quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Descoberto um anel de poeira perto da órbita de Vênus

Investigadores da Open University e da Universidade de Lancashire Central confirmaram a existência de um novo anel de poeira ao redor do Sol. Esse anel de poeira tem um diâmetro de cerca 220 milhões de quilômetros e segue a órbita de Vênus. Quando asteróides ou cometas colidem com um planeta, parte da poeira que é expelida para o espaço irá continar gravitacionalmente “presa” a essa órbita, continuando a orbitar o Sol perto da órbita do planeta. O anel de poeira está assim em ressonância orbital com o planeta. Por último, deixem-me referir que a Terra também tem um anel de poeira similar na sua órbita.

Fonte: AstroPT

Espantosa comparação da Terra em relação com a água e o ar

Na ilustração você pode ver a comparação impressionante entre o volume de nosso planeta com o da água e do ar. A esfera de ar corresponde ao ar na densidade ao nível do mar, ou seja, um ATM. Mas lembre-se que, de todo este ar, apenas 21% é oxigênio que passou a ser produzido em grande quantidade a 2,45 bilhões de anos atrás por organismos fotossintetizadores. Apesar de cerca de 70% da superfície da Terra estar coberta por água, nosso planeta é uma esfera levemente úmida já que apenas uma camada “finíssima” dela contém água. A imagem foi criada por Globaïa’s Félix Pharand-Deschênes baseado no conceito criado por Adam Nieman para a Earth Summit de 2002, na África do Sul.

Fonte: Hypescience

Foguete russo bate recorde de satélites colocados em órbita

Um antigo míssil nuclear, fabricado em 1984 na antiga União Soviética, bateu o recorde de quantidade de objetos lançados simultaneamente ao espaço. O foguete DNEPR, convertido para missões de paz, foi lançado a partir de um silo de míssil nuclear também convertido em plataforma de lançamento espacial, em Dombarovsky, na Rússia. Foram levados com sucesso ao espaço nada menos que 32 satélites, a maior parte CubeSats, pequenos satélites de pesquisa do tamanho de uma caixa de sapatos ou menores. O recorde foi batido apenas alguns dias depois de um foguete Minotauro 1, dos Estados Unidos, haver colocado em órbita 29 CubeSats. E mesmo o recorde russo não deverá permanecer muito tempo, na medida que cresce o interesse pelos CubeSats. Com a miniaturização dos equipamentos eletrônicos e dos sensores, os minúsculos satélites, que geralmente são cubos com apenas 10 centímetros de cada lado, tornaram-se plataformas interessantes de observação, sobretudo para universidades. O foguete DNEPR tinha como carga principal o satélite DubaiSat-2, dos Emirados Árabes Unidos, uma plataforma de observação da Terra pesando 300 kg. Já o PocketPUCP-Sat, da Universidade Católica do Peru, tornou-se o menor satélite artificial já colocado em órbita, medindo 8 centímetros e pesando 97 gramas - ele foi lançado a partir do cubesat PUCP-Sat-1.

Fonte: Inovação Tecnológica

Estação Espacial foi equipada com um canhão

Um canhão instalado no módulo japonês da Estação Espacial Internacional (ISS) já está operando. Calma, o canhão não dispara projéteis ou raios laser para proteger a Terra contra naves alienígenas. Ao invés disso, o objeto, chamado de J-SSOD (JEM Small Satellite Orbital Deployer) lança minissatélites, conhecidos como cubesats, em órbita para pesquisa e exploração espacial. O módulo japonês da ISS, Kibo, está equipado com um braço robótico e uma plataforma exterior que pode ser usada para realizar experimentos em microgravidade e no vácuo do espaço. Foi com esse braço robótico – e o canhão J-SSOD anexado – que, no dia 19 de novembro, três cubesats foram lançados, com a ajuda do astronauta Koichi Wakata, da agência espacial japonesa JAXA, e de Mike Hopkins, astronauta da NASA. O sistema foi previamente testado em outubro de 2012, com o lançamento de cinco minissatélites cubesats. De acordo com a agência JAXA, os cubesats têm 10 centímetros de altura, largura e comprimento. No dia 19 de novembro, o astronauta Wakata publicou uma atualização em seu Twitter com uma foto dos três satélites lançados, juntamente com um texto em que dizia que tinha trabalhado com a equipe da JAXA para lançá-los. No dia 20 de novembro, foi lançado um satélite cubesat um pouco maior (30x10x10cm), o TechEdSat-3, desenvolvido pela NASA, que você pode observar na foto do início da matéria. Os cubesats são leves e de baixo custo, o que permite que sejam lançadas pequenas cargas experimentais em órbita. Esses minissatélites podem ajudar a fazer grandes descobertas espaciais.

Fonte: Hypescience

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Cometa ISON penetra no campo de visão do LASCO C3

O cometa ISON está neste momento (19h00 BRT) a 14 milhões de quilômetros do Sol e a menos de 24 horas do periélio. Na atual dinâmica, o cometa deverá entrar no campo de visão do coronógrafo LASCO C2 às 11h00 BRT do dia 28. Como previsto, exatamente a zero hora desta quarta-feira o cometa ISON penetrou no campo de visão do coronógrafo LASCO C3. As cenas mostram o cometa aparentemente saudável, pronto para enfrentar seu pior pesadelo: o inferno da corona solar. As primeiras imagens dessa quarta-feira mostravam o cometa C/2012 S1 ISON quando estava a apenas 22 milhões de quilômetros da superfície da estrela. O cometa surgiu lentamente pelo canto inferior direito da imagem, com velocidade estimada em 830 mil km/h. À medida que se aproxima do Sol essa velocidade vai aumentar ainda mais até atingir o periélio na quinta-feira, às 18h38 BRT, quando ISON chegará a apenas 1.1 milhão de quilômetros da superfície. Nesse instante, ISON estará viajando a 1.36 milhão de quilômetros por hora, velocidade suficiente para fazê-lo contornar a estrela e retornar para dentro do Sistema Solar. No entanto, ISON poderá ser pulverizado pelo calor escaldante de 2 milhões de graus da corona solar e ninguém sabe ao certo como o cometa vai se comportar. De acordo com o experiente observador de cometas, Jakub Cerny, ISON tem um núcleo aparentemente esférico estimado em 630 metros de raio. Não há observações que comprovem ou não a possibilidade do cometa estar fragmentado, mas se houver os pedaços deverão ser inferiores a 50 metros. Ao mesmo tempo em que o cometa penetrava no campo de visão do coronógrafo do telescópio espacial SOHO, uma intensa ejeção de massa coronal era registrada no limbo posterior da estrela e não direcionada à Terra. Não há previsão de tempestades solares intensas durante a passagem de ISON, o que colocaria em risco a integridade de sua cauda, que poderia ser arrancada pela pressão do vento solar.


Fonte: Apolo 11

domingo, 24 de novembro de 2013

Cometa ISON registrado pela

Ainda intacto, em 21 de Novembro de 2013, o Cometa ISON (C/2012 S1) varre esse campo animado de visão (a partir da esquerda) da câmera H-1 da sonda STEREO-A. A câmera também capturou o cometa periódico Encke, o planeta Mercúrio, a Terra, com o Sol cortado do frame na parte direita, a fonte do vento solar observado na imagem. Da perspectiva da sonda STEREO, no espaço interplanetário, o planeta Terra é na verdade o mais distante desse grupo de astros, visto em sua órbita além do Sol. Mercúrio é o mais próximo, mas ambos os planetas ainda aparecem tão brilhantes que eles criam linhas verticais nítidas no detector da câmera. Ambos os cometas mostram caudas substanciais, mas o ISON está mais perto da câmera e continuará se movendo mais rapidamente através do campo de visão. As câmeras acopladas nas sondas STEREO e OHO serão capazes de seguir o cometa ISON à medida que ele cai em direção ao seu encontro mais próximo do Sol que acontecerá no dia 28 de Novembro de 2013, mesmo que ele fique mais difícil de ser observado nos céus matutinos da Terra.

Fonte: APOD

sábado, 23 de novembro de 2013

Meteorito contém minerais da pré-história de Marte

Uma minúscula rocha, encontrada no deserto do Saara, parece ser o meteorito de Marte mais antigo já descoberto. Pesquisas anteriores já sugeriam que a rocha tinha cerca de 2 bilhões de anos, mas novas análises indicam que o meteorito possui em seu interior minerais com mais de 4 bilhões de anos. O meteorito negro e brilhante, de apenas 89 gramas, foi apelidado de "Beleza Negra" - seu nome oficial é NWA 7533 (Northwest Africa 7533). Com essa idade, pelo menos uma parte da rocha teria se formado ainda na infância de Marte. "Esta (rocha) nos conta sobre uma das épocas mais importantes da história de Marte", afirmou o autor da pesquisa, Munir Humayan, da Universidade Estadual da Flórida, nos Estados Unidos. Já foram encontrados cerca de 100 meteoritos marcianos na Terra. A grande maioria deles é bem mais jovem, datados entre 150 milhões e 600 milhões de anos. Eles teriam caído na Terra depois de um asteróide ou cometa ter se chocado contra Marte e desprendido as rochas, que viajaram pelo espaço até acabarem no nosso planeta. O "Beleza Negra" é formado por cinco fragmentos. Um deles, o NWA 7034, foi examinado no passado e sua idade foi calculada em 2 bilhões de anos. Mas a pesquisa mais recente descobriu que outro pedaço, o NWA 7533, tem 4,4 bilhões de anos. Se isto está correto, a rocha pode ter se formado quando Marte tinha apenas 100 milhões de anos de idade. O professor Carl Agee, da Universidade do Novo México, foi o cientista que, na análise anterior, concluiu que a rocha NWA 7034 tinha 2 bilhões de anos de idade. Ele afirmou que a diferença entre as idades das rochas pode ter ocorrido porque o meteorito é na verdade uma mistura de componentes, e a equipe dele agora também está encontrando partes da rocha que têm cerca de 4,4 bilhões de anos. "Definitivamente há um componente antigo na rocha, mas acreditamos que pode haver uma mistura de eras", propõe Agee.

Fonte: Inovação Tecnológica

Cometa ISON desenvolve "asas"

Um ou mais fragmentos poderão ter se separado do núcleo do Cometa ISON nos últimos dias. Duas estruturas tipo-asa no ambiente gasoso em redor do cometa, fotografadas por uma equipe de cientistas do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar e do Observatório Wendelstein da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, parecem indicar isso; as estruturas aparecem em imagens obtidas no final da semana passada. Este distanciamento de peças individuais de detritos pode possivelmente explicar o recente aumento de brilho do cometa. O Cometa ISON tem decepcionado muitos astrônomos amadores ao longo da sua viagem até ao Sol. O brilho do cometa, que passará no dia 28 pela superfície do Sol a uma relativamente pequena distância de pouco mais de um milhão de quilômetros, não aumentou tanto quanto inicialmente se esperava. No final da semana passada, a luminosidade do ISON subiu dramaticamente com vários observadores a relatar um considerável aumento de brilho. Uma possível indicação para a causa do surto é fornecida por imagens do cometa obtidas e avaliadas recentemente por cientistas do Observatório Wendelstein e do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar. Nos dias 14 e 16 de Novembro apontaram o seu telescópio para o cometa. As análises mostram duas estruturas visíveis na atmosfera do cometa que se estendem a partir do núcleo como asas. Estas "asas" eram ainda bastante fracas dia 14 de Novembro, mas dominavam claramente as imagens obtidas dois dias depois. "Tais estruturas ocorrem tipicamente após a separação de fragmentos individuais a partir do núcleo cometário," realça Hermann Böhnhardt do Instituto Max Planck para Pesquisa no Sistema Solar. Tal como o núcleo do cometa, os seus fragmentos também libertam gás e poeira para o espaço. Se as emissões do cometa e dos fragmentos menores se encontram, é gerada uma espécie de camada separadora e por vezes tem um caráter tipo-asa. Se o aumento de brilho visto nos últimos dias foi também provocado pela divisão dos fragmentos, "isso não pode ser afirmado com certeza," acrescenta Böhnhardt. No entanto, esta relação foi comprovada em outros cometas. As estruturas tipo-asa nas imagens não podem ser avistadas a olho nu, são necessários métodos numéricos para aparecerem em imagens processadas. Para este fim, os investigadores analisam o ambiente gasoso do cometa no computador em busca de mudanças de brilho. O uniforme pano de fundo da atmosfera do cometa é subtraído e deixa assim de eclipsar as frágeis estruturas. "As nossas computações indicam que ou apenas se dividiu uma única parcela, ou apenas poucos pedaços menores," afirma Böhnhardt. Ainda não se sabe como o cometa irá comportar-se nas próximas semanas, quando der a volta ao Sol. "No entanto, a experiência passada mostra que os cometas que perdem fragmentos têm tendência para fazê-lo novamente," conclui o investigador cometário.

Fonte: Astronomia On-line

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Jatos pesados de um buraco negro em 4U1630-47

Do que são feitos os jatos dos buracos negros? Muitos buracos negros em sistemas estelares são certamente circundados por discos de gás e plasma puxados gravitacionalmente a partir de uma estrela binária companheira próxima. Parte desse material, depois de se aproximar do buraco negro, acaba sendo expelido do sistema estelar em poderosos jatos emanando dos pólos de um buraco negro em rotação. Recentes evidências indicam que esses jatos são compostos não somente de elétrons e prótons, mas também de núcleos de elementos pesados como ferro e níquel. A descoberta foi feita no sistema 4U1630-47 usando os rádio telescópios Compact Array do CSIRO no leste da Austrália e o satélite orbital da ESA XMM-Newton. O sistema estelar 4U1630-47 é mostrado acima por meio de uma ilustração com uma grande estrela azul à direita e jatos emanando do buraco negro no centro do disco de acreção à esquerda. Embora acredita-se que o sistema estelar 4U1630-47 contenha somente um pequeno buraco negro – com poucas vezes a massa do Sol – as implicações dos resultados podem ser muito maiores: buracos negros maiores podem também estar emitindo jatos de núcleos massivos no cosmos.

Fonte: APOD

Hubble registra explosões estelares na galáxia NGC 6984

As supernovas são objetos extremamente brilhantes. Elas são formadas quando uma estrela atinge o final da sua vida com uma explosão dramática, expelindo a maior parte do seu material no espaço. O objeto dessa nova imagem do Hubble é a galáxia espiral NGC 6984, abrigou uma dessas explosões em 2012, conhecida como SN 2012im. Agora, outra estrela explodiu, formando a supernova SN 2013ek – visível nessa imagem como o objeto proeminente brilhante, parecido com uma estrela logo acima e a direita do centro da galáxia. A SN 2012im é conhecida como uma supernova do Tipo Ic, enquanto que a supernova mais recente, a SN 2013ek é do Tipo Ib. Ambos os tipos resultam do colapso de núcleos de estrelas massivas que expeliram – ou perderam – suas camadas externas de hidrogênio. Acredita-se que as supernovas do Tipo Ic perdem a maior parte de seus envelopes externos mais do que as do Tipo Ib, incluindo uma camada de hélio. As observações feitas para gerar a imagem acima foram feitas em 19 de Agosto de 2013, e tiveram como objetivo apontar o local dessa nova explosão com mais precisão. A supernova de 2013 ocorreu tão perto da SN 2012im que acredita-se que os dois eventos estejam de alguma forma linkados, a chance de duas supernovas completamente independentes tão perto e da mesma classe explodindo com um ano de diferença é um evento astronômico muito improvável. Inicialmente sugeriu-se que a SN 2013ek pode ter sido de fato uma nova explosão da SN 2012im, mas observações posteriores suportam a idéia de que elas são supernovas separadas – embora elas devem estar relacionadas de alguma maneira.

Fonte: Cienctec

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Cientistas divergem sobre possível fragmentação do cometa ISON

Após entrar em outburst na última semana e causar alvoroço entre os astrônomos, o cometa ISON parece ter diminuído de brilho. Agora, novas análises sugerem que o cometa pode ter se dividido em pelo menos dois pedaços que rumam para o Sol. A hipótese de rompimento do núcleo já havia sido levantada na semana passada pelo Apolo11, tendo como base as imagens divulgadas pelo especialista Tony Scarmato. Através de processamento digital, Scarmato detectou ejeções de gás em forma de asas sendo lançadas em duas direções diferentes, além de um pequeno "gap" na curva de luminosidade do cometa. Ao mesmo tempo, observações feitas no sábado e domingo por diversos astrônomos amadores e profissionais mostraram que C/2012 S1 ISON diminuiu significativamente de brilho, embora ainda possa ser observado à vista desarmada em locais de céu muito escuro. Segundo Scarmato, se a análise digital estiver correta os dois núcleos principais deverão ser vistos separadamente já nos próximos dias e poderão ser chamados de ISON-A e ISON-B para facilitar a identificação. Em outras palavras, ao invés de um, ISON seria agora dois cometas rumando para o Sol! Apesar da análise bastante aprofundada de Scarmato sugerir o rompimento, outros especialistas na área não são tão taxativos e esperam por novas observações para afirmar se o núcleo de ISON realmente está rompido. Para Terry Lovejoy, conhecido descobridor de cometas, se de fato ocorreu a ruptura é preciso estudar os componentes separadamente, a distância entre eles e a velocidade de afastamento entre os fragmentos. Como não existem observações diretas que comprovem isso (apenas especulações sobre análises digitais), ainda é cedo para essa conclusão. Além da falta de imagens que mostrem o núcleo rompido, outro ponto que causa dúvidas entre os especialistas é o gráfico de brilho radial apresentado por Scarmato. O pesquisador afirma que a pequena anomalia observada no pico da luminosidade está relacionada ao segundo fragmento, mas no entender de outros astrônomos essa variação está ligada à saturação dos pixels naquela região e, portanto não poderia ser considerada como "prova" da fragmentação. A maioria dos estudiosos entende que para ser consistente, deveria haver dois gráficos de magnitude, um para ISON-A e outro para ISON-B e isso ainda não foi apresentado. Como vemos, o maior problema neste momento é obter provas da fragmentação de ISON e isso está ficando mais difícil, uma vez que o cometa está cada vez mais perto do Sol e aparentemente mais fraco que há uma semana. Caso a quebra do núcleo seja confirmada através de imagens ou dados inquestionáveis, teremos então dois ou mais cometas pequenos se aproximando do Sol. Fragmentado, as chances de ISON contornar a estrela ficariam ainda mais reduzidas, mas o show de imagens através do telescópio SOHO está praticamente garantido.

Fonte: Apolo 11

domingo, 17 de novembro de 2013

Grande Mancha Vermelha de Júpiter está próxima de ter enigma resolvido

A Grande Mancha Vermelha de Júpiter sempre foi um grande mistério entre os astrônomos. Os pesquisadores sabiam que ela era fruto de uma imensa tempestade. Esperava-se que ela acabaria em menos de 30 anos quando foi descoberta, mas centenas de anos depois ela ainda continua. Os cientistas não tinham certeza sobre o motivo pelo qual a mancha prevaleceu. Agora, cientistas americanos acreditam que resolveram o mistério utilizando modelos computacionais. Eles acham que o movimento vertical dos gases detém a chave para a persistência da Grande Mancha, restaurando parte da energia que é perdida. De acordo com estudos, essa tempestade deveria ter desaparecido há muito tempo, com base na compreensão da dinâmica dos fluidos. O pesquisador Pedram Hassanzadeh, pós-doutor da Universidade de Harvard, disse que o número de processos se combina para dissipar os vórtices. A turbulência e as ondas que ocorrem na grande tempestade minam os ventos dissipando parte da energia, irradiando o calor, o que deveria acontecer até sua força e ação desaparecer. “Com base em teorias atuais, a Grande Mancha Vermelha deveria ter desaparecido depois de várias décadas. Em vez disso, ocorre há centenas de anos”, disse o Dr. Hassanzadeh. O professor Philip Marcus, professor de dinâmica dos fluidos da Universidade da Califórnia, construiu um modelo de computador para analisar as forças que os modelos anteriores descartavam, com fluxos verticais e vórtices. Ao contrário dos modelos anteriores, o modelo também considerou padrões tridimensionais e em alta resolução: “No passado, os investigadores ignoraram o fluxo vertical, porque eles achavam que não era importante ou usaram equações simples porque era muito difícil fazer um modelo”, comentou. Agora, os cientistas sabem que o movimento vertical é fundamental para explicar por que a Mancha Vermelha existe. Os pesquisadores chegaram a conclusão de que, como o vórtice perde energia, o fluxo vertical atrai gases quentes dos gases que estão acima e atraem gases frios do fluxo que está abaixo do centro, o que acaba repondo parte da energia perdida. Alguns cientistas já cogitaram a hipótese de que a Grande Mancha obtém sua energia através da absorção de vórtices menores, mas os modelos sempre mostraram que isso não acontece de modo suficiente para explicar tanto tempo de tempestade. O Dr. Hassanzadeh e o professor Marcus informaram que, embora os modelos atuais não expliquem completamente o mistério da Grande Mancha Vermelha, eles assumem que a absorção de eventuais vórtices menores desempenha um papel em sua resistência e durabilidade. As conclusões do estudo serão apresentadas dia 25 de novembro na Divisão da Sociedade Americana de Física da Dinâmica dos Fluidos. Júpiter tem a maior atmosfera do Sistema Solar e é composta de hidrogênio molecular e hélio. Ela também é o lar de centenas de vórtices. Alguns duram poucos dias, outros centenas de anos, dependendo do tamanho. A Grande Mancha Vermelha é uma tempestade anticiclônica que existe há mais de 348 anos. Ela é grande o suficiente para ser vista com telescópios relativamente simples. Possui a característica de girar no sentido anti-horário. Suas dimensões variam entre 24 a 40.000 km de diâmetro e possui 14.000 km de altura. Seu tamanho é tão colossal que seria possível colocar 2 ou 3 planetas Terra dentro dela.


Fonte: Jornal Ciência

Simulação da Nasa mostra Marte jovem e com oceanos

A Nasa - a agência espacial americana - divulgou na quarta-feira uma simulação que mostra o planeta vermelho quando ele era jovem. Os cientistas acreditam que há bilhões de anos Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. A baixa pressão atmosférica e o frio da superfície marciana não permite a água em estado líquido atualmente no planeta. "Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas. O vídeo mostra a passagem desses bilhões de anos, quando a água seca, o planeta se torna frio e a atmosfera perde seu azul. Não se sabe se Marte teve água líquida tempo o suficiente para desenvolver vida. Não se tem certeza também qual foi o motivo para essa mudança drástica no planeta. A nova sonda da agência, a Maven, irá investigar a mudança no clima de Marte.

Fonte: Terra

Quasar: Astrônomos fizeram novas descobertas sobre os objetos mais brilhantes do Universo

Um acontecimento galáctico irregular foi identificado na nossa galáxia. A pesquisa é de astrônomos da Universidade de York, no Canadá. Eles identificaram que existe um quasar que está perdendo gás para um buraco negro. As observações anteriores nunca mostraram esse tipo de comportamento. A nossa galáxia, a Via Láctea, possui um quasar em seu centro. Ele é tão imenso que seu raio é maior que a órbita entre a Terra e o Sol. Sua temperatura é superior à superfície de uma estrela. De acordo com os astrônomos, esse objeto cósmico é tão brilhante que pode ser observado de qualquer ponto do universo observável, sendo um dos objetos mais brilhantes já descobertos pela Ciência. As observações mostram que um quasar deve expulsar seu gás para longe de um buraco negro porque seu calor e emissão de luz são tão intensos que os gases devem ser expulsos em velocidades gigantescas – 60.000 km/segundo. Esse fenômeno cria ventos cósmicos tão poderosos que podem afetar qualquer parte da galáxia que o circunda. Depois de um tempo, o gás emitido acabará caindo e “alimentando” um buraco negro, mas isso não foi o que os astrônomos observaram dessa vez. Ao invés de ser soprado para fora de seu interior em altíssimas velocidades, o que é observado em 99,99% dos quasares, a pesquisa mostrou que na Via Láctea o gás está sendo emitido diretamente para dentro de um buraco negro. A pesquisa usou dados do Sloan Digital Sky Survey. O chefe do estudo, Patrick Hall, e sua equipe, estudaram 17 quasares em galáxias distantes onde os gases estão caindo dentro de buracos negros. Isso só ocorre com 1 a cada 10 mil quasares, evidenciado um novo tipo de relação entre quasar e buraco negro. Existem duas explicações: A primeira é extremamente óbvia. Nada consegue escapar de um buraco negro. Sendo assim, mesmo os gases viajando a velocidades gigantescas, a força do buraco negro pode ser grande o suficiente para atrair toda a massa gasosa que dispara de um quasar. A segunda diz que o gás não está caindo no buraco negro e sim orbitando em torno dele e caindo aos pontos em seu interior, exatamente como ocorre quando se coloca objetos em uma pia com a água girando e retira-se a tampa do fundo. Isso explica porque as observações mostram o gás se afastando em relação a nós. Ainda existem muitos pontos nebulosos sobre os fabulosos quasares e os bizarros buracos negros que os astrônomos esperam compreender melhor.
O que é um quasar?
São objetos cósmicos com poder energético inimaginável. Eles possuem um núcleo galáctico extremamente ativo, com tamanho maior que uma estrela, porém menor que o mínimo necessário para ser uma galáxia. Um único quasar emite até 1.000 vezes a luz de uma galáxia inteira com 100 bilhões de estrelas! São considerados os maiores emissores de energia de todo o Universo.


Fonte: Jornal Ciência

Nasa lança sonda que tenta descobrir o que deu errado em Marte

Por que Marte não deu certo? Esta é, a grosso modo, a grande pergunta feita pela missão Maven, da Nasa, que será lançada na madrugada de segunda-feira. Estudos acharam indícios de que o planeta vermelho já teve muito azul no passado. Foram descobertas substâncias que se formam apenas na presença de água líquida. Formações geológicas e simulações por computador indicam a presença de rios, lagos e até mesmo oceanos que montam um retrato completamente diferente do planeta do que temos hoje. Além disso, a atmosfera seria mais densa e quente, para permitir a água em estado líquido, com um céu de safira. O que falta descobrir é quando e o quê deu errado no nosso vizinho. Maven é a sigla em inglês para Evolução da Atmosfera e Voláteis de Marte (volátil é uma substância que evapora a temperatura relativamente baixa - e o que interessa mais aos cientistas é a água). A sonda será dotada de instrumentos como magnetômetro, espectrômetros e detectores de elétrons, íons e outras partículas do Sol. O estudo da influência solar se deve a teorias que indicam que nossa estrela teve um papel importante na "destruição" da atmosfera marciana. Os cientistas acreditam que, há bilhões de anos, Marte era bem diferente do que é hoje, com uma densa atmosfera que era quente o suficiente para manter oceanos de água líquida - um ingrediente essencial para a vida como conhecemos. Marte teria até mesmo um céu azul, como o da Terra.​ "Há canais dendríticos estruturados que, assim como na Terra, são consistentes com a erosão de superfície causada por fluxo de água", diz Joseph Grebowsky, do Centro Espacial Goddard, da Nasa. Segundo o cientista, em algumas crateras, há evidências de que se formaram lagos nos locais. Além disso, há minerais que se formam apenas na presença de água líquida, como hematitas. Na quarta-feira, a Nasa divulgou uma simulação que mostra como a quarta pedra do Sistema Solar seria há 4 bilhões de anos. De oceanos e céu azul, Marte se tornou no árido planeta vermelho que conhecemos hoje.

Fonte: Terra

Garoto com apenas 10 anos descobriu uma gigantesca explosão cósmica

Ele é canadense e tem apenas 10 anos de idade. Nathan Gray é a pessoa mais jovem do mundo a descobrir uma supernova. Ela está a 600 milhões de anos-luz da Terra e é chamada oficialmente de PGC 61330, localizada na constelação do Dragão. O fato ocorreu após observar imagens digitalizadas pelo astrônomo Dave Lave que é diretor do Ridge Observatory Abbey, na Nova Escócia, Canadá. A descoberta foi oficialmente confirmada pelo pesquisador Xavier Bros, do Anysllum Observatory. Anteriormente, a pessoa mais nova a descobrir o mesmo tipo de objeto cósmico era sua irmã, Kathryn Aurora Gray. Na época ela encontrou a UGC 3378 e foi recebida pelo famoso Neil Armstrong que a parabenizou pelo feito antes de sua morte.
O que é uma Supernova?
É uma imensa explosão que ocorre no final da “vida” de algumas estrelas. Um volume imensurável de energia é liberado no momento do colapso, produzindo tanta luz que mesmo galáxias distantes em milhões de anos-luz podem ‘observar’ o fenômeno.


Fonte: Jornal Ciência

sábado, 16 de novembro de 2013

O ativo cometa ISON

Caindo pelos céus da Terra, antes do amanhecer, em direção ao seu encontro com o Sol, no dia 28 de Novembro de 2013, o Cometa ISON está ganhando vida. O super antecipado cometa tem agora sido reportado por ter sofrido um aumento substancial no seu brilho, podendo ser visto a olho nu de locais escuros e apresentando uma cauda mais complexa. A cauda do ISON se espalha por mais de dois graus na foto acima, feita do sul do Quênia, e registrada na manhã do dia 15 de Novembro de 2013. Mostrada em dois painéis, a versão negativa à direita mostra detalhes da longa cauda mais fáceis de serem identificados, incluindo os filamentos separados da cauda na direção da parte superior da imagem. Classificado como um cometa sungrazer e na sua primeira visita no Sistema Solar Interno, a possibilidade do ISON sobreviver e tornar-se um cometa brilhante nos céus de Dezembro da Terra, ainda é um mistério.

Fonte: APOD

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

MAVEN vai investigar o que aconteceu em Marte

A próxima missão da NASA a Marte, com o objetivo de explorar a atmosfera do Planeta Vermelho, vai decolar na Segunda-feira (dia 18). A sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) irá investigar como o antigo Planeta Vermelho passou de um mundo quente e molhado para o deserto frio que é hoje. "Chamamos 'maven' a um especialista de confiança que acumula conhecimento e que tenta passar esse conhecimento aos outros," afirma John Grunsfeld, administrador associado para o Diretorado de Missões Científicas da NASA, durante uma conferência de imprensa no passado dia 28 de Outubro. "A MAVEN, tal como a sua origem etimológica, estabelecerá o conhecimento a partir do qual os cientistas podem construir uma história da atmosfera marciana e ajudar os exploradores humanos do futuro que viajam até Marte e até à superfície." Há bilhões de anos atrás, quando os planetas do nosso Sistema Solar ainda eram jovens, Marte era mundo muito diferente. A água líquida percorria a superfície e formava rios e lagos. Uma atmosfera espessa cobria o planeta e mantinha-o quente. Neste ambiente acolhedor, os micróbios podem ter encontrado um lar e Marte pode ter-se tornado no segundo planeta habitado, mesmo ao lado do nosso. Mas não foi isso que aconteceu. Hoje, Marte é frio e desértico. A fina atmosfera oferece uma escassa cobertura para a superfície marcada por leitos secos de rios e lagos vazios. Se existirem micróbios marcianos, vivem provavelmente uma existência miserável algures por baixo do empoeirado solo marciano. A sonda será lançada com a ajuda de um foguetão Atlas 5 a partir da Base da Força Aérea de Cabo Canaveral, no estado americano da Flórida. A janela de lançamento desse dia tem a duração de duas horas, começa às 18:28 (GMT) e a NASA vai transmitir o lançamento ao vivo. Levará cerca de 10 meses até chegar a Marte. A sonda de 2.454 kg vai inserir-se numa órbita elíptica em torno do Planeta Vermelho em Setembro de 2014. Enquanto em órbita, a missão MAVEN de 671 milhões de dólares vai investigar a atmosfera superior de Marte. Os cientistas esperam usar a MAVEN para desvendar o como e o porquê de Marte ter perdido a sua atmosfera, que tem agora 1% da densidade da da Terra. O único modo de Marte ter sido molhado e quente há 4 bilhões de anos, é se também tivesse uma espessa atmosfera. O dióxido de carbono na atmosfera marciana é um gás de efeito estufa, tal como na nossa. Um espesso manto de CO2 e outros gases teriam fornecido as temperaturas ideais e pressão atmosférica para impedir que a água líquida congelasse ou entrasse em ebulição. Algo fez com que Marte perdesse esse manto protetor. "A atmosfera só pode ir para dois lugares," afirma Bruce Jakosky, investigador principal da MAVEN. "Pode ir para dentro da crosta ou para o topo da atmosfera e perder-se para o espaço. Acho que estas questões 'para onde foi a água? Para onde foi o CO2 (dióxido de carbono) da atmosfera primitiva' estão a impulsionar a nossa exploração de Marte." É possível que o vento solar seja responsável pela destruição parcial da atmosfera marciana, embora este papel possa ter sido desempenhado por muitos tipos de mecanismos, realça Jakosky. Ao contrário da Terra, Marte não está protegido por um campo magnético global. Em vez disso, tem uma espécie de "guarda-chuvas" magnéticos espalhados pelo planeta, que abrigam apenas partes da atmosfera. A erosão pelo vento solar nas áreas expostas pode ter lentamente arrancado a atmosfera ao longo de bilhões de anos. Medições recentes de isótopos na atmosfera marciana pelo rover Curiosity apoiam esta idéia: isótopos mais leves de hidrogênio e argônio estão esgotados em comparação com os seus homólogos mais pesados, o que sugere que escaparam para o espaço. Os cientistas também especulam que a superfície do planeta pode ter absorvido e trancado o CO2 em minerais como o carbonato. No entanto, esta teoria tem vindo a desvanecer nos últimos anos pois os rovers e sondas em órbita não descobriram carbonatos suficientes para explicar o gás em falta. A fim de investigar as causas por trás da perda de atmosfera de Marte, a MAVEN vai transportar uma série de instrumentos para órbita. A carga científica da sonda inclui instrumentos desenhados para investigar as partículas solares, os íons do vento solar e os elétrons do vento solar. Outros instrumentos vão examinar a estrutura da atmosfera superior e "como responde à energia solar que a atinge nestes diferentes formatos," acrescenta Jakosky. Assim que Jakosky e colegas saibam o ritmo de perda de CO2, podem extrapolar para o passado e estimar a quantidade total durante os últimos quatro bilhões de anos. "A MAVEN irá determinar se a perda para o espaço foi a principal causa da mudança climática de Marte". A MAVEN orbitará Marte durante pelo menos um ano terrestre. No ponto mais baixo da sua órbita elíptica, encontrar-se-á a apenas 125 km da superfície; no seu ponto mais alto, a mais de 6.000 km do planeta. Segundo Jakosky, a janela de lançamento da MAVEN vai desde 18 de Novembro até 7 de Dezembro, embora possa ser lançada no máximo até dia 15. No entanto, se a sonda falha esta janela de oportunidade, a missão terá que esperar mais dois anos até que a Terra e Marte estejam novamente alinhados favoravelmente.

Fonte: Astronomia On-line

NGC 6946: a Galáxia dos Fogos de Artifício

A NGC 6946 é uma galáxia espiral de tamanho intermediário voltada de frente para a Terra e localizada a aproximadamente 22 milhões de anos-luz de distância. No século passado, oito supernovas foram observadas explodindo nos braços dessa galáxia. As observações feitas pelo Chandra (mostradas em roxo, na imagem acima), de fato revelaram três das supernovas mais antigas já detectadas em raios-X, dando mais credibilidade ao apelido dessa galáxia, conhecida como a Galáxia dos Fogos de Artifício. Essa imagem composta também inclui dados ópticos obtidos pelo Observatório Gemini em vermelho, amarelo e ciano.

Fonte: Cienctec

Cometa ISON dá um triplo mortal carpado e entra em outburst!

Um dia após o alerta de que o cometa ISON poderia estar em outburst, diversos observadores passaram a notar um incremento substancial em seu brilho. Segundo alguns relatos o cometa já está visível a olho nu e definitivamente entrou em outburst! De acordo com informes vindos de observadores do hemisfério norte, C/2012 S1 ISON atingiu a magnitude 4.0 na manhã desta sexta-feira, o que permite que o cometa já possa ser visto sem auxílio de instrumentos nas pré-manhãs. Alguns informes dão conta que a o brilho é ainda maior, com magnitude estimada em 3.5. O aumento súbito de brilho de um cometa é conhecido pelos astrônomos como outburst e ocorre devido à perda abrupta de massa em um intervalo de tempo muito pequeno. Essa vaporização de material ejeta ao espaço muita água e poeira, que aumenta o tamanho da coma (a atmosfera ao redor do núcleo), o que faz o cometa brilhar ainda mais diante do Sol. Até ontem, quando as notícias de que ISON poderia estar em outburst, a magnitude estimada era de 6.0, no limiar de brilho da visão humana. Agora, com os relatos de que o cometa atingiu a magnitude 4.0, não há mais duvidas de que ISON esteja em processo de outburst. Apenas para lembrar, um incremento de 2 magnitudes equivale a um aumento de brilho maior que 6 vezes. Não se sabe exatamente qual a causa do outburst do cometa ISON, mas algumas imagens recentes feitas pelo astrônomo amador Tony Scarmatto mostra um possível rompimento no núcleo do cometa, mas novos registros precisarão ser feitos para que essa possibilidade seja confirmada. O aumento de brilho também pode ser consequência da aproximação do Sol, uma vez que a vaporização constante expõe novas camadas de rocha, que por sua vez também sublimam. Isso cria jatos de gás que são lançados ao espaço em direções diferentes, rotacionando o cometa e expondo novas áreas à radiação solar. ISON é pequeno e terá um encontro fulminante com o Sol no próximo dia 28. Antes de entrar em outburst já se especulava a possibilidade que o cometa poderia não conseguir contornar a estrela, mas a repentina perda de massa verificada nos últimos dias pode acelerar esse processo e ISON ser consumido antes do periélio. O interessante é observar que até antes do outburst ISON estava meio esquecido, já que era um astro pálido e só visível através de telescópios de médio e grande porte. Agora, ISON brilhou e voltou a chamar a atenção. Se desse pra comparar, ISON é o craque do time que está para ser crucificado, mas aos 46 do segundo tempo marca o gol do título. Só resta saber se vai continuar dando show ou se vai para o banco de reservas.

Fonte: Apolo 11

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Astrônomos afirmam que cometa ISON pode estar em outburst

Uma série de observações realizadas nos últimos dias mostra que algo de novo aconteceu com o cometa. A atividade aumentou muito e um repentino aumento de brilho ocorrido em 24 horas aponta para um cometa em processo de outburst. De acordo com alguns relatos, o brilho do cometa aumentou cerca de 1,2 magnitudes em menos de um dia, o que significa que C/2012 S1 ISON ficou 3 vezes mais forte em menos de 24 horas. Para o astrônomo Emmanual Jehin, ligado à Universidade de Liege, na Bélgica, esse incremento de intensidade resultou no dobro da produção do material que vinha sendo ejetado pelo cometa. Algumas observações ainda não confirmadas feitas no hemisfério norte relatam que ISON já pode ser visto a olho nu em locais de céu muito escuro. Ao mesmo tempo, observadores experientes afirmam que o cometa está muito brilhante quando visto através de binóculos. Além do incremento de brilho, as imagens registradas nas últimas horas mostram que a cauda de ISON parece ser formada por duas ou três esteiras de partículas, o que aumenta as chances de ISON não ser mais formado por um único núcleo, mas por uma rocha fragmentada. Isso poderia ser a causa do outburst observado pelos astrônomos, mas ainda no campo da especulação. Ainda não se pode afirmar com certeza se o cometa está definitivamente outburst, pois serão necessárias mais algumas sessões de registros para detectar novos incrementos de brilho. No entanto, a elevação abrupta no brilho mostra que ISON já não é o mesmo cometa de alguns dias atrás. Caso o cometa esteja realmente em outburst, se fragmentando à medida que se aproxima do Sol, poderemos ter algumas surpresas nos próximos dias e seu brilho poderá ser comparado ao das estrelas mais destacadas. No entanto, se a sublimação de material for muito elevada, poderá não haver reservas suficientes para mantê-lo ativo até o dia do periélio, em 28 de novembro. A má notícia para os habitantes do hemisfério sul é que ISON está nascendo cada vez mais perto do Sol, o que dificultará as observações nas próximas pré-manhãs. No Brasil, os moradores das regiões Nordeste e Norte estão com mais sorte e ainda terão alguns dias para ver o cometa. As próximas observações serão cruciais para determinar o possível comportamento do cometa. A diferença é que agora ISON está mais ativo que nunca e novos outbursts podem mudar toda a sua história. Aguarde os próximos capítulos.

Fonte: Apolo 11

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Eclipse solar visto de Uganda

O disco do Sol foi totalmente eclipsado por breves 20 segundos, enquanto que a sombra escura da Lua corria por Pokwero na parte noroeste de Uganda, no último dia 3 de Novembro de 2013. Assim sendo, essa imagem telescópica nítida da totalidade nos céus claros da África Central foi muito perseguida pelos caçadores de eclipses. Na cena celeste inspiradora, a Lua cobre a brilhante fotosfera, a camada inferior e normalmente visível da atmosfera do Sol. Se estendendo além da fotosfera, o avermelhado brilho de hidrogênio alfa da cromosfera solar delimita a silhueta lunar, se apagando na tênue, quente e externa atmosfera do Sol, também conhecida como coroa solar. Proeminências de tamanhos planetários expelidas além do limbo do ativo Sol adornam as bordas da silhueta da Lua, incluindo uma nuvem de plasma brilhante separado da cromosfera que pode ser visto na posição aproximada de 1 hora do relógio.

Fonte: APOD

Sonda européia GOCE cai minutos após passar pelo Brasil

A sonda européia GOCE caiu na noite desse domingo próximo das 22h06, em algum ponto entre a Antártida e extremo sul da América do Sul. A reentrada ocorreu minutos após a sonda ter feito um verdadeiro rasante sobre o território brasileiro. Em comunicado oficial emitido na manhã desta segunda-feira, a ESA, a agência espacial européia, confirmou a reentrada da sonda durante a orbita 27.297. Cerca de 60 minutos antes a sonda cruzou o território brasileiro vinda do sudeste em direção noroeste, quando foi vista por diversos observadores. A sonda entrou em território brasileiro às 20h59 próximo ao litoral de São Paulo e as 21h06 já havia deixado o continente próximo ao Amapá. Toda a aproximação foi rastreada pelo aplicativo SatViewl. A ESA ainda não tem elementos para afirmar exatamente onde a sonda reentrou, mas dados fornecidos pelo USSTRATCOM, dos EUA, apontam que a ruptura ocorreu acima das coordenadas 56s e 60w, instantes após a sonda atingir o continente antártico. Apesar dessa informação não ser oficial, o fato da estação de rastreio de Troll, na Antártida não ter feito contato com a sonda leva a crer que a ruptura tenha acontecido antes da passagem sobre o continente gelado, apesar de alguns relatos afirmarem que uma bola de fogo foi observada na Argentina no momento que a GOCE deveria por ali passar.

Fonte: Apolo 11

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

É complicado: sonda Dawn incentiva que a história do asteróide Vesta seja reescrita

Logo agora, que os cientistas pensavam que tinham uma teoria definitiva sobre como o gigantesco asteroide Vesta se formou, um novo artigo da missão Dawn da NASA sugere uma história mais complicada. Se a formação do Vesta seguiu o script para a formação de planetas rochosos como a Terra, o calor do seu interior teria criado camadas distintas e separadas de rochas (geralmente, um núcleo, um manto e uma crosta). Nessa história, o mineral olivina deveria se concentrar no manto. Contudo, como descrito num novo artigo publicado na edição da revista Nature, isso não é o que o instrumento Visible and Infrared Mapping Spectrometer (VIR) da sonda Dawn descobriu. As observações de imensas crateras no hemisfério sul de Vesta que expõem a crosta inferior e deveria ter escavado o manto, não encontrou evidências para a olivina. Os cientistas, ao invés disso, encontraram assinaturas claras da olivina no material da superfície no hemisfério norte. “A falta da olivina pura nas bacias profundamente escavadas no hemisfério sul de Vesta e a inesperada descoberta no hemisfério norte indicam uma história evolutiva mais complexa do que as inferidas pelos modelos de Vesta, antes da sonda Dawn chegar ao asteróide”, disse Maria Cristina de Sanctis, co-investigadora e líder do VIR no National Institute for Astropysics de Roma na Itália. Talvez Vesta somente tenha sofrido um derretimento parcial, que criaria pacotes de olivina ao invés de uma camada global. Talvez o manto exposto no hemisfério sul de Vesta tenha sido posteriormente coberto por uma camada de outro material, que evitou que a sonda Dawn observasse a olivina abaixo dessa camada. “Essas últimas descobertas da sonda Dawn nos estimulam a testar algumas idéias diferentes sobre a origem do Vesta”, disse Carol Raymond, principal pesquisadora da sonda Dawn no Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, em Pasadena, na Califórnia. “Eles também nos mostram quais informações adicionais nós podemos aprender estando em órbita de objetos como o Vesta para complementar aquelas que são obtidas de objetos que se chocam conosco como meteoritos ou informações adquiridas a partir de observações feitas a longa distância”. A sonda Dawn está atualmente cruzando o espaço rumo ao seu segundo destino, o planeta anão Ceres, que é o maior membro do cinturão principal de asteróides localizado entre as órbitas de Marte e Júpiter. A sonda Dawn chegará a Ceres no começo de 2015.


Fonte: Cienctec

Uma a cada cinco estrelas tem um planeta habitável

Segundo um novo estudo publicado na revista PNAS, astrônomos estimam que uma a cada cinco das 100 bilhões de estrelas em nossa galáxia hospeda um planeta potencialmente habitável. Usando dados do telescópio espacial Kepler, da NASA, cientistas argumentam que um quinto das estrelas como o nosso sol deve abrigar um mundo do tamanho da Terra, localizado na sua “zona habitável”, a distância da estrela que permite a existência de água líquida, ingrediente chave para a vida. “O que isto significa é que, quando você olha para as milhares de estrelas no céu noturno, a estrela semelhante ao Sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu”, disse um dos autores do estudo, Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley (EUA). Os cientistas vasculharam 42.000 estrelas e encontraram 600 planetas prováveis. Destes, 10 eram do tamanho da Terra e estão localizados a uma distância ideal para a água líquida persistir na superfície. Após corrigir os dados para evitar interpretações erradas, os astrônomos foram capazes de estimar que 22% de todas as estrelas semelhantes ao Sol na Via Láctea têm planetas do tamanho da Terra na zona habitável. A pesquisa demonstra que planetas como o nosso são relativamente comuns por toda a galáxia. Na semana passada, os astrônomos anunciaram a descoberta de um planeta rochoso do tamanho da Terra que orbita sua estrela a um centésimo da distância entre a Terra e o sol. As temperaturas neste mundo chegariam a 2.000° C a 2.800° C, ou seja, haveria pouca chance de vida lá. E os pesquisadores explicam que nem mesmo planetas semelhantes ao nosso na zona habitável de sua estrela poderiam não ser hospitaleiros para a vida. Uns podem ser frios demais, outros quentes demais, mas certamente pode haver algum com superfície rochosa capaz de abrigar água em estado líquido, adequada para organismos vivos.

Fonte: Hypescience

Um asteroide com 6 caudas pode ser chamado de cometa?

No dia 27 de Agosto passado, Marco Micheli e seus colegas do telescópio Pan-STARRS (Mauna Kea, Havaí) descobriram o que deveria ser um asteróide. Mas não era um asteróide comum: o P/2013 P5 se parecia mais com um cometa giratório, emitindo jatos de alguma coisa para o espaço como se fosse um irrigador de jardim. Os astrônomos responsáveis pelo Hubble logo se interessaram pela descoberta e, menos de um mês depois, o telescópio espacial já estava apontado para o asteróide/cometa. Embora o corpo celeste esteja em uma órbita de asteróides, ele se parece em tudo com um cometa, com longas caudas formadas por alguma coisa - eventualmente poeira - ejetada para o espaço. Como ninguém havia visto nada parecido antes, os astrônomos continuam coçando a cabeça para encontrar uma explicação adequada para o seu corpo celeste misterioso. A confusão é tamanha que a NASA emitiu nota chamando o objeto de asteróide, mas os astrônomos publicaram seu artigo científico chamando-o de cometa. Asteróides normalmente aparecem nos telescópios como pequenos pontos de luz. Mas o P/2013 P5 tem pelo menos seis caudas de cometa, que se irradiam a partir dele como os raios de uma roda. As múltiplas caudas foram reveladas pelas imagens do Hubble tiradas em 10 de setembro. E, quando Hubble olhou de novo para o objeto no dia 23 de setembro, a sua aparência já tinha mudado totalmente. "Nós ficamos literalmente embasbacados quando vimos isso," disse David Jewitt, da Universidade da Califórnia em Los Angeles. "Ainda mais surpreendente, as suas estruturas de cauda mudaram dramaticamente em apenas 13 dias conforme ele cuspia poeira. Isso também nos pegou de surpresa. É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteróide." A equipe descartou um impacto de outro asteróide porque uma grande quantidade do material que forma as caudas do objeto teria sido lançada ao espaço de uma só vez, enquanto o P5 ejeta intermitentemente durante um período longo. A expectativa é que novas observações mostrem se o material emitido pelo asteróide emerge no plano equatorial, o que seria um indício bastante forte de uma quebra rotacional - um colapso de um asteróide que estivesse girando rápido demais. Por isso, os astrônomos estão se preparando também para tentar medir a taxa de rotação do P5.


Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Índia lança com sucesso sua primeira missão ao Planeta Vermelho

Mostrando que tem planos muito mais ambiciosos do que fazer simples sondagens em grandes altitudes, a Índia deu início nesta terça-feira a mais ambiciosa missão espacial do país e lançou ao espaço sua primeira nave em direção ao Planeta Vermelho. O lançamento da nave Mangalyaan ocorreu exatamente às 07h08 BRT (Horário de Brasília) do dia 5, a partir do Centro Espacial Satish Dhawan, localizado em Andhra Pradesh, na região sul da índia. O veículo pesa 1,35 tonelada e carrega cinco instrumentos a bordo. O objetivo da missão será estudar a topografia e a alta atmosfera de Marte em busca de Metano. Antes de atingir seu destino, Mangalyaan orbitará a Terra até 1º de dezembro e só então será disparado definitivamente rumo a Marte, onde deverá chegar em 24 de setembro de 2014, depois de viajar cerca de 400 milhões de quilômetros. De acordo com o governo indiano, o custo da missão é de 73 milhões de dólares (aproximadamente 160 milhões de reais), consideravelmente mais baixo que outras missões espaciais semelhantes. Mangalyaan é a primeira missão desse tipo realizada por um país em desenvolvimento. Até agora, apenas Rússia, Estados Unidos e a Agência Espacial Européia, ESA, conseguiram colocar um veículo na órbita de Marte. "Por si só, orbitar o planeta Marte é um desafio", disse K. Radhakrishnan, presidente da Organização Indiana de Pesquisa Espacial, ISRO. Segundo ele, outras missões, bem mais ambiciosas já estão programadas. Apesar de o lançamento rumo a Marte parecer uma surpresa, a Índia já tem bastante experiência no ramo e no ano passado comemorou 50 anos de início das atividades espaciais do país. Em 1975 lançou seu primeiro satélite e em 2008 colocou em orbita da Lua a sonda Chandrayaan, que orbitou nosso satélite por dois anos. Para 2014 está programado o envio da sonda Chandrayaan-2 e tem planos para uma missão tripulada prevista para 2016.

Fonte: Apolo 11

Satélite europeu pode cair na Terra neste fim de semana

As últimas modelagens de reentrada espacial feitas pelo Satview mostram que a sonda européia GOCE deve cair na Terra antes do dia 12 e provocar uma grande chuva de fragmentos em um local ainda não determinado. Os números apontam para reentrada entre domingo e segunda-feira. A GOCE descreve uma órbita quase circular ao redor da Terra a cada 89 minutos. Em uma semana a sonda caiu cerca de 100 km, baixando de cerca de 220 km de altitude para os atuais 110 km observados atualmente. Essa é uma altitude extremamente crítica já que o arrasto na alta atmosfera é bastante intenso e age como uma espécie de freio. Como consequência do arrasto a sonda perde velocidade, condição fundamental para mantê-la em órbita em uma altitude segura. Em poucos dias a velocidade do objeto não será mais capaz de mantê-la em órbita e a GOCE cairá. Nos últimos 30 dias o Satview passou a monitorar de perto as condições de reentrada e durante esse período a previsão de queda variou entre os dias 9 e 12 de novembro. No entanto, na última semana os cálculos praticamente excluíram o dia 12 como data fatídica enquanto o dia 9 só aparece em condições muito especiais, quando um valor mais alto para o fluxo solar é introduzido na modelagem. Assim, crescem as chances da reentrada não controlada ocorrer entre domingo e segunda-feira, dias 10 e 11 de novembro. Modelagem realizada nesta manhã de quinta-feira aponta para reentrada na manhã de domingo, às 06h46 BRT, com a sonda atingindo a altura crítica sobre o mar glacial Ártico, acima da Sibéria. A margem de erro é de 8 horas. Como amplamente informado pelo site Apolo11, naves em processo de reentrada não se comportam como satélites em órbitas estáveis e diversos fatores passam a interferir no movimento do objeto, principalmente a atividade solar, além das anomalias gravitacionais e climáticas. Assim, diversas modelagens precisam ser feitas até a reentrada ocorrer e quanto mais perto do momento, mais precisas se tornam as previsões. A GOCE mede cinco metros de comprimento e pesa 1.2 tonelada e devido à sua órbita altamente inclinada poderá cair em qualquer lugar da Terra, inclusive no Brasil. Grande parte da estrutura será consumida em chamas, mas pedaços maiores poderão atingir a superfície. Antes de cair, a sonda deverá fazer algumas passagens sobre o território brasileiro, uma delas visível nesta sexta-feira as 20h51 sobre SP, RJ e MG se as condições do tempo ajudarem. Outra passagem visível ocorrerá no dia 11, segunda-feira, às 20h53, caso a sonda ainda esteja em orbita. Entretanto, como a GOCE está em processo de reentrada os horários informados podem sofrer alterações de alguns minutos, por isso aconselhamos aos interessados a consultar diariamente da previsão no site Satview.org.
Para acompanhar a previsão de reentrada, acesse SATVIEW.ORG.

Fonte: Apolo 11

Um quinto das estrelas pode ter planetas do tamanho da Terra

O telescópio espacial Kepler encerrou sua missão prematuramente, mas deixou uma rica herança. Os astrônomos contam com dados suficientes para estimar quantas das cerca de 100 bilhões de estrelas da nossa galáxia têm planetas do tamanho da Terra e potencialmente habitáveis. Com base em uma análise estatística de todas as observações do Kepler, astrônomos estimaram agora que 1 em cada 5 estrelas parecidas com o Sol têm planetas do tamanho da Terra e uma temperatura de superfície propícia à vida similar à da Terra. "Isso significa que, quando você olha para os milhares de estrelas no céu noturno, a estrela parecida com o Sol mais próxima com um planeta do tamanho da Terra na zona habitável está provavelmente a apenas 12 anos-luz de distância e pode ser vista a olho nu. Isso é incrível," entusiasma-se Erik Petigura, da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos Estados Unidos. "Para a NASA, esse número - que a cada cinco estrelas uma tem um planeta um pouco parecido com a Terra - é realmente importante, porque o sucessor do Kepler vai tentar tirar uma fotografia real de um exoplaneta, e o tamanho do telescópio que eles terão que construir depende de quão perto os planetas do tamanho da Terra mais próximos estão," disse Andrew Howard, coautor do estudo. O cálculo dos astrônomos refere-se a planetas que têm uma dimensão similar à da Terra. Planetas do tamanho da Terra, em uma órbita do tamanho da órbita da Terra, não são necessariamente adequados para a vida, mesmo que orbitem na zona habitável de uma estrela. "Alguns podem ter atmosferas espessas, tornando-se tão quentes na superfície que as moléculas de DNA não sobreviveriam. Outros podem ter superfícies rochosas que poderiam abrigar água em estado líquido adequada para organismos vivos," pondera o terceiro autor do estudo, Geoffrey Marcy. Dentre as 150 mil estrelas fotografadas a cada 30 minutos durante quatro anos, a equipe do telescópio Kepler listou mais de 3.000 candidatos a exoplanetas. Muitos deles são muito maiores do que a Terra, indo desde grandes planetas com atmosferas espessas, como Netuno, até gigantes gasosos como Júpiter, ou planetas em órbitas tão perto de suas estrelas que são literalmente "mundos de lava". Para identificar aqueles mais promissores para futuras buscas mais detalhadas, Petigura e seus colegas estão usando os telescópios Keck, no Havaí, para obter espectros do maior número possível de estrelas. Isso irá ajudá-los a determinar o brilho real de cada estrela e calcular o diâmetro de cada planeta em trânsito, com ênfase em planetas com diâmetro similar ao da Terra. Outra análise estatística já concluíra que os planetas nas zonas habitáveis podem ser calculados em bilhões.


Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Sol eclipsado nasce sobre a cidade de Nova Iorque

Um nascer do Sol sobre a cidade de Nova York, raramente se parece com esse. Contudo, ontem, dia 3 de Novembro de 2013, o Sol nasceu parcialmente eclipsado pela Lua como pôde ser visto pela maioria dos moradores da parte leste da América do Norte e do Sul. Simultaneamente, boa parte da África, já no meio do dia, observou o eclipse do começo ao fim. O eclipse foi incomum pelo fato desse ter sido um eclipse híbrido – parte da Terra observou a Lua um pouco menor de modo que ela não cobria o Sol como um todo, e assim no máximo do eclipse nessas regiões pôde-se ver um anel de fogo ao redor do Sol, enquanto outras partes do planeta puderam ver a Lua cobrindo totalmente o Sol, num eclipse total. Leves mudanças no tamanho angular da Lua como vista da superfície da Terra são causadas pelo fato da Terra não ser plana e devido à elipsidade da órbita da Lua. A foto acima mostra o famoso Empire State Building na cidade de Nova York à esquerda do Sol parcialmente eclipsado, adornado por nuvens cênicas.

Fonte: APOD

sábado, 2 de novembro de 2013

Trânsito triplo de sombras em Júpiter

Essa imagem feita por uma webcam acoplada a um telescópio do gigante gasoso e bandado Júpiter mostra o trânsito de três sombras geradas pelas luas de Júpiter em progresso, e foi registrada nos céus belgas em 12 de Outubro de 2013, às 0528 UT. Esse trânsito de três sombras é um evento relativamente raro, mesmo para um grande planeta com muitas luas. Visível no quadro acima estão as três luas Galileanas responsáveis pelo fenômeno, Calisto a que está localizada na borda mais a esquerda, Io a que está mais perto do disco de Júpiter e Europa um pouco abaixo e à esquerda de Io. Das sombras geradas no lado iluminado pelo Sol dos topos das nuvens Jovianas, Calisto gera a sombra mais alongada perto da região polar sul do planeta na parte inferior. A sombra de Io está acima e a direita da Grande Mancha Vermelha de Júpiter. Claro que observadas da perspectiva de Júpiter esses cruzamentos de sombras poderiam ser vistos como eclipses solares, semelhante à sombra da Lua que cruza a face iluminada da Terra durante um eclipse do Sol.

Fonte: APOD

As gigantescas plumas de radiação da fonte 3C353

Os jatos gerados por buracos negros supermassivos localizados no centro de galáxias podem transportar enormes quantidades de energia através de grandes distâncias. A 3C353 é uma vasta fonte, constituída de duas estruturas em forma de lobos, onde a galáxia é o minúsculo ponto no centro e as gigantescas plumas de radiação podem ser vistas em raios-X captados pelo Chandra (apresentados aqui na cor roxa) e em dados de ondas de rádio obtidos pelo Very Large Array e apresentados acima na cor laranja.

Fonte: Cienctec

Mercúrio em fase crescente

Embora sua história geológica seja bem diferente da do nosso vizinho celeste mais próximo, é engraçado ver Mercúrio numa familiar fase crescente que logo é associada à fase da Lua. Apesar do ângulo extremo de visualização tornar difícil de se dizer, essa cavidade irregular está perto do centro do lado iluminado pelo Sol do planeta Mercúrio. Essa imagem foi adquirida como parte da campanha de imageamento e limbo do instrumento MDIS. Uma vez por semana, o MDIS registra imagens do limbo de Mercúrio, com uma ênfase maior no imageamento do limbo do hemisfério sul. Essas imagens de limbo fornecem informações sobre a forma de Mercúrio e complementam medidas topográficas feitas com o Mercury Laser Altimeter (MLA) do hemisfério norte do planeta.

Fonte: MESSENGER

Um passo mais próximos da detecção da matéria escura

A matéria escura é um dos maiores mistérios do nosso universo. Apesar de diferentes evidências apontarem para sua existência, ela é invisível e sua detecção tem se revelado um desafio. A atração gravitacional da matéria escura “curva” a luz a partir de regiões distantes do cosmos. É o que mantém as galáxias, como a nossa Via Láctea, no seu lugar, bem como impede que aglomerados se dispersem para o vazio do espaço profundo. Sem a matéria escura, não teria havido suficiente gravidade para formar galáxias em primeiro lugar. Com base nessas linhas de pensamento, postulamos que deve existir 6 vezes mais matéria escura do que a normal, que constitui planetas, estrelas e toda a vida que conhecemos, no universo. No entanto, sua verdadeira natureza permanece um enigma, já que ninguém foi capaz de detectá-la diretamente. O novo detector LUX (Large Underground Xenon), situado cerca de 1.480 metros abaixo do solo em uma mina de ouro abandonada em Dakota do Sul (EUA), foi projetado para finalmente trazer a matéria escura a nossa vista. Os físicos Rick Gaitskell da Universidade de Brown (EUA) e Dan McKinsey já apresentaram os resultados da primeira execução integral de seu experimento. Eles não encontraram a matéria escura ainda – ninguém esperava que fosse fácil -, mas seus dados são um grande avanço. Depois de apenas três meses de operação, o LUX alcançou 3 a 20 vezes a sensibilidade de qualquer outro experimento de matéria escura já feito. Esses resultados lançam sérias dúvidas sobre outras reivindicações controversas de cientistas que dizem ter encontrado evidências de partículas de matéria escura colidindo com átomos comuns. Se eles estivessem certos, o LUX, mais sensível, teria visto uma enxurrada de colisões, o que não aconteceu. LUX está varrendo uma década de incerteza e melhorando a pesquisa sobre o ainda desconhecido universo escuro. Durante o próximo ano, o detector vai continuar a recolher dados, obtendo uma nova visão do que está lá fora. Se LUX não conseguir identificar a elusiva matéria escura, os pesquisadores do projeto já estão pensando no próximo passo: um novo detector, ainda mais potente, chamado LUX-ZEPLIN (qualquer semelhança com a banda de rock é – ou não, não sabemos – mera coincidência). Então, quais são as chances da descoberta da matéria escura acontecer em breve? Gaitskell se recusa a morder a isca e responder a essa pergunta. “Não seria ciência se tivesse garantias, e, francamente, seria um pouco chato. Mas não buscaríamos algo se fosse uma causa perdida”, disse.

Fonte: Hypecience

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Mini-ônibus espacial cai durante teste

Ter um sucessor para os ônibus espaciais continua sendo um sonho ainda a ser perseguido pela NASA. O Dream Chaser (Caçador de Sonhos), fabricado pela empresa privada Sierra Nevada, caiu na pista em um teste de vôo. O mini-ônibus espacial, que muitos afirmam ser uma cópia de um projeto da antiga União Soviética, foi lançado de um helicóptero a 3,8 km de altitude. O vôo automático, sem tripulantes, ocorreu normalmente, mas o trem de pouso direito da nave não desceu. A empresa liberou um vídeo do teste, que é cortado no momento em que o Dream Chaser tocaria a pista. Segundo relatos de testemunhas, a nave correu pela pista durante um bom trecho equilibrando-se em duas rodas, graças ao seu sistema de navegação automática, que tentou compensar a falta de uma das rodas. Finalmente ela desequilibrou-se, tocando o lado esquerdo no solo, e saiu escorregando pela pista, mas sem capotar. Os computadores enviaram o comando para a liberação do trem de pouso esquerdo. Como ele não abriu, suspeita-se de um problema mecânico, e não do sistema de vôo automatizado. Em nota, a Sierra Nevada anunciou que os danos à nave foram pequenos, não afetando nenhum sistema interno, indicando que ela poderá ser recuperada. A previsão é que o mesmo protótipo do Dream Chaser esteja pronto para outro teste em 2014.

Fonte: Inovação Tecnológica

Domingo: eclipse solar poderá será visto na maior parte do Brasil

Neste domingo, o céu será palco de um dos mais impressionantes eventos celestes: o eclipse do Sol. Logo pela manhã o disco solar será encoberto pela Lua e boa parte do evento poderá ser vista do território brasileiro. O eclipse tem início as 08h04 BRT (horário de Brasília) e atingirá o momento máximo às 10h47 BRT, quando o Sol estiver a 70 graus de elevação, no meio do caminho entre a África e o Brasil. O eclipse deste domingo é um pouco diferente dos demais. Apesar de todo o disco solar ficar encoberto pela Lua, em algumas localidades isso não acontecerá e será visto como um eclipse do tipo anular, quando o diâmetro Lua parece menor e insuficiente para cobrir todo o disco da estrela. Isso acontece devido à curvatura da Terra, que faz com que em certas localidades a Lua fique mais próxima do que em outras. Apesar da diferença da distância lunar não ser muito grande, ela é suficiente para causar o fenômeno. Essa dualidade de aparência é bem rara e os eclipses com essa característica são chamados de "híbridos". No Brasil, o eclipse deste domingo poderá ser visto em grande parte do país, com exceção das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Abaixo vemos os horários locais do início e fim do evento em algumas capitais das regiões Norte e Nordeste.
Manaus: Início as 06h46 - Final: 07h52 (Hora local UTC-4)
Fortaleza: Início as 07h41 - Final: 09h57 (Hora local UTC-3)
Maceió: Início as 07h59 - Final: 10h07 (Hora local UTC-3)
Salvador: Início as 08h15 - Final: 10h29 (Hora local UTC-3)
Devido a posição do continente, o eclipse só será visto parcialmente, com o disco lunar cobrindo mais o Sol à medida que a latitude aumenta. No extremo do Rio Grande do Norte e extremo do Amapá o fenômeno será mais intenso e a Lua cobrirá cerca de 40% do disco solar. Essa porcentagem cai para 30% na maior parte de Pernambuco, Piauí, Maranhão e Pará. No extremo norte de Minas e Goiás, apenas 15% do disco solar será encoberto. Um eclipse do Sol ocorre sempre que a Lua se posiciona entre a Terra e o Sol. Se durante um eclipse a lua encobre completamente o disco do Sol é chamado de eclipse total. Caso contrário, eclipse parcial. Se durante um eclipse total a Lua estiver próxima de seu apogeu (maior afastamento da Terra), seu diâmetro aparente parecerá menor que o do Sol e por não cobrir todo o disco, parte do Sol ainda permanecerá visível em forma de anel, daí o nome "anular" para este tipo de eclipse. Anular significa "em forma de anel". O eclipse do dia 3 será um eclipse do tipo híbrido, total em alguns lugares e anular em outros.

Fonte: Apolo 11