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terça-feira, 15 de setembro de 2020

Asteróide maior que campo de futebol passou próximo à Terra


O asteróide 2020 QL2, uma grande rocha espacial considerada potencialmente perigosa, passou perto da Terra nesta segunda-feira (14), conforme informações da NASA. Segundo a agência espacial, o objeto tem mais de 120 metros de diâmetro e é um dos maiores já classificadas em sua designação NEO.

NEO, sigla em inglês para Objeto Próximo à Terra, inclui todo tipo de objeto (asteróides, cometas, meteoróides) cuja órbita intersecta a órbita do nosso planeta.

O que preocupa em relação ao gigantesco asteróide é o tempo de sua detecção. Segundo um relatório da Express UK, o 2020 QL2 só foi avistado pela primeira vez no dia 14 de agosto e, posteriormente, em 3 de setembro, ou seja, menos de duas semana do seu ponto mais próximo de distância.

A velocidade estimada do asteróide é de quase 38.620 km/h e passou, segundo as estimativas, a uma distância de 6,8 milhões de quilômetros da Terra. A medição atual revela que o QL2 viaja a 10,5 quilômetros por segundo.

Embora, pela sua velocidade e tamanho, o asteróide seja considerado como "potencialmente perigoso", a NASA garante que as chances de a rocha atingir a Terra são quase nulas, pois, se continuar sua trajetória atual, irá passar a uma distância cerca de dez vezes a distância entre a Lua e a Terra (384,4 mil quilômetros).

Créditos: Tecmundo

sexta-feira, 7 de agosto de 2020

Cientistas obtêm novas informações sobre asteróide potencialmente perigoso

No início de julho, a equipe do Sistema de Alerta Impacto Terrestre por Asteroides (Atlas, na sigla em inglês), da Universidade do Havaí, nos Estados Unidos, identificou um novo asteróide que pode impactar um dia a Terra. Apesar da dificuldade de estimar o trajeto do objeto, cientistas do Observatório de Arecibo, em Porto Rico, descobriram novas informações sobre ele.

Chamado de 2020 NK1, o asteróide mede aproximadamente 488 metros de diâmetro e cinco campos de futebol de comprimento (seu eixo mais longo mede quase 1 quilômetro). De acordo com os pesquisadores, seu tamanho o torna um dos principais Objetos Potencialmente Perigosos (PHO) rastreados pela Nasa — essa classificação se aplica a asteróides com mais de 152 metros de diâmetro e que cheguem a até 8 milhões de quilômetros de distância da órbita terrestre. A probabilidade de a Terra ser atingida pelo 2020 NK1 entre os anos de 2086 e 2101 é de uma em 70 mil.

Antes de fazerem todas essas descobertas, os cientistas ainda tiveram que superar mais um desafio: a aproximação da tempestade tropical Isaias, que interrompeu as atividades do Observatório de Arecibo por razões de segurança.

"Felizmente, a tempestade passou rapidamente sem danificar o telescópio ou o sistema de radar, e as equipes de manutenção e eletrônica conseguiram ativar o telescópio a tempo das observações", conta Sean Marshall, cientista do observatório que liderou a equipe do estudo, em comunicado. Assim que o Isaias se foi, o asteróide se tornou prioridade nos laboratórios.

Entre 30 e 31 de julho, os cientistas conseguiram observar o 2020 NK1 por duas horas e meia — tempo o suficiente para fazer medições precisas da velocidade e distância do objeto em relação à Terra. A equipe também conseguiu registrar imagens em alta resolução.

O objeto foi visto enquanto passava dentro da área de alcance do radar do observatório. Felizmente, as análises apontam que o 2020 NK1 não chegará tão perto de nós a ponto de se tornar um perigo — mesmo no futuro. Calcula-se que o asteroide alcançará o ponto mais próximo da Terra em 2043, a 3,6 milhões de quilômetros, equivalente a nove vezes a distância daqui até a Lua.

"Essas medidas melhoram muito o conhecimento da órbita do 2020 NK1 e permitem prever seu futuro paradeiro nas próximas décadas", afirma Patrick Taylor, cientista do Instituto Planetário e Lunar, no Texas (EUA), que participou remotamente das observações.

Além disso, para Anne Virkki, chefe do grupo de Radar Planetário do Observatório de Arecibo, essa é também uma grande conquista para a instituição. "Este evento foi um ótimo exemplo do importante papel que o sistema de radar de Arecibo desempenha na ciência planetária e na defesa do planeta", diz a cientista. "Isso mostra que temos tempos de resposta muito rápidos e recursos de medição de alcance, movimento e tamanho de alta precisão, apesar das tempestades, da pandemia de Covid-19 e dos terremotos com os quais Porto Rico lidou neste ano." 

 

Créditos: Galileu

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Atividade misteriosa no asteróide Bennu deixa cientistas perplexos




A NASA admitiu que não faz idéia de porque um asteróide próximo está expulsando um material misterioso. Desde o ano passado, a nave espacial OSIRIS-REx da NASA tem andado à volta do grande asteróide que foi batizado de Bennu e que passa regularmente perto da Terra. As imagens enviadas de volta do OSIRIS-REx surpreenderam os cientistas esta semana depois que elas mostraram o asteróide lançando aleatoriamente objetos para o espaço.
Com um diâmetro de aproximadamente 493 metros, o asteróide 101955 Bennu é observado extensivamente através do radar planetário do Arecibo Observatory e o Deep Space Network, Goldstone. O asteróide possui potencial de atingir a Terra e está listado na Tabela de Risco Sentry.
À primeira vista, os pesquisadores pensaram que as partículas podiam ser estrelas atrás do asteróide, mas, examinando mais de perto, a equipe percebeu que o asteróide estava ejetando material de sua superfície. Depois de concluir que essas partículas não comprometeram a segurança da espaçonave, a missão começou observações dedicadas para documentar a atividade. Os pesquisadores chamaram estes episódios de “eventos de ejeção de partículas”.
A equipe investigou uma ampla variedade de mecanismos possíveis que podem ter causado os eventos de ejeção e apresentou uma lista de três fortes candidatos: impactos meteoroides, fratura por estresse térmico e liberação de vapor de água.
Muitas das partículas ejetadas pelo asteróide Bennu são pequenas o suficiente para serem coletadas pelo mecanismo de amostragem da sonda, o que significa que a amostra retornada pode conter algum material que foi ejetado e retornado à superfície de Bennu. A coleta de amostras pela sonda está programada para 2020 e a amostra será entregue à Terra por volta de setembro de 2023.
A razão por trás da surpreendente volatilidade da superfície do asteróide permanece incerta, pelo menos por enquanto. Ninguém jamais viu um asteróide ativo tão de perto como acontece agora. Esta é, certamente, uma ótima oportunidade para expandir nosso conhecimento de como os asteróides se comportam.

Créditos: Socientífica

quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Asteróide passará perto da Terra a 27.000 km/h na sexta-feira, alerta NASA

De acordo com as estimativas da NASA, o asteróide 2019 WR3 mede entre 72 e 160 metros de diâmetro e se move a uma velocidade de 27.036 km/h.
Para efeito de comparação, a Grande Pirâmide de Gizé, no Egito, mede 139 metros de altura.
Além disso, a agência espacial americana calcula que o corpo rochoso passará no dia 6 de dezembro por volta das 17h52, do horário de Brasília.
Apesar de a notícia parecer alarmante, o asteróide em questão não representa um perigo para nós, já que o ponto máximo de aproximação será de aproximadamente 5,4 milhões de quilômetros, ou seja, cerca de 14 vezes a distância entre a Lua e a Terra.
O 2019 WR3 pertence ao grupo de asteróides Apolo, que tem uma órbita muito ampla ao redor do nosso planeta. Ocasionalmente, a órbita dos corpos celestes neste grupo atravessa a da Terra.

Créditos: Sputnik

terça-feira, 5 de novembro de 2019

Asteróide 2019 UM12

No próximo dia 8, o asteróide 2019 UM12 passará a apenas 487 mil km da Terra. O objeto se desloca a 13 km/s e tem cerca de 49 metros de comprimento.
2019 UM12 tem cerca de 185 mil toneladas e um volume estimado em 61600 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 3.733 kilotons de TNT ou 187 bombas similares à de Hiroshima.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Terça-feira caótica? NASA revela aproximação inédita de asteróide gigante

Um asteróide de 120 metros de diâmetro foi descoberto no dia 5 de outubro, e atingirá sua maior aproximação da Terra nesta terça-feira (29), passando a uma velocidade de cerca de 50.000 km/h, informou a agência espacial norte-americana NASA.
A agência batizou o asteróide de 2019 TR2 e, por causa do seu tamanho, o encaixou na lista dos asteróides Apollo, que são os maiores dos maiores. Asteróides Apollo possuem órbitas elípticas muito largas, que atravessam perto da Terra e do Sol.
2019 TR2 se aproximará da Terra à 0h46 da terça-feira (29), a uma distância de 0,4960 unidade astronômica (7,4 milhões de quilômetros). O asteróide nunca antes passou por esta parte do Sistema Solar, segundo diz a astrônoma entusiasta Alexandra Lozovschi.
À medida que os asteróides completam sua viagem, também passam perto de planetas, que podem alterar trajetórias dos asteróides e fazê-los se chocar com algum lugar, incluindo a Terra.
Devido a tamanho, velocidade e composição, estes asteróides poderiam destruir vilas ou mesmo cidades em caso de colisão.
Felizmente, a NASA observa que nosso planeta está a salvo do 2019 TR2.
Alexandra Lozovschi explicou que o asteróide voltará ao nosso canto do espaço mais quatro vezes até 2142, com sua próxima ocorrência vindo a ser em 2023. A entusiasta revelou que, somente no ano de 2138, o asteróide chegará a uma distância comparável à de amanhã, quando se aproximará a cerca de 8,4 milhões de quilômetros.
Trata-se somente de mais uma aproximação de rochas espaciais, que poderiam trazer o caos ao nosso planeta.

Créditos: Sputnik

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Asteróide de 650 metros de diâmetro pode vir a se aproximar da Terra como nunca antes

O nome do asteróide é 481394 2006 SF6. A rocha espacial realizará sua aproximação mais próxima da Terra no dia 21 de novembro.
Há também a chance de a rocha espacial ser empurrada para muito mais perto pelo efeito Yarkovsky, onde a força suave da luz solar pode direcionar os asteróides para órbitas que cruzam a Terra e alterar drasticamente a configuração de seus caminhos através do Sistema Solar.
A rocha espacial de 650 metros de diâmetro é classificada como um asteróide Apollo, a classe mais perigosa de asteróides, ao cruzar a órbita terrestre.
Asteróides de mais de 35 metros de diâmetro podem representar uma ameaça para uma cidade ou vila, por isso o 481394 2006 SF6, que tem 650 metros de diâmetro, pode representar uma séria ameaça para as principais zonas habitadas do nosso planeta.
No entanto, a rocha espacial maciça ainda não foi classificada na Escala de Risco de Impacto de Torino, que é uma ferramenta com uma escala de 0 a 10 para categorizar potenciais eventos de impacto com a Terra, com os valores mais altos ameaçando seriamente o clima e a vida, e os mais baixos tendo pouca ou nenhuma probabilidade de atingir o nosso planeta.
Organizações como a NASA e a Agência Espacial Européia (ESA, na sigla em inglês) estão atentas aos objetos próximos à Terra (NEO). Dos 829.361 asteróides e 3.592 cometas conhecidos no Sistema Solar, mais de 20.000 desses corpos celestes estão classificados como NEO, ou seja, aqueles que orbitam o Sol a 30 milhões de km da órbita da Terra.
Apesar desta rocha espacial se aproximar da Terra, não deve ameaçar o nosso planeta.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

NASA rastreia rocha espacial enorme se aproximando da Terra

Trata-se do asteróide 2019 SL7, que irá se aproximar do nosso planeta no dia 9 de outubro, noticia o tablóide britânico Express.
Segundo a NASA, a rocha espacial voará a uma velocidade surpreendente de 17,1 km/s (61.500 km/h), e a uma distância de 1,4 distância lunar (LD) – distância entre a Terra e a Lua.
Em outras palavras, o asteróide passará pelo Planeta Azul a uma distância de 538.162 km, o que é suficientemente próximo para que a NASA classifique o astro como um Objeto Próximo à Terra (NEO).
"Objetos Próximos à Terra [NEO] são cometas e asteróides que foram empurrados pela atração gravitacional de planetas próximos para órbitas que lhes permitem entrar na vizinhança da Terra", informou a NASA.
A abordagem próxima permitirá à agência espacial norte-americana a estudar a rocha espacial.
"Se nós desejamos saber a composição da mistura primordial da qual os planetas se formaram, então nós devemos determinar os componentes químicos dos restos de detritos deste processo de formação – os cometas e asteróides."
A NASA teme que o asteróide, que tem o potencial de destruir um país na Terra, possa atingir o nosso planeta nos próximos 120 anos, com o próximo voo de aproximação estando programado para 2135.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Asteróides perigosos para Terra estariam escondidos na sombra de Júpiter

Um grupo de asteróides e cometas na sombra de Júpiter poderia se tornar uma grande ameaça ao nosso planeta caso suas órbitas mudem, concluem cientistas.
A conclusão foi feita após análise do movimento de diferentes corpos celestes ao redor de Júpiter.
Sendo o maior planeta do Sistema Solar, Júpiter abriga em sua sombra asteróides e cometas difíceis de visualizar.
Além disso, alguns desses asteróides orbitam o Sol por um caminho semelhante ao que Júpiter percorre. Sendo assim, sua rota seria quase um círculo perfeito, com um ângulo de inclinação relativamente ao plano do Sistema Solar próximo a 40°.
Em um estudo feito por Kenta Oshima, pesquisador do Observatório Astronômico Nacional do Japão, uma mudança na inclinação de tais asteróides poderia ser uma ameaça real ao nosso planeta, publicou o Space.com.
No entanto, em caso de mudança de sua rota, tais asteróides poderiam se tornar visíveis aos nossos telescópios. Para tanto, não podendo se prever qualquer mudança no movimento de tais corpos celestes, astrônomos do mundo todo deverão estar em constante vigilância, segundo Oshima.
Explicando melhor o fenômeno, Carlos de la Fuente Marcos, pesquisador da Universidade Complutense de Madri, comparou o movimento feito pelos asteróides ao voo de um avião.
"É como no caso dos aviões [...] Voando alto eles só podem se chocar com alguma coisa durante a decolagem ou aterrissagem. Mas se eles voam muito baixo, aumenta significativamente a probabilidade de se chocarem com uma montanha ou até um prédio", disse Carlos de la Fuente Marcos.
Desta forma, uma mudança no grau de inclinação e da órbita do movimento de um asteróide tornaria sua rota mais próxima à da Terra, aumentando a probabilidade de choque.

Créditos: Sputnik

terça-feira, 24 de setembro de 2019

NASA planeja enviar espaçonave para se chocar contra asteróide

A NASA, junto da empresa privada de sistemas aeroespaciais SpaceX, quer lançar uma espaçonave em direção a um asteróide como parte da missão Double Asteroid Redirection Test (DART), que busca defender a Terra de qualquer possível objeto espacial que venha a se chocar com o nosso planeta.
A intenção é testar se uma espaçonave consegue alterar a trajetória do asteróide Didymos B. O corpo celeste não é realmente uma ameaça para nós, mas é ideal para o teste, pois se trata de um Objeto Próximo à Terra (da singla em inglês, NEO, Near-Earth Object).
Esse tipo de objeto espacial é monitorado pelas agências espaciais. A Agência Espacial Européia (ESA) tem até uma Lista de Risco com os asteróides que tem alguma chance de atingir a Terra. Mas não se preocupe: as chance não são elevadas para nenhum dos casos.
Mesmo assim, os pesquisadores buscam desenvolver uma medida de precaução caso surja no futuro algum objeto realmente perigoso. O lançamento da missão tem previsão para acontecer em julho de 2021 e o choque entre a nave e Didymos B deverá ocorrer em setembro de 2022.
Didymos B orbita ao redor de Didymos A. A nave da missão da NASA deve atingir Didymos B para mudar a trajetória do asteróide.
Os cientistas planejam que a aeronave da DART colida com o asteróide em uma velocidade de 23.760 quilômetros por hora. Ela deve alterar a velocidade do corpo espacial de modo bem discreto — em apenas um centímetro por segundo. Mas essa pequena mudança já conseguirá alterar a órbita do asteróide Didymos B.

Créditos: Galileu

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

Colisão entre asteroides há 470 milhões de anos foi essencial para a vida na Terra

Há 470 milhões de anos dois asteróides colidiram entre Júpiter e Marte — e isso foi essencial para o desenvolvimento da vida na Terra. Isso é o que indica uma nova pesquisa liderada por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, publicada no Science Advances.
Segundo o estudo realizado pelos astrônomos, um dos objetos espaciais tinha 150 quilômetros de comprimento e, quando houve o choque, a poeira resultante da colisão se espalhou pelo Sistema Solar. “É análogo a ficar no meio da sala e esmagar uma sacola de aspirador cheia de pó, só que em uma escala muito maior”, exemplificou Birger Schmitz, líder da pesquisa, em comunicado.
Esses resíduos bloquearam parcialmente a luz do Sol de atingir a Terra, o que resultou em uma era glacial. A mudança do clima, até então mais ou menos homogêneo, corroborou para a divisão do planeta em zonas climáticas, resultando numa explosão de biodiversidade, principalmente entre os seres invertebrados.
Para realizarem a descoberta, os especialistas executaram a medição do hélio extraterrestre incorporado nos sedimentos petrificados do fundo do mar após a colisão. Eles explicam que, a caminho da Terra, os detritos resultantes do choque foram enriquecidos com hélio quando bombardeados pelo vento solar, o que uma análise do evento mesmo após milhões de anos.
De acordo com os astrônomos, os achados da equipe podem ajudar a humanidade no combate ao aquecimento global. Isso porque, com as emissões de dióxido de carbono e o aumento da temperatura da Terra, a situação do planeta se assemelha às existentes antes da colisão dos asteróides.
Logo, se os esforços humanos para retardarem o aquecimento global não funcionarem, existe a possibilidade de se utilizar alternativas artificiais para resfriar a Terra. Uma delas, para os pesquisadores, seria causar um bloqueio da luz solar, como ocorrida há 470 milhões de anos.
A idéia, portanto, é colocar asteróides ou satélites, por exemplo, em órbitas ao redor da Terra para que liberem partículas exporadicamente, bloqueando parte dos raios do Sol e, assim, esfriar o planeta. “Nossos resultados mostram, pela primeira vez, que esse pó esfriou drasticamente a Terra. Os estudos podem fornecer uma compreensão empírica mais detalhada de como isso funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se as simulações de modelos [como o proposto] são realistas”, disse Schmitz.

Créditos: Galileu

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Raro asteróide metálico teria tido erupção de ferro, aponta estudo

Pesquisadores da Universidade de Purdue, EUA, analisaram o asteróide metálico Psyche, sugerindo que a rocha espacial pode ter emitido ferro durante sua formação, segundo o Mirror.
Aparentemente, o asteróide é composto em grande parte de ferro e níquel, entretanto, ele é significativamente menos denso do que deveria ser, tornando-se um grande mistério para os pesquisadores, que procuram entender sua formação.
Acredita-se que os asteróides ricos em metais foram formados através da colisão de pequenos planetas, que soltaram grande parte do material exterior deixando para trás os núcleos metálicos internos, que posteriormente arrefeceram e solidificaram.
O estudo sugere que durante o processo de resfriamento uma quantidade residual de ferro fundido derretido, níquel e enxofre teriam fluído para a superfície através de fissuras.
"Nos referimos a estes processos coletivamente como 'ferrovulcanismo'", afirmou o Dr. Brandon C. Johnson, um dos autores do estudo.
"Nossos cálculos sugerem que as erupções ferrovulcânicas possam ser possíveis em corpos pequenos, ricos em metais, especialmente com misturas ricas em enxofre e com mantos mais finos do que 35 quilômetros ou corpos com o manto localmente mais fino devido a grandes crateras de impacto", explicou o autor com relação à profundidade das fissuras.
Por sua vez, a NASA revelou planos de visitar o Psyche na tentativa de aprender mais sobre o misterioso asteróide metálico.
A missão Psyche deve ser lançada em agosto de 2022, com a nave espacial chegando apenas em 2026.
“O objetivo da missão é, entre outras coisas, determinar se o Psyche realmente é o núcleo de um objeto do tamanho de um planeta”, explicou a NASA.

Créditos: Sputnik

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

Asteróide passou pertinho da Terra a quase 26 Km/s e ninguém viu

Dia 5, uma rocha espacial passou a uma distância do nosso planeta menor do que em que muitos satélites de comunicação se encontram em órbita e adivinhe: ninguém viu a aproximação! Por sorte, não se tratava de nenhum cometa ou asteróide colossal e o pedregulho seguiu adiante em suas andanças pelo Sistema Solar sem causar problemas – mas o incidente reforça o alerta que já foi dado por muitos cientistas, de que é apenas uma questão de tempo até que um desses objetos colida conosco.
De acordo com Eric Mack, do site C|Net, a rocha espacial foi batizada de 2019 RP1 e teve o seu tamanho estimado entre 7 e 17 metros. Segundo o pessoal da NASA, o objeto passou a 37,4 mil quilômetros do nosso planeta – o que, em termos astronômicos, significa que ele passou raspando por nós – e a uma velocidade de 25,9 km/s, o que faz desse asteróide o 2º mais rápido a viajar dentro de uma distância lunar da Terra e o 3º que mais se aproximou do nosso mundo neste ano.
E como é que ninguém viu o pedregulho – se existem tantos cientistas e astrônomos amadores de olho no céu? Desta vez, a aproximação do 2019 RP1 passou despercebida porque o asteróide veio de uma posição em que era dia no nosso planeta, dificultando a observação, especialmente em se tratando de um objeto pequeno como esses.
Mas não pense que, mesmo sendo de dimensões reduzidas, um asteróide como o 2019 RP1 não poderia causar estragos! Apenas a título de comparação, a rocha especial que desintegrou sobre Chelyabinsk, na Rússia, em 2013, gerou uma onda choque que causou a destruição de milhares de janelas e danos em inúmeras edificações na região, além de deixar mais de mil feridos leves, e só tinha 17 metros de diâmetro.

Créditos: Megacurioso

Asteróide 2010 RM82

O asteróde 2010 RM82, deve passar amanhã a apenas 625 mil km do nosso planeta. A rocha tem 28 metros e se desloca a 50 mil km/h. Apesar da pouca distância não há risco de colisão.
2010 RM82 tem cerca de 34 mil toneladas e um volume estimado em 11494 metros cúbicos. Se atingisse a Terra o asteróide liberaria energia equivalente a explosão de 808 kilotons de TNT ou 41 bombas similares à de Hiroshima.

Créditos: Apolo 11

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Asteróide quase da altura do edifício mais alto do mundo passará pela Terra em breve

O asteróide 2000 QW7, quase do tamanho do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, deve passar acima da Terra no próximo 14 de setembro.
O enorme objeto possui algo em torno de 290 a 650 metros de diâmetro, sendo maior que o Empire State Building de Nova York (381 metros) e apenas um pouco mais baixo que o Burj Khalifa de Dubai (828 metros).
De acordo com o Centro de Estudos de Objetos Próximo à Terra (CNEOS, na sigla em inglês), parte do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, o 2000 QW7 irá passar a uma velocidade de 23.100 km/h a 5,3 milhões de quilômetros de distância do nosso planeta. Ou seja, estamos todos a salvo.
O asteróide, assim como a Terra, orbita o Sol e por isso nos visita esporadicamente.
Segundo os cientistas do CNEOS, a última vez que chegou pertinho de nós (objetos espaciais são considerados “próximos” quando passam a 1,3 unidades astronômicas da Terra, o que representa a distância do nosso planeta ao Sol ou 149,6 milhões de quilômetros) foi em 1 de setembro de 2000, e a próxima vez será em 19 de outubro de 2038.

Crédito: Hypescience

Especialista alerta sobre chance real de impacto de asteróide

De acordo com Lembit Opik, presidente do Parlamento de Asgardia, o assunto é questão de vida ou morte e que é hora de pensar em proteger a Terra dos asteróides, segundo o tablóide Express.
"É uma questão de vida ou morte. A chance de um impacto é de 100%, apenas não se sabe quando", afirmou Opik.
Opik antes atuou na política britânica e agora trabalha com a nação espacial Asgardia para preparar a Terra para lidar com um perigo inevitável, ou seja, os asteróides.
"Isso raramente acontece, mas quando acontece é catastrófico e acabará com 70% a 95% de toda a vida. Aparentemente, como aconteceu antes", ressaltou Opik.
Além disso, ele afirma que a Asgardia tem como principal objetivo criar uma guarda espacial para proteger o planeta das ameaças cósmicas.
Sendo assim, a agência pretende estabelecer a presença humana no espaço, através da construção de postos avançados e concedendo a primeira criança fora do mundo dentro dos próximos 25 anos.
Mas, para atingir esses objetivos grandiosos, os cientistas de Asgardia precisam provar que os seres humanos que vivem no espaço podem ser mantidos a salvo de ameaças como asteróides.
Opik ainda destaca que os asteróides não são a única ameaça que há no espaço, pois ainda há muitos outros elementos perigosos, porém mais fáceis de prever.

Créditos: Sputnik

domingo, 1 de setembro de 2019

Asteroide enigmático muda de cor e age como cometa surpreendendo pesquisadores

O evento captado se tornou assim o primeiro fenômeno deste tipo observado em tempo real. Cientistas do MIT acham que o comportamento estranho do asteróide pode ser causado pela sua rotação muito rápida ejetando camadas de poeira da sua superfície para o espaço.
O asteróide peculiar, chamado 6487 Gault, está localizado dentro do cinturão de asteróides entre as órbitas de Marte e de Júpiter. O comportamento do asteróide anteriormente tinha sido associado com o dos cometas, que deixam dois rastros de poeira na sua esteira.
Descrevendo tal desenvolvimento como uma "grande surpresa", Michael Marsset, especialista do Departamento de Estudos Terrestres, Atmosféricos e Planetários do MIT, disse que a equipe de cientistas julga que "testemunhou o asteróide perdendo sua poeira avermelhada para o espaço".
Os cientistas pensam que agora estão observando "as camadas subjacentes, frescas e azuis".
Os cientistas acham que tal mudança de cor e atividade semelhante à de um cometa podem ser provocadas pelo fato que a "rotação rápida é suficiente para despir camadas de poeira da sua superfície, graças à força centrifuga".
Cientistas pretendem agora estudar o asteróide para obter mais pistas para a atividade dele, quando ele aparecer no céu da próxima vez.

Créditos: Sputnik

domingo, 25 de agosto de 2019

Rochas no asteróide Ryugu são semelhantes com as da Terra

Cientistas descobriram que o asteróide Ryugu, que está sendo explorado pela sonda espacial japonesa Hayabusa-2, é composto por rochas que são parecidas com os meteoritos encontrados na Terra. A descoberta é importante porque um asteróide contém material dos primeiros dias do nosso sistema solar, então a semelhança com a Terra poderia ajudar na compreensão do passado do nosso planeta.
O estudo publicado na revista Science diz que algumas das rochas lembram meteoritos de condritos carbonáticos, um dos tipos mais antigos de rochas conhecidas no Sistema Solar. No entanto, não é possível saber exatamente qual é a forma original dessas estruturas, já que as amostras presentes na Terra foram alteradas quando passaram pela atmosfera.
"O que descobrimos dessas imagens é realmente saber como as rochas e o material estão distribuídos na superfície desse asteróide, qual é a história de intemperismo dessas coisas e o contexto geológico", afirmou Rolf Jaumann, do Centro Aeroespacial Alemão.

Créditos: Galileu

Cientista revela plano para desviar asteroide gigante que ameaça a Terra

A próxima missão espacial pode ser crucial para salvar nosso planeta, pois seu objetivo é preparar a Terra para evitar uma ameaça real de um asteróide, afirmou Brian May.
O astrofísico e guitarrista explicou como a NASA e a ESA estariam se preparando para enfrentar a hipotética ameaça.
As agências devem testar a capacidade de desviar o Didymos 65803, um asteróide potencialmente perigoso de 775 metros, orbitado por uma "lua" de 160 metros, informalmente chamada de "Didymoon".
"Apenas esta lua, aparentemente minúscula, já seria grande o suficiente para destruir uma cidade se ela colidisse com a Terra. Mas vamos descobrir se será possível desviá-la. Isso será muito, muito difícil", ressaltou May.
Primeiramente, a NASA vai atingir o asteróide menor com sua espaçonave impactadora DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteróides Binários), a uma velocidade de seis quilômetros por segundo (21.600 km/h), informou May.
Logo após, a sonda HERA, da ESA, entrará para mapear a cratera resultante do impacto e medir a massa do asteróide, enquanto um par de CubeSats (satélites miniaturizados) examinará a rocha espacial a uma distância mais próxima, ou até mesmo, pousando nela.
"A escala desta experiência é muito grande, algum dia esses resultados poderão ser cruciais para salvar nosso planeta. A observação cuidadosa da sonda HERA após o impacto da DART ajudará a provar se os asteróides podem ou não ser desviados, bem como se essa será uma técnica de defesa eficaz ou não [...]", completou May.

Créditos: Sputnik

terça-feira, 20 de agosto de 2019

NASA se prepara para asteróide 'Deus do Caos' que pode colidir com Terra em 10 anos

Daqui a uma década, um enorme asteróide potencialmente perigoso, que recebeu o nome de uma divindade maligna e destruidora do Antigo Egito, vai passar perto da Terra, voando como uma bala.
A probabilidade deste asteróide colidir com o nosso planeta é de uma em 45.000.
A NASA já começou a se preparar para a "chegada" iminente do asteróide 99942 Apophis, também conhecido como "Deus do Caos", que passará perto da Terra a uma distância de 31.000 quilômetros em 13 de abril de 2029.
Este corpo celeste, dono de um diâmetro de 340 metros, é considerado potencialmente perigoso, sendo um dos maiores asteróides a passar muito perto da superfície do nosso planeta, com uma probabilidade de atingi-lo, escreve tablóide britânico Express.
Se a colisão acontecer mesmo, danos à humanidade serão devastadores, dada a sua velocidade de 40.233 km/h.
Enquanto pesquisadores da NASA estão se preparando para analisar a rocha gigantesca quando ela passar pela Terra, Elon Musk, presidente-executivo da Tesla e SpaceX, não se mostra nem um pouco perturbado com a aproximação potencialmente perigosa, chegando até mesmo a escrever no Twitter que "uma grande rocha vai colidir com a Terra eventualmente e agora não temos defesa nenhuma".

Créditos: Sputnik