quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Telescópio da NASA captura explosão nunca antes vista em cometa

Essa foi a primeira vez que a humanidade conseguiu imagens tão nítidas de um evento desse tipo.
"Esta é a observação mais completa e detalhada até hoje da formação e dissipação da explosão em um cometa ocorrendo naturalmente", disse a NASA em um comunicado.
O pequeno corpo celeste teve seu momento de maior aproximação à Terra em dezembro de 2018, quando passou a 11,5 milhões de quilômetros de distância. Contudo, a explosão começou em 26 de setembro do mesmo ano, dissipando-se durante 20 dias seguidos.
Segundo estimativas aproximadas dos cientistas da Universidade de Maryland (EUA), o fenômeno expulsou cerca de um milhão de quilos de material, criando uma cratera de cerca de 20 metros em sua superfície.
"Como o TESS obtinha imagens detalhadas e compostas a cada 30 minutos, a equipe conseguiu visualizar cada fase com detalhes minuciosos", afirmou a agência norte-americana.
"Com 20 dias de imagens muito frequentes, pudemos avaliar facilmente as alterações de luminosidade", comentou o autor principal do estudo, Tony Farnham, do Departamento de Astronomia da universidade.
Os pesquisadores também conseguiram detectar pela primeira vez o rastro do cometa, que, ao contrário da cauda, é um campo de detritos maiores que traça sua trajetória orbital enquanto se move ao redor do Sol. "Quando a Terra encontra o rastro de poeira de um cometa, temos chuvas de meteoros", explicou o coautor Michael Kelley.
Em maio, descobriu-se que o cometa 46P/Wirtanen contém água "semelhante à de um oceano". Esta descoberta reforçou a idéia de que estes corpos gelados desempenharam um papel fundamental na chegada do líquido à Terra.
Por razões ainda desconhecidas dos cientistas, muitos cometas ocasionalmente experimentam explosões espontâneas. O estudo do processo desse fenômeno pode ajudar a compreender melhor as propriedades desses corpos.

Créditos: Sputnik

Chuva de meteoros Geminídeos é a maior atração astronômica em dezembro

Mais um ano vai chegando ao fim, mas sempre há tempo para belas observações do céu. O mês de dezembro traz magníficas constelações de verão, com destaque para as brilhantes estrelas de Touro, Órion e Cão Maior.
A maior atração, porém, é a sempre marcante chuva de meteoros Geminídeos, que tem pico na noite de 13 para 14 de dezembro. Esta será a chuva de melhor visibilidade nas latitudes brasileiras – caso a noite esteja sem nuvens, você não deve perder.
Para observar meteoros, é preciso paciência: reserve pelo menos uma hora, preferencialmente em um local afastado das luzes da cidade.

Dia 14As primeiras horas desse sábado são a melhor oportunidade para observar meteoros no Brasil. Quem fizer uma vigília poderá ver dezenas deles durante a madrugada. Olhe na direção da Constelação de Gêmeos e aprecie o show.

Dia 22O Solstício de Dezembro acontece à 1h19 (hora de Brasília). Nesse instante, o Sol atinge a posição mais ao sul na Esfera Celeste. É o início do verão no Hemisfério Sul e do inverno no Hemisfério Norte. Aproveite este que será o dia mais longo do ano!

Dia 23Atividade de meteoros acima da média, resultado da poeira deixada pelo cometa 8P/Tuttle. É uma chuva de difícil visualização no Brasil, pois seu radiante é próximo ao polo celeste norte. Olhe para o norte no final da madrugada.

Dia 28Encerrando o ano, uma bela visão ao entardecer. O fino crescente da Lua encontra o brilhante Vênus em uma magnífica conjunção. Olhe para o oeste logo após o pôr do Sol.

Por Gustavo Rojas Físico da Universidade Federal de São Carlos.


Créditos: Galileu

Asteróide passará perto da Terra a 27.000 km/h na sexta-feira, alerta NASA

De acordo com as estimativas da NASA, o asteróide 2019 WR3 mede entre 72 e 160 metros de diâmetro e se move a uma velocidade de 27.036 km/h.
Para efeito de comparação, a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, mede 139 metros de altura.
Além disso, a agência espacial americana calcula que o corpo rochoso passará no dia 6 de dezembro por volta das 17h52, do horário de Brasília.
Apesar de a notícia parecer alarmante, o asteróide em questão não representa um perigo para nós, já que o ponto máximo de aproximação será de aproximadamente 5,4 milhões de quilômetros, ou seja, cerca de 14 vezes a distância entre a Lua e a Terra.
O 2019 WR3 pertence ao grupo de asteróides Apolo, que tem uma órbita muito ampla ao redor do nosso planeta. Ocasionalmente, a órbita dos corpos celestes neste grupo atravessa a da Terra.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

HUBBLE ESTUDA EXPLOSÃO DE RAIOS-GAMA COM A MAIS ALTA ENERGIA JÁ OBSERVADA

Novas observações do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA investigaram a natureza da explosão de raios-gama GRB 190114C.
As explosões de raios-gama são as explosões mais poderosas do Universo. Emitem a maior parte da sua energia sob a forma de raios-gama, radiação que é muito mais energética do que a luz visível que podemos ver com os nossos olhos.
Em janeiro de 2019, um GRB extremamente brilhante e longo foi detectado por um conjunto de telescópios, incluindo os telescópios Swift e Fermi da NASA, bem como pelos telescópios MAGIC (Major Atmospheric Gamma Imaging Cherenkov). Conhecido como GRB 190114C, parte da luz detectada do objeto tinha a maior energia já observada: 1 TeV (um Tera elétrons-volt) - cerca de um bilhão de vezes mais energia por fóton do que a luz visível. Os cientistas têm tentado observar uma emissão energética tão alta a partir de GRBs há muito tempo, de modo que esta detecção é considerada um marco na astrofísica de alta energia.
As observações anteriores revelaram que, para atingir esta energia, o material deve ser emitido de uma estrela em colapso a 99,999% da velocidade da luz. Este material é então forçado através do gás que rodeia a estrela, provocando um choque que cria a própria explosão de raios-gama. Pela primeira vez, os cientistas observaram raios-gama extremamente energéticos desta explosão em particular.
Vários observatórios terrestres e espaciais começaram a estudar GRB 190114C. Os astrônomos europeus receberam tempo de observação com o Telescópio Espacial Hubble para observar a explosão de raios-gama, estudar o seu ambiente e descobrir como esta emissão extrema é produzida.
"As observações do Hubble sugerem que esta explosão em particular estava num ambiente muito denso, bem no meio de uma galáxia brilhante a 5 bilhões de anos-luz de distância," explicou um dos autores principais, Andrew Levan do Instituto para Matemática, Departamento de Astrofísica e Física de Partículas da Universidade Radboud na Holanda. "Isto é realmente invulgar e sugere que talvez seja por isso que produziu esta radiação excepcionalmente poderosa."
Os astrônomos usaram o Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA, juntamente com o VLT (Very Large Telescope) do ESO e o ALMA (Atacama Large Milimeter/submilimeter Array) para estudar a galáxia hospedeira deste GRB. O instrumento WFC3 (Wide Field Camera 3) foi fundamental para estudar se as propriedades ambientais do sistema hospedeiro, composto por um par próximo de galáxias em interação, podem ter contribuído para a produção destes fótons altamente energéticos. O GRB ocorreu dentro da região nuclear de uma galáxia massiva, um local bastante único. Isto é indicativo de um ambiente mais denso do que aquele onde os GRBs são normalmente observados e poderá ter sido crucial para a produção dos fótons altamente energéticos observados.
"Os cientistas têm tentado observar emissão de energia muito alta a partir de explosões de raios-gama há muito tempo," explicou o autor principal Antonio Ugarte Postigo do Instituto de Astrofísica da Universidade da Andaluzia na Espanha. "Esta nova observação é um passo vital para o entendimento das explosões de raios-gama, dos seus arredores imediatos e de como a matéria se comporta quando se move a 99,999% da velocidade da luz."

Créditos: Astronomia On-line