Mostrando postagens com marcador Taikonautas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Taikonautas. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de novembro de 2012

China lançará nova nave espacial tripulada em junho de 2013

A China lançará uma nova missão espacial tripulada no início de junho do próximo ano, afirmou neste sábado o "número dois" do programa de missões espaciais tripuladas do país, Niu Hongguang. Segundo declarações de Niu durante o 18º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) e citadas pela agência de notícias estatal "Xinhua", a missão Shenzhou 10 contará com uma tripulação de dois astronautas homens e uma mulher, como ocorreu com sua predecessora, a Shenzhou 9, neste ano. Ainda de acordo com ele, a tripulação a bordo do Shenzhou 10 deverá chegar ao módulo de laboratório espacial Tiangong 1. A missão será a quarta tripulada e realizada por astronautas chineses, e a segunda com a participação de uma mulher. Após as viagens efetuadas em 2003 e 2005 e um passeio espacial em 2008, em junho deste ano, os astronautas Liu Yang, Jing Haipeng e Liu Wang, todos pilotos das forças armadas chinesas, completaram com sucesso a missão Shenzhou 9, de dez dias no espaço. Durante essa missão, a astronauta Liu e seus companheiros desenvolveram uma série de experiências científicas e testes técnicos no "Tiangong 1" ("Palacio do Paraíso 1"). O objetivo do programa espacial chinês é transformar esse módulo em uma estação espacial em 2020. Segundo dados oficiais, no final de 2011 a China havia enviado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites, ficando em segundo lugar em número de lançamentos, atrás apenas da Rússia.

Créditos: Terra

sábado, 22 de setembro de 2012

Colonização de Marte será movida pelo turismo, diz astrofísico

Não é com alegria que o astrofísico Neil deGrasse Tyson prevê que o turismo se tornará no futuro o maior responsável pelas missões tripuladas para o espaço. O diretor do Planetário Hayden, no Museu Americano de História Natural, em Nova Iorque, constitui-se de um dos mais premiados cientistas americanos, um dos maiores entusiastas da ciência como motor de desenvolvimento econômico e social e um dos grandes críticos do corte de verbas da agência espacial americana, a Nasa. Tyson prevê: "Robôs vão continuar a explorar os planetas, luas e asteróides, mas as pessoas não vão participar, a menos que as culturas reconheçam o valor da exploração do espaço, como uma espécie de mola propulsora de inovação que serve à saúde de uma economia", acredita. "Provavelmente haverá colônias na Lua e em Marte, mas que serão conduzidas pelo turismo, e não por pesquisa". Difundir a importância da exploração espacial e da ciência em geral é uma de suas missões. Em cada programa de televisão que aparece, o Tyson faz questão de tirar dúvidas e suscitar a curiosidade dos espectadores a respeito de asteróides, viagens espaciais e partículas químicas. Utilizando-se de redes sociais, como Reddit, e uma linguagem acessível e bem-humorada em suas explicações sobre o universo, ele busca popularizar a ciência: "Quando a aprendizagem deixa de ser divertida, ela torna-se dolorosa, e a gente pára de aprender". Referência quando se trata de astronomia, Tyson possui dez livros publicados sobre o assunto. O último foi lançado em fevereiro deste ano e é dedicado à exploração do espaço: Space Chronicles: Facing the Ultimate Frontier. Ele também colaborou com a Nasa em projetos sobre o futuro da exploração espacial e recebeu a maior condecoração dada a um civil, a Distinguished Public Service Medal. No momento, Tyson está trabalhando em uma refilmagem da série de TV Cosmos, realizada pelo astrônomo Carl Sagan na década de 1980. A série, com 13 episódios, deve ir ao ar pela FOX em 2013. Tyson é tido por muitos como o substituto de Sagan. "Uma honra ser considerado na mesma frase", enfatiza o cientista. Confira a seguir a entrevista completa:
Você é um grande fã do Isaac Newton. Para uma pessoa que não sabe a importância de Newton, que só ouviu falar na escola - o cara da maçã -, o que você falaria? Como explicar sua importância?
Neil deGrasse Tyson - Newton permitiu que a civilização fizesse a transição de ver a natureza como um lugar místico, além da compreensão da mente humana, para um lugar conhecido, em que podemos usar as leis da física para prever o comportamento da própria natureza. A revolução industrial não teria sido possível sem esta transição.
As verbas da Nasa estão cada vez mais ameaçadas. A cada ano, elas caem mais. Diminuir essa verba é uma decisão adequada?
Tyson - As pessoas (os americanos) não reconhecem o valor total da Nasa para a economia. Trata-se da criação de uma nação inovadora, que tem o desejo incessante de sonhar com um amanhã que somente a ciência e a tecnologia podem trazer. E é aí que estão as sementes da economia do século 21.
É muito comum se deparar com pessoas que acham que o investimento em ciência básica é inútil. Elas acreditam que mandar uma sonda para Marte é um desperdício de dinheiro. Qual é a importância da ciência básica? Por que se busca uma partícula elementar ou se manda uma sonda para analisar a geologia de Marte?
Tyson - Cada máquina com um interruptor on-off em um hospital, trazido para o serviço de diagnosticar a condição do corpo humano, sem precisar cortar para abrí-lo, é baseado em um princípio da física, descoberto por um físico que não tinha interesse em medicina. Isso inclui todo o departamento de radiologia: máquinas de raios X, tomografias, tomografia computadorizada, ressonância magnética, eletrocardiogramas e eletroencefalogramas. Enquanto isso, na década de 1930, Albert Einstein escreveu uma equação que permitiu que o laser fosse inventado. E podemos ter certeza de que ele não estava pensando em códigos de barras e cirurgia a laser na época. Então, negar o financiamento da ciência básica é arriscar seu futuro como participante no cenário mundial de tecnologia e inovações.
Muitos cientistas se declaram religiosos, mas muitos outros dizem que a religião atrapalha e freia a ciência. Por outro lado, muitos religiosos apoiam a ciência, enquanto outros criticam as pesquisas porque vão contra suas crenças. Ciência e religião podem coexistir pacificamente?
Tyson - É um fato empírico de que a ciência e a religião podem coexistir, porque ela coexiste em muitos cientistas e pessoas treinadas em ciência. Contudo é bastante revelador perceber que os percentuais de cientistas que são religiosos variam conforme o campo de estudo. Os menores são biólogos, físicos e astrofísicos, e os mais elevados são matemáticos e engenheiros. Assim, as profissões que estão mais próximas das operações da natureza são menos representadas entre cientistas religiosos. Mais importante, os cientistas religiosos que são bem-sucedidos não usam a bíblia como referência para suas idéias sobre a natureza. Então, não se pode colocar junto os cientistas religiosos de sucesso com os fundamentalistas religiosos, que afirmam que Deus criou o universo em seis dias e que o mundo não tem mais do que 6 mil anos de idade. Eles não são a mesma comunidade de pessoas. Se você afirma que o seu texto religioso revelado é também uma cartilha sobre as operações da natureza, então você vive uma vida de conflito com a ciência.
O que você acha do trabalho do ex-mágico James Randi e do cientista Michael Shermer? Ambos defendem o ceticismo. Você se considera um cético também?
Tyson - Qualquer cientista também é um cético - que é como a ciência progride. Uma pessoa que não é cética está pronta para ser explorada por pessoas que têm algo a vender.
Como você vê sua popularidade crescente em redes sociais como Reddit? A internet tem força para popularizar a ciência?
Tyson - Sim. Mas a internet também tem o poder de popularizar a não ciência tão bem quanto o absurdo. Então, eu estou feliz em ser um participante, mas os desafios permanecem para aqueles que se preocupam com a alfabetização científica.
Qual a influência de Carl Sagan em sua vida e no seu trabalho?
Tyson - Eu conheci ele enquanto estava no ensino médio. E nos encontramos várias vezes depois disso. Ele nunca foi meu mentor, como alguns têm presumido. Mas o meu primeiro encontro com ele foi eterno. Ele passou um tempo comigo - um aluno que ele nunca havia conhecido - simplesmente porque ele tinha ficado sabendo do meu interesse em astrofísica. Daquele momento em diante, eu passei a encontrar tempo para alunos que eu nunca havia visto antes, da mesma forma como Carl deu seu tempo para mim.
Com a morte de Armstrong, muitos relembraram seu grande feito, de ter sido o primeiro homem a pisar na lua, em 1969. Qual foi de fato a importância da chegada do homem à Lua?
Tyson - A morte de Armstrong é especialmente importante não porque ele pousou na Lua e deu os primeiros passos, mas porque, três anos depois, nós paramos de ir, e toda a era está recuando rapidamente para o passado, sem nada para mostrar desde então. Isso torna a morte de Neil Armstrong uma tragédia a lamentar mais do que uma vida para comemorar.
Há quem diga que a China será o próximo país a conquistar a Lua. Você acredita nisso? E que importância esse feito teria hoje?
Tyson - A China provavelmente vai realizar esta façanha. Eu não me preocupo com quem "deve" fazê-lo. Eles têm sido coerentes com as suas promessas e suas realizações no espaço. Então, eu não tenho nenhuma razão para duvidar de seus planos para os "taikonautas" visitarem a Lua em um futuro próximo.
Como estamos nos preparando para o dia 13 de abril de 2036? Quais seriam as consequências previsíveis do impacto do asteróide Apophis na Terra? (O asteróide tem 1 chance em 250 mil de atingir a Terra. Como lembra Tyson em outra entrevista, muita gente aposta na loteria com probabilidade de acerto bem menor.)
Tyson - Se Apophis atingir a Terra, ele provavelmente vai bater no Oceano Pacífico e causar um trilhão de dólares em danos materiais ao longo da costa oeste da América do Norte. Mas ninguém tem que morrer. Nós vamos saber com antecedência onde e quando ele vai bater. Mas eu gostaria de desviar o asteróide, se ele vier ao nosso encontro, em vez de fugir dele. E a única maneira de desviá-lo é garantir que você tenha cientistas e engenheiros em seu meio, porque são eles que vão, naturalmente, pensar desta forma.


Créditos: Terra

terça-feira, 31 de julho de 2012

China anuncia que pretende enviar nave à Lua em 2013

A China pretende enviar no próximo ano uma nave exploratória à Lua, informa a imprensa estatal, que revela detalhes do mais recente projeto do ambicioso programa espacial do gigante asiático. A terceira tentativa lunar da China será lançada no segundo semestre de 2013, informou a agência oficial Xinhua. No caso de êxito, seria a primeira vez de uma nave chinesa na Lua e estabeleceria um marco no desenvolvimento do programa espacial. O projeto pretende sobrevoar, alunissar e retornar à Terra, segundo a Xinhua. A China informou que também planeja um vôo tripulado à Lua, mas não divulgou datas. Pequim considera que o projeto, avaliado em bilhões de dólares, evidenciará a importância crescente do país como potência, sua capacidade tecnológica e o sucesso do Partido Comunista na transformação de uma nação pobre em um país próspero. O programa espacial chinês teve início em 1999 com o lançamento da nave sem tripulação Shenzhou-1. Dois anos mais tarde, a Shenzhou-2 foi lançado com pequenos animais a bordo e, em 2003, a China enviou pela primeira vez um homem ao espaço. Uma caminhada espacial aconteceu em 2008. Recentemente, a viagem de 14 dias da nave Shenzhou-9 se tornou a missão espacial chinesa mais longa e ganhou destaque por incluir a primeira mulher astronauta entre os três membros de sua tripulação.

Créditos: Terra Ciência

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nave que levou 1ª chinesa ao espaço retorna à Terra, mas capota ao pousar

A nave espacial chinesa Shenzhou 9, lançada ao espaço no último dia 16, retornou nesta sexta-feira (29) à Terra após completar com sucesso o primeiro acoplamento espacial manual realizado pela China. A nave aterrissou por volta das 10h locais (23h de Brasília) no condado de Siziwang, ao norte da região autônoma da Mongólia Interior (norte da China). O pouso esteve longe de ser suave, pois o módulo capotou ao tocar o solo. Pôde-se escutar um forte barulho da batida no terreno. Apesar da violência do impacto e das sacudidas da nave, os astronautas nada sofreram e deixaram o módulo como heróis nacionais. Após 13 dias de missão, os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, esta última a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, voltaram para casa em boas condições, segundo a equipe médica que os atendeu após a aterrissagem. Os astronautas foram recebidos com uma breve cerimônia, após adaptarem-se à gravidade da Terra e saírem da nave, uma hora depois da aterrissagem. A tripulação do Shenzhou 9 entrará para a história da China por completar com sucesso a quarta missão tripulada produzida pelo país asiático e conseguir realizar o primeiro acoplamento manual entre uma nave chinesa e o módulo espacial Tiangong I, embrião da futura base espacial do gigante asiático. "Esta conquista teve um significado muito importante para a corrida espacial chinesa", destacou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Centro de Controle Aeroespacial de Pequim. A China, o terceiro país a levar astronautas ao espaço, quer demonstrar com seu programa espacial que está capacitada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no cosmos, em resposta à reserva de países como os Estados Unidos quanto à sua participação na Estação Espacial Internacional (ISS). O país asiático espera instalar seu primeiro laboratório no espaço em 2016 e dispor de uma base permanente até o final desta década.

Créditos: G1

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Astronautas chineses fazem primeiro acoplamento manual no espaço

A agência espacial da China realizou neste domingo o primeiro acoplamento manual entre a cápsula Shenzou 9 e o módulo experimental Tiangong 1, precursor da estação espacial chinesa. Esta é segunda vez que os dois módulos são acoplados, comprovando a capacidade do país neste tipo operação. A união entre os dois módulos ocorreu às 01h48 pelo horário de Brasília (04h48 UTC), alguns minutos após o desengate dos anéis que mantinham as duas naves atracadas desde 18 de junho. Naquela ocasião a Shenzou 9 uniu-se a plataforma orbital chinesa de modo automático, sem qualquer intervenção humana. Antes do acoplamento de hoje, realizado de modo totalmente manual, a Shenzhou 9 se afastou por cerca de 400 metros da Tiangong e realizou pequenas manobras de correção, comandadas pelos astronautas Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang. Após o acoplamento os astronautas entraram novamente na estação espacial, onde deverão realizar novos testes e experimentos científicos. As duas naves deverão permanecer conectadas por mais quatro dias. Em 28 de junho a Shenzou 9 se despede da Tiangong 1 e no dia seguinte regressará à Terra.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Taikonautas entram no Tiangong-1

A Shenzhou-9 acoplou com sucesso com o módulo orbital TG-1 Tiangong-1 às 0608UTC do dia 18 de Junho de 2012. Após uma acoplagem automática bem sucedida, os três taikonautas da Shenzhou-9 entraram a boro do módulo orbital TG-1 Tiangong-1. Após verificarem a atmosfera do módulo orbital e após verificarem a não existência de fugas, o Comandante da Shenzhou-9, Jing Haipeng, abriu a escotilha de acesso ao Tiangong-1. Após acenar para as câmeras existentes no interior do módulo, Jing Haipeng flutuou para dentro do Tiangong-1, seguido pouco depois por Liu Wang enquanto que Liu Yang permanecia no módulo de descida da Shenzhou-9. A transmissão ao vivo deste histórico momento permitiu observar o interior do módulo orbital com a parte superior e a parte inferior cobertas com uma tela na qual os taikonautas se fixavam. Poucos minutos depois, a primeira taikonauta entravam também por sua vez no interior do Tiangong-1. Os dois veículos irão permanecer acoplados durante dez dias, mas durante este período terá lugar uma nova manobra de acoplagem desta vez realizada de forma manual por Liu Wang.

Créditos: AstroPT

sábado, 16 de junho de 2012

China lança a sua primeira taikonauta

A China levou a cabo o lançamento da sua quarta missão espacial tripulada às 1037UTC do dia 16 de Junho de 2012, transportando três taikonautas a bordo entre os quais a primeira chinesa a viajar ao espaço. A tripulação é composta por Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, sendo esta a primeira taikonauta. O lançamento foi levado a cabo pelo foguetão CZ-2F/G Chang Zheng-2F/G (Y9) a partir da Plataforma de Lançamento 912 do Complexo de Lançamento LC43 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Esta é mais uma missão histórica para o programa espacial da China que tem por objetivo lançar uma estação espacial modular a partir de 2020. Este dia adquire também um significado espacial juntamente com o lançamento de Liu Yang, pois há 49 anos a União Soviética lançava a primeira mulher para o espaço, a cosmonauta Valentina Tereshkova. Jing Haipeng é o Comandante da Shenzhou-9. Nascido a 24 de Outubro de 1966 em Yuncheng, província de Shanxi, foi piloto de caça na Força Aérea do Exército de Libertação do Povo, sendo selecionado para taikonauta em Janeiro de 1998. Esta é a segunda missão de Jing Haipeng, com o seu primeiro vôo a ter lugar a bordo da Shenzhou-7. O Coronel Sênior Jing Haipeng é casado e tem um filho. Ingressou na Força Aérea em 1985 e acumulou mais de 1.200 horas de experiência de vôo. Liu Wang nasceu em Março de 1969 na província de Shanxi. Este é o seu primeiro vôo espacial e é o responsável pela manobra de acoplagem com o módulo Tiangong-1. Foi selecionado para o grupo de taikonautas em Janeiro de 1998 após ingressar na Força Aérea em 1988. Possui mais de 1.000 horas de vôo e é agora Coronel na Força Aérea. Com 33 anos de idade Liu Yang irá tornar-se na primeira chinesa a viajar no espaço. Nascida em Outubro de 1978 em Zhengzhou, província de Hainan, foi piloto na Força Aérea e é a primeira do segundo grupo de taikonautas a viajar no espaço. Ingressou na força aérea em 1997 e é uma piloto veterana com mais de 1.680 horas de vôo. É casada e é Major na Força Aérea. A tripulação suplente é composta por Nie Haisheng, Zhang Xiaoguan e Wang Yaping. A missão da Shenzhou-9 terá uma duração de 13 dias, sendo dois dias de manobras de aproximação com a acoplagem a ter lugar no dia de vôo n.º 3. A acoplagem será feita em modo automático. A tripulação irá permanecer 10 dias a bordo do Tiangong-1, mas durante esta permanência irá ingressar de novo na Shenzhou-9, separar-se do módulo e realizar uma nova acoplagem, mas desta vez manualmente conduzida por Liu Wang. O último dia da missão será dedicado à separação definitiva dos dois veículo e regresso à Terra da Shenzhou-9. O Tiangong-1 será então colocado numa órbita mais elevada e aguardar pela missão Shenzhou-10. Dois dos tripulantes irão dormir a bordo do Tiangong-1 enquanto que o terceiro irá dormir na Shenzhou-9. No módulo orbital existem dois postos de descanso individuais que garantem a privacidade dos tripulantes. Os postos de descanso estão equipados com sistemas independentes de comunicação. O módulo está também equipado com vários sistemas e equipamentos para a tripulação, tais como equipamento de exercício físico, equipamento médico para permitir o estudo das variações médicas dos tripulantes ao longo da missão, e equipamento de proteção, bem como um sistema de regeneração de água, equipamento de monitorização médica, roupas para os taikonautas, extintores de incêndio, etc. No lançamento seguiram a bordo da Shenzhou-9 cerca de 300 kg de carga incluindo água, alimentos e diversas experiências científicas. Foram tomadas medidas para proteger a saúde dos três tripulantes. Estas medidas foram previstas para combater a influência da ausência de gravidade na adaptação dos dois homens e da mulher. Enquanto permanecerem em órbita os tripulantes serão submetidos a testes para verificar o funcionamento cardíaco e pulmonar, além das suas condições bioquímicas. A acoplagem com o módulo Tiangong-1 está prevista para ter lugar a 18 de Junho.

Créditos: AstroPT