sábado, 28 de dezembro de 2013

A intrigante cor rosa da Nova Centauri 2013

Uma recente nova, visível a olho nu que entrou em erupção na primeira semana de Dezembro de 2013 ainda está dando seu show, e a nova imagem acima, feita recentemente, por Rolf Wahl Olsen na Nova Zelândia, revela sua cor incomum. “Eu ajeitei tudo para fazer uma imagem da Nova Centauri 2013 com meu novo telescópio de 12.5” e f/4”, disse Rolf. “Curiosamente, eu só tinha visto imagens de campo amplo dessa nova, e nenhuma que na verdade mostrasse sua cor rosa forte e incomum”. A Nova Centauri 2013 (na constelação de Centaurus, na parte sul do céu), foi descoberta por John Seach da Austrália em 2 de Dezembro de 2013, e foi visível com uma magnitude aproximada de 5.5. Ela subsequentemente aumentou de brilho até alcançar um pico de 3.3. A imagem de Rolf, feita hoje, isso mesmo, hoje, na verdade amanhã para nós, pois já é 28 de Dezembro de 2013 na Nova Zelândia, mostra a nova com um brilho um pouco menor com magnitude de 4.5. A Nova aparece rosa pois nós estamos realmente observando a luz de uma concha em expansão de hidrogênio ionizado que emite fortemente tanto na parte vermelha como azul do espectro óptico, explicou Rolf. Essas emissões dão à Nova essa forte coloração rosada, similar às cores observadas em nebulosas de emissão que também brilham predominantemente em tonalidades rosas/magenta. Uma Nova é o resultado de uma explosão termonuclear na superfície de uma estrela anã branca em um sistema binário justo. A anã branca agrega matéria de sua companheira próxima e eventualmente a pressão da fusão nuclear expele as camadas acrescidas da superfície da anã branca. Ao contrário das supernovas, onde a estrela propriamente dita explode e para de existir, uma nova não resulta na destruição da estrela hospedeira. A anã branca pode continuar a agregar matéria de sua companheira e o processo pode ser repetido alguma vez no futuro.

Créditos: Cienctec

Vapor de água aumenta chances de vida na lua Europa de Júpiter

Imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble mostraram um grande acúmulo de vapor de água nas proximidades do pólo sul de Europa, uma das 64 luas do planeta Júpiter. Descobertas anteriores já apontavam para a existência de um oceano localizado sob a crosta gelada de Europa. Isso torna a lua Europa um dos alvos mais promissores para a busca por formas de vida similares às da Terra no Sistema Solar. Não são propriamente gêiseres disparados para o espaço, mas os pesquisadores dizem ter identificado excessos de oxigênio e hidrogênio no pólo sul da lua. O espectrógrafo do Hubble detectou uma fraca luz ultravioleta de uma aurora, gerada pelo intenso campo magnético de Júpiter, perto do pólo sul da lua. Íons de oxigênio e hidrogênio produzem um brilho variável na aurora, deixando um sinal característico de moléculas de água que estão sendo quebradas por elétrons correndo ao longo das linhas do campo magnético. Os pesquisadores não sabem ainda a origem do vapor de água, menos ainda se ele é gerado por jatos de água vindos de erupções na superfície. Contudo, eles estão confiantes de que esta é a explicação mais provável. "A explicação mais simples é que o vapor d'água emergiu do subterrâneo de Europa," afirmou o cientista Lorenz Roth, do instituto SWRI, nos Estados Unidos. "A descoberta significa que futuramente poderemos investigar diretamente a composição química do ambiente potencialmente habitável da lua Europa sem a perfuração das camadas de gelo." A próxima missão a Júpiter está prevista para ser lançada em 2022. Estudos anteriores já identificaram jatos de vapor d'água, estes sim, reais, emitidos pela lua Encélado, de Saturno.

Créditos: Inovação Tecnológica

Rover Yutu parte em busca de novas aventuras

O agora famoso rover lunar "Yutu" da China partiu para o que prometem ser novas e incríveis aventuras no vizinho mais próximo da Terra, após completar uma sessão fotográfica final em conjunto com o "lander" Chang'e 3, que colocou o veículo na segurança do solo há quase duas semanas. A jornada do Yutu marca a primeira visita à superfície lunar em mais de quatro décadas, desde que a soviética Luna 24 recolheu e enviou amostras para a Terra. A última missão americana foi a Apollo 17, há 41 anos atrás. A nave-mãe Chang'e 3 e o rover Yutu retomaram as operações após o despertar de uma espécie de sono auto-induzido, seguindo comandos do Controle da Missão em Pequim. De acordo com a rede de transmissão estatal da China, CCTV, o "lander" e o rover terminaram a sua quinta e última sessão fotográfica conjunta - em cores lunares vivas - no passado Domingo, dia 22. "Foram capturadas dez imagens em cinco locais até agora, e todas elas são melhores do que esperávamos," afirma Wu Weiren, do Programa Lunar Chinês, numa entrevista da CCTV. Depois de alcançarem a Lua, o Yutu e o Chang'e 3 obtiveram um par inicial de retratos um do outro. Foi então comandado ao Yutu que viajasse num trajeto semicircular em torno do "lander" e para Sul, desenhando várias marcas no solto solo lunar com alguns centímetros de profundidade. Segundo a Administração Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para Defesa Nacional da China, dois dias depois da histórica aterragem de dia 14 de Dezembro, os dois veículos fizeram uma pausa de quatro dias, entre 16 e 20 de Dezembro, durante a qual os engenheiros espaciais da China desligaram os seus subsistemas. A Administração relatou que os veículos dormiram esta para lidar com a radiação solar direta que aumentou significativamente as suas temperaturas. O lado ensolarado do Yutu excedeu os 100 graus centígrados, enquanto o lado à sombra tinha simultaneamente temperaturas negativas. "Estava planejado que o descanso durasse até dia 23 de Dezembro, mas os cientistas decidiram reiniciar o Yutu agora para mais tempo de pesquisa, com base nas observações recentes e parâmetro de telemetria," afirma Pei Zhaoyu, porta-voz do programa lunar chinês durante um segmento noticioso da agência estatal Xinhua da China. Ambos os robôs obtiveram fotos adicionais um do outro durante a travessia de cada dos cinco locais específicos e pré-planeados. Estas imagens obtidas pelo Yutu foram projetadas para mostrar o lander Chang'e 3 de 1.200 kg de frente, de lado e de trás, enquanto se dirigia para o lado direito – de modo a ter melhor iluminação - a uma distância de aproximadamente 10 metros. A imagem final do Chang'e 3 feita pelo Yutu também capturou a bandeira nacional chinesa no "lander" pela primeira vez, dado que foi a primeira vez que estava à vista das câmaras do rover. Tendo cumprido a última das suas tarefas conjuntas, os dois veículos podem agora começar as suas viagens individuais de exploração lunar, trabalhando independentemente um do outro, exatamente como planeado desde o início da aterragem inaugural. O Yutu sairá da zona de aterragem do Chang'e 3 para sempre e começará a sua própria viagem lunar, com uma duração prevista de pelo menos 3 meses - talvez mais, caso os delicados componentes electrônicos sobrevivam o ambiente absolutamente duro e implacável do espaço. "Vão começar a realizar explorações científicas da geografia e geomorfologia do local de pouso e áreas vizinhas, e de materiais como minerais e outros elementos presentes. Vamos também explorar áreas a 30 e a 100 metros de profundidade. A exploração vai continuar durante mais tempo do que planeájamos, porque todos os instrumentos e equipamentos estão funcionando muito bem," realça Wu Weiren. O par robótico de naves espaciais aterrou com sucesso na Lua no passado dia 14 de Dezembro em Mare Imbrium, perto da Baía de Arco-Íris, ou Sinus Iridum em latim. Apenas sete horas após a aterragem histórica, o Yutu foi cuidadosamente colocado perto do solo e usou as suas seis rodas para tocar o chão lunar. O Chang'e 3 capturou uma vista panorâmica do austero terreno lunar em seu redor depois do Yutu ter percorrido cerca de 9 metros. O rover Yutu de 120 kg é quase do tamanho de um carrinho de golfe. Mede cerca de 1,5 m por 1 m e tem quase 1,5 m de altura. O Yutu, que significa "coelho de jade", vai usar o seu conjunto de quatro instrumentos científicos para examinar a estrutura e composição geológica da Lua e localizar os recursos naturais que serão usados por potenciais astronautas chineses no futuro, talvez daqui a uma década.

Créditos: Astronomia On-line

Os cálculos batem: nosso universo pode ser um holograma

Tudo o que você vê, ouve, toca ou cheira pode ser fruto das vibrações de cordas infinitamente finas que existem em um mundo de dez dimensões. Uma espécie de holograma – enquanto o mundo “real” seria um cosmo de uma dimensão e sem gravidade, ditado pelas leis da física quântica. Soa como loucura? Não para o físico teórico Juan Maldacena, que propôs o modelo em 1997. Complexo (especialmente para quem não é da área), esse modelo pode ajudar a resolver incoerências entre a física quântica e a teoria da relatividade de Einstein, facilitando o diálogo entre físicos e matemáticos. Apesar de sua importância, ao longo de mais de quinze anos a proposta de Maldacena permaneceu sem comprovações consistentes. Pensando nisso, o físico Yoshifumi Hyakutake, da Universidade de Ibaraki (Japão), reuniu uma equipe para colocar o modelo a prova. Por meio de simulações computacionais de alta precisão, os pesquisadores calcularam a energia interna de um buraco negro e a energia interna de um cosmo sem gravidade (que é parte fundamental do modelo de Maldacena). Os dois cálculos batem. Isso traz evidências de que há coerência entre o modelo teórico e o nosso universo percebido, apesar das diferenças, e dá base para expandir teorias da física quântica.

Créditos: Hypescience

Asteróde recém-descoberto raspou a Terra na segunda-feira

Um asteróide de poucos metros de diâmetro passou perigosamente pela Terra na manhã do dia 23 de dezembro, apenas algumas horas após sua descoberta e sem que houvesse qualquer tipo de aviso de aproximação. Embora pequeno, o impacto poderia causar grandes prejuízos. Batizado de 2013 YB, a rocha passou pelas vizinhanças da Terra às 10h00 da manhã a apenas 26 mil quilômetros de altitude, 10 mil km mais baixo que a linha onde ficam os satélites geoestacionários. A aproximação ocorreu a menos de sete horas após ter sido detectado pelo telescópio robótico de 630 milímetros de diâmetro do Centro Catalina de Pesquisas do Céu, ligado à Universidade do Arizona. Apesar de ter sido detectado no dia 23, a confirmação da descoberta só ocorreu na noite do dia 24, quando objeto já havia se afastado. Essa defasagem acontece devido ao método empregado pelo centro de vigilância, em que a análise das imagens é feita através de computadores que comparam os diversos frames na busca de algum objeto móvel. 2013 YB tem aproximadamente 2.2 metros de diâmetro e massa estimada em 13 toneladas e passou pela Terra a uma velocidade relativa de 10.52 km/s. Devido às pequenas dimensões, se atingisse nosso planeta o asteróide seria consumido na atmosfera como uma bola de fogo, liberando energia equivalente a 1.000 toneladas de TNT.

Créditos: Apolo 11

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Pode ter sido descoberta a primeira exolua

A primeira lua fora do nosso Sistema Solar pode ter sido descoberta. E parece mais estranha do que jamais poderíamos ter imaginado. Há muito que se prevê a existência de exoluas - algumas podem até ser mundos habitáveis - mas até agora ninguém havia detectado uma. "Das pesquisas que conheço, este é o primeiro candidato sério," afirma o astrónomo David Kipping da Universidade de Harvard, que não esteve envolvido na descoberta. Ao contrário das exoluas que aparecem nos filmes "Avatar" ou "O Regresso de Jedi", já para não falar dos satélites naturais no nosso próprio Sistema Solar, a nova lua e o seu exoplaneta parecem estar à deriva no cosmos, longe de qualquer estrela. Os dois novos objectos foram detectados usando um método invulgar. A maioria dos mais de 1.000 planetas extrasolares descobertos até à data foram descobertos através da análise de alterações na luz da sua estrela, mas um grupo restrito de exoplanetas foram descobertos usando uma técnica chamada microlente gravitacional. Quando um objeto passa em frente de uma estrela distante, a partir da perspectiva da Terra, a gravidade do objeto dobra a luz da estrela de fundo, focando-a como uma lente - fazendo assim com que a estrela pareça temporariamente mais brilhante se observada de um ângulo particular. Num artigo publicado online no início desta semana, David Bennett da Universidade de Notre Dame, no estado americano do Indiana, e colegas relatam que avistaram um evento de microlente em 2011, usando uma série de telescópios espalhados pelo mundo. Primeiro viram a luz da estrela distante ampliada 70 vezes. Uma hora depois surgiu um segundo aumento de brilho, embora menor que o primeiro. Isto sugere que um grande objeto passou em frente da estrela, seguido por outro menor. No entanto, não está claro que estes dois objetos sejam um planeta e a sua lua, dado que a equipe apresentou dois cenários possíveis que encaixam nos dados de microlente. Num deles, o par de objetos está relativamente perto do nosso Sistema Solar, a uma distância de mais ou menos 1.800 anos-luz, e consiste de um planeta com quatro vezes a massa de Júpiter e uma lua com cerca de metade da massa da Terra - e, portanto, muitas vezes mais massiva que a nossa própria Lua. A ser verdade, então a equipe descobriu a primeira lua extrasolar. No outro cenário, o par de objetos está muito mais longe e consiste de uma estrela muito pequena ou uma estrela falhada conhecida como anã marrom, com um planeta da massa de Netuno em órbita. Caso o cenário planeta-lua esteja correto, será diferente de tudo o já previsto por teóricos ou autores de ficção científica. De acordo com o modelo, para além de ser enorme, a exolua orbitaria a cerca de 20 milhões de quilômetros do seu planeta - uma distância enorme para os padrões do nosso Sistema Solar. A maior lua de Júpiter, Ganimedes, que é também a maior lua do Sistema Solar, está a cerca de 1 milhão de quilômetros do gigante gasoso - e tem apenas 2% da massa da Terra. Talvez o aspecto mais estranho de todos, a lua e o planeta não se encontram perto de quaisquer outros objetos, e estão definitivamente demasiado longe da estrela usada na detecção para a orbitarem. Isto sugere que foram expulsos do seu sistema estelar original. Os astrônomos já descobriram vários destes planetas sem estrelas, mas nunca um que fosse acompanhado por uma lua. É possível que o sistema planeta-lua tenha sido originalmente dois planetas expelidos de um sistema estelar duplo durante um acidente gravitacional. Um dos planetas poderá ter-se aproximado demasiado de uma das estrelas e sido arremessado para fora, e numa trajetória instável pode ter capturado outro planeta. "Quase que levanta a questão: será que devemos chamar 'luas' a estes objetos ou será que outro nome é mais apto," comenta Kipping. Será que algum dia ficaremos a saber se o cenário lua-planeta é o correto? Provavelmente não, porque não há nenhuma maneira de distinguir entre as duas soluções. Os eventos de microlente são orquestrados pela dança cósmica das estrelas e dos planetas, por isso provavelmente não teremos outra hipótese de observar novamente este sistema. No entanto, os autores afirmam que devemos estar atentos a outras oportunidades para detectar sistemas similares. Mesmo que os astrônomos nunca confirmem esta lua, é uma visão emocionante do que está por vir. As exoluas em sistemas planetários mais normais podem até suportar vida, de modo que a prioridade é encontrar um sistema planeta-lua que transita, ou passa em frente, da sua estrela. "Então, poderemos acompanhar os objetos e medir as suas atmosferas, tamanho, características orbitais," afirma Kipping. "Nas detecções de microlente, vemos apenas um instantâneo e não podemos realizar o tipo de caracterização detalhada que gostaríamos."

Fonte: Astronomia On-line

China na Lua: solo vermelho e as fotos das missões Apollo

Depois de pousar na Lua e enviar a primeira foto feita de sua superfície nos últimos 37 anos, a missão Chang'e 3 começou os trabalhos de sondagem. Algumas fotos do local de pouso também foram enviadas e mostram uma região desolada, nunca antes vista do solo. O módulo Chang'e 3 atingiu a órbita lunar no dia 6 de dezembro de 2013 e no dia 14 pousou com sucesso na região de Mare Imbrium, a cerca de 40 km ao sul da cratera Laplace F, de 6 quilômetros de diâmetro. O local fica a cerca de 500 km daquele que havia sido previamente escolhido pelos chineses, a bacia Sinus Iridum. Embora a nave chinesa tenha pousado na Lua e ser tecnicamente capaz de fotografar os instrumentos deixados lá pelas missões Apollo entre os anos de 1969 e 1972, a distância entre os locais é bastante grande e fora do raio de ação do jipe-robô Yutu. Para se ter uma idéia, o local onde está a Chang´e 3 fica 1.600 km do nordeste do local de pouso da Apollo 11. A missão Apollo 15 é a mais próxima do robô chinês e mesmo assim está situada 750 km de distância na direção sudeste. Sendo assim, não será possível registrar em fotos a presença dos jipes lunares ou a marca da bota de Neil Armstrong deixada na Lua. Quando a primeira foto registrada pela missão chinesa foi divulgada, o primeiro detalhe que chamou a atenção foi a coloração do regolito lunar, muito avermelhado e lembrando bastante alguns cenários de Marte ou o solo da Terra. Na realidade, a coloração da Lua é predominantemente acinzentada, embora algumas localidades apresentem algumas cores sutis. O efeito avermelhado revelado na primeira imagem da missão chinesa é devido à falta de calibragem do sensor da câmera, o que a grosso modo poderia ser comparado ao "ajuste de branco" nas máquinas fotográficas digitais convencionais. Feitas as correções, as fotos seguintes já mostravam o regolito lunar nos tradicionais tons cinza. Da mesma forma como fez com as missões Apollo, registrando os locais de pouso e parte dos equipamentos deixados na Lua, a sonda estadunidense Lunar Reconnaissance Orbiter, LRO, atualmente em órbita em torno do nosso satélite, também deverá imagear o local onde está operando a missão chinesa Chang´e 3. De acordo com a Nasa, a sonda deverá passar sobre a região nos dias 22 de janeiro e 18 de fevereiro, quando serão feitas tentativas de fotografar os equipamentos chineses em operação. Aguarde!

Fonte: Apolo 11

Terras e lagos em Titã

A grande lua Titã de Saturno é única no nosso Sistema Solar, ela é o único mundo com lagos e oceanos líquidos estáveis na sua superfície, com exceção é lógico do planeta Terra. Centrada no pólo norte, esse mapa colorido mostra os corpos de metano e etano de Titã em azul escuro e em preto, ainda líquido, nas temperaturas frígidas da superfície de Titã de -180 graus Celsius. O mapa acima é baseado nos dados obtidos pelo radar da sonda Cassini, durante os sobrevôos entre 2004 e 2013. Com uma forma parecida com um coração, o lago acima e à direita do pólo é o Ligeia Mare, o segundo maior corpo líquido conhecido em Titã e maior do que, por exemplo, o Lago Superior, na Terra. Logo abaixo do pólo norte está o Punga Mare. O mar abaixo e a direita do Punga é o quase extinto Kraken Mare, o maior oceano conhecido de Titã. Acima e a esquerda do pólo, a superfície da lua Titã é pontuada com lagos menores que possuem cerca de 50 quilômetros de diâmetro.

Fonte: APOD

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Hubble descobre vapor d’água sendo expelido da lua Europa de Júpiter

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA descobriu vapor d’água sendo expelido da frígida superfície da lua Europa de Júpiter, em uma ou mais plumas localizadas perto do seu pólo sul. Já acredita-se que Europa tenha um oceano líquido abaixo de sua crosta congelada fazendo dessa lua um dos principais alvos na busca por mundos habitáveis além da Terra. Essa nova descoberta é a primeira evidência observacional de vapor d’água sendo ejetado da superfície da lua. “A descoberta de que vapor d’água está sendo ejetado perto do pólo sul fortalece a posição de Europa como o principal candidato para uma potencial habitabilidade”, disse o principal autor Lorenz Roth do Southwest Research Institute em San Antonio, no Texas. “Contudo, nós não sabemos ainda se essas plumas estão conectadas com a água líquida da subsuperfície ou não”. As descobertas do Hubble foram publicadas na edição de 12 de Dezembro de 2013 da Science Express, e estão sendo reportadas no congresso da American Geophysical Union em San Francisco, na Califórnia. A descoberta do Hubble faz Europa ser somente a segunda lua no Sistema Solar por ter plumas de vapor d’água. Em 2005, plumas de vapor d’água foram detectadas pela sonda Cassini da NASA sem expelidas da superfície da lua de Saturno, Encélado. As plumas de Europa foram descobertas pelas observações do Hubble em Dezembro de 2012. O Space Telescope Imaging Spectrograph (STIS) detectou a luz ultravioleta apagada de uma aurora no pólo sul da lua. Essa aurora é dirigida pelo intenso campo magnético de Júpiter, que faz com que as partículas alcancem altas velocidades de modo que elas possam espalhar as moléculas de água na pluma quando elas as atingem, resultando em íons de oxigênio e hidrogênio que deixam suas impressões nas cores da aurora. Somente o vapor d’água tem sido detectado – diferente das plumas em Encélado, que também contém partículas de gelo e de poeira. “Nós levamos o Hubble ao seu limite para ver essas emissões apagadas”, disse o coautor e principal investigador da campanha de observação do Hubble Joachim Saur da University of Cologne, na Alemanha. “Somente depois que uma câmera particular no Telescópio Espacial Hubble foi reparada na última missão de serviço do Ônibus Espacial, é que nós ganhamos a sensibilidade necessária para pesquisar essas plumas”. Roth sugere que longas fraturas na superfície de Europa, conhecidas como Linea, podem estar expelindo o vapor d’água para o espaço. Fissuras similares têm sido fotografadas no pólo sul de Encélado pela sonda Cassini. É desconhecido em qual profundidade da crosta de Europa a fonte da água está. Roth, pergunta, “Essas aberturas se estendem nas profundezas do oceano em subsuperfície ou são ejeções que ocorrem simplesmente pelo gelo aquecido causado pela fricção que ocorre perto da superfície?” Assim como em Encélado, a equipe do Hubble descobriu que a intensidade das plumas variam com a posição orbital de Europa. Gêiseres ativos só foram vistos quando a lua está mais distante de Júpiter. Mas os pesquisadores não puderam detectar qualquer sinal de ejeção de material quando Europa está mais perto de Júpiter. Uma explicação para isso é que as longas fraturas na crosta congelada experimentam mais tensão à medida que as forças de marés gravitacionais puxam e empurram na lua e então abrem as aberturas em distâncias maiores de Júpiter. As aberturas ficam mais estreitas ou fechadas quando ocorre a maior aproximação do gigante gasoso. Kurt Retherford, membro da equipe, e também do Southwest Research Institute, aponta que “a variabilidade da pluma suporta uma previsão fundamental que nós devíamos ver nesse tipo de efeito de maré se existisse um oceano na subsuperfície de Europa”. Missões espaciais futuras para Europa poderiam confirmar a localização e o tamanho exato das aberturas e determinar se elas se conectam com o líquido nos reservatórios em subsuperfície. Essa é uma importante notícia para as missões como a JUpiter ICy moons Explorer (JUICE) da ESA, uma missão planejada para ser lançada em 2022, e que tem como objetivo explorar tanto Júpiter como suas três maiores luas: Ganimedes, Callisto e Europa.

Fonte: Cienctec

Estação Chinesa deve reentrar na atmosfera nos próximos dias

Programada para reentrar na atmosfera até o final deste ano, ninguém sabe ao certo onde a estação espacial chinesa Tiangong-1 irá cair. A reentrada será do tipo controlada, mas a cada dia as forças da natureza a trazem para mais perto do nosso planeta. Em junho de 2013, a nave espacial Shenzhou 10 se desacoplou da Tiangong-1, a primeira estação espacial da China, trazendo de volta para a Terra os três primeiros astronautas daquele país a trabalharem no complexo espacial, entre eles a piloto de caças Wang Yaping, a segunda mulher chinesa a ir ao espaço. Após deixarem a Tiangong-1, o governo chinês declarou que a nave já não servia mais aos objetivos e que seria destruída até o final de dezembro de 2013, sem, contudo informar o dia que isso aconteceria. Agora, restando poucos dias para o final do ano, as atenções se voltam ao destino do laboratório orbital chinês. Dados fornecidos pelo site Satview.org mostram que pelo oitavo dia consecutivo a Tiangong-1 aparece na lista de objetos que deverão reentrar naturalmente na atmosfera e se incendiar, o que mostra que não há mais qualquer tipo de propulsão sendo usada para manter o complexo na altitude programada. As primeiras estimativas mostram que se a China não manobrar a nave para reentrar controladamente até o final de dezembro, teremos uma bola de fogo rompendo o céu em maio de 2014 e talvez seja exatamente isso que os engenheiros chineses querem. Tirar a Tiangong-1 de órbita neste momento é uma tarefa muito fácil. Com apenas algumas ignições dos retrofoguetes é possível alterar a rota da estação e fazê-la de volta à Terra em alguns minutos.  No entanto, mantê-la em orbita por mais alguns meses enquanto cai lentamente também pode ser uma opção, uma vez centenas de dados sobre o comportamento dentro da alta atmosfera serão gerados. Isso permitirá aos cientistas chineses entenderem melhor a dinâmica da reentrada e que poderão ser de grande valia no futuro. A Tiangong-1 tem 10 metros de comprimento e mais de 8 toneladas. A reentrada não deverá consumir toda sua estrutura e pedaços grandes deverão chegar à superfície. Então, seja qual for o destino a ser dado à estação espacial, é certo que deverá chamar muito a atenção da mídia e dos observadores de plantão.

Fonte: Apolo 11

Rover chinês Yutu rola pela superfície lunar pela primeira vez

O primeiro rover lunar chinês majestosamente começou a se locomover no solo do nosso satélite natural domingo, dia 15 de Dezembro de 2013, aproximadamente 7 horas depois que a sua nave mãe, a sonda Chang’e 3 tocou o topo das planícies repletas de lava da Baía dos Arco-Íris. O rover de seis rodas, chamado de Yutu, ou Rato Jade, desceu por uma rampa da Chang’e 3 às 4:35 a.m. hora de Beijing e já deixou sua marca nos livros de história ao imprimir no solo lunar com um par de rastros enquanto se movia próximo ainda da nave principal. O impressionante feito foi transmitido ao vivo pela TV estatal chinesa CCTV com imagens transmitidas para a Terra a partir de câmeras montadas no módulo de pouso Chang’e 3.

Fonte: Cienctec

Sonda que irá pousar em cometa prestes a acordar

A sonda espacial Rosetta, lançada pela ESA há quase 10 anos, está prestes a acordar de sua hibernação e começar sua caça ao cometa. A Rosetta foi lançada em 2 de Março de 2004 e, através de uma série complexa de acelerações gravitacionais - três sobrevôos pela Terra e uma por Marte - seguiu viagem em direção ao seu destino: o cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko. Pelo caminho, ela captou imagens de dois asteróides, Steins, em 5 de Setembro de 2008, e Lutetia, em 10 de julho de 2010. O nome Rosetta vem da famosa Pedra de Roseta, a partir da qual se conseguiu decifrar os hieróglifos egípcios, cerca de 200 anos atrás. Da mesma forma, os cientistas esperam que a sonda Rosetta consiga lançar uma luz sobre os mistérios e a origem do nosso Sistema Solar. Ao estudar a natureza de um cometa, com um orbitador e um módulo robótico de pouso, a missão Rosetta poderá revelar muito sobre o papel dos cometas nessa evolução. Acredita-se que os cometas sejam os blocos primitivos de construção do Sistema Solar e, provavelmente, a fonte de boa parte da água na Terra, talvez até trazendo para a Terra os ingredientes que ajudaram no desenvolvimento da vida. A sonda Rosetta consiste de uma caixa de três toneladas e três metros de altura, com painéis solares medindo 14 metros. Na caixa estão um módulo de órbita e outro de pouso. O módulo robótico que deverá pousar no cometa mede um metro de comprimento por 80 centímetros de altura. Em julho de 2011 a Rosetta foi posta em modo hibernação para a parte mais fria e distante da viagem, a cerca de 800 milhões de quilômetros do Sol, perto da órbita de Júpiter. A sonda foi orientada com os seus painéis solares virados para o Sol para que pudessem receber o máximo de luz solar possível, sendo ainda posta numa rotação lenta para manter a estabilidade. Agora, com o cometa e a própria sonda já na viagem de regresso ao Sistema Solar interior, a equipe da Rosetta prepara-se para religar seus equipamentos. Na verdade, o religamento será automático, feito por um relógio interno, marcado para despertar às 10:00 GMT de 20 de janeiro de 2014 - por volta das 07:00 da manhã no Brasil, dependendo do local por causa do horário de verão. Quando acordar, a Rosetta irá primeiro aquecer seus instrumentos de navegação e depois terá de parar de rodar, apontando a sua antena principal em direção à Terra, para que a equipe em terra saiba que ela ainda está viva. "Não sabemos exatamente quando é que a Rosetta fará o primeiro contato com a Terra, mas não esperamos que seja antes das 17:45 GMT do mesmo dia," diz Fred Jansen, o responsável pela missão na ESA (Agência Espacial Européia). Depois de acordar, a Rosetta ainda estará a cerca de nove milhões de quilômetros do cometa. À medida que se aproxima, os 11 instrumentos na sonda e os 10 no módulo de aterragem serão ligados e verificados. No início de maio, a Rosetta estará a dois milhões de km do seu alvo e, no final do mês, fará uma manobra essencial para se alinhar para o encontro com o cometa em agosto. As primeiras imagens de um distante 67P/Churyumov-Gerasimenko devem chegar em maio, o que irá melhorar de forma extraordinária os cálculos da posição e da órbita do cometa. Quando estiver mais próxima, a Rosetta irá capturar milhares de imagens que fornecerão mais detalhes sobre as principais características do cometa, a sua velocidade de rotação e a orientação do eixo de rotação.

Fonte: Inovação Tecnológica

Buracos negros pequenos são mais mortais do que pensávamos

Cientistas descobriram um buraco negro incrivelmente brilhante e energético em uma galáxia a 22 milhões de anos-luz de distância da Terra. Naturalmente, assumiram que era um buraco negro supermassivo. O estranho é que observações mostram que é na verdade muito pequeno – jogando nossas concepções para fora da janela. Os buracos negros vêm em dois tipos, possivelmente três (ou quatro). Temos o tipo supermassivo, encontrado geralmente no núcleo de uma galáxia. Como o próprio nome sugere, esses são absolutamente enormes, pesando cerca de um bilhão de vezes a massa do nosso sol. No outro lado do espectro estão os buracos negros de massa estelar ou pequenos, objetos com uma massa comparável à do nosso sol. Depois, há buracos negros de médio porte, ou buracos negros de massa intermediária (IMBH, na sigla em inglês), com cerca de 10 a 100 vezes a massa do nosso sol. Os astrônomos também acreditam que existem outros buracos negros médios lá fora, pesando algo entre 20.000 a 90.000 vezes a massa do sol. No entanto, mais observações são necessárias para confirmar esta teoria. Pequenos buracos negros são conhecidos por seus raios-X de alta energia, enquanto buracos negros maiores emitem raios-X de baixa energia. Também conhecidos como raios-X duros e moles, essas emissões não são causadas pelo próprio buraco negro, mas pela massa da matéria que gira ao seu redor. Assim, quanto menor a energia de raios-X, maior o buraco negro. O que nos leva para o buraco negro bizarro recentemente encontrado, o M101 ULX-1. Ele parece estar emitindo raios-X de baixa energia e é 100 vezes mais brilhante do que o habitual, designando, assim, o sistema de uma fonte de raios-X ultraluminosa. Buracos negros de massa estelar não podem emitir flashes tão brilhantes – a não ser que estejam consumindo massa a uma taxa inesperadamente superior. Astrônomos pensavam que o M101 ULX-1 era um IMBH, ou seja, um buraco negro intermediário, mas novas observações contam outra história – ele na verdade é um pequeno buraco negro, com cerca de 20 a 30 vezes a massa do sol (e, possivelmente, tão pequeno quanto 5 vezes maior que o nosso sol). Os cientistas determinaram isso depois de confirmar que o sistema consiste de um buraco negro e uma estrela companheira. Como eles foram capazes de ver quantas vezes o buraco negro e a estrela orbitam em torno de si – uma vez a cada 8,2 dias -, também foram capazes de calcular a massa do buraco negro. Uma teoria para explicar a anomalia é que fortes ventos estelares do sistema em que o buraco negro se encontra o alimenta o suficiente para causar essas emissões exageradas. E, de fato, o estudo mostrou que M101 ULX-1 pode capturar mais material de ventos estelares do que os astrônomos tinham antecipado. Mas os cientistas continuam confusos, porque a observação também sugere que IMBHs podem não existir. Se esse for o caso, precisaríamos reformular o que sabemos sobre buracos negros. “Os astrônomos agora terão que se concentrar em outras localidades para as quais tem havido evidências indiretas dessa classe de buracos negros [para ver se realmente existem]“, explicou o membro da equipe de pesquisa Joel Bregman.

Fonte: Hypescience

Assista o primeiro vídeo da Lua orbitando a Terra


A nave Juno da NASA nos presenteou com uma bela sequência da Lua capturada em órbita pela Terra antes de seguir para seu destino final, Júpiter. A sequência foi capturada quando Juno passou pelo nosso planeta em 9 de outubro de 2013. Nessa passagem, a nave acelerou a mais de 7,3 km por segundo, o que a colocou em rota para chegar em Júpiter dia 4 de julho de 2016. Os cientistas testaram uma das câmeras da sonda espacial, otimizada para rastrear estrelas fracas, capturando esta vista incrível da Terra e da Lua em sua dança eterna. As câmeras que fizeram as imagens deste vídeo estão localizadas perto da ponta de um dos três braços da sonda, e fazem parte do instrumento de investigação de campo magnético de Juno (MAG, na sigla em inglês), normalmente utilizado para determinar a orientação de sensores magnéticos. Estas câmeras olham para longe do lado iluminado da matriz solar, então, conforme a nave espacial se aproximava dele, quatro câmeras do sistema apontaram em direção à Terra. As imagens que mostram nosso planeta e a Lua juntas foram feitas quando Juno estava a cerca de 966.000 quilômetros de distância, aproximadamente três vezes a distância que separa esses corpos celestes. Durante o sobrevôo, Juno estava viajando cerca de duas vezes mais rápido que um satélite típico. Para fazer um filme que não deixasse os telespectadores tontos, o rastreador de estrelas da nave teve que capturar um frame (quadro) cada vez que a câmera ficava de frente para a Terra, exatamente no instante certo. Os frames foram enviados para o laboratório da NASA, que os juntou e os colocou no formato de vídeo. “Com o sobrevôo da Terra concluído, Juno está agora em curso para Júpiter”, disse Rick Nybakken, gerente da missão. Quando a sonda entrar em órbita em torno do planeta em 2016, irá circundá-lo 33 vezes de pólo a pólo, e usar sua coleção de instrumentos científicos para observar através da cobertura de nuvens do gigante gasoso. Os cientistas devem aprender mais sobre as origens, estrutura interna, atmosfera e magnetosfera de Júpiter.


Fonte: Hypescience

Gás nobre e último elemento da vida são detectados no espaço

Estudando o que restou de explosões cósmicas gigantescas, conhecidas como supernovas, duas equipes de astrônomos anunciaram duas descobertas marcantes na edição desta semana da revista Science. A primeira descoberta é histórica, sendo a primeira vez que se detecta uma molécula contendo um gás nobre no espaço. A segunda foi o rastreamento da formação do elemento fósforo, um dos seis elementos essenciais para a vida como a conhecemos. Mike Barlow e seus colegas da Universidade College de Londres usaram o telescópio espacial Herschel para analisar as características espectrais da nebulosa do Caranguejo. O que eles estavam estudando são os restos de uma estrela, que tinha de 8 a 16 vezes a massa do Sol, e que explodiu por volta do ano 1054. A equipe encontrou sinais do hidreto ionizado de argônio - 36ARH+ - espalhados por toda a nebulosa, confirmando uma teoria de longa data que o isótopo 36 do argônio se origina no coração de supernovas muito intensas. A maioria dos elementos químicos do universo é produzida nas estrelas. Mas, como os elementos mais pesados não poderiam ser formados em condições de temperatura e pressão estelares normais, acredita-se eles sejam produzidos quando as estrelas explodem. Um outro estudo, realizado por Bon-Chul Koo e seus colegas da Universidade Nacional de Seul, na Coreia do Sul, identificou uma quantidade significativa de fósforo em Cassiopeia A. Trata-se de outra supernova, mas, neste caso, o mais novo registro confirmado de colapso de uma estrela na nossa galáxia. Os pesquisadores usaram telescópios terrestres para verificar que a relação de fósforo e ferro-56 é 100 vezes maior em Cassiopeia A do que na Via Láctea, sugerindo que o fósforo tenha sido produzido na supernova. Até agora, os astrônomos só haviam observado a origem dos outros cinco elementos de sustentação da vida (hidrogênio, carbono, nitrogênio, oxigênio e enxofre). Agora, eles podem adicionar o fósforo para essa lista, reforçando o ditado de que somos realmente poeira de estrelas.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Marte: achadas evidências de lago de água doce que pode ter tido vida

A sonda americana Curiosity encontrou pela primeira vez na superfície de Marte evidências diretas da existência, no passado, de um lago de água doce no planeta vermelho, anunciaram cientistas nesta segunda-feira. Já não há água atualmente no local, mas as provas de perfurações e análises químicas realizadas pelo robô em rochas sólidas sugerem que houve condições para que houvesse vida microbiana neste lago há 3,6 bilhões de anos. As rochas analisadas contêm traços de carbono, hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e enxofre, e "proporcionam condições ideais para uma vida microbiana básica", informaram os cientistas em um estudo publicado na revista Science e analisado em uma reunião da União Geofísica Americana (AGU, na sigla em inglês), em San Francisco, Califórnia. Formas microscópicas de vida bacteriana, conhecidas como quimiolitoautótrofas, prosperam em condições similares na Terra e no geral são encontradas em cavernas ou debaixo do mar em fontes hidrotérmicas. "Esta é a primeira vez que encontramos realmente rochas em Marte que proporcionam evidência da existência de lagos", disse por telefone à AFP Sanjeev Gupta, professor do Imperial College de Londres e coautor da pesquisa. "É fantástico porque os lagos são um ambiente ideal para que uma vida microbiana elementar possa se desenvolver e preservar", disse. Embora não tenha sido detectada nenhuma forma de vida nas rochas, o cientista explicou que o Curiosity executou perfurações em fragmentos de pedra arenisca e barro e encontrou minerais argilosos que sugerem uma interação com a água. A pedra arenisca encontrada parece similar à existente nos rios da Terra, o que sugere, segundo cientistas, que um rio desaguava neste lago, que se encontra aos pés de uma pequena montanha. Os cientistas já encontraram provas da existência de água em Marte em outro local da superfície do planeta vermelho e pesquisas feitas por sondas anteriores levam a crer fortemente na existência de lagos no passado. O Curiosity, que chegou à cratera Gale no equador marciano em 6 de agosto de 2012 e é o veículo mais sofisticado enviado até agora a outro planeta, já constatou que o planeta vermelho foi propício para a vida microbiana em um passado distante, objetivo principal de sua missão de dois anos. Estes últimos resultados oferecem "a prova mais eloquente de que Marte teve em algum momento as condições necessárias para o desenvolvimento da vida", destacou o estudo. A Nasa, a agência espacial americana, escolheu a cratera Gale em particular por suas diferentes camadas sedimentares, que poderiam permitir datar os períodos em que Marte foi apto a abrigar a vida. A próxima etapa consistirá em analisar amostras de uma grossa pilha de rochas na superfície da cratera para reunir mais provas de um entorno habitável, disse o professor Gupta. Estes novos resultados "nos dão confiança no futuro desta missão e no fato de que devemos continuar explorando" o planeta vermelho, prosseguiu. O robô Curiosity, com custo total de US$ 2,5 bilhões de dólares, é operado pela Nasa do laboratório de Pasadena, na Califórnia.


Fonte: Terra

Lançamento de foguete brasileiro feito em parceria com a China fracassa

O Ministério da Ciência e Tecnologia confirmou que o lançamento do satélite CBERS-3 (sigla em inglês para Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres), feito em parceria entre o Brasil e a China e que melhoraria a observação do desmatamento na Amazônia, não obteve sucesso. Engenheiros chineses responsáveis pela construção do veículo lançador estão avaliando as causas do problema e o possível ponto de queda. O investimento brasileiro na construção do Cbers-3 chegou a R$ 300 milhões. O lançamento foi iniciado dentro do horário previsto, às 1h26 da madrugada de hoje da base de Taiyuan, na província de Shanxi - a 700 quilômetros de Pequim. Informações preliminares indicam que houve problemas com o foguete Longa Marcha 4B, responsável por levar o satélite ao espaço. Inicialmente, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) informara que o lançamento fora um sucesso. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e o ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antonio Raupp, viajaram para a China para acompanhar a operação.​ "Houve uma falha de funcionamento do veículo lançador durante o vôo e, consequentemente, o satélite não foi posicionado na órbita prevista", informou a assessoria de imprensa do Inpe em um comunicado. "Para assegurar o cumprimento dos objetivos do programa CBERS, Brasil e China concordaram em iniciar imediatamente discussões técnicas visando a antecipação da montagem e lançamento do CBERS-4", completou o órgão. Por meio do CBERS, um projeto de cooperação espacial com duas décadas de história, Brasil e China desenvolveram e já lançaram três satélites (CBERS-1, CBERS-2 e CBERS-2B). O objetivo do satélite que deveria entrar em órbita era substituir o CBERS-2, que deixou de funcionar. O lançamento de hoje aconteceu três anos após a data prevista inicialmente pelo Inpe, que desenvolveu o projeto em parceria com a Cast (Academia Chinesa de Tecnologia Espacial). O CBERS-3 é dotado de equipamentos que permitiriam ao satélite fotografar, rastrear e registrar atividades agrícolas, desmatamento das florestas, incêndios, mudanças na vegetação, recursos hídricos e expansão urbana com uma resolução muito superior à dos anteriores aparelhos.

Fonte: Terra

Nova Centauri 2013 a olho nu

Os faróis estelares mais brilhantes da constelação de Centaurus, Alpha e Beta Centauri são facilmente observados do hemisfério sul da Terra. Agora existe uma nova estrela, visível a olho nu que faz parte desse contexto, a chamada Nova Centauri 2013. Nessa paisagem celeste noturna registrada próximo do Observatório de Las Campanas na parte sul do deserto chileno de Atacama, no último dia 5 de Dezembro de 2013, a nova estrela se junta com a velha e expansiva constelação, vista nas primeiras horas da manhã através da aeroluminscência esverdeada da Terra. Registrada pelo caçador de novas John Seach, da Austrália, em 2 de Dezembro de 2013, enquanto se aproxima de um brilho próximo daquele que pode ser observado a olho nu, a Nova Cen 2013, tem sido espectroscopicamente identificada como uma nova clássica, ou seja, um sistema estelar binário em interação composto por uma estrela quente e densa anã branca e por uma companheira fria e gigante. O material dessa estrela companheira se constrói enquanto ele cai na superfície da anã branca disparando um evento termonuclear. A explosão cataclísmica resulta num drástico aumento no brilho e numa concha de detritos em expansão. As estrelas não são destruídas. Acredita-se que as novas clássicas são recorrentes quando o fluxo de material na anã branca eventualmente continua e produz outra explosão.

Fonte: APOD

sábado, 7 de dezembro de 2013

Fragmentos de foguete lunar chinês caem sobre povoado

Fragmentos do foguete que transporta o primeiro veículo chinês de exploração lunar caíram sobre um povoado situado a mil quilômetros do local do lançamento e causaram danos em duas casas, indicou a imprensa local nesta terça-feira. O incidente, nove minutos depois do lançamento da missão Chang'e-3, na madrugada de segunda-feira, ocorreu no distrito de Suining, na província central de Hunan. Ela já sofreu incidentes deste tipo outras vinte vezes, segundo o Xiaoxiang Morning Post. "Três vigas caíram do teto em nossa casa, e temos um buraco enorme no celeiro", declarou ao jornal um residente local. Em uma foto era possível ver um vizinho observando surpreso a forma curvada do que parecia ser o cone de um foguete, debaixo do telhado esburacado de sua casa. As autoridades deram aos atingidos 10.800 iuanes (US$ 1,8 mil dólares) e 5.200 iuanes como modo de compensação, de acordo com o jornal. O incidente não deixou feridos. O foguete foi lançado à 01h30 de segunda-feira (15h30 de Brasília de domingo) do centro de lançamento de satélites de Xichang, no sudoeste da China. O foguete leva em seu interior o "Coelho de Jade", um veículo de exploração lunar controlado à distância, que forma parte do ambicioso programa espacial chinês.


Fonte: Terra

Sonda chinesa entra na órbita da Lua

A primeira sonda lunar da China entrou nesta sexta-feira na órbita do satélite natural da Terra, noticiou a imprensa oficial do país, uma manobra que representa um passo importante para o pouso da nave, previsto para o fim do mês. A sonda, denominada Yutu ou Coelho de Jade, alcançou a órbita lunar na noite de sexta-feira, noticiou a agência oficial Xinhua, cerca de 112 horas após ter sido lançada do Centro de Lançamento de Satélites Xichang, no sudoeste da China. Espera-se que pouse na Lua em meados de dezembro para explorar a superfície e buscar recursos naturais no satélite. A missão Chang'e-3 - nome da deusa da Lua segundo a mitologia chinesa, enquanto a sonda recebeu o nome de seu animal de estimação - fará da China o terceiro país levar um veículo para a superfície da Lua, depois dos Estados Unidos e da União Soviética décadas atrás. A China vê seu programa espacial como um símbolo de seu crescente status internacional e avanço tecnológico, assim como o sucesso do Partido Comunista em transformar o destino de um país, antes situado entre os pobres do mundo. O país visa a estabelecer uma estação espacial permanente em 2020 e eventualmente mandar um homem para a Lua. A missão da sonda foi saudada com expressões de orgulho por internautas chineses e pelo governo de Pequim, que quer capitalizar a excitação despertada pela façanha, anunciando nesta sexta-feira que começou a vender réplicas do Coelho de Jade feitas em zinco e prata. A missão inclusive inspirou um empresário de Pequim para criar uma sonda lunar no estilo "faça você mesmo", que ele pôs à venda no popular site de vendas chinês Taobao por 2.250 iuanes (US$ 370).

Fonte: Terra

Descoberto um planeta com uma órbita demasiado longe?

Uma equipe internacional de astrônomos descobriu o planeta com a órbita mais distante em volta de uma estrela similar ao Sol. O planeta orbita a estrela a 650 Unidades Astronômicas (UA), ou seja, está 650 vezes mais distante da sua estrela que a Terra está do Sol. O planeta chama-se HD 106906b e tem uma massa 11 vezes superior à de Júpiter – notem que não é 11 vezes maior que Júpiter, como alguma comunicação social erradamente divulgou. O planeta é bastante jovem, com apenas 13 milhões de anos (como comparação, a Terra tem 4.600 bilhões de anos). Esta notícia tem sido divulgada como sendo de um planeta que está onde não deveria estar. Ou seja, supostamente tem uma órbita que não deveria existir tão longe da sua estrela-mãe. No nosso sistema solar temos o planeta-anão Sedna que tem o seu periélio em 76 UA e o seu afélio em 937 UA. Vamos supôr que somos astrônomos num sistema distante e observamos o sistema solar. Supondo que o observamos quando Sedna está a 900 UA do Sol, então poderemos supôr que a órbita de Sedna está demasiado longe. Se sabemos que Sedna pode estar a essa distância, então não existe surpresa haver planetas em outros sistemas planetários também a essas distâncias consideráveis. A grande diferença nesta comparação com Sedna é a massa. Sedna é um planeta-anão enquanto HD 106906b é um planeta gigante e massivo. Como terá juntado tanta massa tão longe da estrela? Seria uma tentativa de sistema binário que não teve material suficiente para se concretizar? Ou será que foi um planeta massivo que se formou mais perto da estrela e que terá sido expelido para longe? Esta última hipótese está de acordo com a formação do sistema solar, que teve um quinto planeta gigante formado perto da estrela e que foi posteriormente expelido do sistema solar. No entanto, o planeta parece ser demasiado jovem para já ter passado por isso.

Fonte: AstroPT

Explosão em estrela pode ser vista a olho nu durante a madrugada

Pela segunda vez nesse ano, o céu do hemisfério Sul é palco de uma violenta explosão estelar. O evento fez surgir uma nova luz no firmamento e que pode ser vista facilmente durante as madrugadas sem auxílio de instrumentos. Batizada de Nova Centauri 2013, a explosão foi detectada primeiramente no dia 2 de dezembro pelo astrônomo amador John Seach, na Austrália, que registrou um súbito brilho de magnitude 5.5 em um campo de visão onde o objeto mais intenso não brilhava mais que a magnitude 11. No mesmo dia, o repentino clarão foi confirmado pelo também astrônomo amador Steven Graham, da Nova Zelândia, que ao checar as imagens das câmeras de céu amplo (allsky cameras) notou o novo objeto brilhante na área mencionada por Seach. Em 3 de dezembro, imagens feitas com telescópio robótico de 500 milímetros pelos astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini mostraram que Nova Centauri 2013 havia evoluído e estava três vezes mais brilhante, passando de 5.5 para 4.7 magnitudes. Os dados também mostraram fortes linhas de emissão nos comprimentos de onda do hidrogênio. A Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis, AAVSO, informou que na quinta-feira a magnitude da "nova" havia caído ainda mais e atingido 3.5, lembrando que quanto menor a magnitude de um objeto, mais brilhante ele é. Nova Centauri 2013 é a segunda explosão desse tipo observada este ano. Em agosto foi a vez da Nova Delphi 2013, que atingiu inicialmente a magnitude 6.0 e se tornou um objeto fácil de ser observado sem ajuda de instrumentos nos céus mais escuros. Passados alguns dias, a estrela aumentou ainda mais de brilho e se tornou o alvo principal dos astrônomos amadores. Uma "nova" é a expansão súbita e extremamente brilhante de uma estrela do tipo anã branca após gigantesca explosão termonuclear. Esse evento ocorre em sistemas binários onde, devido à enorme massa e proximidade, a anã branca absorve o hidrogênio de sua companheira. Com o passar do tempo, a pressão e temperatura do gás acumulado se torna tão intensa que gera a fusão nuclear. Essa explosão libera uma quantidade muito grande de energia, parte dela no espectro visível. Diferente da chamada "explosão supernova", que praticamente destrói a estrela, em uma explosão do tipo "nova" a anã branca continua intacta. Após a explosão, dependendo do tipo de estrela a elevação do brilho pode ser lenta ou muito rápida. Após atingir o brilho máximo, a intensidade decai. Normalmente, uma "nova" rápida leva menos de 25 dias para que seu brilho caia 2 magnitudes (7 vezes), enquanto uma "nova" lenta leva mais de 80 dias. Apesar de a estrela brilhar na magnitude 3.5 e ser visível a olho nu, um binóculo vai ajudar bastante a ver e estudar o fenômeno. Para localizar Nova Centauri 2013 é necessário olhar para o quadrante sudeste aproximadamente às 05h00 da manhã e então localizar a constelação do Cruzeiro do Sul e a constelação do Centauro. Nova Centauri 2013 estará ligeiramente à esquerda e acima da estrela Hadar (ou Agena), a beta do Centauro, como mostra a carta celeste publicada acima. A "nova" é uma explosão cujo brilho está em desenvolvimento e ainda pode aumentar um pouco mais nos próximos dias para em seguida decair. Aproveite para contemplar a estrela agora, pois daqui alguns dias ela não estará mais lá.

Fonte: Apolo 11

Buracos de minhoca podem unir dois buracos negros

O entrelaçamento quântico - ou emaranhamento - é um fenômeno real, embora não totalmente compreendido, que interliga duas partículas instantaneamente, não importando se uma delas está aqui e a outra no outro extremo da galáxia. Agora uma dupla de físicos garante que pode haver um entrelaçamento entre buracos negros. Isso, segundo eles, equivaleria a criar um buraco de minhoca entre os dois buracos negros entrelaçados. Buracos de minhoca são outra esquisitice, mas não da mecânica quântica, e sim da relatividade, no extremo oposto dimensional, no campo da astrofísica. Segundo as teorias, os buracos de minhoca seriam atalhos entre pontos diferentes do espaço, em síntese permitindo viagens interestelares em velocidades muito superiores à velocidade da luz. Kristan Jensen (Universidade de Washington) e Andreas Karch (Universidade de Stony Brook) estão propondo que um entrelaçamento entre dois buracos negros equivale à existência de um buraco de minhoca entre os dois. Segundo os físicos, se dois buracos negros ficarem entrelaçados, uma pessoa que se aproximasse de um deles seria capaz de ver ou se comunicar com outra pessoa que estivesse nas proximidades do outro buraco negro. A dupla não descobriu nenhum novo fenômeno e nem fez nenhum experimento. Na verdade, eles descobriram uma coincidência entre equações usadas pelas duas teorias, envolvendo o entrelaçamento de partículas da mecânica quântica e os buracos negros. Mas essas equações permitem viajar longe no reino da interpretação da teoria - a bem dizer, entrando no reino das ficções científicas. As equações indicam que as características de um buraco de minhoca são as mesmas de dois buracos negros entrelaçados, matematicamente falando. Se o entrelaçamento é bem verificado no campo das partículas, também parecem existir buracos negros de todas as dimensões, de monstros maciços no centro das galáxias até buracos negros microscópicos, do tamanho das partículas quânticas. Isto encorajou os físicos a fazer a analogia. "Se você saltar em seu buraco negro, e a outra pessoa saltar no buraco negro dela, o mundo interior será o mesmo," propõe Karch. Para que isso faça sentido, é necessário imaginar um buraco negro não como uma singularidade de massa e gravidade gigantescas, mas como um "portal" unido ao outro por um buraco de minhoca - nessa interpretação, o próprio buraco negro desaparece, dando lugar a um "vazio" que nada mais seria do que um duto para outro ponto no espaço. Buracos de minhoca são possibilidades matemáticas, embora nenhuma teoria admita a possibilidade concreta de se entrar por eles. A teoria quântica nunca havia falado em buracos de minhoca entrelaçando as partículas até agora, embora o fenômeno pareça estabelecer uma comunicação instantânea entre as partículas entrelaçadas, algo que já foi testado na prática, mas está longe de ser compreendido ou explicado. Mas, ao ver a idéia de Jensen e Karch, Julian Sonner, do MIT, correu para as equações da Teoria das Cordas. Depois de fazer as contas, ele acredita ser possível fundamentar a idéia de que todos os entrelaçamentos quânticos realizam a ação fantasmagórica à distância por meio de buracos de minhoca, fazendo o caminho inverso e trazendo a idéia da dimensão dos buracos negros para a dimensão das partículas subatômicas. O que é bom lembrar é que a equivalência entre equações foi encontrada em modelos simplificados que descrevem um universo sem gravidade - e, sem gravidade, não parece haver sentido em falar em buracos de minhoca e nem mesmo em buracos negros. "Nós apenas seguimos regras bem estabelecidas, que as pessoas conhecem há mais de 15 anos e nos perguntamos: 'Qual é a consequência de um entrelaçamento quântico," reconhece Karch. Para ele, a coincidência nas equações significa que os buracos de minhoca e o entrelaçamento podem ser diferentes manifestações da mesma realidade física, ainda que se baseie no que a revista Science chamou de "modelo de universo de brinquedo". Contudo, a pesquisa pode ter desdobramentos interessantes, mesmo porque as teorias cosmológicas sempre se basearam em modelos simplificados. Os físicos acreditam que seu exercício matemático pode fornecer mais uma alternativa para a unificação entre a mecânica quântica e a relatividade, duas teorias de enorme sucesso em suas respectivas áreas, mas incompatíveis entre si. E pode também reforçar a teoria do holograma cósmico.

Fonte: Inovação Tecnológica

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A borda iluminada de Titã

A borda iluminada pelo Sol do vórtex polar sul de Titã se destaca na imagem acima, contra a escuridão da atmosfera nublada e não iluminada da lua. As imagens feitas pela sonda Cassini do vórtex levaram os cientistas a concluírem que suas nuvens se formam em altitudes muito maiores – onde a luz do Sol ainda pode alcançar – do que a altura da névoa que cobre a atmosfera do satélite. Titã, com seus 5.150 km de diâmetro é a maior lua de Saturno. A imagem acima foi feita com a câmera da sonda apontando na direção do hemisfério da parte anterior de Titã. O norte em Titã está para cima e rotacionado em 32 graus para a esquerda. A imagem acima foi feita com a câmera de ângulo restrito da Cassini no dia 14 de Julho de 2013 usando um filtro espectral sensível aos comprimentos de onda da luz do infravermelho próximo centrada em 938 nanômetros. A imagem acima foi obtida a uma distância aproximada de 1.3 milhões de quilômetros de Titã, com o conjunto Sol-Titã-Cassini em fase com ângulo de 82 graus. A escala da imagem é de 8 quilômetros por pixel.

Fonte: Cienctec

E as paredes colapsaram

A imagem acima nos leva novamente para as vizinhanças da Cratera Matisse, cratera essa que foi tema de algumas imagens recentes disponibilizadas na página de galeria de imagens da sonda MESSENGER. A cratera sem nome com um brilhante depósito piroclástico na parte sul do assoalho também possui duas vieiras arqueadas na sua parede norte. Esses foram os locais onde massivos deslizamentos de terra ocorreram quando a parede inclinada da cratera colapsou. A causa do colapso é a topografia da área onde a cratera se formou: a parte norte da cratera se formou na parede da Cratera Matisse.

Fonte: MESSENGER

Uma raridade cósmica bizarra – NGC 660

Essa nova imagem do Hubble mostra uma galáxia peculiar conhecida como NGC 660, localizada a aproximadamente 45 milhões de anos-luz de distância de nós. A NGC 660 é classificada como uma galáxia de anel polar, significando que ela possui um cinturão de gás e estrelas ao redor de seu centro que foi arrancado de uma vizinha próxima durante uma colisão ocorrida há 1 bilhão de anos atrás. A primeira galáxia de anel polar foi observada em 1978 e somente uma dezena mais delas foram descobertas desde então, fazendo delas um tipo de raridade cósmica. Infelizmente, o anel polar da NGC 660 não pode ser observado nessa imagem, mas existem várias outras feições que fazem dessa galáxia um alvo de interesse para os astrônomos – seu bulbo central é estranhamente fora de ordem, talvez mais intrigante é pensar que abriga uma quantidade excepcional de matéria escura. Além disso, no final de 2012, os astrônomos observaram uma massiva explosão emanando da NGC 660 que foi por volta de dez vezes mais brilhante que a explosão de uma supernova. Acredita-se que essa explosão foi causada por um jato massivo atirado do buraco negro supermassivo localizado no centro da galáxia.

Fonte: Space Telescope

Maravilhosa astrofotografia: Montagem do cometa ISON

O astrofotógrafo Damian Peach, nos maravilhou com suas belas imagens do Cometa ISON nos últimos meses. A imagem acima é uma montagem das suas melhores imagens obtidas entre 24 de Setembro e 15 de Novembro de 2013. “Essa deve ser minha última palavra sobre isso”, disse Damian, “mas aqui está ele aumentando de brilho durante a sua aproximação até a sua melhor condição de visualização em meados de Novembro de 2013”. E enquanto parece que existe um fantasma do ISON com uma bolha de poeira nas últimas imagens feitas pelos satélites solares, ele não nos presenteará com as imagens que esperamos por todo o ano. Mas, com certeza, acompanhar o ISON foi uma excelente experiência nos últimos meses, pudemos aprender muito sobre cometas. Vamos agradecer também ao Damian e a todos os astrofotógrafos que conseguiram fazer imagens maravilhosas do ISON.

Fonte: Universe Today

Sinais de água são encontrados em 5 exoplanetas pelo telescópio espacial Hubble

O Telescópio Espacial Hubble detectou água nas atmosferas de cinco exoplanetas, revelam dois estudos recentes. Os cinco exoplanetas com pistas de água são todos quentes, mundos do tamanho de Júpiter que são improváveis de terem vida como nós conhecemos. Mas encontrar água nas atmosferas ainda marca um passo adiante na pesquisa por planetas distantes que podem ser capazes de suportar vida alienígena, dizem os pesquisadores. “Nós estamos muito confiantes que nós observamos assinatura de água para múltiplos planetas”, disse Avi Mandell, do Goddard Space Flight Center da NASA em Greenbelt, Md., principal autor de um dos estudos. “Esse trabalho realmente abre a porta para comparar quanto de água está presente nas atmosferas de diferentes tipos de exoplanetas – por exemplo, os mais quentes contra os mais frios”. As duas equipes de pesquisas usaram a Wide Field Camera 3 do Hubble para analisar a luz da estrela passando através das atmosferas de cinco Júpiteres Quentes, que são conhecidos como WASP-17b, HD209458b, WASP-12b, WASP-19b e XO-1b. As atmosferas de todos os cinco planetas mostraram sinais de água, com as fortes assinaturas encontradas no ar do WASP-17b e do HD209458b. “Para detectar de verdade a atmosfera de um exoplaneta é algo extraordinariamente complicado. Mas nós fomos capazes de identificar um sinal bem claro, e ele representa a água”, disse Drake Deming da Universidade de Maryland, e principal autor do recente estudo. Acredita-se que a água seja um constituinte comum da atmosferas de exoplanetas e ela tem sido encontrada no ar de alguns outros mundos distantes até o momento. Mas o novo trabalho marca a primeira vez em que os cientistas mediram e compararam perfis da substância em detalhe em múltiplos mundos alienígenas, disseram os pesquisadores. As assinaturas de água foram menos intensas do que se esperava em todos os casos, provavelmente porque os cinco júpiteres quentes estão envolvidos por uma névoa de poeira. “Esses estudos, combinados com outras observações do Hubble, estão nos mostrando que existe um número surpreendente de sistemas para os quais o sinal da água é atenuado ou completamente ausente”, disse Heather Knuston do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena e co-autor do artigo. “Isso sugere que atmosferas nubladas e repletas de névoa podem de fato serem comuns para os exoplanetas do tipo júpiteres quentes”.


Fonte: Cienctec

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

O brilho estranho e incrível de um buraco negro deixa os astrônomos perplexos

Um sistema de buraco negro numa galáxia vizinha é duas vezes mais brilhante do que os astrônomos achavam possível, relata um novo estudo. A incrível luminosidade do sistema em questão, que reside a aproximadamente 22 milhões de anos-luz da Terra, na Galáxia Pinwheel, pode forçar a se repensar as teorias que explicam como os buracos negros irradiam sua energia, dizem os pesquisadores. “Como se os buracos negros já não fossem extremos o suficiente, esse é um realmente extremo que está brilhando com toda a intensidade possível”, disse o co-autor do estudo, Joel Bregman, da Universidade de Michigan. “Ele se apresenta mais luminoso do que nós pensávamos que era possível”. Os astrônomos estudaram o sistema chamado de ULX-1, que consiste de um buraco negro e uma estrela companheira. Como o próprio nome sugere – ULX é a abreviatura para “ultraluminous X-ray source (fonte de raio-X ultraluminosa) – o ULX-1 gera uma quantidade prodigiosa de luz de raio-X de alta energia, que é emitida pelo material espiralando em direção ao buraco negro. Essa luz é tão intensa, de fato, que os astrônomos tinham suspeitado que o ULX-1 continha um buraco negro de massa intermediária – um buraco negro que possui entre 100 e 1000 vezes a massa do Sol. Mas o novo estudo sugere que o buraco negro é na verdade de tamanho pequeno. A equipe de pesquisa, liderada por Jifeng Liu da Academia de Ciência Chinesa em Beijing, estudou o ULX-1 usando o Observatório Gemini no Havaí e duas sondas da NASA, o Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios-X Chandra. Análises espectroscópicas revelam que a estrela companheira no ULX-1 é uma grande estrela quente do tipo conhecida como Estrela Wolf-Rayet. Com essa informação, a equipe pôde então inferir a massa da estrela, a partir de seu brilho, dando a ela uma massa de 19 vezes a massa do Sol. Os pesquisadores também encontraram que a estrela e o buraco negro orbitam um ao outro uma vez a cada 8.2 dias. Isso permitiu que fosse possível estimar a massa do buraco negro entre 20 a 30 vezes a massa do Sol. O ULX-1 então contém aparentemente não um buraco negro de massa intermediária, mas sim um buraco negro de massa estelar – um objeto que forma depois que uma estrela morre colapsando sobre si mesma. Assim os astrônomos ainda não encontraram definitivamente um buraco negro de peso médio, que alguns pesquisadores acreditam ser a semente dos monstros supermassivos que habitam o coração da maioria, se não, de todas as galáxias. “Nossas descobertas podem virar a tendência para as fontes ultraluminosas de raio-X como sendo candidatas a buracos negros intermediários”, disse Liu. A equipe de estudo não tem certeza como o sistema ULX-1 emite tanta luz. É possível, dizem os pesquisadores, que os buracos negros podem ser alimentados pelo vento estelar da estrela companheira – o jato de partículas carregadas fluindo de sua atmosfera. O mecanismo que anteriormente havia sido dito como sendo ineficiente para energizar uma fonte de raio-X ultraluminosa, pode ter voltado a tona para os teóricos com os dados obtidos para o ULX-1. “Nosso trabalho mostra, com base na nossa conclusão de um buraco negro de massa estelar, que o nosso entendimento sobre o mecanismo de radiação dos buracos negros é incompleto e precisa de revisão”, disse Liu.

Fonte: Cienctec

Se pousarmos em Europa, o que devemos procurar?

A maioria do que os cientistas sabem da lua Europa de Júpiter eles aprenderam a partir de uma dúzia de vôos rasantes feitos pelas sondas Voyager 2, em 1979, e, principalmente, pela Galileo, na segunda metade da década de 1990. Mesmo com encontros muito passageiros, foi possível ver um mundo fraturado, coberto de gelo, e com tentadores sinais de um oceano de água líquida sob a superfície. Um ambiente assim pode ser um local acolhedor para a vida microbiana - no mínimo. Mas, se formos enviar uma nova sonda espacial, capaz de pousar na superfície de Europa, o que realmente deveríamos procurar e como deveríamos conduzir as pesquisas? Em busca de respostas, a NASA contratou uma equipe de cientistas especializados para discutir os objetivos científicos de uma missão espacial que pudesse pousar na superfície de Europa. "Se um dia os seres humanos enviarem uma sonda robótica para a superfície de Europa, nós precisamos saber o que procurar e quais ferramentas ela deveria ter," justificou Robert Pappalardo, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA. A equipe concluiu que as questões mais importantes giram em torno da composição da superfície e da subsuperfície da lua. O que cria as manchas e as rachaduras avermelhadas sobre a superfície gelada de Europa? Que tipo de química está ocorrendo lá? Existem moléculas orgânicas, que estejam entre os blocos de construção da vida? Prioridades adicionais, segundo a equipe, envolveriam melhorar as imagens da lua, dando uma olhada detalhada em características em escala humana, para fornecer o contexto para as medições de composição. Também entre as prioridades estão questões relacionadas com a atividade geológica e a presença de água em estado líquido, as atividades da superfície de Europa, o impacto gravitacional de Júpiter sobre a lua e o que tudo isso poderia ter de impacto sobre o provável oceano de água líquida que parece haver abaixo da superfície. A esperança dos cientistas é que os materiais na superfície, se possível recolhidos perto das fissuras, possam conter biomarcadores que denunciem se esse oceano realmente está lá - e o que ele contém. "Ainda há muito a se fazer antes que possamos pousar em Europa, mas estudos como este irão nos ajudar a nos concentrar nas tecnologias necessárias para nos levar até lá, e nos dados necessários para nos ajudar a escolher os possíveis locais de pouso. Europa é hoje o lugar mais provável em nosso Sistema Solar para conter vida, e uma missão que pousasse seria a melhor forma para procurar sinais de vida," disse Pappalardo. A ESA (Agência Espacial Europeia) está construindo a sonda espacial JUICE, que deverá ser lançada em 2022, para estudar as luas de Júpiter - mas ela não vai pousar.


Fonte: Inovação Tecnológica

Nascimento de buraco negro é testemunhado e marca divisor de águas para a astronomia

A quase impossibilidade da astronomia observacional nunca foi tão clara. Com astrônomos tendo registrado tantos eventos em tantos instrumentos diferentes, simplesmente apontar telescópios para as estrelas tem proporcionado retornos decrescentes. Para que continuemos avançando, precisamos nos voltar a eventos mais incomuns e até violentos do universo, a fim de conquistar dados verdadeiramente novos. Não é apenas uma questão de paciência, uma vez que a indústria do espaço não pode configurar telescópios suficientes para olhar para todos os lugares ao mesmo tempo. Com tanta coisa esperando pelo zoom certo, poderia parecer uma causa perdida tentar capturar eventos inesperados de curta duração. E, no entanto, esta semana, um evento importante aconteceu em algum lugar do universo, agora denominado GRB 130427A, e uma “armada de instrumentos” em todo mundo o viu produzir uma explosão de raios gama mais poderosa do que o que muitos pesquisadores acreditavam ser teoricamente possível. Aparentemente, vimos o colapso de uma estrela gigante e o nascimento de um buraco negro, evento descrito como um “momento de pedra de Roseta” para a astronomia – em referência ao fragmento de uma coluna monolítica que permitiu que os hieróglifos egípcios fossem decifrados. Ele enviou informações que os astrônomos ainda estarão estudando por muitos anos, e, por mais que ainda seja cedo para chegar a qualquer conclusão, já existe uma excitação generalizada sobre a absoluta novidade no fenômeno. E, no entanto, o GRB 130427A só durou cerca de 80 segundos com intensidade observável. Com tanto espaço vazio de para monitorar, como é que os astrônomos conseguiram observar o evento, quanto mais documentá-lo tão profundamente? A resposta está no Novo México (EUA), nos Laboratórios Nacionais de Los Alamos, na forma de seis câmeras robóticas referidas coletivamente como RAPTOR ou RAPid Telescópios de Resposta Óptica. Os telescópios RAPTOR são interligados em rede e todos obedecem um cérebro de computador central. Entre seu hardware de computação dedicado e suas estruturas robóticas giratórias, eles podem se virar para ver qualquer ponto no céu em menos de três segundos. Como são os dispositivos mais rápidos do mundo em “resposta óptica”, os telescópios do RAPTOR têm um grande dever: ter certeza de que você não perca as coisas grandes quando elas acontecem, porque em astronomia não há segundas chances. Acredita-se que esta explosão de raios gama seria a mais brilhante das últimas décadas, talvez do século, e se os astrônomos a tivessem perdido, é bem provável que ninguém trabalhando hoje teria tido a chance de capturar uma novamente. Os aparelhos cumpriram seu objetivo. Quando um dos telescópios vê uma sinal de algo interessante, ele e os outros rapidamente se reorientam e dão zoom para capturar os pormenores. Os telescópios têm diferentes especializações – por exemplo o RAPTOR-T, que vê todos os eventos através de quatro lentes alinhadas com quatro filtros de cor diferentes. Ao olhar para as diferenças na distribuição de cor na amostra, o RAPTOR-T pode fornecer informações sobre a distância de um evento ou sobre alguns elementos do seu ambiente. No entanto, o GRB 130427A também foi visto por uma série de outros instrumentos, detectores de raios gama e telescópios de raios-X que são muito mais lentos do que o RAPTOR. Os satélites Fermi, NuSTAR e Swift, da Nasa, conseguiram ver alguma parte do evento durante o seu desenrolar, porém a maioria dos telescópios se juntou para ver o chamado arrebol do evento – uma espécie de persistência luminosa que fica no céu depois de um episódio como este. Este foi um acontecimento extremamente violento e lançou detritos ao longo de um grande raio. Todo este raio brilhou por várias horas e os astrônomos observaram quando ele desapareceu. A intensidade dos raios gama de alta energia naquele arrebol desapareceram junto com suas emissões de luz convencionais. Esse é a primeira destas ligações que os astrônomos encontraram entre raios gama e fenômenos ópticos. E é apenas o começo das descobertas que virão desta Pedra de Roseta da astronomia. Podemos esperar por uma série de atualizações emocionantes ao longo dos próximos meses, à medida que os astrônomos desvendarem as implicações de terem testemunhado o nascimento de uma singularidade sem precedentes.

Fonte: Hypescience

Buracos negros possuem hábitos alimentares simples

No centro da galáxia espiral M81, existe um buraco negro supermassivo com uma massa aproximadamente 70 milhões de vez a massa do nosso Sol. Um estudo usando dados do Chandra e telescópios baseados em Terra, combinado com modelos teóricos detalhados, mostra que o buraco negro supermassivo da M81 se alimenta como se fosse um buraco negro de massa estelar, que são somente dezenas de vezes mais massivos que o Sol. Isso suporta a teoria de Einstein que diz que buracos negros de todos os tamanhos possuem propriedades similares.

Fonte: Cienctec

Cometa ISON volta à vida

Aparentemente, o Cometa ISON sobreviveu à passagem pelo Sol! Os cientistas diziam que as imagens obtidas ontem pelos observatórios espaciais apenas mostravam um rastro de poeira que saía do outro lado do Sol. "Parece que o Cometa ISON não sobreviveu a esta jornada," realçava Karl Battams, cientista solar da Marinha dos EUA, num Hangout do Google+. À medida que o ISON mergulhou na direção do Sol, provavelmente começou a despedaçar-se, não soltando fragmentos gigantes, mas pelo menos bocados razoavelmente grandes. Acabou por perder por completo a sua cabeleira e cauda, tal como o Lovejoy em 2011. Ontem à noite, a sonda SOHO mostrava apenas uma corrente fina e longa de poeira. Era suposto o cometa ter aparecido em imagens do SDO (Solar Dynamics Observatory) pelas 18:00, mas 3 horas depois ainda não havia quaisquer sinais. Nisto, eis que emerge do Sol um pequeno mas coerente núcleo, núcleo este que voltou a libertar poeira e gás, e a aumentar também de brilho. Pelo menos por enquanto. O destino do cometa ainda não é totalmente certo. Ainda não se sabe se o ISON está inteiro ou se é apenas uma fração (ou várias) do que já foi. Só o tempo dirá se permanece vivo ao longo dos dias seguintes, e caso sobreviva, se será visível no céu noturno e qual será o seu brilho. O cometa media pouco mais de 1 km quando passou a 1,6 milhões de quilômetros do Sol, o que em termos espaciais significa que basicamente "roçou" a nossa estrela. Foi avistado pela primeira vez por um telescópio russo em Setembro do ano passado. Composto por gelo e poeira, o ISON era essencialmente uma "bola de neve" suja oriunda da nuvem de Oort, uma área de cometas e detritos nos confins do Sistema Solar. Há dois anos atrás, o Cometa Lovejoy roçou o Sol e sobreviveu, mas fragmentou-se dois dias depois. É por isso que havia alguma esperança que o ISON conseguisse sobreviver o periélio, porque tinha 10 vezes o seu tamanho.

Fonte: Astronomia On-line

Cometa Lovejoy próximo da galáxia M83

O Cometa Lovejoy, foi registrado na última semana passando bem em frente da galáxia espiral M83. Descoberto somente há 3 meses atrás, e atualmente perto de seu brilho máximo, o Cometa Lovejoy pode ser visto perto do asterismo do Big Dipper, em locais escuros do hemisfério norte da Terra antes do amanhecer e a olho nu. Um inesperado rival do Cometa ISON, o C/2013 R1 (Lovejoy), registrado acima, está atualmente apresentando uma grande coma verde e uma bela e texturada cauda de íon. O Cometa Lovejoy está agora manobrando para voltar para a porção externa do Sistema Solar mas deve se manter um bom alvo para binóculos pelas próximas semanas. De maneira oposta, a galáxia espiral M83, localiza-se bem mais distante e espera-se que ela se mantenha estacionária no céu e continue relativamente brilhante por no mínimo os próximos alguns milhões de anos.

Fonte: APOD