sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Tritão, a maior lua de Netuno

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Tritão é a maior lua de Netuno, com um diâmetro de 2.700 quilômetros. Foi descoberto por William Lassell, um astrônomo inglês, em 10 de Outubro de 1846, apenas um mês depois de Netuno ter sido descoberto. Tritão é mais frio do que qualquer outro objeto já medido no Sistema Solar, com uma temperatura -235°C. Tem uma atmosfera extremamente fina. Partículas de gelo de nitrogênio podem formar nuvens finas poucos quilômetros acima da superfície. A pressão atmosférica em Tritão é de cerca de 0.000015 vezes a pressão da superfície do mar, na Terra. Tritão é o único grande satélite no sistema solar a orbitar o planeta na direção retrógrada - numa direção oposta à rotação do planeta. Tem também uma densidade de cerca de 2.066 gramas por centímetro cúbico (a densidade da água é 1.0 grama por centímetro cúbico). Isto significa que Tritão contém mais rochas no seu interior do que os satélites gelados de Saturno e de Urano. A densidade relativamente alta e a órbita retrógrada levaram a que alguns cientistas sugerissem que Tritão pode ter sido capturado por Netuno enquanto este viajava pelo espaço há vários bilhões de anos. Se foi isto realmente o que aconteceu, o aquecimento por marés pode ter fundido Tritão na sua órbita originalmente excêntrica, e o satélite pode ter sido líquido durante um bilhão de anos após a sua captura por Netuno. Tritão é cheio de fendas enormes. As imagens da Voyager 2 mostram erupções tipo *gêiser ativas que espalham nitrogênio gasoso e partículas escuras de poeira por vários quilômetros na atmosfera.

Mais detalhes:
Raio equatorial: 1.350 Km
Distância média de Netuno: 354.800 Km
Período de rotação: -5.87685 dias
Velocidade média orbital: -4.39 Km/s
Inclinação orbital: 157.35°
Velocidade de escape: 1.45 Km/s
Magnitude: 13.47
Temperatura média da superfície: -235°C


* Um gêiser é uma nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar. O nome Gêiser provém de Geysir, o nome de uma nascente eruptiva em Haukadalur, na Islândia; este nome deriva por sua vez do verbo gjósa, "jorrar". A formação de gêiseres requer uma hidrogeologia favorável, o que existe apenas em poucos locais na Terra; logo são fenômenos razoavelmente raros. Existem cerca de mil em todo o mundo, e metade destes no Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos.
Processo de formação: A água subterrânea que se encontra nas fissuras, cavidades e lençóis freáticos, em contato com rochas e principalmente a lava vulcânica encontrada abaixo à elevada temperatura, vai aquecendo a água gradualmente. A elevada pressão a que a água se encontra faz aumentar o ponto de ebulição da água e, quando a temperatura da água atinge um ponto crítico, entra rapidamente em ebulição. O vapor de água obriga então a água a subir de forma violenta, em forma de jato, dando origem a esta manifestação de vulcanismo. Esses jatos podem atingir cerca de 80 metros de altura e apresentar temperaturas de 70°C a 100°C.


Créditos: Wikipédia & Solarviews

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