrigasse vida como nos nossos mares. A pesquisa será publicada na próxima edição da revista Astronomical Journal.

Fonte: Jornal Ciência

Estrela Vermelha de Hind

A imagem acima mostra a Estrela Vermelha de Hind, uma bem conhecida estrela de carbono localizada na constelação de Lepus. Estrelas de carbono possuem uma atmosfera estelar que contém mais carbono do que oxigênio. A estrela de Hind é também apagada para ser vista a olho nu, exceto em locais extremamente escuros. Ela localiza-se a sudoeste da estrela Rigel, a brilhante estrela que representa o tornozelo esquerdo de Órion. De onde essa foto foi feita no sul da Inglaterra, a estrela de Hind aparece muito baixa no horizonte. De fato, para o astrônomo que fez essa imagem poder ver a estrela, ele teve que esperar o movimento para que a estrela se posicionasse no intervalo entre dois conjuntos de árvores que ele tem no seu horizonte sul. A estrela Vermelha de Hind é uma estrela do tipo variável. Ela flutua em brilho entre uma magnitude aparente de aproximadamente +5.5 até +11.7, com um período de 418 a 441 dias. Pode-se notar estrelas azuis nas proximidades da estrela de carbono avermelhada. Estranhamente, sempre tem se visto pelo menos uma estrela brilhante azul perto de uma estrela de carbono. A imagem acima foi feita no dia 20 de Janeiro de 2013 e processada por Noel Carboni, na Flórida.

Fonte: EPOD

sábado, 23 de março de 2013

Encontrado buraco negro e estrela que orbitam entre si a cada 2,4h

MAXI, o telescópio japonês juntamente com o telescópio espacial Swift identificaram uma estrela e um buraco negro que orbitam entre si uma vez a cada 2,4 horas. É um feito surpreendente. A Terra, por exemplo, demora 365,25 dias para dar uma volta completa em torno do Sol, a viagem dura cerca de 30 km por segundo, o que se comparado à estrela e o buraco negro descobertos em 2010, torna a Terra uma competidora bem lenta. O buraco negro, chamado J1659-152, é aproximadamente três vezes o tamanho do Sol, e a estrela anã vermelha que orbita o buraco negro é cerca de 20% menor do que o Sol. A distância entre o Sol e a Terra é de 150 milhões de km, já a estrela anã vermelha e o buraco negro tem uma distância de apenas um milhão de quilômetros. Foi o telescópio da ESA, XMM-Newton, que descobriu o período orbital da estrela em uma investigação que levou quase 15 horas. Além disso, verificou-se um mergulho regular de emissão de raios-X, que foi causado, de acordo com a ESA, pela borda irregular de disco do buraco negro obscurecendo os raios-X quando o sistema gira. Foi a partir desses mergulhos, que o telescópio conseguiu cronometrar o período orbital de apenas 2,4 horas, o que significa um novo recorde registrado. Anteriormente, o recorde registrado era a órbita de 3,2 horas de uma estrela e um buraco negro. A velocidade que a estrela anã vermelha precisa desempenhar para dar uma volta tão rápida em torno do buraco negro é de aproximadamente 150 mil quilômetros por hora. O autor da pesquisa do Centro Europeu de Astronomia Espacial da ESA comentou: “A estrela companheira gira em torno do centro da massa comum a um ritmo vertiginoso, quase 20 vezes mais rápido do que a Terra orbita o Sol”.

Fonte: Jornal Ciência

Motores do foguete da missão Apollo são resgatados do fundo do Oceano Atlântico

No ano passado, o fundador da Amazon.com Jeff Bezos anunciou que ele tinha localizado alguns dos motores de foguetes F-1 da Apollo e ele planejava recuperá-los. Ele a equipe da então chamada Bezos Expedition recuperaram com sucesso os foguetes que ajudaram a impulsionar os astronautas da Apollo para a Lua e agora levaram esses foguetes F-1 para casa, disse Bezos em uma mensagem para a NASA. No site oficial da Expedição Bezos, ele chamou a recuperação dos foguetes de uma aventura incrível. “Esse é um achado histórico e eu quero parabenizar a equipe pela sua determinação e perseverança na recuperação desses importantes artefatos dos nossos primeiros esforços de mandar seres humanos além da órbita da Terra”, disse o administrador da NASA, Charlie Bolden. “Nós vamos tentar recuperar e restaurar esses motores e queremos aplaudir a equipe de Bezos por ter feito com que esses artefatos históricos tornassem disponíveis para o público”. Não existe nenhum indicativo de que vôos da missão Apollo, os foguetes recuperados por Bezos eram. No ano passado, quando Bezos fez o anúncio, ele disse que teria encontrado os foguetes da nave Apollo 11, mas pode ser muito difícil de determinar exatamente de qual vôo eles eram. No total a NASA lançou 65 motores F-1, cinco por vôo, em 13 foguetes Saturno V, entre 1967 e 1973. Supostamente deveriam existir números de série que tornariam a identificação mais fácil. Bezos indicou em seu blog que eles ainda continuarão a bordo, e que talvez outras descobertas possam acontecer. Cinco motores F-1 foram usados no S-IC de 138 pés de altura, ou o primeiro estágio de cada Saturno V, que dependia de cinco clusters de foguete para se ter os 7.5 milhões de pounds necessários para ele decolar. Cada motor tinha 19 pés de altura, por 12 pés de largura com um peso de 18.000 pounds. Bezos e a sua equipe passaram três semanas no mar, trabalhando a quase 3 milhas abaixo da superfície do mar. “Nós encontramos muita coisa”, escreveu Bezos. “Nós achamos uma terra encantada debaixo d’água, um incrível jardim de esculturas de foguetes retorcidos F-1 que contam a história de final de vida fogoso, e que serviu de testamento para o programa Apollo. Nós fotografamos muito objetos lindos e agora estamos recuperando muitas dessas peças. Cada peça trazida ao convés me lembrava os milhares de engenheiros que trabalharam juntos para tentar fazer o que todos até então achavam uma missão impossível, ou seja, levar o homem até a Lua”.

Fonte: Cienctec

sexta-feira, 22 de março de 2013

Herschel descobre algumas das estrelas mais jovens alguma vez vista

Astrônomos descobriram algumas das estrelas mais jovens alguma vez vistas, graças ao Observatório Espacial Herschel, uma missão da ESA com contribuições da NASA. Contribuíram para os resultados observações do Telescópio Espacial Spitzer da NASA e do Telescópio APEX (Atacama Pathfinder Experiment) no Chile, uma colaboração que envolve o Instituto Max Planck para Radioastronomia, na Alemanha, o Observatório Espacial Onsala na Suécia e o ESO na Alemanha. Densos envelopes de gás e poeira rodeiam estrelas recém-nascidas, conhecidas como protoestrelas, o que dificulta a sua detecção. As 15 protoestrelas recentemente observadas apareceram de surpresa num estudo da maior região de formação estelar perto do nosso Sistema Solar, localizada na constelação de Órion. A descoberta dá aos cientistas um olhar sobre uma das fases iniciais e menos compreendidas da formação estelar. "O Herschel revelou o maior conjunto de jovens estrelas numa única região de formação estelar," afirma Amelia Stutz, autora principal de um artigo a ser publicado na revista The Astrophysical Journal e investigadora pós-doutorada no Instituto Max Planck para Astronomia em Heidelberg, Alemanha. "Com estes resultados, estamos mais perto de testemunhar o momento em que uma estrela começa a formar-se." As estrelas ganham vida a partir do colapso gravitacional de nuvens massivas de gás e poeira. Esta passagem de gás frio para uma bola de plasma super-quente a que chamamos de estrelas é relativamente rápido pelos padrões cósmicos, durante apenas algumas centenas de milhares de anos. A descoberta de protoestrelas nas suas fases mais iniciais, de mais curta-duração e mais tênues é um desafio. Os astrônomos há muito que investigam o berçário estelar no Complexo da Nuvem Molecular de Órion, uma vasta coleção de nuvens que formam estrelas, mas não tinham visto as protoestrelas recém-identificadas até que o Herschel observou a região. "Os estudos anteriores não observaram as protoestrelas mais densas, frias, jovens e potencialmente mais extremas em Órion," afirma Stutz. "Estas fontes podem ser capazes de nos ajudar a entender melhor como o processo de formação estelar prossegue nos primeiros estágios, quando a maior parte da massa estelar é edificada e as condições físicas são as mais difíceis de observar." O Herschel espiou as protoestrelas no infravermelho distante, que pode brilhar através das densas nuvens que rodeiam as estrelas-bebê e que bloqueiam comprimentos de onda mais curtos e energéticos, incluindo a luz que os nossos olhos vêm. O instrumento PACS (Photodetector Array Camera and Spectrometer) do Herschel recolheu a radiação infravermelha em comprimentos de onda de 70 e 160 micrômetros, comparável com a espessura de um cabelo humano. Os investigadores compararam essas observações com estudos anteriores das regiões de formação estelar em Órion obtidas pelo Spitzer. As protoestrelas extremamente jovens identificadas com o Herschel, mas demasiado frias para serem discernidas nos dados do Spitzer, foram posteriormente verificadas com observações de ondas de rádio a partir do telescópio terrestre APEX. "As nossas observações fornecem um primeiro vislumbre sobre protoestrelas que apenas começaram a 'brilhar' em comprimentos de onda no infravermelho distante, realça Elise Furlan, co-autora do estudo, associada pós-doutoral de pesquisa no NOAO (National Optical Astronomy Observatory) em Tucson, no estado americano do Arizona. Das 15 protoestrelas recém-descobertas, 11 possuem cores muito avermelhadas, o que significa que o seu "output" de luz tende a ser para o lado pouco energético do espectro electromagnético. Este resultado indica que as estrelas estão ainda embebidas num casulo gasoso, o que significa que são muito jovens. Outras sete protoestrelas vistas anteriormente pelo Spitzer partilham esta característica. Juntas, estas 18 protoestrelas constituem apenas 5% das protoestrelas e candidatas a protoestrelas em Órion. Este valor implica que as estrelas mais jovens passam talvez 25.000 anos nesta fase do seu desenvolvimento, um mero piscar de olhos considerando que uma estrela como o nosso Sol vive durante cerca de 10 bilhões de anos. Os pesquisadores esperam documentar cronologicamente cada estágio de desenvolvimento de uma estrela, um pouco como um álbum de família, desde antes do nascimento até à infância, quando os planetas podem também tomar forma. "Com estas descobertas recentes, adicionamos uma importante foto que faltava ao álbum de família do desenvolvimento estelar," afirma Glenn Wahlgren, cientista do programa Herschel na sede da NASA em Washington. "O Herschel permitiu-nos estudar as estrelas na sua infância."

Fonte: Astronomia On-line

Fiat Lux! Novo mapa sugere que Universo tem 13.82 bilhões de anos

Uma nova e emblemática imagem construída com dados do telescópio espacial Planck revelou que o Universo é 100 milhões de anos mais velho do que o estimado, sugerindo que a expansão da matéria ocorre mais lentamente do que o pensado atualmente. A imagem foi divulgada nesta quinta-feira pela Agência Espacial Européia, ESA, e mostra em detalhes a primeira luz observada 380 mil anos após o Big Bang, a explosão primordial que deu origem ao Universo. Conhecida pelos astrofísicos como radiação cósmica de fundo (CMB), a luz registrada pelo telescópio Planck retrata os instantes iniciais quando o Universo começou a resfriar e sua temperatura já havia baixado a cerca de 2.700 graus Celsius. Antes desse momento, o Universo era tão denso e quente que as ondas eletromagnéticas não conseguiam se propagar através do plasma. Somente após esse período inicial o Universo se resfriou e expandiu, permitindo que a luz (ondas eletromagnéticas) se propagasse. Desde então essa luz continua se propagando pelo espaço e pode ser detectada no comprimento de onda das micro-ondas, especialidade do telescópio Planck. "Nós ousamos olhar bem de perto para o Big Bang e isso nos permitiu ter uma visão vinte vezes mais precisa do que tínhamos até agora", disse Jean-Jacques Dordain, diretor-geral da Agência Espacial Européia. A imagem gerada pelo telescópio Planck foi baseada em 15 meses de observação e de acordo com os novos estudos, a idade atual do Universo é agora de 13.82 bilhões de anos. A radiação cósmica de fundo (CMB) é uma manifestação eletromagnética prevista teoricamente por George Gamov, Ralph Alpher e Robert Herman em 1948 e comprovada acidentalmente em 1965 pelos físicos estadunidenses Arno Penzias e Robert Wilson. Pela descoberta, Penzias e Wilson receberam em 1978 o Prêmio Nobel de Física. A CMB permeia todo o Universo e tem uma frequência de pico de 160,4 GHz (comprimento de onda de 1.9 mm), centrado na faixa das micro-ondas. Atualmente, essa radiação é muito fria, apenas 2.7 graus acima do Zero Absoluto, de -273°C. O que a imagem mostra é uma série de nuances colorizadas que realçam as diferenças de temperatura de acordo com as densidades de cada região. Para os cosmologistas, essas sutis diferenças portam a "semente" de todas as estrelas e galáxias do Universo. De modo geral, os dados coletados pelo telescópio Planck são consistentes com o chamado "Modelo Padrão", que afirma que as variações da CMB foram causadas por flutuações quânticas e aleatórias ocorridas durante um breve período de expansão acelerada, chamada inflação. Por outro lado, o novo mapa também revela algumas discrepâncias e aponta para idéias tentadoras que vão além do Modelo Padrão, já que algumas variações detectadas não correspondem às sugeridas pelo Modelo Padrão de grande escala, embora sejam bastante fiéis em escalas menores. Além disso, imagens do modelo padrão sobrepostas àquelas observadas revela pontos frios muito maiores do que o esperado em algumas áreas específicas do céu. O novo mapa do Big Bang deverá ajudar os cientistas a distinguir entre as diferentes teorias sobre o início do Universo e o conhecimento exato das anomalias será fundamental para que se possa determinar com precisão sua composição e evolução, desde o princípio até os dias atuais.

Fonte: Apolo 11

quinta-feira, 21 de março de 2013

O fim do mundo marciano pode ocorrer em outubro de 2014

O Cometa C/2013 A1 foi detectado pela primeira vez em 3 de janeiro, o primeiro descoberto este ano em 2013. Segundo cálculos, ele irá passar a cerca de 37.000 quilômetros de distância da superfície de Marte, mas, as órbitas dos cometas são imprevisíveis e podem mudar à medida que se aproximam do Sol, pois, devido à sua composição, pode haver erupções de gases, o que faria com que sua rota mudasse de percurso, se afastando ou entrando em rota de colisão com o planeta vermelho. Estima-se que o núcleo do cometa seja de até 49 quilômetros de diâmetro, se movendo a uma velocidade de 193.000 km/h, dando-lhe enorme energia cinética. O renomado Astrônomo Phil Plait, autor do blog Slate's Bad Astronomy, calculou que, mesmo que se o cometa for de 14 km de diâmetro, uma estimativa baixa, um impacto com Marte causaria uma explosão de um bilhão de megatons. Isso é, diz ele: “25 milhões de vezes maior do que a maior arma nuclear já testada na Terra”. Como asteróides, os cometas são grandes pedaços de rocha espacial que orbitam nosso sistema solar. Mas, ao contrário dos asteróides, os cometas são embalados com gelo. Esse gelo não é necessariamente apenas água, também há elementos como o dióxido de carbono e monóxido de carbono, que na Terra, geralmente, conhecemos apenas como gases, mas que no curso gelado do espaço se congelam no núcleo do cometa. No momento o C/2013 A1 está a mais de um bilhão de quilômetros do Sol, em algum lugar depois de Júpiter, ou seja, ainda é muito frio. À medida que a órbita do cometa o arremessa em direção ao Sol, essas substâncias passam do estado sólido para o gasoso, o que muitas vezes causam erupções na superfície do cometa, alterando a rota do cometa. Com essa evaporação de gases, o núcleo do planeta fica envolto em uma nuvem difusa, chamada de 'coma', composto pelos gases e pedaços de escombros do cometa rochoso, podendo ter centenas de quilômetros de diâmetro. Isso significa que uma erupção pode ser maior que a distância que ele irá passar da superfície de Marte, e “se isso acontecer vai ser uma chuva de meteoros dos deuses para o planeta vermelho”, escreve Plait. Mesmo que o núcleo não atinja Marte, o efeito será apocalíptico para o planeta. Plait diz que o cometa deixaria uma cicatriz de centenas de quilômetros em Marte. E para as bases de observatórios na Terra seria ainda pior, já que, certamente, destruiria as sondas que estão em órbita e na superfície do planeta: “O material ejetado viria rigorosamente para o planeta e seria enviado para todas as direções na órbita de Marte”, segundo os escritos de Plait, “seria como estar orbitando em um tiro de espingarda”. De acordo com os cálculos, o cometa deve passar por Marte em Outubro de 2014.

Fonte: Jornal Ciência

Galáxia próxima da Via Láctea registra supernova 'sumindo'

Os astrônomos que estudam o resultado de uma supernova muito brilhante na galáxia espiral NGC 1637 - relativamente próxima da Via Láctea - divulgaram nesta quarta-feira uma imagem do fenômeno. A galáxia, situada a cerca de 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Rio Erídano, teve sua aparência serena perturbada pelo aparecimento da supernova - a morte ofuscante de estrelas, que pode brilhar mais intensamente do que a radiação combinada de bilhões de estrelas nas suas galáxias hospedeiras. Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos obtiveram muitas fotografias de uma nova supernova na galáxia espiral NGC 1637, relatada pela primeira vez em 1999 pelo Observatório Lick na Califórnia. Depois da sua explosão, o brilho da supernova tem sido cuidadosamente monitorizado pelos cientistas, que observam o seu declínio relativamente lento ao longo dos anos. A estrutura em espiral aparece na imagem de forma muito distinta, com traços azulados de estrelas jovens, nuvens de gás brilhante e camadas de poeira obscurante. Embora pareça um objeto relativamente simétrico, possui algumas particularidades interessantes. É um tipo de galáxia a que os astrônomos chamam espiral irregular: o braço em espiral mais aberto, em cima e à esquerda, estende-se em torno do núcleo muito mais longe do que o braço mais compacto e curto, em baixo e à direita, que parece ter sido dramaticamente cortado ao meio. Espalhadas por toda a imagem, podemos ver estrelas mais próximas e galáxias mais distantes que, por acaso, se encontram na mesma direção no céu.

Fonte: Terra

quarta-feira, 20 de março de 2013

Robô Curiosity encontrou uma pedra brilhante bastante curiosa em Marte

O robô Curiosity da NASA, que está em missão no Planeta Vermelho, continua revelando segredos sobre a superfície marciana. Desta vez, foi encontrada uma pedra na cor branca, bastante brilhante, apelidada de "Tintina". A rocha indica a presença de minerais hidratados, do tipo que vemos na Terra, indicando a presença de água na região. A pedra foi apresentada durante a 44ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, em Woodlands, Texas. Durante o evento, foi noticiado que outra falha ocorreu no robô Curiosity e obrigou o veículo a ficar em uma pausa prolongada e inesperada. Curiosity entrou no "modo de segurança" automaticamente no começo da madrugada de domingo (horário de Brasília), enquanto operava com um dos seus dois computadores principais. Ele usa memória flash, o que economiza espaço, mas que também é vulnerável à radiação do espaço. Mas segundo a NASA, o modo de segurança foi ativado quando um arquivo de comando falhou durante uma verificação do software de proteção ao robô. "Nós podemos apenas apagar o arquivo, que não precisamos mais, e nós sabemos como evitar que isso ocorra no futuro” disse Richard Cook gerente de projetos do Curiosity. No entanto, a partir do dia 04 de abril, a NASA irá parar de enviar e receber mensagens do Curiosity, durante quatro semanas, porque a Terra e Marte estarão em posições opostas em torno do Sol, bloqueando quaisquer sinais. Enquanto isso, a descoberta da pedra Tintina move outras pesquisas, assim como o anúncio da semana passada, onde Curiosity encontrou minerais de argila em uma rocha perfurada. A presença de argila indica que o Ph da água é neutro, o que mostra que ela estaria própria para o consumo. “Tintina é o mais branco e mais brilhante objeto encontrado até agora em Marte” disse Melissa Rice do Instituto de Tecnologia da Califórnia, revelando que o solo de Marte não é tão monocromático como se pensava. A descoberta de Tintina foi no dia 17 de janeiro, ao passar as rodas do robô sobre a pedra.

Fonte: Jornal Ciência

Satélite europeu estuda 'luz mais antiga do universo'

Cientistas europeus divulgam, na próxima quinta-feira, novas imagens da "luz mais antiga" do universo compiladas pelo satélite europeu Planck. As imagens devem fornecer informações sem precedentes sobre as origens e a evolução do cosmos. A expectativa é de que o Planck possa dizer o que aconteceu nos primeiros milionésimos de bilionésimos de segundo depois do Big Bang, quando o universo que podemos observar hoje ocupava quase nenhum espaço. O satélite foi lançado em 2009 para fazer mapas de temperatura do céu e, nesta semana, os dados finalmente serão divulgados para a comunidade científica mundial. O Planck colheu uma amostra da "luz mais antiga" do cosmos - a luz que finalmente conseguiu se espalhar no espaço quando o universo havia esfriado o suficiente para permitir a formação de átomos de hidrogênio. Antes desse momento, tendo o cosmos 375 mil anos de existência, a temperatura seria tão alta que toda a luz teria "ricocheteado" e permanecido aprisionada em uma neblina de matéria ionizada. O universo era opaco, de acordo com a teoria. A luz "fóssil" ainda é evidente hoje. Ela banha a Terra com um brilho quase uniforme que, graças à expansão do universo, agora pode ser vista em frequências de micro-ondas. Medições precisas dessa radiação cósmica são críticas para a cosmologia, já que qualquer modelo proposto do universo tem de conseguir explicá-la. Satélites americanos, incluindo a missão histórica COBE, de 1989 - que deu o prêmio Nobel ao americano John Mathers -, já levantaram informações surpreendentes examinando a radiação, como a idade do universo - 13,7 bilhões de anos - e sua composição - 4,6% de matéria atômica; 24% de matéria escura e 71,4% de energia escura. As pesquisas revelaram ainda que o universo é "achatado", o que quer dizer que o espaço segue as regras da geometria euclidiana, em que linhas retas podem ser estendidas ao infinito e os ângulos de um triângulo somam 180 graus. E permitiram ainda estimar que a formação das primeiras estrelas tenha ocorrido cerca de 400 milhões de anos após o Big Bang. "(O satélite) Planck tem sensibilidade e resolução suficientes para conseguir extrair ainda mais informação", disse Mathers à BBC. "Agora, a pergunta é: eles fizeram as coisas certas com os dados? Espero que haja algo surpreendente. O que queremos é (a descoberta de) algum fenômeno novo." A equipe européia por trás do Planck apresentará mapas do céu em nove frequências - seis a mais do que o COBE e três a mais do que seu sucessor americano, o WMAP, que foi lançado em 2001. Essa varredura mais ampla foi planejada para dar à missão da Agência Espacial Européia uma visão mais nítida e limpa da radiação cósmica de fundo. É com essa visão aguçada que o Planck tentará encontrar "algum novo fenômeno", que tenha acontecido antes mesmo do marco de 375 mil anos após o Big Bang, quando estima-se que a luz começou a se espalhar pelo universo.

Fonte: Terra

Imagens de radar de Goldstone mostram o asteróide 2013 ET

Uma sequência de imagens de radar do asteróide 2013 ET, foi obtida no dia 10 de Março de 2013, pelos cientistas da NASA usando a antena de 70 metros da Deep Space Network em Goldstone, na Califórnia, quando o asteróide passou a 1.1 milhões de quilômetros de distância da Terra, ou algo em torno de 2.9 vezes a distância da Lua. As imagens de radar sugerem a forma irregular para o objeto que tem no mínimo 40 metros de largura. As 18 imagens de radar foram feitas num intervalo de 1.3 horas. Durante esse intervalo, o asteróide completou somente uma fração de sua rotação, sugerindo que ele gira uma vez a cada poucas horas em torno de seu próprio eixo. As observações de radar foram lideradas pela cientista Marina Brozovic e Lance Benner do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA na Califórnia. O radar é uma poderosa técnica para estudar as características de asteróides como tamanho, forma, rotação, feições superficiais e rugosidade da superfície além de melhorar o cálculo da órbita dos asteróides. As medidas de radar das distâncias dos asteróides e de suas velocidades muitas vezes permitem o cálculo da órbita de um asteróide mais além no futuro do que seria possível se observações de radar não fossem realizadas. A NASA detecta, rastreia e caracteriza asteróides e cometas que passam perto da Terra usando tanto telescópios baseados no espaço como na Terra. O Near-Earth Object Observations Program, comumente chamado de Spaceguard, descobre esses objetos, caracteriza um subconjunto deles, e plota suas órbitas para determinar se eles poderiam ser potencialmente perigosos para o nosso planeta. O JPL gerencia o Near-Earth Object Program Office para o Science Mission Directarate da NASA em Washington. O JPL é uma divisão do Instituto de Tecnologia, em Pasadena na Califórnia. Mais informações sobre os asteróides e os near-Earth Objects podem ser encontradas em: http://www.jpl.nasa.gov/asteroidwatch. Mais informações sobre a pesquisa de asteróides por radar podem ser encontradas em: http://echo.jpl.nasa.gov/. Mais informações sobre a Deep Space Network podem ser encontradas em http://deepspace.jpl.nasa.gov/dsn.

Fonte: Cienctec

Sonda Voyager é o primeiro objeto humano a deixar o Sistema Solar

Pela primeira vez, um objeto fabricado pelo homem atingiu o abismo cósmico além dos confins do nosso Sistema Solar. A sonda espacial americana Voyager 1 é o primeiro veículo a iniciar a jornada pelo espaço profundo. Lançada da Terra em 1º de setembro de 1977, a missão vinha percorrendo as bordas da heliosfera mais rapidamente do que qualquer outro objeto fabricado pelo homem até hoje. A descoberta científica será publicada na revista especializada Geophysical Research Letters. No entanto, a Nasa (agência espacial americana) permanece cética quanto a essa conclusão. "O consenso entre a equipe da missão é que a Voyager ainda não deixou o Sistema Solar", afirmou um especialista da Nasa à Time, por e-mail. A instituição deve lançar um comunicado em breve a esse respeito. As duas sondas Voyager foram lançadas em 1977, com um mês de intervalo, e seguem em bom estado e funcionando. A Voyager 1 já percorreu 18 bilhões de quilômetros desde a Terra, e a Voyager 2 está atualmente a 15 bilhões de quilômetros do Sol. O programa de exploração tinha por objetivo estudar planetas do sistema solar. As duas sondas passaram por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, incluindo 48 luas. A potência de suas baterias nucleares deve manter a missão ainda por alguns anos. Apenas por volta de 2030 não haverá mais energia na sonda. Os dados obtidos pelos nove instrumentos a bordo de cada uma das sondas fizeram desta missão a mais bem sucedida da história da exploração do sistema solar. As Voyagers revelaram numerosos detalhes dos anéis de Saturno e permitiram descobrir os anéis de Júpiter. Também transmitiram as primeiras imagens precisas dos anéis de Urano e de Netuno, descobriram 33 novas luas e revelaram atividade vulcânica em Io, além da estranha estrutura de duas luas de Júpiter.

Fonte: Terra

terça-feira, 19 de março de 2013

Imagem mostra lua Mimas flutuando sobre Saturno e seu hexágono polar norte

Saturno e seu hexágono polar norte deixam a sua lua Mimas anã enquanto ela flutua sobre o limbo do planeta. O Anel A de Saturno também aparece na parte mais a direita da imagem. Mimas tem 396 quilômetros de diâmetro. Essa imagem foi feita em direção ao lado iluminado pelo Sol dos anéis de Saturno a aproximadamente 21 graus acima do plano dos anéis. A imagem foi feita com a câmera de grande angular da sonda Cassini, no dia 28 de Novembro de 2012, usando um filtro espectral sensível aos comprimentos de onda da luz infravermelha próxima, centrada em 752 nanômetros. A imagem acima foi obtida a uma distância aproximada de 797.000 quilômetros de Saturno e com o conjunto, Sol-Saturno-Cassini em fase com ângulo de 4 graus. A escala da imagem é de 44 quilômetros por pixel. A missão Cassini-Huygens é um projeto cooperativo da NASA, da Agência Espacial Européia e da Agência Espacial Italiana. O Laboratório de Propulsão a Jato, uma divisão do Instituto de Tecnologia da Califórnia, em Pasadena, gerencia a missão para o Science Mission Directorate da NASA em Washington. O módulo orbital Cassini e suas duas câmeras a bordo foram desenhadas, desenvolvidas, e montadas no JPL. O time de imageamento fica baseado no Space Science Institute em Boulder no Colorado.
Para mais informações sobre a missão Cassini-Huygens, visite: http://saturn.jpl.nasa.gov ou http://www.nasa.gov/cassini. O site da equipe de imageamento da sonda Cassini é: http://ciclops.org

Fonte: Cienctec

segunda-feira, 18 de março de 2013

O ALMA reescreve a história da formação estelar intensa no Universo

Pensa-se que os episódios de formação estelar mais intensos ocorreram no Universo primordial, em galáxias brilhantes de grande massa. Estas galáxias com formação estelar explosiva convertem enormes reservatórios de gás e poeira cósmica em novas estrelas a uma taxa impressionante - muitas centenas de vezes mais depressa do que a formação estelar que ocorre nas mais plácidas galáxias em espiral como a nossa Galáxia, a Via Láctea. Ao olhar para longe no espaço, para galáxias tão distantes que a sua luz demorou muitos milhares de milhões de anos a chegar até nós, os astrônomos conseguem observar esta fase bem atarefada do Universo jovem. “Quanto mais distante estiver uma galáxia, mais longe no tempo estamos a ver, por isso ao medir distâncias podemos reconstruir a linha cronológica de quão vigorosa é a formação estelar no Universo nas diferentes épocas da sua história de 13,7 bilhões de anos,” disse Joaquin Vieira (California Institute of Technology, EUA), que liderou a equipe e é também o autor principal do artigo na revista Nature. A equipe internacional de investigadores descobriu inicialmente estas distantes e enigmáticas galáxias com formação estelar explosiva, utilizando o South Pole Telescope (SPT) de 10 metros, da Fundação Científica Nacional dos EUA, e seguidamente o ALMA para observar as galáxias com mais pormenor e explorar a formação estelar no Universo primordial. Os cientistas ficaram surpreendidos ao descobrir que muitas destas galáxias longínquas e poeirentas que estão a formar estrelas, se encontram ainda mais longe do que o esperado, o que significa que, em média, os episódios de formação estelar intensa ocorreram há 12 bilhões de anos atrás, quando o Universo tinha menos de 2 bilhões de anos - 1 bilhão mais cedo do que o que se pensava anteriormente. Duas destas galáxias são as mais distantes deste tipo de galáxias alguma vez observadas - estão tão distantes que a sua luz começou a sua viagem quando o Universo tinha apenas 1 bilhão de anos. Mais ainda, numa destas galáxias recorde, detectou-se água entre as moléculas observadas, o que marca as observações de água mais distantes no cosmos publicadas até à data. A equipe usou a sensibilidade sem precedentes do ALMA para capturar a radiação emitida por 26 destas galáxias no comprimento de onda dos três milímetros. Esta radiação a comprimentos de onda característicos é produzida por moléculas de gás nestas galáxias, sendo os comprimentos de onda esticados pela expansão do Universo ao longo dos milhares de milhões de anos que a luz demora a chegar até nós. Ao medir os comprimentos de onda esticados, os astrônomos podem calcular quanto tempo a luz demorou a chegar e assim colocar cada galáxia no lugar certo da história cósmica. “A sensibilidade do ALMA e a observação em largos intervalos de comprimentos de onda que o telescópio permite, significam que podemos medir cada galáxia em apenas alguns minutos - cerca de cem vezes mais depressa do que antes,” disse Axel Weiss (Max-Planck-Institut für Radioastronomie, Bona, Alemanha), que liderou o trabalho da medição das distâncias às galáxias. “Anteriormente, uma medição como esta teria sido um laborioso processo de combinar dados, tanto de telescópios ópticos como de rádio telescópios.” Na maioria dos casos, as observações ALMA foram suficientes para determinar as distâncias, no entanto, para algumas das galáxias a equipe combinou os dados ALMA com medições obtidas com outros telescópios, incluindo o Atacama Pathfinder Experiment (APEX) e o Very Large Telescope do ESO. Os astrônomos utilizaram apenas uma rede parcial com 16 das 66 antenas gigantes que fazem parte do ALMA, uma vez que o observatório na altura ainda estava a ser construído, a uma altitude de 5.000 metros no remoto Planalto do Chajnantor, nos Andes chilenos. Quando estiver completo, o ALMA será ainda mais sensível e poderá detectar galáxias ainda mais tênues. Por ora, os astrônomos observaram as mais brilhantes e além disso tiveram uma ajuda da natureza: utilizaram lentes gravitacionais, um efeito previsto pela teoria da relatividade geral de Einstein, onde a radiação emitida por uma galáxia distante é distorcida pelo efeito gravitacional de uma galáxia mais próxima de nós, que atua como uma lente, fazendo com que a fonte longínqua pareça mais brilhante. Para compreender precisamente de quanto é que a lente gravitacional tornava mais brilhante as galáxias de fundo, a equipe obteve imagens muito nítidas destas galáxias, utilizando observações ALMA no comprimento de onda dos 0,9 milímetros. “Estas belas imagens obtidas com o ALMA mostram as galáxias de fundo distorcidas em arcos múltiplos de luz, conhecidos como anéis de Einstein, que rodeiam as galáxias mais próximas,” disse Yashar Hezaveh (McGill University, Montreal, Canadá), que liderou o estudo das lentes gravitacionais. “Estamos a usar a enorme quantidade de matéria escura que rodeia as galáxias a meio caminho como um telescópio cósmico, para fazer com que galáxias ainda mais distantes pareçam maiores e mais brilhantes.” A análise da distorção revela que algumas das galáxias longínquas com formação estelar intensa apresentam um brilho equivalente a 40 bilhões de sóis, sendo que as lentes gravitacionais amplificaram até 22 vezes este valor. “Apenas algumas galáxias com este efeito de lente gravitacional tinham sido descobertas anteriormente nos comprimentos de onda do submilímetro, mas agora o SPT e o ALMA descobriram dúzias delas,” disse Carlos de Breuck (ESO), um membro da equipe. “ Este tipo de ciência era feita anteriormente nos comprimentos de onda do visível com o Telescópio Espacial Hubble, mas os nossos resultados mostram que o ALMA é uma ferramenta muito mais poderosa neste campo de investigação.”

Fonte: ESO

domingo, 17 de março de 2013

Planetas tipo-terra em zonas habitáveis são mais comuns do que se pensava

De acordo com uma nova análise por cientistas da Universidade Penn State, o número de planetas potencialmente habitáveis é maior do que se pensava. E alguns desses planetas estão provavelmente escondidos em torno de estrelas próximas. "Nós estimamos agora que se observássemos 10 das estrelas pequenas mais próximas, encontraríamos mais ou menos 4 planetas potencialmente habitáveis," afirma Ravi Kopparapu, investigador pós-doutorado em geociências. "Esta é uma estimativa conservadora," acrescenta. "Podem haver mais." Kopparapu detalha as suas conclusões num artigo aceito para publicação na revista Astrophysical Journal Letters. Nele, recalcula a generalidade de planetas do tamanho da Terra nas zonas habitáveis de estrelas de baixa massa, também conhecidas como anãs-M ou anãs vermelhas. Os cientistas concentram-se nas anãs-M por várias razões, explica. A órbita de planetas em torno de anãs-M é muito curta, o que permite aos cientistas recolher dados sobre um maior número de órbitas num período mais curto de tempo que em estrelas tipo-Sol, que têm zonas habitáveis maiores. As anãs-M também são mais comuns que estrelas como o Sol, o que significa que podem ser observadas em maior número. De acordo com os seus resultados, "a distância média até ao planeta potencialmente habitável mais próximo é de cerca de 7 anos-luz. Isto é aproximadamente metade da distância de estimativas anteriores," afirma Kopparapu. "Existem cerca de oito estrelas frias até 10 anos-luz de distância, por isso de modo conservador, podemos esperar encontrar cerca de três planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis." O trabalho segue um estudo recente por cientistas do Centro Harvard-Smithsonian para Astrofísica que analisaram 3987 anãs-M para calcular o número de candidatos a planetas do tamanho da Terra em zonas habitáveis de estrelas frias - uma região em torno de uma estrela onde os planetas rochosos são capazes de sustentar água líquida e, portanto, vida. Esse estudo usou os limites de zonas habitáveis calculados em 1993 por Jim Kasting, agora professor Evan Pugh no Departamento de Geociências da Universidade de Penn State. Kopparapu notou que as suas conclusões, com base em dados do Kepler, não refletiam as estimativas mais recentes para determinar se planetas caem dentro da zona habitável. Estas novas estimativas são baseadas num modelo atualizado desenvolvido por Kopparapu e seus colaboradores, usando informação sobre a absorção de água e dióxido de carbono que não estava disponível em 1993. Kopparapu aplicou as suas conclusões no estudo da equipe de Harvard, usando o mesmo método de cálculo, e descobriu que existem planetas adicionais nas zonas habitáveis recém-determinadas. "Usei os nossos novos cálculos das zonas habitáveis e descobri que existem quase três vezes mais planetas tipo-Terra nas zonas habitáveis de estrelas de baixa massa do que em estimativas anteriores," afirma Kopparapu. "Isto significa que planetas do tamanho da Terra são mais comuns do que se pensava, e que é um bom sinal para a detecção de vida extraterrestre."

Fonte: Astronomia On-line

quinta-feira, 14 de março de 2013

Cassini sobrevoa pela última vez a congelada lua Réia de Saturno

A sonda Cassini da NASA, capturou essas imagens ainda brutas e sem processamento da lua de Saturno Réia, durante o seu sobrevôo realizado no último dia 9 de Março de 2013. Esse sobrevôo marcou o último encontro programado da missão com Réia e somente o quarto encontro planejado com o satélite em toda a missão da Cassini. A sonda Cassini sobrevoou Réia a uma altitude de 997 km. Esse sobrevôo foi planejado com o objetivo principal de usar o Radio Science Sub-system, ou RSS para medir o campo de gravidade de Réia. Durante a sua maior aproximação e enquanto o RSS estava medindo o campo gravitacional do satélite congelado, a equipe de imageamento pegou uma carona e registrou 12 imagens da superfície rugosa e congelada de Réia. Saindo de Réia, as câmeras da Cassini capturaram um conjunto de imagens globais a uma distância de 269.000 km que mostram a antiga e altamente povoada com crateras, superfície da segunda maior lua de Saturno. Os cientistas ainda estão tentando entender algumas das feições curiosas que eles observaram nas imagens de Réia, incluindo uma estreita fratura, ou graben, curvo. Um graben é um bloco de solo, mais baixo com relação ao terreno ao redor e delimitado por desfiladeiros de ambos os lados. Essa feição parece ser incrivelmente recente, cortando a maior parte das crateras, com poucas crateras sobrepostas.

Fonte: Cienctec

quarta-feira, 13 de março de 2013

Descoberto sistema estelar mais próximo desde 1916

De acordo com um artigo que será publicado na revista Astrophysical Journal Letters, um par de estrelas recém-descobertas é o terceiro sistema estelar mais próximo do Sol. A dupla é o sistema mais próximo descoberto desde 1916. A descoberta foi feita por Kevin Luhman, professor de Astronomia e Astrofísica da Universidade Penn State e investigador do Centro para Exoplanetas e Mundos Habitáveis da mesma instituição. Ambas as estrelas no novo sistema binário são "anãs marrons", que são estrelas demasiado pequenas em massa para se tornarem quentes o suficiente para despoletar a fusão do hidrogênio. Como resultado, são muito frias e tênues, mais parecidas com um planeta gigante como Júpiter do que uma estrela brilhante como o Sol. "A distância a esta anã marrom é de 6,5 anos-luz - tão perto que as transmissões televisivas da Terra de 2006 está agora lá chegando," afirma Luhman. "Vai ser um excelente terreno de caça planetária porque está muito próximo da Terra, o que torna muito mais fácil ver todos os planetas que orbitam qualquer das anãs marrons." Uma vez que é o terceiro sistema mais próximo, num futuro distante poderá ser um dos primeiros destinos para expedições tripuladas fora do nosso Sistema Solar, afirma Luhman. O sistema estelar é chamado "WISE J104915.57-531906" porque foi descoberto num mapa de todo o céu obtido pelo satélite WISE (Wide-field Infrared Survey Explorer) da NASA. Está apenas um pouco mais longe do que a segunda estrela mais próxima, a estrela de Barnard, que foi descoberta a 6 anos-luz do Sol em 1916. O sistema estelar mais próximo consiste das estrelas Alpha Centauri, descoberta em 1839 a 4,4 anos-luz e da mais tênue Proxima Centauri, descoberta em 1917 a 4,2 anos-luz. Edward Wright, investigador principal do WISE, disse: "um dos principais objetivos ao propôr o WISE era encontrar as estrelas mais próximas do Sol. WISE 1049-5319 é de longe a estrela mais próxima encontrada até ao momento com os dados WISE, e as ampliações deste sistema binário que podemos obter com grandes telescópios como o Gemini e o futuro Telescópio Espacial James Webb vão-nos dizer muito sobre as estrelas de baixa massa conhecidas como anãs marrons". Os astrônomos há muito que especulavam acerca da possível presença de um objeto distante e tênue em órbita do Sol, que é às vezes chamado de Nêmesis. No entanto, conclui Luhman, "nós podemos descartar que o novo sistema duplo é o tal objeto porque move-se pelo céu demasiado depressa para estar em órbita do Sol." Para descobrir o novo sistema estelar, Luhman estudou as imagens do céu que o satélite WISE obteve durante um período de 13 meses que terminou em 2011. Durante a sua missão, o WISE observou cada ponto no céu 2 a 3 vezes. "Nestas imagens, era capaz de saber se este sistema movia-se rapidamente através do céu - uma bela pista que indicava que provavelmente estava muito perto do nosso Sistema Solar," afirma Luhman. Depois de perceber o seu rápido movimento nas imagens do WISE, Luhman foi em busca da detecção do sistema suspeito em estudos estelares mais antigos. Ele descobriu que de fato tinha sido detectado em imagens entre 1978 e 1999 pelo "Digitized Sky Survey", pelo "Two Micron All-Sky Survey", e pelo "Deep Near Infrared Survey of the Southern Sky". "Com base no movimento deste sistema binário nas imagens do estudo WISE, fui capaz de extrapolar no passado para prever onde deveria ter sido localizado nos estudos mais antigos e, com certeza, lá estava ele," acrescenta Luhman. Ao combinar as detecções do sistema estelar em vários estudos, Luhman foi capaz de medir a sua distância via paralaxe, que é o deslocamento aparente de uma estrela no céu devido à órbita da Terra em torno do Sol. Ele então usou o telescópio Gemini South em Cerro Pachón, no Chile, para obter o seu espectro, o que demonstrou que tinha uma temperatura muito fria e, portanto, eram anãs marrons. "Como um bônus inesperado, as imagens nítidas do Gemini também revelaram que o objeto era na realidade não apenas uma estrela, mas um par de anãs marrons que orbitavam uma à outra," realça Luhman. "Foi um monte de trabalho de detetive," afirma Luhman. "Existem milhares de milhões de pontos de luz no céu, e o mistério é saber qual - se algum deles - pode ser uma estrela que está muito perto do nosso Sistema Solar."

Fonte: Astronomia On-line

Curiosity descobre vestígios de um ambiente favorável à vida numa antiga rocha marciana

Resultados divulgados ontem pelos cientistas da missão Curiosity sugerem que Marte poderá ter sustentado no passado condições favoráveis à vida tal como a conhecemos. Dados recolhidos pelos instrumentos CheMin (Chemistry and Mineralogy) e SAM (Sample Analysis at Mars) em amostras de rocha pulverizada indicam que Yellowknife Bay, a área que o Curiosity está neste momento a explorar, terá sido a zona terminal de um antigo sistema fluvial ou leito de um lago. Este ambiente poderá ter providenciado gradientes químicos e outras condições propícias para a vida microbiana. John Klein é composto por argilitos de grão fino que contêm argilas, sulfatos e outros minerais. A rocha exibe, ainda, na sua superfície evidências de múltiplos períodos caracterizados por condições úmidas, incluindo veios e nódulos. As argilas resultam do contato de água doce com minerais ígneos como a olivina, também detectada nas amostras analisadas. No caso de John Klein, as argilas encontradas poderão ter sido formadas por reações químicas no local de repouso do depósito sedimentar, durante o seu transporte desde a orla da cratera Gale, ou a montante do sistema fluvial, no local de origem dos materiais que o compõem. A presença de sulfato de cálcio nas amostras sugere que as condições no local eram neutras ou ligeiramente alcalinas. Aparentemente, este antigo ambiente úmido era radicalmente diferente de outros ambientes extremamente oxidantes, hipersalinos ou altamente acídicos, presentes no passado noutros locais do planeta vermelho. A variedade de compostos químicos identificados em John Klein surpreendeu os investigadores da missão. O instrumento SAM detectou enxofre, azoto, hidrogênio, oxigênio, fósforo e carbono – ingredientes essenciais para a vida. Foram encontradas, ainda, misturas de compostos químicos com diferentes níveis de oxidação, o que revela uma abundância de possíveis fontes de energia química essenciais para a sustentação dos processos biológicos. Os cientistas da missão planeiam manter o Curiosity em Yellowknife Bay por mais algumas semanas. Depois de concluídos todos os trabalhos na área, o robô iniciará a sua viagem até ao sopé do monte Sharp, local onde investigará camadas de sedimentos mais recentes, em busca das argilas e dos sulfatos identificados a partir da órbita marciana.

Fonte: AstroPT

Teria a Via Láctea engolido outras galáxias?

Uma descoberta recente pode alterar a história da Via Láctea: um estudo publicado no Monthly Notices of the Royal Astronomical Society (“Notícias Mensais da Real Sociedade Astronômica”) afirma que nossa galáxia absorveu uma galáxia satélite menor 10 milhões de anos atrás, em um evento que teria culminado com o encontro dos buracos negros centrais das galáxias. A colisão teria sido tão forte que teria arremessado um grupo de estrelas antigas para fora do núcleo a hipervelocidades. As astrônomas Kelly Holley-Bockelmann, da Universidade Vanderbilt (na cidade de Nashville, Tenesse, EUA), e Tamara Bogdanović, do Instituto de Tecnologia da Geórgia (Atlanta, EUA), chegaram a esta teoria a partir da observação das assim chamadas Bolhas de Fermi, duas bolhas gigantescas e difusas de raios-gama que estão emergindo do centro da galáxia, acima e abaixo do plano galáctico. Atualmente, elas têm 25.000 anos-luz de comprimento. Acredita-se que o raio-gama que emitem seja resultado de colisão de partículas lançadas do centro galáctico em altas velocidades. O que chamou a atenção das astrônomas foi que a borda das bolhas é bem nítida, o que sugere um evento bastante abrupto, e que teria ocorrido poucos milhões de anos atrás, período que corresponde também à idade de estrelas jovens no centro galáctico. Segundo Holley-Bockelmann, “o gás foi perturbado pela passagem de uma galáxia satélite, e parte deste gás formou estrelas, enquanto o resto acabou sendo engolido pelo buraco negro, e as Bolhas de Fermi seriam o ‘arroto’ explosivo que o buraco negro lançou depois de ter lanchado o gás”. A reconstrução da história do evento começa cerca de 13 bilhões de anos atrás, quando a pequena galáxia satélite disparou em direção ao centro da Via Láctea. À medida que caía, ia gravitacionalmente perdendo suas estrelas e matéria escura até se tornar um esqueleto do que era antes. A pequena galáxia satélite, ou o que restou dela, teria atingido finalmente o centro galáctico da nossa galáxia alguns milhões de anos atrás, na forma de um buraco negro e um véu de estrelas e matéria escura. Apesar de estar tão despida de sua matéria original, o que restou da galáxia ainda tinha massa suficiente para perturbar o gás que orbitava o nosso centro galáctico, fazendo com que parte dele explodisse em estrelas e o resto caísse no nosso buraco negro supermassivo, que teria então emitido o “arroto” explosivo na forma das Bolhas de Fermi. Mas esta ainda não é toda a história: há ainda o destino do buraco negro central da galáxia satélite, que teria se ligado ao nosso buraco negro central e formado um buraco negro binário. O movimento do par binário teria arremessado milhares de estrelas que estavam por perto para longe. Segundo as pesquisadoras, estas estrelas estariam, agora,a 10.000 anos-luz de suas órbitas originais. Com esta teoria, as astrônomas explicariam não apenas as Bolhas de Fermi, mas também o fato de que a região central da nossa galáxia tem poucas estrelas velhas, e tem vários aglomerados com estrelas novas.

Fonte: Hypescience

terça-feira, 12 de março de 2013

Satélite russo se choca contra lixo espacial

Um pequeno satélite russo foi severamente danificado depois de ter sido atingido por um dos inúmeros fragmentos de lixo espacial originados da explosão de um satélite chinês. O evento ocorreu em 22 de janeiro, mas só agora foi confirmado após investigação feita por uma agência privada. De acordo com o especialista em tecnologia espacial T.S. Kelso, a colisão danificou o satélite retrorefletor russo BLITS (Ball Lens In The Space), uma esfera refletiva de 8 kg lançada em setembro de 2009 e que estava sendo usada em experimentos geofísicos e em medições através de pulsos de raios laser. Segundo Kelso, o satélite foi atingido por um dos fragmentos do satélite Fengyun 1C, criados depois que a China o destruiu propositalmente em 2007 durante um teste de seu sistema antimíssil. Depois da destruição, cerca de 3 mil pedaços do satélite permaneceram em órbita e até hoje continuam caindo em direção à Terra, o que obriga as agências espaciais manterem constante vigilância para evitar choques dos satélites de órbita baixa com os restos de lixo espacial. As primeiras evidências de que alguma coisa estava errada com o BLITS foram reportadas em 4 de fevereiro, quando os cientistas russos Vasiliy Yurasov e Andrey Nazarenko, ligados ao Instituto de Engenharia para Precisão Instrumental, da Rússia (CSSI), perceberam uma mudança significativa na órbita do satélite. Além da mudança do plano orbital, Yurasov e Nazarenko também perceberam que a atitude (posição angular do satélite no espaço) e a velocidade de spin (giro do satélite sobre seu eixo) também estavam alteradas. No dia 28 de fevereiro, o International Laser Ranging Service, ILRS, confirmou que o nano satélite havia se chocado com um fragmento de lixo espacial e que as medições realizadas pelo BLITS estavam seriamente comprometidas. O ILRS é um órgão internacional suportado pelo Goddard Space Flight Center, da Nasa, que coordena as medições feitas com pulsos de raios laser em todo o mundo. "A colisão alterou abruptamente os parâmetros orbitais do BLITS", informou em comunicado o ILRS. Segundo o órgão, o spin passou de 5.6 segundos antes da colisão para 2.1 segundos. De acordo com Kelso, a colisão entre os dois objetos espacial foi descoberta somente após uma exaustiva análise das órbitas de centenas de satélites e dos inúmeros fragmentos de lixo espacial. Segundo os cientistas russos, a mudança orbital ocorreu precisamente em 22 de janeiro às 07h57 UTC. De posse desse dado, Kelso simulou a passagem de milhares de fragmentos que pudessem cruzar a órbita de BLITS no instante informado. O trabalho descobriu que apenas um objeto - um fragmento do Fengyun 1C - cruzou o caminho do BLITS naquele dia e com menos de 10 segundos de diferença do horário informado. "Embora a distância prevista parece impedir uma colisão, o fato de que a aproximação ocorreu dentro de 10 segundos após a passagem estimada faz parecer muito provável que este pedaço do Fengyun 1C realmente colidiu com o BLITS", disse Kelso. Estima-se que haja no espaço cerca de 600 mil fragmentos maiores que 1 centímetro e pelo menos 16 mil maiores que 10 cm, o que torna a colisão entre esses objetos e os satélites em orbita uma grande preocupação para as agências espaciais. Pelo menos duas vezes por ano a Estação Espacial Internacional precisa fazer manobras para evitar a colisão com o lixo espacial e à medida que os detritos das colisões ou destruições propositais caem para as orbitas mais baixas, onde estão a ISS e grande parte dos satélites científicos, aumentam também os riscos de colisão.

Fonte: Apolo 

segunda-feira, 11 de março de 2013

Será que esta estrela é mais velha que o próprio universo?

Há décadas cientistas tentam calcular com precisão a idade da HD 140283 (mais conhecida como “Estrela Matusalém”): estimativas feitas no início dos anos 2000 sugerem que ela teria 16 bilhões de anos – mais do que a idade estimada do universo (13,8 bilhões de anos). Recentemente, porém, novas observações deram base para estimativas mais precisas. Graças ao Telescópio Hubble, da NASA, descobriu-se que a Estrela Matusalém fica a 190,1 anos-luz da Terra – um dado cinco vezes mais preciso do que o anterior, obtido pelo satélite Hipparcos, da Agência Espacial Européia. Com essa informação em mãos, é possível medir o brilho da estrela e, assim, deduzir diversas de suas propriedades (inclusive sua idade). De acordo com teorias atualmente aceitas, é possível estimar a idade de uma estrela com base em seu índice de combustão e a quantidade de determinados elementos químicos presentes. “Junte todos esses ingredientes e você terá uma idade de 14,5 bilhões de anos, com uma incerteza residual que torna a idade da estrela compatível com a do universo”, explica Howard Bond, do Instituto de Ciência de Telescópio Espacial em Baltimore (EUA). “Essa é a melhor estrela do céu para fazer cálculos de idade precisos, em virtude de sua proximidade e brilho”. Novas observações devem reduzir ainda mais a idade máxima da HD 140283. Além de antiga, a estrela é veloz: ela se desloca a uma velocidade de quase 1,29 milhões de km/h, o que permite que ela atravesse um trecho do céu com a largura angular da lua cheia em “apenas” 1,5 mil anos.

Fonte: Hypescience