quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Cientistas descobrem primeiro planeta rochoso do tamanho da Terra

Astrônomos descobriram o primeiro planeta do tamanho da Terra para lá do nosso Sistema Solar que tem uma composição rochosa como a da Terra. Kepler-78b gira em torno da sua estrela-mãe a cada 8,5 horas, o que o torna num inferno em chamas e nada adequado para a vida como a conhecemos. Os resultados foram publicados em dois artigos da revista Nature. "A notícia chegou em grande estilo com a mensagem: 'Kepler-10b tem um irmão mais novo,'" afirma Natalie Batalha, cientista da missão Kepler no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia. Batalha liderou a equipe que descobriu Kepler-10b, um planeta também rochoso, mas maior identificado pelo observatório Kepler. "A mensagem expressa a alegria em saber que a família de exoplanetas do Kepler está a crescer," reflete Batalha. "Também diz muito sobre o progresso. As equipes Doppler estão atingindo maior precisão, medindo massas de planetas cada vez menores. Isto é um bom augúrio para o objetivo mais amplo de um dia encontrar provas de vida para lá da Terra." Kepler-78b foi descoberto usando dados do telescópio espacial Kepler da NASA, que durante quatro anos estudou simultaneamente e continuamente mais de 150.000 estrelas à procura de quedas reveladoras no seu brilho provocadas pela passagem, ou trânsito, de planetas. Duas equipes independentes de pesquisa, de seguida, usaram telescópios terrestres para confirmar e caracterizar Kepler-78b. Para determinar a massa do planeta, as equipes usaram o método de velocidade radial para medir a oscilação gravitacional que um planeta em órbita provoca na sua estrela. O Kepler, por outro lado, determina o raio de um planeta pela quantidade de luz bloqueada quando passa em frente da sua estrela hospedeira. Já foram descobertos um punhado de planetas com o tamanho ou massa da Terra. Mas Kepler-78b é o primeiro a ter a massa e o seu tamanho medido. Com ambas estas características conhecidas, os cientistas podem calcular a densidade e determinar a composição do planeta. Kepler-78b tem 1,2 vezes o tamanho da Terra e é 1,7 vezes mais massivo, o que resulta numa densidade idêntica à da Terra. Isto sugere que Kepler-78b é também composto principalmente por rocha e ferro. A sua estrela é um pouco menor e menos massiva que o Sol e está localizada a cerca de 400 anos-luz de distância na direção da constelação de Cisne. Uma equipe liderada por Andrew Howard da Universidade do Hawai em Honolulu, fez o acompanhamento com observações no Observatório W. M. Keck no topo do Mauna Kea no Hawai. A outra equipe liderada por Francesco Pepe da Universidade de Genebra, na Suíça, fez o seu trabalho no solo no Observatório Roque de los Muchachos de La Palma, nas Ilhas Canárias. Este resultado será um dos muitos discutidos na próxima semana, durante a segunda conferência científica do Kepler entre 4 e 8 de Novembro no Centro de Pesquisa Ames da NASA. Mais de 400 astrofísicos da Austrália, China, Europa, América Latina e EUA vão reunir-se para apresentar os seus resultados mais recentes usando dados do Kepler acessíveis ao público em geral.

Fonte: Astronomia On line

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Encontrado sistema solar com sete planetas, similar ao nosso

Ao analisar informações coletadas pela sonda espacial Kepler, da NASA, cientistas descobriram um sistema solar composto por uma estrela principal orbitada por sete planetas, o segundo maior (depois do nosso) já encontrado até agora. Do conjunto (localizado a cerca de 2,5 mil anos-luz daqui), dois planetas têm o tamanho aproximado da Terra, três são “super-Terras” (que têm massa consideravelmente maior que a do nosso planeta, mas menor que a do Sol) e os demais são muito maiores. Os planetas menores orbitam próximo à estrela principal (nomeada KIC 11442793), enquanto os demais orbitam a uma distância parecida com a que separa a Terra e o sol – um aspecto que torna esse sistema solar bastante, digamos, apertado. A equipe contou com o apoio de astrônomos amadores, que acessaram e analisaram informações através do site Planet Hunters.

Fonte: Hypescience

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Estudo descobre que mundos de carbono podem não ter água

De acordo com pesquisa teórica financiada pela NASA, planetas ricos em carbono, os chamados planetas diamante, podem não ter oceanos. O nosso Sol é uma estrela pobre em carbono e, como resultado, o nosso planeta Terra é composto principalmente por silicatos, não carbono. Pensa-se que as estrelas que têm muito mais carbono que o Sol, por outro lado, fabriquem planetas repletos de carbono e, talvez, até camadas de diamantes. Ao modelar os ingredientes nestes sistemas planetários à base de carbono, os cientistas determinaram que não têm reservatórios de água gelada, que se pensa fornecer oceanos aos planetas. "Os blocos de construção que entram no fabrico dos nossos oceanos são asteróides e cometas gelados," afirma Torrence Johnson do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia, que apresentou os resultados numa assembléia da Divisão de Ciências Planetárias da Sociedade Astronômica Americana no passado dia 7 de Outubro. Johnson, membro da equipe em várias missões planetárias da NASA, incluindo Galileu, Voyager e Cassini, passou décadas a estudar os planetas no nosso próprio Sistema Solar. "Se acompanharmos estes blocos de construção, descobrimos que os planetas em redor de estrelas ricas em carbono estão secos," realça. Johnson e colegas dizem que o carbono extra no desenvolvimento de sistemas estelares prende o oxigênio, impedindo-o de formar água. "É irônico que se o carbono, o elemento principal da vida, torna-se demasiado abundante, rouba o oxigênio que teria composto água, o solvente essencial para a vida como a conhecemos," afirma Jonathan Lunine da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque, um colaborador na pesquisa. Uma das grandes questões no estudo de planetas para lá do nosso Sistema Solar, chamados exoplanetas, é saber se são ou não habitáveis. Os cientistas identificam tais planetas ao observar primeiro aqueles situados dentro da "zona habitável" em torno das suas estrelas-mãe, onde as temperaturas são quentes o suficiente para permitir água líquida à superfície. A missão Kepler da NASA já descobriu vários planetas dentro desta zona, e os investigadores continuam a analisar os dados do Kepler em busca de candidatos tão pequenos quanto a Terra. Mas mesmo que um planeta se encontre nesta zona onde os oceanos poderiam, em teoria, existir, será que realmente existe água suficiente para molhar a superfície? Johnson e sua equipe abordaram esta questão com modelos planetários baseados em medições da relação carbono-oxigênio do nosso Sol. O nosso Sol, como as outras estrelas, herdou uma sopa de elementos do Big Bang e das gerações anteriores de estrelas, incluindo hidrogênio, hélio, nitrogênio, silício, carbono e oxigênio. "O nosso Universo tem o seu próprio top 10 dos elementos," acrescenta Johnson, referindo-se aos 10 elementos mais abundantes no nosso Universo. Estes modelos prevêem com precisão a quantidade de água presa sob a forma de gelo no início da história do nosso Sistema Solar, há milhares de milhões de anos, antes de fazer a viagem até à Terra. Pensa-se que os cometas e/ou asteróides sejam os principais fornecedores de água, embora os cientistas ainda debatam os seus papéis. De qualquer maneira, estes objetos começaram a sua viagem muito longe da Terra, para lá de um limite chamado "linha de neve", antes de colidir com a Terra e depositar água nas profundezas do planeta e à sua superfície. Quando os cientistas aplicaram os modelos planetários às estrelas ricas em carbono, a água desapareceu. "Não há neve para lá da linha de neve," afirma Johnson. "Todos os planetas rochosos não são criados de forma igual," realça Lunine. "Os chamados planetas diamante do tamanho da Terra, se existirem, são totalmente estranhos: sem vida, mundos desérticos sem oceanos." Os resultados dos modelos computacionais que suportam estas conclusões foram publicados o ano passado na revista Astrophysical Journal. As implicações para a habitabilidade nestes sistemas foram o foco da reunião da Divisão de Ciências Planetárias.

Fonte: Astronomia On-line

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Telescópio registra lugar mais frio conhecido no Universo

Com temperatura de um grau Kelvin, apenas um grau Celsius acima do zero absoluto (-272 ºC), a Nebulosa do Bumerangue é o objeto mais gelado já identificado no Universo - mais frio até que o fraco resplendor que sucedeu o Big Bang, o evento explosivo que criou o cosmo. Astrônomos utilizando o telescópio Alma, o mais poderoso para a observação do Universo frio, voltaram a observar essa protonebulosa planetária para aprender mais sobre suas gélidas características e determinar seu real formato, que conta com uma aparência fantasmagórica, de acordo com a agência espacial americana (Nasa).​ “Esse objeto ultra-frio é extremamente intrigante e estamos aprendendo muito mais sobre a sua verdadeira natureza com o Alma”, disse Raghvendra Sahai, pesquisador e cientista do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, na Califórnia (Estados Unidos). “O que parecia um lóbulo duplo em formato de ‘bumerangue’ quando visto a partir de telescópios ópticos é, na verdade, uma estrutura muito mais ampla que está se expandindo rapidamente pelo espaço”, garantiu o astrônomo. A estrutura azul ao fundo da imagem, visível através da luz pelo telescópio espacial Hubble, mostra um formato considerado clássico para esse tipo de estrutura cósmica, com uma região central muito estreita. Através da alta resolução do telescópio Alma no Chile, os astrônomos puderam ver as frias moléculas de gás que revelam uma forma mais alongada da nebulosa, em vermelho na imagem. "Isso é importante para a compreensão de como as estrelas morrem e se tornam nebulosas planetárias", afirmou Sahai. "Utilizando o Alma, conseguimos - literal e figurativamente - lançar nova luz sobre os últimos momentos de vida de uma estrela como o Sol." A Nebulosa do Bumerangue, localizada a 5 mil anos-luz da Terra, na constelação de Centaurus, é um exemplar relativamente jovem dos objetos conhecidos como nebulosa planetária - corpos celestes que, ao contrário do que o nome indica, estão na verdade na fase final de suas vidas como estrelas semelhantes ao Sol que deixaram suas camadas exteriores. O que permanece no centro delas são estrelas anãs brancas, que emitem radiação ultravioleta capaz de fazer o gás nas nebulosas brilhar e emitir luz.


Fonte: Terra

Satélite de 1 tonelada deve cair na Terra nos próximos dias

Sem combustível capaz de mantê-la em órbita, a sonda européia GOCE está com os dias contados e deverá reentrar na atmosfera nos primeiros dias de novembro. Grande parte da estrutura será consumida em chamas, mas pedaços maiores poderão atingir a superfície. A sonda GOCE foi lançada em 17 de março de 2009 a partir do cosmódromo de Plesetsk, a 800 km ao norte de Moscou e seu objetivo foi produzir um mapa de alta resolução do shape do globo terrestre em consequência das anomalias gravitacionais. A estabilização da altitude da sonda é obtida por meio da ejeção de íons de xenônio e depois de quatro anos no espaço seu combustível acabou, deixando o artefato à mercê do arrasto na alta atmosfera, que dia após dia faz a sonda perder velocidade e altitude. Atualmente, GOCE descreve uma órbita quase circular ao redor da Terra a cada 89 minutos, sobrevoando o planeta entre 217 e 223 km de altitude. Essa é uma altitude muito baixa e os satélites nessa posição sofrem tremendamente a influência da alta atmosfera, que age como uma espécie de freio. Como consequência do arrasto a sonda perde velocidade, condição fundamental para mantê-la em órbita em uma altitude segura. Essa perda de altitude é diária e em determinado momento a velocidade orbital não será mais suficiente para sustenta-la e o processo de queda será irreversível. A GOCE mede cinco metros de comprimento e pesa 1.2 tonelada e devido à sua órbita altamente inclinada poderá cair em qualquer lugar da Terra, inclusive no Brasil. Grande parte da estrutura será consumida em chamas, mas pedaços maiores poderão atingir a superfície. Para fins de cálculo e modelagem, a altitude considerada crítica para um objeto em órbita é de cerca de 100 km, quando as forças naturais impedem que o satélite complete mais uma revolução. Apesar de ser muito cedo para afirmar onde a sonda irá cair, os dados iniciais calculados pelo Satview mostram que a GOCE poderá atingir a altitude crítica ao redor de 11 de novembro. A data calculada nesta segunda-feira aponta o dia 10 de novembro como data provável da queda, com estimativa grosseira de horário às 12h44 BRT. Se isso se confirmar, a GOCE reentrará acima do EUA, a oeste dos Grandes Lagos. No entanto, diversos fatores influenciam na previsão de reentrada entre elas a atividade solar que tem papel importante na densidade das camadas elevadas da atmosfera e consequentemente no arrasto sobre o satélite. A melhor forma de estar bem informado sobre o momento da reentrada é monitorar constantemente sua posição. Para isso, o Satview está realizando quatro modelagens diárias na tentativa de prever a posição de reentrada da GOCE. Além disso, dados importantes para que o objeto possa ser visto de sua cidade já estão sendo publicados. Para acompanhar a previsão, acesse: SATVIEW.ORG

Fonte: Apolo 11

domingo, 27 de outubro de 2013

Um olhar de perto na Nebulosa da Caneca de Toby

Situada a cerca de 1.200 anos-luz de distância da Terra na constelação austral de Carina (a Quilha), a Nebulosa da Caneca de Toby, conhecida pelo nome formal IC 2220, é um exemplo de uma nebulosa de reflexão. Trata-se de uma nuvem de gás e poeira iluminada do interior por uma estrela chamada HD 65750. Esta estrela, do tipo conhecido por gigante vermelha, tem cinco vezes a massa do nosso Sol e encontra-se numa fase muito mais avançada da sua vida, apesar da sua comparativamente idade jovem de cerca de 50 milhões de anos. A nebulosa foi criada pela estrela, que está perdendo parte da sua massa para o espaço circundante, formando uma nuvem de gás e poeira à medida que a matéria arrefece. A poeira é composta por elementos como o carbono e componentes simples e resistentes ao calor como o dióxido de titânio e o óxido de cálcio (cal). Neste caso, estudos detalhados do objeto no infravermelho apontam para que o dióxido de silício (sílica) seja o componente que está muito provavelmente refletindo a luz da estrela. IC 2220 torna-se visível quando a radiação estelar é refletida pelos grãos de poeira. Esta estrutura de borboleta celeste é praticamente simétrica e tem uma dimensão de cerca de um ano-luz. Esta fase da vida das estrelas é de curta duração e por isso tais objetos são raros. As gigantes vermelhas formam-se de estrelas que estão envelhecendo e se aproximam das fases finais da sua evolução. Estas estrelas gastaram praticamente todas as suas reservas de hidrogênio, reservas essas que abastecem as reações que ocorrem durante a maior parte da vida da estrela. Este efeito faz com que a atmosfera da estrela se expanda imensamente. Estrelas como HD 65750 queimam uma concha de hélio no exterior de um núcleo de carbono e oxigênio, por vezes acompanhada de uma concha de hidrogênio situada mais próximo da superfície da estrela. Daqui a bilhões de anos, no nosso Sol irá também expandir-se até se tornar uma gigante vermelha. Pensa-se que a atmosfera solar expandir-se-á muito para além da atual órbita da Terra, engolindo os planetas interiores nesse processo. Por essa altura, a Terra estará já em condições teríveis. O elevado aumento de radiação e os fortes ventos solares que acompanharão o processo de inflação do Sol, destruirão toda a vida na Terra e farão com que a água dos oceanos se evapore, antes do planeta inteiro se desfazer completamente. Os astrônomos britânicos Paul Murdin, David Allen e David Malin deram à IC 2220 a alcunha de Nebulosa da Caneca de Toby por causa da sua forma, a qual se assemelha a uma caneca antiga inglesa de um tipo conhecido por Caneca de Toby, algo que lhes era bastante familiar durante a juventude.

Fonte: ESO

sábado, 26 de outubro de 2013

NGC 7789: A Rosa de Caroline

Encontrado entre os ricos campos de estrelas da Via Láctea na direção da constelação da Cassiopeia, o aglomerado estelar NGC 7789 localiza-se a aproximadamente 8.000 anos-luz de distância da Terra. Sendo descoberto no final do século 18 pela astrônoma Caroline Lucretia Herschel, o aglomerado também é conhecido como a Rosa de Caroline. Sua aparência sugestiva é criada pelo imbricamento complexo de estrelas e vazios do aglomerado. Agora estimado como tendo 1.6 bilhões de anos, os aglomerados abertos de estrelas ou galácticos também mostram sua idade. Todas as estrelas no aglomerado provavelmente nasceram no mesmo momento, mas as mais brilhantes e mais massivas exaurem de forma mais rápida seus combustíveis de hidrogênio em seus núcleos. Essas têm se desenvolvido das estrelas da sequência principal como o Sol nas muitas estrelas gigantes vermelhas mostradas com um brilho amarelado nessa bela composição colorida. Usando as medidas de cor e brilho, os astrônomos podem modelar a massa e então a idade do aglomerado de estrelas, começando desligando as estrelas da sequência principal que se tornaram gigantes vermelhas. Com mais de 50 anos-luz de diâmetro, a Rosa de Caroline se espalha por quase meio grau (o tamanho angular da Lua Cheia) perto do centro da imagem acima telescópica de campo vasto.

Fonte: APOD

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Rover Opportunity começa sudida

O rover Opportunity da NASA começou a subir "Solander Point", o extremo norte do monte mais alto que encontrou em quase 10 anos terrestres em Marte. Guiado por mapeamento mineral de órbita, o rover está explorando afloramentos nas encostas noroeste de Solander Point, fazendo o seu caminho acima tal como um geólogo de campo faria. Os afloramentos estão expostos desde cerca de 2 metros até cerca de 6 metros acima das planícies vizinhas, em encostas tão íngremes quanto 15 a 20 graus. O rover pode mais tarde dirigir-se para Sul e subir ainda mais o monte, que tem uma altura de mais ou menos 40 metros acima das planícies. "Este é o nosso primeiro montanhismo marciano com o Opportunity," afirma Steve Squyres, investigador principal do rover da Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque. "Esperamos alcançar algumas das rochas mais antigas já vistas com este rover - um vislumbre do passado de Marte. A colina sobe para Sul como um cume de Solander Point, formando uma porção elevada da borda ocidental da Cratera Endeavour. A cratera mede 22 km em diâmetro. Os materiais do cume foram elevados pelo grande impacto que escavou a cratera há milhares de milhões anos atrás, revertendo o padrão geológico comum de materiais mais antigos situados por baixo de outros mais jovens. As principais metas no cume incluem rochas de argila identificações a partir de observações pelo instrumento CRISM (Compact Reconnaissance Imaging Spectrometer for Mars) a bordo da sonda MRO (Mars Reconnaissance Orbiter). As observações foram especialmente concebidas para produzir mapas de minerais com maior resolução espacial. Este segmento da orla da cratera está muito mais alto do que "Cape York", um segmento para Norte que o Opportunity investigou há 20 meses, com início em meados de 2011. "Em Cape York, descobrimos coisas fantásticas," afirma Squyres. "Veias de gipsita, terrenos ricos em argila e esférulas. Sabemos que existem ainda maiores exposições de materiais ricos em argila para onde nos estamos dirigindo. Podem ser parecidas com as que encontramos em Cape York ou podem ser completamente diferentes." O Opportunity chegou a Solander Point em Agosto após meses de condução desde Cape York. Os investigadores usaram então o rover para investigar uma zona de transição em torno da base do rebordo. A área revela contato entre uma formação geológica rica em sulfatos e uma formação mais antiga. As rochas ricas em sulfatos contêm registos de um ambiente mais antigo e molhado, mas muito ácido. O contato com as rochas mais velhas pode contar aos cientistas mais sobre o momento em que as condições ambientais mudaram. O Opportunity explorou primeiro o lado oriental de Solander Point, e de seguida voltou para Norte em redor do ponto para explorar o lado ocidental. "Levamos tempo a encontrar o melhor ponto de partida da ascensão," afirma John Callas, gestor do projeto do Opportunity, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Agora começamos a subida." O rover começou a subir no dia 8 de Outubro e avançou mais para cima com três viagens subsequentes. "Estamos no lugar certo, na hora certa, numa encosta virada a Norte," afirma Callas. No Hemisfério Sul de Marte, uma encosta virada a Norte inclina os painéis solares do rover na direção do Sol durante o inverno marciano, proporcionando um importante impulso na energia disponível. Durante o mais recente dos cinco invernos que o Opportunity já trabalhou em Marte, o rover passou vários meses sem se mover, seguro numa pequena encosta virada a Norte de Cape York. A área que o rover está atualmente a subir, no entanto, oferece uma área muito maior virada para Norte, com muito chão seguro para o rover permanecer móvel. O Opportunity está atualmente numa inclinação norte de aproximadamente 17 graus. No próximo inverno marciano, a luz solar diária vai alcançar um mínimo em Fevereiro de 2014. A equipe do rover planeja uma estratégia que fará uso de manchas de solos com declives especialmente favoráveis como locais para recarregar as baterias do rover entre viagens. O Opportunity aterrou em Marte no dia 25 de Janeiro de 2004, três semanas após o seu irmão gêmeo, Spirit. O Spirit foi o primeiro alpinista marciano, subindo um monte de 82 metros em 2005. O Spirit encerrou as suas operações em 2010. O rover mais recente da NASA, o Curiosity, aterrou em 2012 e está atualmente dirigindo-se na direção de uma montanha com 5 km de altura. As movimentações mais recentes do Opportunity e do Curiosity levaram a distância total percorrida pelos quatro rovers marcianos da NASA (incluindo o Sojourner em 1997) para lá dos 50 km. O total em 21 de Outubro situava-se nos 50,10 km, incluindo 38,45 km pelo Opportunity.

Fonte: Astronomia On-line

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Cientistas descobrem a galáxia mais distante da Terra já registrada

Uma equipe de astrônomos americanos descobriu a galáxia mais distante que se tem conhecimento, cuja luz foi emitida quando o Universo só tinha 5% de sua idade atual de 13,8 bilhões de anos. Batizada de z8-GND-5296, ela data de quando o Universo tinha apenas 700 milhões de anos, "o que a torna única, se comparada a outras descobertas similares, é que sua distância pôde ser confirmada por um espectrógrafo (equipamento que realiza um registro fotográfico de um espectro luminoso)", afirma o astrônomo Bahram Mobasher, da Universidade da Califórnia, um dos membros da equipe que publicou a descoberta nesta quarta-feira na revista especializada Nature. A galáxia foi detectada por meio de imagens infravermelhas feitas pelo Telescópio Espacial Hubble, e sua distância foi confirmada pelas observações realizadas com o sofisticado espectrógrafo MOSFIRE operado a partir do Observatório W. M. Keck, no Havaí. Estudar o surgimento das primeiras galáxias é difícil porque quando sua luz chega à Terra ela já se deslocou em direção à parte infravermelha do espectro devido à expansão do Universo, em um fenômeno chamado "deslocamento ao vermelho" (redshift). Por isso, os astrônomos utilizam espectrógrafos cada vez mais sensíveis e capazes de medir o deslocamento ao vermelho da luz da galáxia, que é proporcional à sua distância. A equipe, liderada por Steven Finkelstein, da Universidade do Texas, e Dominik Riechers, da Universidade Cornell (Nova York), observou também que a nova galáxia tem uma taxa de formação de estrelas "surpreendentemente alta", cerca de 300 vezes a massa do nosso Sol ao ano, em comparação com a Via Láctea, que forma somente duas ou três estrelas por ano. "Estes descobrimentos fornecem pistas sobre o nascimento do Universo e sugerem que podem abrigar zonas com uma formação de estrelas mais intensa do que se imaginava", afirmou Finkelstein. Com a construção de telescópios cada vez maiores no Havaí e no Chile e o futuro lançamento do telescópio James Webb ao espaço, ao final desta década os astrônomos esperam descobrir mais galáxias a distâncias ainda maiores, comemorou Mobasher.

Fonte: Terra

Sonda Cassini descobre "salinas" em Titã


Titã está permanentemente envolto em uma neblina rica em metano, tornando-se a única lua no sistema solar a ter uma atmosfera densa. Os instrumentos a bordo da sonda Cassini, da NASA, no entanto, podem ver o que se encontra abaixo dessa neblina. Durante sobrevôos anteriores, as câmeras da Cassini mapearam lagos de metano e etano no hemisfério norte de Titã. As leituras levaram os cientistas a acreditar que há um “ciclo hidrológico” na lua, com chuva de hidrocarbonetos na superfície – semelhante ao ciclo da água na Terra. As novas imagens parecem lançar luz sobre uma etapa fundamental do ciclo de hidrocarbonetos em Titã – a fase que envia o metano e etano líquidos para a atmosfera, deixando para trás o equivalente a depósitos de sal da Terra. Muitos desses corpos líquidos do norte estão rodeados por um material brilhante não visto em outros lugares de Titã”, disse Carolyn Porco, chefe da equipe de imagens da Cassini. “Esta é uma indicação de que, com o aumento do calor, os mares e lagos evaporam, deixando para trás um depósito de material orgânico. Ou, em outras palavras, o equivalente a uma salina terrestre”. Os cientistas não sabem exatamente do que é feito o material, mas ele não é como o sal da Terra. Referimos o material como “orgânico” simplesmente porque ele contém átomos de carbono. Neste contexto, o termo não implica que o material foi criado como um resultado de processos biológicos. No entanto, o ambiente de Titã é pensado para permitir o tipo de química prebiótica que precedeu a ascensão da vida na Terra.

Fonte: NBC

Buracos negros gorduchos se concentram em galáxias densas

Mistérios da astronomia, os buracos negros supermassivos (cuja massa pode ser um milhão vezes maior do que a do nosso Sol) intrigam pesquisadores do mundo todo. Agora, eles descobriram informações curiosas sobre o fenômeno. Esses buracos negros “engordam” atraindo imensas nuvens de massa e liberam grandes quantidades de energia. Normalmente, se encontram no centro de galáxias, servindo, em alguns casos, como uma espécie de núcleo. Para entender melhor o fenômeno, cientistas do Observatório Astronômico Nacional do Japão recorreram à base de dados do Observatório Virtual, que abriga informações sobre mais de 10 mil núcleos de galáxias. Depois de analisar essa vasta gama de dados, eles concluíram que buracos negros supermassivos tendem a se localizar em galáxias mais densas – uma correlação inesperada, já que o raio dessas regiões normalmente é 100 milhões de vezes maior do que o dos buracos negros. Além disso, quando a massa do buraco negro é igual a (ou menor que) 100 milhões de massas solares, não há, a princípio, uma relação direta com a densidade da região galáctica. Por isso, os pesquisadores especulam que, nesses casos, o processo de formação é bastante diferente. Naturalmente, serão necessárias mais observações para confirmar essa hipótese – ou para formular outra em seu lugar.

Fonte: Hypescience

Mancha solar explode e tempestade deve chegar à Terra no sábado

Um intenso flare solar acompanhado de grande ejeção de massa coronal ocorrido na noite de terça-feira deverá atingir a Terra nas primeiras horas de sábado e produzir distúrbios geomagnéticos significativos. A emissão é uma das mais fortes já registradas neste ano. A erupção ocorreu na mancha solar AR1875, uma região ativa de configuração magnética beta-gamma-delta altamente instável e que já estava sendo monitorada de perto pelos físicos espaciais devido ao tamanho e possibilidade de explosão. A erupção foi bastante intensa e chegou a atingir a magnitude M4.2 na escala de fluxo de raios-x monitorado pelo satélite GOES-15, um dos maiores valores já observados este ano. Como a mancha solar está totalmente voltada para a Terra, grande parte das partículas ejetadas do Sol deverá atingir nosso planeta. Os modelos de previsão mostram que a frente de choque atingirá a magnetosfera da Terra por volta das 2 horas da manhã de sábado e poderá provocar tormentas geomagnéticas significativas que poderão fazer o índice KP atingir o nível 6 ou 7. Esse índice é uma estimativa da instabilidade da ionosfera e valores superiores a 6 são considerados preocupantes. Há possibilidade de interferências e danos em equipamentos e redes elétricas de distribuição localizadas em latitudes elevadas podem sofrer alertas de variação de tensão. Se prolongadas, tormentas geomagnéticas dessa intensidade podem induzir correntes de centenas de amperes em linhas de transmissão e danificar transformadores.

Fonte: Apolo 11

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Satélite registra núcleo de maior estrutura cósmica do Universo Local

O satélite Planck da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) capturou imagens de alguns dos maiores objetos existentes no Universo atualmente: aglomerados e superaglomerados de galáxias. Enquanto rastreava pelo espaço em busca da luz cósmica mais antiga, o satélite encontrou centenas de galáxias entremeadas por uma imensa quantidade de gás, e registrou uma imagem do núcleo do superaglomerado de Shapley, a estrutura cósmica com a maior concentração de matéria do Universo Local. Esse superaglomerado foi descoberto nos anos 1930 pelo astrônomo americano Harlow Shapley: uma notável concentração de galáxias na constelação do Centauro. Com mais de 8 mil galáxias e uma massa total superior a 10 milhões de bilhões (10 quadrilhões, ou 10.000.000.000.000.000) de vezes a massa do Sol, essa é a estrutura mais maciça a uma distância de aproximadamente 1 bilhão de anos-luz da Via Láctea.

Fonte: Terra

Nasa divulga imagem de "cometa do século" e alerta para desintegração

As agências espaciais européia (ESA, na sigla em inglês) e americana (Nasa) divulgaram na segunda-feira uma imagem registrada em 9 de outubro pelo telescópio espacial Hubble mostrando o cometa Ison - apelidado, devido ao seu brilho, de "cometa do século". Na imagem, o núcleo sólido do cometa é muito pequeno, mas íntegro. Se tivesse se partido - uma possibilidade considerada pelos astrônomos, uma vez que o Sol esquenta lentamente o cometa durante sua aproximação e poderia até destruí-lo -, o telescópio teria provavelmente identificado evidência de múltiplos fragmentos. O cometa Ison (chamado de C/2012 S1 por cientistas) atingirá seu brilho máximo para quem o olha da Terra no final de novembro, quando o objeto celestial passa pelo Sol. Quanto mais brilhante fica, mais visível é para o observador humano - e maiores ficam as chances de se poder ver o cometa a olho nu antes de ele desaparecer dos céus do nosso planeta, por volta de dezembro, quando será registrada sua aproximação mais próxima. Dependendo do destino do cometa ao passar perto do Sol, o cometa Ison poderia se tornar um espetáculo nos céus ou, pelo contrário, uma decepção. De acordo com a Agência Espacial Européia, o corpo celeste poderia se desintegrar completamente. Qualquer que seja seu destino, o cometa será observado com muito intersse por missões da Nasa, da ESA e de outros observatórios, dedicados a estudar esse visitante gelado pelos próximos meses. Descoberto em setembro de 2012 por dois astrônomos russos, o Ison foi chamado de "cometa do século" após algumas previsões que indicavam que ele poderia aparecer tão grande como a Lua Cheia para quem vê da superfície da Terra. Contudo, isso depende de sua passagem pelo Sol. O Ison foi descoberto pelos astrônomos russos Vitali Nevski e Artyom Novichonok em setembro de 2012. O nome dado foi o da instituição na qual os dois trabalham, a International Scientific Optical Network. No dia 28 de novembro, ele deve chegar a uma distância não muito maior do que um milhão de quilômetros da superfície da estrela. Se o cometa sobreviver a esta passagem, deve se afastar do Sol ainda mais brilhante do que antes e poderá iluminar os céus da Terra em janeiro de 2014. No entanto, cometas são imprevisíveis, e o Ison poderá se desintegrar durante a passagem nas proximidades do Sol.


Fonte: Terra

Desalinhamento gigante em sistema multiplanetário

A formação de "Júpiteres quentes" é um enigma de longa data no estudo de exoplanetas, gigantes gasosos que orbitam muito perto da sua estrela hospedeira. Para explicar os seus períodos orbitais curtos, a teoria sugere que os Júpiteres quentes se formam em longas órbitas e depois migram através do disco protoplanetário, o anel plano de poeira e detritos que circunda uma estrela recém-formada e coalesce para formar os planetas. Esta teoria foi questionada quando se descobriu que os planos orbitais dos Júpiteres quentes estão frequentemente desalinhados com o equador das suas estrelas-mãe. Os cientistas interpretaram isto como evidência de que os Júpiteres quentes são o resultado de encontros caóticos com outros planetas. Um teste decisivo entre as duas teorias são sistemas com mais do que um planeta: se os desalinhamentos são realmente provocados por perturbações dinâmicas que levam à criação de Júpiteres quentes, então os sistemas multi-planeta sem Júpiteres quentes devem estar preferencialmente alinhados. O que um novo estudo revela é bastante diferente. Usando dados do Telescópio Espacial Kepler da NASA, uma equipe internacional de cientistas liderada por Daniel Huber, pós-doutorado no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, no estado americano da Califórnia, estudou Kepler-56, uma estrela gigante vermelha quatro vezes maior que o Sol localizada a uma distância de cerca de 3.000 anos-luz da Terra. Ao analisar as variações no brilho em diferentes pontos da superfície de Kepler-56, Huber e colaboradores descobriram que o eixo de rotação da estrela está inclinado aproximadamente 45 graus em relação à nossa linha de visão. "Isto foi uma surpresa porque já sabíamos da existência de dois planetas que transitavam Kepler-56. Isto sugere que a estrela hospedeira deve estar desalinhada com as órbitas de ambos os planetas," explica Huber. "O que descobrimos é literalmente um desalinhamento gigante num sistema exoplanetário." Suspeita-se que o culpado do desalinhamento seja um terceiro companheiro massivo numa órbita com um longo período, revelado por observações obtidas com o Telescópio Keck em Mauna Kea, Hawai. "Os cálculos de computador mostram que o companheiro exterior pode ter inclinado os planos orbitais dos planetas em trânsito, deixando-os coplanares, mas desalinhando-os periodicamente com o equador da estrela," afirma Daniel Fabrycky, co-autor e professor de astronomia da Universidade de Chicago. Quase 20 anos após a descoberta do primeiro Júpiter quente, o grande desalinhamento no sistema Kepler-56 marca um importante passo no sentido de uma explicação unificada para a formação de Júpiteres quentes. "Sabemos agora que os desalinhamentos não se limitam apenas aos sistemas com Júpiteres quentes," afirma Huber. "Outras observações vão revelar se o mecanismo de inclinação em Kepler-56 pode também ser responsável por distorções observadas nos sistemas com Júpiteres quentes." Os resultados foram publicados na edição de 18 de Outubro da revista Science.

Fonte: Astronomia On-line

Índia vai lançar sua primeira missão a Marte em 5 de novembro

Cientistas anunciaram nesta terça-feira o lançamento, em 5 de novembro, da primeira missão indiana a Marte, que tinha sido adiada devido a problemas no posicionamento de um sistema que rastreará a operação a bordo de um navio. O lançamento da Mars Orbiter Mission não tripulada teve que ser remarcado depois que a Agência Espacial Indiana (ISRO) informou no fim de semana que não conseguiria realizá-lo em 28 de outubro, conforme o esperado. Dois navios indianos foram enviados para as ilhas Fiji, no Oceano Pacífico, para fazer um rastreamento constante do foguete, mas um deles demorou em chegar devido ao mau tempo. "A Mars Orbiter Mission foi remarcada para 5 de novembro e sua nave espacial será lançada às 14h36 IST (horário indiano padrão) do centro espacial de Sriharikota", declarou o porta-voz da ISRO, Deviprasad Karnik. A sonda de 1,3 tonelada será lançada a bordo de um foguete de 350 toneladas de Sriharikota, na Baía de Bengala, cerca de 80 km a nordeste de Chennai. A missão marciana, que deve durar nove meses, foi aprovada pelo governo com um orçamento de 4,5 bilhões de rúpias (US$ 73 milhões). Para a Índia, a missão representará um passo significativo para seu programa espacial, que já conseguiu enviar uma sonda para a Lua e desperta o orgulho nacional do país de 1,2 bilhão de habitantes. Mas os gastos com esta missão também têm recebido críticas, em um país em que o governo luta para combater a pobreza que aflige grande parte da população, assim como importantes problemas de infraestrutura. Uma série de países já enviou missões a Marte, como Estados Unidos, Rússia, Japão e China.

Fonte: Terra

domingo, 20 de outubro de 2013

O sútil eclipse penumbral da Lua

Considerado o mais sútil de todos os tipos de eclipses, o eclipse penumbral precisa de condições ideais para que ele seja observado. No dia 18 de Outubro de 2013 aconteceu uma dessas noites. O painel acima mostra seis imagens da Lua feitas durante o fenômeno. As terras altas do sul da Lua estavam claramente imersas na sombra, algo que foi fácil de ser observado por binóculos. Em alguns pontos essa imersão ficou evidente até mesmo a olho nu. As fotos acima foram feitas entre as 7:15 p.m. e 8:30 p.m. horário local com 5 minutos de intervalo entre elas, enquanto o observador registrava o fenômeno e o observava com binóculos. Todas as imagens foram feitas através de um telescópio refletor de 4.5” com uma câmera Kodak Z885.

Fonte: Cienctec

Observando Saturno de cima

Esse retrato olhando Saturno de cima com seus anéis foi criado a partir de imagens obtidas pela sonda Cassini, da NASA, em 10 de Outubro de 2013. Esse mosaico foi gerado pelo processador amador de imagens e grande fã da missão Cassini, Gordon Ugarkovic. Essa imagem não foi geometricamente corrigida para os desvios na perspectiva da sonda e ainda possui alguns artefatos da câmera. O mosaico acima foi criado a partir de 12 imagens obtidas com os filtros azul e verde do subsistema de imageamento científico da Cassini. Ugarkovic usou o conjunto colorido completo para 11 das componentes do mosaico e imagens azul e vermelhas para um dos componentes.

Fonte: Cienctec

O misterioso material que cobre o assoalho da cratera Catullus em Mercúrio

Denominada assim em homenagem ao poeta italiano Gaius Valerius Catullus, essa cratera de impacto com 100 quilômetros de diâmetro, tem um assoalho com textura suave como é visto em vários locais de Mercúrio. A porção oeste do assoalho da cratera (à direita) encosta-se contra a parede de terraços no interior da cratera (meio), que por sua vez faz fronteira com um terreno mais velho ao redor (à esquerda). Os cientistas conhecem duas maneiras pelas quais os assoalhos das crateras podem ficar suaves: material derretido pelo impacto, ou vulcanismo. Como muitas vezes é difícil diferenciar os dois processos, a natureza do material suave dentro da cratera Catullus permanece desconhecida. Contudo, numa visão maior, uma depressão pode ser vista no centro da Catullus, depressão essa que pode ter natureza vulcânica, e assim sendo o material no assoalho da cratera poderia ter a mesma origem. A imagem acima foi adquirida como uma observação planejada de alta resolução. Observações planejadas são imagens feitas de pequenas áreas da superfície de Mercúrio com resoluções muito maiores que os tradicionais 200 metros por pixel usados na geração do mapa base morfológico do planeta. Não é possível cobrir toda a superfície de Mercúrio com essa alta resolução, mas normalmente áreas que possuem um alto interesse científico são imageadas nesse modo a cada semana.

Fonte: MESSENGER

A maior estrela já descoberta está se partindo

A maior estrela já descoberta pode dar aos cientistas um senso de como estrelas massivas morrem despejando no universo os ingredientes para a formação dos planetas rochosos e até mesmo da vida. A W26 é cerca de 1.500 vezes maior que o Sol, fazendo dela a maior estrela conhecida no universo. A estrela, uma supergigante vermelha está perto do final de sua vida e eventualmente explodirá numa supernova, dizem os cientistas. “Estrelas com massas dezenas de vezes maior que o Sol vivem uma vida curta e dramática se comparada com suas co-irmãs menos massivas”, disseram os oficiais da Royal Astronomical Society (RAS), no Reino Unido. “Algumas das estrelas mais massivas vivem menos de poucos milhões de anos antes delas exaurirem seu combustível nuclear e então explodirem como supernovas. No fim de suas vidas essas estrelas tornam-se altamente instáveis e ejetam uma considerável quantidade de material desde seus envelopes externos”. Os astrônomos estão usando o Very Large Telescope Survey Telscope (VST) do Observatório Sul Europeu no Chile, para estudar o maior aglomerado de estrelas na Via Láctea, uma coleção com centenas de milhares de estrelas localizado a aproximadamente 16.000 anos-luz de distância da Terra, e conhecido como Westerlund 1. Enquanto espiavam a W26 que se localiza dentro do Westerlund 1, a equipe notou algo estranho: a gigantesca estrela está circundada por uma grande e brilhante nuvem de gás hidrogênio. Essa é a primeira “nebulosa ionizada” já encontrada ao redor de uma estrela supergigante vermelha e essa nuvem dá aos cientistas uma nova chance de estudar como a W26 e outras estrelas como ela expelem suas camadas antes de possivelmente se tornarem uma supernova, jogando material no meio interestelar. “A W26 por si só é muito fria para fazer o gás brilhar, os astrônomos especulam que a fonte da radiação ionizante pode ser estrelas azuis quentes localizadas em qualquer lugar do aglomerado, ou possivelmente uma estrela companheira da W26 mais apagada e muito mais quente que ela”, dizem os oficiais da RAS. “O fato da nebulosa estar ionizada fará com que seja consideravelmente mais fácil de estudá-la no futuro se ela não estivesse ionizada”. Uma nova foto da W26 e do Westerlund 1 mostra a nebulosa ionizada brilhando em verde, se destacando das outras estrelas. Apesar do tamanho o aglomerado parece apagado, pois o gás e poeira obscurecem sua visão na luz visível observada da Terra. O instrumento VST foi capaz de espiar através dessa névoa cósmica para investigar o aglomerado de estrelas e a W26. A nova pesquisa está detalhada no Monthly Notices da Royal Astronomical Society.

Fonte: Cienctec

Sh2-155: A Nebulosa Caverna

Essa colorida paisagem celeste mostra o brilho empoeirado e avermelhado da região de emissão do catálogo Sharpless, conhecida como Sh2-155, ou a Nebulosa Caverna. Localizada a aproximadamente 2.400 anos-luz de distância da Terra, a cena localiza-se ao longo do plano da Via Láctea, em direção à constelação do céu do norte de Cepheus. As explorações astronômicas da região revelam que ela se formou na fronteira da massiva nuvem molecular Cepheus B e as estrelas azuis, jovens e quentes da associação Cepheus OB3. O brilhante anel de gás hidrogênio ionizado é energizado pela radiação de estrelas quentes, dominada pela brilhante estrela azul do Tipo-O localizada na parte superior da imagem. As frentes de ionização dirigidas pela radiação são provavelmente criadas pelos núcleos de estrelas que estão colapsando e por novas formações de estrelas. Com um tamanho apropriado de um berçário estelar, a caverna cósmica tem mais de 10 anos-luz de diâmetro.

Fonte: APOD

sábado, 19 de outubro de 2013

Descoberto asteróide que pode acertar a Terra em 2032

No dia 16 de setembro, o asteróide recentemente descoberto 2013 TV135 aproximou-se da Terra, chegando a meros 6,7 milhões de quilômetros. Não seria motivo de preocupação não fosse o tamanho dele, estimado em cerca de 400 metros. A órbita do asteróide, que foi descoberto em 8 de outubro por astrônomos do Observatório Astrofísico da Crimeia, na Ucrânia, passa de 3/4 da órbita de Júpiter até a órbita da Terra. É o 10.332º objeto próximo à Terra a ser descoberto. Com uma semana de observações, chegou-se a uma previsão da órbita do asteróide. Nesta órbita, no ano 2032, mais precisamente em 26 de agosto de 2032, há uma chance em 63.000 de que a Terra esteja no meio do caminho do asteróide. Ou, para os otimistas, a chance é de 99,998% do asteroide errar a Terra em 2032. Por enquanto, ainda não há motivos para pânico. As informações que temos do objeto o colocam no grau 1 da escala de Turim, o que significa que é “uma descoberta rotineira em que está prevista uma passagem próxima à Terra, mas que não apresenta nenhum perigo. Os cálculos atuais mostram que a chance de colisão é extremamente improvável e não há motivo para preocupação do público. Novas observações provavelmente vão fazer com que o objeto seja reclassificado como nível 0″. Don Yeomans, gerente do Programa de Objetos Próximos à Terra da NASA, apontou que “esta é uma descoberta relativamente nova. Com mais observações, eu espero que seja bastante reduzida, ou mesmo descartada totalmente, qualquer probabilidade de impacto no futuro previsível”. 2013 TV135 é considerado potencialmente perigoso porque sua órbita o traz a uma distância menor que 7,5 milhões de quilômetros da órbita da Terra. Essa distância pode chegar a 1,7 milhões de quilômetros. Outro fator que influencia na classificação de risco é o tamanho do asteróide: quanto maior, maior a energia com que ele pode atingir a Terra. O asteróide TV135 pode nos atingir com uma energia de 2.500 megatons, 50 vezes mais poderoso que a mais poderosa bomba atômica já detonada pelo homem.

Fonte: Hypescience

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Satélites artificiais não caem devido a imperfeições da Terra

Nosso planeta está cercado por mais de 1.000 satélites artificiais em pleno funcionamento e por uma Estação Espacial enorme, além de milhares de toneladas de lixo espacial. Felizmente, em geral a maior parte deles fica lá em cima bem tranquila. Mas, surpreendentemente, parece que só agora estamos realmente entendendo por que os satélites giram estavelmente ao redor da Terra. Em condições ideais, um pequeno satélite em órbita de um planeta que fosse perfeitamente esférico permaneceria lá para sempre, assumindo que nada o perturbasse diretamente. Mas a Terra não é uma esfera perfeita, e há um monte de outros objetos que podem perturbar os satélites artificiais na órbita baixa. Entre esses objetos está, em primeiro lugar, e de forma mais significativa, a Lua. De acordo com as leis do movimento, a influência da Lua por si só deveria fazer os satélites caírem de volta na atmosfera da Terra, onde iriam se queimar - basta se lembrar sobre a influência da Lua sobre as marés. Acontece que as imperfeições da Terra são a graça salvadora de um satélite. Por causa de sua rotação, a Terra é ligeiramente achatada nos pólos, com gordurinhas na cintura, ao redor do Equador. E é a atração gravitacional da protuberância equatorial que desloca as órbitas dos satélites ao longo do tempo. Esta é a conclusão de simulações de computador e análises feitas por Scott Tremaine (Instituto de Estudos Avançados de Princeton) e Tomer Yavetz (Universidade de Princeton), ambos nos Estados Unidos. Gravitacionalmente falando, o mapa da Terra está longe de se parecer com uma esfera. De acordo com as novas conclusões, as imperfeições no campo gravitacional da Terra evitam que puxões da Lua e de outras fontes arrastem os satélites artificiais longe demais em uma direção ou outra - para o espaço ou para sua queima fatal na atmosfera. Se a Terra fosse um pouco mais parecida com uma esfera perfeita, muitos satélites cairiam na atmosfera em uma questão de meses ou anos, garantem os dois pesquisadores. "É interessante que haja muitas coisas que poderiam desestabilizar as órbitas baixas da Terra, mas que as coisas parecem se combinar de tal maneira que temos um ambiente adequado para os satélites. "Isso faz você parar para pensar um pouco - quando você olha em detalhe como as coisas funcionam, você pode encontrar surpresas," comentou Gregory Laughlin, físico da Universidade da Califórnia, que não estava envolvido com a pesquisa, mas que gostou dos resultados.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Telescópio estuda mistério de jatos emitidos por buracos negros gigantes

Duas equipes internacionais de astrônomos usaram o Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (Alma) para estudar os jatos emitidos por enormes buracos negros situados no centro das galáxias e observar como é que eles afetam o seu meio. As equipes obtiveram a melhor imagem até hoje do gás molecular em torno de um buraco negro calmo próximo, divulgada nesta quarta-feira pelo Observatório Europeu do Sul (ESO). Inesperadamente, os astrônomos também viram de relance a base de um jato poderoso próximo de um buraco negro distante. Existem buracos negros de massa extremamente elevada - que vão até vários bilhões de vezes a massa solar - no coração de quase todas as galáxias do Universo, incluindo a nossa própria galáxia, a Via Láctea. Em um passado distante, esses objetos estranhos encontravam-se muito ativos, engolindo enormes quantidades de matéria do seu meio circundante, brilhando intensamente e expelindo pequenas frações dessa matéria sob a forma de jatos extremamente poderosos. No Universo atual, a maioria dos buracos negros de elevada massa encontra-se muito menos ativos do que na sua juventude, mas a interação entre os jatos e o meio circundante ainda afeta a evolução das galáxias. Dois novos estudos, ambos publicados hoje na revista especializada Astronomy & Astrophysics, fizeram uso do Alma para investigar jatos de buracos negros a escalas muito diferentes. Um dos estudos investigou um buraco negro próximo e relativamente calmo situado na galáxia NGC 1433, enquanto o outro observou um objeto muito distante e ativo chamado PKS 1830-211. “O Alma revelou uma estrutura em espiral surpreendente no gás molecular próximo do centro da NGC 1433”, diz Françoise Combes (Observatoire de Paris, França), autora principal do primeiro artigo científico. “Isso explica como é que o material flui para o interior, alimentando o buraco negro. Com as novas observações muito nítidas do Alma descobrimos um jato de matéria sendo emitido pelo buraco negro e que se estende ao longo de apenas 150 anos-luz. Esta é a menor corrente molecular fluindo para o exterior já observada numa outra galáxia.” A descoberta desta corrente de matéria, que está sendo arrastada com o jato emitido pelo buraco negro central, mostra como é que tais jatos podem fazer parar a formação estelar e regular o crescimento dos bojos centrais das galáxias.


Fonte: Terra

Pedaço de mais de 500kg do meteorito de Chelyabinsk é retirado do lago Chebarkul

Mergulhadores recuperaram nesta quarta-feira em um lago o que pode ser um pedaço de 570 quilos do meteoro que caiu em Chelyabinsk, região central da Rússia, em fevereiro deste ano. Os cientistas conduziram uma análise rápida e confirmaram que o que foi recuperado do fundo do lago Chebarkul é um corpo cósmico. Andrew Kocherov da Universidade Estadual do Chelyabinsk observou que objeto apresenta uma crosta de fusão, formada durante a sua passagem pela atmosfera da Terra. Quando o meteorito encalhou no fundo do lago ele se partiu claramente em três grandes pedaços. O meteorito pode ter se partido ou quando atingiu o fundo do lago ou durante à sua subida até a superfície. O ministro da região de Chelyabinsk, Alexander Galichin explicou que, antes do fim do dia, o meteorito será transferido para Chelyabinsk e transmitido para os cientistas que conduzem as pesquisas sobre esse meteorito. A empresa que participa da recuperação dos destroços do meteorito que caíram na Rússia em Fevereiro de 2013, já resgatou 13 fragmentos de pedra do fundo do lago, sendo que pelo menos 4 desses fragmentos são do meteorito de Chelyabinsk. A missão dos mergulhadores também foi prejudicada por outros fatores. O fragmento de rocha estava a 13 metros de profundidade e não a seis ou oito, como se calculava anteriormente. Os mergulhadores também tiveram que arrastar a rocha para a margem do lago em uma chapa metálica, ao invés de levantá-la.

Fonte: Cienctec

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Neva pedras em alguns exoplanetas?

Quando pensamos em planetas que orbitam outras estrelas (que não o Sol), tendemos a querer que sejam como a Terra. No entanto, para mim, o mais fantástico é precisamente não o serem. A gama de possibilidades é impressionante. Atente-se no planeta KOI-1843 que está tão próximo da sua estrela-mãe que a sua órbita (o seu ano) demora somente 4,2 horas. Ele está 40 vezes mais próximo da sua estrela que Mercúrio está do Sol. A sua temperatura à superfície é de cerca 2.315ºC. Esta é uma temperatura que permite que a rocha derreta. A sua superfície no lado virado para a estrela (estes planetas devem ter sempre a mesma face virada para a estrela) deverá ser rocha derretida. Imaginem que “nadavam” sobre esta superfície. Imaginem agora que existe uma fraca atmosfera no planeta. No lado diurno, temos a rocha quente derretendo, com o vapor formando uma tênue atmosfera fugindo do planeta (em direção à estrela). Devido aos movimentos atmosféricos, parte deste vapor irá em direção ao lado noturno. O lado noturno é mais frio. O vapor atmosférico de rocha derretida ao chegar a esse lado mais frio, poderá transformar-se em neve (não de água mas de rocha). “Este é um cenário muito interessante”, disse o astrônomo Brian Jackson que lidera um estudo para saber se estas possibilidades efetivamente existem na nossa Galáxia.

Fonte: AstroPT

Elenin descobre asteróide de 1 km próximo da Terra

Leonid Elenin é um astrônomo amador russo que se dedica à descoberta de cometas e asteróides. Ele ficou mundialmente famoso em 2011 devido à descoberta do cometa que recebeu o seu nome: cometa Elenin. Agora descobriu um asteróide com cerca de 1 km de diâmetro. É um enorme asteróide, que tem uma órbita que o traz para relativamente perto da Terra. No entanto, fiquem descansados, não vai bater aqui nos próximos milhões de anos. Se batesse, acabaria com parte da Humanidade. O asteróide recebeu o nome 2013 TB80.

Fonte: AstroPT

Como o núcleo da Terra se formou?

Embora não seja fantástico como nas descrições feitas por Júlio Verne em seu livro “Viagem ao Centro da Terra”, o núcleo do nosso planeta não deixa de ser surpreendente – e teorias sobre suas origens dividem cientistas há décadas. Recentemente, contudo, pesquisadores da Universidade de Stanford (EUA) recriaram (em pequena escala, claro) as condições de pressão e temperatura da Terra antiga, e os resultados deram força a um lado do debate. “Nós sabemos que a Terra tem hoje um núcleo e um manto diferenciados. Com tecnologias em desenvolvimento, podemos olhar sob uma nova ótica os diferentes mecanismos por trás desse fenômeno”, destaca a pesquisadora Wendy Mao, principal autora do estudo. Sabe-se que o interior do planeta é dividido em camadas com diferentes tipos de densidade, temperaturas e composições. O debate surge a respeito de como aconteceu essa diferenciação, e existem pelo menos duas grandes teorias. A primeira diz que a colisão e o decaimento de certos materiais radioativos aqueceu a Terra a tal ponto que suas rochas e metais começaram a derreter, resultando em uma espécie de “oceano de magma” que se resfriou camada por camada, por conta das diferentes densidades de seus componentes. Nisso, o ferro teria “afundado”, enquanto os silicatos teriam se deslocado à superfície. Já a segunda defende que o ferro teria derretido e atravessado gradualmente a camada sólida de silicatos graças a um fenômeno chamado percolação (parecido com o que acontece com um café que passa pelo filtro da cafeteira), através de túneis. Por muito tempo, a primeira hipótese foi mais aceita. A da percolação não tinha tanta força porque análises mostravam que o ferro fundido tende a se aglomerar em grandes “gotas” que não interagem entre si, diminuindo as chances de atravessar a camada de silicatos. O estudo feito na Universidade de Stanford mudou o jogo. Mao e sua equipe colocaram pequenas quantidades de ferro e silicato entre duas pontas de diamante e, além de aplicar uma forte pressão, aqueceram a mistura com laser, reproduzindo o “magma” que supostamente existia na Terra. Depois que o material resfriou, eles o analisaram com microscópios e equipamentos de tomografia. Resultado: o ferro de fato tendia a se acumular em “bolhas”, mas, por outro lado, a pressão modificava a camada de silicato também, formando canais que poderiam permitir a percolação. Ainda é cedo para afirmar com segurança como a parte interna da Terra se formou, mas as evidências mais recentes apontam que, talvez, as duas principais teorias estejam corretas.

Fonte: Hypescience

Diamantes em Júpiter e Saturno: ciência ou busca de fama?

Parece que os cientistas também gostam muito de diamantes. Afinal de contas, eles, os diamantes, podem garantir que eles, os cientistas, brilhem rapidamente e sem fazer muitas lapidações. Em 2010, analisando dados preliminares, cientistas ligados à NASA disseram que um planeta de carbono teria montanhas de diamantes. Em 2012, a mesma equipe voltou à carga, afirmando que o exoplaneta "55 Câncer e" poderia ter o equivalente a "três Terras" de diamante. A idéia parece muito interessante e romântica, o suficiente para render manchetes nos jornais do mundo todo. Muito menos glamourosa foi a análise feita por uma equipe internacional, com participação de uma brasileira, mostrando que a relação entre carbono e oxigênio na estrela hospedeira desse pretenso planeta de diamante é muito menor do que Nikku Madhusudhan e seus colegas haviam calculado. "O artigo de 2010 concluiu que 55 Câncer, a estrela que hospeda cinco planetas, tem uma taxa carbono/oxigênio maior do que um. Esta observação ajudou a motivar um artigo no ano passado sobre o planeta mais interno do sistema, o 55 Câncer e," contextualiza Johanna Teske, da Universidade do Arizona, nos Estados Unidos. Foi essa taxa carbono/oxigênio que levou a equipe ligada à NASA a afirmar que o planeta era de diamante. "Entretanto, nossa análise faz isso parecer menos provável porque a estrela hospedeira não parece ser tão rica em carbono como se pensou anteriormente," disse Teske. Os dados atuais mostram que a estrela 55 Câncer contém quase 25% mais oxigênio do que carbono, o que é muito mais próximo do que ocorre no Sol, que tem 50% menos carbono do que oxigênio - e os dados da 55 Câncer deverão mudar conforme novas observações são realizadas. "Então, em termos dos dois blocos de informação fundamentais usados para a proposta inicial do 'planeta de diamante' - as medições do exoplaneta e as medições da estrela - as medições da estrela não confirmam mais isso," conclui a pesquisadora. O novo estudo, que mostra que o planeta de diamante era falso, tem a coautoria da brasileira Kátia Cunha, do Observatório Nacional do Rio de Janeiro. Agora, Kevin Baines e Mona Delitsky, da Universidade Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos - também ligados à NASA - afirmam que pode chover diamantes em Júpiter e Saturno. A dupla chega a calcular o tamanho dos valiosos "pingos de chuva de brilhantes" - eles seriam diamantes com até um centímetro de diâmetro. Segundo eles, os diamantes se formariam em Júpiter e Saturno quando uma chuva de carbono se precipitasse nas elevadas pressões das profundezas dos planetas gasosos - entre 6.000 e 30.000 km. Então, será que finalmente encontramos uma fonte de diamantes espaciais e, desta vez, muito mais próxima de nós? Pelo menos por enquanto, talvez seja melhor não comprar ações de qualquer mineradora espacial que pretenda tentar coletá-los. Isso porque os dois cientistas fizeram seus cálculos sobre a pretensa chuva de diamantes em Júpiter e Saturno usando carbono puro! O que parece haver no planeta é uma espécie de fuligem, gerada pela ação de raios sobre o gás metano. Essa fuligem é um material sobre o qual pouco se sabe, se é que ele chega a existir realmente. Além disso, as atmosferas desses planetas são ricas em hidrogênio e hélio, contendo ainda uma multiplicidade de outros elementos, o que coloca o ambiente muito longe de reproduzir as condições teóricas do carbono puro sob alta pressão. O artigo da dupla ainda não foi aceito para publicação em uma revista científica, mas já rendeu manchetes, entrevistas e o brilho tentador da fama. Talvez, no futuro, realmente cheguemos a encontrar planetas de diamantes, nuvens de diamantes ou o que seja - mas lembre-se então de dar o crédito adequado para os cientistas que consigam demonstrar suas hipóteses com algo além de um polimento superficial.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Asteróide em redor de estrela moribunda aponta para exoplanetas habitáveis

As investigações mais recentes sobre relíquias rochosas num sistema planetário distante, agora para lá do seu "leito de morte", sugerem que tinha um "sistema de entrega" de água muito semelhante ao nosso e, consequentemente, o potencial para criar exoplanetas habitáveis com água. Astrônomos descobriram os destroços de um asteróide que continha grandes quantidades de água em órbita de uma estrela exausta, ou anã branca. Isto sugere que a estrela GD 61 e seu sistema planetário - localizado a cerca de 150 anos-luz e no final da sua vida - tinha o potencial para albergar exoplanetas semelhantes à Terra. Esta é a primeira vez que a água e uma superfície rochosa - dois "ingredientes-chave" dos planetas habitáveis - foram encontrados juntos para lá do nosso Sistema Solar. A Terra é essencialmente um planeta "seco", com apenas 0,02% da sua massa como água superficial, por isso os oceanos vieram muito depois da sua formação: muito provavelmente quando asteróides ricos em água do Sistema Solar colidiram com o nosso planeta. A nova descoberta mostra que o mesmo "sistema de entrega" pode ter ocorrido no distante sistema solar desta estrela moribunda - como as evidências mais recentes apontam contendo um tipo similar de asteróide rico em água que teria trazido as primeiras águas até à Terra. O asteróide analisado é composto por 26% de água, muito semelhante a Ceres, o maior asteróide no cinturão principal de asteróides do nosso Sistema Solar. Em comparação com a Terra, ambos são muito mais ricos em água. Astrônomos das Universidades de Cambridge e Warwick dizem que esta é a primeira evidência confiável de material rochoso e rico em água em qualquer sistema exoplanetário. Descrevem-na como um "olhar para o nosso futuro", pois daqui a seis bilhões de anos, os astrônomos alienígenas estudando os restos rochosos em torno do nosso Sol podem chegar à mesma conclusão - que planetas terrestres já orbitaram a nossa estrela-mãe. As novas descobertas da pesquisa fizeram uso do Telescópio Espacial Hubble da NASA e foram publicadas na edição de 10 de Outubro da revista Science. Todos os planetas rochosos formaram-se a partir da acumulação de asteróides, crescendo até ao seu tamanho final, por isso os asteróides são essencialmente os "blocos de construção" de planetas. "A descoberta de água num grande asteróide significa que os blocos de construção de planetas habitáveis existiram - e talvez ainda existem - no sistema de GD 61, e provavelmente também em torno de um número substancial de estrelas semelhantes," afirma o autor principal Jay Farihi, do Instituto de Astronomia de Cambridge. "Estes blocos de construção ricos em água, e os planetas terrestres que criam, podem de facto ser comuns - um sistema não pode criar coisas tão grandes como asteróides e evitar a construção de planetas, e GD 61 tinha os ingredientes para transportar muita água até às suas superfícies," afirma Farihi. "Os nossos resultados demonstram que definitivamente havia potencial para planetas habitáveis neste sistema exoplanetário." Os cientistas dizem que a água detectada veio provavelmente de um planeta menor, com pelo menos 90 km em diâmetro mas provavelmente muito maior, que já orbitou a estrela GD 61 antes de se tornar anã branca há cerca de 200 milhões de anos atrás. As observações astronômicas anteriores e atuais mediram o tamanho e densidade dos exoplanetas, mas não a sua composição. Isto porque o trabalho convencional foi feito em planetas que orbitavam estrelas "vivas". Mas a única maneira de ver do que um planeta distante é feito é desmontá-lo, dizem os investigadores, e a natureza faz isso por nós num sistema com uma anã branca moribunda graças à sua atração gravitacional extrema - sugando e triturando o material circundante. Estes detritos, que "poluem" a atmosfera da anã branca, podem ser quimicamente analisados usando poderosas técnicas espectrográficas que "destilam todo o asteróide, núcleo e tudo," realçam. A equipe detectou uma gama de "abundância elementar" na atmosfera contaminada da anã branca - tal como magnésio, silício e ferro que, em conjunto com o oxigênio, são os principais componentes de rochas. Ao calcular o número desses elementos em relação ao oxigênio, os cientistas foram capazes de prever a quantidade de oxigênio que deve existir na atmosfera da anã branca - mas encontraram "significativamente" mais oxigênio do que se houvessem apenas rochas. "Este excesso de oxigênio pode ser transportado por água ou carbono, e nesta estrela não existe praticamente nenhum carbono - indicando que deve ter havido água substancial," afirma o co-autor Boris Gänsicke, da Universidade de Warwick. "Isto exclui também cometas, que são ricos em água e em compostos de carbono, por isso sabíamos que estávamos a observar um asteróide rochoso com um teor substancial de água - talvez sob a forma de gelo no subsolo - como os asteróides que conhecemos no nosso Sistema Solar, tais como Ceres, afirma Gänsicke. As observações ultravioletas são a única maneira de obter medições tão precisas dos níveis de oxigênio nos detritos em redor de uma anã branca - o que só pode ser realizado acima da atmosfera da Terra. A equipe usou o instrumento COS (Cosmic Origins Spectrograph) a bordo do Hubble para obter os dados necessários, com a análise química calculada pelo membro da equipe Detlev Koester, da Universidade de Kiel. Os "corpos planetários", como estes asteróides que caem e poluem esta estrela moribunda - que, no seu auge, foi três vezes "mais pesada" que o nosso Sol - também revelam que os exoplanetas gigantes provavelmente ainda existem neste sistema remoto e minguante. "A fim de que os asteróides passem suficientemente perto da anã branca para serem destruídos, e depois comidos, têm que ser perturbados desde o cinturão de asteróides - essencialmente empurrados - por um planeta gigante," acrescenta Farihi. "Estes asteróides dizem-nos que o sistema GD 61 teve - ou ainda tem - planetas rochosos, terrestres, e a forma como poluem a anã branca diz-nos que planetas gigantes provavelmente ainda lá existem. "Isto reforça a idéia de que a estrela originalmente tinha em órbita um conjunto completo de planetas terrestres e provavelmente gigantes gasosos - um sistema complexo semelhante ao nosso."

Fonte: Astronomia On-line

Levantamento mapeia locais onde as estrelas nascem

Uma equipe de astrônomos liderada por Yancy Shirley do Observatório Steward da Universidade do Arizona completou o maior levantamento de sempre de densas nuvens de gás na Via Láctea - zonas de gás e poeira onde novas estrelas estão a nascer. Catalogando e mapeando mais de 6.000 nuvens de gás, o estudo permite com que os astrônomos compreendam melhor as primeiras fases da formação estelar. "Quando observamos a Via Láctea numa clara noite de Verão, apercebemo-nos que não é uma corrente contínua de estrelas," afirma Shirley. "Ao invés, notamos todas aquelas pequenas manchas escuras onde parece não existir estrelas. Mas essas regiões não estão desprovidas de estrelas - são nuvens escuras que contêm gás e poeira, a matéria-prima a partir da qual as estrelas e planetas se formam na Via Láctea." De acordo com Shirley, o estudo é um importante passo em frente na Astronomia porque permite com que os astrônomos estudem as fases iniciais da formação estelar, quando o gás e poeira nas nuvens estelares estavam começando a coalescer, antes de dar origem a aglomerados de estrelas. Ele explicou que grande parte da pesquisa ao longo dos últimos 30 a 40 anos tem sido muito direcionada para regiões onde potenciais estrelas, as chamadas proto-estrelas, já começaram a tomar forma. "Todas as grandes e famosas regiões de formação estelar na nossa Galáxia têm sido estudadas em grande detalhe," realça Shirley. "Mas sabemos muito pouco sobre o que acontece naqueles aglomerados sem estrelas, antes do nascimento das proto-estrelas, e onde." O levantamento fornece o primeiro mapa imparcial da Galáxia, que mostra onde todas essas regiões estão, em diferentes ambientes galácticos e em diferentes estágios evolutivos. Isto ajuda os astrônomos a melhor entender como as propriedades destas regiões mudam com o avançar da formação estelar. "Os aglomerados sem estrelas só foram detectados, até à data, em pequenos números," afirma Shirley. "Agora, pela primeira vez, vimos esta primeira fase de formação estelar, antes da formação do enxame, em grandes números e de forma imparcial." De acordo com o astrônomo, a taxa de formação estelar na Via Láctea era maior no passado, e atualmente as estrelas formam-se a um ritmo de uma massa solar por ano. Quanto tempo é preciso para uma se tornar "adulta"? "Isto é algo que nós esperamos ser capazes de calcular, comparando o número de fontes naquela fase inicial, com o número de fontes numa fase posterior," explicou Shirley. "A relação entre os dois diz-nos quanto tempo dura cada fase. No nosso levantamento parecem haver menos regiões que ainda não começaram a formar estrelas do que aquelas que já começaram, o que nos diz que a fase inicial deve ser mais curta. Se essa fase durasse mais tempo, deviam existir em maior número." Dado que as densas acumulações de poeira são impermeáveis à luz no espectro visível, os astrônomos não podem observá-las com telescópios ópticos. "Para aqueles de nós que querem estudar a formação das estrelas, isto constitui um problema real, porque se queremos observar uma estrela jovem ou um aglomerado de estrelas que se forma nessas nuvens escuras, toda a poeira fica no caminho," afirma Shirley. No entanto, verifica-se que a mesma poeira que bloqueia a luz visível, brilha em comprimentos de onda longos, especificamente no rádio, que são cerca de um milhão de vezes maiores do que a luz visível. "O calor que emana dos jovens enxames estelares que se formam dentro das nuvens, combinado com a radiação ambiente e até mesmo a luz estelar da galáxia circundante, tudo isso aquece esses grãos de poeira um pouco acima do zero absoluto," afirma Shirley. "Como resultado, brilham, permitindo-nos espreitar o interior das nuvens com um radiotelescópio em comprimentos de onda longos." Para o seu estudo, que cobre todas as partes do plano galáctico visível a partir do Hemisfério Norte, o grupo usou o Telescópio Sub-Milimétrico do Observatório Rádio do Arizona, equipado com um novo receptor sensível. Shirley acrescenta que foi a proximidade e acessibilidade do telescópio operado pela sua universidade que tornou este projeto possível. O estudo foi publicado na revista The Astrophysical Journal.

Fonte: Astronomia On-line

domingo, 13 de outubro de 2013

Hale-Bopp: o grande cometa de 1997

Há dezesseis anos atrás, o cometa Hale-Bopp, circulou o Sol e ofereceu um belo espetáculo nas noites do planeta Terra. Essa espetacular imagem, registrada pouco depois da passagem do cometa pelo periélio em 1997, mostra as memoráveis caudas do Hale-Bopp – uma cauda de poeira esbranquiçada e uma cauda azul de íons. Aqui, a cauda de íons se estende por mais de dez graus no céu do norte, se apagando perto do aglomerado duplo de estrelas na constelação de Perseus, enquanto a cabeça do cometa localiza-se perto de Almach, uma brilhante estrela na constelação de Andrômeda. Você lembra do Hale-Bopp? Os filhos do fotógrafo sim, eles tinham 12 e 15 anos e aparecem em primeiro plano na imagem acima. No total, o Hale-Bopp foi relatado como visível a olho nu desde o final de Maio de 1996 até Setembro de 1997. Atualmente os entusiastas do céu estão esperando que o cometa ISON continue ganhando brilho nas próximas semanas, garantindo o quão interessante será a sua primeira jornada pelo Sistema Solar interno.

Fonte: Cienctec

sábado, 12 de outubro de 2013

Os intrigantes glóbulos cometários

Anéis brilhantes e formas fluidas se juntam perto do centro desse rico campo estelar na direção da fronteira das constelações do sul Pupis e Vela. Composta de gás e poeira interestelar, o agrupamento de glóbulos cometários com tamanho na escala do ano-luz, está localizado a aproximadamente 1.300 anos-luz de distância da Terra. A luz ultravioleta energética de estrelas quentes próximas tem moldado os glóbulos e ionizado seus anéis brilhantes. Os glóbulos também fluem para longe da remanescente de supernova da Vela que pode ter influenciado nas formas varridas das estruturas observadas. Dentro deles, núcleos de gás frio e poeira estão provavelmente se colapsando para formar estrelas de pouca massa, cuja formação no final fará com que os glóbulos se dispersem. De fato, o glóbulo cometário CG30 (a parte superior direita do grupo), ostenta um pequeno brilho avermelhado perto de sua cabeça, um sinal dos jatos energéticos de uma estrela nos seus estágios iniciais de formação.

Fonte: Cienctec

A galáxia NGC 891 vista de lado

Esse retrato cósmico nítido mostra a NGC 891. A galáxia espiral se espalha por aproximadamente 100 mil anos-luz e é vista quase exatamente de lado, desde a nossa perspectiva. De fato, localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Andrômeda, a NGC 891 se parece muito com a Via Láctea. Numa primeira olhada, ela tem um disco galáctico plano e fino e um bulbo central que corta ao longo do meio da galáxia por regiões de poeira escura obscurecida. Os dados de imagens combinadas também revelam os aglomerados de estrelas jovens azuis da galáxia e as regiões de formação de estrelas rosadas. Aparente de forma impressionante na representação de lado da NGC 891 são os filamentos de poeira que se estendem centenas de anos-luz acima e abaixo da linha central da galáxia. A poeira foi provavelmente soprada para fora do disco por explosões de supernovas ou por uma intensa formação de estrelas. Galáxias vizinhas apagadas podem ser vistas perto do disco da galáxia.

Fonte: Cienctec

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Raro trânsito triplo na noite de 11 para 12 de outubro

Três das quatro luas mais brilhantes de Júpiter vão dar um raro espectáculo aos observadores de telescópicos na noite de Sexta para Sábado (11 para 12 de Outubro). Cerca de uma hora antes do amanhecer de dia 12, Io, Europa e Calisto vão simultaneamente provocar sombras no topo das nuvens do planeta, um evento que não acontecia desde 28 de Março de 2004. Quem não se lembra da primeira vez que observou Júpiter e sua comitiva de luas dançarinas através de um telescópio? Dado que cada uma orbita a uma velocidade diferente, dependendo da distância ao planeta, estão constantemente em movimento como crianças num jogo de cadeiras. Todas as noites proporcionam um arranjo diferente. Em certas noites, todas as quatro mais brilhantes estão visíveis apenas num lado do planeta, outras noites apenas duas ou três são visíveis, as outras escondidas por trás do globo de Júpiter. Ocasionalmente temos sorte e vemos a sombra de uma das luas passar em frente do planeta. A este evento chamamos trânsito, mas para alguém que observasse o evento a partir de Júpiter, a lua passa em frente do Sol para criar um eclipse solar total. Tendo em conta que o Sol visto de Júpiter tem apenas 1/5 do tamanho que tem no céu da Terra, todas as quatro luas são grandes o suficiente para cobrir completamente a nossa estrela e provocar sombras escuras que se parecem com pequenos pontos negros de vários tamanhos. Europa tem a sombra menor e as sombras de Io e Calisto são as mais bem definidas. Ganimedes, a maior lua do Sistema Solar com 5.262 km, provoca uma sombra "gorda" e um tanto ou quanto desfocada em relação às outras. Os três satélites mais interiores - Io, Europa e Ganimedes - têm trânsitos a cada órbita. O distante Calisto só transita quando a inclinação de Júpiter relativamente à Terra é muito pequena, isto é, quando o plano das órbitas das luas está quase de lado a partir da nossa perspectiva. Os trânsitos de Calisto ocorrem em "estações" alternantes com a duração de aproximadamente 3 anos cada uma. Três anos de teatro de sombras de Calisto são seguidos por três anos de ausência de sombras. Os trânsitos individuais são muito comuns; podemos encontrar tabelas online ou usar programas informáticos com listas de datas e horas. A passagem simultânea de duas sombras pela face de Júpiter é menos frequente, e de três é um evento raro. Em média, os trânsitos triplos ocorrem uma ou duas vezes por década. Na noite de 11 para 12, cada lua entra na dança. A sombra de Calisto aparece primeiro pelas 04:12, seguida da de Europa e depois da de Io. Pelas 05:32 já todas as três estão visíveis. Observe-as enquanto puder. Grupos destes não duram muito tempo. Júpiter já estará bem alto no céu quando do começo dos trânsitos. Um telescópio de quatro polegadas ou mais, com ampliação que ronda as 100x, consegue mostrar as três sombras. No dia 3 de Junho de 2014 haverá outro trânsito triplo de Europa, Ganimedes e Calisto. Infelizmente, ocorre antes do anoitecer. Seguidamente, haverá ainda outro no dia 24 de Janeiro de 2015, entre Io, Europa e Calisto. Após estas duas datas, só em 2032 é que terão lugar dois novos trânsitos triplos.

Fonte: Astronomia On-line

Estrelas frias confundem fronteira entre estrelas e planetas


Estrelas costumam ser muito quentes. Mas, como nada é para sempre, até mesmo as estrelas esfriam. Por isso, os astrônomos estão constantemente em busca de estrelas cada vez mais frias, não apenas por curiosidade, mas para entender seu processo de envelhecimento. Dois anos atrás, o telescópio espacial WISE da NASA descobriu uma nova classe de corpos celestes muito frios que começaram a confundir a fronteira entre estrelas e planetas. No entanto, até agora ninguém sabe exatamente qual é a temperatura na superfície dessas "estrelas planetárias. Cálculos iniciais sugeriam que elas poderiam ter a mesma temperatura ambiente da Terra, levantando a hipótese de que essas estrelas frias poderiam ter nuvens. Contudo, um estudo mais aprofundado concluiu que esses corpos celestes são realmente as estrelas mais frias que se conhece, mas não são tão frias quanto se pensava. Os novos cálculos apontam para temperaturas entre 120 e 175 graus Celsius. Para chegar a temperaturas superficiais tão baixas após resfriarem por bilhões de anos, essas estrelas devem ter uma massa entre 5 e 20 vezes a massa de Júpiter. Ao contrário do Sol, a única fonte de energia dessas estrelas frias é a sua contração gravitacional, que depende diretamente da sua massa. "Se um objeto desses fosse encontrado orbitando uma estrela [em um sistema binário], há uma boa chance de que ele fosse chamado de planeta," disse Trent Dupuy, um dos autores do estudo. Mas, como provavelmente se formaram por conta própria, e não em um disco protoplanetário, os astrônomos ainda chamam esses corpos frios de anãs marrons, mesmo que tenham uma massa de classe planetária - alguns já sugeriram a criação de uma classe conhecida como planemos. Mas não pense que esta seja a palavra final sobre o assunto. Como só emitem radiação na faixa do infravermelho, para medir sua temperatura os astrônomos precisam conhecer precisamente sua distância. E a equipe determinou que as anãs marrons em questão estão localizadas a distâncias entre 20 e 50 anos-luz da Terra, uma faixa grande demais para um cálculo definitivo. Além disso, este estudo analisou apenas a amostra inicial das anãs marrons mais frias descobertas pelo telescópio WISE. Outros objetos descobertos nos últimos dois anos continuam a ser estudados, e novos cálculos deverão ser publicados logo.

Fonte: Inovação Tecnológica

Sonda registra estrutura 4 vezes mais profunda que Grand Canyon em Marte

O isolado Hebes Chasma é uma estrutura irregular moldada por forças tectônicas na superfície de Marte - e a imensa rede de cânions nos arredores contém "cicatrizes" que revelam a antiga história do Planeta Vermelho. A sonda Mars Express, da Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês), voou sobre a região inúmeras vezes, mas divulgou nesta quinta-feira um inédito mosaico com oito imagens que mostram a área em mais detalhes do que quaisquer outros registros feitos até então.​ Esse chasma tem quase oito quilômetros de profundidade e se estende por 315 quilômetros na direção leste-oeste e 125 quilômetros de norte a sul no seu ponto mais comprido. A estrutura é pelo menos quatro vezes mais profunda que o famoso Grand Canyon, no Estado americano do Arizona - que, no entanto, é mais longa, com 446 quilômetros de extensão. O Hebes Chasma fica a aproximadamente 300 quilômetros a norte do sistema de cânions Valles Marineris. Sua origem é associada à região vizinha de Tharsis, onde se encontra o maior vulcão do sistema solar: o Olympus Mons. No centro do Hebes Chasma há uma mesa (em geografia, uma área elevada de solo com um topo plano) que se ergue até um nível semelhante ao das planícies circundantes. Nenhum outro cânion em Marte tem características parecidas, e a origem dessa estrutura é incerta. Suas camadas incluem materiais vulcânicos - assim como nas paredes principais do cânion - mas também poeira levada pelo vento e sedimentos lacustres fixados ao longo do tempo. Um material enegrecido próximo à base do chasma pode indicar erosão dos sedimentos mais novos nas áreas superiores ou a ação de vento - e até mesmo água. Uma teoria popular explica que a mesa teria se formado de material que acumulado em um lago.


Fonte: Terra

Saudável, cometa ISON pode ser destruído durante aproximação solar

Apesar de alguns astrônomos apostarem suas fichas que o cometa C/2012 S1 ISON pode se desintegrar nos próximos dias, a maior parte dos observadores pensa de forma diferente e afirma que o cometa deve chegar intacto ao periélio, mas não deverá sobreviver. Como temos afirmado desde o início, cometas são os mais instáveis entre os objetos dentro do Sistema Solar e à medida que se aproximam do Sol, mais instáveis e espetaculares se tornam. A dinâmica envolvida é bastante complexa e envolve muito mais parâmetros que aqueles necessários para calcular suas orbitas. Densidade, composição e formato exato da rocha são bastante difíceis de determinar com precisão e eles influenciam diretamente no comportamento de um cometa. E para piorar as coisas, quanto mais perto do Sol, maior a complexidade da previsão embora a orbita permaneça praticamente a mesma desde que foi calculada. Atualmente, ISON se desloca a 125 mil km/h e se localiza a cerca de 220 milhões de quilômetros do Sol e ninguém sabe com 100% de certeza o que vai acontecer com ele quando atingir o periélio, a máxima aproximação da estrela, mas algumas especulações mostram como será o destino do cometa. O trabalho dos astrônomos tem sido incessante, pautados mais por dados estatísticos e comparativos do que em observações diretas ou fotográficas, estas últimas usadas principalmente na mensuração da magnitude, detecção de jatos de gás e verificação da rotação do cometa. Baseado em dados da magnitude observada, um dos mais respeitados especialistas em cometas coloca ISON em "estado de alerta laranja". Para Ignácio Ferrìn, ligado ao Centro de Física Fundamental da Universidade dos Andes, na Venezuela, a curva de luz secular, uma espécie de histórico do brilho durante a vida de um cometa, mostra clara tendência de queda e estabilidade. No seu entender, isso também ocorreu com os cometas LINEAR, Tabur, Honig e Elenin, que se desintegraram quando a curva de luz se nivelou. Segundo o cientista, apesar de ISON ser um cometa saudável, é pouco provável que contorne o Sol, já que diversos cometas que apresentaram curvas de luz similares também se desintegraram diante da aproximação máxima. Apenas para lembrar, ISON deverá chegar a apenas 1.1 milhão de quilômetros da escaldante superfície da estrela. De acordo com Ferrìn, afirmar que os cometas são imprevisíveis não é uma opinião sensata, já que o nivelamento da curva secular é uma assinatura típica de cometas cujo destino é a desintegração. Diferente de Ferrìn, outro grande especialista em cometas, Matthew Knight, publicou recentemente um artigo no qual ele descreve as razões por que ele acha que cometa ISON tem boas chances de sobreviver ao periélio. Segundo Knight, que também utiliza meios estatísticos para prever o destino de ISON, dados históricos mostram que cometas com núcleos menores de 200 metros são altamente suscetíveis à destruição por perda de massa devido à sublimação, enquanto cometas maiores, como ISON, estão mais sujeitos à ruptura pelas forças de maré. Para Knight, mesmo que ISON se parta em diversos fragmentos, ainda assim o maior remanescente deverá ser grande o suficiente para sobreviver à perda de massa decorrente da sublimação, o que significa que poderá ser um cometa muito brilhante após periélio. Apesar das opiniões contrárias, nenhum dos pesquisadores levanta a hipótese de desintegração do núcleo antes do final de novembro e independente do destino do cometa, o show está garantido. Contornando ou não a superfície do Sol.

Fonte: Apolo 11