domingo, 26 de setembro de 2010

A beleza da explosão de uma estrela gigante vermelha


Essa imagem aqui reproduzida é uma composição de dados de raios-X (azul) e óptico (vermelho e verde) e revela impressionantes detalhes da Nebulosa Crescente, uma gigantesca concha de gás criada por poderosos ventos soprados por uma estrela massiva conhecida como HD 192163, ou melhor, WR 136, a estrela propriamente dita não aparece no campo de visão localizando-se na parte inferior da imagem. Após 4.5 milhões de anos (um milionésimo da idade do Sol), a HD 192163 começou sua cruzada em direção a uma catastrófica supernova. Primeiro ela expandiu de forma violenta tornando-se uma gigante vermelha e ejetando suas camadas mais externas a uma velocidade de 32.000 quilômetros por hora. Duzentos mil anos depois – um piscar de olhos para a uma vida normal de uma estrela – a radiação intensa das camadas mais internas da estrela começou a empurrar o gás para fora a velocidades superiores a 4 milhões de quilômetros por hora. Quando esse vento estelar de alta velocidade se chocou com o vento estelar mais lento da gigante vermelha, uma densa concha foi formada. Na imagem aqui reproduzida uma porção da concha é mostrada em vermelho. A força dessa colisão criou ondas de choque, uma dessas ondas se movimentou em direção externa da densa concha criando a estrutura filamentar mostrada aqui em verde e outra que se moveu em direção a concha produziu uma bolha de milhões de graus Celsius emitindo raios-X e que é mostrado aqui em azul. A emissão de raios-X mais brilhante está próxima da parte mais densa da concha de gás comprimida, indicando que o gás quente está evaporando matéria da concha. A HD 192163 provavelmente irá explodir como uma supernova em aproximadamente 100 mil anos. Essa imagem permite aos astrônomos determinar a massa, energia, e a composição da concha gasosa ao redor desta estrela numa etapa anterior de uma supernova. O entendimento desses ambientes fornece importantes dados para a interpretação das observações das supernovas e de suas remanescentes.


Créditos: Cienctec

Nenhum comentário:

Postar um comentário