sábado, 29 de junho de 2019

Telescópio Hubble encontra 'bolas de futebol elétricas' e minúsculas no espaço

O telescópio espacial Hubble detectou uma nova descoberta potencialmente inovadora com o avistamento de moléculas C60 carregadas eletricamente no meio interestelar (MI).
Os elementos que formam o meio interestelar, que é o conjunto de gás e poeira que separa nosso Sistema Solar de outros sistemas estelares, são cruciais na formação de estrelas e corpos planetários à medida que são unidos para criar novos corpos celestes, informa CNN.
As moléculas formam um carbono conhecido como Buckminsterfullerene, cuja estrutura molecular se assemelha a uma bola de futebol, e levam o nome C60 por ser constituída por um arranjo de 60 átomos de carbono.
"O MI difuso pode ser considerado o ponto de partida para os processos químicos que acabam por dar origem aos planetas e à vida, por isso a identificação completa do seu conteúdo fornece informações sobre os ingredientes disponíveis para criar estrelas e planetas", disse o pesquisador Martin Cordiner, do Departamento de Física da Universidade Católica da América (EUA).
Bolas de futebol cósmicas, vistas pelo telescópio Hubble. Elas são formadas de moléculas C60, com 60 átomos de carbono encontrados no espaço sideral
Vida baseada em carbono
Essas moléculas são raramente encontradas em rochas ou minerais na Terra, mas nunca antes haviam sido achadas no meio interestelar.
"O MI difuso foi historicamente considerado um ambiente muito duro e tênue para que ocorressem abundâncias apreciáveis de moléculas grandes", explica o cientista, complementando que "a vida pode ser pensada como a última palavra em complexidade química".
De fato, a vida, como a conhecemos com dados e informações atuais, é baseada em carbono e esta descoberta mostra que o carbono pode ser criado e sobreviver em ambientes difíceis no espaço, escreve o tabloide Express.
Em 2012, a sonda Voyager 1 conseguiu atingir pela primeira vez uma dessas regiões no espaço, que são consideradas difíceis de serem estudadas devido à longa distância da Terra.

Créditos: Sputnik News

Origem de misteriosas explosões de ondas de rádio é detectada

"Este é o grande avanço que esperamos desde que os astrônomos descobriram rápidas explosões de rádio em 2007", afirma Keith Bannister, que lidera o estudo, da agência nacional de ciência da Austrália.
A localização foi tão precisa que o autor do estudo afirma que, se o local estivesse na Terra, poderia dizer não apenas a cidade onde a explosão surgiu como também o código postal e o quarteirão.
A equipe liderada por australianos realizou a descoberta utilizando um novo radiotelescópio da Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth (CSIRO), a agência científica australiana.
Agora, os astrônomos esperam descobrir as causas das explosões rápidas de rádio, que continuam desconhecidas.
A descoberta foi publicada pela revista Science e está entre as mais significativas desde a descoberta de FRB em 2007, conforme o jornal Daily Mail.
Desde 2007, foram detectadas apenas 85 explosões cósmicas de ondas de rádio, sendo que a maioria delas é "one-off", enquanto que uma pequena parte são "repetidores" que se repetem no mesmo lugar.
Esta é a primeira vez que os astrônomos conseguem obter a localização exata de uma ondulação "única", segundo o portal Socientífica.
A tecnologia utilizada pela equipe foi o radiotelescópio australiano Square Kilometre Array Pathfinder (ASKAP), que possui 36 antenas parabólicas, com a explosão chegando a cada uma em um tempo ligeiramente diferente, permitindo o cálculo de sua origem.
"A explosão que localizamos e sua galáxia hospedeira não se parecem em nada com um 'repetidor' e seu hospedeiro. Ela vem de uma enorme galáxia que está formando relativamente poucas estrelas", afirmou o Dr. Adam Deller, da Universidade de Tecnologia de Swinburne.
O fato sugere que as rajadas de rádio podem ser produzidas em uma variedade de ambientes, ou que as explosões sejam geradas por um mecanismo diferente para o repetidor.
Após a descoberta, a equipe analisou a distância e outras características utilizando o telescópio Gemini South, em conjunto com o Observatório W.M. Keck e o Very Large Telescope (VLT).
Os dados obtidos durante o estudo, confirmaram que a luz havia deixado a galáxia há aproximadamente 4 bilhões de anos, disse Nicolas Tejos, da Pontifícia Universidade Católica de Valparaíso.
A partir das minúsculas diferenças de tempo foi possível identificar a galáxia inicial da explosão, além do ponto de partida a 13.000 anos-luz do centro da galáxia, ressalta Deller.
O atual objetivo da equipe é utilizar as explosões rápidas de rádio como sondas cosmológicas, tal como fazemos com os raios gama, quasares e supernovas.

Créditos: Sputnik

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Rover detecta uma nuvem de gás que indica a possibilidade de vida em Marte

O veículo Curiosity da NASA descobriu quantidades surpreendentemente altas de metano no ar de Marte, um gás que na Terra é normalmente produzido por seres vivos.
A medição foi realizada na quarta-feira (19) e os dados chegaram à Terra na quinta. No entanto, são preliminares e os cientistas ainda estão investigando a situação mais a fundo.
Os controladores da missão na Terra enviaram novas instruções ao rover na sexta-feira (21) para acompanhar as leituras.
A NASA reconheceu a detecção em um comunicado no sábado à tarde (22), mas a chamou de um “resultado precoce”. O porta-voz da agência acrescentou: “Para manter a integridade científica, a equipe do projeto continuará a analisar os dados antes de confirmar” os dados.
Na Terra, micróbios conhecidos como metanogênicos prosperam em lugares sem oxigênio, como rochas subterrâneas profundas e tratos digestivos de animais, liberando metano como resíduo. No entanto, reações geotérmicas desprovidas de biologia também podem gerar o gás.
A possibilidade de vida em Marte nos fascina há décadas. As primeiras missões da NASA nos anos 1970 fotografaram uma paisagem desolada. Duas décadas depois, cientistas planetários pensaram que Marte poderia ter sido mais quente, mais úmido e mais habitável em sua juventude, cerca de 4 bilhões de anos atrás. Agora, eles pensam que, se a vida alguma vez surgiu em Marte, seus descendentes microbianos poderiam ter migrado para o subsolo e persistido.
O metano, se estiver mesmo no fino ar de Marte, é significativo, porque a luz solar e as reações químicas quebrariam as moléculas dentro de alguns séculos. Assim, qualquer metano detectado agora deve ter sido lançado recentemente.
Mas também é possível que o metano seja antigo, preso dentro de Marte por milhões de anos, e esteja escapando intermitentemente através de rachaduras.
Os cientistas relataram pela primeira vez detecções de metano em Marte há uma década e meia usando medições da Mars Express, uma espaçonave orbital construída pela Agência Espacial Europeia e ainda em operação, assim como de telescópios na Terra.
No entanto, essas descobertas estavam no limite do poder de detecção dessas ferramentas, e muitos pesquisadores acreditavam que o metano poderia ser apenas uma “miragem” de dados equivocados.
Quando a sonda Curiosity chegou a Marte em 2012, ela procurou por metano e não encontrou nada, ou menos de 1 parte por bilhão na atmosfera. Então, em 2013, detectou um pico repentino, de até 7 partes por bilhão, que durou pelo menos dois meses. A medição desta semana encontrou 21 partes por bilhão de metano, ou três vezes o pico de 2013.
Os cientistas da Curiosity desenvolveram uma técnica que permite ao rover detectar quantidades ainda menores de metano com suas ferramentas existentes. O gás parece subir e descer com as estações do Planeta Vermelho. Uma nova análise das antigas leituras da Mars Express confirmou as descobertas da Curiosity em 2013.
Mas o Trace Gas Orbiter, uma nova espaçonave europeia lançada em 2016 com instrumentos mais sensíveis, não detectou nenhum metano em sua primeira ronda de observações científicas no ano passado.

Créditos: Hypescience

Três naves ficarão de guarda vigiando cometa desconhecido

Agora que você já sabe quase tudo sobre defesa planetária, é tranquilizador acrescentar que não estamos parados, reforçando essas defesas continuamente.
A Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Japonesa (JAXA) acabam de aprovar a missão "Interceptador de Cometas" (Comet Interceptor), passando o projeto para a fase de detalhamento, prévio ao início da construção das naves.
O objetivo é investigar cometas ou outros objetos interestelares desconhecidos que se aproximem do Sol pela primeira vez, a exemplo do 'Oumuamua, que alguns cientistas desconfiaram que fosse uma sonda alienígena.
Se esses objetos desconhecidos calharem de vir em direção à Terra, haverá então tempo suficiente para nos prepararmos.
Mesmo se não for esse o caso, a missão estará preparada para dirigir-se rapidamente até o corpo celeste e estudá-lo em detalhes. Projetar, construir e lançar uma sonda espacial leva anos, o que significa que o corpo celeste já teria seguido seu caminho, afastando-se de nós.
E, ao contrário da sonda Rosetta, que estudou o cometa 67P, será possível estudar objetos ainda não afetados pela proximidade do Sol, o que altera drasticamente não apenas sua superfície, mas também seu interior. A expectativa é que isso melhore nossa compreensão das origens do nosso Sistema Solar e do universo mais amplo.
A missão Interceptador de Cometas consistirá em três naves em uma, que ficarão estacionadas no ponto de Lagrange Sol-Terra L2, cerca de 1,5 milhão de quilômetros "atrás" da Terra - considerando a Terra vista do Sol.
Depois que a sonda chegar em L2, a nave principal (A), que funcionará como o central de comunicações, e as duas subnaves (B1 e B2), ficarão de prontidão à espera de um cometa desconhecido ou outro corpo celeste alienígena.
Uma vez que um alvo adequado seja localizado usando telescópios baseados na Terra, as três naves se dirigirão a ele. Pouco antes de chegar ao cometa, as três sondas espaciais se separarão e, juntas, caracterizarão a composição da superfície, a forma, a estrutura e os gases liberados pelo cometa, tudo de diversos pontos de vista.
O novo LSST (Telescópio de Levantamento Sinóptico Grande), atualmente em construção no Chile, deverá dar uma contribuição importante ao projeto, uma vez que ele fará a varredura de todo o céu visível a cada poucas noites e deverá descobrir cometas vindos do Sistema Solar externo a distâncias muito maiores do que os telescópios atuais são capazes.
A missão Interceptador de Cometas deverá ser lançada em 2028.

Créditos: Inovação Tecnológica

NASA tem planos de explorar maior lua de Saturno por evidências de vida

A NASA anunciou uma missão para buscar evidência química de vida passada ou existente em Titã, maior lua de Saturno.
A exploração será realizada com o drone Dragonfly, que voará em diversas partes da superfície de Titã para analisar a progressão da química prebiótica.
O drone Dragonfly será lançado em 2026 e chegará em 2034. Essa será a primeira vez que a NASA voará com um veículo de múltiplos rotores em outro planeta.
O destino foi escolhido levando em consideração a densa atmosfera e a baixa gravidade da região, o único objeto, além da Terra, que há uma clara evidência de corpos líquidos estáveis na superfície.
Com isso, especialistas acreditam que Titã possa oferecer pistas sobre como surgiu a vida em nosso planeta.
A missão incluirá a exploração das dunas orgânicas similares às existentes na África do Sul, além de tentar chegar ao solo de uma cratera onde há evidência de água líquida pesada, substâncias orgânicas e moléculas complexas que são compostas por carbono, combinadas com hidrogênio, oxigênio, nitrogênio e energia.
"Visitar o misterioso mundo oceânico poderia revolucionar o que sabemos sobre a vida no Universo. Esta missão de ponta teria sido impensável, inclusive há alguns anos, porém agora, estamos prontos para o incrível voo do Dragonfly", afirmou Jim Bridenstine, administrador da agência.
Com 5.150 quilômetros de diâmetro, Titã é maior do que mercúrio, sendo o segundo maior satélite natural de todo o Sistema Solar, perdendo apenas para Ganimedes de Júpiter.

Créditos: Sputnik

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Rússia planeja lançar telescópio para buscar buracos negros e de minhoca no Universo

Dmitry Novikov, cientista sênior do Instituto de Física da Academia de Ciências da Rússia, anunciou algumas das tarefas que vão ser cumpridas pelo observatório astrofísico Spektr-M, que começará a funcionar no início dos anos 2030.
"Nos centros das galáxias podem estar localizados tanto buracos negros supermassivos como os assim chamados buracos de minhoca. São túneis peculiares em um espaço distorcido e tempo devido a uma gravidade superpoderosa. Estes túneis podem ligar as diferentes zonas do nosso Universo ou até mesmo diferentes universos uns aos outros", afirmou o cientista sênior durante coletiva de imprensa.
"O descobrimento e a detecção de tais objetos seriam uma novidade grandiosa para toda a ciência mundial", acrescentou.
​O observatório Spektr-M (do projeto Millimetron) contará com um telescópio espacial de 10 metros para observação de diferentes objetos do Universo em bandas milimétricas e infravermelhas com ondas de 0,02 a 17 milímetros de comprimento.
Com o observatório, cientistas pretendem recolher dados sobre estrutura global do Universo, estrutura e evolução das galáxias e dos núcleos delas, dos sistemas planetários e solares, do pó espacial, bem como sobre compostos orgânicos no espaço e objetos com campos gravitacionais e eletromagnéticos superpotentes.
O aparelho espacial será instalado na plataforma Navigator-M, elaborado pela Associação de Pesquisa e Produção Lavockin. Depois de ser lançado, o observatório Spektr-M vai se dirigir à órbita operacional, mais especificamente ao ponto Lagrange L2, localizado na linha definida pela Terra e o Sol a 1,5 milhão de quilômetros do nosso planeta.
Anteriormente, a Sputnik escreveu sobre os planos da Rússia de instalar além da órbita da Lua o observatório astrofísico espacial Astron-2.

Créditos: Sputnik

Terra poderia 'mergulhar no escuro' em caso de erupção massiva no Sol, avisa cientista

Supererupções liberam altos níveis de radiação e partículas carregadas a altas velocidades desde a superfície da estrela.
O geólogo e antropólogo teórico Randall Carlson, do portal Geocosmicrex.com, disse em entrevista à RT o que aconteceria com o nosso planeta se ele fosse atingido por uma supererupção.
"Usinas elétricas, linhas de transmissão de energia, torres e antenas de rádio, tudo isso iria abaixo. Todo o sistema de rede elétrica, do qual nós dependemos tanto, iria colapsar", avisa Carlson.
Carlson afirma que todos os eletrodomésticos, tudo daquilo que nós dependemos, as geladeiras, os ares condicionados, não iriam funcionar mais. "A rede de abastecimento de água ficaria inativa, sendo que você não conseguiria nem dar a descarga de água no banheiro".
"Em algumas partes da Terra seria como voltar à Idade das Trevas, porque nós nos tornamos tão dependentes. Milhares de satélites, dos quais depende a rede global de telecomunicações, poderiam ficar bastante danificados", acrescenta Carlson.
Trata-se de uma coisa bastante real, não é ficção cientifica
Em 2014, a NASA avisou que havia uma probabilidade de 12% de uma tempestade solar ocorrer entre 2012 e 2022, semelhante àquela que aconteceu em 1859 e ficou conhecida como Evento Carrington.
A quantidade de energia liberada foi 20 vezes maior que a energia liberada pela queda do meteorito que extinguiu os dinossauros e répteis marinhos, isso interrompeu o funcionamento dos sistemas de telégrafo em toda a Europa e América do Norte.
"Trata-se de uma coisa bastante real, não é uma coisa hipotética. Não se trata de ficção científica", sublinha o investigador.
Até há pouco tempo, astrônomos pensavam que as supererupções ocorriam apenas em estrelas jovens e ativas que expeliam energia.
Entretanto, investigadores da Universidade do Colorado (EUA) receiam que estrelas como o nosso Sol também possam produzir estas explosões.

Créditos: Sputnik

domingo, 23 de junho de 2019

Últimas e estonteantes imagens da sonda Cassini revelam formas nunca vistas antes nos anéis de Saturno

Cassini-Huygens foi uma missão espacial não-tripulada ao planeta Saturno. A sonda Huygens e o orbitador Cassini foram lançados ao espaço em outubro de 1997 e entraram em órbita com Saturno em julho de 2004. As duas partes ficaram por lá até setembro de 2017, quando a sonda cometeu “suicídio” e se deixou cair nas nuvens do planeta e explodiu em milhares de pedaços.
Mas antes de se destruir, a sonda registrou belíssimas imagens. No último ano de existência, ela orbitou ao redor do planeta 22 vezes, e coletou informações importantíssimas sobre a formação dos anéis.
Os novos dados, que foram coletados usando quatro instrumentos do Cassini, mostram os anéis com ainda mais detalhes do que tínhamos até agora. Essas informações permitiram aos pesquisadores concluir que os anéis são muito mais novos que o próprio planeta, entre outras descobertas.
“Ter essa resolução extra respondeu muitas perguntas, mas tantas outras perguntas tentadoras permanecem”, diz a cientista do projeto Linda Spilker, do Jet Propulsion Laboratory da NASA.
Antes dessas imagens do Cassini chegarem à nós, pensávamos que os anéis de Saturno eram lisos. Mas as imagens revelam texturas que parecem de palha e aglomerados nos anéis. Elas mostram padrões produzidos pelo movimento das luas de Saturno, como a lua Dafne.
Também foi possível compilar novos mapas das cores, temperaturas e composição química dos anéis.
Outra coisa que chamou atenção dos cientistas foi que há uma série de riscos no anel F, todos com o mesmo comprimento e orientação. O anel F é o mais externo dos anéis principais. Os pesquisadores concluíram que eles foram gerados por impactantes que orbitam Saturno, e não detritos que orbitam o sol.
As novas informações revelam como os anéis de Saturno se formaram, mas também nos dizem mais sobre a natureza do universo. “Esses novos detalhes de como as luas estão esculpindo anéis em várias formas trazem um vislumbre para a formação do sistema solar, onde você também tem discos que se desenvolvem sob a influência de massas embutidas dentro deles”, diz o pesquisador Matt Tiscareno em uma nota da NASA.
Em outras palavras, essas novas imagens trazem conhecimentos sobre como materiais espaciais giram ao redor de órbitas gravitacionais e gradualmente se aproximam para formar planetas.
Apesar de a missão Cassini ter acabado quase dois anos atrás, ainda há muitos dados que ainda não foram analisados, portanto podemos esperar mais e mais novidades nos próximos meses e anos.

Créditos: Hypescience

Nunca antes vista: estranha cratera azul aparece em Marte

Esta nova descoberta surge na sequência de notícias sobre uma formação rochosa na superfície do Planeta Vermelho estranhamente parecida com o logotipo da Frota Estelar da franquia Jornada nas Estrelas.
A sonda da NASA Mars Reconnaissance Orbiter, que tem a finalidade de procurar evidências de existência de água no passado remoto de Marte, capturou uma imagem daquilo que se pensa ser uma cratera recém-formada de 14,9 metros por 16,1 metros na superfície do planeta. Os astrônomos afirmam nunca terem visto nada parecido.
A imagem tirada por uma câmera de alta resolução, a uma distância de 255 quilômetros sobre Valles Marineris, perto do equador de Marte, foi captada em abril e colocada no website do Experimento Científico de Imagens de Alta Resolução (HiRISE, na sigla em inglês) no início deste mês.
A tonalidade única de azul e preto da imagem, em contraste com o cenário do Planeta Vermelho, deixou os cientistas intrigados. "O que se destaca aqui é o material mais escuro descoberto por baixo da poeira avermelhada", observou o site do HiRISE, destacando que a cratera é uma verdadeira "obra de arte".
De acordo com Veronica Bray, da equipe científica do HiRISE, o objeto que colidiu com Marte formando essa cratera tinha aproximadamente 1,5 m de diâmetro e era composto por uma rocha mais sólida, visto que o objeto não se quebrou na atmosfera em pedaços mais pequenos antes de chocar contra a superfície.
A dimensão da cratera, comparada com o tamanho do objeto, também dá alguma indicação da tremenda força com que ele chocou contra o planeta.
"É [uma cratera] formidável", disse Veronica Bray à Space.com.
Segundo a investigadora, a parte mais escura na foto indica a área onde a poeira avermelhada foi removida da superfície. A tonalidade azulada pode ou não indicar gelo exposto, anteriormente escondido sob a poeira marciana.
O cientista planetário Peter Grindrod, do Museu de História Natural de Londres, disse que "ficou completamente espantado" com a imagem. "Nunca vi nada semelhante", disse ele referindo-se ao tamanho da cratera.

Créditos: Sputnik

Telescópio espacial eRosita vai mapear céu inteiro em raios X

Se tudo correr como previsto, um foguete Proton M partirá nesta sexta-feira do espaçoporto de Baikonur, na Rússia, levando ao espaço o telescópio eRosita.
O observatório espacial alemão tem como principal objetivo mapear o céu inteiro na faixa média de raios X, o que inclui energias de até 10 KeV.
"A resolução espectral e espacial sem precedentes [do eRosita] nos permitirá estudar a distribuição de enormes aglomerados de galáxias e descobrir mais sobre a misteriosa energia escura," disse Peter Predehl, do Instituto Max Planck de Física Extraterrestre.
As emissões de raios X dos aglomerados de galáxias fornecem insights sobre como o universo está se expandindo, uma expansão que está se acelerando graças ao que se convencionou chamar de "energia escura", pelo fato de não sabermos do que se trata.
Os raios X também fornecem informações sobre a proporção de matéria visível do Universo - cerca de 4% do total -, bem como sobre as flutuações que provavelmente ocorreram imediatamente após o Big Bang. As pequenas flutuações no vácuo quântico que prevaleciam naquela época parecem estar por trás da origem dos aglomerados de galáxias e de toda a arquitetura do cosmos.
O telescópio eRosita deverá observar cerca de 100.000 aglomerados galácticos, com uma atenção especial no meio intergaláctico - os espaços entre as galáxias. Em grande escala, esse meio apresenta "fios de matéria" que dão ao cosmos a estrutura de uma rede, com os aglomerados de galáxias se organizando nos nós dessa rede.
Os astrônomos também esperam que o telescópio de raios X detecte milhões de núcleos galácticos ativos, contendo buracos negros maciços.
Dentro da nossa Via Láctea, o eRosita deverá revelar muitas fontes de raios X, incluindo estrelas duplas e restos de explosões estelares, as supernovas. Objetos raros, como estrelas de nêutrons isoladas, também estão no plano de observação.
Os raios X não podem ser coletados e focalizados com espelhos parabólicos normais, como os usados nos telescópios ópticos, porque os fótons de raios X têm uma energia muito elevada - ao chegar ao espelho, eles são transmitidos ou absorvidos, mas não refletidos. Para refleti-los a partir de uma superfície espelhada, os raios devem entrar no coletor em um ângulo muito baixo.
O eRosita é de um tipo conhecido como telescópio Wolter, no qual longos tubos reúnem os espelhos para aumentar o número de fótons coletados. O eRosita consiste em sete módulos espelhados idênticos, cada um com 54 conchas espelhadas aninhadas. Essas conchas são extremamente lisas e banhados a ouro para alcançar a refletividade necessária. No foco de cada módulo de espelho há uma câmera de raios X, CCDs especiais que funcionam abaixo dos 90º C para eliminar o ruído ao máximo.
Ao contrário do seu antecessor, o Rosat, que reentrou na atmosfera em 2011, depois de 21 anos no espaço, o eRosita não irá circular em órbita da Terra. Ele ficará estacionado a 1,5 milhão de km de distância, no ponto de libração Lagrange 2.
Assim, o telescópio não permanecerá estacionário, circunavegando este ponto em uma órbita estendida. Uma das vantagens é que o telescópio mantém sua orientação em relação ao Sol e à Terra, simplificando muito sua blindagem da radiação solar.
A missão eRosita deve durar cerca de sete anos.

Créditos: Inovação Tecnológica

NASA encontra prováveis sinais de vida em Marte

De acordo com a edição, as informações foram obtidas por especialistas da agência espacial nesta semana. Os cientistas solicitaram à Curiosity dados adicionais para levar a cabo novas investigações a fim de confirmar as observações. Prevê-se que os novos dados sejam entregues na segunda-feira (24).
A edição destacou que o gás pode ter sido emitido recentemente, já que na atmosfera fina de Marte as moléculas de metano se decomporiam em poucos séculos devido à luz do Sol e na sequência de reações químicas.
Os investigadores também não descartam que o gás detectado possa ter permanecido no interior do planeta durante milhões de anos, e agora estar saindo através de fendas.
Na Terra, o metano, o produto final do metabolismo, é produzido por bactérias, denominadas metanogênicas, que habitam em grandes quantidades nos locais que carecem de oxigênio: debaixo do solo e no trato gastrointestinal dos animais. Além disso, o metano surge na sequência de reações geotermais, que não estão ligadas aos processos biológicos.

Créditos: Sputnik

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Misterioso satélite de Júpiter poderia abrigar criaturas marinhas alienígenas

O condimento usado por todas as famílias do mundo estava mesmo à nossa vista, afirmam astrônomos.
Essa descoberta contribui de uma maneira muito empolgante para que esse mundo tão distante e misterioso nos pareça tão familiar, e poderá abrigar criaturas marinhas alienígenas.
A NASA irá em breve enviar uma missão para Europa, com o lançamento marcado para 2023.
Usando o telescópio Hubble para investigar a superfície congelada do satélite de Júpiter, cientistas identificaram presença de cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha.
Este é o mesmo ingrediente que torna os nossos oceanos assim tão salgados. Os resultados da investigação também sugerem que Europa está hidrotermicamente ativa e é capaz de abrigar vida extraterreste.
Na comunidade cientifica a teoria de que a vida na Terra se originou perto de fontes hidrotermais é bastante difundida. A assinatura química do sal de cozinha foi encontrada na estrutura geológica da superfície do satélite conhecida como Tara Regio, que tem tons amarelados.
Esta cor é visível em algumas partes da superfície e na verdade é cloreto de sódio, o componente principal do sal marinho.
"Nós temos tido a capacidade de fazer esta análise usando o telescópio espacial Hubble durante os últimos 20 anos, o problema é que ninguém se lembrou de olhar", disse Mike Brown, cientista planetário do Instituto de Tecnologia da Califórnia.
A única sonda que tinha visitado a Europa de perto foi Galileo, no fim dos anos de 1990 e princípio dos 2000.
O professor Mike Brown, juntamente com seus colegas, usou o telescópio Hubble para examinar Europa usando a câmera de infravermelhos. Os resultados revelaram rastros eletromagnéticos de vários elementos, também conhecidos como assinaturas espectrais.
Os traços de cloreto de sódio estão mais presentes perto das falésias e fendas que atravessam a lua.
Estes fenômenos se formaram na sequência da movimentação de gelo sobre um oceano liquido, o que pode ser comparado com a movimentação de placas tectônicas na Terra. Europa não tem montanhas nem crateras.
A descoberta revolucionária, relatada na Science Advances, indica que o oceano subterrâneo salgado se assemelha quimicamente aos oceanos terrestres mais do que se pensava anteriormente.

Créditos: Sputnik

Grande Mancha Vermelha está vazando muito rapidamente

Há alguns anos, cientistas e astrônomos amadores vêm observando um enfraquecimento constante da Grande Mancha Vermelha, mas o processo parece ter se acelerado. As observações mostram que a mancha está vazando muito rapidamente e em breve deverá se dissipar totalmente.
Até o ano de 2016, as previsões mostravam que a Grande Mancha Vermelha, GMV, não deveria durar mais 20 anos, já que a perda de material gasoso era praticamente constante, o que permitia uma estimativa de vida relativamente segura.
No entanto, imagens feitas entre 2018 e 2019, principalmente por astrônomos amadores, mostram que algo mudou na atmosfera de Júpiter. Em pouco tempo a GMV perdeu muito mais material do que o previsto em uma espécie de "vazamento" perfeitamente visível em sua borda direita. Novas estimativas mostram que GMV deverá se extinguir em menos de 10 anos.
Para quem não sabe, a Grande Mancha Vermelha é uma gigantesca tormenta de cor avermelhada, que gira em sentido anti-horário. Seu tamanho estimado é equivalente ao de dois planetas Terra. É uma espécie de redemoinho de gás que gira freneticamente há pelo menos 150 anos, produzindo ventos que ultrapassam 600 km/h.
A GMV é a mais importante feição do planeta Júpiter e ao que tudo indica pode estar ativa desde os anos de 1600, quando as primeiras observações do planeta já davam conta da existência de uma grande mancha espiral, embora não esteja claro se era a mesma tormenta.
De acordo com o astrofotógrafo e astrônomo amador David Maia Santos, ligado ao Clube Dorense de Astronomia Orson, de Sergipe, não há dúvida que está ocorrendo um encolhimento rápido da GMV. Segundo Santos, isso é perfeitamente observável nas imagens feitas por ele nos últimos 10 meses. "Se antes cabiam três planetas Terra dentro da GMV, atualmente só cabem dois", disse o pesquisador.
No fim do século XIX, o tamanho da GMV era estimado em mais de 56 mil km, quase quatro vezes o diâmetro da Terra. Um século depois, quando a Voyager 2 voou por Júpiter, a tempestade estava menor, com cerca de três diâmetros terrestres. Algumas medições feita em 2017 mostraram que o diâmetro era de 16 mil km.
Não se sabe ao certo o que está fazendo a GMV perder tanto massa em pouco tempo, mas segundo o astrônomo amador Anthony Wesley, da Austrália, a diminuição da tempestade é consequência de vários vórtices que se movimentam dentro de um fluxo de gás abaixo da Mancha e que de alguma forma está forçando a feição a perder material para a atmosfera.

Créditos: Apolo 11

NASA enviará sonda até asteroide metálico que poderia ser núcleo de planeta morto

A missão de exploração do asteróide Psique está agora na sua fase de desenvolvimento, e a sonda espacial da NASA está sendo preparada para se encontrar com o misterioso asteróide que se localiza entre Marte e Júpiter.
Esse asteróide poderia ser nada mais nada menos do que um núcleo de um planeta morto. Alguns cientistas sugerem que este núcleo poderia valer uns incríveis US$ 10.000 quatrilhões.
Enquanto a maioria dos asteróides são corpos rochosos e congelados, este asteróide é composto em grande parte por ferro e níquel, tal como o núcleo terrestre, informa portal Forbes. É um objeto bastante raro no Sistema Solar.
Psique está situado no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter. Calcula-se que seu diâmetro tenha mais de 250 quilômetros e sua massa seja quase 1% de toda a massa existente no cinturão de asteróides.
O lançamento da sonda espacial está previsto para agosto de 2022, depois disto espera-se que a sonda chegue ao asteróide metálico em 31 de Janeiro de 2026, tendo passado por Marte em 2023.

Créditos: Sputnik

domingo, 16 de junho de 2019

Veja a marca do logotipo da Frota Estelar de Star Trek em uma duna de Marte

Uma equipe da Universidade do Arizona (EUA) identificou uma formação de dunas de areia curiosa em Marte, que lembra o logo clássico da Frota Estelar de Star Trek.
A imagem foi feita com as câmeras HiRise do Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA.
Embora seja uma coincidência, “os fãs de Star Trek notarão que a característica parece visivelmente com o logotipo”, brincou a equipe.
A intrigante formação marciana tem uma longa história geológica. Começou como uma duna em forma de meia-lua que se tornou uma ilha em um mar de lava, até que a areia foi soprada para longe ao vento.

Créditos: Hypescience

Enorme anomalia é encontrada na maior cratera da Lua

Uma equipe de astrônomos da Universidade de Baylor (EUA) encontrou um “excesso de massa” sob a maior cratera da Lua, a Bacia do Polo Sul-Aitken.
A anomalia é provavelmente uma relíquia de um antigo evento de impacto de asteróide, mas esta é apenas uma teoria no momento.
“Imagine pegar uma pilha de metal cinco vezes maior que a Ilha Grande do Havaí e enterrá-la no subsolo”, disse o principal autor da pesquisa, Peter B. James, em um comunicado. “Isso é aproximadamente quanta massa inesperada detectamos”.
A cratera em si é ovalada, com uma largura de 2.000 quilômetros e profundidades de mais de 300 quilômetros. Apesar de seu tamanho, não pode ser vista da Terra porque está no lado escuro (ou oculto) da Lua.
Para encontrar a massa, os pesquisadores analisaram as mudanças na força da gravidade em torno da Lua, analisando dados da missão Gravity Recovery and Interior Laboratory (GRAIL) da NASA.
“Quando combinamos essas informações com os dados da topografia lunar do Lunar Reconnaissance Orbiter, descobrimos a quantidade inesperadamente grande de massa centenas de quilômetros abaixo da Bacia do Polo Sul-Aitken”, conta James.
Uma das explicações para a massa extra é que o metal do asteróide que formou a cratera ainda está embutido no manto da Lua.
A massa densa está baixando o piso da bacia em mais de meio quilômetro. Simulações computacionais de grandes impactos de asteróides sugerem que, sob as condições certas, um núcleo de ferro-níquel de um asteróide pode ser dispersado no manto superior (a camada entre a crosta e o núcleo da Lua) durante um impacto.
“Nós fizemos a matemática e mostramos que um núcleo suficientemente disperso do asteróide que causou o impacto poderia permanecer suspenso no manto da Lua até os dias atuais, em vez de afundar no núcleo”, afirma James.
Outra possibilidade é que a grande massa possa ser uma concentração de óxidos densos associados ao último estágio da solidificação do oceano de magma lunar.
A Bacia do Polo Sul-Aitken, criada há cerca de 4 bilhões de anos, é a maior cratera preservada do sistema solar.
Embora impactos maiores possam ter ocorrido em todo o sistema solar, inclusive na Terra, a maioria dos vestígios desses eventos foi perdida.
É por isso que James considera Aitken “um dos melhores laboratórios naturais para estudar eventos catastróficos de impacto, um processo antigo que moldou todos os planetas e luas rochosos que vemos hoje”.
Um artigo sobre o estudo foi publicado na revista científica Geophysical Research Letters.

Créditos: Hypescience

Asteróide 2006 QV89 tem uma chance de 1 em 7.000 de acertar a Terra em setembro

Segundo a Agência Espacial Européia (ESA), o asteróide 2006 QV89 vai passar pelo nosso planeta em 9 de setembro deste ano, e há uma chance de 1 em 7.000 de colidir com a Terra.
A rocha está em quarto lugar em uma lista da ESA de objetos espaciais que poderiam acertar nosso planeta.
Comparado com o asteróide de 10 quilômetros que matou os dinossauros cerca de 66 milhões de anos atrás, no entanto, o QV89 é fichinha: mede apenas 40 metros de diâmetro.
A ESA está monitorando a rota do asteróide, mas é improvável que ele se incline para a Terra.
A agência calcula que o objeto passe a cerca de 6,7 milhões de quilômetros do planeta. Para colocar isso em perspectiva, a Lua está a 384.400 quilômetros de distância de nós.
Dito isto, há uma chance de 1 em 7.299 que o 2006 QV89 atinja a Terra.
Como o próprio nome sugere, o asteróide foi descoberto em 29 de agosto de 2006 pela Catalina Sky Survey, uma organização baseada em um observatório espacial perto de Tucson, Arizona, nos EUA.
A rocha espacial é uma visitante bastante frequente de nosso planeta. Após a passagem de 2019, espera-se que o asteróide sobrevoe a Terra novamente em 2032, 2045 e 2062.

Créditos: Hypescience

12 asteróides passarão perto da Terra até fim do mês

Neste mês de junho está previsto que vários asteróides passarão próximos da Terra, alertam os rastreadores da NASA.
Na realidade, o número de aproximações permanece o mesmo, o que mudou foi a melhoria no método de detecção de asteróides pela agência espacial norte-americana, que anunciou uma sucessão de rochas espaciais que passarão perto da Terra durante as próximas duas semanas.
O Centro para Estudos de Objetos Próximo à Terra (NEO), da NASA, calculou a trajetória de todos os asteróides classificados como corpos próximos ao nosso planeta para o ano de 2200, escreve o tablóide britânico Express.
Sexta-feira (14), foi um dia "astronomicamente cheio" de passagens de asteróides, foram três desses astros nas proximidades do nosso planeta.
Somente neste mês de junho, um total de 12 asteróides "deslizarão" pelo Planeta Azul, todos categorizados como encontros "próximos", tais como: 2019 LL1, 2013 YA14, 2019 KJ, 2019 LU, 2019 LR, 2019 LC1, 2019 LB2, 2019 LM1, 2010 NY65, 2008 KV2, 2016 NN15 e 2019 LV1.
Provavelmente, o encontro mais emocionante ocorrerá quando o asteróide com 350 metros de diâmetro, chamado KV2 2008, virá a 41 mil km/h na direção da Terra no dia 27 de junho.
Estima-se que ele seja capaz de criar uma cratera de 660 m de profundidade e causar um terremoto de magnitude 7.
De fato, ele passará a 6,8 milhões de km de nós – uma distância astronomicamente muito curta quando considerado o tamanho infinito do Universo e do nosso Sistema Solar.
Se a trajetória de um asteróide não o leva além do Cinturão de Asteróides, entre Júpiter e Marte, a NASA o classifica como um NEO.
"À medida que orbitam o Sol, os Objetos Próximos à Terra podem ocasionalmente se aproximar da Terra. Note que uma passagem 'próxima' astronomicamente pode ser muito distante em termos humanos: milhões ou mesmo dezenas de milhões de quilômetros", explica a NASA.

Créditos: Sputnik News

Veja a NASA construindo o próximo rover de Marte

Uma webcam acaba de ser instalada no laboratório da NASA onde o próximo rover de Marte está sendo construído para ser lançado em 2020. Você pode acompanhar 24 horas por dia o desenvolvimento desse trabalho no Jet Propulsion Laboratory (JPL) em Pasadena, Califórnia.
Engenheiros e técnicos montam e testam o rover Mars 2020 antes que ele seja enviado em 2020 para uma das missões interplanetárias mais desafiadoras da NASA.
O Mars 2020 tem configuração baseada na de Curiosity: tem cerca de 10 m de comprimento (sem contar o braço), tem 2,2 m de altura e 2,7 m de largura. Ele pesa 1.050 kg – menos que um carro compacto.
Ele tem uma estrutura no corpo que protege seus “órgãos vitais”, computadores que processam informação, aquecedores internos, uma camada de proteção térmica. O rover também tem rodas e pernas e pequenos mastros para câmeras.
“Tem tantas coisas acontecendo e mudando na Sala Limpa, eu venho aqui em todas as oportunidades que tenho”, diz o gerente de projeto do Mars 2020, John McNamee. “É ótimo que podemos dividir essa parte de nossa jornada para o Planeta Vermelha com o público sempre que eles quiserem”.
A webcam foi batizada de Seeing 2020, e oferece vídeo sem áudio. Nos primeiros dias de transmissão, aconteceram webchats com os membros das mídias sociais do JPL e com a equipe do Mars 2020, em que eles responderam a perguntas do público sobre a missão.
A equipe realiza pequenos test drive e aproveita para moderar chats com o público nessas ocasiões.
A NASA informa que a sala pode parecer estar vazia quando a montagem acontece em outras salas ou fora do ângulo da câmera, e que ela pode ser desligada periodicamente para manutenção ou por problemas técnicos.
O lançamento do rover está marcado para acontecer entre os dias de 17 de julho e 5 de agosto de 2020 a partir do Kennedy Space Center na Flórida.
Quando o Mars 2020 chegar em Marte no dia 18 de fevereiro de 2021, ele deve explorar o planeta por pelo menos um ano marciano, que dura 687 dias terráqueos.
O rover vai investigar se o planeta vermelho tem condições de ser habitável, fazer buracos no solo, recolher amostras de rocha e enviar outras informações para a Terra.

Acompanhe ao vivo a construção do Mars 2020:
https://www.youtube.com/watch?v=PaNiYPglK58&feature=youtu.be

Créditos: Hypescience e YouTube

domingo, 9 de junho de 2019

Asteróide com tamanho de campo de futebol se aproxima da Terra

Segundo informa a ESA, a aproximação do asteróide 2006 QV89 da Terra deverá ocorrer aproximadamente no dia 9 deste setembro, mas os cientistas afirmam que a probabilidade de colisão é de cerca de um por 7.000. Os cientistas ainda não conseguiram definir o tamanho do asteróide, mas se estima ter cerca de 40 metros.
Este asteróide foi descoberto em agosto de 2006, quando estava à distância de três bilhões de quilômetros da Terra, mas desta vez a distância entre os dois objetos será de cerca de 7 milhões de quilômetros, enquanto a distância da Terra à Lua é de cerca de 384 mil quilômetros.
Casos de colisão de asteróides com a Terra são raros, mas é conhecido o incidente do ano 1908, o Evento de Tunguska, quando a queda de um meteorito na Rússia provocou uma grande explosão e destruiu 2.000 quilômetros quadrados de floresta. No ano de 2013, um asteróide se destruiu entrando na atmosfera da Terra e os estilhaços do meteorito que caíram provocaram cerca de 2 mil feridos e causaram vários danos na região russa de Chelyabinsk.

Créditos: Sputnik News

Asteroide é fotografado passando pela Terra a 70.000 km/h

As capacidades únicas do instrumento SPHERE, montado telescópio VLT, no Chile, permitiram obter imagens de um asteroide duplo que passou próximo da Terra no último dia 25 de maio.
A resolução angular da imagem é equivalente a um fotógrafo no Rio de Janeiro capturar a imagem de um único prédio em Luanda, capital de Angola, do outro lado do Atlântico.
Apesar deste asteroide não ser um objeto perigoso - não havia risco de colisão com a Terra -, os cientistas aproveitaram a oportunidade para testar o monitoramento de objetos do mesmo tipo, mas que venham a se mostrar perigosos.
Os testes, que mostraram que a tecnologia já disponível pode se revelar crítica na defesa do nosso planeta, foi coordenada pela Rede Internacional de Alerta de Asteróides (IAWN, sigla em inglês) e envolveu diversas organizações e telescópios ao redor do mundo.
O alvo era o asteróide duplo 1999 KW4, que chegou a uma distância mínima do nosso planeta de 5,2 milhões de km. O asteroide tem uma dimensão de cerca de 1,3 km e sua órbita é bem conhecida, o que permitiu prever esta passagem e preparar uma campanha de observação sabendo exatamente onde ele se encontraria a cada dia.
Estudar a composição dos asteroides é essencial para prever seu comportamento ao se chocar com a atmosfera terrestre e calcular os danos de um eventual impacto.
O instrumento SPHERE foi projetado para observar exoplanetas, estando equipado com coronógrafos que diminuem o brilho das estrelas, tornando assim possível observar os exoplanetas tênues que as orbitam.
O seu sistema de óptica adaptativa, por sua vez, corrige a turbulência atmosférica, fornecendo imagens tão nítidas como se o telescópio estivesse no espaço. Por isso ele foi um dos poucos instrumentos do mundo capaz de obter imagens suficientemente nítidas para distinguir os dois componentes do asteroide, que estão separados por cerca de 2,6 km.
"O asteróide duplo passou pela Terra com a velocidade de 70.000 km/h, o que tornou as observações do VLT bastante difíceis," disse Diego Parraguez, que operou o telescópio. O astrônomo precisou de usar toda a sua perícia para conseguir apontar o telescópio para o rápido asteróide e capturá-lo com o SPHERE.
Apesar de não representar nenhum perigo para a Terra, o 1999 KW4 é bastante parecido com outro sistema de asteróides binário, chamado Didymos, que poderá constituir uma ameaça para a Terra no futuro.
Didymos e o seu companheiro "Didymoon" - a lua do Didymos, ou Didymos B - são o alvo de uma experiência pioneira de defesa planetária. A sonda DART da NASA irá se chocar com Didymos B numa tentativa de alterar a sua órbita em torno do seu companheiro maior, em um teste planejado para determinar a viabilidade da deflexão de asteróides.

Créditos: Inovação Tecnológica

Físico alerta sobre possível colisão entre buracos negros: Terra seria engolida

De fato, a Via Láctea tem um buraco negro supermassivo em seu centro, que um dia colidirá com o buraco negro supermassivo em nossa galáxia vizinha, a Andrômeda, escreve o Daily Star.
O físico Fabio Pacucci explica que há dois tipos principais de buracos negros, sendo que "os menores, chamados buracos negros de massa estelar, têm uma massa até 100 vezes maior que a do nosso Sol", enquanto os maiores são um bilhão de vezes maiores. Ambos os tipos podem destruir o nosso planeta, ou mesmo toda a galáxia.
O especialista complementa que vários desses objetos em movimento estão "tão próximos quanto 3.000 anos-luz de distância" e poderia haver "até 100 milhões de pequenos buracos negros apenas na Via Láctea".
O perigo que estes "buracos vazios no espaço" menores representam é incerto, porque embora a probabilidade de colisão seja pequena, basta uma "passagem rasante" entre buracos negros para potencialmente acabar com a Terra, empurrando-a para o forno nuclear.
"Apesar da sua grande massa, os buracos negros estelares têm apenas um raio de cerca de 300 km ou menos, tornando minúsculas as hipóteses de um impacto direto conosco. Embora seus campos gravitacionais possam afetar um planeta a grande distância, eles podem ser perigosos mesmo sem uma colisão direta", destacou.
Pacucci ressalta que "se um típico buraco negro de massa estelar passasse na região de Netuno, a órbita da Terra seria consideravelmente modificada, com resultados terríveis".
Quanto aos buracos negros supermaciços, o físico alerta que "esses gigantes podem atingir proporções imensas, engolindo matéria e se fundindo com outros buracos negros".
"Ao contrário de seus primos estelares, os buracos negros supermassivos não estão vagueando pelo espaço. Nosso Sistema Solar está em uma órbita estável em torno de um buraco negro supermassivo no centro da Via Láctea, a uma distância segura de 25.000 anos-luz", esclarece o cientista, avisando também que "isso pode mudar".
"Se a nossa galáxia colidir com outra, a Terra pode ser lançada para o centro galáctico, suficientemente perto do buraco negro supermaciço para ser eventualmente engolida. De fato, prevê-se que uma colisão com a galáxia Andrômeda aconteça daqui a quatro bilhões de anos", conclui.

Créditos: Sputnik

Mistério da galáxia sem matéria escura é resolvido

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (Espanha) esclareceu um mistério astronômico: a suposta existência de uma galáxia sem matéria escura.
Em 2018, um estudo publicado na revista científica Nature anunciou a descoberta de uma galáxia que aparentemente carecia de matéria escura.
O problema é que galáxias sem matéria escura são impossíveis dentro do contexto da teoria atual de formação de galáxias, porque a substância desempenha um papel fundamental para causar o colapso do gás que forma estrelas.
Para resolver o enigma, os pesquisadores do Instituto realizaram um novo conjunto muito completo de observações da [KKS2000]04 (NGC1052 -DF2), corrigindo alguns dados que levaram a conclusão equivocada de que ela não possuía matéria escura.
Inicialmente, os cientistas ficaram perplexos porque todos os parâmetros que dependiam da distância da galáxia eram anômalos.
Assim, decidiram revisar os indicadores de distância disponíveis. Usando cinco métodos independentes para estimar a distância do objeto, eles chegaram a uma única conclusão: a galáxia era na verdade muito mais próxima do que o valor apresentado na pesquisa anterior.
O artigo original publicado na Nature afirmava que a galáxia estava a uma distância de cerca de 64 milhões de anos-luz da Terra. No entanto, a nova pesquisa revelou que a distância real é de cerca de 42 milhões de anos-luz.
Graças a esses novos resultados, os parâmetros da galáxia inferidos a partir de sua distância tornaram-se “normais” e se ajustaram às tendências observadas traçadas por galáxias com características semelhantes.
O dado mais relevante encontrado através da nova análise de distância é que a massa total dessa galáxia é em torno de metade da massa estimada anteriormente, enquanto a massa de suas estrelas é apenas cerca de um quarto da massa estimada anteriormente.
Isto implica que uma parte significativa da massa total da galáxia deve ser composta de matéria escura.
Os resultados mostram a importância da medida correta das distâncias extragalácticas. Essa sempre foi uma das tarefas mais desafiadoras da astrofísica – inferir com eficácia distâncias de objetos muito distantes.

Créditos: Hypescience

Estrela bizarra renasce durante colisão fantástica



    A morte, para as estrelas, nunca é um assunto simples. Por exemplo, recentemente, astrônomos identificaram uma estrela feita dos restos de duas outras mortas que se fundiram, o que reacendeu a fusão no seu núcleo – trazendo-a de volta à vida.
    Chamada de J005311, a estrela fica a 10.000 anos-luz de distância de nós, na constelação de Cassiopeia.
    Ela fica dentro de uma nebulosa planetária que emite quase exclusivamente radiação infravermelha e nenhuma luz ótica, o que os astrônomos acharam muito curioso.
    Então, eles decidiram olhar mais de perto, usando espectroscopia para analisar a composição química da nuvem estranha.
    Foi quando a análise espectral revelou que não havia hidrogênio ou hélio no objeto. A partir daí, a confusão só aumentou.
    Estrelas normalmente fundem hidrogênio em hélio em seus núcleos. Mas uma anã branca – o remanescente “morto” deixado para trás no final da vida útil de uma estrela com uma massa de até 10 vezes a do nosso sol – geralmente não tem nenhum.
    Como já queimou todo o seu suprimento de hidrogênio durante sua vida, fundindo-o em hélio, o núcleo da anã branca se contrai e começa a fundir o próprio hélio em carbono e oxigênio.
    A pressão de radiação dessa fusão faz com que as camadas externas da estrela se expandam para uma gigante vermelha; eventualmente, quando o hélio se esgota, essas camadas externas são ejetadas no espaço, formando uma nebulosa planetária em torno do núcleo brilhante, mas resfriado, da anã branca – pequena demais para fundir o oxigênio e o carbono que resta.
    Mas J005311 estava brilhando demais para uma única anã branca – ela era quase tão brilhante quanto 40.000 sóis.
    Os astrônomos sabem que a maioria das estrelas no céu está em sistemas binários. Assim, começaram a desconfiar que J005311 fosse o produto de uma fusão entre duas anãs brancas.
    “Tal evento é extremamente raro”, disse o astrônomo Götz Gräfener, da Universidade de Bonn, na Alemanha. “Provavelmente não há nem meia dúzia de objetos assim na Via Láctea e descobrimos um deles”.
    Esta estrela tem a massa de duas combinadas, o que significa que agora teria massa suficiente para fundir elementos mais pesados ​​que o hidrogênio ou o hélio. De fato, como revelou a espectroscopia de acompanhamento, a J005311 é rica em carbono e oxigênio.
    Ela também tem um vento estelar extremamente poderoso de 16.000 quilômetros por segundo, um fluxo impulsionado pela radiação gerada pela fusão nuclear.
    A fusão sozinha não pode explicar o poder desse vento, mas espera-se que o produto de uma fusão de anãs brancas tenha um campo magnético extremamente poderoso. Este campo magnético aceleraria então o vento estelar, produzindo um efeito semelhante ao observado em J005311.
    Quando as anãs brancas diminuem, elas – teoricamente, pelo menos – se transformam em objetos frios no espaço, chamados de anãs negras. Acredita-se que esse processo demore muito.
    Mas um destino tão sossegado não está reservado para J005311. Isso porque sua nova massa combinada provavelmente a coloca no Limite de Chandrasekhar, a massa máxima para uma anã branca estável.
    Sua temperatura e velocidade do vento indicam que a estrela está próxima do ponto final do estágio atual de sua evolução. Quando ficar sem material para queimar, em alguns milhares de anos, provavelmente colapsará sob sua própria gravidade, seus elétrons e prótons se fundiram em nêutrons, e a morta-viva se tornará uma estrela de nêutrons de baixa massa.
    Esse evento, segundo os pesquisadores, produzirá um flash de neutrinos e uma explosão de raios gama, além de uma supernova do tipo Ic muito fraca.
    Um artigo sobre a estrela foi publicado na revista científica Nature.

    Créditos: Hypescience