sábado, 15 de outubro de 2011

A Nebulosa Crescente

A Nebulosa Crescente, ou a NGC 6888 é uma bolha de gás entalhada no meio interestelar por uma estrela incrivelmente energética conhecida como Wolf-Rayet, ou W-R, nome dado depois que dois astrônomos as descobriram pela primeira vez. Através de um telescópio de 8”, é possível ver a estrela W-R facilmente. A nebulosa mede 18’ por 13’. A estrela W-R brilha com uma magnitude 7 no centro da NGC 6888. Para se conseguir essa imagem final, foi necessário empilhar catorze imagens feitas cada uma com 7 minutos de exposição.

Créditos: Cienctec

14.000 estrelas na Nebulosa da Carina

A Nebulosa da Carina é uma região de formação de estrelas que fica no braço Sagittarius-Carina da Via Láctea, a uma distância de aproximadamente 7.500 anos-luz da Terra. Nessa região da nossa galáxia o poderoso Observatório de Raios-X Chandra da NASA detectou mais de 14.000 estrelas. A visão de raios-X do Chandra fornece fortes evidências de que estrelas massivas estão se auto destruindo nessa região de formação de estrelas localizada relativamente próxima da Terra. Primeiramente existe um déficit observacional de fontes de raios-X brilhantes na área conhecido como Trumpler 15, sugerindo que algumas das estrelas massivas nesse aglomerado já foram destruídas em explosões de supernovas. O Tumpler 15 está localizado na parte norte da imagem e é um dos aglomerados estelares que constituem a Nebulosa daCarina. A detecção de seis possíveis estrelas de nêutrons, o denso núcleo as vezes deixado para trás após a explosão das estrelas em supernovas, fornecem evidências adicionais de que a atividade de supernovas está aumentando na Carina. Observações anteriores só haviam detectado uma estrela de nêutrons na Carina.

Créditos: NASA

Artynia Catena

Essa imagem mostra uma impressionante cadeia de cavidades ao longo da ponta mais ao sul da cadeia na região de Artynia Catena, localizada no flanco mais ao norte do vulcão Alba Patera em Marte. Essas cavidades se formaram em fraturas ao longo da parte mais extensa ao sul. A fratura é parte de um sistema maior de fraturas que é radial ao vulcão o que sugere que elas estejam relacionadas com a formação do vulcão. Além disso, essa cadeia de cavidades pode ter se formado do fluxo de magma em subsuperfície e o subsequente colapso parcial do material localizado acima na fratura.Outra explicação pode ser que a água ou o gelo na subsuperfície tenha se formado de forma preferencial ao longo dessas fraturas e a remoção subsequente do material rico em gelo pela sublimação resultou no colapso parcial do material em superfície formando assim a cadeia de cavidades em Marte.

Créditos: HiRISE

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma supernova remanescente intrigante

A G299.2-2.9 é uma supernova remanescente intrigante que localiza-se a cerca de 16 mil anos-luz de distância da Via Láctea. Evidências apontam que a G299.2-2.9 são os restos de uma supernova Ia, onde uma anã branca tem crescido demasiadamente para causar uma explosão termonuclear. Porque é mais velho do que a maioria dos remanescentes de supernova causado por estas explosões, em uma idade de cerca de 4.500 anos, a G299.2-2.9 fornece aos astrônomos uma excelente oportunidade para estudar como esses objetos evoluem ao longo do tempo. Ele também fornece informação da explosão de uma supernova Ia, que produziu esta estrutura. Esta imagem composta mostra a supernova G299.2-2.9 no raios-X a partir do observatório espacial Chandra e o satélite ROSAT, em laranja, que foi sobreposta em uma imagem infravermelha do Two Micron All-Sky Pesquisa, ou 2MASS. A emissão fraca de raios-X da região interior revela quantidades relativamente grandes de ferro e silício, como esperado para um remanescente de uma supernova Ia. A camada externa da parte remanescente é complexa. Tipicamente, é associada a uma estrela que explodiu no espaço onde o gás e poeira não são uniformemente distribuídas. É muito importante compreender os detalhes das explosões das supernovas para adquirir conhecimento sobre a energia escura e a expansão do Universo. A descoberta da expansão acelerada do Universo na década de 1990 levou à recente concessão do Prêmio Nobel de Física.

Créditos: NASA