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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Estação Chinesa deve reentrar na atmosfera nos próximos dias

Programada para reentrar na atmosfera até o final deste ano, ninguém sabe ao certo onde a estação espacial chinesa Tiangong-1 irá cair. A reentrada será do tipo controlada, mas a cada dia as forças da natureza a trazem para mais perto do nosso planeta. Em junho de 2013, a nave espacial Shenzhou 10 se desacoplou da Tiangong-1, a primeira estação espacial da China, trazendo de volta para a Terra os três primeiros astronautas daquele país a trabalharem no complexo espacial, entre eles a piloto de caças Wang Yaping, a segunda mulher chinesa a ir ao espaço. Após deixarem a Tiangong-1, o governo chinês declarou que a nave já não servia mais aos objetivos e que seria destruída até o final de dezembro de 2013, sem, contudo informar o dia que isso aconteceria. Agora, restando poucos dias para o final do ano, as atenções se voltam ao destino do laboratório orbital chinês. Dados fornecidos pelo site Satview.org mostram que pelo oitavo dia consecutivo a Tiangong-1 aparece na lista de objetos que deverão reentrar naturalmente na atmosfera e se incendiar, o que mostra que não há mais qualquer tipo de propulsão sendo usada para manter o complexo na altitude programada. As primeiras estimativas mostram que se a China não manobrar a nave para reentrar controladamente até o final de dezembro, teremos uma bola de fogo rompendo o céu em maio de 2014 e talvez seja exatamente isso que os engenheiros chineses querem. Tirar a Tiangong-1 de órbita neste momento é uma tarefa muito fácil. Com apenas algumas ignições dos retrofoguetes é possível alterar a rota da estação e fazê-la de volta à Terra em alguns minutos.  No entanto, mantê-la em orbita por mais alguns meses enquanto cai lentamente também pode ser uma opção, uma vez centenas de dados sobre o comportamento dentro da alta atmosfera serão gerados. Isso permitirá aos cientistas chineses entenderem melhor a dinâmica da reentrada e que poderão ser de grande valia no futuro. A Tiangong-1 tem 10 metros de comprimento e mais de 8 toneladas. A reentrada não deverá consumir toda sua estrutura e pedaços grandes deverão chegar à superfície. Então, seja qual for o destino a ser dado à estação espacial, é certo que deverá chamar muito a atenção da mídia e dos observadores de plantão.

Fonte: Apolo 11

quarta-feira, 5 de junho de 2013

China lança este mês sua próxima missão espacial tripulada

A China lançará em meados deste mês uma nave espacial tripulada que se acoplará a um módulo experimental, última etapa da construção de uma estação espacial chinesa permanente, informou nesta segunda-feira a agência de notícias estatal Xinhua. De acordo com o porta-voz do programa espacial do país, a nave se acoplará ao laboratório espacial Tiangong-1 (Palácio Celestial). Trata-se de uma etapa crucial para a obtenção da estação espacial permanente. A capacidade espacial da China é inferior à dos Estados Unidos e da Rússia, mas o ambicioso programa do país inclui planos de enviar um homem à Lua e construir, até 2020, uma estação que gire em torno da Terra, informa um documento oficial. A China lançou em 2012 a nave espacial Shenzhou IX na missão mais ambiciosa de sua história, com três astronautas, entre eles Liu Yang, a primeira mulher chinesa a viajar para o espaço. Pequim realizou seu primeiro vôo espacial tripulado em outubro de 2003.

Fonte: Terra

sábado, 10 de novembro de 2012

China lançará nova nave espacial tripulada em junho de 2013

A China lançará uma nova missão espacial tripulada no início de junho do próximo ano, afirmou neste sábado o "número dois" do programa de missões espaciais tripuladas do país, Niu Hongguang. Segundo declarações de Niu durante o 18º Congresso do Partido Comunista da China (PCCh) e citadas pela agência de notícias estatal "Xinhua", a missão Shenzhou 10 contará com uma tripulação de dois astronautas homens e uma mulher, como ocorreu com sua predecessora, a Shenzhou 9, neste ano. Ainda de acordo com ele, a tripulação a bordo do Shenzhou 10 deverá chegar ao módulo de laboratório espacial Tiangong 1. A missão será a quarta tripulada e realizada por astronautas chineses, e a segunda com a participação de uma mulher. Após as viagens efetuadas em 2003 e 2005 e um passeio espacial em 2008, em junho deste ano, os astronautas Liu Yang, Jing Haipeng e Liu Wang, todos pilotos das forças armadas chinesas, completaram com sucesso a missão Shenzhou 9, de dez dias no espaço. Durante essa missão, a astronauta Liu e seus companheiros desenvolveram uma série de experiências científicas e testes técnicos no "Tiangong 1" ("Palacio do Paraíso 1"). O objetivo do programa espacial chinês é transformar esse módulo em uma estação espacial em 2020. Segundo dados oficiais, no final de 2011 a China havia enviado ao espaço 20 foguetes e 25 satélites, ficando em segundo lugar em número de lançamentos, atrás apenas da Rússia.

Créditos: Terra

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Nave que levou 1ª chinesa ao espaço retorna à Terra, mas capota ao pousar

A nave espacial chinesa Shenzhou 9, lançada ao espaço no último dia 16, retornou nesta sexta-feira (29) à Terra após completar com sucesso o primeiro acoplamento espacial manual realizado pela China. A nave aterrissou por volta das 10h locais (23h de Brasília) no condado de Siziwang, ao norte da região autônoma da Mongólia Interior (norte da China). O pouso esteve longe de ser suave, pois o módulo capotou ao tocar o solo. Pôde-se escutar um forte barulho da batida no terreno. Apesar da violência do impacto e das sacudidas da nave, os astronautas nada sofreram e deixaram o módulo como heróis nacionais. Após 13 dias de missão, os astronautas Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, esta última a primeira mulher chinesa a viajar ao espaço, voltaram para casa em boas condições, segundo a equipe médica que os atendeu após a aterrissagem. Os astronautas foram recebidos com uma breve cerimônia, após adaptarem-se à gravidade da Terra e saírem da nave, uma hora depois da aterrissagem. A tripulação do Shenzhou 9 entrará para a história da China por completar com sucesso a quarta missão tripulada produzida pelo país asiático e conseguir realizar o primeiro acoplamento manual entre uma nave chinesa e o módulo espacial Tiangong I, embrião da futura base espacial do gigante asiático. "Esta conquista teve um significado muito importante para a corrida espacial chinesa", destacou o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, no Centro de Controle Aeroespacial de Pequim. A China, o terceiro país a levar astronautas ao espaço, quer demonstrar com seu programa espacial que está capacitada tecnologicamente para trabalhar em bases permanentes no cosmos, em resposta à reserva de países como os Estados Unidos quanto à sua participação na Estação Espacial Internacional (ISS). O país asiático espera instalar seu primeiro laboratório no espaço em 2016 e dispor de uma base permanente até o final desta década.

Créditos: G1

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Astronautas chineses fazem primeiro acoplamento manual no espaço

A agência espacial da China realizou neste domingo o primeiro acoplamento manual entre a cápsula Shenzou 9 e o módulo experimental Tiangong 1, precursor da estação espacial chinesa. Esta é segunda vez que os dois módulos são acoplados, comprovando a capacidade do país neste tipo operação. A união entre os dois módulos ocorreu às 01h48 pelo horário de Brasília (04h48 UTC), alguns minutos após o desengate dos anéis que mantinham as duas naves atracadas desde 18 de junho. Naquela ocasião a Shenzou 9 uniu-se a plataforma orbital chinesa de modo automático, sem qualquer intervenção humana. Antes do acoplamento de hoje, realizado de modo totalmente manual, a Shenzhou 9 se afastou por cerca de 400 metros da Tiangong e realizou pequenas manobras de correção, comandadas pelos astronautas Liu Wang, Jing Haipeng e Liu Yang. Após o acoplamento os astronautas entraram novamente na estação espacial, onde deverão realizar novos testes e experimentos científicos. As duas naves deverão permanecer conectadas por mais quatro dias. Em 28 de junho a Shenzou 9 se despede da Tiangong 1 e no dia seguinte regressará à Terra.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Taikonautas entram no Tiangong-1

A Shenzhou-9 acoplou com sucesso com o módulo orbital TG-1 Tiangong-1 às 0608UTC do dia 18 de Junho de 2012. Após uma acoplagem automática bem sucedida, os três taikonautas da Shenzhou-9 entraram a boro do módulo orbital TG-1 Tiangong-1. Após verificarem a atmosfera do módulo orbital e após verificarem a não existência de fugas, o Comandante da Shenzhou-9, Jing Haipeng, abriu a escotilha de acesso ao Tiangong-1. Após acenar para as câmeras existentes no interior do módulo, Jing Haipeng flutuou para dentro do Tiangong-1, seguido pouco depois por Liu Wang enquanto que Liu Yang permanecia no módulo de descida da Shenzhou-9. A transmissão ao vivo deste histórico momento permitiu observar o interior do módulo orbital com a parte superior e a parte inferior cobertas com uma tela na qual os taikonautas se fixavam. Poucos minutos depois, a primeira taikonauta entravam também por sua vez no interior do Tiangong-1. Os dois veículos irão permanecer acoplados durante dez dias, mas durante este período terá lugar uma nova manobra de acoplagem desta vez realizada de forma manual por Liu Wang.

Créditos: AstroPT

sábado, 16 de junho de 2012

China lança a sua primeira taikonauta

A China levou a cabo o lançamento da sua quarta missão espacial tripulada às 1037UTC do dia 16 de Junho de 2012, transportando três taikonautas a bordo entre os quais a primeira chinesa a viajar ao espaço. A tripulação é composta por Jing Haipeng, Liu Wang e Liu Yang, sendo esta a primeira taikonauta. O lançamento foi levado a cabo pelo foguetão CZ-2F/G Chang Zheng-2F/G (Y9) a partir da Plataforma de Lançamento 912 do Complexo de Lançamento LC43 do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan. Esta é mais uma missão histórica para o programa espacial da China que tem por objetivo lançar uma estação espacial modular a partir de 2020. Este dia adquire também um significado espacial juntamente com o lançamento de Liu Yang, pois há 49 anos a União Soviética lançava a primeira mulher para o espaço, a cosmonauta Valentina Tereshkova. Jing Haipeng é o Comandante da Shenzhou-9. Nascido a 24 de Outubro de 1966 em Yuncheng, província de Shanxi, foi piloto de caça na Força Aérea do Exército de Libertação do Povo, sendo selecionado para taikonauta em Janeiro de 1998. Esta é a segunda missão de Jing Haipeng, com o seu primeiro vôo a ter lugar a bordo da Shenzhou-7. O Coronel Sênior Jing Haipeng é casado e tem um filho. Ingressou na Força Aérea em 1985 e acumulou mais de 1.200 horas de experiência de vôo. Liu Wang nasceu em Março de 1969 na província de Shanxi. Este é o seu primeiro vôo espacial e é o responsável pela manobra de acoplagem com o módulo Tiangong-1. Foi selecionado para o grupo de taikonautas em Janeiro de 1998 após ingressar na Força Aérea em 1988. Possui mais de 1.000 horas de vôo e é agora Coronel na Força Aérea. Com 33 anos de idade Liu Yang irá tornar-se na primeira chinesa a viajar no espaço. Nascida em Outubro de 1978 em Zhengzhou, província de Hainan, foi piloto na Força Aérea e é a primeira do segundo grupo de taikonautas a viajar no espaço. Ingressou na força aérea em 1997 e é uma piloto veterana com mais de 1.680 horas de vôo. É casada e é Major na Força Aérea. A tripulação suplente é composta por Nie Haisheng, Zhang Xiaoguan e Wang Yaping. A missão da Shenzhou-9 terá uma duração de 13 dias, sendo dois dias de manobras de aproximação com a acoplagem a ter lugar no dia de vôo n.º 3. A acoplagem será feita em modo automático. A tripulação irá permanecer 10 dias a bordo do Tiangong-1, mas durante esta permanência irá ingressar de novo na Shenzhou-9, separar-se do módulo e realizar uma nova acoplagem, mas desta vez manualmente conduzida por Liu Wang. O último dia da missão será dedicado à separação definitiva dos dois veículo e regresso à Terra da Shenzhou-9. O Tiangong-1 será então colocado numa órbita mais elevada e aguardar pela missão Shenzhou-10. Dois dos tripulantes irão dormir a bordo do Tiangong-1 enquanto que o terceiro irá dormir na Shenzhou-9. No módulo orbital existem dois postos de descanso individuais que garantem a privacidade dos tripulantes. Os postos de descanso estão equipados com sistemas independentes de comunicação. O módulo está também equipado com vários sistemas e equipamentos para a tripulação, tais como equipamento de exercício físico, equipamento médico para permitir o estudo das variações médicas dos tripulantes ao longo da missão, e equipamento de proteção, bem como um sistema de regeneração de água, equipamento de monitorização médica, roupas para os taikonautas, extintores de incêndio, etc. No lançamento seguiram a bordo da Shenzhou-9 cerca de 300 kg de carga incluindo água, alimentos e diversas experiências científicas. Foram tomadas medidas para proteger a saúde dos três tripulantes. Estas medidas foram previstas para combater a influência da ausência de gravidade na adaptação dos dois homens e da mulher. Enquanto permanecerem em órbita os tripulantes serão submetidos a testes para verificar o funcionamento cardíaco e pulmonar, além das suas condições bioquímicas. A acoplagem com o módulo Tiangong-1 está prevista para ter lugar a 18 de Junho.

Créditos: AstroPT

terça-feira, 12 de junho de 2012

Astronautas chineses prontos para o primeiro acoplamento espacial


Enquanto os americanos comemoram a recente retomada do envio de cargas à Estação Espacial Internacional, os chineses anunciaram algo muito mais ambicioso e confirmaram que um foguete do tipo Longa Marcha já está pronto para levar três astronautas rumo à Tiangong, a estação espacial chinesa. O comunicado não informou quando o veículo será lançado, mas ao que tudo indica a ignição dos propulsores ocorrerá antes do dia 20 de junho, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, CMSE, localizado no deserto de Gobi, na região noroeste da China. Os astronautas chineses, também chamados taiconautas, chegarão à estação espacial Tiangong a bordo da cápsula Shenzhou 9, instalada no topo do Longa Marcha 2F. Esta será a maior conquista do programa espacial chinês desde setembro de 2008, quando o taiconauta Zhai Zhigang deixou o módulo orbital Shenzhou 7 e se tornou o primeiro chinês a realizar uma atividade extraveicular no espaço. De acordo com nota divulgada pelo CMSE, diversos testes operacionais estão sendo realizados, além dos treinamentos finais da tripulação. Se tudo ocorrer como o previsto, o acoplamento entre o módulo Shenzhou 9 com os três astronautas e a estação espacial Tiangong ocorrerá 3 dias após o lançamento. A nave Shenzhou é um veículo composto de três módulos baseado no projeto original das cápsulas russas Soyuz, mas com uma série de modificações. Ambas as naves podem carregar três astronautas e são formadas pelo módulo de propulsão, módulo de tripulantes e módulo orbital. A maior diferença entre os veículos é que ao contrário das cápsulas Soyuz, o módulo orbital possui seu próprio conjunto de painéis solares o que permite sua permanência no espaço após a tripulação retornar à Terra no módulo de tripulantes. A estação espacial chinesa, chamada Tiangong está ainda em sua fase inicial de construção. Atualmente, o módulo que está orbitando a Terra - Tiangong 1 - é um protótipo-laboratório projetado para testar a tecnologia envolvida nas etapas iniciais da montagem, principalmente o acoplamento e envio de astronautas. Seu comprimento atual é de 10 metros de comprimento por 3.4 metros de diâmetro e pesa 8.5 toneladas. O módulo foi colocado no espaço em 29 de setembro de 2011 e é o coração da estação espacial chinesa. O artefato será usado como ponto de interconexão entre as diversas partes da estação definitiva e após testar as tecnologias envolvidas será descartado no final de 2013. Em mandarim, Tiangong significa Palácio Celestial. Além da construção de sua própria estação espacial, a China tem uma série de objetivos a cumprir. Um deles será colocar na Lua uma série de naves robóticas ainda no final de 2011. Em seguida, o país pretende enviar ao nosso satélite uma sonda muito mais complexa que deverá pousar, recolher amostras e em seguida retornar à Terra. É muito provável que até 2020 o país leve seu primeiro astronauta à Lua.

Créditos: Apolo 11