sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Observatório SDO da NASA observa eclipse solar privado desde o espaço

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Chame-o de o eclipse que ninguém vê. A sonda Solar Dynamics Observatory, ou SDO da NASA registrou seu eclipse solar privado ontem, dia 30 de Janeiro de 2014, desde sua órbita geosíncrona. Duas vezes por ano, durante a fase de Lua Nova, o nosso satélite passa em frente ao Sol, se observada desde a perspectiva do SDO. Embora nós não podemos estar lá para ver o eclipse em pessoa, nós podemos observá-lo remotamente. Os eventos são chamados de trânsitos lunares ao invés de eclipses já que eles são vistos do espaço. Trânsitos normalmente duram meia hora, mas o trânsito de hoje, durou cerca de 2.5 horas e foi um dos mais longos já registrados. O próximo acontecerá no dia 26 de Julho de 2014. Normalmente quando o eclipse acaba, acaba também toda a graça, mas não dessa vez. Logo depois da Lua ter deslizado na frente do disco solar, uma forte flare de Classe M6.6 explodiu de dentro de uma nova e muito ativa região de manchas solares no limbo leste e emitiu uma CME (Ejeção de Massa Coronal) no espaço. Veja essa explosão no vídeo acima. O SDO circula a Terra numa órbita geosíncrona a cerca de 22.000 milhas de altura e fotografa o Sol de maneira contínua dia e noite de um ponto de vista acima do México e do Oceano Pacífico. Cerca de 1.5 terabytes de dados solares, ou o equivalente a um milhão de músicas do iTunes são baixados pelas antenas de White Sands, no Novo México, diariamente. Para se ter uma comparação, a estação espacial que orbita a Terra de uma órbita muito mais próxima, seria um péssimo observatório solar, já que a Terra bloqueia o Sol pela metade a cada 90 minutos. Quando se olha as imagens do trânsito é possível notar quão distinta a borda da Lua aparece. Sem atmosfera, pelo menos virtualmente, a Lua mostra uma bela e nítida mordida no Sol. O observatório SDO surpreende com suas imagens espetaculares do Sol feitas em 10 diferentes comprimentos de onda de luz a cada 10 segundos. Instrumentos adicionais estudam as vibrações na superfície do Sol, os campos magnéticos e quanta radiação ultravioleta o Sol emite para o espaço. Comparar toda a ciência, duas vezes ao ano, durante os trânsitos é como se fosse a cereja do bolo de quem estuda e tenta entender por completo o nosso Sol.

Créditos: Cienctec

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