quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Hubble está de volta

Graças ao trabalho duro da equipe de operações, o Hubble está de volta à plena capacidade científica com três giroscópios em funcionamento.
No início da manhã de 27 de outubro de 2018, o Telescópio Espacial Hubble tinha como alvo um campo de galáxias não muito longe da Grande Praça na constelação de Pégaso. Contidos no campo estavam galáxias em formação de estrelas a até 11 bilhões de anos-luz de distância. Com o alvo em sua mira, a Wide Field Camera 3 do Hubble registrou esta imagem. Foi a primeira foto capturada pelo telescópio desde que fechou seus olhos para o universo três semanas antes, e foi o resultado de toda uma equipe de engenheiros e especialistas trabalhando incansavelmente para fazer o telescópio explorar o cosmos mais uma vez.

Fonte: Hubble Site

IC 1871: Dentro da Nebulosa da Alma



Este close-up cósmico olha profundamente dentro da Nebulosa da Alma . A escura e chocante nuvem de poeira à esquerda, delineada por cordões brilhantes de gás incandescente, é catalogada como IC 1871. Com cerca de 25 anos-luz de diâmetro, o campo de visão telescópico abrange apenas uma pequena parte das nebulosas de Coração e Alma muito maiores. A uma distância estimada de 6.500 anos-luz, o complexo de formação de estrelas encontra-se dentro do braço espiral de Perseu da nossa Via Láctea , visto nos céus do planeta Terra em direção à constelação de Cassiopeia. Um exemplo de formação de estrelas disparadas as densas nuvens de formação estelar da IC 1871 são elas mesmas esculpidas pelos ventos intensos e pela radiação das massivas jovens estrelas da região. A imagem em destaque aparece principalmente em vermelho devido à emissão de uma cor específica de luz emitida pelo gás hidrogênio excitado.

Fonte: APOD

Voyager 2 está próxima do espaço interestelar

Em 2013, a sonda Voyager 1 saiu do meio interplanetário (entre planetas) para entrar no meio interestelar (entre estrelas) – sempre dentro do sistema solar.
A Voyager 1 estava a entrar num local onde o plasma (gás ionizado) tem uma certa densidade que nos permite dizer que é o meio interestelar (entre estrelas).
Existe um enfraquecimento gradual do campo magnético do Sol, uma diminuição gradual do vento solar e um aumento gradual das partículas energéticas vindas do exterior. Apesar de não existir um ponto ou uma barreira onde se possa dizer: aqui é o fim. As mudanças são graduais.
A sonda Voyager 1 ultrapassou as fronteiras da heliosfera, deixou de sentir as partículas energéticas vindas do vento solar e passou a sentir um número maior de raios cósmicos provenientes do espaço interestelar. Além disso, a sonda detectou uma mudança na direção do campo magnético (próprio da entrada no meio interestelar).
No mês passado, a sonda Voyager 2 começou a notar um aumento gradual e substancial dos raios cósmicos vindos do exterior do sistema solar. Isso denota a entrada numa nova zona.
Se tudo se passar como se passou na Voyager 1, então quer dizer que a Voyager 2 irá cruzar a Heliopausa em Janeiro, significando isso que nessa altura irá entrar no espaço interestelar.
Para já, a Voyager 2 registou um aumento na taxa de raios cósmicos semelhante ao que aconteceu na Voyager 1 “naquela zona”.
Mas tendo em conta que a Voyager 2 está num local diferente da Heliosfera, então a entrada no meio interestelar pode se dar num diferente espaço de tempo.

Fonte: AstroPT

Previsão de Reentrada ANTARES R/B

O mapa acima mostra a possível localização da reentrada do lixo espacial ANTARES R/B(43705U), previsto por modelagem de evolução orbital até que o satélite ou fragmento atinja a altura nominal de ruptura.
De acordo com a previsão, a reentrada do objeto ocorrerá quarta-feira, 28, às 22:16 UTC, acima das coordenadas mostradas no mapa.

Fonte: Apolo 11

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Chefe da agência espacial russa “ameaça” investigar chegada na Lua da NASA

A teoria da conspiração mais popular do mundo, provavelmente, é a que diz que o pouso na Lua em 1969 nunca aconteceu de verdade. Ao invés de uma conquista científica inovadora este episódio teria sido, na verdade, uma grande e elaborada falsificação. Uma fraude perpetrada pela NASA e pelo governo dos EUA para enganar o mundo em plena guerra fria.
Até hoje, porém, não há nenhuma evidência que aponte para este caminho. Mas isso não impede que as pessoas continuem acreditando que a NASA enganou o mundo com uma montagem bem feita. E pessoas em cargos importantes. Dmitry Rogozin, o chefe da agência espacial nacional russa, a Roscosmos, acaba de alimentar este rumor inabalável em uma reunião filmada com o presidente da Moldávia, Igor Dodon.
Em um vídeo postado em seu Twitter, o chefe da Roscosmos foi questionado se a NASA pousou na Lua há quase 50 anos. Em resposta, Rogozin propõe, aparentemente brincando, que uma nova missão russa investigará as controversas alegações: “Estabelecemos este objetivo para voar (até lá) e verificar se eles estiveram lá ou não”, diz ele na filmagem.
Embora a linguagem corporal de Rogozin durante a sessão de perguntas e respostas sugira que ele está brincando quando diz isso, não é a primeira vez que a Rússia levanta dúvidas sobre detalhes da missão Apollo 11.
Segundo texto publicado no portal Science Alert, em um artigo de 2015 publicado no jornal russo Izvestia, um porta-voz do Comitê de Investigação Russo, Vladimir Markin, pediu uma investigação internacional sobre o desaparecimento de filmes do famoso evento de 1969, enquanto questionava o paradeiro de amostras de rochas lunares coletadas pela NASA até 1972.

Fonte: Hypescience

Asteróide 2001 WO15

O asteróide 2001 WO15, deve passar amanhã a apenas 1 milhão de km do nosso planeta. A rocha tem 129 metros e se desloca a 39 mil km/h. Apesar da pouca distância não há risco de colisão.
2001 WO15 tem cerca de 3.4 milhões de toneladas e um volume estimado em 1.123.971 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 48.758 kilotons de TNT ou 2.438 bombas similares à de Hiroshima.

Fonte: Apolo 11

InSight pousa em Marte

Marte acaba de receber o seu mais novo residente robótico. O "lander" InSight (Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport) da NASA pousou com sucesso no Planeta Vermelho depois de uma viagem de quase 7 meses e 458 milhões de quilômetros a partir da Terra.
A missão de dois anos do InSight será a de estudar o interior profundo de Marte para aprender como todos os corpos celestes com superfícies rochosas, incluindo a Terra e a Lua, se formaram.
O InSight foi lançado a partir da Base Aérea de Vandenberg, no estado norte-americano da Califórnia, no dia 5 de maio. O veículo aterrou ontem, dia 26 de novembro, perto do equador marciano no lado oeste de uma planície chamada Elysium Planitia, com um sinal afirmando uma sequência completa de pouso, aproximadamente às 16:00". Hoje, aterramos com sucesso em Marte pela oitava vez na história humana," comenta Jim Bridenstine, administrador da NASA. "O InSight vai estudar o interior marciano e ensinar-nos ciência valiosa enquanto nos preparamos para enviar astronautas à Lua e depois até Marte. Esta conquista representa a engenhosidade dos EUA e dos nossos parceiros internacionais e serve como um testemunho da dedicação e perseverança da nossa equipe. O melhor da NASA ainda está por vir, e está chegando em breve."
O sinal de aterragem foi transmitido para o JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, via um dos dois pequenos CubeSats experimentais MarCO (Mars Cube One), lançados no mesmo foguetão que o InSight e que seguiram a nave até Marte. São os primeiros CubeSats enviados para o espaço profundo. Depois de realizar com sucesso uma série de comunicações e experiências de navegação em voo, os gêmeos MarCOs foram posicionados para receber transmissões durante a entrada, descida e aterragem do InSight.
"Nós atingimos a atmosfera marciana a 19.800 km/h, e toda a sequência de tocar na superfície levou apenas seis minutos e meio," comenta Tom Hoffman, gestor do projeto InSight no JPL. "Durante esse curto espaço de tempo, o InSight teve que executar autonomamente dúzias de operações e fazê-las sem falhas - e, por todas as indicações, é exatamente isso que a nossa nave fez."
A confirmação de um pouso bem-sucedido não é o fim dos desafios de aterrar no Planeta Vermelho. A fase de operações de superfície do InSight começou um minuto após a aterragem. Uma das suas primeiras tarefas foi abrir os seus dois painéis solares decagonais, que fornecerão energia. Esse processo começou 16 minutos depois da aterragem e demorou outros 16 minutos para ser concluído.
A equipe da missão InSight também já recebeu a confirmação de que os painéis solares do "lander" foram abertos com sucesso. A verificação veio através da sonda Mars Odyssey da NASA, atualmente em órbita do planeta. Esse sinal chegou cerca de cinco horas e meia depois da aterragem.
"O veículo é alimentado a energia solar, de modo que a abertura dos painéis e consequente operação é muito importante," comenta Hoffman. "Com os painéis a fornecerem a energia que precisamos para começar as operações científicas, estamos a caminho de investigar minuciosamente, e pela primeira vez, o interior de Marte."
O InSight vai começar a recolher dados científicos na primeira semana após a aterragem, embora as equipes se concentrem principalmente em preparar os instrumentos do InSight no solo marciano. Pelo menos dois dias após o pouso, a equipe de engenharia começará a usar o braço robótico de 1,8 metros para tirar fotos da paisagem.
"A aterragem foi emocionante, mas estou ansioso pela perfuração," realça Bruce Banerdt, investigador principal do InSight no JPL. "Quando obtivermos as primeiras imagens, as nossas equipes de engenharia e ciência começarão a planear onde implantar os nossos instrumentos científicos. Dentro de dois ou três meses, o braço colocará os instrumentos científicos principais, o SEIS (Seismic Experiment for Interior Structure) e o HP3 (Heat Flow and Physical Properties Package)".
O InSight vai operar à superfície durante um ano marciano, mais 40 dias marcianos, ou sols, até 24 de novembro de 2020. Os objetivos da missão dos dois pequenos MarCOs, que transmitiram a telemetria do InSight, foram concluídos após o "flyby" por Marte.
"Este é um salto gigantesco para os nossos intrépidos exploradores robóticos do tamanho de uma mala," afirma Joel Krajewski, gestor do projeto MarCO no JPL. "Penso que os CubeSats têm um grande futuro além da órbita terrestre, e a equipe MarCO está feliz por pavimentar esse caminho."
Com a aterragem do InSight em Elysium Planitia, a NASA conseguiu aterrar com sucesso um veículo no Planeta Vermelho oito vezes.
"Cada aterragem marciana é intimadora, mas agora com o InSight em segurança à superfície, vamos poder fazer um tipo único de ciência em Marte," acrescenta Michael Watkins, diretor do JPL. "Os experimentais CubeSats MarCo também abriram uma nova porta para as espaçonaves planetárias mais pequenas. O sucesso destas duas missões únicas é um tributo às centenas de talentosos engenheiros e cientistas que depositaram o seu gênio e trabalho em fazer deste um grande dia."

Fonte: Astronomia On-line

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Seria o Oumuamua uma nave extraterrestre ou um asteróide interestelar?


No final de 2017, os astrônomos descobriram um objeto diferente de todos os que já tinham sido observados. Pela primeira vez na história, um objeto vindo de outra estrela foi observado passando pelo Sistema Solar. Nos últimos dias, o assunto ganhou destaque novamente na mídia: dois astrônomos de Harvard, Shmuel Bialy e Abraham Loeb, publicaram um estudo no qual sugerem a hipótese de que o Oumuamua não seria um corpo semelhante a um asteróide, mas sim um objeto artificial de origem extraterrestre. Seria esta a primeira evidência de que existe vida inteligente fora da Terra?
Entre os principais argumentos apresentados pelos pesquisadores de Harvard, estão o formato bizarro do Oumuamua, diferente de tudo aquilo que conhecemos no Sistema Solar. Seu comprimento é 10 vezes maior que sua largura/altura, algo que não é visto nos asteróides do Sistema Solar.
O astrônomo brasileiro Felipe de Almeida Fernandes já havia publicado um estudo sobre o objeto e concluído que ele vem de uma estrela muito jovem, com idade entre 200 e 400 milhões de anos. Um resultado que, a princípio, vai contra a hipótese defendida pelos pesquisadores de Harvard. Pra explicar melhor esta história, Felipe fez um vídeo para o canal Astrotubers, no qual apresenta tudo o que se sabe sobre este objeto bizarro e discute os principais argumentos a favor (e contra) ele ser uma nave extraterrestre. Ficou curioso? Então dá uma olhada aí no vídeo do Felipe.

Fonte Astrotubers e Universo Racionalista

Rovers em Ryugu

Em 2003, a Agência Espacial Japonesa lançou a sonda Hayabusa em direção ao asteróide Itokawa. Após lá chegar, em 2005, tentou pousar uma pequena sonda (lander) chamada Minerva no asteróide. Mas a aterragem falhou e a pequena sonda perdeu-se.
Em 2014, a Agência Espacial Japonesa lançou a sonda Hayabusa-2 em direção ao asteróide Ryugu, que tem um diâmetro de apenas 1 km e que se encontra a cerca de 280 milhões de quilômetros de distância. Chegou lá dia 27 de Junho de 2018.
No final de Setembro, a sonda lançou duas pequenas sondas (landers), a que chamam de Rover 1A e Rover 1B (juntos, são chamados de Minerva II-1), para a superfície do asteróide. A aterragem foi um sucesso!
Foi ainda lançado com sucesso um outro rover no mês passado, o Mobile Asteroid Surface Scout (Mascot).
Será ainda lançado um outro rover para a superfície do asteróide, perfazendo um total de quatro.
As landers/rovers irão dando saltinhos na superfície do asteróide para se moverem.
Durante um ano e meio, a Hayabusa 2 irá investigar o asteróide. Ela vai recolher amostras do asteróide. E vai retornar à Terra em 2020.

Fonte: AstroPT

Adeus Kepler

Após 9 anos de sucesso, com tremendas descobertas, o Telescópio Espacial Kepler deixou de funcionar.
Este era um fim previsto, já que o seu combustível chegou ao fim.
A falta de combustível faz com que não se consiga orientar corretamente para estudar objetos cósmicos e não consegue enviar os dados de volta para a Terra.
Por isso, para todos os efeitos, deixou de funcionar eficazmente.
Desde 2009 que o Kepler nos tem deslumbrado com as suas descobertas de exoplanetas. Ele descobriu 70% dos exoplanetas já confirmados até hoje.
E irá continuar a fazê-lo, já que muitos dos seus dados ainda não foram analisados. Teremos ciência devida ao Kepler ainda por vários anos. No entanto, o telescópio em si, já não está em atividade. No dia 30 de Outubro, a NASA anunciou a triste notícia.
Os comandos finais para a “morte” do Kepler foram dados a 15 de Novembro de 2018.
Isto coincidiu com o aniversário da morte de Johannes Kepler, que morreu a 15 de Novembro de 1630.

Fonte: AstroPT

Tudo pronto para a chegada da nave Insight ao Planeta Vermelho

Após seis anos, a agência espacial americana pousará novamente no planeta marte. O evento está previsto para acontecer no próximo dia 26 de novembro.
Insight - Interior Exploration using Seismic Investigations, Geodesy and Heat Transport - foi lançada em 5 de maio de 2018 e após percorrer 485 milhões de quilômetros finalmente chegou ao seu destino. Essa é a primeira vez que uma nave tocará a superfície marciana desde o pouso da sonda robótica Curiosity, em 2012.
A missão Insight tem o objetivo inédito de estudar o interior de Marte através de registros sísmicos e térmicos e os dados coletados ajudarão a responder como é de fato o núcleo do planeta vermelho.
A chegada da nave Insight ao planeta Marte ocorrerá em 26 de novembro, aproximadamente às 18h00 pelo horário de Brasília e será monitorada pelos dois cubesats da missão MarCO (Mars Cube One), que estão viajando juntos com a Insight e permanecerão na orbita do planeta.
Se tudo der certo a Insight transmitirá os tradicionais sinais de confirmação de que pousou em segurança, mas até isso acontecer uma série de processos podem dar errado.
Devido a uma série de fatores, os engenheiros da NASA não podem realmente ter certeza de quando a confirmação chegará, ou até mesmo se os sinais recebidos virão diretamente do módulo InSight. Por isso, a equipe desenvolveu cinco rotas possíveis de comunicação separadas que ajudarão os controladores a rastrear o progresso da nave em solo marciano.
InSight pode produzir dois tipos de sinais básicos. Durante o processo de aterrissagem o módulo produzirá duas portadoras de ondas de rádio, cuja frequência varia em função da velocidade (efeito Doppler). Com isso, os controladores podem, por exemplo, saber se os paraquedas foram acionados.
Assim que aterrissar, a nave produzirá mais dois sinais de localização separados por 7 minutos de intervalo e em dois diferentes comprimentos de onda. O objetivo será captar o segundo desses dois sinais, que é particularmente forte. Se tiverem sucesso, significa que o InSight provavelmente está em boas condições. No entanto, precisarão esperar algumas horas antes de receberem a confirmação de que a sonda abriu os painéis solares.
Os engenheiros da missão Marco, por sua vez, esperam que os cubesats consigam registrar e retransmitir todo o processo de aterrissagem, incluindo a primeira fotografia da InSight. Mas como os cubesats são os primeiros satélites miniatura a deixar a órbita da Terra, não se sabe se eles cumprirão bem essa tarefa.
Além dos cubesats da MarCo, há duas outras espaçonaves NASA orbitando Marte e também estarão à disposição para acompanhar o grande dia: A Mars Reconnaissance Orbiter e o Mars Odyssey. A primeira será particularmente útil para rastrear todo o processo de aterrissagem se algo der errado, enquanto o segundo confirmará que os painéis solares da sonda abriram adequadamente.

Fonte: Apolo 11

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Mais duas luas em órbita da Terra?


Há cerca de 2 semanas atrás, saiu a notícia que a Terra tinha mais duas luas. Apesar dos títulos sensacionalistas que se viram, a verdade é que não existem quaisquer luas descobertas.

O que se passou?
Foi recentemente “confirmada” a existência de duas nuvens de poeira por um grupo de astônomos da Hungria.
Essas nuvens estão em regiões diferentes no céu, mas estão a uma distância sensivelmente semelhante à distância da Lua.
Chamam-se nuvens de Kordylewski: KDC (na sigla em inglês).

Qual é então o problema da notícia?
Existem vários:
1 – Não estão confirmadas. A confirmação terá que ser feita por equipes independentes. Esta equipe diz que tem evidências delas (ou melhor, de uma delas). Mas é só isso: existem evidências, tornando-as fortes candidatas, mas não estão confirmadas por várias equipes independentes de astrônomos.
2 – Não são corpos celestes. Logo, não podem ser chamados de luas.
3 – Existe muita poeira espacial… no espaço. O que parece ter sido detectada é simplesmente uma zona com maior acumulação de poeira interplanetária do que o normal. O que também é absolutamente normal e é explicado pela gravidade.
4 – Essa poeira, como é óbvio, encontra-se gravitacionalmente presa à Terra. Também é absolutamente normal.
5 – Estão no ponto de Lagrange L4 e L5 do sistema Terra-Lua, que devido à sua instabilidade, até podem ser falsos positivos. Falta a confirmação por equipes independentes.

Curioso é que os autores dizem isto no seu artigo científico, que podem ler aqui (e aqui, a teoria).
Eles dizem que pensam ter evidências para as nuvens de poeira (em momento algum lhes chamam luas), mas também reconhecem resultados contraditórios e negativos ao longo dos anos, por outras equipes de investigadores: incluindo quando a sonda Japonesa passou por esses locais em 2009, com o objetivo de detectar um aumento nas partículas de poeira, e não detectou esse aumento.
Ou seja, os cientistas estão cautelosos, entusiasmados e esperançados, por terem evidências de nuvens de poeira. Já os jornalistas preferiram os títulos sensacionalistas em que inventam que foram confirmadas luas.

Fonte:AstroPT

Descoberta a primeira exolua?


Uma equipe de astrônomos utilizou dados do Telescópio Espacial Hubble e do Observatório Espacial Kepler para provavelmente descobrir a primeira lua fora do nosso sistema solar.
As evidências são fortes para aquela que seria uma descoberta fantástica. No entanto, para já, é só uma candidata.
A candidata a exolua, denominada Kepler-1625b-i, encontra-se a 8000 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação do Cisne.
Se existir, ela orbita um planeta gigante de gás (como Júpiter). Esse planeta orbita a estrela Kepler-1625.
Ela deverá ser enorme: do tamanho de Netuno! Ou seja, será similar a uma lua Netuno a orbitar um planeta Júpiter!
Apesar de ser enorme, a exolua só deverá ter 1,5% da massa do planeta. Sendo que o planeta Kepler-1625b deverá ser muito mais maciço do que Júpiter.
Ambos – planeta e lua – deverão ser gasosos.
Ambos estão na zona habitável da estrela. Mas sendo gasosos, não deverão ter vida como a conhecemos.
A potencial descoberta foi feita através do método do trânsito. Com a luz estelar a diminuir sempre que o planeta e a lua passam em frente da sua estrela (a partir da nossa linha de visão). Pequenas variações nessa diminuição dão a entender que o planeta tem uma lua na sua órbita.
Além disso, o trânsito do planeta deu-se uma hora mais cedo do que o previsto, o que é consistente com estarmos na presença de um centro de gravidade comum entre um planeta e uma lua, que faz com que o planeta se “atrase” algumas vezes e se “adiante” outras vezes em relação à sua localização prevista caso estivesse isolado.
Neste caso, é possível que esse “adiantamento” do trânsito possa ser devido à existência de um outro planeta no sistema. No entanto, como não foi detectado outro planeta, a existência da exolua é a hipótese mais simples para explicar as variações do planeta.
A ser uma exolua, poderá ser como um sistema duplo de planetas, já que a exolua será enorme (muito maior que as luas do nosso sistema solar).
Mais observações são necessárias para confirmar (ou não) esta descoberta.
São precisos mais trânsitos e observações desses trânsitos, para se saber se realmente existe uma lua ou não. Isto leva sempre vários anos.
Espera-se que o Telescópio Espacial James Webb venha a descobrir várias exoluas…
Afinal, mais de 20 anos após a descoberta dos primeiros exoplanetas (enormes, para poderem ser detectados), a lógica diz-nos que as próximas grandes descobertas serão de exoluas (enormes, para poderem ser detectadas).

Fontes: AstroPT

Inacreditavelmente, isso é a foto de uma galáxia distante


A imagem acima foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e mostra a galáxia espiral NGC 5033, localizada a cerca de 40 milhões de anos-luz de distância na constelação de Canes Venatici, os Cães de Caça.
Semelhante em tamanho à nossa própria galáxia, a NGC 5033 tem pouco mais de 100.000 anos-luz de diâmetro.
Como na Via Láctea, seus braços espirais são pontilhados de regiões azuis, indicando a formação contínua de estrelas. Essas zonas são, portanto, recheadas de estrelas jovens e quentes. Já o centro da galáxia, mais avermelhado, é povoado de estrelas mais antigas e frias.
As semelhanças com a Via Láctea acabam por aí. A NGC 5033 possui um núcleo muito mais brilhante e energético que o nosso, recebendo a classificação de galáxia Seyfert.
Tais galáxias espirais têm núcleos galácticos ativos extremamente pequenos e muito luminosos, alimentados por um buraco negro supermassivo.
Devido a sua atividade contínua, a galáxia brilha em todo o espectro eletromagnético. Esta energia liberada mostra que o buraco negro central está atualmente devorando estrelas, poeira e gás que se aproximam dele. Quando toda esta matéria cai no buraco, irradia-se em muitos comprimentos de onda diferentes.
Embora sua proximidade relativa à Terra a torne um alvo ideal para astrônomos profissionais que desejam estudar seu núcleo com mais detalhes, seu grande tamanho aparente no céu noturno e seu brilho intenso também fazem da NGC 5033 uma favorita entre astrônomos amadores.

Fonte: Hypescience