quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

2018 XC4

O asteróide 2018 XC4, deve passar amanhã a apenas 610 mil km do nosso planeta. A rocha tem 23 metros e se desloca a 25 mil km/h. Apesar da pouca distância não há risco de colisão.
2018 XC4 tem cerca de 19 mil toneladas e um volume estimado em 6371 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 112 kilotons de TNT ou 6 bombas simliares à de Hiroshima.

Créditos: Apolo 11

Um novo exoplaneta do tamanho de Netuno

As incríveis descobertas exoplanetárias feitas pelas missões Kepler e K2 permitiram aos astrônomos começar a entender a história da Terra e porque difere dos seus diversos primos exoplanetários. Dois quebra-cabeças ainda pendentes incluem as diferenças entre a formação e evolução de planetas pequenos rochosos e não-rochosos, e a razão porque parece haver uma lacuna de tamanho com pouquíssimos exoplanetas mais ou menos com duas vezes o tamanho da Terra (planetas com raios menores são provavelmente rochosos ou parecidos com a Terra em termos de composição). Para estimar a composição de um exoplaneta, é necessária a sua densidade, exigindo uma medição de massa e tamanho. Embora o raio possa ser estimado a partir da forma da curva do trânsito do planeta quanto este passa em frente e bloqueia parte da luz da sua estrela, a massa é mais difícil de determinar. No entanto, a fim de desenvolver uma imagem emergente, são necessárias massas mais precisas para mais planetas semelhantes em tamanho à Terra.
A missão exoplanetária K2 é a versão reavivada da missão exoplanetária Kepler. Juntas, descobriram milhares de exoplanetas e encontraram uma diversidade notável e inesperada na população exoplanetária. A missão K2 só era sensível a planetas de período curto (encontrou apenas alguns planetas com períodos maiores que 40 dias). O exoplaneta K2-263b orbita uma estrela menos massiva que o Sol (0,86 massas solares) localizada a 536 anos-luz de distância, medição esta obtida pelo satélite Gaia. Este exoplaneta tem um raio de 2,41 raios terrestres (com 5% de incerteza). Os astrônomos Maria Lopez-Morales, Dave Charbonneau, Raphaelle Haywood, John Johnson, Dave Latham, David Phillips, e Dimitar Sasselov, do Instituto Harvard-Smithsonian para Astrofísica, utilizaram o espectrômetro HARPS-N de alta precisão, acoplado ao Telescópio Nacional Galileu em La Palma, Espanha, para medir a velocidade periódica do exoplaneta à medida que orbita a sua estrela e, assim, derivar a sua massa.
As medições de velocidade do HARPS-N foram incrivelmente precisas - com uma incerteza de uns meros 17,8 km/h, a velocidade de um ciclista lento. A partir dos detalhes orbitais, os cientistas obtiveram uma massa exoplanetária de 14,8 massas terrestres e uma densidade de aproximadamente 5,6 gramas por centímetro cúbico (em comparação, a densidade da água é uma grama por cada centímetro cúbico e a densidade média da Terra é 5,51 gramas por centímetro cúbico). Os cientistas concluíram que K2-263b provavelmente contém uma quantidade equivalente de gelos em comparação com rocha, mais ou menos consistente com as idéias atuais de formação planetária e com as abundâncias relativas, numa nebulosa circunstelar, dos blocos de construção planetária como ferro, níquel, magnésio, silício, oxigênio, carbono e hidrogênio.

Créditos: Astronomia On-line

Quatro objetos interestelares foram encontrados

Oumuamua foi o primeiro objeto interestelar detectado passando pelo Sistema solar, em outubro de 2018. Sua passagem pegou os cientistas de surpresa, e eles não conseguiram se preparar para coletar dados sobre ele. Mas na época, eles explicaram que provavelmente mais objetos desse tipo passariam em breve pela Terra, e agora quatro deles foram identificados.
Usando modelos computacionais detalhados de objetos que parecem asteróides, entre o Sol e Júpiter, dois pesquisadores de Harvard descobriram pelo menos quatro objetos conhecidos que provavelmente têm origens de fora do nosso sistema solar.
Os co-autores Amir Siraj e Abraham Loeb acreditam que pode haver centenas de objetos do tamanho de Oumuama identificáveis por órbitas como a de objetos Centaur. Eles são uma população de corpos de tamanhos de asteróides, mas com composição parecida com cometas e que orbitam ao redor do Sol entre as orbitas de Júpiter e Netuno.
Os quatro objetos potencialmente interestelares 2011 SP25, 2017 RR2, 2017 SV13 e 2018 TL6 podem ter passado a maior parte de sua existência entre as órbitas de Júpiter e Netuno. Pode haver outros 66 objetos interestelares com diâmetro entre 100 m e 10km.
Todos esses objetos interestelares em potencial poderão ser detectados pelo Large Synoptic Survey Telescope (Chile) em 2021.
“Não temos qualquer evidência de que esses quarto objetos são não-naturais neste momento”, diz Siraj em entrevista para a Forbes.
Eles vão passar perto da Terra nos próximos 20 a 120 anos, portanto levaremos muito tempo para conseguir imagens boas deles, a não ser que uma missão seja enviada com este objetivo.

Créditos: Hypescience

Farout: novo planeta é encontrado nos confins do Sistema Solar

Uma equipe internacional de cientistas descobriu o objeto mais distante já detectado no Sistema Solar. Apelidado de Farout, é um pequeno corpo arredondado, de tonalidade rosada, localizado a quase 18 bilhões de quilômetros do Sol. A cor rosada é comum em objetos ricos em gelo.
Oficialmente batizado de 2018 VG18, Farout tem 500 quilômetros de diâmetro e é o primeiro objeto descoberto além de 100 unidades astronômicas (UA) de nossa estrela, lembrando que 1 UA é a distância sendo entre a Terra e o Sol.
Farout está a uma distância de 120 UA, significativamente mais longe do que o planeta anão Eris, que está a 96 UA de distância. Plutão, por comparação, está a 34 UA.
O objeto detectado através de imagens feitas com o telescópio japonês Subaru, localizado no topo da montanha Mauna Kea, no Havaí, no dia 10 de novembro de 2018. Depois de detectado pelo Subaru, novas observações de acompanhamento foram realizadas a partir do Observatório Las Campanas, no Chile e confirmaram a distância.
"Tudo o que sabemos atualmente sobre o 2018 VG18 é a sua extrema distância do Sol, seu diâmetro aproximado e sua cor", disse o codescobridor David Tholen, da Universidade do Havaí. "Como 2018 VG18 fica muito distante, seu período orbital também é muito lento, provavelmente leva mais de mil anos para completar uma volta ao redor do Sol.
Farout veio somar à família de objetos até agora descobertos além da órbita de Plutão. As órbitas desses objetos, chamados transnetunianos (TNOs) parecem ser influenciadas pela gravidade de um planeta massivo, que teoricamente estaria situado a mais de 200 UA do Sol.
"O 2018 VG18 está muito mais distante e também muito mais lento do que qualquer outro objeto do Sistema Solar observado, então levará alguns anos para determinar completamente sua órbita", acrescentou o codescobridor Scott Sheppard, do Carnegie Institution for Science.
“Farout foi encontrado em um local similar no céu para os outros objetos bem conhecidos do Sistema Solar, o que sugere que poderia ter o mesmo tipo de órbita que a maioria deles faz. As semelhanças orbitais mostradas por muitos dos pequenos e distantes corpos do Sistema Solar foram o catalisador para nossa afirmação original de que há um planeta distante e massivo em várias centenas de UAs que pastoreiam esses objetos menores”, disse Sheppard.

Créditos: Apolo 11