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terça-feira, 4 de agosto de 2020

Cápsula da SpaceX chega de volta à Terra

Os astronautas Bob Behnken e Doug Hurley estão de volta à Terra. Eles chegaram no domingo, 2, a bordo da cápsula da SpaceX e fizeram um mergulho no Golfo do México. Assim que pousaram, avisaram por uma mensagem de rádio que estavam se sentindo bem e então uma equipe para extração da tripulação foi acionada.
O veículo chamado SpaceX Crew Dragon “Endeavour” “desceu” a uma velocidade de 28.500 km/h, usando seu escudo térmico para desacelerar a 560 km/h, antes de adicionar o paraquedas. Para completar, a NASA precisou pensar em um ponto estratégico para a queda, já que a tempestade tropical Isaias está atingindo a Flórida.
A SpaceX é uma empresa do bilionário Elon Musk, que esteve junto com a NASA nesse projeto, levando o primeiro voo tripulado saindo dos Estados Unidos desde 2011. Além disso, foi a primeira vez que uma empresa privada levou astronautas para o espaço.
Behnken e Hurley ficaram por dois meses na Estação Espacial Internacional (ISS), onde estiveram entre os dias 30 de maio e 1º de agosto. A jornada de volta à Terra levou 21 horas, com o pouso acontecendo às 15h49, pelo horário de Brasília. Além disso, a chegada aconteceu na costa de Pensacola, na Flórida.
O grande problema foi a tempestade Isaias, que atingiu a costa sudeste do estado norte-americano. Por isso, a NASA e a SpaceX planejaram diversos possíveis locais para a queda, todos eles longe o suficiente da tempestade. Além disso, navios de resgate ficaram posicionados nas proximidades.
A missão tripulada funcionou como um teste para garantir que a cápsula é segura e que no futuro pode ser utilizada para outras atividades espaciais. Por fim, a SpaceX aguarda para setembro o lançamento da Expedition 65, também para a ISS. Mas, por enquanto ainda não há uma data para lançamento, embora a missão já seja tratada por CREW-1.

Créditos: SoCientífica

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Revelada a espaçonave que irá levar os primeiros humanos a Marte

Elon Musk revelou uma nave espacial SpaceX concebida para transportar uma tripulação e carga até à Lua, Marte ou qualquer outro lugar no sistema solar e aterrar na Terra perpendicularmente.
Em um discurso ao vivo das instalações de lançamento da SpaceX, no Texas, Musk disse no sábado que a nave espacial deve decolar pela primeira vez em cerca de um ou dois meses e chegar a 19.800 metros antes de pousar de volta na Terra.
Ele diz que é essencial para a viabilidade da viagem espacial ser capaz de reutilizar as naves espaciais e que é importante tomar medidas para estender a consciência além do nosso planeta.
Uma multidão observou como Musk falava de um palco em frente à grande nave espacial, que tem um exterior metálico e refletivo.
Musk diz que o sábado marcou o 11º aniversário de um foguete SpaceX atingindo a órbita pela primeira vez.

Créditos: Socientífica

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Starlink: Veja um trem de satélites cruzando céu noturno!


Na noite de quinta-feira, 23 de maio, a empresa SpaceX lançou de uma só vez nada menos de 60 satélites. Os artefatos estão cruzando o céu praticamente juntos, formando uma espécie de "trem luminoso" que pode ser visto a olho nu nas noites mais escuras.
O trem de satélites, chamado oficialmente de "Mega constelação Starlink", é composto neste momento por 60 artefatos. No entanto, o objetivo da SpaceX é colocar em orbita 12 mil unidades com a finalidade de criar a maior rede mundial provedora de internet via satélite.
Os objetos estão em orbita circular ao redor do planeta, a uma altitude de 445 km. Por estarem em orbita baixa e orbitando praticamente juntos, para um observador situado na Terra a impressão que se tem é que um "trem" de pontos luminosos está se deslocando no firmamento noturno, refletindo a luz do Sol.
A olho nu, os 60 satélite brilham entre as magnitudes 4 e 5, o que significa que são pontos bem pálidos no céu, lembrando que teoricamente o limite da visão humana é de 6 magnitudes (quanto maior o número, menos brilhante é o objeto).
Atualmente, o tamanho do "trem" é de cerca de 8 graus angulares, o que equivale ao tamanho do punho apontado para o céu, mas deverá se alargar à medida que o tempo passa.
Neste momento a orbita é de 445 km, mas deverá se elevar para 550 km quando estiverem em operação. Quando isso acontecer o brilho também ficará mais esmaecido e mais difícil será a observação.
Para ver o "trem Starlink" ou qualquer outro satélite, é necessário que a luz do Sol atinja sua estrutura e seja refletida até nossos olhos. Para que isso aconteça é preciso que os seguintes fatores estejam ocorrendo ao mesmo tempo:

1 - Céu escuro: deve ser noite no local da observação
2 - Altura do Sol: o disco solar deve estar entre 10 e 25 graus abaixo da linha do horizonte
3 - Satélite iluminado: os raios de Sol devem estar atingindo diretamente o satélite
4 - Ângulo de elevação: o satélite deve estar pelo menos 25 graus acima do horizonte

Quando estas quatro condições forem satisfeitas dizemos que o satélite estará potencialmente visível quando da sua passagem por nossa localidade.
Isso significa que tecnicamente poderá ser visto, mas outros fatores poderão influenciar em sua observação, entre eles a altitude e o tamanho do satélite, seu material de revestimento e as condições atmosféricas no local da observação.
Naturalmente, a observação de qualquer satélite depende dele estar em nosso campo de visão e para saber quando isso vai acontecer você pode precisa rastrea-lo, fornecendo sua localização.
É importante lembrar que o "trem" apresenta baixa luminosidade. Assim, uma boa idéia é observar o céu em local bem escuro, longe de luzes fortes e se possível usar um binóculo de baixa amplificação, o que permitirá ver objetos mais tênues.

Créditos: Apolo 11

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Falha teste do primeiro foguete espacial reutilizável

Dois eventos marcaram o nascente setor da exploração comercial privada nas últimas semanas. No mesmo dia em que a nave privada Cygnus, lançada pela Orbital Sciences - era puxada do espaço para se conectar à Estação Espacial Internacional, a SpaceX lançava uma versão revolucionária do seu foguete Falcon 9. A versão anterior do Falcon 9 já havia sido utilizada para lançar a cápsula Dragon, da própria SpaceX, que também se acoplou à Estação Espacial. Desta vez ele impulsionou um satélite científico canadense, chamado Cassiope, e uma turma de CubeSats até a órbita baixa da Terra. Mas o mais interessante deste lançamento estava para acontecer depois que a carga útil do foguete fosse posta a caminho de sua órbita. O que iria acontecer seria o primeiro teste real de um foguete reutilizável. Depois que o segundo estágio de um foguete - aquele que transporta os satélites - solta-se do primeiro estágio, esta primeira seção simplesmente se queima ao reentrar na atmosfera, perdendo-se para sempre. Com o Falcon 9 foi diferente. Depois de se soltar do segundo estágio, que prosseguiu rumo ao espaço, o primeiro estágio disparou três de seus nove motores. Isso freou sua queda supersônica, permitindo-lhe reentrar na atmosfera sem se queimar, prosseguindo em uma queda controlada em direção ao Oceano Pacífico. Era necessário então reduzir ainda mais a velocidade, para que o foguete pudesse pousar suavemente no solo. Esse sistema foi testado em menor escala em agosto, com o foguete experimental Grasshopper, capaz de decolar e pousar de volta. Infelizmente, o Falcon 9 entrou em parafuso, em um giro aerodinâmico incontrolável. Isso fez com que o combustível se esparramasse pelas bordas do tanque, impedindo o funcionamento dos motores que fariam com que ele descesse suavemente. O teste terminou com a destruição do foguete no impacto com a água. Tornar os foguetes reutilizáveis é uma medida vista como uma verdadeira revolução no setor espacial, o que permitirá a redução drástica dos custos de lançamento, assim como a redução do lixo espacial. Segundo a SpaceX, todos os dados coletados permitirão que o projeto seja refeito para evitar as falhas, e um novo teste será realizado o mais rapidamente possível.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Foguete Antares faz vôo de estréia

A empresa Orbital Sciences Corporation juntou-se à SpaceX no time de empresas que a NASA selecionou no processo de privatização dos vôos espaciais norte-americanos. A Orbital lançou com sucesso, neste domingo, seu primeiro foguete Antares, desenvolvido com U$275 milhões repassados pela NASA. O foguete de 40 metros de altura entrou em órbita levando uma carga simulada, equivalente à nave Cygnus, que a empresa pretende colocar no espaço no segundo vôo do Antares, que deverá ocorrer nos próximos meses. Se tudo der certo, a empresa receberá uma encomenda de U$1,9 bilhão da NASA para oito vôos para levar cargas e suprimentos para a Estação Espacial Internacional. Apesar das inovações e melhoramentos típicos dos veículos espaciais, o Antares é um híbrido formado por várias tecnologias já conhecidas. Segundo a empresa, é o chamado "projeto de baixo risco", incorporando componentes e sistemas fabricados por fornecedores globais e já utilizados em outros veículos. O foguete é impulsionado por dois motores AJ-26, de combustível líquido, derivados do foguete soviético N-1, construídos para missões à Lua que nunca ocorreram. O segundo estágio, responsável por colocar as cargas úteis em órbita - sobretudo a nave Cygnus - é impulsionado por um foguete de combustível sólido derivado dos foguetes laterais dos ônibus espaciais. A própria nave Cygnus é derivada do MPLM, (Multi-Purpose Logistics Module), uma nave sem motores que era usada para levar grandes cargas a bordo dos ônibus espaciais - esses módulos eram fornecidos à NASA pela agência espacial italiana, fabricados pela Thales Alenia Space. A Cygnus será fabricada em duas versões, uma com capacidade para levar duas toneladas e outra podendo carregar até três toneladas de carga. O lançamento marcou também a elevação da base de Wallops, no estado da Virgínia, à categoria de "espaçoporto capaz de efetuar lançamentos para a Estação Espacial", segundo a NASA.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 27 de março de 2013

Nave privada pousa no pacífico após missão bem-sucedida no espaço

A cápsula Dragon pousou sem problemas no Oceano Pacífico, ao longo do litoral do México, depois de completar com sucesso sua missão na Estação Espacial Internacional (ISS), confirmou a empresa SpaceX. A nave conclui assim a missão de pouco mais de três semanas na ISS, onde deixou 544 kg de materiais, entre os quais equipamentos destinados a 160 experimentos científicos. Seu pouso com paraquedas no Oceano Pacífico, diante do litoral mexicano, estava previsto para as 13h36 de 26 de março (de Brasília). A cápsula regressou à Terra com uma carga de 1.210 kg, especialmente com amostras e materiais de pesquisa biológica, biotecnológica e física. Esta foi a terceira missão comercial da empresa SpaceX (Space Exploration Technologies) para a ISS. A Dragon foi a primeira nave espacial privada a chegar à Estação Espacial, em maio de 2012. A Nasa aposta na SpaceX e em outras companhias privadas para substituir seu programa de ônibus espaciais, encerrado em julho de 2011, visando abastecer a ISS e transportar astronautas, a partir de 2015.

Fonte: Terra

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dragão no seu ninho

A cápsula Dragon da empresa Space Exploration Technologies, a SpaceX, caiu no Oceano Pacífico às 3:22 p.m. EDT do último domingo, dia 28 de Outubro de 2012, algumas centenas de milhas a oeste de Baja California, no México. O mergulho da sonda nas águas do Pacífico, finalizou com sucesso o primeiro vôo de carga contratado pela NASA, junto a SpaceX, para suprir a Estação Espacial Internacional com mantimentos. A cápsula Dragon será levada de barco até um porto perto de Los Angeles, onde será então reparada para retornar até a instalação de teste da SpaceX, em McGregor, no Texas, para ser processada. Junto com a cápsula Dragon, retornou para a Terra também 624 quilos de carga, incluindo 323 quilos de pesquisa científica. Desde as missões realizadas com os ônibus espaciais que uma missão não retornava do espaço com tanta quantidade de material de pesquisa e de amostras para serem analisadas.

Créditos: NASA

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cápsula Dragon atraca na Estação Espacial Internacional

A cápsula Dragon, da empresa americana SpaceX, atracou nesta quarta-feira na Estação Espacial Internacional (ISS) depois de ter sido capturada pelo braço robótico da estação orbital para uma primeira missão comercial de abastecimento, confirmou a Nasa. O acoplamento da cápsula não tripulada ocorreu às 13h03 GMT (10h03 de Brasília), confirmou um porta-voz da agência espacial americana. O início da manobra, na qual a Dragon foi capturada pelo braço robótico da estação, operada por dois dos seis astronautas da tripulação da ISS, ocorreu às 10h56 GMT (07h56 de Brasília), mais de trinta minutos antes da hora programada. A cápsula da SpaceX foi lançada no domingo a bordo de um foguete Falcon 9 da empresa a partir da base da Força Aérea americana em Cabo Canaveral, perto do Centro Espacial Kennedy, na Flórida.

Créditos: Terra

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Cápsula Dragon parte para a ISS em missão de abastecimento

A cápsula espacial comercial Dragon, da empresa SpaceX, partiu neste domingo em uma missão de abastecimento à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), aonde chegará na próxima quarta-feira. Após receber sinal verde do centro de controle, o veículo não tripulado, impulsionado por um foguete Falcon 9, fez a primeira de 12 missões de abastecimento contratadas pela Nasa com a companhia de Elon Musk, cofundador do sistema de pagamentos pela internet PayPal. A cápsula partiu como estava previsto de Cabo Canaveral (Flórida) para uma missão de três semanas na qual levará 454 quilos de carga ao complexo espacial. "O Falcon 9 está funcionado como se esperava", informou o centro de controle que anunciou o desprendimento do primeiro estágio do foguete e o acendimento do motor do segundo estágio, enquanto continuava a trajetória marcada rumo ao complexo espacial. "A cápsula atingiu sua órbita a 340 quilômetros da Terra e se encontra caminho da estação espacial", informou a Nasa, antes de dar por concluída a cobertura do lançamento. A Dragon estreou em maio passado com um vôo de demonstração, com o qual se transformou na primeira cápsula comercial a se acoplar à ISS. Naquela ocasião levou 460 quilos de carga, ficou acoplada cinco dias, 16 horas e cinco minutos à ISS e trouxe à Terra outros 600 quilos de material, algo que até agora não podiam fazer outros veículos. A principal diferença nesta missão é que agora ela irá carregada com material para uma missão operacional real, enquanto no vôo inicial levou outro tipo de carga, como alimentos, para demonstrar que poderia cumprir sua tarefa de "transportadora". A companhia assinou um acordo com a Nasa no valor de US$ 1,6 bilhão pelo conjunto das missões.

Créditos: Terra