terça-feira, 19 de outubro de 2010

Marte: quão profundo podemos ir?


Existem alguns lugares em Marte que são mais baixos que outros. Na primeira imagem, a parte esquerda se refere ao assoalho do lugar chamado de Melas Chasma que fica a aproximadamente 9 km abaixo da planície ao seu redor. Novas imagens da sonda da ESA Mars Express destacam a complexa história desse enorme cânion marciano. A estrutura da Melas Chasma faz parte do enorme vale Valles Marineris que se estende por mais de 4.000 km ao longo da superfície do planeta vermelho. Essa imagem cobre uma área de 200 km x 100 km de 20.000 quilômetros quadrados que tem aproximadamente o tamanho da Eslovênia. Ao redor de Melas Chasma, existe grande evidência de que a água fluiu pelo planeta no passado. Essa evidência é forte não só pela existência de canais de água mas também pelo fato de ali existirem depósitos brilhantes de compostos de sulfatos que provavelmente foram depositados por lagos. Os flancos do vale mostram evidências de múltiplos e imensos deslizamentos de terra que criaram grandes depósitos de material na forma de leques. Esses detritos parecem ásperos e confusos em contraste com a superfície suave adjacente visível na bacia. As rochas mostram texturas de fluxo indicando que alguma vez já se depositou água líquida, gelo, água ou lama. Diques de sedimentos também podem ser vistos aqui. O mapa de elevação codificado por cores mostra as grandes variações em altitude presentes dentro dessa região. A diferença entre o assoalho, na esquerda da imagem para o platô à direita é de mais de 9 km. Mas como é possível medir essas elevações em Marte? Na Terra, nós usamos o nível do mar como referência. Para o caso de Marte, os cientistas derivam uma forma média e o tamanho do planeta com base nas observações feitas pelas sondas. Eles chamam essa forma geral de aeróide e a utilizam como referência para definir as elevações no planeta vizinho. No caso de Melas Chasma, as porções mais profundas do cânion estão 5 km abaixo do aeróide, enquanto que o platô se localiza a elevações de 4 km acima da superfície de referência. No alto do platô, alguns antigos vales estão preservados. A orientação dos maiores é paralela a borda do penhasco, que pode indicar que o vale originalmente seguiu uma antiga linha de falha. Lembrando que as falhas são as principais razões para a instabilidade nos flancos, que freqüentemente entram em colapso formando enorme avalanches.

Créditos: Space Fellowship

2 comentários:

  1. Estive já por aqui e cá estou outra vez. Belo espaço para as letras, para a poesia, para o pensamento... para tornarmos mais claros nossos caminhos! Ao mesmo tempo em que te mobilizo para removermos este triste índice de 2 livros/ano por leitor brasileiro (na Argentina são dezoito livros/ano),
    te convido a conhecer meus romances. Em meu blog, três deles estão disponíveis inclusive para serem baixados “de grátis”, em formato PDF.
    Um grande abraço e boa leitura!

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  2. Ok! Você não me disse qual é seu blog, é sobre astronomia também?

    Abração!

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