quinta-feira, 31 de maio de 2012

Freada por paraquedas, cápsula espacial Dragon retorna à Terra

A cápsula espacial Dragon retornou à Terra nesta quinta-feira, após permanecer seis dias atracada à Estação Espacial Internacional. O pouso ocorreu no oceano Pacífico de acordo com o planejado, a 800 km da costa do sudoeste da Califórnia. A Dragon se separou da ISS às 06h49 BRT, após ser liberada pelo braço robótico Canadarm, da ISS. O processo de reentrada teve início às 11h51 BRT, após 9 minutos de ignição dos foguetes que tiraram a cápsula de órbita. Após enfrentar a escaldante temperatura da reentrada, as 12h36 BRT os paraquedas da Dragon se abriram sobre o Pacífico. A descida demorou cerca de 8 minutos até que às 12h42 a nave tocou o oceano na altura da Califórnia. Após tocar o oceano, navios da marinha amerciana passaram a procurar pela cápsula nas proximidades do local previsto para a queda e às 13h00 BRT, as primeiras imagens do artefato já eram transmitidas aos controladores da missão.

Créditos: Apolo 11

Constelação de Cão Menor

Representa o menor dos cães de caça de Órion. O único ponto de interesse é a sua alfa, Procyon. O nome significa em grego "antes do cão", referindo-se ao fato de que esta estrela aparece no céu, do Hemisfério Norte, um pouco antes de Sírius nascer. Está a cerca de 11,4 anos-luz de distância, e está quase tão perto de nós quanto Sírius.

Créditos: UFMG

A esquecida Cezanne

Na imagem acima é possível observar a famosa bacia Beethoven, mostrada no quadrante inferior esquerdo da imagem, além do material derretido por impacto em forma de lobo localizado na parte terminal direita. Contudo, a cratera Cezane, com 67 km de diâmetro perto da seta vermelha, quase nunca é mencionada e muitas vezes é esquecida nas imagens que incluem essas duas outras feições impressionantes. Paul Cézanne foi um artista francês que trabalhou entre o movimento Impressionista do século 19 e o movimento pós-impressionista do século 20. Como a sua obra de arte mais famosa, The Boy in the Red Vest, que foi roubada do Museu Suíço, Foundation E.G. Bührle, essa cratera tem a atenção roubada pela bacia Beethoven e pelo lobo de material derretido por impacto.

Créditos: MESSENGER

Como os planetas conseguem manter suas órbitas?

Você já se perguntou como é que a Terra se mantém em uma órbita estável em torno do Sol? Quer dizer, a atração gravitacional fica mais forte quando nos aproximamos do Sol, e se o Sol puxa a Terra, ela deveria ser atraída com uma força cada vez maior, até cair no Sol. Mas a gente está aqui, então deve ter alguma coisa mais nesse “rolo”, já que a Terra não está caindo no Sol. A razão é que quando a Terra fica um pouco mais próxima do Sol, a atração é maior, mas isto também faz com que a velocidade com que a Terra está fique maior, e ela acaba “escapando” para um ponto mais distante, onde a atração também é menor, e então recomeça tudo novamente. A parte incrível é que a força de atração e a velocidade estão em perfeito equilíbrio, o que faz com que a Terra permaneça em sua órbita, da mesma forma que uma pedrinha fica estável dentro de uma bacia. Este equilíbrio é muito especial: ele depende do potencial gravitacional efetivo, e do número de dimensões do universo. De fato, ele só é possível em um universo 3D. Isto mesmo, órbitas estáveis só existem em universos tridimensionais. De fato, se houvessem mais dimensões, a força da gravidade iria crescer muito, mais do que o crescimento da velocidade, e não seria possível escapar da mesma, e a Terra cairia no Sol. Se houvessem menos dimensões, então a força da gravidade não seria suficiente para manter um corpo em órbita, que se perderia então no espaço.

Créditos: Hypescience

Nebulosa brilhante esconde mistério de sua origem

A nebulosa Sharpless 2-71, ou Sh2-71, que aparece na foto, é uma nebulosa planetária, e como tal, é o resultado da expansão da camada externa de uma estrela, quando termina o combustível de hidrogênio dela. A camada expande e esfria, formando uma nuvem em torno dos restos da estrela original, mas então as poderosas emissões de radiação ultravioleta da estrela fazem com que a nebulosa brilhe. Olhando para a foto, a gente vê uma estrela brilhante bem próxima do centro da nebulosa. A princípio, acreditava-se que esta estrela era a estrela que originou a nebulosa, mas alguns especialistas estão questionando esta idéia. Se você olhar para a foto, há uma estrela azulada, mais fraquinha, um pouco para a direita e abaixo da estrela central. Pois bem, alguns especialistas acreditam que esta seja a estrela mãe da nebulosa. Um dos motivos é que a estrela mais brilhante, que faz parte de um sistema binário, parece não emitir radiação suficiente de ultra-violeta energético para produzir o brilho intenso da nebulosa, ao mesmo tempo que a estrela azul parece que sim. Além disso, considerando a distância em que se encontra do material da nebulosa, a estrela azul tem o tamanho certo para ser o que sobrou da estrela que originou a nebulosa, diz David Frew, da Univesidade Macquarie, em Sydney, Austrália. Frew faz parte de uma equipe de pesquisadores que está estudando a estrela azul para compreender melhor sua natureza. Por outro lado, os pesquisadores apontam que a natureza binária da estrela central explicaria a forma assimétrica da nebulosa. Mas a estrela companheira da estrela central ainda não foi vista, e não se sabe se ela é quente o suficiente para causar o brilho da nebulosa, ou se a estrela mais azul é por sua vez parte de um outro sistema binário. É possível ainda, segundo Frew, que a estrela binária central e a estrela azul tenham um papel na evolução da nebulosa. Então teriam pelo menos três estrelas neste sistema. Por enquanto, os cientistas continuam tentando entender o mecanismo caótico que gerou uma nebulosa tão irregular. A bela imagem foi feita pelo telescópio Gemini Norte, no Havaí, a cerca de 3.260 anos-luz de nós, na constelação Aquila ou Águia.

Créditos: Hypescience

Saturno em infravermelho

Conhecido por seu brilhante sistema de anéis e por possuir muitas luas, o gigante gasoso Saturno aparece estranho e pouco familiar nessa imagem de cor falsa feita pela sonda Cassini. E de fato é, vamos entender melhor essa imagem. Esse mosaico foi construído por dados obtidos pelo instrumento da Cassini chamado Visual and Infrared Mapping Spectrometer, ou VIMS. Nesse tipo de imagem pode-se notar que o até então proeminente sistema de anéis quase que não é visível aqui, mas pode ser ainda percebido como uma linha cruzando o centro da imagem já que está sendo observado totalmente de lado. A feição mais proeminente nessa imagem ocorre ao longo do terminador, ou a linha entre o dia e a noite. À direita (lado do dia) tonalidades azul esverdeadas são observadas já que a luz do Sol é refletida pelo topo das nuvens de Saturno. Mas na esquerda (o lado da noite) na ausência da luz do Sol, o brilho parecido com o de uma lanterna da radiação infravermelha do interior quente de Saturno permite que possamos ver as silhuetas dos níveis de nuvens mais profundos de Saturno. O brilho infravermelho também destaca as vastas sombras geradas pelos anéis de Saturno que aparecem varrendo a parte superior direita do disco do planeta.

Créditos: APOD

Por dentro da Dragon

A imagem acima mostra o interior do módulo Dragon e foi feita pelo astronauta da Agência Espacial Européia, atualmente residente na Estação Espacial Internacional, Andre Kuipers. A cápsula Dragon foi lançada a bordo do foguete Falcon 9 da empresa SpaceX na terça-feira, dia 22 de Maio de 2012, às 3:44 a.m. EDT. Essa missão é na verdade um vôo de demonstração da empresa Space Exploration Technologies, ou SpaceX como é melhor conhecida, e faz parte do seu contrato com a NASA de ter companhias privadas lançando naves de carga de maneira segura com destino a ISS.

Créditos: NASA

Cápsula Dragon retorna à Terra nesta quinta-feira

Após 6 dias acoplada à Estação Espacial Internacional, a cápsula robótica Dragon já está pronta para a última fase de sua missão e na manhã desta quinta-feira iniciará seu retorno à Terra. A nave reentrará na atmosfera após o meio-dia e em seguida abrirá seus paraquedas sobre o Pacífico. A Dragon está acoplada ao módulo Harmony, anexado à ISS. De acordo com o cronograma da missão, às 05h05 BRT da manhã de quinta-feira os astronautas a bordo do complexo espacial comandarão o braço robótico Canadarm e moverão a Dragon para fora da estrutura. Se tudo estiver certo, as 06h35 BRT a cápsula será solta no espaço. A sequência prossegue e as 11h51 BRT o centro de controle da missão enviará um comando à cápsula que acionará os foguetes que a impulsionarão rumo à Terra. 58 minutos depois, às 11h44 BRT a Dragon tocará o oceano Pacífico a 880 km do sudoeste de Los Angeles, onde será resgatada por navios da marinha dos EUA. A fase mais perigosa da descida será a reentrada na atmosfera. Apesar de ser equipada com escudo térmico capaz de resistir a mais de 1.700 graus de temperatura, a cápsula foi poucas vezes testada em situação real. "Esta é realmente uma fase muito difícil", disse John Couluris, um dos representantes da empresa SpaceX, responsável pela missão Dragon. "Poucos países fizeram isso, então nós não encaramos isso como uma brincadeira", completou. A Dragon retornará à Terra com cerca de 620 quilos de cargas, incluindo itens dos tripulantes e experimentos científicos, além de equipamentos usados na ISS. A SpaceX promete entregar à Nasa todo esse material em até 48 horas após a cápsula tocar o mar. Toda a missão da Dragon está sendo transmitida ao vivo pela Nasa-Tv e pode ser acompanhada pelo Apolochannel, que além de retransmitir todo o evento também conta com um chat para a participação dos interessados.

Créditos: Apolo 11

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Telescópio registra impressionante imagem de protonebulosa

Desde que foi lançado, o telescópio espacial Hubble tem sido uma das mais importantes ferramentas de pesquisa sobre as estrelas similares ao nosso Sol. E apesar das belas imagens captadas, muitas delas revelam a triste realidade do fim das estrelas. Uma dessas cenas mostra a Nebulosa do Ovo (RAFGL 2688), uma protonebulosa planetária de reflexão distante 3 mil anos-luz da Terra, na direção da constelação do Cisne. Ela representa bem o momento que antecede o final de algumas estrelas, quando seu combustível nuclear está quase esgotado. Durante a fase protoplanetária (ou preplanetária), os restos remanescentes de uma estrela em envelhecimento, localizada no centro da nebulosa, aumentam de temperatura e excita o hidrogênio, tornando-o brilhante por alguns milhares de anos. Esse brilho fugaz é a penúltima fase luminosa na vida de estrelas com massas entre 1 e 8 massas solares. Uma nebulosa protoplanetária não dura muito tempo, cerca de 10 mil anos, o que significa que existem poucos objetos semelhantes visíveis ao mesmo tempo. E justamente devido a essa combinação e raridade e fraqueza é que poucos foram até agora descobertas. A Nebulosa do Ovo, por exemplo, foi detectada pela primeira vez em 1996 e muitos objetos similares ainda permanecem envoltos em mistério. No cento da Nebulosa do Ovo, oculta por uma espessa camada de poeira e gás encontra-se a estrela central da nebulosa. Os pesquisadores não podem ver a estrela diretamente, mas quatro poderosos feixes de luz revelam sua existência. Os cientistas acreditam que a luz observada passe por buracos em forma de anéis, criados por jatos de ventos solar que atravessa a poeira. O mecanismo exato pelo qual os jatos estelares fluem por esses furos não é conhecido, mas acredita-se que um sistema binário, em vez de uma única estrela, existe no centro da nebulosa. Além dos feixes luminosos, a imagem também revela camadas de nuvens difusas em uma estrutura bastante incomum, causada por explosões periódicas do material que está sendo ejetado da estrela moribunda. Os estudos mostram que essas explosões ocorrem normalmente a cada poucas centenas de anos.

Créditos: Apolo 11

Anatomia de um fluxo estelar

Os astrônomos pensavam que a formação estelar envolvia simplesmente a coalescência gradual de material sobre a influência da gravidade. Já não. A formação de uma nova estrela é um processo complexo: entre outras coisas, envolve a montagem de um disco circunstelar (possivelmente pré-planetário em natureza) e ao mesmo tempo a ejeção de material como jatos bipolares perpendiculares a esses discos. Estes fluxos ajudam as jovens estrelas a equilibrar o seu crescimento durante a acreção do material, mas ao mesmo tempo perturbam o ambiente. Embora já se saiba da existência de jatos em estrelas jovens há mais de vinte anos, as suas influências sobre o ambiente têm permanecido incertas, em parte devido às nuvens de poeira nas quais as estrelas se formam, que obscurecem o espectro ótico. Astrônomos do Observatório Astrofísico do Smithsonian em Cambridge, no estado americano do Massachusetts, Achim Tappe, Jan Forbrich e Charlie Lada, juntamente com outros dois colegas, usaram o espectrómetro a bordo do Telescópio Espacial Spitzer para estudar um fluxo estelar jovem e relativamente próximo (objeto Herbig Haro 211, ou HH211). Já se sabia que este jato veloz, à medida que escava o meio interestelar, chocava com gás; o processo é muito parecido com um jato que se move mais depressa que o som e cria uma onda de choque. Mas para o fluxo estelar jovem, vários aspectos detalhados ainda permaneciam envoltos em mistério. Os cientistas descobriram no espectro infravermelho um rico tesouro de brilhantes características da emissão de pelo menos sete diferentes moléculas excitadas pelo choque - hidrogênio molecular, água, dióxido de carbono, monóxido de carbono, OH, HD, e uma espécie ionizada de HCO. Foram também observadas inúmeras linhas atômicas. Os astrônomos concluíram que o choque tem regiões distintas ao longo do seu percurso e enquanto escava a nuvem natal a velocidades que rondam os 40 quilômetros por segundo. Na ponta, onde o jato subitamente encontra o gás ambiente e diminui de velocidade, existe material ionizado e forte emissão de hidrogênio molecular; mais perto da estrela, as temperaturas dos gases e as densidades variam sistematicamente à medida que o gás excitado começa a arrefecer. Podem ser observados brilhantes nós ao longo de todo o jato, que são ou o resultado de quentes aglomerados expelidos ou aglomerados previamente existentes que colidiram com o jato à medida que este passava por lá. O novo artigo científico está entre os primeiros a descobrir e a analisar a complexa radiação infravermelha das ondas de choque em torno de estrelas recém-nascidas, e abre a porta a novos métodos de estudar o ambiente das regiões de formação estelar.

Créditos: Astronomia On-line

Crateras sobrepostas

Essa imagem de alta resolução mostra os intrigantes detalhes dessas duas crateras também visíveis em outra imagem lançada previamente. Pelo fato da maneira como elas se sobrepõem, a cratera na metade superior da imagem deve ser a mais velha. Cavidades são visíveis no pico central da cratera mais jovem bem como no assoalho da cratera mais velha.

Créditos: MESSENGER

Olhando para uma Terra eclipsada

O que é essa mancha escura no planeta Terra? Essa mancha, nada mais é do que a sombra da Lua. A imagem acima foi feita pelo satélite MTSAT durante o último eclipse anelar do Sol, do dia 20 de Maio de 2012. A mancha escura parece muito incomum já que as nuvens são brancas e os oceanos são azuis nessa imagem que teve suas cores corrigidas. Os terráqueos residentes dentro da mancha escura puderam ver parte do Sol bloqueado pela Lua e assim receberam menos luz do que o normal. Essa mancha se movimentou através da superfície da Terra a uma velocidade aproximada de 2.000 quilômetros por hora, dando a muitos dos observadores menos de duas horas para ver o eclipse do Sol. O satélite MTSAT circula a Terra numa órbita geoestacionária e fez essa imagem a uma distância da Terra equivalente a três vezes o diâmetro do nosso planeta. Mais uma vez vamos ressaltar aqui que esse evento pode ser considerado como um aquecimento para o que está por vir. Semana que vem nos dias 5/6 de Junho (dependendo de onde você esteja na Terra) poderá ver o trânsito do planeta Vênus em frente ao disco do Sol, se não bastasse isso, no dia 4 de Junho acontecerá um eclipse parcial da Lua.

Créditos: APOD

terça-feira, 29 de maio de 2012

De surpresa, outro asteróide raspa a Terra durante a madrugada

Não deu nem tempo. Enquanto o asteróide 2012 KP24 cruzava a órbita da Terra, outra rocha espacial se aproximava do nosso planeta de maneira muito mais ameaçadora e durante a madrugada raspou nossa atmosfera a apenas 14 mil km da superfície, abaixo da altura dos satélites geoestacionários. Batizado de 2012 KT42, o novo asteróide foi descoberto ontem, 28 de maio de 2012, por cientistas do observatório de Monte Lemmon, no Arizona, operado pelo centro Catalina de Pesquisas do Céu, da Universidade do Arizona, o mesmo que descobriu 2012 KP24. De acordo com cálculos feitos pelos pesquisadores, baseados na magnitude absoluta o asteróide tem um tamanho estimado entre 3 e 10 metros. Apesar de não ter representado perigo de colisão, 2012 KT24 é um dos asteróides que mais perto chegou do nosso planeta. De acordo com dados do Programa de Objetos Próximos da Terra - NEO, da Nasa, o asteróide aparece na sexta posição. 2011 CQ1 foi o mais próximo e passou a apenas 11 mil km da superfície em 4 de fevereiro de 2011. O momento da máxima aproximação de 2012 KT42 ocorreu as 04h00 BRT da madrugada de terça-feira. Modelagem de cálculo orbital mostra que a rocha atravessou o Atlântico sul, cruzou a África, Oriente Médio, Cazaquistão e Rússia, mas ainda não há registro se o objeto desintegrou na atmosfera.

Créditos: Apolo 11

Raios de anortosito

A bela imagem acima mostra uma excelente visão da brilhante cratera Anaxágoras sobrepondo a rasa cratera Goldschidt à direita, com uma cratera ainda mais brilhante a Epigenes A na parte inferior direita. As montanhas centrais da Anaxágoras são formadas de anortosito puro – pagioclásio e feldspato – um mineral que acredita-se tenha se formado numa crosta rica em cálcio acima do oceano de magma. A ejeção contínua e os raios da cratera que passam através da cratera Goldschmidt também são formados de anortosito. A imagem acima ainda mostra de maneira muito clara duas vastas zonas de material na parede oeste que continua além da crista do anel descendo pelo exterior da parede. Embora a distribuição dos raios e do material derretido por impacto implicam que a cratera Anaxágoras se formou por um impacto oblíquo com o projétil vindo de oeste, parece que mais provavelmente as zonas localizadas nas paredes da crateras são brilhantes pelo material ejetado durante a formação da cratera.

Créditos: LPOD

Tyagaraja, Zeami e Sophocles

A imagem colorida acima mostra seis crateras com nome em Mercúrio. A cratera na parte mais superior da cena mostrando material brilhante em seu assoalho, paredes com terraços e picos centrais, é a Tyagaraja, que tem um diâmetro de 97 km. A grande cratera no centro da imagem, também mostra algum material brilhante em seu interior, paredes com terraços e picos centrais, bem como claras correntes de crateras secundárias e é a Seami. A grande cratera ao sul da Zeami com uma cratera menor na sua metade inferior é a Sophocles, que tem um diâmetro de 142 km. À direita da Sophocles existe uma cratera menor (com 46 km de diâmetro) que parece mais jovem, e nessa imagem , tem um material alaranjado ao redor do seu anel, essa é a cratera Theophanes. À esquerda da Sophocles existe uma cratera de tamanho similar, conhecida como Goya. Finalmente perto do quadrante superior direito da imagem está a cratera recém nomeada Stevenson, com uma forma distinta de X, forma essa formada por correntes cruzadas de crateras secundárias.

Créditos: MESSENGER

Como medimos o universo sem réguas intergalácticas?

Medir distâncias de forma indireta é uma arte em si, e começou muito provavelmente com os egípcios, antes dos gregos terem uma geometria decente: como medir a largura de um rio intransponível, ou a distância entre dois picos de montanhas que não podem ser alcançadas? Distâncias como da Terra à lua são medidas com precisão de milímetros, usando raios laser e os espelhos deixados pelos astronautas em missões espaciais. Outros corpos do sistema solar tiveram a distância medida usando técnicas de radar. E para medir a distância em que se encontram as estrelas e galáxias? Os astrônomos tem a seu dispor vários métodos de medição de distância, e que podem ser resumidos em três principais: a paralaxe, a lâmpada padrão, e o desvio para o vermelho. A paralaxe é o “erro” de posição que acontece quando você olha dois objetos que estão em linha, a partir de dois pontos de vista diferentes. Por exemplo, estique o braço e feche um olho. Alinhe o dedão com algum objeto: um vaso, um poste, uma árvore. Daí, sem mover o braço e sem sair do lugar, espie com o outro olho: o dedo não vai estar mais alinhado com o objeto. Esta diferença de posição que você percebeu é a paralaxe, e sabendo a distância do olho ao dedão, e a diferença de posição, você poderia usar isto para calcular a distância a que se encontra o objeto que você estava mirando. Este é o método usado pelos astrônomos para medir as distâncias das estrelas mais próximas, que estão a cerca de um parsec de distância, até algumas centenas de parsecs (um parsec equivale a aproximadamente 3,26 anos-luz ou cerca de 30,85 trilhões de quilômetros). O método da lâmpada padrão funciona assim: se você conhece o brilho de uma certa lâmpada a uma certa distância, pode medir o brilho dela a outras distâncias e calcular esta distância, relacionando os brilhos: o brilho é inversamente proporcional ao quadrado da distância. Só que os astrônomos não usam lâmpadas, eles usam estrelas cefeidas. Estas estrelas tem o brilho variável, cada uma pulsando em um determinado ritmo. O que os astrônomos descobriram é que medindo o ritmo do pulsar da estrela, eles podem calcular o valor do brilho absoluto dela, como se ela estivesse em uma distância padrão. Comparando o brilho padrão com o brilho medido, dá para calcular a distância em que se encontra a estrela. Até onde dá para esticar esta régua? Até onde a gente conseguir ver estrelas cefeidas individuais. O telescópio Hubble conseguiu encontrar estrelas cefeidas até 108 milhões de anos-luz de distância. O desvio para o vermelho é o método usado para distâncias enormes, tipo “muito, muito, muito longe” até “o fim do universo”. Ele está associado com a expansão do universo, e basicamente funciona assim: quando a luz viaja pelo espaço que está em expansão, suas ondas são “esticadas”. Quanto mais ela viaja pelo espaço em expansão, mais as ondas são “esticadas”. Este “esticamento” significa comprimentos de onda maiores, e significa que as cores são deslocadas em direção ao vermelho. A medida do deslocamento para o vermelho, ou “redshift”, pode ser relacionada diretamente à distância em que se encontra o objeto em questão. Os três métodos de medição estão amarrados: a régua que usa o redshift foi feita usando a régua das estrelas cefeidas. A régua das estrelas cefeidas foi feita usando a régua da paralaxe. E a régua da paralaxe? Ela é feita em cima da lei do seno, da matemática, e do conhecimento do diâmetro da Terra e da órbita da Terra. Cada degrau da Escada de Distâncias Cósmicas está amarrado no degrau anterior.

Créditos: Hypescience

A Galáxia da Agulha – NGC 4565

O astrofotógrafo Ken Crawford precisou de quase seis meses para completar uma imagem do céu profundo, muito disso foi devido ao inverno com muitas noites nubladas e com condições não satisfatórias no norte da Califórnia. O astrônomo aproveitou então o último ciclo de Lua escura para adquirir mais dados de uma de suas galáxias favoritas. A NGC 4565, também conhecida como a Galáxia da Agulha, tem aproximadamente 100.000 anos-luz de tamanho, o que é um tamanho semelhante ao da nossa galáxia. Ela se apresenta para nós quase que de lado, com um ângulo de 86 graus, mostrando claramente a fina estrutura de seu disco e maravilhosas linhas de poeira. Ken Crawford processou a imagem da galáxia para tentar revelar o máximo de detalhes de seu núcleo mergulhado num belo halo de bulbo. Essa galáxia tem sido estudada extensivamente por profissionais em diferentes comprimentos de onda incluindo os raios-X. Os astrônomos acreditam que exista um buraco negro supermassivo no centro dessa galáxia produzindo uma grande quantidade de energia. Pode-se notar nas imagens aqui apresentadas que as bordas da galáxia se apresentam de forma levemente dobrada. Isso é muito comum e nós podemos ver isso devido a galáxia se apresentar de lado para nós e acredita-se que isso é o resultado de um antigo encontro com uma galáxia que passou por ela produzindo essa feição.

Créditos: Cienctec

Asteróide passa pela Terra e é fotografado por astrônomo amador

O asteróide 2012 KP24, passou nesta segunda-feira a apenas 42 mil km de distância da Terra, perto o suficiente para ser registrado pelo astrônomo amador Rolando Ligustri, que utilizou um telescópio robótico para fotografar o objeto. Durante a aproximação, ocorrida as 12h04 BRT, o asteróide cruzou a orbita da Terra a 48 mil km/h. Algumas horas antes da aproximação máxima, quando o asteróide estava a apenas 340 mil quilômetros do nosso planeta, o astrônomo amador fotografou a rocha, de tamanho estimado em 26 metros de comprimento.

Créditos: Apolo 11

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Contemplando o Sol

Você tem olhado para o nosso Astro Rei recentemente? A imagem acima, mostra um Sol parcialmente eclipsado na parte superior esquerda pela Lua, que nessa montagem curiosamente também aparece eclipsada por testemunhas que contemplaram o eclipse. A imagem acima onde obviamente o que manda são as silhuetas foi feita desde o Glenn Canyon National Recreational Area perto de Page, no Arizona, EUA, onde os visitantes do parque e os astrônomos pararam para contemplar o belo fenômeno. Na imagem acima, o que pode também ser visível no disco do Sol, um pouco abaixo e a direita do disco escuro da Lua é um grupo de manchas solares. Embora tenha sido um evento maravilhoso, muitos consideraram esse evento apenas um aquecimento para o que é considerado um dos eventos mais esperados dos últimos anos e que também envolverá o Sol, um raro eclipse parcial causado pelo planeta Vênus.

Créditos: APOD

Constelação de Cão Maior

Cão Maior é a constelação que contém a estrela mais brilhante do céu noturno, Sírius. Para os gregos antigos, este cão era um dos que seguiam o caçador mitológico Órion em suas caçadas. Sírius é bastante semelhante ao Sol em tamanho e luminescência. Está a cerca de 8,7 anos luz de distância. As histórias sobre os cães de Órion não são de proporções míticas, mas os gregos tinham várias crenças interessantes sobre Sírius, Alpha Canis Majoris. O nome Sírius talvez tenha vindo do grego, que significa "ardente". O Ano Novo ateniense começava com o aparecimento desta estrela.

Créditos: UFMG

Marte na visão de um robô

A foto que você vê aí em cima foi tirada em um final de tarde em Marte. Por astronautas? Que nada. O autor da foto que mostra uma larga cratera marciana de 22 quilômetros é um pequeno veículo explorador da Agência Espacial Norte-americana (NASA), mais conhecido como Opportunity – Oportunidade, em português. Equipados com vários instrumentos modernos de exploração do meio ambiente e movidos à luz solar, Opportunity e Spirit (Espírito, em nosso idioma), seu veículo geológico gêmeo, foram enviados para o planeta vermelho para procurar algumas respostas sobre a existência de água em Marte. Cada um dos veículos ficou responsável por um lado de Marte. Vale ressaltar que a foto registrada acima foi tirada em cores falsas para enfatizar as diferenças entre os diversos materiais, como as dunas negras no fundo da cratera, por exemplo. E, no momento, Opportunity está em um "modo de espera", devido ao inverno marciano. Assim que o mau tempo passar, o veículo vai se direcionar para uma região conhecida como Cabo da Tribulação, onde procurará por minerais argilosos (filosilicatos, no jargão científico). Se esses minerais forem encontrados, os cientistas poderão compreender melhor o papel que a água teve no passado geológico de Marte.

Créditos: Hypescience

China lança satélite de comunicações militar

A China levou a cabo o seu 8º lançamento orbital em 2012 colocando em órbita o satélite de comunicações militar ZX-2A Zhongxing-2A. O lançamento teve lugar às 1556:04UTC, do dia 26 de Maio de 2012 e foi levado a cabo por um foguetão Chang Zheng-3B/E, a partir do Complexo de Lançamento LC2 do Centro de Lançamento de Satélites de Xichang, província de Sichuan. O ZX-2A é o primeiro satélite da segunda geração de veículos ST-2 Shentong-2. A série Shentong é composta por satélites de comunicações militares em órbita geostacionária e utilizam serviços de banda Ku. A primeira série era baseada no modelo DFH-3 (Dongfanghong-3), enquanto que a segunda série é baseado no modelo DFH-4, ambos desenvolvidos pela Academia de Tecnologia Espacial da China.

Créditos: AstroPT

domingo, 27 de maio de 2012

Mercúrio cruzando o Sol

Você consegue identificar o planeta nas imagens acima? O diminuto disco de Mercúrio, o planeta mais interno e consequentemente o mais próximo do Sol, gastou cerca de cinco horas cruzando o enorme disco do Sol em 2003. O Sol estava acima do horizonte durante todo esse trânsito na Europa, África, Ásia ou Austrália, mas no caso da sonda SOHO que faz imagens contínuas do Sol, o horizonte com certeza não era um problema. Visto como uma mancha escura, Mercúrio progride da esquerda para a direita (do painel superior para o inferior) nessas quatro imagens feitas pela câmera do extremo ultravioleta da sonda SOHO. As cores falsas dos painéis correspondem aos diferentes comprimentos de onda do ultravioleta extremo que têm por objetivo destacarem regiões visíveis da superfície do Sol. Esse foi o primeiro dos 14 trânsitos de Mercúrio que ocorrerão durante o século 21. Tudo isso é um preparativo para o evento da próxima semana, que acontecerá nos dias 5/6 de Junho de 2012 (terça/quarta) dependendo de onde você esteja no planeta Terra. Nesse dia um evento muito mais fácil de se ver, porém muito mais raro irá presentear os observadores da Terra, um trânsito de Vênus através do disco solar.

Créditos: APOD

Correntes formadas por montanha de material ejetado?

A imagem acima, feita pelo grande pesquisador Maurice Collins (http://moonscience.yolasite.com/) surgiu há aproximadamente um ano atrás, antes do lançamento da fantástica ferramenta chamada de Quick Map, pelo site responsável pelas divulgações dos resultados obtidos pela sonda LRO. A imagem acima nos faz pensar se a grande cratera localizada um pouco além da parte terminal leste da corrente de crateras secundárias, a Davy G, estava ou não relacionada com essa corrente. A razão para pensar isso pode ser pelo fato da cratera Davy G se apresentar de forma alongada e exatamente alinhada com a direção da corrente. Feições similares a essa, chamadas de secundárias assimétricas já foram estudadas, e os estudos descobriram que existem em alguns casos pequenos pontos terminais distantes de sua fonte. Se esse é o caso para muitas crateras em forma de lágrima menores do que essa, talvez essas correntes tenham sido formadas por uma pequena montanha de material ejetado e as crateras menores na corrente de Davy se formaram por material que caiu da montanha à medido que fluía para leste. Poderia se esperar no caso da Davy G que a massa de material ejetado fosse pulverizada e que os pedaços caíssem à medida que esse material ejetado fosse expelido. A Corrente Davy aponta na direção da Bacia Humorum, mas essa bacia é muito velha para ser a fonte desse tipo de corrente jovem. Já foi argumentado anteriormente que a Corrente Davy poderia ser o resultado de um cometa ou asteróide semelhante ao Shoemaker-Levy, ou seja, um corpo que se chocou com a Lua já em pedaços. Mas seria esse um bom argumento?

Créditos: LPOD

Asteróide recém descoberto raspa a Terra nesta segunda-feira

Um asteróide recém descoberto, viajando a 46 mil km/h deverá raspar a atmosfera da Terra nesta segunda-feira. O objeto tem cerca de 20 metros de comprimento e está chamando a atenção devido a grande aproximação com nosso planeta. Batizado de 2012 KP24, o asteróide foi descoberto no dia 23 de maio através do telescópio G96, instalado em Monte Lemmon e operado por astrônomos ligados ao centro Catalina de Pesquisas do Céu, da Universidade do Arizona. Cálculos realizados neste domingo mostram que a menor distância entre a Terra e o asteróide no momento da máxima aproximação será de 0.15 LD, cerca de 56 mil km de distância, ligeiramente acima da órbita dos satélites geoestacionários. O horário previsto para o encontro será às 15h20 UTC ou 15h20 BRT. Retrocedendo no tempo, é possível afirmar que 2012 KP24 já passou pela vizinhança da Terra em 31 de maio de 1939, mas a uma distância bem maior, estimada em 3.5 milhões de quilômetros. Aqui do Brasil, a observação do asteróide a olho nu é impossível. O objeto tem dimensões diminutas e é muito rápido, mas tentativas de observação pode ser feitas com auxílio de instrumentos. Na região sudeste e em outras partes do leste do país o objeto pode ser encontrado às 23h30 BRT deste domingo no quadrante norte, a 28 graus de elevação acima do horizonte. Apesar da grande aproximação, não existe qualquer risco de colisão com nosso planeta e mesmo se esta possibilidade existisse , as pequenas dimensões do asteróide não permitiriam que os fragmentos atingissem a superfície, desintegrando-se em chamas na alta atmosfera.

Créditos: Apolo 11

Constelação de Escorpião

Constelação facilmente reconhecível. Podemos vê-la do lado esquerdo do Cruzeiro do Sul na direção leste. A “cauda” curva, sugerindo uma interrogação de ponta cabeça é muito aparente no céu. Faz parte do zodíaco, e se localiza entre as constelações da Libra e de Sagitário. Na mitologia grega, foi o animal que matou Órion com sua picada. A estrela de maior brilho aparente desta constelação é a supergigante vermelha Antares, e é centenas de vezes maior que o Sol. É conhecida também como o “coração do Escorpião”.

Créditos: UFMG

sábado, 26 de maio de 2012

Novos cálculos sugerem que astros parecidos com a Terra são raros

Uma nova análise, feita com base nos dados do satélite caçador de planetas Kepler, sugere que ainda estamos bem longe de encontrar um gêmeo perfeito da Terra. A conclusão a que chegou John Rehling, cientista da computação do Dartmouth College e da Universidade de Indiana que já trabalhou para a Nasa, é desanimadora. Segundo ele, das 156 mil estrelas que o Kepler monitora em busca de planetas, apenas 27 devem ter uma Terra legítima, em termos de tamanho e órbita. O que significa dizer que será preciso um pouco de sorte para que alguma delas seja encontrada. De cara, ele confirma o que os cientistas envolvidos com o Kepler têm dito a cada nova divulgação de dados: "Estamos encontrando cada vez mais planetas pequenos como o nosso e cada vez mais planetas suficientemente afastados de suas estrelas". O problema é que, depois de uma análise estatística rigorosa, Rehling percebeu que há um senão desagradável nessa informação: em geral, quando o planeta tem o tamanho da Terra, não tem órbita similar, e vice-versa. Antes de mais nada, é importante qualificar os dados em que a análise se baseia. O Kepler detecta planetas pelo método do trânsito (que enxerga a passagem do planeta na frente de sua estrela). Ele tem limitações na detecção de sinais e precisa de múltiplas ocorrências para confirmar a presença de um astro. Então, as toneladas de potenciais trânsitos detectados são tratadas, em geral, como "candidatos a planeta". Por isso, Rehling teve de partir da premissa de que os candidatos, embora certamente não sejam todos reais, são proporcionalmente representativos do que de fato é real. Em seguida, ele tratou de criar fatores que compensam os vieses observacionais do próprio satélite, que tende a observar mais planetas mais próximos e maiores. Enfim, criou uma tabela que mostra como se distribuem os planetas segundo porte e período orbital (quanto tempo levam para dar uma volta em torno da estrela). "No geral, vemos que o Sistema Solar é qualitativamente típico ao ter planetas maiores mais afastados (do Sol) que os menores", diz Rehling. "Contudo, ele é quantitativamente atípico. Embora o Kepler nos mostre que há quase certamente vários planetas em cada estrela, ele também indica que o Sistema Solar tem uma distribuição bizarramente espalhada quando comparada à de sistemas planetários típicos." O resultado, se estiver correto, levará a humanidade a refletir um pouco mais sobre o real significado do "princípio copernicano". Assim chamado por fazer referência à teoria de Nicolau Copérnico, que no século 16 colocou a Terra apenas como um planeta girando ao redor do Sol (em vez de ser o centro do Universo, como se achava), o princípio postula que não há nada de especial em relação ao nosso planeta, se comparado à média cósmica. Entretanto, se as condições terrestres são raras na escala astronômica (um punhado de planetas para cada centena de milhares de estrelas), o Sistema Solar, apesar de ser apenas um de muitos, passa a ser um lugar interessante. Os astrônomos ainda pedem cautela antes que se tire qualquer conclusão do tipo. "Penso que há que se tomar muito cuidado com esse tipo de extrapolação", diz Eduardo Janot Pacheco, astrônomo da USP e da equipe do Corot (satélite europeu caçador de planetas, rival do Kepler). Ele aponta que há muitas restrições à detecção de planetas pequenos em órbitas largas para levar a sério as estatísticas. "Temos de esperar a nova geração de satélites para ter alguma segurança."

Créditos: Folha.com

Na borda da NGC 891

Esse nítido retrato cósmico mostra em toda a sua grandeza a galáxia NGC 891. A galáxia espiral se espalha por aproximadamente 100.000 anos-luz e é vista quase que exatamente de lado desde a nossa perspectiva. De fato, localizada a aproximadamente 30 milhões de anos-luz de distância na constelação de Andrômeda, a NGC 891 se parece muito com a Via Láctea. Numa primeira olhada, ela tem um disco galáctico achatado, e fino e um bulbo central cortado ao longo de sua região central por regiões escuras de poeira. Os dados combinados para montar essa imagem também revelam os jovens aglomerados estelares azuis da galáxia e as regiões rosadas de formação de estrelas. O que é impressionante nessa visão de lado da NGC 891 são os filamentos de poeira que se estendem por centenas de anos-luz acima e abaixo da linha central. A poeira provavelmente foi expelida pelo disco através de explosões de supernovas ou por meio de uma intensa atividade de formação de estrelas. Galáxias mais apagadas vizinhas à NGC 891 podem ser vistas perto do disco da galáxia.

Créditos: APOD

Ocultação da estrela Zeta Tauri

A sequência de fotos aqui mostrada apresenta a Lua Crescente ocultando a estrela Zeta Tauri. Essa sequência foi feita na Normandia, França no dia 25 de Abril de 2012, aproximadamente às 10:30 P.M. hora local. Essa estrela modesta de magnitude 3 na constelação de Taurus, o Touro, foi ocultada desde a nossa perspectiva aqui na Terra pelo lado não iluminado da Lua. Pelo fato do brilho ser mínimo nessa porção da Lua Crescente, uma ocultação como essa pode ser facilmente visível por um observador que pode registrar exatamente o tempo de desaparecimento e reaparecimento da estrela. Pode-se notar que a estrela Zeta Tauri aparece a mesma, mesmo quando está em contato com o limbo lunar, como pode ser visto nos frames apresentados acima. Se a Lua tivesse uma atmosfera, uma leve diferença no brilho da estrela poderia ser detectada.

Créditos: EPOD

Astronautas abrem escotilha e entram na cápsula Dragon

Após atracar junto à Estação Espacial Internacional na última sexta-feira, a cápsula Dragon completou neste sábado mais uma etapa de sua missão. Exatamente as 06h53 BRT a escotilha da nave foi aberta, permitindo que os astronautas a bordo da Estação entrassem no novo módulo acoplado. A operação de abertura da Dragon foi feita pelo astronauta Don Pettit, quando o complexo orbitava a 404 km de altitude acima da cidade de Auckland, na Nova Zelândia, após ter completado 4 dias e duas horas de missão. Vestindo máscaras e óculos de proteção, traje habitual durante a abertura de escotilha de qualquer veículo recém-chegado à ISS, Pettit entrou na nave Dragon acompanhado de seu colega russo Oleg Kononenko, comandante atual da ISS. "Isso lembra as cargas que costumo colocar na parte de trás da minha caminhonete", disse Pettit ao ver a carga de suprimentos acondicionada dentro da nave. "Tem até cheiro de carro novo", disse. A carga inclui 306 kg de alimentos, roupas e itens de despensa, além de 21 kg de experimentos científicos concebidos por estudantes. De acordo com a SpaceX, proprietária da Dragon, serão necessárias 25 horas para descarregar a cápsula e em seguida preenchê-la com itens que serão retornados à Terra. O retorno da Dragon está previsto para quinta-feira, 31 de maio. A nave deverá reentrar na atmosfera na altura da costa da Califórnia e a exemplo das naves russas Soyuz, terá sua queda freada por paraquedas. Toda a missão da Dragon está sendo transmitida ao vivo pelo Apolochannel que retransmite a Nasa-TV. Junto com a transmissão está disponível um chat onde os internautas podem conversar sobre a operação.

Créditos: Apolo 11

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Cápsula Dragon é capturada pelo braço robótico da ISS

A Nasa e a SpaceX realizaram com sucesso a primeira parte da missão de acoplamento entre a Estação Espacial Internacional e o módulo Dragon. Após uma longa pausa em frente do complexo orbital, a Dragon foi capturada pelo braço robótico Canadarm em uma operação bastante comemorada pelos engenheiros. O momento da captura da nave ocorreu às 10h56 BRT, 3 dias depois do início da missão, quando a Estação Espacial e a cápsula Dragon estavam a 406 km acima do noroeste da Austrália. Toda a operação de captura da nave pelo braço robótico foi transmitida ao vivo pelo Apolochannel e contou com a participação de diversos internautas que puderam conversar sobre o evento em um chat simultâneo. O próximo passo da missão deverá ocorrer neste sábado, dia 26, quando a Dragon será aberta e os tripulantes entrarão na espaçonave.

Créditos: Apolo 11

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Constelação de Aquário

É uma das maiores constelações do Zodíaco, localiza-se entre Capricórnio e Peixes. O Sol passa em Aquário de 16 de fevereiro a 11 de março. A região do céu em que ela se encontra é conhecida como o Mar ou a Água, devido à proximidade de constelações como a Baleia, Peixes, e o rio Erídano. Este é, por vezes, representado como fluindo do vaso do Aquário. Os antigos viam, nessa constelação, a figura de um homem vertendo água de uma ânfora. Na mitologia grega, representa um jovem, e às vezes um homem velho, derramando água de uma jarra. Era um belo pastor, Ganimedes, de quem Zeus se agradou. Zeus enviou uma águia (há versões que dizem que o próprio Zeus que se transformou) que levou o rapaz para o monte Olimpo, onde serviria como copeiro dos deuses.


Créditos: UFMG

Cobertura enrugada

Talvez exista somente uma outra pessoa em todo o planeta que pode identificar essa pequena parte da Lua, mostrada na imagem acima. Com imagens de altíssima resolução como essa pequena parte da superfície mostrada acima ninguém, praticamente pode identificar. Embora pareça pequena, essa imagem tem 2.5 km de largura da esquerda até a direita e não é tão pequena como as imagens de centenas de metros obtidas pela sonda LRO. Vamos dar uma olhada mais detalhada e ver se conseguimos deduzir algumas coisas. Primeiro, a imagem acima é oblíqua e foi feita através de um campo de cadeias que se estendem horizontalmente. Existem muito poucas crateras de impacto nessa superfície, o que nos diz que é uma superfície bem nova da Lua. Mas as ondulações sugerem que o material é uma camada que provavelmente soterrou crateras mais velhas. A única coisa que normalmente pode cobrir uma topografia mais velha e ser jovem o suficiente para não ter muitas crateras ainda sobrepostas é o material ejetado durante a formação de uma cratera jovem. E nesse caso é isso mesmo, uma cratera grande e relativamente nova é a resposta para a formação desse terreno.

Créditos: LPOD

Toda a água de Europa

Quanto da lua de Júpiter, Europa, é feita de água? Na verdade uma boa parte dela. Com base nos dados obtidos pela sonda Galileo durante a sua exploração do sistema Joviano de 1995 até 2003, a lua Europa possui um oceano profundo e global de água líquida abaixo de sua superfície congelada. O oceano de subsuperfície mais a camada de gelo varia de 80 a 170 quilômetros de profundidade em média. Adotando uma profundidade estimada de 100 km, se toda a água de Europa fosse reunida numa esfera, ela teria um raio de 877 quilômetros. Para se ter uma noção de escala a ilustração acima compara a hipotética esfera de água de Europa com o próprio tamanho do satélite Europa, à esquerda e com a uma esfera que abrigaria toda a água da Terra. Com um volume entre 2 a 3 vezes maior que o volume de água nos oceanos da Terra, o oceano global de Europa ainda é considerado um destino tentador para a busca de vida extraterrestre no nosso Sistema Solar.

Créditos: APOD

A Terra de cadeias de crateras

A imagem acima foi feita com a Câmera de Ângulo Restrito da sonda MESSENGER e nos dá uma visão detalhada da recém nomeada cratera Stevenson. Essa é uma das 23 crateras de Mercúrio que foram recentemente nomeadas pela IAU, a cratera Stevenson recebeu esse nome em homenagem a Robert Louis Stevenson, um autor do século dezenove mais bem conhecido pela obra The Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde bem como o A Child’s Garden of Verses, uma coleção de poemas clássicos incluindo entre eles The Swing and The Land of Counterpane. A cratera Stevenson é conhecida pela sua distinta forma de X, forma essa gerada por uma corrente de crateras secundárias cruzando o seu interior, essas crateras resultam de detritos ejetados pela formação de duas crateras de impacto primárias localizadas fora da cena acima que caíram de volta no terreno de Mercúrio criando essa distinta feição.

Créditos: MESSENGER

quarta-feira, 23 de maio de 2012

É um mundo complexo

Essa imagem acima, foi feita com a Câmera de Grande Angular (WAC) da sonda MESENGER e mostra uma bela imagem de uma cratera ainda sem nome localizada no hemisfério norte de Mercúrio. O pico central e as paredes repletas de terraços são características típicas de crateras complexas observadas em Mercúrio. A nitidez dos terraços e do anel, juntamente com a suavidade de grande parte de seu interior indicam que essa cratera é jovem.

Créditos: MESSENGER

NGC 6670

A NGC 6670 (também conhecida como UGC 11284), é um par de galáxias se sobrepondo e interagindo e que são vistas de lado desde a Terra. As galáxias envolvidas nessa interação, são a NGC 6670E e a NGC 6670W, separadas por apenas 50.000 anos-luz de distância e localizadas a 400 milhões de anos-luz na constelação de Pavo, lembrando um golfinho pulando ou uma libélula com as asas dobradas. Mesmo, apesar de não se identificar nenhuma feição de maré opticamente identificada, os astrônomos detectaram uma cauda de H I de aproximadamente 295.000 anos-luz de comprimento, o que sugere que as galáxias estão interagindo e que já experimentaram uma aproximação. As galáxias foram perturbadas por uma interação. Em particular a NGC 6670E parece ter sido quase que destruída. As observações mostram que a aproximação prévia entre as galáxias tiveram um grande impacto e que elas estão agora nos estágios iniciais de uma segunda interação. Mesmo pensando que a NGC 6670 esteja ainda nos estágios iniciais de uma interação, os astrônomos descobriram evidências de explosões de estrelas. A NGC 6670 brilha no infravermelho com uma luminosidade de mais de cem bilhões de vezes maior que a luminosidade do nosso Sol.

Créditos: Cienctec

Cassini sobrevoa um ovo!

A Cassini realizou anteontem uma rara aproximação a Metone, uma das três minúsculas luas que povoam a região entre as órbitas de Mimas e Encélado. Situada a apenas 200 mil quilômetros de distância de Saturno e com apenas 3,2 quilômetros de diâmetro, Metone é um alvo difícil de alcançar, e esta foi uma oportunidade única para a equipe de imagem da missão, fotografar a sua superfície. Metone foi a primeira lua a ser descoberta pela Cassini, logo no início da missão, em 2004. As novas imagens, obtidas no domingo passado, mostram um corpo surpreendentemente ovóide e liso, com sutis variações de albedo, características curiosamente partilhadas pela sua vizinha Palene. Metone e Palene partilham com Ante, órbitas muito próximas no interior do anel E, região onde são continuamente pulverizadas com partículas de gelo e compostos orgânicos com origem em Encélado, um fato que talvez explique as suas estranhas aparências.

Créditos: AstroPT

Exoplaneta recém-descoberto pode tornar-se em pó

Investigadores do MIT (Massachusetts Institute of Technology) e da NASA detectaram um possível planeta, a cerca de 1.500 anos-luz de distância, que parece estar se evaporando sob o intenso calor da sua estrela-mãe. Os cientistas acham que uma longa cauda de detritos - muito parecida às caudas dos cometas - segue o planeta, e que esta cauda poderá contar a história da desintegração do planeta. De acordo com os cálculos da equipe, vai desaparecer completamente daqui a 100 milhões de anos. A equipe descobriu que o planeta poeirento orbita a sua estrela a cada 15 horas - uma das órbitas mais rápidas já observadas. Tal pequena órbita deve ser muito íntima e implica que o planeta seja aquecido pela sua estrela-mãe laranja até uma temperatura de 1.980º C. Os cientistas teorizam que o material rochoso à superfície do planeta derrete e evapora a estas altas temperaturas, formando um vento que transporta gás e poeira para o espaço. Densas nuvens de poeira seguem o planeta à medida que gira em torno da estrela. "Pensamos que esta poeira seja constituída por partículas extremamente pequenas," afirma o co-autor Saul Rappaport, professor de física no MIT. "Seria como se olhássemos para o smog de Los Angeles ou Londres." As descobertas do grupo, publicadas na revista Astrophysical Journal, têm por base dados do Observatório Kepler, um telescópio espacial que monitoriza mais de 160.000 estrelas na Via Láctea. O observatório regista o brilho de cada estrela em intervalos regulares; os cientistas então analisam os dados em busca de sinais de novos planetas para lá do nosso Sistema Solar. Os astrônomos normalmente usam o telescópio Kepler para identificar exoplanetas ao observar diminuições regulares no brilho de uma estrela. Por exemplo, se uma estrela diminui de brilho a cada mês, uma possibilidade é que a diminuição seja devida à passagem de um planeta uma vez por mês; de cada vez que o planeta viaja em frente da estrela (a partir da perspectiva da Terra), o planeta bloqueia a mesma quantidade de luz. No entanto, Rappaport e seus colegas observaram um curioso padrão de luz oriundo da estrela KIC 12557548. O grupo examinou as curvas de luz da estrela, um gráfico do brilho ao longo do tempo, e descobriu que a sua luz diminui por intensidades diferentes a cada 15 horas - sugerindo que algo bloqueia a estrela regularmente, mas por graus diferentes. A equipe considerou várias explicações para os confusos dados, incluindo a possibilidade de um duplo planetário - dois planetas em órbita um do outro - também orbitar a estrela (Rappaport afirma que o par planetário passaria pela estrela em orientações diferentes, bloqueando diferentes quantidades de luz durante cada eclipse). Os dados, no entanto, falharam no suporte desta hipótese: a diminuição a cada 15 horas é demasiado curta para permitir espaço suficiente à interação de dois corpos planetários, do mesmo modo que a Terra e a Lua orbitam o Sol. Ao invés, os investigadores conceberam uma hipótese nova: que as diferentes intensidades de luz são provocadas por um corpo algo amorfo e em constante mutação. "Não sei como demos com esta idéia," afirma Rappaport. "Mas tem a ver com algo a mudar constantemente. Não é um outro corpo sólido, mas poeira que é libertada do planeta." Rappaport e seus colegas investigaram os vários modos como a poeira pode ser criada e expelida de um planeta. Pensam que o planeta deve ter um campo gravítico pequeno, tal como o de Mercúrio, em ordem ao gás e poeira escaparem da atração gravitacional do planeta. O planeta também deve ser extremamente quente - na ordem dos 1.980º C. Rappaport diz que existem duas explicações para a formação da poeira planetária: pode entrar em erupção como cinza de vulcões à superfície, ou ser formada a partir de metais vaporizados a altas temperaturas que depois condensa em poeira. No que toca à quantidade expelida do planeta, a equipe mostra que o planeta pode perder poeira suficiente para explicar os dados do Kepler. Graças aos seus cálculos, os investigadores concluíram que a esta velocidade, o planeta será completamente desintegrado daqui a 100 milhões de anos. Os cientistas criaram um modelo do planeta em órbita da sua estrela, bem como da grande cauda de poeira. As partes mais densas rodeiam imediatamente o planeta, ficando mais leves à medida que se afastam. O grupo simulou o brilho da estrela à medida que o planeta e a sua nuvem de poeira passavam em frente, e descobriu que os padrões de luz coincidem com as curvas irregulares de luz obtidas pelo Observatório Kepler. "Na realidade estamos agora muito contentes com a assimetria no perfil do eclipse," aponta Rappaport. "Ao início não compreendíamos este cenário. Mas assim que desenvolvemos esta teoria, apercebemo-nos que esta cauda de poeira tem que estar lá. Se não estiver, então o cenário está errado." Dan Fabrycky, membro da equipe científica do Kepler, diz que o modelo pode apenas ser mais um dos muitos diferentes modos no qual um planeta pode desaparecer. "Isto pode apenas ser mais uma maneira em que um planeta morre," acrescenta Fabrycky, que não esteve envolvido na pesquisa. "Muitos estudos levaram à conclusão de que os planetas não são objetos eternos, podem morrer de modos extraordinários, e este pode ser um caso onde o planeta evapora completamente no futuro."

Créditos: Astronomia On-line

terça-feira, 22 de maio de 2012

Uma espiral dentro de uma espiral

O Telescópio Espacial Hubble das Agências Espaciais NASA e ESA registrou essa imagem da galáxia espiral conhecida como ESO 498-G5. Uma interessante feição dessa galáxia é que seus braços espirais contornam todo o seu centro, de modo que o centro da ESO 498-G5 pareça como uma galáxia espiral miniatura. Esse tipo de estrutura é contrastante com os centros elípticos preenchidos por estrelas (ou os bulbos) de muitas das galáxias espirais, que aparecem como uma massa brilhante como é o caso da NGC 6384. Os astrônomos se referem aos bulbos distintos espirais de galáxias como a ESO 498-G5 como bulbos de disco, ou pseudobulbos, enquanto que os centros elípticos brilhantes são chamados de bulbos clássicos. Observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble, que não sofre com o efeito de distorção da atmosfera da Terra, tem ajudado a revelar esses dois diferentes tipos de centros galácticos. Essas observações também têm mostrado que a formação de estrelas ainda existe nos bulbos tipo disco e que param nos bulbos clássicos. Isso significa que essas galáxias podem como as clássicas bonecas russas: bulbos clássicos parecem mais como uma versão em miniatura de uma galáxia elíptica, mergulhado no centro de uma galáxias espiral, enquanto que os bulbos tipo disco parecem como uma segunda, porém menor galáxia espiral localizada no coração da primeira, ou, uma espiral dentro de uma espiral. As similaridades entre os tipos de bulbos de galáxias e os tipos de galáxias vão além da aparência. Como gigantescas galáxias elípticas, os bulbos clássicos consistem de grandes aglomerações de estrelas se movendo em órbita aproximadamente aleatória. De modo oposto, a estrutura e o movimento das estrelas dentro dos bulbos de tipo disco espelham os braços espirais do disco da galáxia. Essas diferenças sugerem diferentes origens para os dois tipos de bulbos: enquanto que acredita-se que os bulbos clássicos se desenvolvam através de grandes eventos como o processo de fusão de galáxias, os bulbos do tipo disco se desenvolvem de forma gradativa, desenvolvendo seus padrões espirais como estrelas e gases migrando para o centro da galáxia. A ESO 498-G5 está localizada a aproximadamente 100 milhões de anos-luz de distância na constelaçãoo de Pyxis (A Bússola). Essa imagem foi gerada a partir de exposições na luz visível e infravermelha obtidas pela Advanced Camera for Surveys do Hubble. O campo de visão é de aproximadamente 3.3 por 1.6 arcos de minuto.

Créditos: Space Telescope

Supernova rompendo casulo

Observações feitas com o Observatório de Raios-X Chandra da NASA, forneceram a primeira evidência de uma onda de choque de uma supernova passando através de um casulo de gás ao redor da estrela que explodiu. Essa descoberta pode ajudar os astrônomos a entenderem por que algumas das supernovas são muito mais poderosas do que outras. No dia 3 de Novembro de 2010, uma supernova foi descoberta na galáxia UGC 5189A, localizada a 160 milhões de anos-luz de distância. Usando dados do telescópio All Sky Automated Survey no Havaí, obtidos anteriormente, os astrônomos determinaram essa explosão de supernova no começo de Outubro de 2010, no tempo da Terra. A imagem composta da UGC5189A acima, mostra os dados de raios-X do Chandra em roxo e os dados ópticos do mesmo objeto obtidos pelo Telescópio Espacial Hubble em vermelho, verde e azul. A SN2010jl é a fonte muito brilhante de raios-X perto do topo da galáxia. Uma equipe de pesquisadores usou o Chandra para observar essa supernova em Dezembro de 2010 e novamente em Outubro de 2011. A supernova foi uma das mais luminosas que já foram detectadas em raios-X. Os resultados dessas observações foram publicados num artigo que apareceu na edição de 1 de Maio de 2012 do The Astrophysical Journal Letters.

Créditos: NASA

Uma falha em Mercúrio

Essa imagem foi feita com a Câmera de Grande Angular (WAC) da sonda MESSENGER, mostra uma porção do interior da Bacia Caloris. As feições lineares visíveis no lado esquerdo da imagem, cruzando a cena de cima abaixo, são aproximadamente concêntricas com relação ao anel da bacia. Um segundo conjunto de vales (parte da Pantheon Fossae) são radiais a um ponto que não está mostrado na imagem e que fica fora desse enquadramento no lado direito. Ambos os conjuntos de vales se formaram quando as rochas do interior da bacia experimentaram grandes forças horizontais que fizeram com que a superfície se fraturasse e se separasse.

Créditos: MESSENGER

Sonda PROBA-2 observa eclipse anular

O extremo da Ásia, a parte oeste da América do Norte além de uma estreita faixa do Oceano Pacífico foram as regiões da Terra que experimentaram um eclipse anular do Sol no dia 20 de Maio de 2012. No espaço, a sonda PROBA-2 da ESA observou o evento como sendo um eclipse parcial. Devido à rápida órbita do satélite ao redor da Terra, a sonda PROBA-2 foi capaz de observar o eclipse parcial por quatro vezes, como é mostrado no vídeo acima

Créditos: Cienctec

Aglomerado estelar M35

Todos nós sabemos que é difícil resistir a uma promoção de vendas, principalmente quando é do tipo pague um e leve dois, e isso é exatamente o que acontece com essa imagem. O aglomerado M35 localiza-se a 2.3˚ a noroeste da estrela de magnitude 3.3, Eta Geminorum. Se você estiver num lugar escuro o suficiente você irá conseguir observar o aglomerado facilmente a olho nu. Contudo, ao apontar um telescópio para o M35, não só você verá o aglomerado explodindo em estrelas, mas também irá conseguir observar um segundo aglomerado, o NGC 2158 de magnitude 8.6. Philippe Loys de Chéseaux descobriu esse aglomerado no final de 1745 ou no começo de 1746. O astrônomo inglês John Bevis também o encontrou antes de 1750, o ano que ele apresentou esse objeto em seu atlas estelar, chamado de Uranographia Britannica. Messier, que o adicionou ao seu catálogo em 30 de Agosto de 1764, creditou a Bevis, a descoberta. A imagem acima foi feita através de um telescópio de 4 polegadas, Vixen Optics ED103S refrator apocromático com William Optics Flat 2.0.8x FR/FF, com uma câmera Canon EOS 1000D DSLR, ISO 800, para chegar a esse resultado final foram feitas 35 exposições de 2 minutos.

Créditos: Cienctec

Dragon em órbita a caminho da ISS

A missão COTS-2+ (ou SpX-D) foi lançada às 0744:34UTC, do dia 22 de Maio de 2012, por um foguetão Falcon-9 da SpaceX, a partir do Complexo de Lançamento SLC-40, do Cabo Canaveral AFS. Esta missão pretende cumprir vários objetivos que estavam estabelecidos para as missões COTS-2 e COTS-3. Esta será a primeira vez que um veículo privado irá acoplar com a Estação Espacial Internacional ao abrigo do programa COTS (Commercial Orbital Transportation System) criado pela NASA para o transporte de carga e mais tarde de astronautas para a Estação Espacial Internacional. Este será o segundo vôo orbital de uma cápsula Dragon, devendo esta missão acoplar com a ISS três dias mais tarde. Esta missão estava originalmente prevista para levar a cabo um vôo de demonstração com uma aproximação até 10 km da ISS. No entanto, dia 9 de Dezembro de 2011, a NASA decidiu que a cápsula poderia ser "amarrada" pelo sistema de manipulação remota da ISS e posteriormente acoplada ao módulo Harmony, cumprindo assim também os objetivos de testar a aproximação, vôo em formação e modos de abortagem de vôo que estavam originalmente previstos para a missão COTS-2. A captura, acoplagem e o transporte de carga não essencial estavam originalmente previstos para a missão COTS-3 (prevista para finais de 2012). A cápsula Dragon é um veículo reutilizável sendo composto por um módulo pressurizado e por um módulo de carga não pressurizado. O veículo tem 4,40 metros de comprimento e 3,66 metros de diâmetro. A seção de carga não pressurizada tem um comprimento de 2,80 metros e 3,66 metros de diâmetro. Com os painéis solares abertos o veículo tem uma envergadura de 16,50 metros. O lançamento decorreu sem qualquer problemas. O final da queima do primeiro estágio ocorreu em duas fases com os motores n.º 1 e 9 a desligaram-se em primeiro lugar, seguindo-se os restantes. A separação entre o 1º e o 2º estágio ocorreu a T+ 3m 5s. A ignição do 2º estágio ocorreu a T+ 3m 12s e a separação da carenagem de proteção teve lugar a T+ 3m 52s. O final da queima do segundo estágio teve lugar a T+ 9m 14s e a separação da cápsula Dragon ocorreu a T+ 9m 49s. Os painéis solares abriram-se segundos mais tarde. Após a separação a cápsula Dragon ficou colocada numa órbita com um apogeu a 346 km, perigeu a 297 km e 51,6º de inclinação orbital.

Créditos: AstroPT

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Constelação de Capricórnio

A constelação é antiga, e foi um dos primeiros membros do Zodíaco, sendo a sua menor constelação. Possui estrelas de pouco brilho, e por isso não é fácil de identificá-la no céu. A linha vermelha, atravessando Capricórnio na figura, representa a linha da Eclíptica. Localiza-se entre Aquário e Sagitário. É normalmente traduzida como "A Cabra do Mar" ou "A Cabra-Peixe", embora o nome signifique, literalmente, com chifres de cabra. Na mitologia grega, representava o deus Pã, que era semelhante a um bode. Pã era muito indeciso, nunca sabia tomar uma decisão depressa. Numa ocasião, os deuses estavam fugindo de um monstro marinho chamado Tifón. Os deuses se disfarçaram para despistar o monstro, mas Pã, em dúvida de qual animal se transformar, quando viu a sombra do monstro aproximar-se, sem conseguir decidir-se, transformou o seu tronco em cabra e as suas pernas num rabo de peixe: ficou transformado num peixe-cabra.

Créditos: UFMG

Olhando para a Ryder

Existem certas imagens da Lua, e certas referências que sempre são boas de se revisitar. Entre elas estão as belas imagens da cratera Ryder reproduzidas acima. A cratera Ryder localiza-se nas coordenadas 44.5 graus sul e 143.2 graus leste, e as imagens fora feitas pela câmera de ângulo restrito da sonda LRO. A imagem maior foi escolhida com cuidado para mostrar em detalhes o bloco de rocha no interior da cratera e o anel livre na parte sudeste da cratera. Essa cratera na Lua recebeu o nome Ryder em homenagem ao grande geólogo lunar Graham Ryder, que certamente ficaria orgulhoso em saber que uma cratera tão interessante como essa recebeu o seu nome.

Créditos: LPOD