segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Descoberto planeta terrestre bastante quente com um ano que dura somente 8 horas e meia

Kepler-78b é um mundo impressionante. É um planeta quase do tamanho da Terra que orbita uma jovem estrela que tem somente 750 milhões de anos de vida (o nosso Sol tem 4.6 bilhões de anos de vida) e que se encontra a 700 anos-luz de distância da Terra. O planeta tem uma órbita muito perto da sua estrela. A sua órbita é 100 vezes mais perto da estrela que a órbita da Terra em relação ao Sol e 40 vezes mais próxima que a órbita de Mercúrio em redor do Sol. Devido à sua pequena órbita, o seu ano (o tempo que demora a orbitar a estrela) é de somente 8.5 horas (a Terra demora cerca de 365 dias), o que faz com que este seja o exoplaneta mais rápido já observado. Devido à sua proximidade à estrela-mãe, este planeta rochoso é um verdadeiro inferno, com temperaturas de cerca 2.500ºC à superfície. Ou seja, consegue-se derreter ferro na superfície do planeta. Como se compreende, é um planeta não convidativo à vida tal como a conhecemos.Na verdade, este deverá ser um planeta de lava bastante “brilhante”. Os Hot Jupiters, Júpiteres Quentes, planetas do tamanho de Júpiter perto da sua estrela-mãe, são relativamente comuns no Universo. Mas encontrar um planeta do tamanho da Terra a esta distância da estrela é um marco nas descobertas de exoplanetas. O destino deste planeta parece traçado: a sua órbita irá gradualmente encurtando e eventualmente o planeta irá colidir com a sua estrela-mãe dentro de alguns milhões de anos. O que nos faz pensar: será que no início do nosso Sistema Solar existiram planetas que passados poucos milhões de anos morreram às “mãos” do Sol?

Fonte: AstroPT

Cometa ISON se aproxima de Marte e revela jato de gases

Nesta terça-feira, o cometa C/2012 S1 ISON fará sua primeira aproximação de um planeta dentro do Sistema Solar. Mais perto do Sol, o cometa já mostra uma atividade mais forte e algumas imagens recentes apontam para a existência de um pequeno jato de gás em desenvolvimento. Às 14h28 BRT dessa terça-feira, ISON terá seu primeiro encontro importante dentro do Sistema Solar. Nessa hora o cometa passará a 10.8 milhões de km do Planeta Vermelho e provavelmente será capturado pelas câmeras dos jipes-robôs que exploram a superfície marciana e também pelas sondas que prospectam o planeta desde sua orbita. Apesar de não ser uma distância tão pequena, essa é a primeira seção de fotos do cometa por lentes tão próximas. De acordo com o calendário das agências espaciais, estão programadas observações com o instrumento HIRISE, da sonda estadunidense MRO e também múltiplas observações com os experimentos a bordo da européia Mars Express, entre eles registros de cenas em alta resolução e espectrometria em diversos comprimentos de onda. As observações feitas com o telescópio espacial Hubble já foram suspensas devido à grande aproximação angular com o Sol. Essa medida é automática e necessária para evitar danos irreparáveis ao telescópio. Para que o Hubble fosse apontado para ISON seria necessária a reprogramação do equipamento, de modo a desativar o sistema de proteção. Aqui na Terra, diversos observatórios estão em plena campanha de observação, mas as imagens mais interessantes e emblemáticas continuam sendo registradas pelos astrônomos amadores. Uma das cenas mais intrigantes foi feita recentemente pelo amador Toni Scarmato, de Bolonha, na Itália. Scarmato tem estudado o cometa quase que diariamente e nos últimos registros detectou o que parece ser um pequeno jato de gás sendo ejetado do núcleo do cometa, provavelmente causado pela maior atividade verificada desde que ISON atravessou a linha de congelamento e iniciou um processo mais intenso de sublimação, quando o gelo passa diretamente do estado sólido para o gasoso. Atualmente, o cometa C/2012 S1 ISON pode ser encontrado no quadrante leste-nordeste durante as pré-manhãs e uma boa forma de localiza-lo é utilizar o próprio planeta Marte como referência. Se você tem algum programa que mostre o céu em tempo real, como o Stellarium ou Cartas do Céu, basta entrar as seguintes coordenadas para encontrar o cometa: AR: 09:35:19, DEC:17:33:13.

Fonte: Apolo 11

domingo, 29 de setembro de 2013

IGR J18245-2452: Uma estrela de nêutrons passando por uma estranha mudança de comportamento

Essas duas imagens obtidas pelo Observatório de Raios-X Chandra da NASA mostram uma grande mudança no brilho de raios-X de uma estrela de nêutrons com rotação super rápida, ou pulsar, entre os anos de 2006 e 2013. A estrela de nêutrons – a parte extremamente densa remanescente deixada por uma supernova – está numa órbita apertada ao redor de uma estrela de pouca massa. Esse sistema binário, conhecido como IGR J18245-2452 é um membro do aglomerado globular de estrelas M28. O IGR J18245-2452 fornece informações importantes sobre a evolução dos pulsares em sistemas binários. Pulsos de ondas de rádio têm sido observados da estrela de nêutrons enquanto ela completa uma rotação a cada 3.93 milissegundos (uma taxa impressionante de 254 vezes a cada segundo), identificando-a como um pulsar de milissegundo. O modelo mais vastamente aceito para a evolução desses objetos é que a matéria é puxada da estrela companheira na superfície da estrela de nêutrons via um disco ao seu redor. Durante essa chamada fase de acreção, o sistema é descrito como um sistema binário de raios-X de pouca massa pelo fato dos raios-X brilhantes de emissão do disco serem observados. O material em rotação no disco cai na estrela de nêutrons, aumentando a sua taxa de rotação. A transferência de matéria eventualmente diminui a velocidade e o material remanescente é varrido pelo campo magnético da estrela de nêutrons enquanto um rádio pulsar de milissegundo se forma. A evolução completa de um sistema binário de pouca massa de raios-X em um pulsar de milissegundo deve acontecer no decorrer de alguns bilhões de anos, mas no curso dessa evolução, o sistema pode rapidamente variar entre esses dois estados. A fonte IGR J18245-2452 fornece a primeira evidência direta para essas drásticas mudanças de comportamento. Em observações de Julho de 2002 a Maio de 2013 existem períodos quando ela age como um fonte binária de raios-X e os pulsos de rádio desaparecem, e existem momentos quando ela se desliga como uma fonte binária de raios-X e o pulso de rádio é ligado. As últimas observações tanto em raios-X como em rádio telescópios mostram que as transições entre uma fonte binária de raios-X e um rádio pulsar podem acontecer em ambas as direções e numa escala de tempo que é menor do que se esperava, talvez em somente poucos dias. Elas também fornecem poderosas evidências para um elo evolucionário entre os sistemas binários de raios-X e os rádio pulsares de milissegundos.

Fonte: Cienctec

sábado, 28 de setembro de 2013

Aglomerado fotografado pelo Hubble mostra dispersão de galáxias espirais e elípticas

Essa imagem mostra o massivo aglomerado de galáxias conhecido como MACS J0152.5-2852, capturado em detalhe pela Wide Field Camera 3 do Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA. Quase todos os objetos vistos na imagem acima são galáxias, cada uma delas contendo bilhões de estrelas. As galáxias normalmente não são distribuídas aleatoriamente no espaço, mas sim aparecem em concentrações de centenas, unidas pela gravidade mútua entre elas. As galáxias elípticas, como os objetos amarelados e difusos vistos na imagem, são na sua maioria encontrados perto do centro dos aglomerados de galáxias, enquanto que as espirais, como as manchas azuis na imagem acima, são normalmente encontradas mais distantes do centro e mais isoladas.

Fonte: Space Telescope

A Nuvem Interestelar Local

As estrelas não estão sozinhas. No disco de nossa galáxia, a Via Láctea, cerca de 10 por cento da matéria visível está na forma de gases, chamados de meio interestelar (interstellar medium ou ISM, em inglês). O ISM não é uniforme, e apresenta remendos até mesmo perto do nosso Sol. Pode ser bastante difícil detectar o ISM local, porque ele é bastante tênue e emite muito pouca luz. Entretanto, por ser composto basicamente de gás hidrogênio, ele absorve algumas cores bastante específicas que podem ser detectadas à luz das estrelas mais próximas. Um mapa de operação do ISM local, no espaço de 20 anos-luz, baseado em observações em curso e recentes detecções de partículas do Satélite Explorador da Fronteira Interestelar (IBEX, na sigla em inglês) em órbita é mostrado acima. Estas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através de uma Nuvem Interestelar Local à medida que esta nuvem desliza para fora da região formadora de estrelas, a Associação Escorpião-Centauro. Nosso Sol deve sair da Nuvem Local, também chamada de Penugem Local, durante os próximos 10.000 anos. Muito ainda permanece desconhecido a respeito do ISM local, incluindo detalhes de sua distribuição, sua origem, e como ele afeta o Sol e a Terra. Inesperadamente, medições recentes da sonda IBEX indicam que a direção de onde partículas interestelares neutras fluem pelo nosso Sistema Solar está mudando.

Fonte: APOD

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Uma nova “estrelinha” fria no nosso quintal

Esta nova imagem, obtida pelo telescópio VISTA do ESO, mostra uma anã marrom recém descoberta chamada VVV BD001, localizada no centro exato desta imagem, à qual pode ser feito zoom. Esta é a primeira anã marrom nova encontrada na nossa vizinhança cósmica, no âmbito do rastreio VVV. A VVV BD001 situa-se a cerca de 55 anos-luz de distância da Terra, na direção do centro muito populado da nossa Galáxia. As anãs marrons são estrelas que nunca conseguiram crescer e transformar-se em estrelas como o Sol. São muitas vezes referidas como “estrelas falhadas”; têm um tamanho maior que os planetas do tipo de Júpiter mas são menores que estrelas. Esta anã marrom é peculiar por duas razões: primeiro foi encontrada na direção do centro da Via Láctea, uma das regiões mais populadas do céu e segundo, pertence a uma classe invulgar de objetos conhecidos como “anãs marrons invulgarmente azuis” - não sendo ainda claro porque é que são mais azuis do que o esperado. As anãs marrons nascem do mesmo modo que as estrelas, no entanto não possuem massa suficiente para dar origem à queima do hidrogênio e transformarem-se em estrelas normais. É por isso que estes objetos são muito mais frios e produzem menos radiação, o que os torna mais difíceis de encontrar. Geralmente, os astrônomos procuram estes objetos com o auxílio de câmeras que trabalham no infravermelho próximo e médio e com telescópios especiais, sensíveis a estes objetos muito frios, mas normalmente evitam olhar para regiões muito populadas do espaço como, por exemplo, a região central da nossa Galáxia. O VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy) é o maior telescópio de rastreio do mundo e situa-se no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. O telescópio encontra-se a executar seis rastreios independentes do céu e o rastreio VVV (Variáveis VISTA na Via Láctea) foi concebido para catalogar milhares de milhões de objetos no centro da Via Láctea. A VVV BD001 foi descoberta por acaso no decorrer deste rastreio. Os cientistas usaram o catálogo VVV para criarem um mapa tridimensional do bojo central da Via Láctea. Os dados foram também usados para criar uma enorme imagem a cores de 108.200 por 81.500 pixels, que contêm quase nove bilhões de pixels, uma das maiores imagens astronômicas já produzidas.

Fonte: ESO

O brilho frio da formação estelar

A ArTeMiS é uma nova câmara de grande angular que trabalha na região submilimétrica do espectro, e será uma adição importante ao conjunto de instrumentos do APEX, fazendo aumentar a profundidade e detalhe com que se poderá observar. A rede de detectores de nova geração da ArTeMiS atua mais como uma câmara CCD do que a geração anterior de detectores, o que permitirá fazer mapas do céu de campo largo mais depressa e com muito mais pixels. A equipe que instalou a ArTeMiS teve que lutar contra condições meteorológicas extremas para conseguir completar a tarefa. O Centro de Controlo do APEX encontrava-se praticamente soterrado por imensa neve que caiu no planalto do Chajnantor. Com o auxílio do pessoal do Centro de Apoio às Operações do ALMA e do APEX, a equipe transportou as caixas onde estava a ArTeMiS até ao telescópio por uma estrada de recurso, evitando os amontoados de neve trazidos pelo vento, e conseguiu instalar o instrumento, colocar o criostato em posição e ligá-lo na sua posição final. Para testar o instrumento foi preciso esperar por tempo muito seco, já que os comprimentos de onda no submilímetro que o APEX observa, são fortemente absorvidos pelo vapor de água. No entanto, quando o bom tempo chegou, foram feitas observações de teste bem sucedidas. No seguimento dos testes e das observações de instalação, a ArTeMiS foi utilizada para vários projetos científicos. Um dos alvos apontados foi a região de formação estelar NGC 6334 (Nebulosa da Pata do Gato), situada na constelação austral do Escorpião. Esta nova imagem obtida pela ArTeMiS está significativamente mais nítida do que imagens APEX anteriores da mesma região. Os testes da ArTeMiS continuam e a câmera regressará brevemente a Saclay, em França, para que se possam instalar mais detectores no instrumento. Toda a equipe está muito entusiasmada com os resultados destas observações iniciais, que são uma bela recompensa pelos muitos anos de trabalho árduo, e os quais não poderiam ter sido alcançados sem a ajuda e o apoio do pessoal do APEX.

Fonte: ESO

O universo é curvo ou achatado?

Um novo estudo de cosmólogos da Universidade de Edimburgo (Reino Unido) afirma que o universo pode ser ligeiramente curvo, de forma semelhante a uma sela. Se o seu modelo estiver correto, derrubaria a antiga crença de que o universo é plano. Em 2004, medições do fundo cósmico de micro-ondas (CMB, na sigla em inglês) feitas pela Sonda Wilkinson de Anisotropia de Micro-ondas da NASA captaram os primeiros sinais de uma assimetria do universo. Alguns especialistas, no entanto, se perguntaram se o achado não poderia ser um erro sistemático, que seria corrigido quando a nave sucessora, a sonda espacial Planck da Agência Espacial Européia, mapeasse o CMB novamente com maior precisão. Os resultados de Planck, anunciados no início deste ano, confirmaram a anomalia. Na tentativa de explicar esses resultados, os pesquisadores Andrew Liddle e Marina Cortês criaram uma teoria consistente com os novos dados. Eles propuseram um modelo de inflação cósmica – um período hipotético de rápida expansão logo após o Big Bang em que o universo cresceu por várias ordens de magnitude em uma pequena fração de segundo. A teoria mais simples da inflação dita que o universo é plano e que a sua expansão foi acionada por um campo quantum único, denominado “inflaton”. Neste modelo, inflaton tem duas funções: desencadear a hiperexpansão e gerar as flutuações de densidade minúsculas que ampliaram para tornar-se as sementes das galáxias. Essa versão da inflação, porém, não pode ser responsável pela assimetria do universo, exceto se esta for um acaso estatístico – semelhante a, por exemplo, uma moeda verdadeira dar cara muitas vezes mais do que coroa em 1.000 tentativas. Segundo os cientistas, se as anomalias do CMB não forem um acaso estatístico, poderiam oferecer uma janela sem precedentes sobre a estrutura detalhada do início do universo. Em seu estudo, publicado esta semana na Physical Review Letters, Liddle e Cortês “brincam” com a teoria da inflação. Como muitos teóricos antes deles, os pesquisadores invocam um segundo campo quântico – o “curvaton” – para definir as flutuações de densidade primordiais no universo jovem, restringindo o inflaton a conduzir apenas a hiperexpansão. O campo curvaton geraria as flutuações de densidade assimétricas que foram observadas e que sugerem que o espaço tem uma curvatura ligeiramente negativa em grandes escalas. Isto significa que, se grandes triângulos pudessem ser “desenhados” no espaço, os seus ângulos internos somariam menos que 180 graus. Em um universo plano, os ângulos somariam 180 graus exatamente, e em um universo com uma curvatura positiva, somariam mais de 180 graus. Hoje, os físicos entendem que a forma do universo ainda não foi totalmente definida; vai depender do valor da densidade do universo. No cenário de Liddle e Cortês, a assimetria do CMB deriva de uma falta de uniformidade do universo em grande escala codificado no campo curvaton. Apesar de numerosas observações indicarem que o cosmos é plano, o novo modelo proposto, que os autores reconhecem ser ainda especulativo, pode explicar os desvios nos dados mais recentes obtidos pelos telescópios. Futuros experimentos com medidas de maior precisão podem determinar quem está certo.

Fonte: Hypescience

Galáxia mais densa descoberta nas vizinhanças da Via Láctea

Imagine a distância entre o Sol e a estrela mais próxima de nós, a Alpha Centauri - são 4 anos-luz. Agora, imagine 10 mil estrelas do tamanho do nosso Sol amontoadas nesse mesmo espaço. Esta é a densidade de uma galáxia supercompacta que acaba de ser descoberta por uma equipe internacional de astrônomos. "Esta galáxia é mais maciça do que qualquer galáxia-anã ultracompacta de tamanho comparável," disse Jay Strader, da Universidade do Estado de Michigan, nos Estados Unidos. "E é, sem dúvida, a galáxia mais densa conhecida no universo local." A galáxia-anã ultracompacta foi encontrada no aglomerado de galáxias da Virgem, um grupo de galáxias localizado a cerca de 54 milhões de anos-luz da Via Láctea. O que torna esta galáxia, chamada M60-UCD1, tão notável é que cerca de metade da sua massa está concentrada dentro de um raio de apenas 80 anos-luz. Isso torna sua densidade de estrelas cerca de 15 mil vezes maior do que a encontrada nas vizinhanças da Terra na Via Láctea. "Viajar de uma estrela para outra seria muito mais fácil na M60-UCD1 do que na nossa galáxia," disse Strader. "Como as estrelas estão muito mais próximas umas das outras nesta galáxia, levaria apenas uma fração do tempo."

Fonte: Inovação Tecnológica

Cometa ISON se aproxima de Marte e já rende belas imagens

Perto do momento da máxima aproximação do Planeta Vermelho, o cometa C/2012 S1 ISON já começa a chamar a atenção. O aumento de brilho observado nos últimos dias e sua posição favorável acima do horizonte tem colaborado bastante para melhores observações. Apesar de ainda estar invisível à vista desarmada, o brilho do cometa ISON aumentou bastante e tem proporcionado aos astrônomos de plantão excelentes capturas de imagens. Em locais de céu limpo o cometa já pode ser visto com auxílio de telescópios modestos com pelo menos 150 milímetros de abertura, mas nos próximos dias já poderá ser observado com instrumentos ainda menores, de 127/130 milímetros de diâmetro. Na terça-feira, dia 1 de outubro, ocorrerá o periastro entre ISON e o planeta Marte, quando o cometa passará a 10 milhões de km da superfície. Alguns modelos estimam que neste dia a magnitude de ISON estará próxima a 10.5 e caindo, facilitando as futuras observações do objeto. Até o final de outubro, provavelmente ISON já estará visível sem auxílio de instrumentos. Atualmente, o cometa C/2012 S1 ISON pode ser encontrado no quadrante leste-nordeste durante as pré-manhãs e uma boa forma de localiza-lo é utilizar o próprio planeta Marte como referência. Apesar de não ser uma tarefa muito simples, encontrar e observar o cometa pode ser uma tarefa bastante instrutiva e deverá propiciar aos interessados um bom aprendizado sobre o céu e a posição dos objetos.
Para acompanhar a posição do cometa ISON e a contagem regressiva das aproximações, acesse a página Cometa ISON

Fonte: Apolo 11

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O amendoim no coração da nossa Galáxia

O bojo galáctico é uma das regiões mais importantes e de maior massa da nossa Galáxia. Esta enorme nuvem central com cerca de 10 bilhões de estrelas tem uma dimensão de milhares de anos-luz mas a sua estrutura e origem não eram bem compreendidas. Infelizmente a partir do interior do disco galáctico que é a posição da Terra, a vista desta região central - a cerca de 27.000 anos-luz de distância - encontra-se fortemente obscurecida por nuvens densas de gás e poeira. Os astrônomos apenas conseguem obter uma boa vista do bojo observando a grandes comprimentos de onda, tais como em radiação infravermelha, a qual consegue penetrar as nuvens de poeira. Observações anteriores, tanto do satélite COBE como do rastreio infravermelho do céu 2MASS, tinham já sugerido que o bojo tinha uma misteriosa forma em X. Agora, dois grupos de cientistas utilizaram novas observações de vários telescópios do ESO para obterem uma vista muito mais clara da estrutura do bojo. O primeiro grupo, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre (MPE) em Garching, Alemanha, usou o rastreio no infravermelho próximo VVV do telescópio VISTA, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Este novo rastreio público consegue observar estrelas trinta vezes mais tênues do que as observadas em anteriores rastreios ao bojo. A equipe identificou um total de 22 milhões de estrelas pertencentes à classe das gigantes vermelhas, cujas propriedades bem conhecidas permitem calcular as suas distâncias. “A profundidade do catálogo de estrelas VISTA excede de longe trabalhos anteriores e conseguimos detectar a população total destas estrelas em todas as regiões menos nas mais obscuras,” explica Christopher Wegg (MPE), autor principal do primeiro estudo. “A partir desta distribuição estelar pudemos fazer um mapa a três dimensões do bojo galáctico. Esta é a primeira vez que tal mapa é feito sem se assumir um modelo teórico para a forma do bojo.” “Descobrimos que a região interna da nossa Galáxia tem uma forma tipo “caixa”, assemelhando-se a um amendoim na casca vista de um lado, a um X gigante vista do outro e a uma barra muito alongada vista de cima,” acrescenta Ortwin Gerhard, co-autor do primeiro artigo e líder do grupo do MPE. A segunda equipe internacional, liderada pelo estudante de doutoramento chileno Sergio Vásquez (Pontificia Universidad Católica de Chile, Santiago, Chile e ESO, Santiago, Chile), utilizou uma abordagem diferente para identificar a estrutura do bojo. Ao comparar imagens observadas com o auxílio do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros e obtidas com um intervalo de onze anos, a equipe pôde medir os minúsculos desvios no céu devido aos movimentos das estrelas do bojo. Estes desvios foram combinados com medições dos movimentos das mesmas estrelas a aproximarem-se ou a afastarem-se da Terra, mapeando-se assim os movimentos de mais de 400 estrelas em três dimensões. “Esta é a primeira vez que se obteve um grande número de velocidades em três dimensões para estrelas individuais do bojo”, conclui Vásquez. “As estrelas que observamos parecem estar a mover-se ao longo dos braços em forma de X do bojo, à medida que as suas órbitas as levam para cima e para baixo e para fora do plano da Via Láctea. Tudo isto se ajusta na perfeição com previsões de modelos atuais!” Os astrônomos pensam que a Via Láctea era originalmente um disco puro de estrelas, que formou uma barra plana há milhares de milhões de anos atrás. Esta barra deu depois origem à forma de amendoim a três dimensões vista nas novas observações.

Fonte: ESO

domingo, 22 de setembro de 2013

Cientistas definem o tempo de vida habitável na Terra

Não se preocupe, há tempo suficiente para você viver e realizar tudo o que quer neste planeta. De acordo com um estudo recente, com resultados publicados na última edição da revista Astrobiology, a Terra tem pela frente pelo menos mais 1 bilhão e 750 milhões de anos com condições de abrigar vida. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, utilizaram métodos de comparação com o tempo de vida habitável em outros planetas, especialmente exoplanetas que se encontram fora do nosso sistema solar. Foram consideradas as chamadas zonas habitáveis, que significam o período de tempo em que alguns planetas teriam condições de sustentar formas de vida com base na temperatura da superfície, na distância em relação à sua estrela e fonte de energia, e na possibilidade de manter água em estado líquido. Com isso, foi possível definir que a Terra começará a se aquecer dentro de 1,75 a 3,25 bilhões de anos a partir de agora, e que depois desse período sua temperatura ficará tão quente que até os mares vão evaporar. É claro que muito antes do planeta se aquecer a esse ponto, os humanos terão que encontrar um novo local para viver. Vidas inteligentes e complexas como nós são muito mais sensíveis a variações de temperatura, e os efeitos da mudança climática serão sentidos pelos homens muito antes que outras formas de vida. Curiosamente, de acordo com esses cientistas, se futuramente os terráqueos precisarem de um novo planeta para habitar, o melhor lugar para viver deve ser Marte. O nosso vizinho vermelho vai estar dentro da zona habitável até o fim da vida do Sol, o que ocorre daqui a seis bilhões de anos.

Fonte: Universidade de East Anglia

Um bando de estrelas

As manchas brilhantes na imagem acima, lembrando um bando de pássaros voando, são estrelas que formam a galáxia anã ESO 540-31. Capturada nessa nova imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble, das Agências Espaciais NASA e ESA, a galáxia anã, localiza-se a pouco mais de 11 milhões de anos-luz da Terra, na direção da constelação de Cetus, A Baleia. O pano de fundo dessa imagem está cheio de muitas outras galáxias, todas elas localizadas a grandes distâncias de nós. As galáxias anãs estão entre os menores e mais apagados membros da família galáctica, contendo normalmente poucas centenas de milhões de estrelas. Embora isso pareça ser um grande número, é bem pequeno se comparado a galáxias espirais como a nossa Via Láctea, que é composta por centenas de bilhões de estrelas. Uma versão dessa imagem entrou na competição de processamento de imagens conhecida como Hubble’s Hidden Treasures pelo competidor Luca Limatola. Inocência.

Fonte: Cienctec

A estrela ardente

Essa nova imagem registrada pelo Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA, mostra a estrela HD 184738, também conhecida como estrela de hidrogênio de Campbell. Ela é circundada por plumas avermelhadas de gás – as tonalidades incandescentes em laranja e em vermelho são causadas pelos gases brilhantes, incluindo o hidrogênio e o nitrogênio. A HD 184738 está no centro de uma pequena nebulosa planetária. A estrela propriamente dita é conhecida como uma estrela WC, uma classe bem rara que lembra muito suas homólogas – as estrelas Wolf-Rayet. Essas estrelas receberam esse nome depois que dois astrônomos franceses, o Charles Wolf e o Georges Rayet, identificaram-nas pela primeira vez em meados do século 19. As estrelas Wolf-Rayet são estrelas quentes, talvez 20 vezes mais massivas que o Sol, que rapidamente expelem material e perdem massa. As estrelas WC são diferentes, elas tem uma massa baixa e são estrelas parecidas com o Sol no final de suas vidas. Enquanto essas estrelas recentemente tiveram boa parte de sua massa original ejetada, o núcleo estelar quente ainda está perdendo massa numa taxa elevada, criando um vento quente. São esses ventos que causam a semelhança com as estrelas do tipo Wolf-Rayet. Contudo, os astrônomos podem observar mais de perto a composição desses ventos para contar as estrelas separadamente. As estrelas WC são identificadas pelo carbono e pelo oxigênio em seus ventos. Algumas estrelas Wolf-Rayet verdadeiras são ricas em nitrogênio, mas isso é muito raro de acontecer nas homólogas de baixa massa. A HD 184738 é também muito brilhante na parte infravermelha do espectro, e é circundada por poeira muito similar ao material com o qual a Terra se formou. A origem dessa poeira é ainda incerta. Uma versão dessa imagem entrou na competição de processamento de imagens conhecida como Hubble’s Hidden Treasures, pelo competidor Jean-Christophe Lambry.

Fonte: Space Telescope

NASA anuncia o fim da missão da sonda Deep Impact que caçou cometas no espaço profundo

Depois de quase 9 anos no espaço que incluiu um impacto sem precedentes num cometa em um 4 de Julho além de sobrevôos subsequentes de um cometa, um sobrevôo adicional em outro cometa e o retorno de aproximadamente 500.000 imagens de objetos celestes, a sonda Deep Impact da NASA encerrou suas atividades. A equipe de projeto no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, na Califórnia pronunciou de forma relutante o final da missão depois de ser incapaz de se comunicar com a sonda por mais de um mês. A última comunicação com a sonda aconteceu no dia 8 de Agosto de 2013. A sonda Deep Impact foi a sonda que mais viajou na história da humanidade caçando cometas no espaço profundo, aproximadamente 7.58 bilhões de quilômetros. “A Deep Impact tem sido uma sonda fantástica, que produziu muito mais dados do que nós planejávamos”, disse Mike A’Hearn, o principal pesquisador da Deep Impact na Universidade de Maryland em College Park. “Ela revolucionou o nosso entendimento sobre os cometas e as suas atividades”. A sonda Deep Impact completou com sucesso sua missão original de seis meses em 2005 ao investigar tanto a superfície como a composição interior de um cometa e a sua missão estendida subsequente incluiu outro sobrevôo a outro cometa e observações de planetas ao redor de outras estrelas, uma missão que durou de Julho de 2007 até Dezembro de 2010. Desde então, a sonda tem sido continuamente usada como um observatório espacial para capturar imagens e outros dados científicos de alguns alvos com seus telescópios e demais instrumentos. Lançada em Janeiro de 2005, a sonda foi a primeira a viajar cerca de 431 milhões de quilômetros até chegar ao cometa Tempel 1. Em 3 de Julho de 2005, a sonda lançou um módulo de impacto na trajetória do cometa que atingiu o seu núcleo em 4 de Julho. Isso fez com que o material abaixo da superfície do cometa explodisse no espaço onde ele poderia ser examinado pelos telescópios e instrumentos da sonda que o sobrevoava. Dezesseis dias depois que a sonda encontrou com o cometa, a equipe da Deep Impact colocou a sonda na trajetória de volta para a Terra para no final de Dezembro de 2007 para colocá-la em curso para encontrar outro cometa, o Hartley 2, encontro esse que aconteceu em Novembro de 2010. “Seis meses depois do lançamento, essa sonda já tinha completado sua missão planejada de estudar o cometa Tempel 1”, disse Tim Larson, gerente de projeto da Deep Impact no JPL. “Mas a equipe de ciência continuou encontrando coisas interessantes para se fazer, e através da criatividade da nossa equipe da missão, dos navegadores e do apoio do Discovery Program da NASA, essa sonda foi mantida por mais de oito anos produzindo resultados impressionantes em todo a sua vida”. A missão estendida da sonda culminou no sobrevôo com sucesso do cometa Hartley 2 em 4 de Novembro de 2010. Ao longo de sua trajetória ela também observou seis diferentes estrelas para confirmar o movimento de planetas ao seu redor, e fez imagens e adquiriu dados da Terra, da Lua e de Marte. Esses dados ajudaram a confirmar a existência de água na Lua, e também serviram para confirmar a assinatura de metano na atmosfera de Marte. Uma de suas sequências de imagens mais impressionantes mostram a Lua transitando em frente da Terra. Em Janeiro de 2012, a sonda Deep Impact fez imagens e estudou a composição do distante cometa C/2009 P1 (Garradd). Ela fez imagens do cometa ISON esse ano e coletou imagens iniciais do próprio ISON em Junho. Após perder contato com a sonda no mês passado, os controladores da missão gastaram algumas semanas tentando enviar comandos para reativar seus sistemas de bordo. Embora a exata causa da perda seja desconhecida, análises descobriram um problema potencial com o sistema de tempo do computador que poderia ter levado a Deep Impact a perder o controle de sua orientação. Isso então pode ter afetado o posicionamento de suas antenas de rádio, tornando a comunicação algo difícil, bem como ter alterado a posição de seus painéis solares, o que faria com que faltasse energia para a sonda, sem a energia a sonda não poderia produzir calor o suficiente para manter seus equipamentos funcionando, de modo que eles devem ter sido congelados, essencialmente a bateria e o sistema de propulsão. “Apesar desse final inesperado, a sonda Deep Impact já realizou muito mais do que nós havíamos imaginado em algum momento”, disse Lindley Johnson, executiva do Discovery Program na sede da NASA em Washington, e Program Executive para missão desde um ano antes de seu lançamento. “A Deep Impact mudou completamente o nosso conhecimento sobre os cometas e também nos forneceu dados preciosos para entendermos melhor sobre a ciência planetária que será, certamente fonte de pesquisa por muitos anos ainda”.

Fonte: Cienctec

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Estrelas jovens cozinhando na Nebulosa do Camarão

Situada a cerca de 6.000 anos-luz de distância da Terra na constelação do Escorpião, a nebulosa conhecida pelo nome formal IC 4628 é uma extensa região cheia de gás e nodos de poeira escura. Estas nuvens de gás são regiões de formação estelar, que produzem jovens estrelas brilhantes e quentes. Na luz visível estas estrelas aparecem-nos de cor azul-esbranquiçada, mas emitem igualmente intensas quantidades de radiação noutras partes do espectro electromagnético – nomeadamente no ultravioleta. É na radiação ultravioleta que as estrelas fazem com que as nuvens de gás brilhem. Esta radiação arranca os elétrons aos átomos de hidrogênio, que seguidamente se recombinam libertando energia sob a forma de luz. Quando este processo ocorre, cada elemento químico emite radiação em determinadas cores e no caso do hidrogênio a cor predominante é o vermelho. A IC 4628 é um exemplo de uma região HII. A Nebulosa do Camarão tem cerca de 250 anos-luz de dimensão, cobrindo uma área no céu equivalente a quatro vezes a Lua Cheia. Apesar deste tamanho enorme, tem sido frequentemente negligenciada pelos observadores devido a ser tão tênue e também porque a maioria da sua radiação é emitida a comprimentos de onda para os quais o olho humano não é sensível. A nebulosa é também conhecida pelo nome de Gum 56, em honra do astrônomo australiano Colin Gum, que publicou um catálogo de regiões HII em 1955. No decorrer dos últimos milhões de anos, esta região do céu formou muitas estrelas, tanto individualmente como em enxames. Existe um grande enxame estelar disperso chamado Collinder 316, espalhado por quase toda a imagem. Este enxame faz parte de um conjunto muito maior de estrelas muito quentes e luminosas. Vemos também muitas estruturas escuras ou cavidades, donde o material interestelar foi soprado pelos ventos poderosos gerados pelas estrelas quentes da vizinhança. Esta imagem foi obtida pelo VLT Survey Telescope (VST), instalado no Observatório do Paranal, no Chile. O VST é o maior telescópio do mundo concebido para mapear o céu em radiação visível. Trata-se de um telescópio de vanguarda de 2,6 metros, construído em redor da câmara OmegaCAM, a qual contém 32 detectores CCD que juntos criam imagens de 268 milhões de pixels. Esta nova imagem com uma largura de 24.000 pixels, é um mosaico composto a partir de duas destas imagens e é uma das maiores imagens simples divulgadas pelo ESO até hoje. Esta imagem faz parte de um rastreio público de uma grande parte da Via Láctea chamado VPHAS+, que está a utilizar o poder do VST para procurar novos objetos tais como estrelas jovens e nebulosas planetárias. O rastreio fornecerá também as melhores imagens jamais obtidas de muitas das enormes regiões de formação estelar brilhantes, tais como a que aqui apresentamos. As imagens VST já de si muito nítidas foram ainda trabalhadas de modo a fazer sobressair a cor, usando imagens de alta qualidade obtidas através de outros filtros por Martin Pugh, um astrônomo amador com muita aptidão, que observa da Austrália com telescópios de 32 e 13 centímetros.

Fonte: Cienctec

Curiosity não detecta metano em Marte

Dados do rover Curiosity da NASA revelaram que o ambiente marciano carece de metano. Esta é uma surpresa para os investigadores porque os dados anteriores relatados por cientistas norte-americanos e internacionais indicaram detecções positivas. O laboratório itinerante realizou extensos testes para procurar vestígios de metano marciano. Saber se a atmosfera marciana contém traços do gás tem sido uma questão de grande interesse durante os últimos anos porque o metano pode ser um sinal potencial de vida, embora possa também ser produzido sem biologia. "Este resultado importante ajudará a direcionar os nossos esforços para examinar a possibilidade de vida em Marte," afirma Michael Meyer, cientista da NASA para a exploração de Marte. "Reduz a probabilidade de micróbios marcianos produtores de metano, mas aborda apenas um tipo de metabolismo microbiano. Como sabemos, existem muitos tipos de micróbios terrestres que não geram metano." O Curiosity analisou amostras da atmosfera marciana em busca de metano seis vezes, desde Outubro de 2012 até Junho deste ano e nunca detectou o gás. Dada a sensibilidade do instrumento usado, o TLS (Tunable Laser Spectrometer), e a sua não detecção, os cientistas calculam que a quantidade de metano na atmosfera marciana de hoje em dia deve ser menos do que 1,3 partes por milhar de milhão. Isto é cerca de um-sexto das estimativas anteriores. Os detalhes dos resultados aparecem na edição de ontem da Science Express. "Teria sido emocionante encontrar metano, mas temos muita confiança nas nossas medições, e o progresso na expansão do conhecimento é que é realmente importante," afirma Chris Webster, o autor principal do artigo, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Nós medimos várias vezes, desde a Primavera marciana até ao fim do Verão, mas sem detectar metano." Webster é o cientista-chefe do espectrômetro, que faz parte do laboratório SAM (Sample Analysis at Mars) do Curiosity. Este pode ser ajustado especificamente para a detecção de vestígios de metano. O laboratório também pode concentrar qualquer metano para aumentar a capacidade de detecção do gás. A equipe do rover vai usar este método para procurar metano a concentrações bem abaixo de 1 parte por bilhões. O metano, o hidrocarboneto mais abundante no nosso Sistema Solar, tem um átomo de carbono ligado a quatro átomos de hidrogênio em cada molécula. Os relatórios anteriores de concentrações de metano localizadas até 45 partes por cada milhar de milhão em Marte, que despertaram o interesse na possibilidade de uma fonte biológica em Marte, foram baseados em observações a partir da Terra e em órbita de Marte. No entanto, as medições do Curiosity não são consistentes com essas concentrações, mesmo se o metano se tenha dispersado globalmente. "Não há nenhuma maneira conhecida para o metano desaparecer rapidamente da atmosfera," afirma um dos co-autores do artigo, Sushil Atreya da Universidade de Michigan, Ann Arbor. "O metano é persistente. Devia permanecer durante centenas de anos na atmosfera marciana. Sem um método de o remover mais rapidamente da atmosfera, as nossas medições indicam que não pode haver tanto metano sendo colocado na atmosfera por qualquer mecanismo, quer seja biologia, geologia ou por degradação ultravioleta de material orgânico entregue pela queda de meteoritos ou partículas de poeira interplanetária." A concentração mais alta de metano que pode estar presente sem ser detectada por meio de medições do Curiosity até agora equivaleria a não mais de 10 a 20 toneladas por ano de metano entrando na atmosfera marciana, estima Atreya. Isto é cerca de 50 milhões de vezes menor do que a taxa de metano que entra na atmosfera da Terra.

Fonte: Astronomia On-line

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nosso universo foi criado por um buraco negro de quatro dimensões?

Com base no que sabemos do nosso universo, muitos cosmólogos – e um popular seriado de televisão – acreditam que tudo começou com o Big Bang. Entretanto, muitas questões permanecem. É por isso que um astrofísico canadense sugeriu que há uma outra possibilidade: talvez nosso universo tenha começado com um buraco negro 4D. Escrevendo na revista Nature, a jornalista especializada em ciência Zeeya Merali explica a teoria sugerida pelo astrofísico Niayesh Afshordi, do Instituto Perimeter de Física Teórica. Segundo ela, o modelo padrão do Big Bang indica que o universo explodiu a partir de um ponto infinitamente denso, também conhecido no meio científico como uma “singularidade”. “Ninguém sabe, porém, o que teria provocado essa explosão: as leis conhecidas da física não podem nos dizer o que aconteceu naquele momento”, escreve. Afshordi e seus colegas acreditam que o nosso universo tridimensional é apenas uma membrana que flutua através de um universo maior – este com quatro dimensões espaciais. A equipe de Ashfordi percebeu que, se esse universo maior contém suas próprias estrelas de quatro dimensões, algumas delas podem entrar em colapso, formando buracos negros 4D, da mesma forma que as estrelas maciças do nosso universo o fazem: elas explodem como supernovas, violentamente ejetam suas camadas exteriores, enquanto as camadas interiores se transformam em um buraco negro. Em nosso universo, um buraco negro é limitado por uma superfície esférica chamada de horizonte de eventos. Enquanto que, no espaço tridimensional comum, é preciso um objeto bidimensional (uma superfície) para criar uma fronteira dentro de um buraco negro, no universo maior, parte do horizonte de eventos de um buraco negro 4D seria um objeto 3D – uma forma chamada de hiperesfera. Quando a equipe de Afshordi estudou o modelo da morte de uma estrela 4D, eles descobriram que o material ejetado formaria uma membrana tridimensional que envolveria o horizonte de eventos 3D, e se expandiria lentamente. Os autores argumentam que o universo 3D em que vivemos pode ser apenas uma espécie de membrana, cujo crescimento é detectado pelos cientistas como expansão cósmica, de uma estrutura maior. “Os astrônomos medem essa expansão e extrapolam ao afirmar que o universo começou com um Big Bang – isso é apenas uma miragem”, afirma Afshordi. A teoria de Afshordi poderia ajudar na explicação da temperatura uniforme do universo (que permanece sendo um mistério). Suas idéias também podem fornecer pistas para a compreensão do famoso evento do Big Bang. O que desencadeou esse hipotético evento, que teria transformado uma singularidade em uma enorme explosão, sempre em expansão? “Pelo que todos os físicos afirmam, dragões poderiam ter surgido voando para fora dessa singularidade”, diz Afshordi. O ponto positivo da nova teoria do canadense é de fato explicar a explosão inicial e suas consequências.

Fonte: Hypescience

Imagem mostra detalhes surpreendentes da Galáxia do Girino

A chamada Galáxia do Girino é uma galáxia barrada corrompida, localizada a 400 milhões de anos-luz de distância da Terra na constelação do norte de Draco. A cauda de estrelas da Galáxia do Girino é sem dúvida alguma a feição mais proeminente e impressionante desse objeto. Ela se estica por cerca de 280.000 anos-luz enquanto que a Via Láctea tem em torno de 100 a 120 mil anos-luz de diâmetro. O corpo principal, ou a galáxia propriamente dita está a cerca de 300.000 anos-luz da cauda. A Galáxia do Girino muito provavelmente perderá sua cauda à medida que se tornar mais velha. Agora, como se pode ver, essa galáxia está corrompida e existe uma teoria sobre como isso pode ter acontecido. A história nos diz que uma galáxia menor pode ter colidido com a Galáxia do Girino graças a sua atração gravitacional. Durante esse evento a interação arrancou as estrelas das galáxias espirais e o intruso pode ser visto a 300.000 anos-luz além do Girino através dos braços espirais em primeiro plano, no canto superior direito da imagem.

Fonte: Cienctec

Marte: aproximação de cometa ameaça satélites em órbita

As incertezas sobre a distância mínima que o cometa C/2013 A1 se aproximará de Marte em 2014 está obrigando as agências espaciais a criarem planos de manobras para os satélites na órbita do Planeta Vermelho. O objetivo é diminuir os riscos de colisão contra as partículas cometárias. Atualmente, três sondas estão orbitando o planeta Marte: as estadunidenses Odyssey e Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) e a européia Mars Express. Além dos orbitadores, a Nasa também possui os jipes-robôs Curiosity e Opportunity, que estudam o planeta a partir do solo. Apesar de os cálculos mostrarem que o cometa C/2013 A1 Siding Spring não se chocará contra a superfície marciana, as incertezas sobre a menor distância da aproximação estão trazendo uma série de dúvidas sobre a implementação das manobras a serem feitas para reduzir o risco de colisão das naves contra a poeira cometária. Os números apontam para uma passagem rasante situada entre 66 mil e 194 mil km da superfície, uma margem de erro bastante grande para que os engenheiros das missões possam determinar onde seria o melhor local para posicionar as sondas. "Essa aproximação promete ser muito emocionante", disse Michael Meyer, cientista-chefe para o programa de exploração em Marte junto à Nasa. Mayer também admite que os dados não são muito consistentes. "Com toda a honestidade, ainda não sabemos muito sobre essa passagem e que tipo de cálculo pode ser feito para minimizar os impactos", disse ele. Para o pesquisador, a esteira de fragmentos de C/2013 A1 Siding Spring apresenta riscos reais para os orbitadores e os planos para reorientação das naves estão em andamento. No entender do cientista, existem chances de impactos contra as sondas, mas se é 10 por cento, 1 por cento ou 0,1 por cento ninguém ainda sabe.

Fonte: Apolo 11

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Imagem do Hubble mostra o aglomerado de galáxias Abell 1689 defletindo a luz

Esse é um dos objetos mais massivos no universo visível. Nessa imagem da Advanced Camera for Surveys do Telescópio Espacial Hubble, o Abell 1689 é visto curvando o espaço como previsto pela teoria da gravidade de Einstein – defletindo a luz de galáxias individuais que localizam-se além do aglomerado produzindo assim, múltiplas imagens. O poder dessa enorme lente gravitacional depende da sua massa, mas a matéria visível, na forma das galáxias amareladas do aglomerado, só é responsável por cerca de um por cento da massa necessária para fazer com que seja possível observar as imagens em arco das galáxias em segundo plano. De fato, a maior parte da massa gravitacional para curvar o espaço suficiente para explicar essa lente de escala cósmica está na forma da ainda misteriosa matéria escura. Como a fonte dominante da gravidade do Abell 1689, a presença não observada da matéria escura é mapeada pelos arcos de lente e pelas imagens distorcidas das galáxias de fundo. Surpreendentemente uma inspeção mais detalhada da imagem acima tem revelado a presença de mais de 100.000 aglomerados globulares de estrelas no aglomerado de galáxias.

Fonte: Cienctec

M45: O aglomerado estelar das Plêiades

Você já viu o aglomerado estelar das Plêiades? Mesmo que você já tenha visto, você provavelmente nunca viu tão empoeirado assim. Talvez o mais famoso aglomerado estelar do céu, as brilhantes estrelas do aglomerado das Plêiades podem ser vistas sem binóculos até mesmo de cidades com muita poluição luminosa. Com uma longa exposição de locais escuros, a nuvem de poeira ao redor das Plêiades se torna muito evidente. A imagem acima foi feita com uma exposição de 20 minutos e cobre uma área do céu algumas vezes maior do que o tamanho da Lua Cheia. Também conhecida como as Sete Irmãs e M45, as Plêiades localizam-se a aproximadamente 400 anos-luz de distância na direção da constelação de Touro (Taurus). Uma lenda comum com um toque moderno é que uma das estrelas das Plêiades se apagou desde que o aglomerado foi nomeado, deixando somente seis estrelas visíveis a olho nu. O número atual de estrelas visíveis nas Plêiades, contudo, pode ser mais ou menos que sete, dependendo da escuridão do céu ao redor e da claridade da linha de visão do observador.

Fonte: APOD

Sonda Deep Impact continua sem contato e missão é praticamente dada como perdida

Parece realmente que a sonda da NASA, Deep Impact, está com sérios problemas. A missão Deep Impact teve por objetivo pesquisar os cometas e estudá-los de bem perto. A sonda foi lançada em 2005 e viajou até hoje mais de 7.58 bilhões de quilômetros no total. Os controladores da missão Deep Impact têm tentado estabelecer uma conexão com a sonda por algum tempo, sem sucesso. A última vez que eles conseguiram uma conexão com a sonda foi em 8 de Agosto de 2013. Os controladores da missão acreditam que ocorreu alguma anomalia que fez com que a sonda reiniciasse sozinha continuamente. O rover Spirit que explorou o planeta Marte, passou por um problema parecido, mas no final, uma linha de código permitiu que o rover fosse ligado com a memória salva. Agora, os dois casos são um pouco diferentes, mas com chances bem baixas de se reestabelecer uma conexão com a Deep Impact. Mesmo todos estando muito tristes com a perda prematura da sonda não significa que a missão foi perdida. A Deep Impact cumpriu perfeitamente seu objetivo original bem como o objetivo da missão estendida e produziu dados científicos realmente magníficos para a NASA. Embora a NASA preferir planejar o desligamento da sonda e o final da missão, as vezes as missões terminam assim, como a da Deep Impact. Nós ainda esperaremos para ver se com alguma jogada de sorte será possível reestabelecer a comunicação com a sonda Deep Impact e quem sabe ainda recuperar algum dado da missão.

Fonte: Cienctec

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Cientistas descobrem fábrica cósmica dos blocos de construção da vida

De acordo com os cientistas, as colisões explosivas de cometas gelados com planetas e luas criaram os blocos de construção fundamentais da vida, espalhando estes ingredientes necessários por todo o Sistema Solar. "O que isto significa é que os complexos percursores da vida são comuns, aumentando assim as hipóteses de vida em outros lugares," afirma o co-autor Mark Price, cientista espacial da Universidade de Kent, na Inglaterra. Sabe-se que os cometas possuem compostos orgânicos. Os cientistas há muito que sugeriram que os cometas ajudaram a trazer os ingredientes da vida para a Terra primitiva. Os astrônomos detectaram amônia e outros compostos em cometas tais como o Halley, compostos estes que são os percursores dos aminoácidos, os componentes básicos das proteínas. De fato, o aminoácido mais simples, a glicina, foi recentemente descoberto em amostras do Cometa 81P/Wild-2 recolhidas pela missão Stardust da NASA. No entanto, a vida requer aminoácidos mais complexos. Os modelos computacionais do químico Nir Goldman do Laboratório Nacional de Lawrence Livermore, no estado americano da Califórnia, sugeriram que os impactos poderiam formar aminoácidos complexos, e Price e colegas decidiram replicar estas simulações, enquanto a astrobióloga portuguesa Zita Martins, do Imperial College em Londres, e colegas, ajudaram a procurar quaisquer aminoácidos resultantes. "Os impactos são onipresentes no Sistema Solar - vemos crateras de impacto em cada superfície sólida do Sistema Solar," afirma Price. "Devido à gravidade, sabemos que estes impactos devem ocorrer a velocidades muito altas, na ordem dos quilômetros por segundo. Durante estes impactos, as pressões e temperaturas ficam muito altas, proporcionando um ambiente que pode induzir alterações químicas no alvo e nos materiais dos projéteis. Uma dessas mudanças é que moléculas simples podem tornar-se mais complexas." Nas experiências, os investigadores dispararam projéteis de aço a velocidades até 25.200 km/h contra misturas de gelo similares às encontradas em cometas. Os alvos podem ser difíceis de trabalhar - "uma mistura de dióxido de carbono gelado, amônia e metanol fica extremamente fria, -80º C, e ao lidar com os gelos e recipientes tivemos que usar várias camadas de luvas limpas, máscaras de rosto e fatos de proteção," realça Price. "Mesmo assim, ainda ficamos com os dedos queimados do gelo!" Os resultados incluem vários aminoácidos, incluindo L-alanina, um componente importante das proteínas aqui na Terra. Martins, Price, Goldman e colegas relatam os seus achados na edição online de 15 de Setembro da revista Nature Geoscience. Price advertiu, "Nós não criamos vida. Nem de perto. O que fizemos foi demonstrar um processo que pega nas moléculas presentes durante o nascimento do Sistema Solar e que as transforma em moléculas necessárias para a vida. É como pegarmos em simples peças LEGO e juntarmos duas. Ainda falta muito para construir uma casa, mas é um começo." Os pesquisadores sugerem que os impactos gelados - quer seja de cometas contra planetas rochosos ou corpos rochosos, ou corpos gelados contra superfícies geladas como as luas de Júpiter e Saturno - podem ter fabricado moléculas orgânicas complexas. "Dado que os impactos ocorrem em todos os lugares onde olhamos, isto implica que as moléculas complexas também são comuns no Sistema Solar," afirma Price. "Conseguimos gerar um resultado que pode aumentar as chances da vida estar presente num ambiente fora da Terra, como por baixo dos gelos de Encélado ou Europa." As investigações futuras podem analisar outros compostos que podem formar-se durante esses impactos - por exemplo, se as moléculas complexas podem ser alteradas para formar outras moléculas ainda mais complexas.

Fonte: Astronomia On-line

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Após fracassos, Japão lança 1º telescópio de observação planetária

A Agência Aeroespacial do Japão (JAXA) conseguiu neste sábado, após várias tentativas fracassadas, fazer o lançamento do foguete Epsilon-1, que leva a bordo o primeiro telescópio espacial de observação planetária remota. O lançamento do foguete aconteceu com sucesso às 14h locais (2h de Brasília) no Centro Espacial de Uchinoura, em Kagoshima, no sudoeste do país. Com o Epsilon-1, o Japão vai colocar em órbita o telescópio Sprint-A, o primeiro de observação remota de planetas como Vênus, Marte e Júpiter desde a órbita da terra. No dia 27 agosto, quando foi feita a última tentativa fracassada, o sistema realizou um parada automática de emergência poucos segundos antes do lançamento, devido a um problema com a inclinação do foguete. Uma semana antes, foi cancelada a primeira tentativa por problemas no sistema de cabos da equipe de comunicação. "O telescópio representará uma revolução na indústria" espacial, assegurou então Yasuhiro Morita, encarregado do lançamento, em comunicado divulgado pela JAXA, que comemora seu décimo aniversário este ano. O custo do lançamento do Epsilon chega a 5,3 bilhões de ienes (US$ 54 milhões), quase a metade dos custos do modelo HII-A, mas a agência acredita que ainda pode reduzir mais, para até 3 bilhões de ienes (US$ 30 milhões). O último lançamento espacial japonês aconteceu no início de agosto, após a decolagem de um foguete HII-B em direção à Estação Espacial Internacional (ISS), com o objetivo de transportar equipamentos para a base, entre eles dois satélites. O Japão desenvolve desde 2003 um intenso programa espacial que, baseado em sua tecnologia pioneira, está focado na exploração dos planetas e asteróides.

Fonte: Terra

M1: o incrível caranguejo que continua expandindo há quase 1.000 anos

Há muito tempo, entre 1758 e 1782, o astrônomo francês Charles Messier criou uma lista de 110 objetos que não eram – mas poderiam ser confundidos – com cometas ao serem observados no céu. Isso porque os instrumentos disponíveis na época não eram dos mais refinados. No século XVIII, descobrir cometas era um dos pontos altos da astronomia. O Catálogo de Messier, além de ajudar os cientistas, tornou-se conhecido como uma coleção de objetos para serem observados no céu: nebulosas, aglomerados e galáxias da lista até hoje são alvos prediletos para observação, fotografia e estudo por parte de astrônomos amadores e profissionais. A Nebulosa do Caranguejo, que fica a cerca de 6.500 anos-luz de distância da Terra, na constelação de Touro, foi o primeiro objeto catalogado por Messier, e por isso leva o nome técnico de M1. Atualmente, o “Caranguejo” é conhecido por ser um remanescente de uma supernova, uma nuvem em expansão de detritos restantes da explosão de uma estrela massiva. O nascimento violento do Caranguejo foi testemunhado por astrônomos no ano de 1054. Com quase cerca de 10 anos-luz hoje, a nebulosa ainda está se expandindo a uma taxa de mais de 1.000 quilômetros por segundo.

Fonte: Hypescience

Lixo espacial: satélite de 250 kg deve cair na Terra em outubro

O satélite europeu GOCE está com seus dias contados e em pouco tempo deverá perder altitude e retornar à Terra na forma de uma chuva de fragmentos incandescentes. O sistema que o mantêm em órbita está praticamente esgotado e a reentrada não pode ser controlada. GOCE foi lançado em março de 2009 a partir do cosmódromo de Plesetsk, a 800 km ao norte de Moscou e teve como objetivo traçar um mapa de alta resolução do shape do globo terrestre em consequência das anomalias gravitacional. Foram mais de quatro anos de missão e os dados gerados estão permitindo aos cientistas uma melhor compreensão sobre a ocorrência dos terremotos, vulcões e também da circulação oceânica. Atualmente, GOCE circula a Terra em uma órbita muito baixa a 260 km de altitude e é mantido nesta posição graças a um sistema elétrico de propulsão que age junto à força magnética da Terra para estabilizar a altitude. Quatro anos após o lançamento, o sistema que alimenta este conjunto está praticamente esgotado e entre setembro e novembro não terá mais condições de manter o satélite em órbita. Após esgotar a energia, em poucos dias perderá altitude e a velocidade orbital não será mais capaz de compensar a atração da gravidade e GOCE arderá em chamas na alta atmosfera da Terra. O satélite mede seis metros de comprimento e pesa cerca de 260 quilos. De acordo com a ESA, Agência Espacial Européia, a maior parte dos fragmentos deverá ser consumida pelo fogo, mas entre 40 e 50 fragmentos sobreviverão ao calor e poderão cair na superfície. Ainda é muito cedo para afirmar onde GOCE irá cair, mas a alta inclinação de sua órbita, de 96.6 graus, mostra que qualquer lugar da Terra poderá receber a chuva de fragmentos, inclusive o Brasil. Neste momento, GOCE realiza 16.2 revoluções por dia ao redor da Terra, percorrendo cada volta em 89 minutos, a 27.939 km/h. Sua orbita é quase circular, na forma de uma elipse de 231 km x 219 km. Você pode rastrear o GOCE e saber sua posição a qualquer momento. Basta utilizar nosso aplicativo SATVIEW, que entre outros dados lhe informa quando o satélite passará sobre sua cidade. Além disso, quando estiver próximo à reentrada será possível monitorar o GOCE mais de perto, com informações mais atualizadas sobre os possíveis locais da queda dos fragmentos. Rastreie o GOCE

Fonte: Apolo 11

domingo, 15 de setembro de 2013

M2-9: as asas de uma nebulosa planetária na forma de uma borboleta

Será que as estrelas são apreciadas da melhor forma quanto a sua arte, depois que elas morrem? Na verdade, as estrelas normalmente criam suas impressões mais artísticas enquanto elas morrem. No caso de estrelas de baixa massa como o Sol e como a M2-9 registrada acima, as estrelas se transformam de estrelas normais para anãs brancas, expelindo seus envelopes gasosos externos. O gás em expansão frequentemente forma uma visão impressionante que chamamos de nebulosa planetária que vai se apagando gradativamente no decorrer de milhares de anos. A M2-9, uma nebulosa planetária na forma de uma borboleta, está localizada a 2.100 anos-luz de distância e é mostrada acima em cores representativas, tendo suas asas contando uma história estranha e incompleta. No centro, duas estrelas estão em órbita dentro de um disco gasoso que tem um raio equivalente a 10 vezes o tamanho da órbita de Plutão. O envelope expelido da estrela moribunda se quebra do disco criando a aparência bipolar. Muito sobre o processo físico que gera as nebulosas ainda é um mistério que precisa ser estudado para ser desvendado.

Fonte Cienctec

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

A super terra extrasolar Gliese 1214b pode conter água

Pode esse planeta distante abrigar água? Na verdade, dado ao fato da proximidade que o Gliese 1214b está de sua estrela mãe, qualquer água se ela existir, certamente estaria na forma de vapor. Na ilustração artística acima, a super Terra Gliese 1214b é mostrada passando em frente à sua estrela mãe, criando um mini eclipse que alertou a humanidade da sua presença. O exoplaneta Gliese 1214b, também designado como GJ 1214b, tem sido designado como uma super Terra pois ele é maior que a Terra, porém menor que planetas como Netuno. O sistema planetário completo Gliese 1214 é um dos sistemas conhecidos mais próximos do Sol, localizado a somente 42 anos-luz de distância. A estrela mãe, do sistema, Gliese 1214 é uma versão levemente menor e mais fria do nosso Sol. Observações recentes feitas com o Telescópio Subaru no Havaí descobriram um pequeno espalhamento da luz azul da sua estrela mãe pelo planeta. Isso parece mais consistente com um planeta que tem uma atmosfera molhada – embora ainda seja possível que essa super Terra tenha nuvens tão espessas que pouco de qualquer cor de luz possa ser espalhada. Detectar água nos exoplanetas é importante parcialmente porque a maior parte das formas de vida na Terra como nós as conhecemos necessitam da água para sobreviver.

Fonte: Cienctec

Asteróide passa pela Terra e engana cientistas por quase 30 anos

Em agosto de 1983, um asteróide com mais de 18 km de comprimento passou a 44 milhões de km da Terra e foi observado por dezenas de telescópios terrestres. Agora, passados 30 anos, pesquisadores descobriram que o objeto não era um asteróide e sim um cometa que ainda está ativo. Batizado de 3552 Don Quixote, o objeto se aproximou da Terra em 20 de agosto de 1983 e de acordo com dados fornecidos pelo Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, JPL, é o terceiro maior asteróide nas vizinhanças do planeta. A descoberta de que Don Quixote é um cometa e não um asteróide resultou de um projeto coordenado por cientistas da Northern Arizona University, nos EUA, que usaram imagens no espectro infravermelho registradas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da NASA. Através de uma análise minuciosa, os pesquisadores encontraram evidências de atividade cometária que escaparam de detecção por três décadas. Os resultados indicam que Don Quixote não é um cometa morto como se acreditava até agora, mas apresenta uma sutil coma e cauda formada pela liberação de dióxido de carbono e possivelmente pela sublimação de parte da grande quantidade de água em forma de gelo que compõe sua estrutura. "A detecção do dióxido de carbono ejetado por Don Quixote exigia muita sensibilidade nos comprimentos de onda infravermelhos e não teria sido possível usando os telescópios terrestres existentes na época da aproximação", disse o cientista Michael Mommert, que iniciou as pesquisas do cometa junto ao Centro Aeroespacial da Alemanha. Para o pesquisador, a descoberta mostra que o dióxido de carbono e água congelada podem estar presentes em outros asteróides próximos da Terra. No entender de David Trilling, coautor do estudo junto à Northern Arizona University, as implicações da descoberta têm menos a ver com a possibilidade de impacto, o que é extremamente improvável, e mais com a origem da água na Terra. Para ele, ao longo do tempo geológico os impactos de cometas como Don Quixote podem representar uma boa parte da água existente na Terra e a quantidade em Don Quixote representa cerca de 100 bilhões de toneladas de água - mais ou menos a mesma quantidade que pode ser encontrada no lago Tahoe, na Califórnia. Apesar das grandes dimensões e forte capacidade de destruição caso ocorra um impacto contra a Terra, as chances de isso ocorrer são totalmente descartadas. A próxima passagem de Don Quixote nas cercanias do planeta está prevista para agosto de 2053, quando a rocha cometária vai passar a 67 milhões de quilômetros de distância.

Fonte: Apolo 11

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O amendoim no coração da nossa galáxia

Dois grupos de astrônomos usaram dados dos telescópios do ESO para fazerem o melhor mapa a três dimensões de sempre das zonas centrais da Via Láctea. As equipes descobriram que as regiões internas se parecem com um amendoim ou uma estrutura em X, quando vistas a partir de certos ângulos. Esta forma estranha foi mapeada com o auxílio de dados públicos do telescópio de rastreio VISTA do ESO e também a partir de medições dos movimentos de centenas de estrelas muito tênues situadas no bojo central. O bojo galáctico é uma das regiões mais importantes e de maior massa da nossa galáxia. Esta enorme nuvem central com cerca de 10.000 milhões de estrelas tem uma dimensão de milhares de anos-luz, mas a sua estrutura e origem não eram bem compreendidas. Infelizmente a partir do interior do disco galáctico que é a posição da Terra, a vista desta região central - a cerca de 27.000 anos-luz de distância - encontra-se fortemente obscurecida por nuvens densas de gás e poeira. Os astrônomos apenas conseguem obter uma boa vista do bojo observando em grandes comprimentos de onda, tais como no infravermelho, o qual consegue penetrar as nuvens de poeira. Observações anteriores obtidas no âmbito do rastreio infravermelho do céu 2MASS, tinham já sugerido que o bojo tinha uma misteriosa forma em X. Agora, dois grupos de cientistas utilizaram novas observações de vários telescópios do ESO para obterem uma vista muito mais clara da estrutura do bojo. O primeiro grupo, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre (MPE) em Garching, Alemanha, usou o rastreio no infravermelho próximo VVV (VISTA Variables in the Via Lactea Survey) do telescópio VISTA, instalado no Observatório do Paranal do ESO, no Chile. Este novo rastreio público consegue observar estrelas trinta vezes mais tênues do que as observadas em anteriores rastreios ao bojo. A equipe identificou um total de 22 milhões de estrelas pertencentes à classe das gigantes vermelhas, cujas propriedades bem conhecidas permitem calcular as suas distâncias. "A profundidade do catálogo de estrelas VISTA excede de longe trabalhos anteriores e conseguimos detectar a população total destas estrelas em todas as regiões menos nas mais obscuras," explica Christopher Wegg (MPE), autor principal do primeiro estudo. "A partir desta distribuição estelar pudemos fazer um mapa a três dimensões do bojo galáctico. Esta é a primeira vez que tal mapa é feito sem se assumir um modelo teórico para a forma do bojo." "Descobrimos que a região interna da nossa Galáxia tem a forma de um amendoim na casca vista de um lado e a uma barra muito alongada vista de cima," acrescenta Ortwin Gerhard, co-autor do primeiro artigo e líder do grupo do MPE. "É a primeira vez que conseguimos observar estas características da nossa Galáxia de forma clara e simulações feitas pelo nosso grupo e por outros autores mostram que esta forma é característica de uma galáxia barrada que começou como um disco puro de estrelas." A segunda equipe internacional, liderada pelo estudante de doutoramento chileno Sergio Vásquez (Pontificia Universidad Católica de Chile, Santiago, Chile e ESO, Santiago, Chile), utilizou uma abordagem diferente para identificar a estrutura do bojo. Ao comparar imagens observadas com o auxílio do telescópio MPG/ESO de 2,2 metros e obtidas com um intervalo de onze anos, a equipe conseguiu medir os minúsculos desvios no céu devido aos movimentos das estrelas do bojo. Estes desvios foram combinados com medições dos movimentos das mesmas estrelas a aproximarem-se ou a afastarem-se da Terra, mapeando-se assim os movimentos de mais de 400 estrelas em três dimensões. "Esta é a primeira vez que se obteve um grande número de velocidades em três dimensões para estrelas individuais de ambos os lados do bojo", conclui Vásquez. "As estrelas que observamos parecem estar a se movendo ao longo dos braços em forma de X do bojo, à medida que as suas órbitas as levam para cima e para baixo e para fora do plano da Via Láctea. Tudo isto ajusta-se na perfeição com previsões de modelos atuais!" Os astrônomos pensam que a Via Láctea era originalmente um disco puro de estrelas, que formou uma barra plana há milhares de milhões de anos atrás. Esta barra deu depois origem à forma de amendoim a três dimensões vista nas novas observações.

Fonte: Astronomia On-line

É oficial: Voyager 1 deixa sistema solar e entra no espaço interestelar

A sonda Voyager 1 da NASA é oficialmente o primeiro objeto feito pelo homem a aventurar-se no espaço interestelar. A sonda com 36 anos está a 19 bilhões de quilômetros do nosso Sol. Novos e inesperados dados indicam que a Voyager 1 há já cerca de um ano que viaja por plasma, ou gás ionizado, presente no espaço entre as estrelas. A Voyager está numa região de transição imediatamente fora da bolha solar, onde alguns efeitos do nosso Sol ainda são evidentes. Um relatório sobre a análise destes novos dados, um esforço liderado por Don Gurnett e pela equipe de ciência de ondas de plasma da Universidade de Iowa, em Iowa City, foi publicado na edição de ontem da revista Science. "Agora que temos novos dados fundamentais, acreditamos que este é o salto histórico da humanidade para o espaço interestelar," afirma Ed Stone, cientista do projeto Voyager com base no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, EUA. "A equipe da Voyager precisava de tempo para analisar as observações, mas agora podemos responder à pergunta que todos colocavamos: 'Já chegamos? Sim, chegamos'". A Voyager 1 detectou o aumento de pressão do espaço interestelar na heliosfera, a bolha de partículas carregadas que rodeia o Sol e que vai muito além dos planetas exteriores, em 2004. Os cientistas de seguida incrementaram a sua busca por evidências da chegada da sonda ao espaço interestelar, sabendo que a análise dos dados e interpretação poderia levar meses ou anos. A Voyager 1 não tem um sensor de plasma em funcionamento, por isso os cientistas precisavam de um modo diferente de medir o ambiente de plasma da sonda para fazer uma determinação definitiva da sua localização. Uma ejeção de massa coronal, um grande surto de ventos solares e campos magnéticos, expelida do Sol em Março de 2012, forneceu aos cientistas os dados que precisavam. Quando este presente inesperado do Sol eventualmente alcançou a Voyager 1 treze meses depois, em Abril de 2013, o plasma em redor da sonda começou a vibrar como uma corda de um violino. A 9 de Abril, o instrumento de ondas de plasma da Voyager 1 detectou o movimento. O tom das oscilações ajudou os cientistas a determinar a densidade do plasma. Estas oscilações particulares significa que a sonda foi banhada em plasma mais de 40 vezes mais denso do que o encontrado na camada exterior da heliosfera. Uma densidade deste gênero é esperada no espaço interestelar. A equipe científica de ondas de plasma analisou novamente os seus dados e descobriu um conjunto mais fraco e anterior de oscilações em Outubro e Novembro de 2012. Através da extrapolação de densidades de plasma medidas em ambos os eventos, a equipe determinou que a Voyager 1 entrou pela primeira vez no espaço interestelar em Agosto de 2012. "Nós literalmente saltamos da cadeira quando vimos estas oscilações nos dados - estes mostravam que a sonda estava numa região completamente nova, comparável ao que seria de esperar no espaço interestelar, e totalmente diferente da bolha solar," afirma Gurnett. "Claramente tínhamos passado pela heliopausa, que é o limite há muito teorizado entre o plasma solar e o plasma interestelar." Os novos dados de plasma sugerem um calendário consistente com mudanças bruscas e duráveis na densidade das partículas energéticas que foram detectadas pela primeira vez no dia 25 de Agosto de 2012. A equipe da Voyager geralmente aceita esta data como a data de chegada ao espaço interestelar. As partículas carregadas e as alterações no plasma foram as esperadas durante a travessia da heliopausa. "O árduo trabalho da equipe em construir uma nave espacial durável e a cuidadosa gestão dos recursos limitados da Voyager compensaram num novo marco para a NASA e para a humanidade," afirma Suzanne Dodd, gestora do projeto Voyager, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Esperamos que os instrumentos da Voyager continuem a enviar dados até pelo menos 2020. Mal podemos esperar para ver o que os instrumentos da Voyager nos mostram sobre o espaço profundo." A Voyager 1 e sua gêmea, a Voyager 2, foram lançadas com 16 dias de diferença em 1977. Ambas as sondas passaram por Júpiter e Saturno. A Voyager 2 também passou por Urano e Netuno. A Voyager 2, lançada antes da Voyager 1, é a nave espacial há mais tempo em operação. Está a cerca de 15 bilhões de quilômetros do nosso Sol. Os controladores da Voyager ainda recebem dados da Voyager 1 e Voyager 2 todos os dias, apesar dos sinais emitidos serem atualmente muito fracos, a cerca de 23 watts - o poder de uma lâmpada de um frigorífico. Quando os sinais chegam à Terra, são uma fração de um trilionésimo de watt. Os dados dos instrumentos da Voyager 1 são transmitidos para a Terra normalmente a 160 bits por segundo, e capturados pelas antenas de 34 e 70 metros das estações DSN (Deep Space Network) da NASA. À velocidade da luz, um sinal da Voyager 1 leva cerca de 17 horas para viajar até à Terra. Depois dos dados serem transmitidos para o JPL e processados pelas equipes científicas, são disponibilizados publicamente. "A Voyager foi corajosamente onde nenhuma sonda foi antes, marcando um dos avanços tecnológicos mais importantes nos anais da história da ciência, e adicionando um novo capítulo aos sonhos e esforços científicos humanos," afirma John Grunsfeld, administrador associado da NASA para ciência em Washington. "Talvez os exploradores do espaço profundo no futuro alcancem a Voyager, o nosso primeiro enviado interestelar, e reflitam sobre como esta intrépida nave ajudou a consolidar a sua viagem." Os cientistas não sabem quando é que a Voyager 1 vai alcançar a parte não perturbada do espaço interestelar onde não existe influência do nosso Sol. Eles também não têm a certeza quando é que a Voyager 2 vai cruzar para o espaço interestelar, mas acreditam que não está muito longe. O custo das missões da Voyager 1 e 2 - incluindo o lançamento, operações da missão e as baterias nucleares das naves - alcança os 988 milhões de dólares este mês.

Fonte: Astronomia On-line

Um raro, diferente e maravilhoso trânsito de Vênus visto do espaço

Em 5 de junho de 2012, o céu foi palco de um raro fenômeno celeste que talvez nenhum ser humano vivo poderá testemunhar outra vez. Na ocasião, Vênus cruzou majestosamente o disco solar e produziu imagens de beleza ímpar que só se repetirão em 2117. O trânsito de Vênus acontece aos pares uma única vez por século e não é exagero dizer que o evento de 2012 foi o mais observado. O trânsito anterior havia ocorrido em 2004 e depois dele três novos telescópios solares foram lançados, entre eles a sonda SDO (Solar Dynamics Observatory), da Nasa, que fez a imagem mostrada acima. A cena foi registrada em três comprimentos de onda no espectro ultravioleta e mostra a silhueta negra do planeta no momento em que cruzava o disco solar. A imagem é dramática e mostra toda fúria energética da estrela contrastando com a lenta passagem do planeta frentes às câmeras da SDO. A imagem também revela um gigantesco buraco coronal visto em tom violeta, no lado direito da estrela. Visto da Terra, o trânsito de 2012 durou cerca de 7 horas e foi acompanhado por observadores em sete continentes. No Brasil, o evento foi visto parcialmente em algumas localidades do extremo oeste do Acre e no Amazonas.

Fonte: Apolo 11

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Meteorito trouxe surpreendentes ingredientes para a vida na Terra em 2012

Os cientistas descobriram ingredientes inesperados para a vida – moléculas orgânicas nunca antes vistas em meteoritos – dentro de um pedaço de rocha espacial que caiu na Terra, sobre a Califórnia em 2012. A descoberta veio da análise do chamado meteorito Sutter’s Mill, que iluminou o céu noturno da Califórnia como uma bela bola de fogo em Abril de 2012. Os fragmentos de meteoritos desse evento podem lançar uma luz sobre os elementos primordiais que ajudaram a fazer com que a vida surgisse na Terra, dizem os pesquisadores. Os meteoros que cruzam o céu da Terra na sua maioria são fragmentos de asteróides que se localizam entre Marte e Júpiter. Os meteoritos podem ser ricos em compostos orgânicos, incluindo alguns encontrados entre a vida na Terra. “Sua composição sempre tem sido vista como um indicativo que os precursores para a evolução que levaram à origem da vida poderiam ter vindo de material extraterrestres dos meteoritos”, disse a principal autora do estudo Sandra Pizzarello, uma bioquímica da Universidade Estadual do Arizona em Tempe. “Como a origem da vida na Terra é algo ainda desconhecido, a idéia tem o seu mérito”. Pizzarello e seus colegas analisaram dois fragmentos do meteorito Sutter’s Mill, que riscou os céus em 22 de Abril de 2012, caindo na Califórnia. Os fragmentos desse meteorito foram dados aos pesquisadores que tiveram trabalhado em rochas similares antes, incluindo a própria líder da equipe. A química orgânica nos meteoritos pode ser extraída com alguns solventes. Especulações sobre a origem da vida são baseadas na noção que ela nasceu de uma sopa pré-biótica de moléculas orgânicas, talvez entregues em parte por meteoritos. Inicialmente, os fragmentos do meteorito Sutter’s Mill aparentemente possuíam poucos compostos orgânicos que pudessem ser dissolvidos e que foram deixados para trás depois da extração de solvente se comparado com outros meteoritos similares. “Você pode dizer que isso foi um desapontamento”, disse Pizzarello. Contudo, os pesquisadores tentaram dissolver os fragmentos em condições que imitam as fontes hidrotermais na Terra, o ambiente normalmente visto no início da Terra que a vida pode ter surgido. As descobertas sugerem que existia mais material orgânico disponível via meteoritos para ambientes planetários do que os cientistas assumiam. Cientistas que investigam a origem da vida, muitas vezes suponham que os compostos dissolvidos desejáveis para a vida precisavam primeiro ter ficado concentrados e unidos de alguma forma, assim como as membranas celulares, para fazer componentes da célula. As moléculas orgânicas, os investigadores descobriram em fragmentos Sutter’s Mill. “Isso pode ser bom para tal finalidade, porque podem formar receptáculos rudimentares para conter compostos úteis para a evolução pré-biótica”, disse Pizzarello.


Fonte: Cienctec

Cometa causará uma das maiores chuvas de meteoros já observada

Apesar de todos os olhares estarem voltados para a chegada do cometa ISON, em breve outro objeto semelhante deverá chamar bastante a atenção. Trata-se de do cometa 209P/LINEAR, que fará a maior aproximação da Terra dos últimos 30 anos e provocará uma das maiores chuvas de meteoros já observada. 209P/LINEAR foi descoberto em fevereiro de 2004 e a última vez que passou nas cercanias da Terra foi em 10 de abril de 2009, quando chegou a 38 milhões de km do planeta. Agora, 209P se aproximará muito mais e em 29 de maio de 2014 chegará a apenas 8.5 milhões de quilômetros de distância. A última vez que um cometa se aproximou tanto foi em 1983, quando IRAS-Araki-Alcock (C/1983 H1) fez um rasante a 4.6 milhões de quilômetros da superfície. 209P/LINEAR tem uma órbita inclinada em 19° e completa uma volta ao redor do Sol a cada 5.4 anos. E em cada revolução, deixa no espaço milhões de fragmentos de gelo e poeira. Além da aproximação máxima, em 2014 a Terra passará dentro de todas as esteiras de poeira deixadas pelo cometa entre os anos de 1803 e 1924, o que deverá provocar uma das maiores chuvas de meteoros já vistas, com taxa estimada entre 100 e 400 meteoros por hora observáveis na constelação da Girafa. Como podemos ver, ISON é só um aperitivo do que vem por aí!

Fonte: Apolo 11

A colisão que vai durar 50 milhões de anos

O observatório de raios-X conhecido como Chandra, da NASA, registrou algo estranho e poderoso em uma galáxia muito, muito distante: um evento quase como uma explosão sônica que desencadeou uma enorme liberação de gás superaquecido. A NASA acredita que o estrondo foi causado por algo que nunca havíamos visto antes: a colisão de uma galáxia anã com uma galáxia muito maior, na forma de espiral. (Nota: sabemos que não há som no espaço, então essa colisão não chegou a produzir um estrondo; é um termo apenas para efeitos dramáticos). O telescópio Chandra captou o calor antes de mais nada – ou seja, a nuvem de gás superaquecido, de cerca de seis milhões de graus centígrados. Por isso, o título de “superaquecido” é, no mínimo, um eufemismo. Em seguida, os cientistas começaram a juntar as peças do quebra-cabeça. O gás possuía o formato de um cometa, indicando o movimento da galáxia anã, desde que ela colidiu com a galáxia maior em espiral. A galáxia espiral se localiza a cerca de 60 milhões de anos-luz da Terra e é denominada NGC 1232, nas nomenclaturas técnicas dos cientistas. Na cabeça desse “cometa” estão diversos pontos muito brilhantes de emissão forte de raio-X. A NASA pensa que se trata da criação de estrelas superpoderosas, desencadeadas pela colisão. Estima-se que a colisão em si continue durante mais cerca de 50 milhões de anos, com o gás quente podendo continuar a emitir raios-X durante, possivelmente, mais centenas de milhões de anos. Esse fenômeno é de grande interesse para a agência espacial, uma vez que poderia ajudar os cientistas a entender como o universo cresce devido à colisão entre enormes galáxias como estas duas.

Fonte: Hypescience

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Poderosos jatos empurram material para fora de galáxia

Astrônomos usando uma rede mundial de radiotelescópios descobriram fortes evidências de que um poderoso jato de material impulsionado até quase à velocidade da luz pelo buraco negro central de uma galáxia está soprando enormes quantidades de gás para fora da galáxia. Este processo, dizem, está limitando o crescimento do buraco negro e a taxa de formação estelar na galáxia e, portanto, é fundamental para a compreensão de como as galáxias se desenvolvem. Os astrônomos têm teorizado que muitas galáxias deviam ser mais massivas e ter mais estrelas do que têm. Os cientistas propuseram dois mecanismos principais que retardam ou interrompem o processo de crescimento de massa e formação estelar - ventos estelares violentos oriundos de surtos de formação estelar e empurrões de jatos alimentados pelo buraco negro supermassivo da galáxia. "Com as imagens finamente detalhadas fornecidas por uma combinação intercontinental de radiotelescópios, fomos capazes de ver aglomerados massivos de gás frio que estão sendo empurrados para longe do centro da galáxia pelos jatos alimentados pelo buraco negro," afirma Rafaella Morganti, do Instituto Holandês para Radioastronomia e da Universidade de Groninga. Os cientistas estudaram uma galáxia chamada 4C12.50, a quase 1,5 bilhões de anos-luz da Terra. Eles escolheram esta galáxia porque está numa fase onde o "motor" do buraco negro que produz os jatos acaba de ser ligado. À medida que o buraco negro, uma concentração de massa tão densa que nem mesmo a luz pode escapar, puxa material na sua direção, forma um disco giratório em seu redor. Os processos no disco vão beber à tremenda energia gravitacional do buraco negro para impulsionar o material para fora nos pólos do disco. Nas extremidades de ambos os jatos, os investigadores descobriram aglomerados de hidrogênio gasoso movendo-se para fora da galáxia a 1.000 quilômetros por segundo. Uma das nuvens tem aproximadamente 16.000 vezes a massa do Sol, enquanto a outra contém 140.000 vezes a massa do Sol. A nuvem maior, segundo os cientistas, mede aproximadamente 160 por 190 anos-luz em tamanho. "Esta é a prova mais definitiva até agora da interação entre o veloz jato de tal galáxia e uma densa nuvem interestelar," afirma Morganti. "Nós pensamos que estamos a ver em ação o processo pelo qual um motor central e ativo pode remover gás - a matéria-prima para a formação de estrelas - de uma galáxia jovem," acrescenta. Os cientistas também disseram que as suas observações indicam que os jatos do núcleo galático podem expandir e deformar nuvens de gás interestelar para ampliar o efeito de "empurrão" para além da largura estreita dos próprios jatos. Em adição, relatam que, na fase de desenvolvimento de 4C12.50, os jatos podem ser ligados e desligados e assim periodicamente repetir o processo de remoção de gás da galáxia. Em Julho, outra equipe de cientistas, usando o ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), anunciou que tinham encontrado gás sendo expelido de uma galáxia mais próxima, chamada NGC 253, por um intenso surto de formação estelar. "Pensa-se que ambos os processos estão em funcionamento em galáxias jovens, muitas vezes ao mesmo tempo, para regular o crescimento dos seus buracos negros centrais bem como a taxa a que formam novas estrelas," afirma Morganti. Morganti e a sua equipe usaram radiotelescópios na Europa e nos EUA, combinando os seus sinais para fazer um telescópio intercontinental gigante. Nos EUA, estes incluíram o VLBA (Very Long Baseline Array) do NSF (National Science Foundation), um sistema continental de radiotelescópios que vão desde o Hawaii, passando pelo continente americano, até St. Croix nas Ilhas Virgens, e uma antena do VLA (Very Large Array) Karl G. Jansky no estado do Novo México. Os radiotelescópios europeus usados estão em Effelsberg, Alemanha, Westerbok, na Holanda e em Onsala, na Suécia. O poder de resolução extremamente alta, ou a capacidade de ver detalhes finos, fornecido por um sistema tão grande, foi essencial para identificar a localização das nuvens de gás afetadas pelos jatos da galáxia. Os cientistas publicaram os seus achados na edição de 6 de Setembro da revista Science.

Fonte: Astronomia On-line