domingo, 30 de junho de 2013

Panstarrs: o cometa da anti-cauda

Uma vez conhecido como o cometa do pôr-do-Sol na Terra, o PanSTARRS, ou o C2011 L4 está agora alto no céu durante toda a noite, mas somente para os observadores do hemisfério norte. Telescópios são necessários para rastrear seu progresso à medida que ele se apaga e segue para a região externa do Sistema Solar. Mas devido ao fato do planeta Terra ter passado através do plano orbital do cometa no final do mês de Maio de 2013, o PanSTARRS também será lembrado pela sua impressionante e longa anti-cauda. Essa perspectiva de lado olhando ao longo da larga cauda de poeira, enquanto ela é gerada para trás do cometa criou a aparência de uma anti-cauda apontando na direção sul, de volta para o Sistema Solar interno. Registrado no dia 27 de Maio de 2013, esse mosaico panorâmico com 13 imagens, mostrado acima em sua visão positiva e negativa, segue a anti-cauda do PanSTARRS, enquanto ela se estica por mais de 7 graus desde a coma do cometa na parte mais a direita. A anti-cauda foi provavelmente muito mais longa, mas se perdeu na luz brilhante da Lua. As estrelas do aglomerado estelar NGC 188 em Cepheus no fundo podem ser vistas ao longo do caminho perto da parte superior esquerda da imagem.

Fonte: APOD

Grupo de astrônomos descobre pela primeira vez usando a técnica do trânsito estelar, exoplanetas em aglomerados de estrelas

Todas as estrelas começam suas vidas em grupos. A maior parte das estrelas, incluindo o Sol, nasceu em pequenos e benignos grupos que rapidamente se separaram. Outras se formaram em imensos e densos aglomerados que sobreviveram por bilhões de anos como aglomerados estelares. Dentro desses ricos e densos aglomerados, as estrelas disputam um espaço com milhares de vizinhas enquanto que a radiação forte, e os violentos ventos estelares varrem o espaço interestelar arrancando a matéria prima de formação de planetas das estrelas próximas. Aparentemente esse seria um local pouco provável para se encontrar mundos alienígenas. Porém, a 3.000 anos-luz de distância da Terra, no aglomerado estelar NGC 6811, os astrônomos encontraram dois planetas menores que Netuno orbitando estrelas parecidas com o Sol. A descoberta foi publicada na revista Nature, e mostra que os planetas podem se desenvolver mesmo nesses aglomerados lotados de estrelas. “Os velhos aglomerados estelares representam um ambiente muito diferente do que o lugar onde o Sol nasceu e de outras estrelas que possuem planetas”, disse o principal autor do estudo Soren Meibom do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA). “E nós pensamos que os planetas talvez não pudessem se formar facilmente e sobreviver no estressante ambiente dos densos aglomerados, em parte pelo fato de por muitos anos não termos encontrado nenhum planeta nesse tipo de ambiente”. Os dois novos mundos alienígenas apareceram em dados da sonda Kepler da NASA. O Kepler caça planetas por meio da técnica de trânsito, ou seja, quando esses objetos cruzam a frente do disco das suas estrelas. Durante o trânsito, as estrelas apresentam uma queda no seu brilho, que depende do tamanho do planeta, permitindo assim que o tamanho do exoplaneta seja determinado. O Kepler-66b e o Kepler-67b são ambos menores do que três vezes o tamanho da Terra, ou seja, têm um tamanho equivalente a três quartos do planeta e por isso são chamados de mini-Netunos. Dos mais de 850 exoplanetas conhecidos atualmente, somente quatro – todos com tamanho similar ou maior do que Júpiter em massa – foram encontrados em aglomerados. O Kepler-66b e o 67b são os menores exoplanetas encontrados em aglomerados estelares, e os primeiros planetas encontrados em aglomerados observados por meio da técnica de trânsito em suas estrelas hospedeiras, o que permite a medição de seus tamanhos. Meibom e seus colegas mediram a idade do NGC 6811 em um bilhão de anos. O Kepler-66b e o Kepler-67b se juntam assim, a um pequeno grupo de exoplanetas que possuem sua idade, distância e tamanho determinados com precisão. Considerando o número de estrelas observadas pelo Kepler no NGC 6811, a detecção de dois planetas implica que a frequência e as propriedades dos planetas em aglomerados abertos são consistentes com os planetas ao redor de estrelas de campo, ou seja, estrelas que não estão em aglomerados ou em associações de estrelas, na Via Láctea. “Esses planetas são extremos cósmicos”, disse Meibom. “Encontrá-los significa que pequenos planetas podem ser formados e sobreviver por no mínimo um bilhão de anos, mesmo em ambientes caóticos e hostis”. Com sede em Cambridge, Mass., o Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (CfA) é uma colaboração conjunta entre o Smithsonian Astrophysical Observatory e o Harvard College Observtory. Os cientistas do CfA, estão organizados em seis divisões de pesquisa, e estudam a origem, a evolução e o destino final do universo.

Fonte: Cienctec

Três planetas na zona habitável de uma estrela próxima

Uma equipe de astrônomos combinou novas observações de Gliese 667C com dados obtidos anteriormente pelo instrumento HARPS, montado no telescópio de 3,6 metros do ESO, no Chile, e revelou um sistema com pelo menos seis planetas. Três destes planetas são super-Terras orbitando em torno da estrela numa região onde a água pode existir sob forma líquida, o que torna estes planetas bons candidatos à presença de vida. Este é o primeiro sistema que se descobre, onde a zona habitável se encontra repleta de planetas. Gliese 667C é uma estrela muito estudada. Com cerca de um-terço da massa do Sol, faz parte de um sistema estelar triplo conhecido como Gliese 667 (também referido como GJ 667), situado a 22 anos-luz de distância na constelação do Escorpião. Encontra-se muito próximo de nós - na vizinhança solar - muito mais próximo do que os sistemas estelares investigados com o auxílio de telescópios tais como o telescópio espacial caçador de planeta, Kepler. Estudos anteriores de Gliese 667C descobriram que a estrela acolhe três planetas, situando-se um deles na zona habitável. Agora, uma equipe de astrônomos liderados por Guillem Anglada-Escudé da Universidade de Göttingen, Alemanha e Mikko Tuomi da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido, voltaram a estudar o sistema, re-analisando os dados anteriores e acrescentando ao cenário já conhecido algumas observações novas do HARPS e dados de outros telescópios. Encontraram evidências da existência de até sete planetas em torno da estrela. Estes planetas orbitam a terceira estrela mais tênue do sistema estelar triplo. Os outros dois sóis seriam visíveis como um par de estrelas muito brilhantes durante o dia e durante a noite dariam tanta luz como a Lua Cheia. Os novos planetas descobertos preenchem por completo a zona habitável de Gliese 667C, uma vez que não existem mais órbitas estáveis onde um planeta poderia existir à distância certa. "Sabíamos, a partir de estudos anteriores, que esta estrela tinha três planetas e por isso queríamos descobrir se haveria mais algum," diz Tuomi. "Ao juntar algumas observações novas e analisando outra vez dados já existentes, conseguimos confirmar a existência desses três e descobrir mais alguns. Encontrar três planetas de pequena massa na zona habitável de uma estrela é algo muito excitante!" Três destes planetas são super-Terras - planetas com mais massa do que a Terra mas com menos massa do que Urano ou Netuno - que se encontram na zona habitável da estrela, uma fina concha em torno da estrela onde a água líquida pode estar presente, se estiverem reunidas as condições certas. Esta é a primeira vez que três planetas deste tipo são descobertos nesta zona num mesmo sistema. "O número de planetas potencialmente habitáveis na nossa Galáxia é muito maior se esperarmos encontrar vários em torno de cada estrela de pequena massa - em vez de observarmos dez estrelas à procura de um único planeta potencialmente habitável, podemos agora olhar para uma só estrela e encontrar vários planetas," acrescenta o co-autor Rory Barnes (Universidade de Washington, EUA). Sistemas compactos em torno de estrelas tipo-Sol são bastante abundantes na Via Láctea. Em torno dessas estrelas, os planetas que orbitam muito próximo da estrela-mãe são muito quentes e dificilmente serão habitáveis. No entanto, isso já não se verifica para estrelas muito mais frias e tênues, tais como Gliese 667C. Neste caso, a zona habitável situa-se inteiramente dentro duma órbita do tamanho da de Mercúrio, ou seja, muito mais próxima da estrela que a do nosso Sol. O sistema Gliese 667C é o primeiro exemplo de um sistema onde uma estrela de baixa massa alberga vários planetas potencialmente rochosos na zona habitável. O cientista do ESO responsável pelo HARPS, Gaspare Lo Curto, comenta: "Este interessante resultado foi possível graças ao poder do HARPS e do seu software associado e aponta também para o grande valor do arquivo do ESO. É muito bom ter vários grupos de investigação independentes a explorar este instrumento único, conseguindo atingir uma precisão tão extraordinária." Anglada-Escudé conclui: "Estes novos resultados sublinham o quão valioso pode ser re-analisar dados e combinar resultados de equipes diferentes e de telescópios diferentes."

Fonte: Astronomia On-line

domingo, 23 de junho de 2013

ESO divulga impressionante imagem de nebulosa localizada a 3.300 anos-luz

O objeto capturado pelo telescópio Very Large Teslescope do ESO (Observatório Europeu do Sul), no Chile, trata-se de uma nebulosa planetária verde brilhante, IC 1295, que chegou a ser comparada com uns dos fantasmas do filme “Os Caça Fantasmas”, de 1984. A nebulosa rodeia uma estrela fraca e que está morrendo, localizada a cerca de 3.300 anos luz de distância, na constelação do Escudo. Está imagem é a mais detalhada deste objeto. Depois que estrelas do tamanho do Sol começam a morrer elas terminam suas vidas como anãs brancas. Durante milhares de anos, esses objetos ficam cercados por nuvens coloridas e brilhantes de gás ionizado, conhecido como nebulosa planetária. As bolhas são feitas de gás, que brilham devido à intensa radiação ultravioleta emitida pela estrela que está envelhecendo. "A nebulosa tem a característica incomum de ser cercada por várias estrelas, que se assemelham a um microrganismo visto sob um microscópio, com muitas camadas correspondentes como se fossem membranas de uma célula", disse a Agência Espacial Européia em comunicado. As nebulosas planetárias liberam ao meio estelar diversos elementos, como carbono, nitrogênio, oxigênio e cálcio, importantes para o desenvolvimento das galáxias. A cor verde, que é destaque da nebulosa IC 1295, é proveniente do oxigênio ionizado. Na imagem, o ponto azul brilhante situado no centro da nebulosa, é o que resta do núcleo queimado de uma estrela. O brilho fraco demonstra que a energia armazenada dessa minúscula anã branca, irá ser dissipada lentamente, à medida que ela enfraquece ao longo de bilhões de anos. Estrelas com massa como o Sol ou até oito vezes a massa solar, irão formar nebulosas planetárias na fase final de sua existência. O Sol tem 4,6 bilhões de anos e “viverá”, provavelmente, mais 5 bilhões de anos. O nome “nebulosas planetárias” é devido aos seus descobridores, no século XVIII, que compararam a aparência similar aos dos planetas gigantes vistos através de telescópios da época. A primeira nebulosa planetária descoberta foi a Nebulosa do Haltere ou NGC 6853, observada em 12 de julho de 1764 por Charles Messier, localizada cerca de 1.200 anos luz de distância da Terra. Com 7,5 de diâmetro, é uma nebulosa facilmente visível com binóculos, extremamente pequena em termos astronômicos, porém do tamanho normal para nebulosas planetárias.

Fonte: Jornal Ciência

O que seria esse minúsculo pontinho "próximo" de Saturno?

Você saberia dizer para onde a seta está apontando? Se você chutou que o minúsculo ponto é sua casa, você está certo! A imagem foi capturada pela sonda Cassini em 2006 ao passar próximo do planeta Saturno. Com mais de 1 bilhão e 433 milhões de quilômetros de distância, a Terra parece apenas um grão de areia comparado com a imensidão do planeta. A imagem é considerada como uma das mais belas já registradas de Saturno pelos tons de cores que são naturais, conseguidos através dos reflexos solares e do ângulo específico que a sonda estava no momento do registro.

Fonte: Jornal Ciência

sábado, 22 de junho de 2013

Fim de semana terá a maior lua cheia do ano!

Batizada popularmente como Superlua Cheia, o fenômeno acontece uma vez por ano e faz a Lua parecer maior e mais brilhante como de costume. Apesar de não ser possível ver a marca da bota que Neil Armstrong deixou lá em 1969, o espetáculo é único e vale a pena dar uma olhada no céu. A Lua dá uma volta aparente na Terra a cada 29.5 dias e se tudo fosse perfeito, a superlua nunca existiria. Acontece que a orbita da Lua ao redor do nosso planeta não é um círculo perfeito, mas uma elipse, o que faz com que o astro se distancie ou se aproxime da Terra de modo irregular ao longo do ano. Essa irregularidade do shape tem dois pontos máximos, chamados perigeu e apogeu lunar. Durante o apogeu, a distância média da Terra à Lua é de 405.696 km, enquanto no perigeu essa distância cai para 363.104 km. Anomalias gravitacionais fazem com essas distâncias médias variem um pouco, produzindo perigeus e apogeus diferentes ao longo do ano, alguns deles bastante perceptíveis visualmente, principalmente quando a Lua está na fase cheia. É exatamente isso o que vai acontecer no final de semana. Exatamente às 08h11 de domingo, dia 23 de junho, a Lua cheia estará no ponto de maior proximidade com nosso planeta durante todo o ano e a distância entre os dois objetos será de apenas 356.989 km. Esse instante é chamado de perigeu lunar e quando acontece na Lua Cheia recebe o nome popular de superlua. Nas horas que antecedem e sucedem a superlua é possível observar com bastante clareza um aumento no diâmetro do disco lunar, acompanhado de um brilho também maior. Na superlua de 2011, a distância Terra-Lua chegou a 356.577 km, o que proporcionou um aumento de 14% no diâmetro do astro, que aparentou um brilho 30% mais intenso. Desta vez a Lua estará 400 km mais distante, mas o efeito visual não será muito diferente. As superluas também têm efeitos físicos aqui na Terra, uma vez que a maior aproximação produz marés mais fortes que as habituais, mas nada que fuja dos padrões habituais já conhecidos. Apesar da superlua de 2013 ocorrer às 08h11 da manhã de domingo, ela não poderá ser vista neste momento já que não estará no céu. Em boa parte do Brasil o astro nasce próximo às 17h00 de sábado e se põe instantes antes do perigeu às 06h00 da manhã de domingo, permanecendo no céu durante toda a madrugada de sábado. Isso torna a Lua um excelente alvo do céu noturno para os amantes das baladas de final de semana, afinal, quem é que não gosta de voltar pra casa vendo a Lua Cheia bem grande se pondo no horizonte? Mesmo se você não puder ver a Lua depois da balada ou de algum outro lugar, não se preocupe. No domingo o astro nasce próximo das 18h00 e ainda será possível vê-lo maior e mais brilhante que o de costume. Não perca.

Fonte: Apolo 11

Os velozes ventos de Vênus estão ficando mais rápidos

O registo mais detalhado do movimento de nuvens na atmosfera de Vênus narrado pela sonda Venus Express da ESA revelou que os ventos do planeta têm ficado cada vez mais rápidos ao longo dos últimos seis anos. Vênus é bem conhecido pela curiosa super-rotação da sua atmosfera, que chicoteia em torno do planeta a cada quatro dias terrestres. Isto contrasta com a rotação do próprio planeta - a duração do dia venusiano - que demora uns laboriosos 243 dias terrestres. Ao seguir os movimentos de características distintas no topo das nuvens, cerca de 70 km por cima da superfície do planeta e ao longo de um período de 10 anos venusianos (6 anos terrestres), os cientistas foram capazes de monitorizar padrões a longo termo nas velocidades globais dos ventos. Quando a Venus Express chegou ao planeta em 2006, a velocidade média dos ventos no topo das nuvens a latitudes de 50º dos dois lados do equador rondava os 300 km/h. Os resultados de dois estudos separados revelaram que estes ventos já extremamente rápidos estão a tornar-se ainda mais velozes, subindo para 400 km/h ao longo da missão. "Este é um enorme aumento nas velocidades já elevadas dos ventos na atmosfera. Esta grande variação nunca foi antes observada em Vênus, e não compreendemos ainda porque é que ocorreu," afirma Igor Khatuntsev do Instituto de Pesquisas Espaciais em Moscovo e autor principal do artigo russo a ser publicado na revista Icarus. A equipe do Dr. Khatuntsev determinou as velocidades dos ventos ao medir como as características das nuvens se moviam entre imagens: mais de 45.000 características foram minuciosamente seguidas à mão e mais de 350.000 outras características foram seguidas automaticamente usando um programa de computador. Num estudo complementar, uma equipe japonesa usou o seu próprio método automatizado de monitorização de nuvens para derivar os seus movimentos: os seus resultados serão publicados na revista Journal of Geophysical Research. No entanto, a acrescentar a este aumento a longo prazo na velocidade média do vento, ambos os estudos também revelaram variações regulares ligadas com a hora local do dia, com a altitude do Sol por cima do horizonte e com o período de rotação de Vênus. Uma oscilação normal ocorre aproximadamente a cada 4,8 dias perto do equador e pensa-se que esteja ligada com ondas atmosféricas a altitudes mais baixas. Mas a pesquisa também revelou algumas curiosidades mais difíceis de explicar. "A nossa análise dos movimentos das nuvens a baixas altitudes no hemisfério sul mostrou que durante os seis anos de estudo, a velocidade dos ventos mudou até 70 km/h ao longo de uma escala de tempo de 255 dias terrestres - um pouco mais de um ano em Vênus," afirma Toru Kouyama do Instituto de Pesquisas Tecnológicas em Ibaraki, Japão. As duas equipes também viram variações dramáticas na velocidade média do vento entre órbitas consecutivas da Venus Express em redor do planeta. Em alguns casos, as velocidades dos ventos a baixas altitudes variaram de tal forma que as nuvens completaram uma viagem em torno do planeta em 3,9 dias, enquanto em outras ocasiões levaram 5,3 dias. Os cientistas atualmente não têm explicação para qualquer destas variações, ou para o aumento global a longo prazo nas velocidades dos ventos. "Embora não haja evidências claras de que as velocidades médias globais dos ventos têm aumentado, são necessárias mais investigações a fim de explicar o que impulsiona os padrões de circulação atmosféricas e para explicar as mudanças observadas em áreas localizadas e em prazos mais curtos," afirma Håkan Svedhem, cientista do projecto Venus Express da ESA. "A super-rotação atmosférica de Vênus é um dos grandes mistérios por explicar do Sistema Solar. Estes resultados só acrescentam mais mistério, à medida que a Venus Express continua a surpreender-nos com as suas observações deste planeta dinâmico e em mudança."

Fonte: Astronomia On-line

Poeira ejetada de buraco negro desafia teorias

Astrônomos obtiveram as observações mais detalhadas já realizadas até hoje da poeira situada em torno do enorme buraco negro que se encontra no centro de uma galáxia ativa. Em vez de encontrar toda a poeira brilhante na forma de um anel 3D - um toróide, parecido com um pneu - circundando o buraco negro, os astrônomos descobriram que grande parte dessa poeira está acima e abaixo da estrutura toroidal. As observações mostram que a poeira está sendo empurrada para longe do buraco negro sob a forma de vento frio. Esta é uma descoberta surpreendente que se contrapõe às atuais teorias, mostrando um quadro totalmente diferente da evolução de um buraco negro de elevada massa e de sua interação com o ambiente ao seu redor. Nos últimos vinte anos, os astrônomos descobriram que quase todas as galáxias têm um enorme buraco negro no seu centro. Alguns destes buracos negros estão em fase de crescimento, sugando matéria do meio circundante e dando origem neste processo aos objetos mais energéticos do Universo: os núcleos ativos de galáxias (NAGs). As regiões centrais destas brilhantes centrais de energia são rodeadas por "rosquinhas" de poeira cósmica arrancada do espaço circundante, de forma similar à que a água dá origem a um redemoinho em torno do ralo de uma pia. Acredita-se que a maior parte da intensa radiação infravermelha emitida pelos NAGs tenha origem nestes redemoinhos. No entanto, novas observações de uma galáxia ativa próxima chamada NGC 3783, obtidas por uma equipe internacional de astrônomos, usando o VLT, no Chile, surpreenderam a equipe. Embora a poeira quente - com uma temperatura de cerca de 700 a 1.000 graus Celsius - apresente, de fato, a forma de um toróide como esperado, há enormes quantidades de poeira mais fria acima e abaixo do toro principal. A poeira recém-descoberta forma um vento frio que sopra para longe do buraco negro, um vento que deve desempenhar um papel importante na relação complexa entre o buraco negro e o meio circundante. O buraco suga o material circundante, mas a intensa radiação que produz nesse processo parece estar ao mesmo tempo afastando uma parte do material. Os astrônomos ainda não sabem como é que estes dois processos interagem, permitindo ao buraco negro crescer - aumentar de massa ao absorver mais matéria - e evoluir no coração das galáxias, mas a presença de um vento de poeira acrescenta uma nova peça a este cenário. Estas novas observações deverão levar a alterações na teoria que busca explicar os NAGs.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Conheça a estrela capaz de ficar 7 vezes mais quente e 15 vezes mais brilhante em 160 segundos

Recentemente, cientistas do Observatório Astrofísico de Buyarakan (Armênia) viram um fenômeno curioso: a estrela WX UMa sofreu um aumento drástico e temporário em seu brilho e calor em questão de poucos minutos. Localizada a 15,6 anos-luz da Terra, a WX UMa é classificada como flare star (“estrela fulgurante”, em tradução aproximada), uma estrela de luminosidade relativamente baixa, mas que muda de modo radical durante um curto intervalo de tempo. De acordo com as observações feitas pela equipe, ela passou de cerca de 2,5 mil °C para uma temperatura entre 10 mil e 32,8 mil °C, aproximadamente – e, com esse aumento, também ficou 15 vezes mais brilhante. Voltou ao normal em menos de 10 minutos. Esse efeito é tão dramático que a classificação da estrela literalmente muda dentro de poucos segundos. Neste caso, WX UMa temporariamente se transforma em um tipo espectral M para B. Esse fenômeno ocorre devido a turbulências no campo magnético da estrela, causadas por instabilidade em seu plasma. Essas turbulências afetam a superfície e a atmosfera ao redor do objeto espacial, aumentando sua temperatura e brilho.

Fonte: Hypescience

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nasa nomeia oito novos astronautas; quatro são mulheres

A agência espacial americana (Nasa) anunciou nesta segunda-feira a nomeação de oito novos astronautas, a metade deles mulheres, um número recorde desde 2009. Os astronautas ganharão entre US$ 64 mil e US$ 141 mil ao ano, e integrarão a equipe que prepara terreno para missões da Nasa em um asteróide durante a década de 2020, e em Marte na década de 2030, informou o administrador da Nasa, Charles Bolden. Os oito foram escolhidos em um total de 6,1 mil inscrições, a maior quantidade já recebida pela Nasa. Entre as novas astronautas, estão Nicole Aunapu Mann, de 35 anos, major da Marinha e piloto de F/A 18, e Anne McClain, de 34 anos, major do Exército e piloto de helicóptero OH-58. As outras duas são Jessica Meir, de 35 anos e professora assistente de anestesia na Escola de Medicina de Harvard, e Christina Hammock, de 34 anos, chefe da estação da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) na Samoa Americana, um território incorporado aos Estados Unidos no Pacífico Sul. Os astronautas são Josh Cassada, de 39 anos, ex-aviador naval, Victor Glover, de 37 anos, tenente da Marinha e piloto de F/A 18, Tyler Hague, de 37 anos, coronel da Força Aérea especializado em artefatos explosivos improvisados , e Andrew Morgan, de 37 anos, major do Exército e doutor em medicina de emergência. A última turma nomeada em 2009 incluía três mulheres. A turma de astronautas nomeada em 1998 também estava integrado por quatro mulheres, mas o grupo era maior de 25 nomeados.

Fonte: Terra

Buraco negro é flagrado cochilando

Quase uma década atrás, o Observatório de Raios-X Chandra, da NASA, capturou sinais do que parecia ser um buraco negro se alimentando de gás no centro da galáxia do Escultor, também conhecida como NGC 253, a 13 milhões de anos-luz de distância – uma das mais próximas galáxias de formação estelar da nossa, a Via Láctea. Agora, o telescópio NuSTAR, também da NASA, observou o mesmo buraco negro e o encontrou adormecido. “Nossos resultados sugerem que o buraco negro esteve dormente nos últimos 10 anos”, disse Bret Lehmer, da Universidade Johns Hopkins (EUA), membro da NASA e principal autor do estudo. “Novas observações periódicas com Chandra e NuSTAR devem nos dizer, inequivocamente, se o buraco negro acordar novamente. Se isso acontecer nos próximos anos, esperamos estar assistindo”. O buraco negro adormecido tem cerca 5 milhões de vezes a massa do nosso sol, e encontra-se no centro da galáxia do Escultor. A Via Láctea é mais tranquila do que a galáxia do Escultor: faz muito menos novas estrelas, e seu buraco negro gigante, que tem cerca de 4 milhões de vezes a massa do nosso sol, também está cochilando. “Os buracos negros se alimentam de materiais que os circundam. Quando estão sem este combustível, eles ficam dormentes”, explica a coautora da pesquisa, Ann Hornschemeier, da NASA. “NGC 253 é um pouco incomum, porque seu buraco negro gigante está dormindo no meio de uma enorme atividade de formação de estrelas ao redor dele”. Os resultados das observações estão ensinando os astrônomos como as galáxias crescem ao longo do tempo. Eles acreditam que quase todas as galáxias abrigam buracos negros supermassivos em seus corações. Na maioria delas, os buracos negros crescem na mesma taxa que novas estrelas se formam, até que a explosão de radiação dos buracos negros “desliga” a formação de estrelas. No caso da galáxia do Escultor, os astrônomos não sabem se a formação de estrelas está diminuindo ou aumentando. “O crescimento do buraco negro e a formação de estrelas muitas vezes caminham lado a lado em galáxias distantes”, disse Daniel Stern, coautor e cientista do projeto NuSTAR. “É um pouco surpreendente o que está acontecendo aqui, mas temos dois potentes telescópios de raios-X complementares para estudar o caso”. Chandra observou os primeiros sinais do que parecia ser um buraco negro supermassivo se alimentando no coração da galáxia do Escultor em 2003. Conforme materiais caíam no buraco negro, ele se aquecia dezenas de milhões de graus e brilhava – brilho que os telescópios da agência espacial podem detectar. Então, em setembro e novembro de 2012, Chandra e NuSTAR observaram a mesma região ao mesmo tempo. As observações de NuSTAR, mais potentes, permitiram aos pesquisadores dizer conclusivamente que o buraco negro não estava absorvendo materiais. Em outras palavras, o buraco negro parecia ter caído no sono. Outra possibilidade é que o buraco negro não estava realmente acordado 10 anos atrás, e o que Chandra observou foi uma fonte diferente de raios-X. Observações futuras com ambos os telescópios devem resolver o enigma. As novas observações também revelaram um objeto menor que os pesquisadores foram capazes de identificar como uma “fonte ultraluminosa de raios-X” (ULX, na sigla em inglês), que são espécies de buracos negros que se alimentam de materiais de uma estrela parceira. Eles brilham mais intensamente do que os buracos negros típicos gerados a partir de estrelas moribundas, mas são mais fracos e distribuídos de forma mais aleatória do que os buracos negros supermassivos nos centros de grandes galáxias. Os astrônomos ainda estão trabalhando para compreender o tamanho, a origem e a física das ULXs.

Fonte: Hypescience

Opportunity encontra novas evidências de que Marte já foi habitável

O rover Opportunity da NASA fez talvez a maior descoberta dos seus quase 10 anos de carreira, ao encontrar evidências de que a vida pode ter tido condições para existir no Planeta Vermelho há muito tempo atrás. O rover Opportunity avistou minerais argilosos numa antiga rocha na orla da Cratera Endeavour em Marte, sugerindo que água com pH neutro já percorreu a área. "Podia-se beber esta água," afirma Steve Squyres, investigador principal do Opportunity, da Universidade Cornell, numa conferência de imprensa de passado dia 7 de Junho, onde explica porque a rocha, com o nome de "Esperance", destaca-se de outras já estudadas que estiveram em contato com líquido. "Esta água foi provavelmente muito mais favorável na sua composição química, no seu pH, no seu nível de acidez, para coisas como a química prebiótica - o tipo de química que pode levar à origem da vida," acrescenta Squyres. O rover Opportunity e o seu gêmeo Spirit, com o tamanho de carrinhos de golfe, aterraram no Planeta Vermelho em Janeiro de 2004 em missões de três meses para procurar sinais de atividade de água no passado. Os exploradores robóticos encontraram muitas evidências (no entanto, grande parte indicando água extremamente ácida) e continuaram a trabalhar. O Spirit cessou as comunicações com a Terra em 2010 e foi declarado morto um ano depois, mas o Opportunity ainda funciona. Em Agosto de 2011, o robô de seis rodas chegou à orla da Cratera Endeavour com 22 km de diâmetro, que vem investigando desde então. O Opportunity já tinha visto sinais de argilas nas rochas da cratera Endeavour, mas em nenhuma outra com as concentrações observadas na rocha Esperance. No geral, a Esperance fornece fortes evidências de que Marte já foi habitável. "As condições fundamentais que acreditamos serem necessárias para a vida foram encontradas aqui," afirma Squyres. A água com pH neutro que gerou as argilas provavelmente correu pela região durante os primeiros bilhões de anos da história marciana, acrescentou, sublinhando que é quase impossível definir as idades absolutas das rochas do Planeta Vermelho sem as trazer para a Terra. A descoberta mais recente do Opportunity encaixa bem com outra feita recentemente no outro lado do planeta pelo seu primo maior e mais jovem, o rover Curiosity, que descobriu fortes evidências que o seu local de aterragem já poderá ter tido condições para suportar vida microbiana no passado. Tais observações podem ajudar os cientistas a mapear a transição de Marte desde um mundo relativamente quente e úmido há muito tempo atrás, para o planeta frio e seco que conhecemos hoje. "Todos os detalhes precisam ser trabalhados, mas quanto mais estudamos, mais encaixam neste tipo de contexto amplo," afirma Ray Arvidson, vice-investigador principal do Opportunity, da Universidade de Washington, em St. Louis, EUA. O Opportunity passou os últimos 20 meses num local chamado Cape York, mas começou agora a viagem até Solander Point, que sobe 55 metros acima das planícies marcianas. A equipe da missão está intrigada com as muitas camadas de material geológico que o Opportunity pode investigar em Solander Point. A área também tem uma inclinação norte, o que permitirá ao Opportunity apontar os seus painéis solares na direção do Sol durante o próximo inverno marciano no hemisfério sul do planeta. O solstício de Inverno terá lugar em Fevereiro de 2014, mas a equipe que gere o Opportunity quer que o veículo alcance Solander no início de Agosto, para que possa investigar a região e ajude a planear uma campanha científica de inverno. Não há nenhuma razão para pensar que o Opportunity não vai conseguir percorrer os 2,2 km até Solander, ou que não vai sobreviver ao seu sexto inverno marciano - a sonda permanece de boa saúde apesar da sua idade avançada. Ainda assim, a equipe do Opportunity não toma nada como garantido. "O rover pode ter uma falha catastrófica a qualquer momento," afirma John Callas, gestor do projecto Opportunity, no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Por isso, cada dia é uma dádiva." O Opportunity está prestes a quebrar o recorde internacional para a maior distância já percorrida noutro mundo durante a sua viagem até Solander Point. Esta marca é atualmente detida pelo rover soviético Lunokhod 2, controlado remotamente, que viajou 37 km na Lua em 1973. No entanto, os cientistas do Opportunity realçaram que a quilometragem total do Lunokhod 2 é apenas uma estimativa, por isso é difícil saber qual o registo específico. Eles planeiam adiar qualquer anúncio até que alguém possa calcular a distância exata percorrida pelo Lunokhod 2, possivelmente usando medições com a ajuda de sondas lunares em órbita. O odômetro do Opportunity lê atualmente 36,61 km.

Fonte: Astronomia On-line

A simples teoria que explica a matéria escura

Embora sua existência tenha sido proposta há pelo menos 80 anos, a chamada “matéria escura” ainda é pouco compreendida e mesmo equipamentos sofisticados não puderam comprovar que ela, de fato, existe. Para jogar uma luz sobre o estranho fenômeno, os físicos teóricos Robert Scherrer e Chiu Man Ho, da Universidade Vanderbilt (EUA), propuseram um modelo relativamente simples: as partículas de matéria escura possuem um campo magnético pouco comum, em formato de toróide (uma “rosquinha”, para facilitar), denominado anapole (termo em inglês), que explicaria suas propriedades. “A maioria dos modelos para matéria escura propõe que ela interage por meio de forças exóticas que não encontramos no dia-a-dia”, explica Scherrer. “A matéria escura comanapole usa eletromagnetismo comum, sobre o qual você aprende na escola. Além disso, o modelo faz previsões bastante específicas sobre o nível de matéria escura que deverá aparecer em detectores espalhados pelo mundo” – o que não deve demorar muito, segundo os autores. Na década de 1930, a matéria escura foi proposta como uma possível explicação para inconsistências na velocidade de rotação de estrelas em certas galáxias. O problema é que, apesar da sua influência perceptível, esse tipo de matéria não interage com a luz visível da mesma forma que a convencional, o que a torna praticamente indetectável. De acordo com os cálculos de Scherrer e Ho, o tipo de campo magnético da matéria escura permitiria interações com outros campos apenas quando elas estivessem em movimento, algo que ocorria mais no início do universo, mas que começou a se tornar menos comum conforme ele se expandiu e esfriou (o que explicaria a “invisibilidade” da matéria escura).

Fonte: Hypescience

Havia buracos negros em abundância no começo do universo?

Mesmo após bilhões de anos, ondas de luz surgidas no início do universo ainda se deslocam pelo espaço, e analisá-las pode trazer pistas a respeito de como eram as coisas naquele tempo. Depois de anos de estudo, um grupo internacional de pesquisadores concluiu: já havia, no começo do universo, um grande número de buracos negros. “Nossos estudos indicam que buracos negros são responsáveis por pelo menos 20% do fundo infravermelho cósmico [o conjunto de ondas de luz], o que indica intensa atividade de buracos negros se alimentando de gases durante a época das primeiras estrelas”, destaca o astrofísico Alexander Kashlinsky, do Centro de Vôo Espacial Goddard (EUA). Kashlinsky e sua equipe usaram dados coletados pelo Observatório de Raios-X Chandra e pelo Telescópio Espacial Spitzer, ambos da NASA. Ainda em 2005, eles encontraram pistas das ondas de luz, que se tornaram mais evidentes graças a análises. Em 2008, o astrônomo Nico Cappelluti, do Instituto Nacional de Astrofísica em Bolonha (Itália), criou, a partir dos estudos da equipe, um mapa de raios-X da mesma região observada por Kashlinsky e os outros. De modo simplificado, é como tentar observar fogos de artifício lançados em uma cidade a muitos quilômetros de distância: os fogos são difíceis de se ver, e é necessário filtrar as informações da região para aproveitar ao máximo as evidências do fenômeno original. Até o momento, a única explicação considerada plausível para os resultados dos dois estudos são buracos negros. Contudo, ainda devem ser feitas novas análises para confirmar.

Fonte: Hypescience

Cientistas resolvem inconsistência na teoria do Big Bang

Uma equipe de cientistas do Observatório Keck, no Havaí (EUA), resolveu uma das inconsistências mais importantes na teoria do Big Bang, conciliando dados observados com modelos teóricos atuais de como o nascimento do universo aconteceu, 13,8 bilhões anos atrás. Apesar de amplamente aceita na comunidade científica, a teoria do Big Bang não é perfeita e ainda tem algumas falhas. Uma delas era a diferença na presença de isótopos de lítio entre o modelo previsto e as observações reais do universo. Elementos leves, como hélio, deutério e lítio se formaram nos primeiros momentos da existência do universo, de acordo com a teoria da nucleossíntese do Big Bang. No entanto, pelo que os cientistas podiam dizer, os níveis reais de lítio no universo eram muito diferentes do que o modelo sugeria. A observação das estrelas mais antigas da nossa galáxia apontava que havia cerca de 200 vezes mais do isótopo lítio-6 do que a nucleossíntese dizia, e até cinco vezes menos de lítio-7. Agora, Karin Lind da Universidade de Cambridge (Reino Unido) e seus colegas mostraram que os dados usados para chegar a essa conclusão eram imprecisos. O lítio-6 é um isótopo difícil de detectar, uma vez que tem uma assinatura bastante fraca. Um novo espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso) de 2004 do Observatório Keck, que abriga dois dos maiores telescópios do mundo, permitiu que Lind analisasse as informações com mais detalhes do que tinha sido possível anteriormente. Sua equipe descobriu que a observação de qualidade inferior, juntamente com algumas simplificações na última análise, levaram a uma falsa leitura dos níveis de lítio. “Usando física mais sofisticada e poderosos supercomputadores, conseguimos remover os desvios sistemáticos que afligem a modelagem tradicional, que levou a falsas identificações da assinatura isotópica de lítio-6 e lítio-7″, explicou Lind. As novas observações da equipe dos níveis de lítio estão mais de acordo com as previsões da teoria do Big Bang. A descoberta foi publicada na revista Astronomy and Astrophysics.

Fonte: Hypescience

quarta-feira, 5 de junho de 2013

China lança este mês sua próxima missão espacial tripulada

A China lançará em meados deste mês uma nave espacial tripulada que se acoplará a um módulo experimental, última etapa da construção de uma estação espacial chinesa permanente, informou nesta segunda-feira a agência de notícias estatal Xinhua. De acordo com o porta-voz do programa espacial do país, a nave se acoplará ao laboratório espacial Tiangong-1 (Palácio Celestial). Trata-se de uma etapa crucial para a obtenção da estação espacial permanente. A capacidade espacial da China é inferior à dos Estados Unidos e da Rússia, mas o ambicioso programa do país inclui planos de enviar um homem à Lua e construir, até 2020, uma estação que gire em torno da Terra, informa um documento oficial. A China lançou em 2012 a nave espacial Shenzhou IX na missão mais ambiciosa de sua história, com três astronautas, entre eles Liu Yang, a primeira mulher chinesa a viajar para o espaço. Pequim realizou seu primeiro vôo espacial tripulado em outubro de 2003.

Fonte: Terra

Limbo solar: sonda vai explorar regiões desconhecidas do Sol

A Nasa (a agência espacial americana) afirmou nesta terça-feira em Washington que no próximo dia 26 de junho lançará um novo satélite com destino ao Sol, para explorar uma das regiões mais desconhecidas da estrela, o chamado limbo solar, onde é gerada a maior parte das emissões ultravioleta. O limbo solar, ou região interface, está localizado entre a superfície visível do Sol e sua atmosfera superior e a Nasa estima que nele se encontram "estruturas" de entre 160 e 240 quilômetros de largura e até 160 mil de comprimento. "Imaginem jatos gigantes do tamanho da cidade de Los Angeles que são suficientemente longos e rápidos para dar a volta na Terra em 20 segundos. Esta missão nos fornecerá as primeiras imagens em alta resolução destas estruturas, assim como informação sobre sua velocidade, temperatura e densidade", afirmou o pesquisador da Nasa, Alan Title. A missão que será lançada no final do mês foi batizada como Iris (acrônimo para Espectógrafo de Imagens da Interface Solar) e está equipada com um telescópio ultravioleta criado para fazer imagens em curtos intervalos de segundos. O satélite Iris foi projetado e construído no centro tecnológico Lockheed Martin de Palo Alto (Califórnia) e será enviado ao espaço a bordo de um foguete Pegasus XL.

Fonte: Terra

Você alugaria uma casa inflável para morar na Lua a partir de 2020?

As empresas particulares podem sair na frente na corrida da colonização da Lua, afirma a Nasa. O estudo é da empresa Bigelow Aerospace e mostra o interesse de várias empresas em investir pesado para realizar o feito. Robert Bigelow, fundador e presidente da empresa que tem sede em Las Vegas, diz que licitações já foram abertas para que as primeiras moradias infláveis sejam alocadas na Lua. Além disso, diversas pesquisas farmacêuticas são cotadas para serem realizadas nesses ambientes lunares. A Nasa parece não se abalar com as declarações e afirma, através de nota, que pretende seguir normalmente com o programa da Estação Espacial Internacional, levando o homem a Marte e, posteriormente, a um asteróide. Barack Obama já aprovou liberação de mais de 1 bilhão de dólares para a Nasa, até 1 de outubro, em uma nova missão que prevê a identificação de um pequeno asteróide que será “puxado” e colocado em órbita da Lua para pesquisas e utilização por astronautas para treinamento. A Bigelow não é a única empresa que está de olho em nosso satélite natural. Ao que tudo indica, mais de 20 empresas estão interessadas em explorar a Lua, bem como agências espaciais de vários países. A empresa, que possui planos bastante ambiciosos, não fez questão de esconder que pretende alocar vários alojamentos na Lua para alugar ou vender. A proposta também visa moradias que ficariam em órbita da Terra e não somente na Lua.

Fonte: Jornal Ciência

A água da Terra e da Lua possuem a mesma origem, diz pesquisa

A água da Terra e da Lua podem ter a mesma origem, provenientes de meteoritos antigos. A afirmação é de um estudo publicado na revista Science. Os resultados da pesquisa indicam que a água da Lua veio do cinturão de asteróides, e descartam a possibilidade do interior do satélite ser seco. Vital para os seres vivos como conhecemos, a água é encontrada em abundância na Terra, 97% está disponível nos oceanos, enquanto os 3% de água doce é distribuída de várias formas, em rios e lagos, calotas polares, aquíferos e outros reservatórios. Há 4,5 bilhões de anos, dois enormes objetos colidiram no Sistema Solar e resultaram na formação de dois outros corpos: a Terra e a Lua. Contudo, o intenso calor da colisão evaporou todo o hidrogênio presente na Lua, tornando-o um satélite seco. Porém, recentes pesquisas da Nasa, indicaram a evidência de hidrogênio, o principal “ingrediente” da água, indicando a presença desta molécula tanto na superfície como no interior do satélite. Para saber a origem da água, os cientistas analisaram os cristais que estão em pedras na superfície da Lua, recolhidas em missões pela Apollo 15 e 17, capazes de registrar a história geológica do lugar. Dentro dessas pedras, a água fica retida, permitindo que os pesquisadores descubram a proporção de deutério, um isótopo estável de hidrogênio. Em geral, os objetos formados mais perto do Sol têm menos deutério do que corpos que se formaram mais longe. A pesquisa indicou também que os meteoritos conhecidos como condritos carbonáceos, encontrado no cinturão de asteróides, que ficam entre Marte e Júpiter, são os responsáveis pela origem da água da Lua e de nosso planeta. “Com um bom grau de certeza, sabemos que a água chegou à Lua e a Terra através de meteoritos primitivos agora localizados nas partes externas do cinturão de asteróides", disse o principal autor do estudo Alberto Saal, geoquímico da Universidade de Brown.

Fonte: Jornal Ciência

O Monte Doom em Titã


O vídeo acima, é baseado nos dados da sonda Cassini e mostra um sobrevôo de uma área da lua Titã, de Saturno, conhecida como Sotra Facula. Os cientistas nomearam o pico mais alto dessa área como Doom Mons, em homenagem ao vulcão que aparece na ficção de J.R.R. Tolkien, e a depressão próxima é a Sotra Patera. Os cientistas acreditam que essa região seja o melhor exemplo para um vulcão de gelo, ou um criovulcão. O sobrevôo mostra dois picos com mais de 1.000 metros de altura. Estima-se que o Doom Mons tenha 1.450 metros de altura com um diâmetro aproximado de 70 quilômetros. Múltiplas crateras também podem ser observadas, incluindo a Sotra Patera, que tem aproximadamente 1.700 metros de profundidade e 30 quilômetros de largura. A região também apresenta fluxos interdigitais, chamados de Mohimi Fluctus. Todas essas são feições que indicam o criovulcanismo. A topografia 3D vem do instrumento de radar da Cassini. A topografia também foi verticalmente exagerada por um fator de 10. A falsa cor nos frames iniciais mostra as diferentes composições do material na superfície como detectado pelo espectrômetro de mapeamento visual e infravermelho da Cassini. Nesse esquema de cores, as dunas tendem a parecer relativamente marrons e azuis. A cor azul sugere a presença de gelo exposto. Os cientistas pensam que as áreas brilhantes possuem uma cobertura orgânica que esconde o gelo e é diferente das áreas mais claras que as dunas. Os fluxos interdigitais aparecem na coloração branca amarelada brilhante, como a montanha e a caldeira. O segundo conjunto de cores mostra a elevação, com a cor azul sendo os pontos mais baixos e a cor amarela e branca sendo os pontos mais altos. As dunas aparecem em azul devido ao fato delas ocuparem áreas baixas. Os fluxos interdigitais são mais difíceis de serem observados nos dados de elevação, indicando que eles são finos, talvez com menos de 100 metros de espessura.

Fonte: Cienctec

Morte cósmica em escala galáctica

Pela primeira vez, astrônomos observam uma galáxia durante sua agonia cósmica final. A galáxia anã, chamada de IC 3418, fica perto da Via Láctea e parece estar perdendo seu gás e expulsando bolas de fogo pelo universo. A “morte” da galáxia não é o seu fim, no entanto. Segundo os pesquisadores, ela parece estar se movendo de uma fase da evolução de galáxias para outra. “Achamos que estamos testemunhando uma fase crítica na transformação de galáxia anã irregular rica em gás a uma galáxia anã elíptica pobre em gás – o esgotamento de sua alma”, explica o principal autor do estudo, Jeffrey Kenney, da Universidade Yale (EUA). IC 3418 está localizada a 54 milhões anos-luz de distância no aglomerado de Virgem, um grupo de cerca de 1.000 galáxias e o aglomerado mais próximo da Via Láctea entre o Grupo Local de Galáxias. Os cientistas pensam que a IC 3418 parou de fazer novas estrelas cerca de 200 a 300 milhões de anos atrás, tornando-se efetivamente infértil. “Estrelas, planetas e vida só podem se formar se uma galáxia tem gás para criá-los”, conta Kenney. No entanto, o gás dentro de IC 3418 está sendo forçado para fora da galáxia pela pressão de outras galáxias no aglomerado. Já a “cauda” de bolas de fogo da galáxia ainda mostra sinais de formação de novas estrelas. Essas bolhas brilhantes de gás iluminadas por estrelas provavelmente foram formadas nos últimos milhões de anos. IC3418 provavelmente está passando por um processo conhecido como “pressão de arraste”, quando uma galáxia é despojada de seus gases por “ventos” que são mais poderosos do que sua força gravitacional. “Se você segurar pipoca e grãos de milho não estourados em sua mão e colocá-los para fora da janela do carro enquanto você dirige, o vento causado pelo movimento do carro vai soprar a pipoca, mas deixar os grãos não estourados, mais densos, na sua mão”, afirma Kenney. “Isto é igual às nuvens de gás sendo sopradas para fora da galáxia pelo vento do aglomerado, enquanto as estrelas mais densas ficam para trás”. De acordo com esse processo de pressão de arraste, enquanto as estrelas existentes permanecem intactas, o gás interior da galáxia é varrido, e essa é a chave de sua “morte”: uma galáxia desprovida de gases é uma galáxia que está, efetivamente, morta, já que não pode formar mais corpos celestes. O estudo é muito importante, porque observar esta galáxia elíptica anã – uma subespécie do tipo mais comum de galáxias no universo – poderia dar aos astrônomos uma idéia melhor de como elas evoluem. “É gratificante encontrar um exemplo claro de um processo importante na evolução da galáxia”, diz Kenney. O trabalho dos cientistas, com base em imageamento óptico e espectroscopia (dos telescópios WIYN no Arizona, e Keck, no Havaí, ambos nos EUA), evidencia pela primeira vez que uma galáxia está enfrentando pressão de arraste – ou seja, mostra ineditamente um caso explícito de uma galáxia próxima da morte.

Fonte: Hypescience

O Sol é fotografado sobre o horizonte do planeta Terra desde a ISS

A imagem acima mostra o Sol como uma estrela explodindo sobre o horizonte da Terra. A imagem foi feita por um dos tripulantes da Expedição 36 a bordo da Estação Espacial Internacional, a ISS, enquanto o laboratório orbital estava sobre um ponto no sudoeste de Minnesota em 21 de Maio de 2013.

Fonte: Cienctec

Choque de gálaxias: simulação versus realidade


O que acontece quando duas galáxias colidem entre si? Embora este processo interativo possa levar bilhões de anos, tais encontros titânicos são relativamente comuns. Uma vez que as galáxias, basicamente, são constituídas de espaço vazio, as colisões entre suas estrelas são praticamente inexistentes. No entanto, a gravidade inerente a cada galáxia acabará por distorcê-las ou até destruir uma das galáxias. Ao final do processo, o par de galáxias pode acabar se fundindo para gerar uma única galáxia maior. Nuvens de gás e poeira cósmica colidem e detonam novas ondas de formação estelar que se completam ainda dentro do processo de interação galáctica. No vídeo acima vemos uma simulação computacional de duas galáxias espirais em colisão, interrompida em alguns pontos para mostrar imagens reais em quadros congelados capturados pelo Telescópio Espacial Hubble. Na verdade, nossa própria galáxia Via Láctea tem absorvido várias galáxias menores ao longo de sua existência e até estão e sabemos que está prevista uma nova fusão com a enorme galáxia vizinha de Andrômeda dentro de alguns bilhões de anos.

Fonte: Eternos Aprendizes

Um dos mais brilhantes planetas alienígenas já encontrados

Entre centenas de planetas alienígenas (ou exoplanetas) em potencial já encontrados por meio de sofisticados telescópios, o HD95086 b (acima, ponto mais brilhante, no canto inferior esquerdo) é, de certa forma, especial: sua luminosidade ajudou astrônomos a registrá-lo sem grande dificuldade. Localizado a cerca de 300 anos-luz da Terra, o HD95086 b tem de 4 a 5 vezes a massa de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela de “apenas” 10 a 17 milhões de anos (considerando que nosso sistema solar tem idade estimada de 4,5 bilhões de anos, essa estrela é extremamente “jovem”). De acordo com as informações coletadas até o momento, acredita-se que o planeta se formou a partir de gases e de poeira ao redor da estrela HD 95086 – curiosamente, porém, ele agora está a uma distância considerável de seu astro (cerca de duas vezes a distância entre Júpiter e o Sol). “Sua localização atual levanta questões a respeito de seu processo de formação”, aponta a pesquisadora Anne-Marie Lagrange, do Instituto Grenoble de Planetologia e Astrofísica (França). “Ele pode ter crescido coletando as rochas que formam o núcleo sólido e lentamente acumulando gás do ambiente para formar a atmosfera pesada; ou pode ter começado a se formar a partir de uma massa gasosa que veio de instabilidades gravitacionais no disco [de gás e poeira que cerca a estrela]“. A distância em relação à estrela HD 95086 pode ser consequência da interação com outros planetas ou com o disco. Estima-se que a superfície do HD95086 b tenha temperatura de aproximadamente 700°C – o que permitiria a presença de vapor d’água ou metano na atmosfera. Astrônomos planejam fazer novas observações para averiguar com mais precisão as condições do planeta.

Fonte: Hypescience

sábado, 1 de junho de 2013

Seixos encontrados pelo rover Curiosity, em Marte, são testemunhos de um antigo fluxo de água no planeta vermelho

A análise detalhada e revisada confirmou a interpretação inicial, dada pelos pesquisadores sobre um seixo investigado pelo rover Curiosity em Marte, no ano passado: Ele é parte de um antigo leito. As rochas são as primeiras encontradas em Marte contendo cascalhos de leito. O tamanho e a forma dos cascalhos mergulhados nas rochas conglomerados – do tamanho de partículas de areia até o tamanho de bolas de golfe – permitiu que os pesquisadores calculassem a profundidade e a velocidade com que a água fluía nesse local. “Nós completamos a mais rigorosa quantificação de afloramentos para caracterizar a distribuição do tamanho e o grau de arredondamento dos seixos e das areias que constituem esse conglomerado”, disse Rebecca Williams do Planetary Science Institute, em Tucson, no Arizona, e principal autora de um artigo publicado na revista Science dessa semana que relata as descobertas. “Nós finalizamos com o cálculo no mesmo intervalo que a nossa estimativa inicial havia obtido. No mínimo, o fluxo fluiu a uma velocidade equivalente ao de o andar de uma pessoa – um metro por segundo – e tinha uma profundidade que variava da altura do tornozelo até a altura do quadril”. Três rochas parecidas com um pavimento foram examinadas com a capacidade de telefoto da Mast Camera (Mastcam) do rover Curiosity durante os primeiros dias de permanência do rover em solo marciano e são a base para esse novo relatório. Uma apelidada de Goulburn está localizada imediatamente adjacente ao local onde o rover pousou, local esse chamado de Bradbury Landing. As outras duas, apelidadas de Link e Hottah, estão a 50 e 100 metros a sudeste, respectivamente. Os pesquisadores também usaram o instrumento Chemistry and Camera (ChemCam) que atira laser para investigar a rocha Link. “Esses conglomerados parecem demais com os depósitos de leito de rio encontrados na Terra”, disse Williams. “A maior parte das pessoas são familiares com seixos arredondados de rios. Talvez você já até pegou uma rocha dessas, arredondada, e suave atravessando a água. Ver algo tão similar em outro mundo é algo animador e gratificante”.Os maiores seixos não estão distribuídos de forma uniforme nas rochas conglomerados. Na rocha Hottah, os pesquisadores detectaram uma alternância entre camadas ricas em seixo e camadas de areia. Isso é comum em depósitos de leito de rio na Terra e fornece uma evidência adicional para o fluxo em Marte. Em adição a isso, muitos dos seixos estão se tocando, um sinal de que eles rolaram ao longo do leito desse fluxo. “Nossa análise sobre o grau de arredondamento dos seixos fornecerá mais informações”, disse Sanjeev Gupta, do Imperial College em Londres, um co-autor do novo relatório. “O arredondamento indica um fluxo sustentado. Isso ocorre à medida que os seixos se chocam múltiplas vezes. Esse não foi um fluxo único. Ele foi sustentado, certamente mais do que semanas e meses, apesar de não podermos dizer por quanto tempo”. O fluxo carregou o cascalho por alguns quilômetros, estimam os pesquisadores. A atmosfera do planeta Marte moderno é muito fina para fazer um fluxo sustentado de água possível, apesar do planeta abrigar grande quantidade de gelo de água. Alguns tipos de evidências têm indicado que o antigo planeta Marte teve diversos ambientes com água líquida. Contudo, nenhuma rocha encontrada até então, a não ser essas encontradas pelo rover Curiosity poderiam fornecer informação sobre o tipo de fluxo publicado essa semana. Imagens feitas pelo Curiosity das rochas conglomerados indicam que as condições atmosféricas na Cratera Gale, permitiram uma vez que o fluxo de água líquida pudesse acontecer na superfície marciana. Durante a sua missão primária de dois anos, os pesquisadores estão usando os 10 instrumentos científicos do Curiosity para acessar a história ambiental na Cratera Gale em Marte, onde o rover já encontrou evidências de antigas condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

Fonte: Cienctec