quarta-feira, 5 de junho de 2013

O Sol é fotografado sobre o horizonte do planeta Terra desde a ISS

A imagem acima mostra o Sol como uma estrela explodindo sobre o horizonte da Terra. A imagem foi feita por um dos tripulantes da Expedição 36 a bordo da Estação Espacial Internacional, a ISS, enquanto o laboratório orbital estava sobre um ponto no sudoeste de Minnesota em 21 de Maio de 2013.

Fonte: Cienctec

Choque de gálaxias: simulação versus realidade


O que acontece quando duas galáxias colidem entre si? Embora este processo interativo possa levar bilhões de anos, tais encontros titânicos são relativamente comuns. Uma vez que as galáxias, basicamente, são constituídas de espaço vazio, as colisões entre suas estrelas são praticamente inexistentes. No entanto, a gravidade inerente a cada galáxia acabará por distorcê-las ou até destruir uma das galáxias. Ao final do processo, o par de galáxias pode acabar se fundindo para gerar uma única galáxia maior. Nuvens de gás e poeira cósmica colidem e detonam novas ondas de formação estelar que se completam ainda dentro do processo de interação galáctica. No vídeo acima vemos uma simulação computacional de duas galáxias espirais em colisão, interrompida em alguns pontos para mostrar imagens reais em quadros congelados capturados pelo Telescópio Espacial Hubble. Na verdade, nossa própria galáxia Via Láctea tem absorvido várias galáxias menores ao longo de sua existência e até estão e sabemos que está prevista uma nova fusão com a enorme galáxia vizinha de Andrômeda dentro de alguns bilhões de anos.

Fonte: Eternos Aprendizes

Um dos mais brilhantes planetas alienígenas já encontrados

Entre centenas de planetas alienígenas (ou exoplanetas) em potencial já encontrados por meio de sofisticados telescópios, o HD95086 b (acima, ponto mais brilhante, no canto inferior esquerdo) é, de certa forma, especial: sua luminosidade ajudou astrônomos a registrá-lo sem grande dificuldade. Localizado a cerca de 300 anos-luz da Terra, o HD95086 b tem de 4 a 5 vezes a massa de Júpiter e orbita ao redor de uma estrela de “apenas” 10 a 17 milhões de anos (considerando que nosso sistema solar tem idade estimada de 4,5 bilhões de anos, essa estrela é extremamente “jovem”). De acordo com as informações coletadas até o momento, acredita-se que o planeta se formou a partir de gases e de poeira ao redor da estrela HD 95086 – curiosamente, porém, ele agora está a uma distância considerável de seu astro (cerca de duas vezes a distância entre Júpiter e o Sol). “Sua localização atual levanta questões a respeito de seu processo de formação”, aponta a pesquisadora Anne-Marie Lagrange, do Instituto Grenoble de Planetologia e Astrofísica (França). “Ele pode ter crescido coletando as rochas que formam o núcleo sólido e lentamente acumulando gás do ambiente para formar a atmosfera pesada; ou pode ter começado a se formar a partir de uma massa gasosa que veio de instabilidades gravitacionais no disco [de gás e poeira que cerca a estrela]“. A distância em relação à estrela HD 95086 pode ser consequência da interação com outros planetas ou com o disco. Estima-se que a superfície do HD95086 b tenha temperatura de aproximadamente 700°C – o que permitiria a presença de vapor d’água ou metano na atmosfera. Astrônomos planejam fazer novas observações para averiguar com mais precisão as condições do planeta.

Fonte: Hypescience

sábado, 1 de junho de 2013

Seixos encontrados pelo rover Curiosity, em Marte, são testemunhos de um antigo fluxo de água no planeta vermelho

A análise detalhada e revisada confirmou a interpretação inicial, dada pelos pesquisadores sobre um seixo investigado pelo rover Curiosity em Marte, no ano passado: Ele é parte de um antigo leito. As rochas são as primeiras encontradas em Marte contendo cascalhos de leito. O tamanho e a forma dos cascalhos mergulhados nas rochas conglomerados – do tamanho de partículas de areia até o tamanho de bolas de golfe – permitiu que os pesquisadores calculassem a profundidade e a velocidade com que a água fluía nesse local. “Nós completamos a mais rigorosa quantificação de afloramentos para caracterizar a distribuição do tamanho e o grau de arredondamento dos seixos e das areias que constituem esse conglomerado”, disse Rebecca Williams do Planetary Science Institute, em Tucson, no Arizona, e principal autora de um artigo publicado na revista Science dessa semana que relata as descobertas. “Nós finalizamos com o cálculo no mesmo intervalo que a nossa estimativa inicial havia obtido. No mínimo, o fluxo fluiu a uma velocidade equivalente ao de o andar de uma pessoa – um metro por segundo – e tinha uma profundidade que variava da altura do tornozelo até a altura do quadril”. Três rochas parecidas com um pavimento foram examinadas com a capacidade de telefoto da Mast Camera (Mastcam) do rover Curiosity durante os primeiros dias de permanência do rover em solo marciano e são a base para esse novo relatório. Uma apelidada de Goulburn está localizada imediatamente adjacente ao local onde o rover pousou, local esse chamado de Bradbury Landing. As outras duas, apelidadas de Link e Hottah, estão a 50 e 100 metros a sudeste, respectivamente. Os pesquisadores também usaram o instrumento Chemistry and Camera (ChemCam) que atira laser para investigar a rocha Link. “Esses conglomerados parecem demais com os depósitos de leito de rio encontrados na Terra”, disse Williams. “A maior parte das pessoas são familiares com seixos arredondados de rios. Talvez você já até pegou uma rocha dessas, arredondada, e suave atravessando a água. Ver algo tão similar em outro mundo é algo animador e gratificante”.Os maiores seixos não estão distribuídos de forma uniforme nas rochas conglomerados. Na rocha Hottah, os pesquisadores detectaram uma alternância entre camadas ricas em seixo e camadas de areia. Isso é comum em depósitos de leito de rio na Terra e fornece uma evidência adicional para o fluxo em Marte. Em adição a isso, muitos dos seixos estão se tocando, um sinal de que eles rolaram ao longo do leito desse fluxo. “Nossa análise sobre o grau de arredondamento dos seixos fornecerá mais informações”, disse Sanjeev Gupta, do Imperial College em Londres, um co-autor do novo relatório. “O arredondamento indica um fluxo sustentado. Isso ocorre à medida que os seixos se chocam múltiplas vezes. Esse não foi um fluxo único. Ele foi sustentado, certamente mais do que semanas e meses, apesar de não podermos dizer por quanto tempo”. O fluxo carregou o cascalho por alguns quilômetros, estimam os pesquisadores. A atmosfera do planeta Marte moderno é muito fina para fazer um fluxo sustentado de água possível, apesar do planeta abrigar grande quantidade de gelo de água. Alguns tipos de evidências têm indicado que o antigo planeta Marte teve diversos ambientes com água líquida. Contudo, nenhuma rocha encontrada até então, a não ser essas encontradas pelo rover Curiosity poderiam fornecer informação sobre o tipo de fluxo publicado essa semana. Imagens feitas pelo Curiosity das rochas conglomerados indicam que as condições atmosféricas na Cratera Gale, permitiram uma vez que o fluxo de água líquida pudesse acontecer na superfície marciana. Durante a sua missão primária de dois anos, os pesquisadores estão usando os 10 instrumentos científicos do Curiosity para acessar a história ambiental na Cratera Gale em Marte, onde o rover já encontrou evidências de antigas condições ambientais favoráveis para a vida microbiana.

Fonte: Cienctec