sábado, 18 de setembro de 2010

Cassini registra os primeiros relâmpagos extraterrestres

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A primeira tempestade de relâmpagos fora do planeta Terra foi observada em Saturno através das câmeras da sonda Cassini-Huygens. O estudo sobre este acontecimento foi publicado na "Geophysical Research Letters". Desde que a missão Cassini chegou àquele planeta, em 2004, os investigadores registaram e compilaram sinais de rádio que indicavam que as tempestades elétricas se produzem ali com alguma frequência. Mas só agora foi possível assistir visualmente a uma dessas tempestades. Conseguir ver as tempestades é uma raridade pois Saturno é um planeta extremamente brilhante. O seu sistema de anéis atua como um espelho, refletindo sobre a superfície os raios solares. Assim, o planeta brilha com uma intensidade semelhante à da Lua cheia. Isto provoca demasiada luz para se conseguir obter fotografias. Só no passado mês de Agosto, durante o equinócio, que em Saturno ocorre apenas de 15 em 15 anos, foi possível reunir as condições necessárias para o registo. Os investigadores conseguiram elaborar um vídeo singular e inestimável no âmbito da documentação científica. As imagens foram captadas durante uma tempestade elétrica que aconteceu entre Janeiro e Outubro de 2009, sendo a maior já observada em todo o Sistema Solar. O vídeo original tem 16 minutos, mas foi comprimido para os 11 segundos que está apresentado acima. A nuvem em que os trovões se produzem mede aproximadamente três mil quilômetros. Cada relâmpago dura um segundo, mede 300 quilômetros e libera uma energia comparável, ou até maior, do que os mais poderosos raios no planeta Terra. O som que acompanha as imagens é sintetizado mas aproxima-se do som real que os instrumentos de gravação da sonda registaram. Ao serem produzidos, os raios, tanto em Saturno como na Terra, emitem ondas numa frequência que é capaz de provocar os ruídos de estática que frequentemente se conseguem ouvir nas emissoras de rádio. Os sons assemelham-se a essa estática e baseiam-se nos sinais de descarga eletrostática detectados pela Cassini.

Créditos: Ciência Hoje

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