sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Hubble registra imagem da bela Nebulosa do Colar

Um gigantesco colar cósmico brilha intensamente nessa imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble da NASA. O objeto, denominado de Nebulosa do Colar, é uma nebulosa planetária recentemente descoberta, e o brilho é remanescente de uma estrela ordinária parecida com o Sol. A nebulosa consiste de um anel brilhante, que mede 20 trilhões de quilômetros de largura, pontilhada com nós de gás densos e brilhantes que lembram diamantes em um colar. Um par de estrelas com órbitas próximas produzem juntas a nebulosa, também chamada de PN G054.2-03.4. Há a aproximadamente 10.000 anos atrás uma das antigas estrelas se inflou até o ponto onde ela engolfou a estrela companheira. A estrela menor continuou orbitando a maior dentro de sua companheira, aumentando a taxa de rotação da gigante. A estrela girou tão rápido que grande parte de seu envelope gasoso se expandiu para o espaço. Devido à força centrífuga, grande parte do gás escapou ao longo do equador da estrela, produzindo um anel. Os nós brilhantes mergulhados são densos grânulos de gás no anel. O par de estrelas é tão próximo, alguns milhões de quilômetros de distância, que ele parece como um único ponto brilhante no centro. As estrelas estão furiosamente rodando uma ao redor da outra, completando uma órbita em pouco mais de um dia. A Nebulosa do Colar está localizada a 15.000 anos-luz de distância na constelação de Sagitta. Nessa imagem composta feita em 2 Julho de 2011 pela Wide Field Camera 3 do Hubble, mostra o brilho do hidrogênio (azul), o oxigênio (verde) e o nitrogênio (vermelho).

Créditos: Hubble Site

Galáxia Haro 11

Essa imagem mostra a monumental taxa de formação de estrelas que está acontecendo, nessa espetacular galáxia, chamada galáxia de explosão de estrelas e denominada de Haro 11. Combinando dados do Very Large Telescope do ESO e do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, os astrônomos criaram uma nova imagem dessa galáxia incrivelmente distante e brilhante. A equipe de astrônomos da Universidade de Estocolmo na Suécia e do Geneva Observatory na Suíça, identificaram 200 aglomerados separados constituídos de estrelas muito jovens e massivas. A maior parte delas tem menos de 10 milhões de anos de vida. Muitos desses aglomerados são tão brilhantes no infravermelho que os astrônomos suspeitam até que essas estrelas estão emergindo de seus casulos onde nasceram nesse instante. As observações levaram os astrônomos a concluírem que a Haro 11 é muito provavelmente o resultado da fusão entre uma galáxia rica em estrelas e uma galáxia mais jovem rica em gás. A Haro 11 produz estrelas numa taxa fantástica, convertendo aproximadamente uma quantidade equivalente a 20 massas solares de gás em estrelas a cada ano.

Créditos: Cienctec

Nasa descobre no espaço substâncias que compõem DNA

Pesquisadores da agência espacial americana acharam provas de substâncias de DNA em meteoritos que foram criados no espaço. Os pesquisadores defendem a teoria de que um “kit” de partes prontas e criadas no espaço vieram parar na Terra por meio de meteoritos e cometas. “Componentes de DNA vêm sendo descobertos em meteoritos desde os anos 1960, mas pesquisadores tinham dúvidas se eles eram realmente criados no espaço ou se vinham por contaminação de vida terrestre”, disse Michael Callahan do Centro Espacial Goddard, da Nasa. “Pela primeira vez, temos provas que nos dão a certeza de que estes compostos de DNA foram de fato criados no espaço”, disse Callahan, autor do estudo publicado nesta segunda-feira (8) no periódico científico Proceedings of the National Academy of Sciences. De acordo com a Nasa, a descoberta contribui para o número crescente de provas de que a química dentro de asteróides e cometas é capaz de trazer componentes de moléculas biológicas essenciais. Anteriormente, cientistas do Centro Espacial Goddard descobriram aminoácidos em amostras do cometa Wild 2 da Nasa, além de vários meteoritos ricos em carbono. vale destacar que aminoácidos formam proteínas, moléculas essenciais à vida. Eles estão presentes em tudo, desde estruturas capilares até enzimas - catalisadores que aceleram ou regulam reações químicas. No novo estudo, a equipe Goddard coletou doze amostras de meteoritos ricos em carbono, nove dos quais foram retirados da Antártida. A equipe descobriu adenina e guanina - componentes de DNA chamados de nucleobases. O DNA tem o formato parecido ao de uma escada em espiral, a adenina e a guanina se conectam com outros dois nucleobases para formar os “degraus da escada”. Além disso, os pesquisadores identificaram em dois meteoritos, pela primeira vez, traço de três moléculas relacionadas com nucleobases: purina, 2,6-diaminopurina, e 6,8-diaminopurina; os dois últimos quase nunca são usados em biologia. De acordo com o estudo, estes compostos têm o mesmo núcleo molecular que nucleobases, mas com estruturas adicionadas ou removidas. Eles foram a primeira prova de que os compostos nos meteoritos vieram do espaço e não por contaminação terrestre. “Não é esperado ver estes análogos de nucleobase por contaminação terrestre, pois eles não são usados em biologia”, disse Callahan. Para descartar a possibilidade de contaminação terrestre, a equipe também analisou 21,4 quilos da amostra de gelo da Antártida, onde a maioria dos meteoritos no estudo foi encontrada. As nucleobases encontradas no gelo eram muito menores - partes por trilhão - do que aquelas presentes nos meteoritos e nenhum dos análogos de nucleobase foram detectados nas amostras de gelo. Um dos meteoritos caiu na Austrália, e a equipe também analisou uma amostra de solo. Assim como acontece com as amostras de gelo, não havia nenhuma das moléculas analógicas de nucleobase no solo da Austrália. Nesta segunda-feira (8 de agosto), a Nasa também anunciou o financiamento de 30 novos projetos, entre eles como proteger os astronautas da radiação no espaço, como eliminar os dejetos espaciais e como melhorar a tecnologia espacial. Cada uma das propostas receberá 100.000 dólares de financiamento durante o período de um ano no âmbito do NIAC (Instituto de Conceitos Avançados da Nasa). "Estes conceitos inovadores têm o potencial de se tornar a capacidade transformadora que a Nasa precisa para melhorar nossas operações atuais de missões espaciais, semeando os avanços de tecnologia necessários para as desafiadoras missões espaciais no futuro da Nasa", disse o chefe de tecnologia da agência, Bobby Braun. Outros projetos incluem o uso de tecnologia tridimensional de impressão para criar um posto avançado planetário e uma pesquisa sobre várias formas de combustível para futuras missões de exploração, entre elas, a energia solar e a nuclear. O NIAC operou de 1998 a 2007 como um fórum independente "para complementar as atividades de conceitos avançados realizadas no âmbito da Nasa", destacou a agência espacial. Os trabalhos do instituto foram suspensos para uma revisão em 2008 e foram restabelecidos no ano fiscal de 2011 "para pesquisar conceitos avançados visionários e de longo alcance, como parte da missão da agência".

Créditos: Último Segundo

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Astrônomos descobrem que planeta é mais escuro que carvão

Astrônomos do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, nos Estados Unidos, afirmam ter descoberto que um exoplaneta - que fica fora do Sistema Solar - absorve mais de 99% da luz, ou seja, é mais escuro que carvão. Conhecido como TrES-2b, o planeta é um gigante gasoso que orbita sua estrela a cerca de 4,8 milhões de km e essa proximidade lhe garante uma atmosfera de cerca de 980 °C. "TrES-2b é consideravelmente menos reflexivo (reflete menos luz) que tinta acrílica preta, então é realmente um mundo alien", diz David Kipping, astrônomo autor do artigo que descreve a descoberta. Em comparação, o nosso maior planeta, o também gigante gasoso Júpiter, está coberto por nuvens de amônia que refletem mais de um terço da luz solar. TrES-2b é tão quente que forma substâncias como sódio, potássio e óxido de titânio, que absorvem mais a luz. Apesar disso, a presença dessas substâncias não é suficiente para explicar a escuridão do exoplaneta. "Não está claro o que é responsável por fazer esse planeta tão extraordinariamente escuro", diz David Spiegel, da Universidade de Princeton, coautor do artigo. "De qualquer maneira, ele não é totalmente negro. É tão quente que emite um fraco brilho vermelho, como uma brasa ou as bobinas de um fogão elétrico". A escuridão do planeta foi descoberta com medições do telescópio Kepler, que tem a capacidade de determinar o brilho de corpos distantes com extrema precisão.

Créditos: APEX