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sexta-feira, 15 de março de 2019

Será M31N 2008-12a a principal candidata a Supernova?

Na nossa galáxia vizinha, Andrômeda, existe uma nova absolutamente notável, denominada por M31N 2008-12a. Uma nova é uma explosão nuclear que ocorre numa estrela, causada pela acreção de hidrogênio à superfície duma anã branca que conduz ao início de reações nucleares (as novas não devem ser confundidas com supernovas).
Com 11 erupções já identificadas, incluindo 8 nos últimos 8 anos, o sistema M31N 2008-12a exibe um período de recorrência de 1 ano, que possivelmente poderá ser somente de 6 meses.
Este curto período entre erupções é impulsionado pela combinação de uma anã branca de alta massa (1,38 Massas Solares) e alta taxa de acreção, tão alta que parece ser proveniente do vento estelar de uma companheira gigante vermelha.
As observações em Hα revelaram a presença de uma enorme nebulosa (400 anos-luz de comprimento, isto é: cerca de 400 sistemas solares) estendida em seu redor, que poderá ser o remanescente de milhares de erupções passadas.
Com uma previsão que a anã branca atinja o limite de Chandrasekhar (que representa a máxima massa possível para uma estrela do tipo anã branca) brevemente, a M31N 2008-12a tornou-se na principal candidata a supernova do tipo Ia.
Recente análise atualizada prevê que a anã branca M31N 2008-12a possa atingir a massa de Chandrasekhar em < 20 kyr.

Créditos: AstroPT

sábado, 28 de dezembro de 2013

A intrigante cor rosa da Nova Centauri 2013

Uma recente nova, visível a olho nu que entrou em erupção na primeira semana de Dezembro de 2013 ainda está dando seu show, e a nova imagem acima, feita recentemente, por Rolf Wahl Olsen na Nova Zelândia, revela sua cor incomum. “Eu ajeitei tudo para fazer uma imagem da Nova Centauri 2013 com meu novo telescópio de 12.5” e f/4”, disse Rolf. “Curiosamente, eu só tinha visto imagens de campo amplo dessa nova, e nenhuma que na verdade mostrasse sua cor rosa forte e incomum”. A Nova Centauri 2013 (na constelação de Centaurus, na parte sul do céu), foi descoberta por John Seach da Austrália em 2 de Dezembro de 2013, e foi visível com uma magnitude aproximada de 5.5. Ela subsequentemente aumentou de brilho até alcançar um pico de 3.3. A imagem de Rolf, feita hoje, isso mesmo, hoje, na verdade amanhã para nós, pois já é 28 de Dezembro de 2013 na Nova Zelândia, mostra a nova com um brilho um pouco menor com magnitude de 4.5. A Nova aparece rosa pois nós estamos realmente observando a luz de uma concha em expansão de hidrogênio ionizado que emite fortemente tanto na parte vermelha como azul do espectro óptico, explicou Rolf. Essas emissões dão à Nova essa forte coloração rosada, similar às cores observadas em nebulosas de emissão que também brilham predominantemente em tonalidades rosas/magenta. Uma Nova é o resultado de uma explosão termonuclear na superfície de uma estrela anã branca em um sistema binário justo. A anã branca agrega matéria de sua companheira próxima e eventualmente a pressão da fusão nuclear expele as camadas acrescidas da superfície da anã branca. Ao contrário das supernovas, onde a estrela propriamente dita explode e para de existir, uma nova não resulta na destruição da estrela hospedeira. A anã branca pode continuar a agregar matéria de sua companheira e o processo pode ser repetido alguma vez no futuro.

Créditos: Cienctec

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Nova Centauri 2013 a olho nu

Os faróis estelares mais brilhantes da constelação de Centaurus, Alpha e Beta Centauri são facilmente observados do hemisfério sul da Terra. Agora existe uma nova estrela, visível a olho nu que faz parte desse contexto, a chamada Nova Centauri 2013. Nessa paisagem celeste noturna registrada próximo do Observatório de Las Campanas na parte sul do deserto chileno de Atacama, no último dia 5 de Dezembro de 2013, a nova estrela se junta com a velha e expansiva constelação, vista nas primeiras horas da manhã através da aeroluminscência esverdeada da Terra. Registrada pelo caçador de novas John Seach, da Austrália, em 2 de Dezembro de 2013, enquanto se aproxima de um brilho próximo daquele que pode ser observado a olho nu, a Nova Cen 2013, tem sido espectroscopicamente identificada como uma nova clássica, ou seja, um sistema estelar binário em interação composto por uma estrela quente e densa anã branca e por uma companheira fria e gigante. O material dessa estrela companheira se constrói enquanto ele cai na superfície da anã branca disparando um evento termonuclear. A explosão cataclísmica resulta num drástico aumento no brilho e numa concha de detritos em expansão. As estrelas não são destruídas. Acredita-se que as novas clássicas são recorrentes quando o fluxo de material na anã branca eventualmente continua e produz outra explosão.

Fonte: APOD

sábado, 7 de dezembro de 2013

Explosão em estrela pode ser vista a olho nu durante a madrugada

Pela segunda vez nesse ano, o céu do hemisfério Sul é palco de uma violenta explosão estelar. O evento fez surgir uma nova luz no firmamento e que pode ser vista facilmente durante as madrugadas sem auxílio de instrumentos. Batizada de Nova Centauri 2013, a explosão foi detectada primeiramente no dia 2 de dezembro pelo astrônomo amador John Seach, na Austrália, que registrou um súbito brilho de magnitude 5.5 em um campo de visão onde o objeto mais intenso não brilhava mais que a magnitude 11. No mesmo dia, o repentino clarão foi confirmado pelo também astrônomo amador Steven Graham, da Nova Zelândia, que ao checar as imagens das câmeras de céu amplo (allsky cameras) notou o novo objeto brilhante na área mencionada por Seach. Em 3 de dezembro, imagens feitas com telescópio robótico de 500 milímetros pelos astrônomos Ernesto Guido, Nick Howes e Martino Nicolini mostraram que Nova Centauri 2013 havia evoluído e estava três vezes mais brilhante, passando de 5.5 para 4.7 magnitudes. Os dados também mostraram fortes linhas de emissão nos comprimentos de onda do hidrogênio. A Associação Americana de Observadores de Estrelas Variáveis, AAVSO, informou que na quinta-feira a magnitude da "nova" havia caído ainda mais e atingido 3.5, lembrando que quanto menor a magnitude de um objeto, mais brilhante ele é. Nova Centauri 2013 é a segunda explosão desse tipo observada este ano. Em agosto foi a vez da Nova Delphi 2013, que atingiu inicialmente a magnitude 6.0 e se tornou um objeto fácil de ser observado sem ajuda de instrumentos nos céus mais escuros. Passados alguns dias, a estrela aumentou ainda mais de brilho e se tornou o alvo principal dos astrônomos amadores. Uma "nova" é a expansão súbita e extremamente brilhante de uma estrela do tipo anã branca após gigantesca explosão termonuclear. Esse evento ocorre em sistemas binários onde, devido à enorme massa e proximidade, a anã branca absorve o hidrogênio de sua companheira. Com o passar do tempo, a pressão e temperatura do gás acumulado se torna tão intensa que gera a fusão nuclear. Essa explosão libera uma quantidade muito grande de energia, parte dela no espectro visível. Diferente da chamada "explosão supernova", que praticamente destrói a estrela, em uma explosão do tipo "nova" a anã branca continua intacta. Após a explosão, dependendo do tipo de estrela a elevação do brilho pode ser lenta ou muito rápida. Após atingir o brilho máximo, a intensidade decai. Normalmente, uma "nova" rápida leva menos de 25 dias para que seu brilho caia 2 magnitudes (7 vezes), enquanto uma "nova" lenta leva mais de 80 dias. Apesar de a estrela brilhar na magnitude 3.5 e ser visível a olho nu, um binóculo vai ajudar bastante a ver e estudar o fenômeno. Para localizar Nova Centauri 2013 é necessário olhar para o quadrante sudeste aproximadamente às 05h00 da manhã e então localizar a constelação do Cruzeiro do Sul e a constelação do Centauro. Nova Centauri 2013 estará ligeiramente à esquerda e acima da estrela Hadar (ou Agena), a beta do Centauro, como mostra a carta celeste publicada acima. A "nova" é uma explosão cujo brilho está em desenvolvimento e ainda pode aumentar um pouco mais nos próximos dias para em seguida decair. Aproveite para contemplar a estrela agora, pois daqui alguns dias ela não estará mais lá.

Fonte: Apolo 11

domingo, 18 de agosto de 2013

Nova Delphini 2013


Usando um pequeno telescópio para vasculhar os céus no dia 14 de Agosto de 2013, o astrônomo amador japonês Koichi Itagaki descobriu uma “nova” estrela dentro das fronteiras da constelação de Delphinus. Indicada nessa imagem acima capturada no dia 15 de Agosto de 2013, desde Stagecoach, no Colorado, ela agora foi propriamente designada como Nova Delphini 2013. Sagitta, a Seta, aponta o caminho para a localização dessa nova estrela, que atualmente se encontra bem alta no céu noturno (no hemisfério norte), não muito distante da brilhante estrela Altair e do asterismo conhecido pelos observadores do hemisfério norte como o Triângulo de Verão. A nova é reportada como sendo de fácil observação com binóculos, perto do limite de visibilidade a olho nu em céus escuros. De fato, cartas celestes anteriores mostram uma estrela conhecida muito mais apagada (com uma magnitude 17), na posição onde a Nova Delphini foi registrada, indicando que o brilho aparente dessa estrela aumentou repentinamente mais de 25.000 vezes. Como uma estrela passa por uma mudança dessas? O espectro da Nova Delphini indica que ela é uma nova clássica, um sistema estelar binário em interação onde uma estrela é uma densa e quente anã branca. O material da estrela companheira, fria e gigante cai em direção à superfície da anã branca, até que o seu tamanho dispara um evento termonuclear. O drástico aumento no brilho e uma concha de expansão de detritos é o resultado – mas as estrelas não são destruídas. Acredita-se que as novas clássicas recorrem quando o fluxo de material na anã branca retorna e produz outra explosão.

Fonte: APOD

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

NASA descobre novo buraco negro em nossa galáxia

A explosão, produzida por uma rara nova de raio X, anunciou a presença de um até então desconhecido buraco negro de massa estelar. Uma nova de raios X é uma curta fonte de raios X que aparece de repente, atinge o seu pico de emissão em alguns dias e depois desaparece ao longo de um período de meses. A explosão ocorre quando uma torrente de gás armazenado, inesperadamente corre em direção a um dos objetos mais compactos conhecidos, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro. O objeto foi nomeado Swift J1745-26, após identificação das coordenadas da sua posição no céu, a nova está localizada a poucos graus do centro de nossa galáxia em direção à constelação de Sagitário. Embora os astrônomos não sabem a sua distância precisa, eles acham que o objeto reside cerca de 20.000 a 30.000 anos-luz de distância, na região interior da galáxia. Observatórios terrestres detectaram emissões de infravermelho e rádio, mas espessas nuvens de poeira que obscurecem o objeto impediram a sua detecção, desde a captura do Swift J1745-26 em luz visível. A nova apresentou pico em raios X de alta energia, acima de 10.000 eV (elétron-volts), ou vários milhares de vezes maior que a luz visível em 18 de setembro, quando atingiu uma intensidade equivalente ao da famosa Nebulosa do Caranguejo, uma remanescente de supernova que serve como um alvo de calibração de alta energia aos observatórios e é considerada uma das mais brilhantes fontes além do sistema solar. Na quarta-feira, o Swift J1745-26 foi 30 vezes mais brilhantes em raios X do que quando foi descoberto e ele continuou a brilhar. O padrão observado é de uma nova de raios X onde o objeto central é um buraco negro. Uma vez que os raios X desaparecerem, será possível medir a sua massa e confirmar seu status buraco negro. O buraco negro tem de ser membro de um sistema binário de raios X de baixa massa (LMXB), que inclui uma estrela normal como o Sol. Um fluxo de gás flui da estrela normal e entra em um disco de armazenamento em torno do buraco negro. Na maioria dos LMXBs, o gás colapsa para dentro, esquenta enquanto se dirige para o interior do buraco negro, e produz um fluxo constante de raios X. Mas em certas condições, o fluxo estável dentro do disco depende da taxa de matéria que flui a partir da estrela companheira. Cada explosão limpa o disco interno, e com pouca ou nenhuma matéria caindo em direção ao buraco negro, o sistema deixa de ser uma fonte brilhante de raios X. Décadas mais tarde, depois que o gás estiver suficiente acumulado no disco externo, ele envia um dilúvio de gás em direção ao buraco negro, resultando em uma nova explosão de raios X. Esse fenômeno, chamado de ciclo limite térmico viscoso, ajuda os astrônomos explicarem as explosões transitórias em uma ampla gama de sistemas, a partir de discos protoplanetários ao redor de estrelas jovens até buracos negros supermassivos no coração de galáxias distantes.


Créditos: NASA

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

A estrela de Belém

Desde sempre, muita gente tem tentado dar uma explicação científica para o aparecimento de uma estrela no céu e que ainda por cima indicasse o caminho até o local do nascimento de Jesus. Vários historiadores e arqueoastrônomos têm tentado correlacionar essa descrição bíblica com algum evento astronômico que tenha ocorrido na mesma época. E então? Para começo de conversa ninguém sabe ao certo quando Cristo nasceu. Acredita-se que teria sido em um ano anterior a 4 a.C.. A própria data de 25 de dezembro é controversa e não deve corresponder à data verdadeira. Ela foi convenientemente escolhida pela igreja para coincidir com uma festa pagã em honra ao Sol. Vinte e cinco de dezembro é bem próximo do solstício de inverno no hemisfério norte. Historiadores e especialistas apontam o mês de agosto como o mais provável e algo em torno do dia 21. Tudo isso baseado em relatos bíblicos pouco precisos que não são registros históricos confiáveis. Para tentar encontrar algum evento astronômico que possa ter alguma ligação com essa estrela, é necessário que saibamos com boa precisão a data em que ela teria aparecido. Os principais suspeitos são: um cometa, uma explosão de supernova ou nova ou ainda uma conjunção de planetas. Seja lá qual evento tenha ocorrido, ele deve ter sido transitório, mas com alguns dias de duração e visível a olho nu na região da Judéia. Cometas seriam a explicação ideal, já que eles aparecem “de repente”, ficam pouco tempo no céu e ainda por cima têm um aspecto de estrela com cauda. Durante algum tempo, o cometa Halley foi associado com a estrela de Belém, mas cálculos de sua órbita mostram que ele teria passado no ano 12 a.C., muito antes do nascimento de Cristo. Essa hipótese era bem popular no século XVI e na “Adoração dos Magos”, de Giotto, a Estrela de Belém é retratada como o Halley. Nenhum dos cometas conhecidos e catalogados teria passado com brilho suficiente para serem detectado a olho nu entre os anos 7 a.C. e 2 d.C.. Se fosse mesmo um cometa, ele teria de ser um desses esporádicos, sem órbita periódica ou que tenha sido destruído em algum momento. Não há relatos de novas ou supernovas visíveis durante essa época, apesar de chineses relatarem o aparecimento de um novo astro no ano de 5 a.C.. Mas esses relatos não são precisos o suficiente nem para dizer se era uma nova/supernova ou sequer um cometa e mesmo assim a data é muito fora do que se acredita que tenha sido o ano do nascimento. Ainda assim, conheço alguns astrônomos que já tentaram encontrar um remanescente de supernova, ou seja, uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, na posição mais suspeita de ter ocorrido uma explosão dessas. Esses remanescentes de supernova podem ser encontrados com telescópios de raios-X ou rádio telescópios, mas nada foi achado até agora. Já as conjunções entre planetas ou entre planetas e estrelas brilhantes aconteceram com alguma frequência durante esse período. Entretanto, em nenhuma delas os astros se aproximaram tanto no céu para que pudessem ser confundidos com um astro só, como se formassem uma única estrela brilhante. Como conclusão, do ponto astronômico, não há nada que possa indicar um fenômeno ou ocorrência que possam ser associados à aparição de uma estrela guia. Talvez essa estrela seja mais uma metáfora bíblica que possa significar uma interpretação de tradições religiosas, ou que tenha dado ao nascimento de Cristo uma posição no céu. Mas disso não posso falar muito.

Créditos: G1 - Observatório

sábado, 5 de novembro de 2011

GK Per: Nova de 1901

No início do século XX, GK Persei tornou-se por um breve período uma das estrelas mais brilhantes no céu do planeta Terra, um evento conhecido como Nova Persei 1901. Documentado nesta montagem feita em dias modernos de duas imagens de 2003 e 2001, o material ejetado da explosão, popularmente chamado Nebulosa dos Fogos de Artifício, continua a se expandir para o espaço. Estas imagens fazem parte de um vídeo em time lapse que segue a expansão da nebulosa durante os últimos 17 anos. A cerca de 1.500 anos-luz de distância, a nebulosa ainda tem menos de um ano-luz de diâmetro. Entende-se que GK Per e outras estrelas variáveis cataclísmicas semelhantes conhecidas como novas clássicas, sejam sistemas binários constituídos de uma compacta estrela anã branca e uma estrela gigante fria e dilatada, em órbita próxima. O acúmulo de massa transferida para a superfície da anã branca vinda da estrela gigante através de um disco de acreção, eventualmente detona uma explosão termonuclear, fazendo o material estelar voar pelo espaço sem destruir a estrela anã branca. Com um período orbital de 2 dias, o sistema GK Per já produziu várias pequenas explosões nos últimos anos.

Créditos: APOD

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Explosão de raios-X brilhante anteriormente desconhecida é registrada na Via Láctea


Astrônomos no Japão usando um detector de raios-X a bordo da Estação Espacial Internacional e na Penn State University, usando o observatório espacial Swift da NASA, estão anunciando a descoberta de um objeto que emitiu raios-X recentemente, e que anteriormente estava escondido na nossa Via Láctea na constelação de Centauro. O objeto – um sistema binário – foi revelado recentemente quando um instrumento na Estação Espacial Internacional denominado MAXI (Monitor of All-Sky X-ray Image) a bordo do Exposed Facility do Japanese Experiment Module Kibo o pegou em flagrante no ato da erupção com uma massiva explosão de raios-X conhecida como nova de raios-X. A equipe da missão MAXI rapidamente alertou os astrônomos em todo o mundo para a descoberta de uma nova fonte de raios-X as 2:00 a.m EDT na Quarta-Feira, 20 de Outubro de 2010, e assim o Observatório Swift da NASA rapidamente conduziu uma observação urgente com base no alvo de oportunidade nove horas depois, o que permitiu localizar a nova de raios-X e fazer medições precisas. “A Colaboração entre as equipes do MAXI e do Swift nos permite identificar rapidamente e precisamente esse novo objeto”, disse Jamie Kennea, cientista de instrumento do Telescópio de Raios-X Swift na Penn State University que é a instituição líder em analisar os dados do Swift. “As capacidades do MAXI e do Swift são complementares e neste caso têm proporcionado uma descoberta que não seria possível sem a combinação de conhecimento obtido por ambos”. A detecção do Swift confirmou a presença da fonte de raios-X brilhante anteriormente desconhecida, que foi denominada de MAXI J1409-619. “As observações do Swift sugerem que essa fonte é provavelmente uma estrela de nêutrons ou um buraco negro com uma estrela companheira massiva localizada a uma distância de algumas dezenas de milhares de anos-luz de distância da Terra na Via Láctea”, disse David Burrows, professor de astronomia e astrofísica na Penn State e cientista líder do Telescópio de Raios-X Swift. “A contribuição do Swift para essa descoberta é que ele pode rapidamente variar sua posição para focar em ponto específico no céu e pode fazer imagem do céu com uma alta sensibilidade e uma alta resolução espacial”. “O MAXI demonstrou sua capacidade ao descobrir uma nova fonte de raios-X a uma grande distância”, disse Kazutaka Yamaoka, professor assistente na Aoyama Gakuin University e membro da equipe do MAXI. “A equipe do MAXI está planejando observações adicionais com satélites da NASA para revelar a identidade dessa fonte”.


Créditos: Cienctec

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

V407 Cyg


Astrônomos usando Telescópio Espacial Fermi detectaram, pela primeira vez, raios gama emitidos por um tipo de estrela variável conhecido como nova, fenômeno que surpreendeu os cientistas. A descoberta derruba a idéia de que explosões nova não têm energia suficiente para produzir esse tipo de emissão. Uma nova é um ganho súbito de brilho de uma estrela normalmente tênue. A explosão ocorre quando uma estrela anã branca, em um sistema binário, irrompe numa explosão termonuclear. "Em termos humanos, foi uma erupção imensamente poderosa, equivalente a cerca de 1.000 vezes a energia emitida pelo Sol a cada ano", disse a pesquisadora da Nasa Elizabeth Hays. "Mas, em comparação com outros eventos que o Fermi vê, foi bem modesta. Ficamos surpresos quando o Fermi a detectou com tanta força". Raios gama são a forma mais energética de luz, e o Telescópio de Grande área do Fermi captou a nova por 15 dias. Cientistas acreditam que a emissão surgiu quando uma onda de choque, movendo-se a mais de um milhão de quilômetros por hora, partiu do local da explosão. A detecção ocorreu na constelação de Cygnus, o Cisne. O sistema envolvido é conhecido como V407 Cyg, e fica a 9.000 anos-luz da Terra. É formado por uma anã branca e uma gigante vermelha com cerca de 500 vezes o tamanho do Sol. "A gigante vermelha está tão inchada que sua atmosfera exterior vaza para o espaço", disse Adam Hill, da Universidade Joseph Fourier, na França. "A cada década, a gigante vermelha elimina hidrogênio suficiente para igualar a massa da Terra". A anã branca captura parte desse gás, que se acumula em sua superfície. À medida que o gás se concentra, ao longo de décadas ou séculos, ele acaba ficando denso e quente o bastante para se fundir, produzindo hélio. A fusão libera energia suficiente para detonar todo o gás acumulado. A anã branca em si, no entanto, permanece intacta. A explosão criou uma camada densa em expansão, chamada frente de choque, composta de partículas de alta velocidade, gás ionizado e campos magnéticos. Os campos magnéticos aprisionam as partículas na camada e as excitam a energias tremendas. Antes de escapar, as partículas atingem velocidades próximas às da luz. Os pesquisadores dizem que os raios gama provavelmente surgem quando essas partículas colidem com o gás do vento da gigante vermelha. Até então, cientistas não imaginavam que uma nova fosse capaz de acelerar partículas com tanta intensidade.

Créditos: O Mensageiro das Estrelas