sábado, 5 de janeiro de 2013

Vídeo mostra o que acontece quando dois buracos negros supermassivos colidem

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Uma animação, criada por supercomputadores da Universidade do Colorado, em Boulder, mostra pela primeira vez o que acontece com as nuvens de gás magnetizado de buracos negros supermassivos colidem. Na simulação, é possível ver os campos magnéticos se intensificando conforme eles se contorcem e retorcem, chegando inclusive a formar um vórtice elevado que se estende para muito acima do centro do disco de acreção. A estrutura em forma de funil pode ser a origem (parcial) de jatos que às vezes são vistos emergindo de grandes buracos negros. A simulação foi criada com um objetivo: estudar que tipo de “flash” pode ocorrer devido à união de dois objetos tão gigantescos, para que os astrônomos que buscam evidências de ondas gravitacionais – um fenômeno proposto por Einstein em 1916 – tenham melhores condições para identificar a provável fonte delas. Essas ondas gravitacionais são descritas como “ondulações” no tecido do espaço-tempo. São perturbações extremamente ínfimas criadas por objetos supermassivos e giratórios, como buracos negros. Detectar estas ondulações diretamente é extremamente difícil, mas os cientistas esperam ter essa tecnologia em mãos daqui a muitos anos. Identificar buracos negros em colisão será o primeiro passo para identificar quaisquer ondas gravitacionais resultantes do impacto, daí a importância do estudo. O vídeo mostra a estrutura de ondas gravitacionais em expansão que espera-se ser resultado do impacto. O que leva os buracos a se chocarem é justamente a ação dessas ondas, que roubam energia da órbita deles e os levam a girar um em direção ao outro. “Os buracos negros orbitam um ao outro e perdem energia orbital ao emitir fortes ondas gravitacionais, e isso faz com que suas órbitas diminuam. Os buracos negros espiralam um em direção ao outro e eventualmente se fundem”, disse o astrofísico John Baker, um dos membros da equipe de pesquisa do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA. “Nós precisamos das ondas gravitacionais para confirmar que a fusão dos buracos negros ocorreu, mas se nós pudermos entender os sinais eletromagnéticos das fusões o suficiente, talvez possamos buscar por eventos em potencial mesmo antes de termos um observatório de ondas gravitacionais no espaço”. Se os telescópios da Terra conseguirem apontar os lampejos de rádio e raio-x que ocorrem durante fusões de buracos negros, aí os futuros telescópios espaciais poderão ser usados para detectar as ondas.

Fonte: Jornal Ciência

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