sexta-feira, 31 de maio de 2019

Zona orbital inesperada: 'planeta proibido' é descoberto no Deserto de Netuno

Um exoplaneta com uma atmosfera menor que a de Netuno foi descoberto por um grupo internacional de astrônomos liderado pela Universidade de Warwick, no Reino Unido.
O NGTS-4b foi nomeado "planeta proibido" pelos pesquisadores porque, apesar de ter uma atmosfera gasosa, ele está localizado em uma área conhecida como "Deserto de Netuno" – uma região considerada inóspita para planetas gasosos semelhantes a Netuno.
Esta área recebe calor e radiação tão fortes que se pensava que os planetas não seriam capazes de reter sua atmosfera gasosa e que ela simplesmente evaporaria, deixando apenas um núcleo rochoso, revela o estudo publicado pela Royal Astronomical Society.
Os pesquisadores acreditam que o planeta pode ter entrado nessa zona há relativamente pouco tempo, no último milhão de anos. Além disso, o exoplaneta está posicionado a 920 anos-luz de distância do nosso planeta, tem uma massa 20 vezes superior à da Terra e um raio 20% menor que Netuno.
Daniel Bayliss, da Universidade de Warwick, que trabalhou no estudo, disse que o planeta está "muito, muito perto da sua estrela" e que "a orbita a cada 1,3 dia".
"Quando se está tão perto de uma estrela, acaba-se recebendo muita radiação da estrela e é o suficiente para remover as camadas de uma atmosfera em um planeta que tem aproximadamente o tamanho de Netuno. Achamos que a temperatura é provavelmente de cerca de 1.000 graus Celsius neste planeta”, ressaltou.
O pesquisador explica que ninguém imaginava que um planeta "do tamanho de Netuno, tão perto da estrela hospedeira", poderia manter sua integridade e não se evaporar.
"E é por isso que ele foi apelidado de 'Deserto de Netuno' ou 'Zona Proibida'. Assim, esta descoberta veio como uma surpresa para nós", enfatizou Bayliss.
"Para que este 'planeta proibido' exista, deve haver algo mais acontecendo que ainda não tenha sido descoberto. É possível que o sistema seja muito jovem e não tenha tido tempo de evaporar o planeta. Ou talvez o planeta tenha se mudado para lá recentemente", complementou.
Ele também sugere que há a possibilidade que a "estrela simplesmente não está emitindo a radiação" anteriormente imaginada e que, de alguma forma, ela "não tem sido suficiente para evaporar o planeta".
A descoberta do exoplaneta foi feita pelo Observatório Paranal, localizado no deserto de Atacama, no Chile.

Créditos: Sputnik

2019 KJ2

Asteróide 2019 KJ2, de 15 metros passa hoje a 5 milhões de km de distância da Terra.
Amanhã, 2 asteróides passarão nas vizinhanças. O mais próximo será 2019 KL2, de 13 metros, que passará a 3 milhões de km de distância.

Créditos: Apolo 11

Sonda Curiosity da NASA encontra enormes quantidades de argila em Marte

A sonda Curiosity da NASA encontrou na montanha Sharp, no centro da cratera Gale, em Marte, a maior quantidade de minerais de argila, formados no fundo de um lago ou rio antigo. A descoberta pode ajudar os cientistas a desvendar o mistério do desaparecimento da água de Marte.
Até agora, os cientistas não tinham encontrado vestígios conclusivos da existência de água no Planeta Vermelho no passado ou no presente. Em março de 2013, a sonda Curiosity encontrou os primeiros sinais de água em Marte na forma de argila, perfurando uma rocha batizada de Jonh Klein.
Posteriormente, os cientistas encontraram outros depósitos de argila e outras evidências de que em Marte houve água potável. Segundo os planetólogos, a cratera Gale, onde hoje se encontra a sonda, representa um gigante lago seco.
Essa descoberta, bem como as fotos tiradas pelas sondas Mars Odyssey e MRO, provaram a existência de enormes depósitos de outras rochas sedimentares da classe dos filossilicatos, e fizeram com que os cientistas colocassem a questão de como teriam surgido essas reservas de argila, informou a NASA.
A água líquida, se realmente existiu em Marte, poderia ter se mantido em sua superfície por um período de tempo extremamente curto, cerca de várias centenas de milhões de anos, e, como os modelos climáticos mostram, não poderia ter produzido quantidades tão grandes de argila.
Algumas semanas atrás, a sonda Curiosity recebeu novas evidências de que a cratera Gale e a montanha Sharp são cobertas por grandes reservas de argila.
A sonda MRO encontrou vestígios da presença de grandes reservas de argila ali antes de a sonda Curiosity ter pousado em Marte, e há muito tempo que os cientistas querem verificar se essa teoria é verdade, revelou Scott Guzewich, um dos membros da equipe cientifica que trabalha com a Curiosity.
Para provar a teoria, a sonda permaneceu nesse canto da cratera Gale por quase um mês e meio. Ela passou esse tempo perfurando três buracos na superfície, coletando amostras de solo e analisando-as com vários instrumentos.
O pressentimento dos cientistas estava certo: nas profundezas da região de Glen Torridon foram encontradas grandes reservas de argila, mas ao mesmo tempo os pesquisadores fizeram algumas descobertas interessantes e inesperadas.
Em particular, a composição química dessas rochas sedimentares é bastante incomum. Por exemplo, as amostras não têm compostos de ferro, encontrados em outras amostras do cume Vera Rubin, localizado no outro lado da montanha Sharp. Além disso, perto do veículo a sonda encontrou reservas extremamente grandes de sais de potássio, cuja origem permanece um mistério para os planetólogos. Durante essa longa missão, a sonda também conseguiu tirar fotos de nuvens flutuando no céu de Marte.
A observação de seu movimento ajudou os cientistas a determinar sua altura e entender como a mudança das estações pode influenciar a frequência de sua formação.

Créditos: Sputnik News

Objeto muito raro é encontrado por astrônomos

Os astrônomos observam o espaço buscando duas coisas: objetos que existem e objetos que, teoricamente, deveriam existir, mas ainda não foram vistos. Um destes acaba de ser encontrado: uma estrela de nêutrons extremamente rara formada pela colisão de duas anãs brancas. Estas observações são algumas das evidências mais claras até hoje de que essas estrelas colidem e se fundem, formando estrelas de nêutrons.
Anãs brancas são remanescentes incrivelmente densas e brilhantes de estrelas mortas. Quando pares de anãs brancas se fundem, os pesquisadores esperam que algo chamado uma supernova do tipo 1a ocorra. Mas, neste caso, o objeto não explodiu – apenas produziu ventos estonteantes e surpreendentes. Resultados como esses ajudam os cientistas a entender supernovas e estrelas anãs brancas em geral.
Quando uma estrela está nos estágios finais de sua vida, ela começa a fundir outros materiais além do hidrogênio. Estes materiais são determinados pela densidade da estrela. A colisão de duas anãs brancas aumenta drasticamente a densidade do objeto final, permitindo a fusão de elementos mais pesados. Isso deve criar uma reação de fusão descontrolada que afasta as estrelas, mas não foi isso que aconteceu neste caso.
Em vez disso, a colisão dessas duas anãs brancas forneceu calor suficiente para permitir a ignição de carbono não explosivo. Conforme a estrela queima, ela gera pressão térmica suficiente para evitar o colapso e a supernova que seria resultante. Essa é uma ocorrência incrivelmente rara em relação ao comportamento esperado de um par de anãs brancas em colisão.
“Antes de tudo, esses resultados mostram que as fusões entre anãs brancas acontecem. E em segundo lugar, isso mostra que algumas dessas fusões não explodem”, explica Götz Gräfener, astrônomo da Universidade de Bonn e co-autor do estudo, em entrevista ao site Gizmodo.
Como costuma acontecer, a observação desta rara estrela de nêutrons foi por acaso. Os pesquisadores estavam procurando por nuvens de gás e poeira ao redor de estrelas que emitiam infravermelho quando descobriram a estrela, a cerca de 10.000 anos-luz de distância, na constelação de Cassiopeia, usando dados do telescópio espacial Wide-field Infrared Survey Explorer, da Nasa. Eles nomearam o objeto J005311 e o observaram novamente usando um telescópio de seis metros no Observatório Astrofísico Especial da Academia Russa de Ciências. Eles mediram o brilho e o espectro – os diferentes comprimentos de onda da luz – emitidos pelo objeto para determinar o que estava acontecendo.
J005311 é cerca de 40.000 vezes mais brilhante que o Sol e, com base em suas linhas de emissão, os cientistas afirmam que ele é extremamente quente e está expelindo ventos estelares a 16.000 quilômetros por segundo. E, surpreendentemente, pare ter hidrogênio e hélio em falta. Essas propriedades encaixam com as teorias sobre como um par de anãs brancas deve se parecer, de acordo com o artigo, publicado na revista Nature.
Se os cálculos estiverem corretos, os cientistas podem estar olhando para o precursor de uma supernova. Na massa calculada, o objeto se transformaria em uma estrela de nêutrons de baixa massa e explodiria no que é chamado de supernova de colapso de núcleo tipo 1c, de acordo com o artigo. Isso é diferente do que os cientistas esperam quando anãs brancas colidem – o esperado é que elas se tornem supernovas do tipo 1a.
“Tanto quanto eu posso dizer, a interpretação da fusão da anã branca combina bem com as observações. A velocidade do vento é notável e acho que será importante para futuras observações tentar testar o cenário magnético proposto no artigo”, diz Josiah Schwab, astrofísico teórico da Universidade da Califórnia, não envolvido no estudo, ao Gizmodo. Gräfener, entretanto, prefere ser cauteloso ao classificar o objeto. “Os pesquisadores não podem ter 100% de certeza de que estão observando o resultado da fusão de anãs brancas – pode ser uma estrela enorme que perdeu muito material, embora essa interpretação não corresponda aos dados”, afirma.

Créditos: Hypescience

Asteróide 2 vezes maior do que Grande Pirâmide de Gizé passou perto da Terra, revela NASA

O rastreador de asteróides da NASA revelou que um corpo celeste duas vezes maior do que a Grande Pirâmide de Gizé passou pelo nosso planeta na manhã desta quinta-feira (30).
O asteróide 2011 HP passou pelo nosso planeta a uma velocidade de 8,43 km/s.
A NASA declarou que o asteróide passou muito próximo da Terra. O asteróide foi visto pela primeira vez em 13 de abril de 2011, e desde então, tem cruzado caminhos com o nosso planeta.
Como resultado das frequentes aproximações, a NASA o classificou como um Objeto Próximo à Terra (NEO), ou seja, um asteróide cuja sua trajetória ocasionalmente cruza a órbita do Sol na Terra, segundo o tablóide britânico The Express.
Entretanto, vale ressaltar que quando falamos astronomicamente sobre uma passagem "próxima" da Terra, isso pode significar algo muito distante em termos humanos, ou seja, milhões ou dezenas de milhões de quilômetros.
Os rastreadores da NASA estimam que o asteróide 2011 HP meça entre 100 e 230 metros de diâmetro.
Um objeto desse porte poderia ser grande o suficiente para devastar uma grande cidade.
Felizmente, mesmo passando perto da Terra, o asteróide manteve uma distância aproximada de 4,7 milhões de quilômetros, o que equivale a 12,26 vezes a distância da Lua.

Créditos: Sputnik

NASA divulga imagem inédita de asteróide que pode colidir com a Terra

Em imagem inédita, NASA mostra a superfície do asteróide Bennu. O asteroide possui chances de colisão com a Terra.
Compartilhado no Twitter, o registro foi feito pela Sonda OSIRIS-REx, responsável por estudar o asteróide.
O asteróide 101955 Bennu tem um diâmetro médio de aproximadamente 500 m e tem sido observado extensivamente.
O asteróide passará algumas vezes pela órbita terrestre, mas sua passagem mais arriscada será em 25 de setembro de 2175, onde há 1 chance em 24.000 de um impacto direto com a Terra.
A matéria carbonácea que compõe Bennu originou-se do colapso de um corpo muito maior – um planetóide ou um proto-planeta. Porém, como quase toda a matéria do Sistema Solar, as origens de seus minerais e átomos podem ser encontradas em estrelas moribundas, como gigantes vermelhas e supernovas.
Os cientistas acreditam que a rocha espacial pode conter os blocos de construção da vida. O nome “Bennu” foi selecionado após o concurso “Name That Asteroid!” (“Nomeie Aquele Asteróide!”) realizado pela Universidade do Arizona e outros parceiros.
O Bennu tem uma forma que parece um pião. Tem aproximadamente 500 metros de diâmetro e orbita o Sol uma vez a cada 1,2 anos, ou seja, 436,604 dias. A cada seis anos, chega muito perto da Terra, a cerca de 0,002 UA, segundo a Universidade do Arizona. (Uma UA ou unidade astronômica é a distância entre a Terra e o Sol. Portanto, 0,002 UA é de aproximadamente 300.000 quilômetros (dentro da órbita da Lua da Terra.)

Créditos: Socientífica

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Universo está se expandindo, mas telescópio Hubble mostra galáxia que se aproxima de nós

Uma impressionante galáxia espiral, chamada Messier 90, localizada aproximadamente a 60 milhões de anos-luz de nós, faz parte de um grande conjunto de 1.200 sistemas estrelares na constelação de Virgem. Embora o aglomerado esteja se afastando de nós, a Messier 90 está avançando em nossa direção, segundo a NASA.
A imagem fantástica foi captada usando uma câmera especial, com quatro detectores de luz, instalada no telescópio espacial. Os cientistas conseguiam verificar que a galáxia está se aproximando da Via Láctea depois de terem estudado os comprimentos das ondas de luz desta galáxia.
Messier 90 foi descoberta em 1781 e contém cerca de 1 trilhão de estrelas.

Créditos: Sputnik

Starlink: Veja um trem de satélites cruzando céu noturno!


Na noite de quinta-feira, 23 de maio, a empresa SpaceX lançou de uma só vez nada menos de 60 satélites. Os artefatos estão cruzando o céu praticamente juntos, formando uma espécie de "trem luminoso" que pode ser visto a olho nu nas noites mais escuras.
O trem de satélites, chamado oficialmente de "Mega constelação Starlink", é composto neste momento por 60 artefatos. No entanto, o objetivo da SpaceX é colocar em orbita 12 mil unidades com a finalidade de criar a maior rede mundial provedora de internet via satélite.
Os objetos estão em orbita circular ao redor do planeta, a uma altitude de 445 km. Por estarem em orbita baixa e orbitando praticamente juntos, para um observador situado na Terra a impressão que se tem é que um "trem" de pontos luminosos está se deslocando no firmamento noturno, refletindo a luz do Sol.
A olho nu, os 60 satélite brilham entre as magnitudes 4 e 5, o que significa que são pontos bem pálidos no céu, lembrando que teoricamente o limite da visão humana é de 6 magnitudes (quanto maior o número, menos brilhante é o objeto).
Atualmente, o tamanho do "trem" é de cerca de 8 graus angulares, o que equivale ao tamanho do punho apontado para o céu, mas deverá se alargar à medida que o tempo passa.
Neste momento a orbita é de 445 km, mas deverá se elevar para 550 km quando estiverem em operação. Quando isso acontecer o brilho também ficará mais esmaecido e mais difícil será a observação.
Para ver o "trem Starlink" ou qualquer outro satélite, é necessário que a luz do Sol atinja sua estrutura e seja refletida até nossos olhos. Para que isso aconteça é preciso que os seguintes fatores estejam ocorrendo ao mesmo tempo:

1 - Céu escuro: deve ser noite no local da observação
2 - Altura do Sol: o disco solar deve estar entre 10 e 25 graus abaixo da linha do horizonte
3 - Satélite iluminado: os raios de Sol devem estar atingindo diretamente o satélite
4 - Ângulo de elevação: o satélite deve estar pelo menos 25 graus acima do horizonte

Quando estas quatro condições forem satisfeitas dizemos que o satélite estará potencialmente visível quando da sua passagem por nossa localidade.
Isso significa que tecnicamente poderá ser visto, mas outros fatores poderão influenciar em sua observação, entre eles a altitude e o tamanho do satélite, seu material de revestimento e as condições atmosféricas no local da observação.
Naturalmente, a observação de qualquer satélite depende dele estar em nosso campo de visão e para saber quando isso vai acontecer você pode precisa rastrea-lo, fornecendo sua localização.
É importante lembrar que o "trem" apresenta baixa luminosidade. Assim, uma boa idéia é observar o céu em local bem escuro, longe de luzes fortes e se possível usar um binóculo de baixa amplificação, o que permitirá ver objetos mais tênues.

Créditos: Apolo 11

Cientistas explicam fenômeno estranho na superfície do Planeta Vermelho

Os astrogeólogos queriam entender se as paisagens de areia marciana ainda estavam mudando porque, apesar das ocasionais tempestades de poeira em todo o Planeta Vermelho, os ventos marcianos geralmente não tendem a deslocar tanta areia por serem considerados brandos.
"Em Marte, simplesmente não há energia eólica suficiente para mover uma grande quantidade de material em torno da superfície", disse o astrogeólogo Matthew Chojnacki, do Laboratório Lunar e Planetário da Universidade do Arizona (EUA).
"Você poderia passar dois anos em Marte para ver o mesmo movimento que normalmente veria em uma estação na Terra", afirmou Chojnacki, que é um dos autores do estudo publicado na revista Geology.
Durante um período de dois a cinco anos, imagens obtidas de 54 áreas de dunas foram analisadas para que se entendessem melhor os movimentos das paisagens de areia marciana. Descobriu-se então que a migração das dunas se movia a uma velocidade de meio centímetro por ano - cerca de 50 vezes mais lenta do que algumas das dunas de areia mais rápidas da Terra.
Ao examinarem a areia em uma variedade de locais, incluindo crateras, fendas, cânions, planícies e bacias polares, os cientistas descobriram que, de todas as regiões arenosas, o movimento era mais forte em três locais, que possuíam algo em comum: fortes transições na topografia e temperatura da superfície.
"Esses não são fatores que seriam encontrados na geologia terrestre. Na Terra, os fatores são diferentes de Marte. Por exemplo, a água subterrânea perto da superfície ou as plantas que crescem na área retardam o movimento da areia nas dunas", concluiu o pesquisador.
Esta pesquisa fornece dados importantes que podem ser usados em caso de uma eventual viagem da humanidade a Marte.

Créditos: Sputnik News

Asteróide que passará pela Terra hoje é tão grande que tem sua própria lua

Os astrônomos esperam que um asteróide conhecido como 1999 KW4 passe pela Terra hoje, por volta das 20h05 (horário de Brasília).
E nosso céu não terá apenas um visitante – com 1,5 km de largura, o asteróide possui sua própria lua, com cerca de 0,5 km.
“É um dos vôos binários mais próximos provavelmente na história recente”, disse o cientista planetário Vishnu Reddy ao portal NBC News.
Apesar disso, as duas rochas espaciais ainda estarão longe demais da gente para serem vistas a olho nu – aproximadamente a 5 mil quilômetros de distância.
O par não passará tão perto da Terra novamente até 2036, no entanto. Logo, se você quiser ter um vislumbre da duplinha dinâmica, pode usar um telescópio.

Créditos: Hypescience

Matéria escura pode estar vazando para nosso Universo de outra dimensão

A matéria escura representa cerca de 85% da massa do Universo e está se espalhando.
Cerca de 5% de tudo à nossa volta é feito de matéria normal ou, em outras palavras, matéria bariônica, a matéria da qual os nossos corpos e as nossas casas são feitos.
No entanto, físicos de partículas e astrofísicos não têm conseguido detectar a misteriosa substância em lugar nenhum do Universo visível.
Cientistas formularam uma hipótese que a matéria escura gruda as galáxias, isso porque as galáxias parecem ser mais pesadas do que a soma da matéria que podemos observar.
Segundo Mark Williams, da Universidade de Pesquisa da Sociedade Real e professor associado da Universidade de Manchester, existem diferentes teorias sobre a origem da matéria escura.
O doutor Williams é físico de partículas da Organização Européia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla em inglês).
Em uma entrevista à Express, o doutor Williams disse que "existem todo o tipo de teorias acerca da origem da matéria escura".
De acordo com uma destas teorias, existem outras dimensões escondidas onde acontece algum tipo de comunicação entre as partículas da nossa dimensão e as outras dimensões, nota Daily Star.
Por isso, se pode imaginar que acontece um vazamento de massa e de efeitos gravitacionais das partículas de uma outra dimensão para o nosso Universo.
"No entanto, deve haver qualquer coisa em comum em tudo isto, é que elas [as partículas] têm que ser de alguma maneira observáveis no nosso Universo".
"Nós somos cientistas, não somos filósofos, então temos que fazer previsões que possam ser testadas".
Para verificar se a matéria escura existe, os astrônomos começaram por juntar toda a matéria visível na galáxia, tais como as estrelas e gás existentes, e ela parece estar se movendo mais rápido do que devia estar.
Isto levou os astrofísicos a pensar que algum tipo de matéria invisível está dando mais massa às galáxias que giram no espaço do que a que podemos detectar.
A luz viaja sob o Universo, por isso nunca podemos ver a outra galáxia.
Mas a força da gravidade passa entre os universos porque a gravidade apenas dobra o espaço, se, por exemplo, o espaço entre duas folhas de papel se dobra ligeiramente, então a gravidade o atravessa.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Asteróides próximos

Asteróide 2019 JF7, de 44 metros passa hoje a 5 milhões de km de distância da Terra.
Amanhã, 2 asteróides passarão nas vizinhanças. O mais próximo será 66391, de 2.155 metros, que passará a 5 milhões de km de distância.

Créditos: Apolo 11

NASA revela planos para voltar à Lua - para ficar

A NASA anunciou seus planos para enviar astronautas de volta à Lua, afirmando que desta vez, "iremos à Lua para ficar".
O projeto foi batizado de Ártemis. Na mitologia grega, Ártemis, ou Artemísia, é irmã gêmea de Apolo, que deu seu nome à missão original que levou o homem à Lua, há mais de meio século.
A parte inicial do programa está escalonada em três etapas.
Em 2020, a Ártemis 1 consistirá em uma nave não tripulada que será enviada para orbitar a Lua durante três semanas e retornar à Terra.
Em 2022, a Ártemis 2 levará uma tripulação para orbitar e admirar a Lua do espaço - sem pousar.
Finalmente, em 2024, a Ártemis 3 levará uma tripulação que deverá pousar na Lua - incluindo a primeira mulher.
Na sequência as coisas se aceleram um pouco, estando planejadas as missões Ártemis 4 (2025), Ártemis 5 (2026), Ártemis 6 (2027) e Ártemis 7 (2028).
O caminho para a Lua estará bem mais movimentado no início do programa do que apenas um lançamento a cada dois anos.
Entre as primeiras três missões Ártemis, cinco lançamentos, feitos com foguetes e naves de empresas privadas, levarão até a órbita da Lua o primeiro módulo da estação lunar Portal (Gateway), que servirá como ponto de recepção dos astronautas em preparação para o pouso na Lua.
Na ocasião da chegada dos primeiros astronautas que descerão na Lua (2024), a estação lunar consistirá de apenas um pequeno módulo, além do sistema de propulsão e de gigantescos painéis solares. Lá já deverá estar atracado o primeiro módulo de pouso, que será usado pela tripulação para chegar ao solo lunar.
O primeiro módulo da estação será construído pela empresa Maxar. O módulo de pouso, por sua vez, ainda não tem fornecedor definido. O diretor da NASA, Jim Bridenstine, afirmou que "nós não seremos donos do hardware, nós vamos comprar o serviço. O objetivo aqui é velocidade, 2024 está logo aí na esquina."
Há poucos dias, a empresa privada Blue Origin apresentou um módulo lunar projetado para levar carga para a Lua, com possibilidade de ser adaptado para levar astronautas.
A Ártemis 7 (2028) marcará o que a NASA chama de presença sustentada na Lua. "A NASA e seus parceiros da indústria e internacionais planejam ter uma cadência constante de expedições de astronautas para a Gateway e a superfície lunar, com maior capacidade da Gateway e sistemas de pouso reutilizáveis."
Finalmente, 2030 marcará o início do passo seguinte: "Astronautas em Marte".
De acordo com a agência, "a NASA está mantendo seus olhos na exploração humana de Marte. Nossa abordagem sustentável de exploração da Lua a Marte é reutilizável e repetível - construiremos uma arquitetura de exploração aberta em órbita lunar com tantas capacidades que possam ser replicadas quanto possível para missões ao Planeta Vermelho."
As três missões Ártemis iniciais deverão ser impulsionadas pelo foguete SLS (Space Launch System), que a Boeing está construindo para a NASA, mas que tem sofrido seguidos atrasos no cronograma - quando o SLS foi anunciado, em 2011, o plano era testá-lo em 2018.
A nave será a Órion, uma versão modernizada das naves da missão Apolo.
Embora mais adiantada, a nave Dragon, da empresa privada SpaceX, principal parceira da NASA atualmente, explodiu no início deste mês no solo, durante os primeiros testes de fogo do sistema de escape, que deverá ser usado pelos astronautas caso haja algum problema com o foguete. O foguete da SpaceX para ir à Lua é o Falcon Heavy.

Créditos: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Roupa espacial para Marte pronta para testes

Enquanto a NASA reconhece que suas roupas espaciais não são mais adequadas para os níveis de conforto e segurança exigidos pelas novas etapas de voos espaciais - recentemente a agência também precisou cancelar a primeira caminhada espacial feminina dupla porque não tinha roupas que servissem às duas astronautas - a Europa mostra sinais de que já está à frente.
O Fórum Espacial Austríaco, uma espécie de agência espacial do país, está liderando a construção de um novo traje espacial, cujo protótipo foi apresentado ao público pela primeira vez.
Batizado de Serenidade, o traje espacial será usado em uma simulação internacional de uma missão a Marte, que ocorrerá no deserto de Negev em 2020.
Seis "análogos de astronautas" testarão experimentos e procedimentos para futuras explorações tripuladas e robóticas do Planeta Vermelho.
Como os astronautas deverão trabalhar continuamente usando o traje espacial marciano, foi dada grande importância à otimização do conforto e da ergonomia.
Para isso, uma equipe liderada pelo professor Simon Annaheim, do EMPA (Laboratórios Federais Suíços de Ciência e Tecnologia de Materiais), usou o que há de mais avançado em membranas biomiméticas e têxteis de alta tecnologia. Além de contar com a colaboração de profissionais especializados em ergonomia e conforto do vestuário.
"A equipe desenvolveu um amplo espectro de modelos corporais e é uma especialista reconhecida internacionalmente no campo do conforto de uso. Isso mostrou que o novo protótipo de roupa espacial marciana alcança uma ergonomia e distribuição de carga significativamente melhores em comparação ao modelo anterior," disse Annaheim.
Além do conforto, será dada especial atenção ao gerenciamento térmico da roupa espacial, para suportar o frio de Marte.
E a equipe pretende que seus resultados possam ser aproveitados também nas roupas dos terráqueos.
"O desenvolvimento de materiais e tecnologia para as viagens espaciais desempenham um papel pioneiro para os desenvolvimentos também no setor têxtil," disse Annaheim.

Créditos: Inovação Tecnológica

Caverna em buraco marciano permanece sem explicação

Em 2011, a sonda Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, registrou uma estranha feição na superfície marciana. Poderia ser uma cratera como tantas outras, mas a presença de uma possível caverna em seu interior aumentou o mistério.
A estranha paisagem foi fotografada por acaso nas entranhas do vulcão Mons Pavonis, através da câmera de alta resolução HiRise, a bordo da sonda. O local fica no equador marciano, na região de uma cadeia de três vulcões conhecida como Tharsis Mons.
O buraco, com cerca de 35 metros de diâmetro, parece ser a porta de entrada para uma caverna subterrânea, vista parcialmente iluminada na imagem divulgada. De acordo com nota do JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da Nasa, responsável pela sonda, a cavidade tem aproximadamente 20 metros a profundidade, valor calculado com base no ângulo da luz incidente.
Até agora, não há consenso entre os pesquisadores sobre a origem da cratera ao redor do buraco, que não apresenta nenhum sinal da tradicional ejecta de partículas provocada pelo impacto de um meteorito.
Segundo os pesquisadores, cavernas interiores desse tipo são relativamente protegidas contra a superfície dura de Marte, o que as torna boas candidatas para abrigar algum tipo de vida marciana.
Para os cientistas, esses verdadeiros poços subterrâneos poderão ser os próximos alvos de uma nova missão a Marte ou então serem exploradas pessoalmente pelos futuros exploradores humanos.

Créditos: Apolo 11

Estrela zumbi surge após colisão rara entre anãs brancas

Pesquisadores da Universidade de Bonn da Alemanha e da Academia de Ciência da Rússia encontraram uma incomum e rara estrela entre as nuvens de gás a 10.000 anos-luz da Terra.
A estrela, conhecida como J005311, provavelmente surgiu a partir de seu cataclismo cósmico depois da colisão entre duas estrelas mortas na constelação de Cassiopeia.
Essa descoberta, publicada na revista Nature, revela a natureza da exótica estrela zumbi e suas propriedades incomuns.
A equipe utilizou o telescópio espacial Wide-field Survey Explorer da NASA para descobrir o fenômeno, além de utilizar um telescópio terrestre do Observatório Astrofísico Especial da Rússia.
Quando uma estrela pequena tem todo seu combustível esgotado, ela se transforma em uma "anã branca", ou seja, uma pequena e densa estrela morta, segundo o portal CNET.
Contudo, os pesquisadores analisaram a radiação emitida pela estranha estrela e descobriram que ela não possuía hidrogênio e hélio, geralmente presentes em uma anã branca.
Por conta de um sinal incomum emitido pela J005311, os pesquisadores suspeitam ter detectado o resultado de uma fusão cósmica entre duas anãs brancas que circulavam entre si por bilhões de anos.
"Um evento como esse é extremamente raro", explicou Gotz Grafener, coautor do estudo em um relatório, no qual também afirma que provavelmente há menos de meia dúzia de objetos como esse na Via Láctea.
Habitualmente, colisões entre anãs brancas terminam em grandes explosões estelares, que são chamadas de supernovas, entretanto, a J005311 não explodiu, pelo contrário, ela foi reanimada e começou a queimar novamente.
Esse fenomenal evento apenas atrasou a morte da estrela por alguns milhares de anos, já que seu destino não pode ser outro a não ser a morte. Assim como da primeira vez, sua vida chegará ao final no momento em que seu combustível for esgotado.

Créditos: Sputnik

Um buraco que surge a cada dois anos na atmosfera marciana lança toda a sua água no espaço

Segundo um estudo realizado por uma equipe de cientistas russos e alemães, há um buraco na atmosfera marciana que se abre uma vez a cada dois anos.
Esse buraco lança o já limitado suprimento de água do planeta para o espaço, enquanto o restante vai parar nos polos de Marte.
Isso poderia explicar porque um planeta uma vez tão rico em água é hoje basicamente seco.
Da Terra, podemos ver que há vapor d’água na atmosfera marciana. Também podemos ver parte dessa água migrando para os polos do planeta.
Mas, até agora, não havia uma boa explicação para o funcionamento de tal estranho ciclo hidrológico marciano.
A presença de vapor acima da superfície de Marte é intrigante porque o Planeta Vermelho tem uma camada intermediária de atmosfera que deveria ser fria o suficiente para “desligar” tal ciclo.
Como, então, a água está cruzando essa barreira intermediária?
A resposta, de acordo com novas simulações computacionais, tem a ver com dois processos atmosféricos exclusivos do Planeta Vermelho.
Na Terra, os verões do hemisfério norte e sul são bem parecidos. Este não é o caso em Marte, no entanto: a órbita do Planeta Vermelho é muito mais excêntrica do que a nossa e está significativamente mais próxima do sol durante o verão do hemisfério sul (que acontece uma vez a cada dois anos terrestres), por sua vez muito mais quente que o verão do hemisfério norte.
Quando isso acontece, de acordo com as simulações dos pesquisadores, um buraco se abre na atmosfera intermediária de Marte, entre 60 e 90 quilômetros de altitude, permitindo que o vapor d’água passe e escape para a atmosfera superior. Quando chega o verão do hemisfério norte, por sua vez, a falta de luz solar interrompe quase totalmente esse ciclo da água marciana.
Outra diferença é que o Planeta Vermelho é frequentemente atingido por tempestades gigantes de poeira. Essas tempestades esfriam sua superfície, bloqueando a luz. A luz bloqueada fica presa na atmosfera, aquecendo-a e criando condições adequadas para movimentar a água.
Sob condições globais de tempestade de poeira, como a que envolveu Marte em 2017, pequenas partículas de gelo se formam em torno das partículas de poeira. Essas partículas de gelo leves flutuam na atmosfera superior com mais facilidade do que outras formas de água, então, durante esses períodos, mais água se move para lá. E as tempestades de poeira podem mover ainda mais água para a atmosfera superior durante os verões do sul.
Uma vez que a água atravessa a camada intermediária da atmosfera, apenas uma parte se desloca para o norte e o sul, em direção aos polos, onde é eventualmente depositada.
O restante “evapora”. A luz ultravioleta na alta atmosfera pode romper as ligações entre o oxigênio e o hidrogênio nas moléculas, fazendo com que o hidrogênio escape para o espaço, deixando o oxigênio para trás.
Esse processo pode ser parte da história de como Marte se tornou tão seco em sua época atual.

Créditos: Hypescience

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Lançada para captar ondas gravitacionais, espaçonave europeia faz descoberta surpreendente

Um estudo recente conduzido por cientistas que analisaram os dados fornecidos pelos sistemas da espaçonave revelou que a LISA Pathfinder foi atingida pela passagem de grãos de poeira cósmica em pelo menos 50 ocasiões. Ao examinar essas colisões, a equipe de pesquisa descobriu as origens da poeira.
"O que torna essa técnica possível é a excelente precisão dos sensores da LISA Pathfinder. Um interferômetro de laser foi usado para medir a distância entre as massas de teste e a espaçonave com uma precisão de menos de um trilionésimo de metro", disse Ira Thorpe, membro da equipe que realizou os cálculos na NASA
O estudo sugere que a maior parte da poeira que permeia o espaço nas vizinhanças do nosso planeta se origina de cometas que circundam Júpiter "com alguma evidência de uma contribuição menor dos cometas do tipo Halley", com Thorpe observando que "isso é inteiramente consistente com os modelos e outras observações independentes".
A revista Physics World também destaca Mark Jones. Especialista na nuvem de poeira zodiacal da Universidade Aberta do Reino Unido, Jones disse que este estudo "fornece uma nova maneira de distinguir entre várias fontes de pó de cometas e asteróides — algo que tem sido um tópico de debate por muitos anos".
Ele apontou que atualmente não há dados suficientes “para o estudo fornecer informações de alta qualidade sobre as fontes de poeira”, mas argumentou que a “técnica parece ser sólida e oferece muitas promessas”.

Créditos: Sputnik

Descobertos três novos modos de detectar ondas gravitacionais

As ondas gravitacionais podem ser detectadas por pelo menos outros três mecanismos, diferentes dos usados até agora pelos laboratórios LIGO e Virgo, e que valeram o Nobel de Física de 2017.
As primeiras ondas gravitacionais foram detectadas em Setembro de 2015 e, apesar de terem sido lançadas dúvidas sobre a análise dos dados pelo consórcio LIGO-Virgo, o feito despertou o interesse em um assunto sobre o qual pouco se falava desde a previsão da existência do fenômeno, feita por Albert Einstein há mais de cem anos.
Esse interesse levou Éanna Flanagan e colegas da Universidade de Cornell, nos EUA, a revisar o arcabouço matemático usado para descrever os efeitos observáveis gerados pelas ondas gravitacionais, conhecidos como "efeitos persistentes".
O trabalho resultou, mais do que em um aprimoramento da base matemática, na previsão de três novas assinaturas das ondas gravitacionais, fenômenos de vida longa que poderão ser observados com instrumentos adequados.
A estrutura desenvolvida pela equipe conecta efeitos concebivelmente mensuráveis à curvatura do espaço-tempo causada por colisões de buracos negros.
Embora as colisões por si mesmas sejam fenômenos transitórios, as ondas gravitacionais distorcem a forma do espaço-tempo, alterando as posições relativas, velocidades, acelerações e trajetórias de objetos físicos em seus caminhos.
Esses objetos não retornam às suas configurações originais depois que as ondas passam, criando um efeito "persistente" que pode potencialmente ser medido.
A nova estrutura matemática explica os observáveis persistentes já conhecidos - basicamente a mudança nas posições relativas dos espelhos do LIGO-Virgo - e também prevê três novos observáveis.
Os novos efeitos são: Mudanças nas medições de tempo por relógios atômicos em diferentes locais, mudanças na taxa de rotação de uma partícula giratória e um terceiro efeito que codifica os demais observáveis persistentes (deslocamento, velocidade, tempo e rotação) em um único vetor, o que os pesquisadores chamaram de "holonomia generalizada".
O pequeno número de colisões de buracos negros detectados até agora pelos observatórios LIGO e Virgo é insuficiente para fornecer os dados cumulativos necessários para detectar os novos observáveis persistentes, mas a taxa de detecção deverá aumentar com o aprimoramento dos sensores.
Além disso, a detecção dos três observáveis recém-identificados exigirá a construção de novos tipos de sensores e, possivelmente, de novos observatórios.

Créditos: Inovação Tecnológica

Rover chinês teria encontrado minerais no subsolo da Lua

Cientistas chineses divulgaram agora os primeiros resultados do estudo do subsolo a partir das amostras coletadas na face oculta da Lua, segundo o jornal Nature.
O rover Yutu-2 descobriu (ortho) piroxênio e olivina, minerais de alta densidade com baixo teor de cálcio e alto teor de ferro.
As informações do dia 4 e 5 e ainda são aproximadas devido à falta de informações disponíveis, mas o trabalho é excelente, usando imagens tiradas pela sonda Chang'e-4.
Os cientistas pensam que estas rochas pertenciam originalmente ao manto superior da Lua, mas foram ejetadas para a superfície devido ao impacto dos meteoritos.
Os investigadores destacam que, ao longo dos últimos 60 anos, somente a crosta da Lua, formada por minerais da classe da plagióclase, foi analisada.
Os cientistas acreditam que o manto é composto por elementos químicos mais pesados como o ferro e o manganês, mas a composição das rochas que formam o manto é ainda desconhecida.
Tanto o rover como a sonda estão realizando mediações e coletando amostras de rochas que podem revelar no futuro novas informações sobre a face inexplorada do satélite natural da Terra.
A sonda Chang'e-4 foi lançada de um foguete Long March 3B no dia 8 de dezembro e aterrissou com sucesso no dia 3 de janeiro na face oculta da Lua.

Créditos: Sputnik News

2019 JL3

O asteróide 2019 JL3 passará hoje a 944 mil km da Terra. O objeto tem 44 metros de comprimento e se desloca a 8 km/s.
2019 JL3 tem cerca de 134 mil toneladas e um volume estimado em 44601 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 1.024 kilotons de TNT ou 52 bombas similares à de Hiroshima.

Créditos: Apolo 11

Asteroide veloz e gigante vai passar perto da Terra na semana que vem, avisa NASA

O Laboratório de Propulsão a Jato da NASA estima que a rocha espacial, batizada de Asteróide 1999 KW4, tenha um diâmetro entre 1,3 e 3 quilômetros.
O tablóide Express destaca que a velocidade a qual passarão o asteróide e sua lua perto do nosso planeta: 67,270 km/h.
Quando o asteróide se aproximar da Terra no dia 26 de maio, atingirá uma velocidade incrível de 21,51 km/s.
O asteróide 1999 KW4 foi descoberto em 1999 pelo LINEAR, buscador de asteróides próximos à Terra, e é considerado um dos maiores a orbitar nosso planeta.
Ele é tão grande e tão veloz que poderá ser visto da Terra enquanto estiver passando por nós!
Astrônomos profissionais planejam acompanhar a passagem dele. Está agendada a observação do asteróide 1999 KW4 do Radiotelescópio de Arecibo, em Porto Rico, a partir de 29 de maio a 7 de junho. Astrônomos também vão usar o Radar do Sistema Solar Goldstone da NASA que fica no deserto perto de Barstow, na Califórnia, de 26 a 31 de maio.

Créditos: Sputnik

Objetos superdensos perfuram Via Láctea

Vários buracos na região de estrelas GD-1 na Via Láctea sugerem que alguma coisa muito densa passou por ali. Esta suspeita foi levantada por pesquisa publicada na American Physical Society no último mês de abril.
A astrofísica Ana Bonaca foi a responsável pela descoberta dos buracos cósmicos. Ela acredita que eles podem ter sido causados por matéria escura. Mas seja o que foi que passou por ali, as únicas evidências dessa passagem são os próprios buracos.
“Não conseguimos mapear nenhum objeto luminoso que já observamos. É muito mais massivo do que uma estrela… é algo que tem pelo menos um milhão de vezes a massa do sol. Não existe nenhuma estrela com essa massa. Nós podemos descartar isso. E se isso fosse um buraco negro, ele seria um buraco negro supermassivo, do tipo que encontramos no centro de nossa própria galáxia”, explica Bonaca.
Já que não há evidências desse buraco negro na região atingida, Bonaca suspeita que uma bola de matéria escura tenha se chocado contra as estrelas. Mas ainda é muito cedo para descartar qualquer possibilidade de forma definitiva.
“É uma bala densa de alguma coisa”, diz ela.

Créditos: Hypescience

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Nanonave que quer chegar às estrelas é testada na estratosfera

As nanonaves projetadas para a primeira viagem interestelarcumpriram mais uma etapa de testes.
A equipe da Universidade de Santa Bárbara, nos EUA, usou um balão para lançar um protótipo da nave espacial em miniatura, que poderá eventualmente se tornar a nanonave que os pesquisadores acreditam ser capaz de atingir velocidades relativísticas, para alcançar sistemas estelares próximos e exoplanetas, usando propulsão a laser.
"É parte de um processo de construção para o futuro e, ao longo do caminho, você testa cada parte do sistema para refiná-lo," disse o professor Philip Lubin, um dos proponentes da tecnologia. "É parte de um programa de longo prazo para desenvolver espaçonaves em miniatura para voos interplanetários e, eventualmente, para voos interestelares."
O protótipo, que a equipe chama de "espaçonave em escala wafer - wafers são as bolachas de silício usadas para fabricar processadores e outros chips - cabe na palma da mão. Ele foi lançado na estratosfera acima do estado da Pensilvânia, a uma altitude de 32 mil metros - três vezes a dos aviões comerciais - para avaliar sua funcionalidade e desempenho.
"Ela foi projetada para ter muitas das funções de espaçonaves muito maiores, como captura de imagens, transmissão de dados, incluindo comunicações a laser, determinação de atitude e detecção de campo magnético," disse o pesquisador Nic Rupert. "Devido aos rápidos avanços na microeletrônica, podemos encolher uma espaçonave em um formato muito menor do que foi feito anteriormente para aplicações especializadas como a nossa."
O protótipo de nanonave funcionou sem problemas e coletou mais de 4.000 imagens da Terra, no que Rupert disse ter sido "um excelente primeiro voo e que evoluirá dramaticamente a partir daqui".
O objetivo do projeto é construir uma bolacha de silício ultraleve (na escala de gramas) com eletrônica embarcada, capaz de ser lançada ao espaço enquanto retransmite dados para a Terra.
Para a distância que os pesquisadores querem alcançar - cerca de 40 trilhões de quilômetros, viajando a uma fração significativa da velocidade da luz - a tecnologia necessária ainda é desafiadora.
Conhecida como propulsão de energia dirigida, a tecnologia requer a construção de lasers gigantescos na Terra para atuar como a propulsão à distância. Ou seja, o sistema de propulsão não viaja com a espaçonave, ele permanece na Terra.
"Se você tiver uma matriz de laser grande o suficiente, você pode realmente empurrar as bolachas com uma vela a laser para atingir nosso objetivo de 20% da velocidade da luz," disse Rupert. "Então você estaria em Alfa Centauro em algo como 20 anos."
Uma viagem prática, contudo, vai durar quase 70 anos porque é necessário prever a frenagem da nave para que ela não passe chispando pelo alvo.
Parte de um empreendimento financiado pela NASA chamado Starlight, o esforço é apoiado também pela Fundação Breakthrough, onde é conhecido como Starshot. A Universidade de Santa Bárbara iniciou o projeto em 2009 com recursos do programa Spacegrant da NASA, recebendo fundos adicionais em 2015 por meio dos Conceitos Avançados da agência espacial.
Em seguida, a equipe abordou a Fundação Breakthrough, do bilionário de tecnologia Yuri Milner, em 2016, da qual recebeu um aporte de US$ 100 milhões para validar a ideia.

Créditos: Inovação Tecnológica

Adeus a tudo que sabemos sobre Lua? Nova descoberta chinesa pode mudar hipótese existente

Até agora, nem as sondas soviéticas nem as espaçonaves da missão norte-americana Apollo tinham recolhido amostras do manto lunar. Os cientistas dizem que seu estudo ajudará a lançar luz sobre os enigmas da origem da Terra e da Lua.
Nessa conexão, o pesquisador do Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia de Ciências da Rússia, Nathan Eismont, indicou em entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik que a descoberta recém-feita pode mudar completamente a hipótese aceita sobre a formação da Lua.
"Na verdade, essa descoberta poderia mudar visivelmente nossa compreensão de como a Lua foi formada", declarou.
"Agora, a hipótese mais aceita sugere que a Lua foi formada em resultado da colisão da Terra antiga com algum corpo celeste, que arrancou um pedaço da Terra e o que saiu desse pedaço é a Lua", lembrou.
"Hoje, essa hipótese é a mais aceita entre os pesquisadores, embora existam inconsistências, contradições. E é possível que a descoberta do rover lunar chinês dê alguma explicação, ajude a encontrar uma solução para essas contradições que existem na teoria da evolução do Sistema Solar em geral e na teoria que explica a origem da Terra e da Lua. Para fazer isso, é preciso realizar uma investigação profunda do que foi obtido pelo rover lunar chinês", indicou Eismont.
A sonda Chang'e-4 foi lançada por meio do foguete Longa Marcha 3B no dia 8 de dezembro e pousou com sucesso no dia 3 de janeiro na face oculta da Lua.
Tanto a sonda como o rover estão realizando medições e coletando rochas que podem vir a revelar novos detalhes sobre esta área inexplorada do satélite natural da Terra.

Créditos: Sputnik News

Astrônomos encontram Snoopy, módulo da Apollo 10 perdido na órbita da Lua

Após mais de 10 anos de estudos e observações, um grupo de astrônomos britânicos anunciou terem encontrado o módulo lunar Snoopy, deixado na órbita da Lua pelos astronautas da missão Apollo 10, em maio de 1969.
A descoberta do módulo foi realizada pelo Royal Astronomical Society, coordenada pelo astrônomo Nick Howes e pode ser considerada um prêmio ao esforço e dedicação, já que o objeto tem somente quatro metros de comprimento e estava até agora em uma órbita desconhecida ao redor da Lua.
De acordo com o comunicado, a nave foi localizada a apenas 15 quilômetros de altitude.
A Apollo 10 foi a quarta missão tripulada do Programa Apollo e a segunda a ir à Lua. O objetivo era testar o comportamento do Módulo Lunar na órbita da Lua, em uma preparação para o voo da Apollo 11, que dois meses depois levaria o Homem à Lua.
Snoopy era tripulada pelos astronautas Thomas Stanfford e Eugene Cernan, que conduziram o módulo até 10 km da superfície lunar. Ali, Stanfford e Cernan checaram diversos parâmetros de voo, além da capacidade de retorno ao módulo de comando, tripulado pelo astronauta John Young.
Após os testes, Snoopy se acoplou ao módulo de comando, conhecido como Charlie Brown, que trouxe os astronautas de volta à Terra. Diferentemente dos outros módulos lunares, com exceção da Apollo 13, Snoopy não foi direcionado para ser descartado na superfície da Lua. Após o desacoplamento da Charlie Brown, O módulo ficou orbitando a Lua até os dias de hoje, mas sua localização dentro da órbita era desconhecida até os dias de hoje.
Devido ao tempo que permaneceu na órbita da Lua, muitos pesquisadores defendem a idéia de trazer Snoopy de volta à Terra, com o objetivo de estudarem os efeitos de longa exposição à radiação.

Créditos: Apolo 11

2019 JH7

O asteróide 2019 JH7 passará hoje a 72.960 quilômetros da Terra. O objeto tem 4 metros de comprimento e se desloca a 9 km/s.
2019 JH7 tem cerca de 101 toneladas e um volume estimado em 34 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 1 kiloton de TNT.

Créditos: Apolo 11

Forte tempestade geomagnética atingindo a Terra

Uma forte carga de partículas solares está atingindo a magnetosfera da Terra e provocando instabilidades geomagnéticas que fizeram o índice KP chegar ao nível 7. A velocidade do vento solar também aumentou significativamente e atingiu picos de 604 km/s.
A tempestade geomagnética está em andamento e teve início com a chegada de partículas altamente carregadas provenientes do Sol, originadas do rompimento de um longo filamento ao redor da mancha solar AR2741, faceada em direção à Terra a mais de uma semana.
O rompimento do filamento gerou uma série de três ejeções de massa coronal (CME) que lançaram em direção à Terra bilhões de toneladas de material solar.
A primeira ejeção ocorreu no dia 10 de maio e seus efeitos começaram a ser percebidos nesta terça-feira, com a elevação da velocidade do vento solar, que chegou a marcar 600 km/s durante a madrugada e consequente elevação do índice KP, que atingiu o nível 7 cerca de 60 minutos depois.
Ao todo foram registradas três CMEs. As outras duas devem atingiram a Terra terça-feira e quinta-feira, o que deve prolongar as tormentas por mais 72 horas.
Os filamentos são regiões muito densas, longas e finas acima da cromosfera solar e mais frias que o gás ao redor, mantidas no lugar por intensos campos magnéticos similares a espirais. Por serem mais frios que as regiões vizinhas os filamentos aparecem mais escuros nas imagens.
No entanto, quando estão na borda do Sol, do ponto de vista da Terra, os filamento parecem muito brilhantes, pois contrastam com o escuro do espaço. Nesta condição, mudam de nome e passam a ser chamados de proeminências.
O rompimento de um filamento acontece devido às instabilidades do campo magnético que o mantêm coeso. Quando se rompem, liberam ao espaço, de forma abrupta, milhões ou bilhões de toneladas de gás e partículas que estavam aprisionados.
Tormentas geomagnéticas de índice KP=7, iguais a atual, são consideradas fortes e provocam grandes perturbações na ionosfera terrestre.
Sistemas de potência e linhas de transmissão de energia podem sofrer com induções esporádicas e disparar alarmes falsos em alguns dispositivos de proteção.
No espaço, as correntes induzidas podem afetar sistemas satelitais em órbita baixa e levar satélites a diminuírem de altitude devido ao aumento do arrasto na alta atmosfera. Assim, correções de posicionamento e orientação se tornam necessárias.
Além disso, podem ocorrer problemas intermitentes na navegação e orientação por satélites ou através de sinais baixa frequência (beacons, ILS, etc). As comunicações por HF podem sofrer blecautes por diversos minutos.
As auroras polares devem ser vistas nas regiões ao redor do círculo polar ártico e devido severidade do Kp=7 podem se formar até mesmo em localidades de latitudes médias.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 13 de maio de 2019

Via Láctea sofreu surto de formação estelar há 2 a 3 bilhões de anos

Uma equipe liderada por investigadores do Instituto de Ciências do Cosmos da Universidade de Barcelona (ICCUB) e do Observatório Astronômico de Besançon (França) descobriu, através da análise de dados do satélite Gaia, que ocorreu, há 2 a 3 bilhões de anos, um surto extremo de formação estelar na Via Láctea. Neste processo podem ter nascido mais de 50% das estrelas que criaram o disco galáctico. Os resultados são derivados da combinação das distâncias, cores e magnitudes das estrelas medidas pelo Gaia com modelos que preveem a sua distribuição na nossa Galáxia. O estudo foi aceito para publicação na revista Astronomy & Astrophysics.
Assim como uma chama se apaga quando não há gás no isqueiro, o ritmo da formação estelar na Via Láctea, alimentado pelo gás aí depositado, deveria ter diminuído lentamente e de forma contínua até esgotar o gás existente. Os resultados do estudo mostram que, embora este processo tenha ocorrido ao longo dos primeiros 4 bilhões de anos da formação do disco, uma explosão de formação estelar, ou "baby boom estelar", inverteu esta tendência. A fusão com uma galáxia satélite da Via Láctea, rica em gás, pode ter fornecido novo combustível e reativado o processo de formação estelar, de forma semelhante a abastecer o isqueiro. Este mecanismo explicaria a distribuição das distâncias, idades e massas estimadas a partir dos dados obtidos pelo satélite Gaia da ESA.
"A escala de tempo deste forte surto de formação estelar, juntamente com a grande quantidade de massa estelar envolvida no processo, milhares de milhões de massas solares, sugere que o disco da nossa Galáxia não teve uma evolução estável e pausada, mas que pode ter sofrido um grande distúrbio externo que começou há cerca de 5 bilhões de anos", disse Roger Mor, investigador do Instituto e autor principal do artigo.
"Conseguimos descobrir isto, pela primeira vez, graças às medições precisas de mais de 3 milhões de estrelas na vizinhança solar," diz Roger Mor. "Graças a estes dados - continua - pudemos descobrir os mecanismos que controlam a evolução há mais de 10 bilhões de anos no disco da nossa Galáxia, que não é mais do que a banda brilhante que observamos no céu numa noite escura e sem poluição luminosa". Como em muitos outros campos de investigação, hoje em dia, estes achados foram possíveis graças à disponibilidade da combinação de uma grande quantidade de dados com precisão sem precedentes, com a disponibilidade de uma grande quantidade de horas de computação nas instalações financiadas pelo projeto europeu FP7 GENIUS (Gaia European Project for Improved data User Services) - no Centro de Serviços Científicos e Académicos da Catalunha.
Os modelos cosmológicos preveem que a nossa Galáxia teria crescido devido à fusão com outras galáxias, fato demonstrado por outros estudos que usam dados do Gaia. Uma destas fusões pode ser a causa do surto severo de formação estelar detectado neste estudo. "Na verdade, o pico de formação estelar é tão evidente, ao contrário do que previmos antes de termos dados do Gaia, que achamos necessário abordar a sua interpretação juntamente com especialistas em evolução cosmológica de galáxias externas," explica Francesca Figuerars, professora do Departamento de Física Quântica e Astrofísica da Universidade de Barcelona, membro do ICUUB e coautora do artigo.
Segundo o especialista em simulações de galáxias parecidas à Via Láctea, Santi Roca-Fàbrega - da Universidade Complutense de Madrid e coautor do artigo, "os resultados obtidos correspondem aos que os modelos cosmológicos atuais preveem e, além disso, a nossa Galáxia, aos olhos do Gaia, é um laboratório cosmológico excelente onde podemos testar e comparar modelos do Universo a uma muito maior escala."
Este estudo foi realizado com a segunda divulgação de dados da missão Gaia, publicada há um ano, no dia 25 de abril de 2018. Xavier Luri, diretor do ICUUB e coautor do artigo, comenta: "o papel dos cientistas e engenheiros da Universidade de Barcelona tem sido essencial para que a comunidade científica desfrute da excelente qualidade da divulgação de dados do Gaia."
Do consórcio encarregado de preparar e validar estes dados fazem parte mais de 400 cientistas e engenheiros de toda a Europa. "O seu trabalho coletivo forneceu à comunidade científica internacional um catálogo que está a fazer repensar muitos dos cenários existentes sobre a origem e evolução da nossa Galáxia," salienta Luri.
Em apenas um ano, mais de 1200 artigos revistos por pares publicados em revistas científicas, mostram o antes e o depois do Gaia em praticamente todos os campos da astrofísica, desde a recente detecção de novos enxames estelares, novos asteróides, até à confirmação das origens extragalácticas para estrelas na Via Láctea, passando pelo cálculo da massa da Via Láctea e pelas descobertas que mostram que remanescentes estelares, chamados anãs brancas, acabam por solidificar-se lentamente.
"O satélite continua a operar normalmente e neste mês de julho os cinco meses nominais de operação científica chegarão ao fim," realça Carme Jordi, investigadora da Universidade de Barcelona e membro da Equipe Científica do Gaia, órgão consultor científico da ESA para esta missão. A ESA aprovou o prolongamento da missão até ao final de 2020 - mais um ano do que o esperado - e as equipes de engenharia estimam que exista combustível suficiente para continuar a operar até 2024. "Não há dúvida que esta missão superou um desafio tecnológico sem precedentes no que toca às mais importantes missões espaciais de todos os tempos," conclui Carme Jordi.

Créditos: Astronomia On-line

Fenômeno 'Lua azul' iluminará céu na próxima semana

O fenômeno poderá ser visto pelos entusiastas ao redor do mundo como um espetáculo incrível: uma Lua Cheia com uma cor completamente diferente, segundo o jornal Mirror.
Além disso, é muito provável que esta seja uma rara oportunidade de observá-la, já que a próxima ocorrerá apenas daqui a mais de dois anos.
O fenômeno ocorre quando a Lua está localizada no lado oposto ao da Terra, bem como do Sol, resultando em uma Lua totalmente iluminada.
Apesar do nome, a Lua não adquire a cor azul nesta ocasião. É possível que o nosso satélite natural tenha um brilho azulado devido a condições atmosféricas próprias.
"Uma Lua azul é especial porque é uma Lua 'extra' em uma temporada de quatro Luas Cheias. Isso geralmente ocorre a cada dois anos e meio", explica a NASA.
O fenômeno surgirá nos céus às 17h11 no horário de Brasília, do dia 18 de maio.

Créditos: Sputnik

Primeiro satélite reconfigurável por software está pronto

Está praticamente pronto o inovador satélite de comunicações Quantum.
A plataforma será a primeira nave de telecomunicações totalmente definida por software.
Tradicionalmente, grandes satélites são configurados para tarefas específicas que não podem ser alteradas após o lançamento, mesmo que as demandas do mercado mudem - se mudarem demais, é necessário lançar outro satélite.
A cobertura, a largura de banda, a potência e a frequência de operação do satélite Quantum poderão ser alterados em órbita a partir de sua central de controle em terra.
Isso é significativo porque inaugura uma nova era de satélites multimissão.
Os satélites de telecomunicações, que ficam em órbitas geoestacionárias a 36.000 km acima do equador, são usados para retransmitir sinais de TV, telefones, banda larga e outros serviços de dados em todo o planeta.
Hoje, os satélites são configurados para fornecer produtos muito específicos para mercados definidos. Isso pode significar, por exemplo, transmitir apenas em certas frequências de rádio com antenas projetadas especificamente para cada aplicação.
Mas os mercados de telecomunicações estão cada vez mais dinâmicos e a capacidade de reconfigurar totalmente uma plataforma em órbita permitirá que os operadores se adaptem a qualquer mudança no cenário dos negócios - sem a necessidade de construir e lançar outro satélite sob medida.
O operador simplesmente reprograma o satélite existente enviando comandos a partir de sua central de controle, o que é possível porque suas antenas podem "mudar de forma" eletronicamente.
A operadora de telecomunicações francesa Eutelsat projetou e bancou a construção do satélite de 3,5 toneladas em parceria com a Agência Espacial Europeia (ESA). A construção coube à Airbus.
O satélite Quantum deverá ser lançado da Guiana Francesa a bordo de um foguete Ariane até o final do ano.

Créditos: Inovação Tecnológica

domingo, 12 de maio de 2019

O que torna um planeta habitável?

Quais das características da Terra foram essenciais para a origem e o sustento da vida? E como os cientistas identificam esses recursos em outros mundos?
Uma equipe de pesquisadores com uma gama de conhecimentos variando de geoquímica a ciência planetária e astronomia publicou nesta semana um ensaio na Science pedindo à comunidade de pesquisadores que reconheça a importância vital da dinâmica interior de um planeta na criação de um ambiente hospitaleiro para a vida.
Com nossas capacidades existentes, observar a composição atmosférica de um exoplaneta será a primeira maneira de procurar assinaturas de vida em outro lugar. No entanto, Anat Shahar de Carnegie, Peter Driscoll, Alycia Weinberger e George Cody argumentam que um quadro verdadeiro da habitabilidade planetária deve considerar como a atmosfera de um planeta está ligada e moldada pelo que está acontecendo em seu interior.
Por exemplo, na Terra, as placas tectônicas são cruciais para manter um clima de superfície onde a vida pode prosperar. Além do mais, sem o ciclo de material entre sua superfície e interior, a convecção que impulsiona o campo magnético da Terra não seria possível, e sem um campo magnético, seríamos bombardeados pela radiação cósmica.
“Precisamos entender melhor como a composição e o interior de um planeta influenciam sua habitabilidade, começando pela Terra”, disse Shahar. “Isso pode ser usado para guiar a busca por exoplanetas e sistemas estelares onde a vida poderia prosperar, assinaturas das quais poderiam ser detectadas por telescópios”.
Tudo começa com o processo de formação. Os planetas nascem do anel rotativo de poeira e gás que envolve uma jovem estrela. Os blocos de construção elementares dos quais os planetas rochosos se formam – silício, magnésio, oxigênio, carbono, ferro e hidrogênio – são universais. Mas suas abundâncias e os aquecimento e resfriamento que experimentam em sua juventude afetarão sua química interior e, por sua vez, coisas como volume do oceano e composição atmosférica .
“Uma das grandes questões que precisamos fazer é se as características geológicas e dinâmicas que tornam nosso planeta habitável podem ser produzidas em planetas com diferentes composições”, explicou Driscoll.
Os colegas de Carnegie afirmam que a busca por vida extraterrestre deve ser guiada por uma abordagem interdisciplinar que combina observações astronômicas, experimentos de laboratório de condições interiores planetárias e modelagem matemática e simulações.
“Os cientistas da Carnegie são líderes mundiais há muito estabelecidos nos campos da geoquímica, geofísica, ciência planetária , astrobiologia e astronomia”, disse Weinberger. “Então, nossa instituição está perfeitamente posicionada para enfrentar esse desafio interdisciplinar.”
Na próxima década, quando uma nova geração de telescópios entrar em operação, os cientistas começarão a procurar seriamente por bio-assinaturas nas atmosferas de exoplanetas rochosos. Mas os colegas dizem que essas observações devem ser colocadas no contexto de uma compreensão mais ampla de como a composição total e a geoquímica interior de um planeta determinam a evolução de uma superfície estável e temperada onde a vida talvez pudesse surgir e prosperar.
“O coração da habitabilidade está nos interiores planetários”, concluiu Cody.

Créditos: Universo Racionalista

Cientista da NASA afirma que existe vida em Marte

Assumindo que Marte já foi um planeta onde existiu vida, isto significa que ainda a tem, mesmo que esteja escondida algures debaixo da superfície do planeta, afirma Michael Finney, cofundador da The Genome Partnership, uma organização sem fins lucrativos que organiza as conferências Advances in Genome Biology and Technology.
"Se havia vida em Marte, esta pode ter se movido, pode ter se escondido um pouco, mas provavelmente ainda está lá", afirma o cientista. Há quatro bilhões de anos, a superfície marciana era um mundo mais úmido, abundante em rios, lagos e vastos oceanos. No entanto, Marte deixou de ser habitável junto com a perda de seu campo magnético global, abrindo caminho para que partículas nocivas do Sol atingissem a atmosfera do planeta.
O processo que transformou Marte no planeta seco e frio que hoje é foi observado e registrado pela NASA. Apesar de não haver água corrente em sua superfície, a água pode realmente existir no subsolo de acordo com os dados coletados.
Alguns astrobiólogos afirmam que Marte foi um berço mais propício à vida do que a Terra na sua primeira etapa, com uma hipótese científica cada vez mais consensual de que a vida foi trazida para a Terra por meteoritos compostos por rochas marcianas.
A pesquisa atual mostra uma ausência de evidências de vida no ar marciano, mas a NASA observou, não muito tempo atrás, alguns indícios estranhos: o Curiosity Rover descobriu sinais de metano em uma cratera. A sonda da NASA tem vindo a examinar a cratera de Gale desde 2012, e estabeleceu que a concentração de metano na atmosfera da cratera tem períodos sazonais.
O metano é um composto orgânico gerado, na Terra, por fontes que incluem micróbios e outros organismos semelhantes. Assim, segundo esta teoria, pode ainda existir vida em Marte. Na verdade, pode haver outras explicações, como processos abióticos devido à reação da água quente com rochas específicas. Mas, mesmo que o metano de Marte seja de origem orgânica, as criaturas que o geraram podem estar mortas por muito tempo.
Michael Finney, da The Genome Partnership, no entanto, se recusa a perder a esperança, dizendo: "Se Marte teve vida há 4 bilhões de anos, Marte ainda tem vida. Nada aconteceu em Marte que tivesse destruído a vida", afirma ele.

Créditos: Sputnik News

2019 JW5

O asteróide 2019 JW5, deve passar amanhã a apenas 894 mil km do nosso planeta. A rocha tem 14 metros e se desloca a 39 mil km/h. Apesar da pouca distância não há risco de colisão.
2019 JW5 tem cerca de 4 mil toneladas e um volume estimado em 1437 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 63 kilotons de TNT ou 4 bombas similares à de Hiroshima.

Créditos: Apolo 11 e Google Imagens

Estrela intrusa com características únicas é descoberta na Via Láctea

Uma equipe de investigadores sino-japonesa conseguiu registrar um asterismo, na constelação da Ursa Maior, uma estranha estrela aparentemente procedente de uma galáxia anã satélite da nossa Via Láctea, de acordo com o estudo publicado recentemente na revista Nature Astronomy.
A estrela, catalogada como J1124+4535, foi captada pela primeira vez pelo telescópio chinês LAMOST em 2015 e descrita como presumivelmente pobre em alguns elementos, como magnésio, por exemplo.
O novo estudo, baseado nas observações do telescópio Subaru, do Observatório Astronômico Nacional do Japão (NAOJ, na sigla em inglês), confirmou as suposições dos astrônomos chineses e, para além disso, foram registrados níveis comparativamente altos de európio, características únicas para a nossa galáxia.
A composição química deste corpo solar é "diferente de qualquer outra estrela na nossa galáxia", informa o comunicado do NAOJ que explica os resultados da investigação.
"É a primeira vez que se observa uma proporção de elementos como esta em uma estrela da Via Láctea", revela a comunicação.
Uma vez que as estrelas se formam de gás interestelar, matéria bastante homogênea dentro das galáxias, a composição química da J1124+4535 nos indica que esta estrela veio de fora da Via Láctea. O mais provável é que seja proveniente de uma das galáxias anãs mais próximas, que foram absorvidas pela nossa, concluem os cientistas.
"O descobrimento de J1124+4535 poderia ser o começo da identificação química das estrelas acumuladas [pela Via Láctea] de galáxias esferoidais anãs", esperam os astrônomos.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 10 de maio de 2019

NASA planeja desviar asteroide em 2022 com sua 1ª tecnologia de defesa planetária

A agência espacial NASA terá uma oportunidade de testar a sua primeira missão de defesa planetária, o Teste de Redirecionamento de Asteróide Duplo (DART, na sigla em inglês). A idéia consiste em enviar uma sonda espacial que deverá bater em um asteróide e dessa forma desviar sua trajetória evitando assim o possível impacto com o nosso planeta.
Para essa missão, a NASA planeja desviar uma pequena lua no sistema binário de asteróides Didymos.
De acordo com o relatório, publicado na página oficial da agência espacial, o asteróide não representa qualquer ameaça para a Terra, ele é um objetivo de teste ideal, sendo que medir as alterações na órbita de um pequeno asteróide que gira a volta de outro asteróide maior em um sistema binário é muito mais fácil do que observar mudanças na órbita de só um asteróide que gira a volta do Sol.
Atualmente os investigadores estão se preparando para o lançamento no Laboratório de Física Aplicada de Johns Hopkins (APL na sigla em inglês), no estado de Maryland, e em outros lugares dos EUA, o início da missão está previsto para o verão de 2021.
Contudo, para levar a sonda espacial DART até ao seu objetivo — um asteróide binário que consiste de uma pequena lua (Didymos B) que orbita um corpo celeste maior (Dydimos A) — primeiro os cientistas devem entender como o sistema se comporta.
"O sistema de Didymos é demasiado pequeno e se encontra demasiado longe daqui, e é visto da Terra como se fosse um mero ponto de luz, no entanto podemos obter os dados que necessitamos medindo o brilho desse ponto de luz, que varia à medida que Didymos A gira e Didymos B o orbita", disse Andy Rivkin, do laboratório APL e um dos líderes da equipe de investigação da DART, que participou das observações.
As observações do telescópio são fundamentais para entender como é Didymos B, mas não são suficientes para compreender a sua composição e estrutura, dois fatores determinantes para saber que consequências terá o impacto, tanto na DART como no seu alvo. Para isso, os investigadores estão fazendo uma série de simulações que os irão ajudar a adaptar suas expectativas da missão.

Créditos: Sputnik

A dinâmica do anel de Haumea

Observado pela primeira vez em 2004, Haumea é um planeta anão localizado para lá da órbita de Plutão, numa região do Sistema Solar chamada Cintura de Kuiper. Foi por causa da descoberta desse e de outros planetas anões que, em 2006, Plutão foi oficialmente desclassificado como planeta.
Haumea foi reconhecido oficialmente como planeta anão em 2008. Tem um formato alongado que lembra uma bola de futebol americano, além de duas luas e um anel.
Por ter um anel, Haumea integra o grupo de objetos do Sistema Solar composto por Saturno, Urano, Netuno e Júpiter, além dos asteróides Chariklo e Chiron, que desenham órbitas entre Júpiter e Netuno.
O anel de Haumea nunca foi observado diretamente. A sua existência foi inferida por um grupo internacional de astrônomos em 2017, a partir da análise do brilho de uma estrela que passou atrás do planeta anão.
"A descoberta foi feita por ocultação. O brilho da estrela foi observado da Terra e diminuiu quando Haumea passou na frente. Isso permitiu obter informações sobre o formato do planeta anão", disse Othon Cabo Winter, professor titular na Faculdade de Engenharia da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Guaratinguetá.
"Mas o brilho da estrela também diminuiu quando o anel passou em sua frente, permitindo, assim, que os pesquisadores obtivessem informações sobre o anel", disse.
O trabalho faz parte do Projeto Temático "A relevância dos pequenos corpos em dinâmica orbital", financiado pela FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), e contou com apoio também da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os investigadores que descobriram o anel em 2017 chegaram a sugerir que ele ocuparia em torno de Haumea uma órbita muito próxima à chamada região de ressonância 1 para 3 (1:3) – a cada três rotações completas que o planeta anão dá em torno do próprio eixo, as partículas que formam o anel completam uma órbita em seu redor.
Um novo estudo feito por Winter, Taís Ribeiro e Gabriel Borderes Motta, do Grupo de Dinâmica Orbital e Planetologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), mostrou ser necessária uma certa excentricidade (medida que representa o afastamento de uma órbita da forma circular) para que a tal ressonância atuasse sobre as partículas do anel.
Segundo Winter, o fato de o anel ser estreito e praticamente circular inviabiliza a atuação dessa ressonância. Em contrapartida, o grupo identificou um tipo peculiar de órbitas periódicas (que se repetem de maneira idêntica) estáveis e quase circulares, na mesma região onde se localiza o anel de Haumea.
"Nosso estudo não é observacional. Não observamos diretamente os anéis. Ninguém jamais o fez", disse Winter. Isso porque os anéis são muito tênues e estão por demais distantes para poderem ser observados pelos observatórios astronômicos da Terra. A distância média de Haumea em relação ao Sol é 43 vezes maior do que a distância da Terra ao Sol.
"Nosso estudo é inteiramente computacional. Foi a partir de simulações com os dados obtidos que chegamos à conclusão de que o anel não se encontra naquela região do espaço devido à ressonância 1:3, mas sim devido a uma família de órbitas periódicas estáveis", disse Winter.
Num artigo publicado na revista Monthly Notices of the Royal Astronomical Society, os cientistas da Unesp exploraram a dinâmica de partículas individuais na região em que o anel está localizado.
"O objetivo principal do trabalho foi identificar a estrutura da região do anel de Haumea em termos de localização e tamanho das regiões estáveis e também a razão de sua existência. De particular interesse foi tentar entender a estrutura dinâmica associada à ressonância 1:3", disse Winter.
Os pesquisadores usaram o método de Superfície de Seção de Poincaré para explorar a dinâmica na região em que se localiza o anel. Com a simulação da evolução das trajetórias das partículas na região, foram gerados em computador gráficos (seções) que mostram visualmente as regiões de estabilidade representadas por ilhas (curvas fechadas), enquanto as regiões instáveis aparecem como uma distribuição de pontos dispostos irregularmente.
As ilhas de estabilidade que foram identificadas em consequência da ressonância 1:3 têm trajetórias muito excêntricas, mais do que seria compatível com o anel (estreito e circular).
"Por outro lado, identificamos ilhas de estabilidade na mesma região, mas com trajetórias de baixa excentricidade, compatíveis com o anel. Essas ilhas foram identificadas por causa de uma família de órbitas periódicas", disse Winter.
Haumea tem um diâmetro de 1.456 quilômetros, menos da metade de Marte, e possui um formato oval, sendo duas vezes mais longo do que largo. Leva 284 anos para completar uma volta em torno do Sol. O planeta anão fica tão distante, e a radiação solar que lá chega é tão rarefeita, que a temperatura à superfície é de 223°C negativos.
Por ter sido detectado pelas lentes dos observatórios gigantes instalados no cume do vulcão extinto Mauna Kea, no Hawaii, os seus descobridores batizaram-no com o nome da deusa da fertilidade da mitologia havaiana. O planeta anão possui duas luas: Namaka e Hi'iaka, as filhas da deusa Haumea. Acredita-se que essas luas se formaram como resultado de uma colisão entre Haumea e algum outro corpo.
Haumea completa uma rotação a cada quatro horas, o que o torna um dos objetos grandes com rotação mais rápida no Sistema Solar. Tal aspeto pode estar relacionado a um passado violento.
Estima-se que, na origem do Sistema Solar, Haumea era muito parecido com Plutão, metade rocha e metade água. Há milhares de milhões de anos atrás, um grande objeto pode ter colidido com Haumea, expulsando a maior parte do gelo de sua superfície e fazendo com que girasse muito depressa em comparação com outros planetas anões.

Créditos: Inovação Tecnológica