quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Asteróide vai passar perto da Terra na próxima semana

Clique na imagem acima para visualizar a trajetória 

Na semana que vem, um asteróide vai passar relativamente perto da Terra, de acordo com especialistas da Nasa. A previsão é de que o 2005 YU55 passe a, no mínimo, 324,6 mil quilômetros do nosso planeta, o que é mais perto do que a distância até a Lua. Cálculos indicam que o asteróide tem o tamanho de um navio porta-aviões. O ponto máximo de aproximação com a Terra se dará no dia 8/11/2011. Há pelo menos 200 anos o 2005 YU55 não chega tão perto da Terra. Em sua trajetória, ainda estão Vênus e Marte. Somente em 1976 um outro asteróide passou tão perto da Terra. Uma vez que o asteróide se aproxima da Terra vindo da direção do Sol, ele será um objeto luminoso até o momento da maior aproximação. O melhor momento para novas observações ópticas e infravermelhas será no final do dia 08 de novembro, após às 21:00 horas UT, na zona entre o Atlântico leste e a África ocidental. Poucas horas após a sua maior aproximação da Terra, o asteróide se tornará de um modo geral acessível para as observações ópticas e no espectro próximo ao infravermelho, mas será um objeto difícil de ser localizado, devido ao seu rápido movimento no céu. Embora classificado como um objeto potencialmente perigoso, o 2005 YU55 não representa nenhuma ameaça de uma colisão com a Terra, pelo menos nos próximos 100 anos. No entanto, neste período, esta será a maior aproximação de um objeto deste tamanho que antecipadamente conhecemos, e um evento deste tipo não vai acontecer novamente até 2028, quando o asteróide 2001 WN5 vai passar a cerca de 0,6 distâncias lunares.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Novas descobertas sobre a criação de buracos negros pela colisão de galáxias

Colisões entre duas galáxias podem explicar por que buracos negros supermassivos se formam e se desenvolvem nelas, de acordo com uma nova pesquisa feita por uma equipe internacional liderada pelo Dr. John Silverman da Universidade de Kashiwa no Japão. Esses buracos negros supermassivos são normalmente encontrados nas galáxias mais massivas e o seu tamanho é proporcional ao bulbo no centro da galáxias, que é a massa das estrelas no meio. A equipe usou pesquisas de raios-X feitas com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA para identificar galáxias com um buraco negro supermassivo em crescimento – os imensos objetos frequentemente emitem raios-X nos seus estágios de crescimento, e os raios-X atirados diretamente através das regiões de formação de estrelas fornecem uma imagem clara do número de buracos negros. O trabalho feito pela equipe foi publicado no Astrophysical Journal e diz que as galáxias que se apresentam em pares próximos – identificadas a partir de medidas feitas pela pesquisa de desvio para o vermelho do Very Large Telescope do ESO – possuem uma probabilidade duas vezes maior de possuírem buracos negros supermassivos. As interações entre as galáxias são raras e a equipe estimou que somente 20% da massa do buraco negro foi gerada no processo de colisão. Desse modo algum fator desconhecido está causando o crescimento de buracos negros, talvez o estágio final da colisão entre duas galáxias, especulam os pesquisadores.

Créditos: Cienctec

Três novos planetas e um objeto misterioso descobertos

Três planetas - cada orbitando a sua própria estrela gigante moribunda - foram descobertos por uma equipe internacional de cientistas. Usando o Telescópio Hobby-Eberly, astrônomos observaram as estrelas dos planetas - HD 240237, BD +48 738, e HD 96127 - a dezenas de anos-luz do nosso próprio Sistema Solar. De acordo com o líder da equipe, Alex Wolszczan, da Universidade Estatal da Pennsylvania, EUA, uma das estrelas tem um outro objeto misterioso em órbita. A nova pesquisa fornece mais dados sobre a evolução de sistemas planetários em torno de estrelas à porta da morte. Também ajuda os astrônomos a melhor compreender como o conteúdo metálico influencia o comportamento das mesmas. A pesquisa será publicada na edição de Dezembro da revista Astrophysical Journal. Os três recém-descobertos sistemas planetários são mais evoluídos que o nosso próprio Sistema Solar. "Cada das três estrelas está a inchar e já se tornaram em gigantes vermelhas - uma estrela moribunda que em breve irá engolir qualquer planeta que orbite demasiado perto," afirma Wolszczan. "Embora possamos esperar um destino similar em relação ao nosso Sol, que eventualmente se tornará numa gigante vermelha e possivelmente irá consumir a Terra, não temos de nos preocupar durante mais cinco bilhões de anos." Wolszczan também afirma que uma das estrelas - BD +48 738 - está acompanhada não só por um planeta do tamanho de Júpiter, mas também por um segundo objeto misterioso. De acordo com a equipe, este objeto pode ser outro planeta, uma estrela de baixa massa, ou - mais interessante - uma anã marrom, que é um corpo estelar intermédio em massa entre as estrelas mais frias e os planetas gigantes. "Vamos continuar a observar este objeto estranho e, daqui a alguns anos, esperamos ser capazes de revelar a sua identidade," acrescenta Wolszczan. As três estrelas e os seus planetas têm sido particularmente úteis para a equipe de pesquisa porque ajudaram a iluminar mistérios atuais de como as estrelas moribundas se comportam dependendo do seu conteúdo metálico. "Primeiro, sabemos que estrelas gigantes como HD 240237, BD +48 738 e HD 96127 são especialmente barulhentas. Isto é, parecem nervosas, porque oscilam muito mais do que o nosso bem mais jovem Sol. Esta oscilação perturba o processo de observação, o que torna muito complicada a descoberta de planetas em órbita," afirma Wolszczan. "No entanto, com perseverança eventualmente fomos capazes de avistar os planetas em órbita de cada estrela." Assim que Wolszczan e sua equipe confirmaram que HD 240237, BD +48 738 e HD 96127 tinham realmente planetas, mediram o conteúdo metálico das estrelas e descobriram algumas correlações interessantes. "Descobrimos uma correlação negativa entre a metalicidade da estrela e a sua oscilação. Ao que parece, quanto menor conteúdo metálico, mais nervosa e oscilante é," explica Wolszczan. "O nosso próprio Sol também vibra ligeiramente, mas dado que é muito mais jovem, a sua atmosfera é muito menos turbulenta." Wolszczan também realça que, à medida que as estrelas começam a inchar devido à fase de gigante vermelha, as órbitas planetárias alteram-se e até podem intersectar-se, e os planetas e luas mais próximos são eventualmente engolidos pela estrela. Por esta razão, é possível que HD 240237, BD +48 738 e HD 96127 tenham tido mais planetas em órbita, que entretanto tenham sido consumidos. "É interessante notar que, destas três estrelas, nenhuma tem um planeta a uma distância menor que 0,6 UA - isto é, 0,6 vezes a distância entre a Terra e o Sol," afirma Wolszczan. As observações de estrelas moribundas, do seu conteúdo metálico, e de como afetam os planetas em órbita, podem fornecer pistas acerca do destino do nosso próprio Sistema Solar. "Claro, daqui a cerca de 5 bilhões de anos, o nosso Sol torna-se numa gigante vermelha e provavelmente engole os planetas e luas mais interiores. No entanto, se cá ainda estivermos, digamos, daqui a mil ou três bilhões de anos, podemos viver na lua de Júpiter, Europa, durante os milhares de milhões de anos que restam," salienta Wolszczan. "Europa é um deserto gelado e não é nada habitável hoje em dia, mas à medida que o Sol continua a aquecer e a crescer, a Terra ficará demasiado quente, enquanto à mesma altura, Europa começa a derreter e poderá passar um bom par de milhar de milhões de anos na zona habitável - não muito quente, não muito frio, coberta por vastos e lindos oceanos."

Créditos: Astronomia On-line

Olhando para o céu

Os tufos de pérolas em torno da estrela central IRAS 10082-5647 nesta imagem do Hubble certamente chama a atenção para os céus. A nuvem de aparência divina é uma nebulosa de reflexão, composta por gás e poeira brilhando suavemente pela luz refletida de estrelas próximas, neste caso, uma jovem estrela Herbig Ae/Be. A estrela, como outras desse mesmo tipo, ainda é relativamente jovem, tendo apenas alguns milhões de anos. Ela ainda não atingiu a chamada fase de seqüência principal, onde vai gastar cerca de 80% de sua vida criando energia pela queima de hidrogênio em seu núcleo. Até então, a estrela aquece-se por colapso gravitacional, à medida que o material na estrela cai sobre si mesma, tornando-se cada vez mais densa e gerando uma imensa pressão que por sua vez emite grandes quantidades de calor. As estrelas gastam apenas cerca de 1% de suas vidas nesta fase anterior à fase da sequência principal. Eventualmente, o colapso gravitacional vai aquecer o núcleo da estrela o suficiente para a fusão do hidrogênio começar, impulsionando a estrela para a fase de seqüência principal, e colocando-a na sua fase de idade adulta. A Advanced Camera for Surveys, a bordo do Telescópio Espacial Hubble capturou os espirais e arcos desta nebulosa, iluminada com a luz de IRAS 10082-5647 nos comprimentos de onda do visível (555 nm) e do infravermelho próximo (814 nm) que foram coloridos de azul e vermelho, respectivamente. O campo de visão é de cerca de 1,3 por 1,3 arcos de minuto.

Créditos: Space Telescope