segunda-feira, 28 de julho de 2014

Confira imagem de um incrível projeto de espaçonave de dobra espacial

Não, a imagem acima não é uma das – muitas – vazadas das filmagens do novo “Star Wars”. Muito pelo contrário, aliás. Esta majestosa nave branca pode ser o futuro das viagens espaciais. Em 2012, o físico da NASA Harold White revelou que ele e uma equipe estavam trabalhando em um projeto para uma espaçonave mais rápida do que a luz. Agora, ele e um artista se uniram para criar um design próximo do que este tipo de veículo realmente pode vir a se parecer. Você deve estar se perguntando como diabos alguém vai se mover mais rápido do que a luz. A resposta, mais uma vez, nos remete à uma obra de ficção científica, desta vez Star Trek: dobra espacial. Se uma nave espacial pode ser concebida de tal maneira que cria um bolha de dobra, em seguida, o espaço em frente à nave pode ser comprimido e o espaço atrás se expande. Isso resultaria no espaço-tempo se movendo ao redor do objeto, reposicionando a nave sem que ela realmente se mova. “Lembre-se, nada localmente excede a velocidade da luz, mas o espaço pode se expandir e contrair em qualquer velocidade,” explica White. Acho que isso soa um pouco futurista? A equipe de White tem utilizado um instrumento de teste – chamado de Interferômetro White-Juday de Dobra de Campo – a fim de tentar gerar e detectar casos microscópicos de bolhas de dobra. Se eles conseguirem isso, então a tecnologia pode avançar muito rápido. “Talvez uma experiência de ‘Jornada nas Estrelas’ na nossa vida não seja uma possibilidade tão remota”, arrisca White. Quanto ao quão realista este projeto é, fica difícil para nós, leigos, avaliarmos. Essencialmente, White propõe algumas modificações para o conceito de dobra espacial de uma pesquisa prévia, de Miguel Alcubierre, o que criaria uma zona do espaço-tempo deformada na frente e atrás da nave espacial para que ela comece a mover-se rapidamente.

Fonte: Hypescience

A Nebulosa da Cabeça do Cavalo de azul ao infravermelho

Uma das nebulosas mais fáceis de se identificar no céu, a Nebulosa da Cabeça do Cavalo em Órion, é parte de uma grande e escura nuvem molecular. Também conhecida como Barnard 33, a sua forma incomum foi descoberta pela primeira vez numa chapa fotográfica dos anos 1800. O brilho avermelhado se origina do gás hidrogênio predominante por trás da nebulosa, que é ionizado pela estrela Sigma Orionis. A escuridão da Cabeça de Cavalo é causada pela poeira espessa, embora a parte mais inferior do pescoço da Cabeça do Cavalo gera uma sombra para a esquerda. Correntes de gás deixando a nebulosa são afuniladas por um forte campo magnético. Pontos brilhantes na base da Cabeça do Cavalo são estrelas jovens ainda em seu processo de formação. A luz leva cerca de 1500 anos para sair da Nebulosa da Cabeça do Cavalo e nos atingir aqui na Terra. A imagem acima é uma combinação digital de imagens feitas em luzes azul, verde, vermelho e hidrogênio-alfa a partir da Argentina e uma imagem feita na luz infravermelha pelo Telescópio Espacial Hubble.

Fonte: APOD

MESSENGER mais próxima de Mercúrio como nunca antes

Essa imagem é uma das imagens de mais alta resolução já feitas pela sonda MESSENGER até o momento. Ela mostra um campo de crateras secundárias nas planícies suaves do hemisfério norte de Mercúrio. Crateras secundárias são formadas pelo re-impacto de detritos expelidos no momento de formação de uma grande cratera. As maiores crateras secundárias na imagem acima têm algumas centenas de metros de diâmetro. Se você olhar cuidadosamente, você pode ver algumas crateras pequenas com apenas dezenas de metros de diâmetro. Todas essas crateras são crateras simples. A imagem acima foi adquirida como parte da campanha de imageamento de baixa altitude do equipamento MDIS. Durante a segunda missão estendida da sonda MESSENGER, a nave realizou uma aproximação progressivamente maior da superfície de Mercúrio, permitindo a aquisição de dados de alta resolução espacial. Para as altitudes da sonda abaixo dos 350 quilômetros, as imagens obtidas com a câmera NAC possuem uma escala de pixel que varia de 20 metros a 2 metros. No dia 25 de Julho de 2014, a sonda MESSENGER se moveu para o ponto mais próximo da superfície de Mercúrio do que em qualquer outro momento de sua trajetória, chegando a uma altitude de apenas 100 quilômetros acima da superfície do planeta. No dia 19 de Agosto de 2014, a altitude mínima será cortada pela metade e a sonda chegará a 50 quilômetros acima da superfície do planeta. A MESSENGER executará mais três manobras de correção de órbita com o objetivo de postergar o final da missão para o final do mês de Março de 2015.

Fonte: MESSENGER

Sondas marcianas preparam-se para encontro com cometa

A NASA está a tomar medidas para proteger as suas sondas marcianas e ao mesmo tempo a conservar oportunidades para recolher dados científicos valiosos, enquanto o Cometa C/2013 A1 Siding Spring viaja em direção a uma passagem rasante por Marte no dia 19 de Outubro. O núcleo do cometa vai passar por Marte a cerca de 132.000 quilômetros, largando material a mais ou menos 56 km/s (velocidade relativa a Marte e às sondas em órbita). A esta velocidade, até as partículas menores - com um tamanho estimado em cerca de meio milímetro - podem causar danos significativos a uma nave espacial. A NASA opera atualmente duas sondas espaciais em Marte, com uma terceira a caminho e com chegada prevista a órbita marciana apenas um mês antes do "flyby" do cometa. Durante a passagem mais provável do Siding Spring, as equipes que operam as sondas pretendem tê-las posicionadas no lado oposto do Planeta Vermelho. "Três equipes de especialistas modelaram este cometa para a NASA e forneceram previsões para a sua passagem por Marte," explicou Rich Zurek, cientista-chefe do Programa de Exploração de Marte do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "O perigo não é o impacto do núcleo cometário, mas o rastro de detritos daí proveniente. Usando restrições delineadas por observações terrestres, os resultados da modelagem indicam que o perigo não é tão grande quanto o originalmente antecipado. Marte estará mesmo no limite da nuvem de detritos, de modo que pode encontrar algumas das partículas - ou talvez não." Durante os dias do evento, a menor distância entre o núcleo de Siding Spring e Marte será inferior a um-décimo da distância de qualquer outra passagem rasante de um cometa pela Terra (17 vezes menor que a distância do Cometa Lexell à Terra em 1770). O período de maior risco para as sondas espaciais terá início cerca de 90 minutos depois e durará cerca de 20 minutos, quando Marte estiver o mais próximo do centro da cauda de poeira. A MRO (Mars Reconnaissance Orbiter) da NASA fez uma manobra de ajuste dia 2 de Julho, como parte do processo de reposicionamento da sonda para o evento de 19 de Outubro. Para dia 27 de Agosto está planejada uma manobra adicional. A equipe que opera a Mars Odyssey da NASA planeija uma manobra similar para 5 de Agosto, que colocará também a sonda num percurso para a posição ideal e altura ideal. A sonda MAVEN (Mars Atmosphere and Volatile Evolution) da NASA está a caminho do Planeta Vermelho e vai entrar em órbita dia 21 de Setembro. A equipe científica planeja levar a cabo uma manobra de precaução dia 9 de Outubro, antes do início da fase de missão principal em Novembro. Nos dias que antecedem e sucedem a passagem do cometa, a NASA quer estudá-lo aproveitando a proximidade de Marte. Os investigadores planejam usar vários instrumentos a bordo das sondas marcianas para estudar o núcleo, a cabeleira que rodeia o núcleo e cauda do Siding Spring, bem como outros possíveis efeitos sobre a atmosfera marciana. Este cometa em particular nunca visitou o Sistema Solar interior, por isso vai proporcionar uma nova fonte de pistas para os primeiros dias do nosso Sistema Solar. A MAVEN vai estudar os gases que saem do núcleo do cometa para a sua cabeleira à medida que é aquecido pelo Sol. Também vai procurar quaisquer efeitos que a passagem do cometa possa ter sobre a atmosfera superior do planeta e observar o Siding Spring enquanto viaja pelo vento solar. A Mars Odyssey vai estudar as propriedades térmicas e espectrais da cabeleira e cauda do cometa. A MRO vai monitorizar a atmosfera de Marte em busca de possíveis aumentos de temperatura e formação de nuvens, bem como mudanças na densidade de elétrons a grandes altitudes. A equipe da MRO também planeja estudar os gases na cabeleira do cometa. Juntamente com outras observações da MRO, a equipe antecipa que este evento produza vistas detalhadas do núcleo do cometa e potencialmente revele a sua velocidade de rotação e características à superfície. A atmosfera de Marte, embora muito mais fina que a da Terra, é suficientemente espessa para a NASA não antecipar qualquer perigo para os rovers Opportunity e Curiosity à superfície, mesmo que as partículas de poeira do cometa atinjam a atmosfera e formem meteoros. As câmeras dos rovers poderão ser usadas para observar o cometa antes da passagem rasante e para monitorizar a atmosfera em busca de meteoros enquanto o rastro de poeira do cometa está mais próximo do planeta.

Fonte: Astronomia On-line

Planetas gigantes podem estar escondidos além de Plutão

Parece que a vingança de Plutão por ter sido excluído do clubinho dos planetas é mostrar aos cientistas o que eles estão deixando passar. Pouco tempo depois de astrônomos terem anunciado de que havia possibilidade de um gigante “Planeta X” estar escondido além de Plutão, uma equipe da Espanha diz que, na verdade, pode haver dois planetas imensos ainda não descobertos nos confins do nosso sistema solar. Quando o potencial planeta anão 2012 VP113 foi descoberto em março, ele se juntou a um monte de objetos rochosos incomuns que já sabíamos existir além da órbita de Plutão. Esses pequenos objetos têm órbitas alinhadas curiosamente, o que sugere que um planeta invisível ainda mais afastado está influenciando seu comportamento. Os cientistas calcularam que este mundo teria cerca de 10 vezes a massa da Terra e orbitaria a aproximadamente 250 vezes a distância da Terra ao Sol. Agora Carlos e Raul de la Fuente Marcos, da Universidad Complutense de Madrid, na Espanha, fizeram novas observações. Além de confirmar o seu alinhamento orbital bizarro, a dupla encontrou outros padrões intrigantes. Pequenos grupos de objetos têm órbitas muito similares e, como eles não são grandes o suficiente para estarem puxando um ao outro, os pesquisadores acreditam que os objetos estão sendo “guiados” por um objeto maior, em um padrão conhecido como ressonância orbital. Por exemplo, nós sabemos que Netuno e Plutão estão em ressonância orbital – a cada duas órbitas que Plutão faz em torno do Sol, Netuno faz três. Da mesma forma, um grupo destes pequenos objetos parece estar em sintonia com um planeta muito mais distante e invisível. Este “Planeta X” teria uma massa entre a de Marte e Saturno e ficaria a cerca de 200 vezes a distância da Terra ao Sol. É incomum para um grande planeta orbitar tão perto de outros corpos, a menos que esteja dinamicamente vinculado a alguma outra coisa. Por isso, os pesquisadores sugerem que o próprio planeta está em ressonância com outro, com uma massa ainda maior e ainda mais longe. Observar esses supostos planetas vai ser complicado. Os corpos menores estão em órbitas muito elípticas e só foram vistos quando se aventuraram mais próximos do Sol. Porém, os grandes planetas teriam órbitas aproximadamente circulares e seriam lentos e sombrios, tornando a sua obervação difícil nos telescópios atuais. “Não é nem um pouco surpreendente que eles não tenham sido encontrados até o momento”, diz Carlos. “Como há apenas alguns desses objetos extremamente distantes conhecidos, é difícil dizer algo definitivo sobre o número ou a localização de quaisquer planetas distantes”, explica Scott Sheppard, na Instituição Carnegie para a Ciência, na cidade de Washington, um dos descobridores do 2012 VP113. “No entanto, no futuro próximo, devemos ter mais objetos para trabalhar para nos ajudar a determinar a estrutura do sistema solar exterior”.

Fonte: Hypescience