domingo, 28 de abril de 2013

Após falhas técnicas, nave russa se acopla à estação espacial

A nave de carga russa Progress foi acoplada com sucesso nesta sexta-feira na Estação Espacial Internacional (ISS), apesar de uma falha técnica registrada dois dias antes da operação, anunciou o centro russo de controle de voos espaciais (Tsoup) e a agência espacial americana (Nasa). "Há uma conexão entre o ISS e a Progress", anunciou um comentarista da Nasa que transmitiu a operação ao vivo em seu site. A antena do sistema de aproximação automática não pode ser acionada, apesar de repetidas tentativas, o que levantou preocupações. A operação, que ocorreu em regime automático, durou quase 10 minutos, um pouco mais do que o habitual, e foi concluída às 12h34 GMT (9h34 no horário de Brasília). A nave, que transporta 2,5 toneladas de equipamentos e suprimentos para a tripulação da estação, foi lançada às 10h12 GMT de quarta-feira do Cosmódromo de Baikonur por um foguete Soyuz.

Fonte: Terra

A mancha de um eclipse

Se você estava na Europa dia 25 de abril, pôde acompanhar esse pequeno eclipse parcial da Lua. O mais interessante é que mesmo num evento sem lá muita importância, os astrofotógrafos conseguem se superar e fazer imagens maravilhosas como essa. A imagem apresenta o momento máximo do eclipse, tanto em cor normal (sem saturação de cores) como também numa visão exagerada das cores. Pode notar de forma interessante a coloração amarelada acentuada pela sombra (ou pela própria penumbra), e ainda assim a coloração vermelha azulada da umbra.

Fonte: Cienctec

sábado, 27 de abril de 2013

Descoberto intenso brilho infravermelho em explosão solar

Um intenso clarão solar foi detectado, pela primeira vez, na faixa de frequências do infravermelho médio e distante. "A faixa de frequências do terahertz é a derradeira fronteira inexplorada no estudo de explosões solares. E esta descoberta, absolutamente inesperada e surpreendente, poderá inaugurar uma nova fase nas pesquisas do Sol", disse o coordenador do projeto, Pierre Kaufmann. Kaufmann é coordenador do Centro de Radioastronomia e Astrofísica Mackenzie (CRAAM), trabalhando em colaboração com o Centro de Componentes Semicondutores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), do Complejo Astronomico El Leoncito, da Argentina, e do Observatório Solar Bernard Lyot, de Campinas (SP). O fenômeno, ocorrido na frequência de 30 terahertz (30 trilhões de Hertz ou 30x1012 Hz), na banda do espectro eletromagnético situada entre o rádio e a luz visível, foi detectado por um novo sistema em operação no observatório de El Leoncito, nos Andes Argentinos. A ocorrência foi detectada no dia 13 de março de 2012, mas foi mantida em sigilo até sua publicação em um periódico científico. Kaufmann tem-se dedicado intensamente ao estudo das emissões solares em terahertz, particularmente com o experimento Solar-T, que será enviado em vôos de longa duração a bordo de balões estratosféricos. Mas, enquanto o equipamento do Solar-T destina-se a observar explosões solares entre 3 THz e 7 THz, o clarão infravermelho ocorreu em uma frequência 10 vezes maior, em uma "janela" com pouca absorção, e, por isso, pôde ser observado do solo, em El Leoncito, apesar da espessa barreira que a atmosfera terrestre interpõe à radiação terahertz. "O intenso brilho detectado em infravermelho apresentou notável coincidência, no espaço e no tempo, com outras emissões, observadas, no solo ou por satélites, em rádio, luz branca, ultravioleta e raios X duros," informou Kaufmann. A conclusão é que todas essas radiações foram provocadas por um mesmo fenômeno, altamente energético. "Nossa principal hipótese é que essas emissões resultem da aceleração de partículas a elevadas energias non campos magnéticos das manchas solares. Mas, além do mecanismo de aceleração das partículas ser ainda ignorado, também não sabemos em que região do Sol ele ocorre, se na superfície ou na atmosfera solar", disse. A grosso modo, os modelos atuais acerca da estrutura do Sol reconhecem quatro grandes regiões: o núcleo, onde ocorrem as reações termonucleares responsáveis pela energia solar; a zona convectiva, palco dos gigantescos movimentos de convecção que transportam a energia do núcleo à superfície; a superfície ou fotosfera; e a atmosfera, constituída por uma fina camada de transição, denominada de cromosfera, e pela coroa, que se estende pelo espaço. A atmosfera é composta por plasmas, gases ionizados muito quentes, permeados por campos magnéticos originados nas manchas solares. As explosões que ocorrem nestas estruturas de plasma magnetizado são, supostamente, fenômenos originados na superfície ou acima dela, na cromosfera e coroa. Mas a causa dessas explosões ainda é desconhecida e sua interpretação constitui um dos grandes desafios da física contemporânea. "Muito embora sejam bem descritas e explicadas as diversas e espetaculares manifestações das explosões, com emissões que vão do rádio aos raios gama, os processos físicos que as originam permanecem misteriosos," comentou Kaufmann. O projeto brasileiro, que tem apoio, entre outros, da FAPESP, do CNPq e da NASA, tem exatamente por objetivo entender esses processos explosivos. E a descoberta agora revelada pode representar um passo importantíssimo nesse sentido, pois abre uma nova "janela", em torno dos 30 THZ, para obtenção de dados desconhecidos.

Fonte: Inovação Tecnológica

Parabéns Clube do Remo!

Caros leitores, desculpe-me por mudar completamente o assunto que me site aborda mas foi inevitável não citar a vitória do meu Leão Azul do Norte, em cima do maior rival, Paysandu. Vale Leão, vamos disputar essa final com muito mais garra do que tivemos hoje. E de quebra, carimbamos a estréia do novo uniforme deles. O Leão devorou o bicho papão (mascote dos bicoletes) - mais uma vez - e a puma (novo fornecedor de material esportivo).
Atletas Azulinos somos nós
Que cumpriremos com o nosso dever
Se um dia quando unidos para luta
O pavilhão sabemos defender

Enquanto o azul bandeira tremuleja
O vento a beija
como a sonhar
Honrando essa bandeira que flameja
Nós todos saberemos com amor lutar

E NÓS ATLETAS TEMOS VIGOR
A NOSSA TURMA É TODA DE VALOR (BIS)

Nós todos no vigor da mocidade
vamos gozando nessa quadra jovial
E nós Azulinos da cidade
rendemos viva ao nosso ideal

Em cada um de nós mora a esperança
Nessa pujança, nosso ideal
E como somos do CLUBE DO REMO
O nosso amor diremos que não tem igual

E NÓS ATLETAS TEMOS VIGOR
A NOSSA TURMA É TODA DE VALOR (BIS).


PARABÉNS LEÃO!

Sonda Cassini observa meteoros colidindo com os anéis de Saturno

A sonda Cassini da NASA forneceu a primeira evidência direta de pequenos meteoróides invadindo os fluxos de escombros e colidindo com os anéis de Saturno. Estas observações fazem dos anéis de Saturno o único local, além da Terra, da Lua e de Júpiter, onde os cientistas e astrônomos amadores foram capazes de observar impactos à medida que ocorrem. O estudo da taxa de impacto de meteoróides fora do sistema saturniano ajuda os cientistas a compreender como os diferentes planetas do nosso Sistema Solar se formaram. O Sistema Solar está cheio de pequenos objetos velozes. Estes objetos frequentemente colidem com corpos planetários. Os meteoróides em Saturno têm tamanhos estimados entre 1 centímetro e vários metros. Os cientistas levaram anos até distinguir os rastros deixados por nove meteoróides em 2005, 2009 e 2012. Os detalhes das observações aparecem num artigo publicado na edição de 25 de Abril da revista Science. Os resultados da Cassini já mostraram que os anéis de Saturno agem como detectores muito eficazes dos mais variados tipos de fenômenos circundantes, incluindo a estrutura interior do planeta e as órbitas das suas luas. Por exemplo, uma ondulação sutil mas com 19.000 km, através dos anéis mais interiores, aponta para um impacto muito grande em 1983. "Estes novos resultados sugerem que as taxas atuais de impacto para pequenas partículas em Saturno são basicamente as mesmas que na Terra - duas vizinhanças muito diferentes no nosso Sistema Solar - e é emocionante ver isto," afirma Linda Spilker, cientista do projeto Cassini no JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "Foi preciso os anéis de Saturno agirem como um grande detector de meteoróides - com 100 vezes a área da superfície de Terra - e a grande viagem da Cassini pelo sistema de Saturno para abordar esta questão." O equinócio de Saturno no Verão de 2009 foi um momento especialmente bom para a observação dos detritos deixados por impactos de meteoróides. O ângulo muito superficial do Sol sobre os anéis fez com que as nuvens de detritos aparecessem brilhantes contra os anéis escuros em imagens obtidas pelas câmeras da Cassini. "Sabíamos que estes pequenos impactos ocorriam constantemente, mas não sabíamos o tamanho ou frequência, e não esperávamos necessariamente que tomasse a forma de espetaculares nuvens de corte," afirma Matt Tiscareno, autor principal do artigo e cientista participante da Cassini na Universidade de Cornell em Ithaca, Nova Iorque. "A luz do Sol, que brilhava de lado em relação aos anéis no equinócio saturniano, agiu como um dispositivo anti-camuflagem, por isso estas características normalmente invisíveis tornaram-se evidentes." Tiscareno e colegas pensam agora que os meteoróides deste tamanho provavelmente quebram-se ao primeiro encontro com os anéis, criando pedaços menores e lentos que de seguida entram em órbita de Saturno. O impacto destes meteoróides secundários nos anéis forma as nuvens. As minúsculas partículas que criam estas nuvens têm uma gama de velocidades orbitais em torno de Saturno. As nuvens que produzem são riscos grandes, diagonais e brilhantes. "Os anéis de Saturno são invulgarmente brilhantes e limpos, levando a sugerir que os anéis são na realidade muito mais jovens que o próprio Saturno," afirma Jeff Cuzzi, co-autor do artigo e cientista interdisciplinar da Cassini, especializado em anéis planetários e poeira no Centro de Pesquisa Ames da NASA em Moffett Field, Califórnia. "Para avaliar esta dramática afirmação, temos que saber mais sobre a velocidade com que o material de fora bombardeia os anéis. Esta análise mais recente ajuda a preencher as lacunas na história com a detecção de objetos com um tamanho anteriormente impossível de detectar diretamente."

Fonte: Astronomia On-line

Estrela anã branca gira a cada 13,2 segundos e está condenada à ‘morte’

A estrela anã branca denominada RX J0648.0-4418 está destinada a girar até a ‘morte’. De acordo com os cientistas que rastreiam as atividades dessa estrela, o corpo celeste leva apenas 13,2 segundos para girar uma única vez em torno de seu eixo. Essa é considerada a rotação mais rápida já observada em uma estrela desse tipo. Todas as estrelas com até 10 Msol (esta é uma unidade de medida de massa do Sol usada na Astronomia, que também pode representar a massa de galáxias e corpos de grandes dimensões), irão terminar como anãs brancas. Isso acontece, porque todo o hidrogênio que essas estrelas possuem é queimado em hélio. Porém, antes de se tornarem anãs brancas, elas passam por vários estágios incluindo a fase de gigante vermelha e nebulosa planetária. Uma típica anã branca tem aproximadamente 0,6 massas solares, e geralmente possui tamanho maior que a Terra. A velocidade em que essa anã branca gira é tão surpreendentemente rápida, que se a Terra conseguisse de alguma forma girar na mesma velocidade, as pessoas e animais seriam instantaneamente arremessados no espaço, bem como os oceanos, as montanhas e a crosta. Isso aconteceria porque com tamanha velocidade, a Terra não conseguiria manter a sua gravidade. Já na estrela, devido a sua alta densidade, a gravidade acaba permanecendo coesa. O que os cientistas querem descobrir agora, é porque essa anã branca gira tão rápido. A hipótese até agora mais aceita, é de que a gigante vermelha HD 49798 que está próxima a anã branca, poderia estar influenciando na sua rotação. Além disso, a HD 49798 já se encontra no final de sua vida, o que significa que em breve ela irá expelir suas camadas externas, e a anã branca, por estar muito próxima, acabará capturando essa matéria, ultrapassando o limite de massa que ela mesma suporta, isto é, a anã branca logo chegará ao fim. Embora seja esse o motivo previsto para a morte da estrela, os cientistas não conseguem determinar ainda qual é a sua composição, o que ajudaria a entender exatamente como a anã branca irá morrer. O que se pode fazer, até então, é especular, e segundo os cientistas, se a anã branca for composta de oxigênio e carbono, haveria uma reação explosiva termonuclear, gerando assim, uma supernova. Essa explosão poderá ser vista a olho nu, devido a sua proximidade, mas não se sabe quando exatamente isso vai acontecer. Quando a estrela se torna uma supernova, ela se transforma em um corpo muito brilhante, que após algumas semanas ou meses declinam até se tornarem invisíveis, desaparecendo completamente. Entretanto, se essa estrela anã branca for composta de neônio e oxigênio, ela entrará em colapso, e a sua explosão, de acordo com cientistas, não será tão fascinante quanto à primeira hipótese, caso seja composta por oxigênio e carbono.

Fonte: Jornal Ciência

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Existe uma luz em Mercúrio que quase nunca se apaga

Estudos das condições de iluminação perto dos pólos norte e sul de Mercúrio, são interessantes, pois eles podem ser usados para determinar locais que ficam permanentemente na sombra, e são, portanto, locais extremamente gelados onde se localizam depósitos de gelo. Contudo, os mapas de iluminação também revelam os locais que recebem a máxima duração da luz do Sol durante um dia solar de Mercúrio. Um pico de luz eterna que é iluminado continuamente por um dia solar inteiro, poderia ser um provável alvo para um provável módulo de pouso, pois as baterias solares poderiam estar a todo tempo disponíveis para serem carregadas. Porém, nenhum pico desses de luz eterna foi identificado no pólo sul de Mercúrio. O ponto com maior iluminação, algo em torno de 82%, está localizado nas coordenadas de 89 graus sul e 50.7 graus leste. Esse local é indicado pela seta na imagem acima. Essa imagem foi adquirida como parte da campanha de monitoramento da região polar sul de Mercúrio, pelo instrumento MDIS. Imageando a região polar aproximadamente a cada quatro órbitas, a sonda MESSENGER consegue medir a mudança de iluminação do local, e assim feições que estavam na sombra em órbitas anteriores podem ser observadas e qualquer área que fique permanentemente nas sombras, também pode ser identificada depois de repetidas imagens feitas no decorrer de um dia. Durante o primeiro ano da missão primária da sonda MESSENGER, a câmera WAC do instrumento MDIS, foi usada para monitorar a região polar sul pelo primeiro dia solar de Mercúrio, que corresponde a 176 dias terrestres, e a câmera NAC do instrumento MDIS, fez repetidas imagens da região polar sul de Mercúrio, durante o segundo dia solar do planeta.

Fonte: MESSENGER

Palomar 2: Um dos 15 aglomerados escondidos

Aglomerados globulares são relativamente comuns no nosso céu e geralmente são parecidos. Contudo, essa imagem, feita com o Telescópio Espacial Hubble das agências espaciais NASA e ESA mostra um único exemplo de um aglomerado desse tipo, o Palomar 2. O Palomar 2 é parte de um grupo de 15 aglomerados globulares conhecidos como os Aglomerados de Palomar. Esses aglomerados, como o nome sugere, foram descobertos nas chapas de pesquisa fotográfica feitas pelo primeiro Palomar Observatory Sky Survey nos anos de 1950, um projeto que envolveu alguns dos astrônomos mais conhecidos na época, entre eles, Edwin Hubble. Eles foram descobertos bem tarde pois eles eram muito apagados, além de extremamente remotos, e bem escondidos por trás da cobertura de poeira, ou por possuírem um pequeno número de estrelas remanescentes. Esse aglomerado em particular, é único por mais de uma razão. Uma delas, ele é o único aglomerado globular que nós podemos observar nessa parte do céu, ou seja, na parte norte da constelação de Auriga (O Cocheiro). Aglomerados globulares orbitam o centro das galáxias como a Via Láctea da mesma maneira que satélites orbitam a Terra. Isso significa que eles são normalmente localizados próximos do centro galáctico, e quase sempre são vistos na mesma região do céu. Porém o Palomar 2, é uma exceção a essa regra, já que ele está cinco vezes mais distante do centro da Via Láctea do que os outros aglomerados. Ele também se localiza na direção oposta, e assim é chamado de um aglomerado globular de halo externo. Ele também é incomum devido ao seu brilho. O aglomerado é coberto por uma máscara de poeira, fazendo com que seu brilho aparente diminua fazendo com que ele pareça na verdade como uma apagada explosão de estrelas. A imagem espetacular feita pelo Telescópio Espacial Hubble, registra o Palomar 2 de uma maneira que jamais poderia ser feita por telescópios pequenos na Terra, alguns astrônomos amadores com grandes telescópios tentam observar todos os obscuros e escondidos membros do Palomar 15 como um desafio para ver o quantos eles podem registrar num céu estrelado.

Fonte: Cienctec

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Einstein estava certo: testes levam teoria da relatividade a novos limites

Um par estelar bizarro - constituído pela estrela de nêutrons de maior massa conhecida e uma estrela anã branca - permitiu a astrônomos testar a teoria da gravitação de Einstein de maneiras que não tinham sido possíveis até hoje. Até agora, as novas observações desse estranho sistema binário estão exatamente de acordo com as previsões da relatividade geral, mas são inconsistentes com algumas teorias alternativas. Os resultados do estudo serão publicados na revista Science. Com o auxílio do Very Large Telescope do Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês), uma equipe internacional descobriu um objeto duplo exótico, constituído por uma estrela de nêutrons, pequena mas excepcionalmente pesada, que gira em torno de seu próprio eixo 25 vezes por segundo, e por uma estrela anã branca que a orbita a cada duas horas e meia. A estrela de nêutrons é um pulsar que emite ondas de rádio, que podem ser observadas a partir da Terra com rádio telescópios. Esse par incomum constitui um laboratório único para testar os limites das teorias físicas. O pulsar chamado PSR J0348+0432 é o que resta da explosão de uma supernova. É duas vezes mais pesado que o Sol , mas tem um diâmetro de apenas 20 quilômetros. A gravidade em sua superfície é mais de 300 bilhões de vezes mais intensa que a sentida na Terra, e em seu centro cada pedaço do tamanho de um cubo de açúcar tem mais de um bilhão de toneladas de matéria comprimidas. A sua companheira anã branca é apenas um pouco menos exótica: trata-se de um resto brilhante de uma estrela muito mais leve, que perdeu a sua atmosfera e que lentamente vai se apagando. A teoria da relatividade geral de Einstein, que explica a gravidade como uma consequência da curvatura do espaço-tempo criada pela presença de matéria e energia, tem resistido a todos os testes desde o primeiro momento da sua publicação, há quase um século. Mas ela não pode ser a explicação derradeira e deverá, em última instância, perder a sua validade. Os físicos construíram outras teorias de gravidade que levam a previsões diferentes das da relatividade geral. Para algumas destas alternativas, as diferenças são percebidas apenas para campos gravitacionais extremamente fortes, os quais não podem ser encontrados no Sistema Solar. Em termos de gravidade, o PSR J0348+0432 é de fato um objeto extremo, mesmo quando comparado com outros pulsares que foram usados em testes de alta precisão da relatividade geral de Einstein. Em campos gravitacionais tão fortes, pequenos aumentos na massa podem levar a grandes variações no espaço-tempo em torno destes objetos. Até agora, os astrônomos não tinham idéia do que podia acontecer na presença de uma estrela de nêutrons de massa tão elevada como a PSR J0348+0432. Este objeto oferece a oportunidade única de levar estes testes a território desconhecido. Este é apenas o começo dos estudos detalhados sobre este objeto único, e os astrônomos irão utilizá-lo para testar a relatividade geral com cada vez mais precisão, à medida que o tempo passa.

Fonte: Terra

Lixo espacial precisa ser removido da órbita da Terra, alerta agência

Lixo espacial, como restos de foguetes, deve ser retirado da órbita da Terra para evitar acidentes que poderiam custar milhões de euros a operadores de satélite e derrubar redes de GPS e telefonia móvel, advertiu a Agência Espacial Européia. Na densidade atual de detritos, haverá uma colisão em órbita a cada cinco anos, mas uma pesquisa apresentada em uma conferência organizada pela agência na Alemanha mostrou que um aumento nesse tipo de lixo tornaria as colisões mais prováveis no futuro. Cinco a 10 objetos grandes precisam ser coletados do espaço por ano para ajudar a reduzir colisões e conter o risco de fragmentos serem pulverizados no espaço, o que poderia causar mais danos, disse. Os cientistas estimam que há cerca de 29 mil objetos maiores do que 10 centímetros em órbita na Terra a uma velocidade média de 25 mil km/h, cerca de 40 vezes mais rápido do que os aviões viajam. A essa velocidade, mesmo pequenos pedaços de detritos podem danificar ou destruir naves espaciais e satélites, o que poderia custar bilhões de dólares para a substituição, além de interromper a comunicação via celular ou a navegação por satélite. "Dentro de algumas décadas, haverá colisões entre objetos grandes que vão criar fragmentos que podem causar mais danos", afirmou à Reuters o chefe do Escritório de Detritos Espaciais da agência, Heiner Klinkrad. "A única maneira de evitar que isso aconteça é ir até lá e removê-los", acrescentou ele. "Quanto mais você esperar, mais difícil e muito mais caro vai ser." Detritos espaciais incluem qualquer lixo que o homem deixou no espaço, como peças de lançadores de foguetes, satélites inativos e peças quebradas de colisões passadas. As agências espaciais de todo o mundo estão cooperando na pesquisa de detritos espaciais, e a iniciativa Espaço Limpo da agência, lançada em 2012, tem o objetivo de desenvolver a tecnologia para capturar e remover com segurança detritos espaciais. Os pesquisadores estão avaliando vários métodos diferentes para remover detritos espaciais em órbita, disse Klinkrad, que vão desde o uso de pacotes de propulsão, amarras condutores ou lasers, a redes e arpões. Mas qualquer decisão de ir em frente com a missão, bem como os fundos para pagar por ela, teria de vir dos 20 países-membros da agência, que incluem França, Alemanha, Itália e Grã-Bretanha. A demanda para a remoção de objetos em órbita poderia, eventualmente, oferecer oportunidades para empresas privadas, afirmou Klinkrad, apesar de muitas questões, inclusive legais, que cercam o lixo espacial precisarem ser resolvidas primeiro.

Fonte: Terra

Telescópio Espacial Hubble registra imagem do cometa ISON

O cometa ISON, tem tudo para ser o “cometa do século”. O cometa fará sua maior aproximação do Sol, no dia 28 de Novembro de 2013, e se sobreviver ao contato quase que imediato que terá com a nossa estrela, ele poderá brilhar no céu mais do que a Lua. Nesse momento, porém, o cometa está bem abaixo da visibilidade a olho nu, e então o Telescópio Espacial Hubble, foi usado para registrar uma imagem do cometa que se aproxima a uma velocidade de 75.000 km/h. Quando o Hubble fez a imagem em 10 de Abril de 2013, o cometa estava um pouco mais próximo da órbita de Júpiter, a uma distância de mais de 600 milhões de quilômetros do Sol. Mesmo a essa grande distância o Sol é capaz de esquentar o cometa o suficiente para começar a criar uma cauda ao redor do núcleo sólido. O Hubble fotografou um jato de partículas sendo expelido para fora do cometa, na direção contrária ao Sol desde o seu núcleo. Medidas preliminares feitas com o Hubble sugerem que o núcleo do cometa ISON, não é maior que 4 quilômetro de diâmetro. O cometa foi descoberto em Setembro de 2012, pela rede observação liderada pela Rússia, e conhecida como International Optical Network, ou ISON, usando um telescópio de 16 polegadas.

Fonte: Cienctec

Tratamento com elétrons poderia extinguir necessidade de trajes espaciais

Cientistas japoneses criaram um “nanotraje” para larvas de mosca da fruta, tecnologia que poderia um dia acabar com a necessidade de trajes espaciais para humanos. Eles descobriram que é possível proteger as larvas dos efeitos da exposição ao vácuo bombardeando-as com elétrons. Sem tal tratamento, as larvas murcham e morrem dentro de poucos minutos. A viagem espacial humana vem com uma série de problemas, dada a nossa incapacidade geral de sobreviver no vácuo. A nova técnica que funcionou com as larvas poderia um dia ajudar-nos também a atravessar o vácuo ilesos. Os pesquisadores da Universidade Hamamatsu (Japão) inventaram uma espécie de “nanotraje” que funciona como uma miniatura do traje espacial e que poderia eventualmente ser usado por seres humanos, e aplicado usando um chuveiro de elétrons. Eles testaram o traje com larvas em laboratório. Imitando as condições do espaço, eles bombardearam algumas delas com elétrons, enquanto outras foram expostas sem proteção. Com o tratamento, as larvas sobreviveram à experiência e passaram a se desenvolver em uma mosca saudável. Já as larvas sem o bombardeio de elétrons rapidamente morreram de desidratação, porque, como previsto, o vácuo sugou toda a água de seu corpo. Quando os pesquisadores estudaram a pele dos insetos sobreviventes, eles descobriram que o tratamento com elétron tinha mudado a película fina que cobre a larva – assim, suas moléculas ficaram juntas, criando uma camada flexível o suficiente para permitir que se movessem, e forte o suficiente para protegê-las da desidratação. No entanto, a maioria dos insetos não tem tais camadas naturais que podem ser transformadas em “nanotrajes”, de forma que os cientistas decidiram criar uma alternativa artificial. Eles submergiram larvas de mosquito em um banho de água em Tween 20, um produto químico não tóxico, para em seguida cobri-las em plasma. Isto fez com que o Tween 20 criasse um nanoprocesso semelhante ao que foi naturalmente criado pelas larvas da mosca da fruta. Segundo os pesquisadores, a tecnologia poderia permitir que indivíduos, inclusive pessoas, sobrevivessem às condições extremas do espaço. A técnica poderia eventualmente substituir os trajes espaciais tradicionais dos astronautas, protegendo-os do ambiente hostil do espaço – o vácuo e as temperaturas extremas. “Imagine uma blindagem de espaço flexível, aproximadamente o diâmetro de um fio de cabelo humano, que pode proteger contra a desidratação e radiação”, comentou o astrobiólogo Lynn Rothschild, da NASA, que não participou do estudo. Apesar de incrível, no entanto, tal técnica não deve ser adotada em breve – muito estudo ainda é necessário.

Fonte: Inovação Tecnológica

quarta-feira, 24 de abril de 2013

A remanescente de supernova 1987A continua a revelar os seus segredos

Uma equipe de astrônomos liderados pelo International Centre for Radio Astronomy Research (ICRAR) tiveram sucesso em observar os restos mortais de uma estrela gigante com detalhes sem precedentes. Em Fevereiro de 1987, os astrônomos observaram a Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia anã próxima da Via Láctea, e notaram a repentina aparência do que parecia ser uma nova estrela. De fato eles não estavam observando o início de uma estrela, mas sim o fim de uma, e a supernova mais brilhante vista da Terra em quatro séculos, desde que o telescópio foi inventado. Na manhã seguinte da descoberta as notícias da descoberta se espalharam pelo globo e os observadores do hemisfério Sul da Terra começaram a observar as consequências dessa enorme explosão estelar, conhecida como supernova. Em duas décadas e meia depois da descoberta, a remanescente de supernova, conhecida, desde então como Supernova 1987A continua a ser o foco para muita pesquisa ao redor do mundo, fornecendo uma vasta informação sobre um dos eventos mais extremos do universo. Em pesquisa publicada no The Astrophysical Journal, uma equipe de astrônomos na Austrália e Hong Kong tiveram sucesso ao usar o Australia Telescope Compact Array, o rádio telescópio do CSIRO, localizado na parte norte de New Suth Wales, para fazer a rádio imagem de mais alta resolução da expansão da remanescente da supernova em comprimentos de onda milimétricos. “Imagear distantes objetos astronômicos como esse nos comprimentos de onda de menos de 1 centímetro, demanda as condições atmosféricas mais estáveis possíveis. Para esse telescópio essas condições normalmente encontradas somente o frio inverno, mas mesmo assim, a umidade e a baixa elevação do local, faz com que as observações sejam bem desafiadoras”. Disse a principal autora do artigo, Dra. Giovanna Zanardo, do ICRAR, uma integração da Universidade de Curtin e a Universidade do Oeste da Austrália em Perth. Diferente dos telescópio ópticos, um rádio telescópio pode operar durante o dia e pode espiar através do gás e da poeira permitindo que os astrônomos possam ver os trabalhos internos de objetos como a parte remanescente de uma supernova, de rádio galáxias e de buracos negros. “As partes remanescentes de supernovas são como aceleradores naturais de partículas, a emissão de rádio que nós observamos vem de elétrons que estão espiralando ao longo das linhas de campo magnético e emitindo fótons toda vez que eles completam uma volta. Quanto maior a resolução das imagens, mais nós podemos aprender sobre a estrutura desse objeto”, disse o Professor Lister Staveley-Smith, Vice Diretor do ICRAR e do CAASTRO, o Centre for All-Sky Astrophysics. Os cientistas estudam a evolução das supernovas nas remanescentes de supernovas para poder ter uma idéia sobre a dinâmica dessas explosões massivas e a interação da onda de choque com o meio ao redor “Não somente nós tivemos a capacidade de analisar a morfologia da Supernova 1987A através da nossa imagem de alta resolução, nós também pudemos comparar essa imagem com dados ópticos e de raios-X com o objetivo de modelar sua provável história”, disse o Professor Bryan Gaenslaer, Diretor do CAASTRO, na Universidade de Sidney. A equipe suspeita de uma fonte compacta ou uma nebulosa de vento de pulsar, localizada no centro da emissão de rádio, implicando que a explosão de supernova não transformou o colapso estelar em um buraco negro. Eles agora tentarão observar cada vez mais fundo em direção ao núcleo e ver o que está ali.

Fonte: Cienctec

Observatório Espacial Herschel da ESA, encontra o elo perdido entre a água na atmosfera de Júpiter e o impacto do Shoemaker-Levy 9

O Observatório Espacial Herschel da ESA, resolveu um longo mistério relacionado com a água na atmosfera superior de Júpiter, encontrando evidências exclusivas que foi entregue ali graças ao impacto dramático do cometa Shoemaker-Levy 9, em Julho de 1994. Durante a colisão espetacular que durou uma semana, uma corrente formada por 21 fragmentos do cometa se chocou com o hemisfério sul de Júpiter, deixando no planeta cicatrizes escuras que persistiram por semanas. O evento impressionante marcou a primeira observação direta de uma colisão extraterrestre no Sistema Solar. Esse evento foi seguido em todo o mundo por astrônomos amadores e profissionais com muitos telescópios baseados em Terra e com o magnífico, Telescópio Espacial Hubble. O Observatório Espacial Infravermelho da ESA foi lançado em 1995 e foi o primeiro a detectar e estudar a água na atmosfera superior de Júpiter. Especulou-se por muito tempo que o cometa Shoemaker-Levy 9 poderia sim ser a origem dessa água, mas até então não se tinha nenhuma prova sobre isso. Os cientistas foram capazes de excluir uma fonte interna, como o fato da água ter vindo das profundezas da atmosfera do planeta, pois não seria possível para o vapor d´água passar através da armadilha fria que separa a estratosfera do conjunto de nuvens visíveis na troposfera. Assim, a água encontrada na atmosfera de Júpiter, só poderia ter uma origem externa. Mas determinar essa origem teve que esperar mais de 15 anos, até que o Herschel usasse seus olhos sensíveis ao infravermelho para mapear a distribuição vertical e horizontal da assinatura química da água. As observações do Herschel encontraram que existe entre 2 a 3 vezes mais água no hemisfério sul de Júpiter do que no seu hemisfério norte, com a maior parte dela concentrada ao redor dos locais de impacto do cometa em 1994. Além disso, essa água só é encontrada em grandes altitudes. “Só o Herschel foi capaz de fornecer a imagem espectral sensível o suficiente necessária para encontrar o elo perdido entre a água de Júpiter e o impacto do Shoemaker-Levy 9, em 1994″, disse Thibault Cavalié, do Laboratoire d’Astrophysique de Bordeux, e principal autor do artigo publicado na revista Astronomy and Astrophysics. “De acordo com os nossos modelos, mais de 95% da água encontrada na estratosfera de Júpiter, se deve ao impacto do cometa”. Outra possível fonte de água seria a chuva constante de pequenas partículas interplanetárias em Júpiter. Mas, nesse caso, a água deveria ser uniformemente distribuída através de todo o planeta e deveria ser filtrada nas baixas altitudes. Também, uma das luas congeladas de Júpiter, poderia entregar a água para o planeta via um gigantesco torus de vapor, como o próprio Herschel já havia observado na lua Encélado de Saturno, mas essa hipótese também foi derrubada. Nenhuma das grandes luas de Júpiter está no lugar certo para entregar essa água ao planeta. Finalmente, os cientistas foram capazes de eliminar qualquer contribuição significante dos recentes impactos menores registrados pelos astrônomos amadores em 2009 e 2010, juntamente com as variações locais de temperatura da atmosfera de Júpiter. Após eliminar com coerência todas as outras hipóteses, o cometa Shoemaker-Levy 9 foi declarado como sendo o único culpado. “Todos os quatro planetas gigantes do Sistema Solar externo têm água na atmosfera, mas podem existir quatro diferentes cenários para como eles conseguiram essa água”, disse o Dr. Cavalié. “Para Júpiter, está claro que o Shoemaker-Levy 9 é a fonte dominante, mesmo se outras fontes externas possam ter contribuído”. “Graças às observações do Herschel, nós agora podemos linkar um impacto único de um cometa, um impacto que foi seguido da Terra em tempo real, com a água em Júpiter, finalmente, resolvendo assim um mistério que tem estado em discussão e sem resposta por aproximadamente duas décadas”, adicionou Goran Pilbratt, Cientista do Projeto do Herschel da ESA. As observações feitas nesse estudo prepara de certa forma o plano da ESA de lançar em 2022 a sua futura missão chamada de Jupiter Icy Moons Explorer, que terá como objetivo mapear a distribuição dos ingredientes atmosféricos de Júpiter em um detalhe extraordinário, nunca antes observado.

Fonte: Cienctec

Foguete Antares faz vôo de estréia

A empresa Orbital Sciences Corporation juntou-se à SpaceX no time de empresas que a NASA selecionou no processo de privatização dos vôos espaciais norte-americanos. A Orbital lançou com sucesso, neste domingo, seu primeiro foguete Antares, desenvolvido com U$275 milhões repassados pela NASA. O foguete de 40 metros de altura entrou em órbita levando uma carga simulada, equivalente à nave Cygnus, que a empresa pretende colocar no espaço no segundo vôo do Antares, que deverá ocorrer nos próximos meses. Se tudo der certo, a empresa receberá uma encomenda de U$1,9 bilhão da NASA para oito vôos para levar cargas e suprimentos para a Estação Espacial Internacional. Apesar das inovações e melhoramentos típicos dos veículos espaciais, o Antares é um híbrido formado por várias tecnologias já conhecidas. Segundo a empresa, é o chamado "projeto de baixo risco", incorporando componentes e sistemas fabricados por fornecedores globais e já utilizados em outros veículos. O foguete é impulsionado por dois motores AJ-26, de combustível líquido, derivados do foguete soviético N-1, construídos para missões à Lua que nunca ocorreram. O segundo estágio, responsável por colocar as cargas úteis em órbita - sobretudo a nave Cygnus - é impulsionado por um foguete de combustível sólido derivado dos foguetes laterais dos ônibus espaciais. A própria nave Cygnus é derivada do MPLM, (Multi-Purpose Logistics Module), uma nave sem motores que era usada para levar grandes cargas a bordo dos ônibus espaciais - esses módulos eram fornecidos à NASA pela agência espacial italiana, fabricados pela Thales Alenia Space. A Cygnus será fabricada em duas versões, uma com capacidade para levar duas toneladas e outra podendo carregar até três toneladas de carga. O lançamento marcou também a elevação da base de Wallops, no estado da Virgínia, à categoria de "espaçoporto capaz de efetuar lançamentos para a Estação Espacial", segundo a NASA.

Fonte: Inovação Tecnológica

terça-feira, 23 de abril de 2013

Telescópio espacial da Nasa faz foto incrível de nebulosa

A Nasa divulgou, neste domingo, uma foto não-datada da Nebulosa Cabeça de Cavalo, um dos ícones espaciais favoritos de astrônomos amadores e profissionais. A foto foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble, com uma nova luz infravermelha que possibilita uma nova visão da nebulosa, registrada pela primeira vez pelo ônibus espacial Disocery em 24 de abril de 1990. A luz infravermelha permite uma visualização clara da nebulosa com o fundo das estrelas da Via Láctea e galáxias distantes. Por cerca de 20 anos, o telescópio Hublle vem sendo aperfeiçoado para produzir imagens como essa. Durante esse tempo, ele se beneficiou de uma série de atualizações de missões com ônibus espaciais. A nebulosa está localizada logo abaixo de Zeta Orionis, estrela que faz parte do cinturão de Órion, e está a aproximadamente 1.500 anos-luz da Terra.

Fonte: Terra

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Líridas 2013: Chuva de meteoros em abril

Com esta “chuva de estrelas” acontecendo entre os dias 16 até 25 de abril, espera-se o pico das Líridas na noite de 21 para 22 de abril (tanto no hemisfério norte como no hemisfério sul), infelizmente com o brilho excessivo de uma Lua quase cheia. Mas assim que o céu estiver completamente escuro, olhe para este, procure a constelação da Lira através da sua brilhante estrela Vega e espere que os meteoros rasguem o céu com brilho. Abril é o Mês Mundial da Astronomia, pelo que não poderia faltar uma chuva de meteoros, mesmo que com um número baixo de meteoros: as Líridas. Mas nem por isso deixam de merecer alguma atenção já que, apesar de a sua taxa horária ser de apenas 10 a 20 meteoros, as Líridas são geralmente uma “chuva” com meteoros de grande dimensão. Talvez, entre as poucas que apanhe, consiga vislumbrar um gigantesco meteoro a rasgar os céus, uma vez que as Líridas deixam rastos luminosos e são normalmente bastante brilhantes. Infelizmente a Lua irá brilhar em demasia na noite do pico das Líridas. Mas, se está à caça, observe a chuva a partir das 04 da manhã no hemisfério norte (e às 06 da manhã no hemisfério sul), já que a esta hora a Lua já se “deitou” e verá, assim, mais meteoros. As Líridas são famosas por alguns surtos inesperados (como aquele que foi testemunhado na Florida e no Colorado, em 1982), podendo algumas vezes atingir uma taxa de 100 meteoros por hora. Mas estas manifestações são raras e difíceis de prever, podendo acontecer este ano, como no ano seguinte ou apenas daqui a 50 anos. Mas é esta imprevisibilidade que torna as Líridas uma boa razão para estar atento ao céu noturno. Não é necessário um telescópio para observar uma “chuva de estrelas”, mas é importante um céu escuro. Assim, para observar o bonito espetáculo de uma chuva de meteoros, desloque-se para uma zona com pouca poluição luminosa.

Fonte: AstroPT

sábado, 20 de abril de 2013

Flashes revelam o momento do nascimento de um buraco negro

Você provavelmente sabe como, a princípio, um buraco negro se forma (uma estrela extremamente massiva entra em colapso e explode perdendo sua camada externa, o que sobra pode se tornar um buraco negro ou uma estrela de nêutrons), mas já se perguntou se esse fenômeno é visível? Afinal, nem a luz escapa de um buraco negro. De acordo com a pesquisadora Elizabeth Lovegrove, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz (EUA), os tradicionais modelos de estrelas gigantes que morrem não produzem explosões de supernovas. “Algumas estrelas são mais difíceis de explodir do que outras”, explica. Com base em estudos anteriores – que sugerem que, ao invés de explodir, estrelas que geram buracos negros implodem –, Lovegrove e outro pesquisador focaram em emissões de neutrinos para ver se é possível detectar o surgimento de um buraco negro. Em artigo publicado no periódico Astrophysics, eles explicaram que, quando uma estrela massiva implode, seu núcleo libera uma grande quantidade de neutrinos e, com isso, se torna mais leve. Essa súbita mudança produz ondas de choque que liberam partículas das camadas externas da estrela, segundo o modelo proposto pela dupla. “A cor da explosão é extremamente vermelha e o evento tem alguma similaridade com ‘supernovas luminosas vermelhas’, mas tem velocidades muito menores”, dizem. Outro estudo, feito pelo pesquisador Anthony Piro, do Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena (EUA), sugere que o brilho de uma estrela supergigante que estivesse entrando em colapso seria muito menor do que o de uma supernova, mas forte o suficiente para ser detectado por telescópios atuais.

Fonte: Hypescience

O que acontece quando você torce um pano molhado no espaço?


Minha suspeita é que vai espirrar água para todas as direções e a sua? Seja qual for acho difícil que você acerte. Neste vídeo o astronauta e comandante da Estação Espacial Internacional, Chris Hadfield, fez o mais simples dos experimentos para satisfazer a nossa curiosidade. Como o Chris explica a água não sai flutuando pela estação espacial, mas fica na superfície externa do pano e nas mãos do astronauta por causa da tensão superficial e da falta de gravidade.

Fonte: Hypescience

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Céu foi inundado com raios gama

Nesse momento, os céus estão sendo inundados com a mais brilhante emissão de raios gama já vista por astrônomos. Os raios gama são a fonte de luz de maior energia do universo. Essa emissão superbrilhante vem de Markarian 421, um blazar que abriga um buraco negro supermassivo. Blazar é um corpo celeste que apresenta uma fonte de energia muito compacta e altamente variável associada a um buraco negro supermassivo do centro de uma galáxia ativa. O buraco negro supermassivo dos blazares espirra grandes quantidades de luz em todo o espectro eletromagnético conforme se alimenta de matéria circundante. Por pura coincidência, um programa para estudar Markarian 421 tinha apenas começado, por isso dezenas de telescópios do mundo o estavam observando quando ele emitiu os raios gama. Galáxias ativas emitem jatos de luz até trilhões de vezes mais energéticos do que a luz que somos capazes de ver. Cientista sabem que blazares soltam jatos apontando em direção a Terra; o que permanece um mistério é como raios gama são criados em tais energias extraordinárias. O brilho visto na semana passada foi sem precedentes na história das observações. “Estou em estado de choque e pavor sobre quão brilhante ele é”, disse Julie McEnery, cientista do telescópio de raios gama Fermi. Além do Fermi, outros grandes observatórios na Terra e no espaço estão trocando seus registros do blazar para estudar sua estrutura. O trabalho duro começa agora: os astrofísicos vão tentar determinar como o blazar ficou mais brilhante em diferentes partes do espectro em diferentes épocas, para refinar seus modelos de como as partículas em movimento rápido dentro dos jatos dão lugar à luz de alta energia. “Isso vai nos dar muito mais informações sobre como essas partículas se energizam para fornecer esse evento espetacular”, explicou Greg Madejski, cientista do telescópio de raios-X NuStar.

Fonte: Hypescience

A missão Kepler da NASA descobre os menores planetas localizados na chamada zona habitável

A missão Kepler da NASA descobriu dois novos sistemas planetários que incluem três super Terras, planetas na chamada zona habitável, ou seja, corpos localizados a uma distância da estrela onde a temperatura superficial permite que a água exista no estado líquido. O sistema Kepler-62, tem cinco planetas: 62b, 62c, 62d, 62e e 62f. O sistema Kepler-69 tem dois planetas: 69b e o 69c. Os planetas Kepler-62e, 62f e 69c são os planetas considerados super-Terras. Dois dos recém descobertos planetas orbitam uma estrela menor e mais fria que o Sol. O Kepler-62f é somente 40% maior que a Terra, fazendo dele o exoplaneta que tem o tamanho mais próximo do tamanho da Terra e que está localizado na zona habitável de outra estrela. O Kepler-62f provavelmente possui uma composição rochosa. O Kepler-62e orbita a estrela na borda interna da zona habitável e é aproximadamente 60% maior que a Terra. O terceiro planeta, o Kepler-69c, é 70% maior que a Terra, e orbita a zona habitável de uma estrela parecida com o nosso Sol. Os astrônomos não tem certeza sobre a composição do Kepler-69c, mas a sua órbita de 242 dias ao redor de uma estrela parecida com o Sol lembra a do nosso planeta vizinho Vênus. Os cientistas não sabem se a vida poderia existir nos planetas recém encontrados, mas suas descobertas sinalizam que nós estamos um passo mais a frente para encontrar um mundo parecido com a Terra ao redor de uma estrela parecida com o Sol. “A sonda Kepler com certeza se transformou na estrela da ciência”, disse John Grunsfeld, administrador associado do Science Mission Directorate da NASA, na sede da agência em Washington. “A descoberta desses planetas rochosos na zona habitável de estrelas nos leva um pouco mais perto de se encontrar um outro mundo como o nosso. É somente uma questão de tempo antes de nós sabermos se a galáxia é o lar de uma multitude de planetas como a Terra, ou se nós somos mesmo uma raridade”. O telescópio espacial Kepler, que simultaneamente e continuamente mede o brilho de mais de 150.000 estrelas, é a primeira missão da NASA capaz de detectar planetas do tamanho da Terra ao redor de estrelas como o Sol. Orbitando sua estrela a cada 122 dias, o planeta Kepler-62e, foi o primeiro desses planetas identificado na zona habitável. O Kepler-62f, com um período orbital de 267 dias, foi o último encontrado por Eric Agol, professor associado de astronomia na Universidade de Washington e co-autor do artigo científico que descreve as descobertas, publicado na revista Science e que pode ser encontrado ao final desse post. O tamanho do planeta Kepler-62f é agora medido, mas a sua massa e a sua composição ainda não são. Contudo, com base em estudos prévios de exoplanetas rochosos similares em tamanho, os cientistas são capazes de estimar sua massa por associação. “A detecção e confirmação de planetas é um esforço colaborativo imenso de talentos e recursos, e requer especialidades através de toda a comunidade científica para que se possa produzir esses tremendos resultados”, disse William Borucki, principal pesquisador da missão Kepler no Ames Research Center da NASA em Moffett Filed na Califórnia e autor principal do artigo sobre o sistema planetário Kepler-62 na revista Science. “O Kepler tem trazido uma ressurgência nas descobertas astronômicas e nós estamos fazendo um excelente progresso em direção de determinar se planetas como o nosso são ou não exceção à regra”. Os dois mundos na zona habitável orbitando o sistema Kepler-62 têm três companheiros em órbitas mais próximas da estrela, dois maiores que a Terra e um do tamanho aproximado de Marte. O Kepler-62b, Kepler-62c e Kepler-62d orbitam a estrela cada 5, 12, e 18 dias respectivamente, fazendo deles planetas muito quentes e inóspitos para a vida como nós a conhecemos. Os cinco planetas do sistema Kepler-62 orbita uma estrela classificada como uma anã K2, medindo apenas dois terços do tamanho do Sol e com somente um quinto de seu brilho. Com 7 bilhões de anos de vida, a estrela é um pouco mais velha que o Sol. Ela está localizada a aproximadamente 1.200 anos-luz de distância da Terra na constelação de Lyra. Um companheiro do Kepler-69c, conhecido como Kepler-69b, tem mais de duas vezes o tamanho da Terra e orbita a estrela a cada 13 dias. A estrela hospedeira dos planetas do sistema Kepler-69 pertence à mesma classe de estrelas que o Sol, ou seja, classificada como uma estrela do Tipo-G. ela tem 93% do tamanho do Sol e 80% de sua luminosidade e está localizada a aproximadamente 2.700 anos-luz de distância da Terra na constelação de Cygnus. “Nós só sabemos de uma estrela que hospeda um planeta com vida, o Sol. Encontrar um planeta na zona habitável ao redor de uma estrela muito parecida com o Sol é um marco significante na direção de encontrarmos planetas verdadeiramente parecidos com a Terra”, disse thomas Barclay, cientista do Kepler no Bay Area Environmental Research Institute em Sonoma, na Califórnia, e principal autor do artigo que descreveu a descoberta do sistema Kepler-69, publicado no The Astrophysical Journal. Quando um candidato a planeta, transita, ou passa em frente de uma estrela do ponto de vista vantajoso da nave, um porcentagem da luz da estrela é bloqueada. Essa queda resultante, no brilho da estrela revela o tamanho do planeta com relação à sua estrela. Usando esse chamado método de trânsito, o Kepler, já detectou 2.740 corpos candidatos a exoplanetas. Usando várias outras técnicas de análises, telescópios terrestres e outras naves espaciais, 122 planetas têm sido confirmados. No início da missão, o telescópio Kepler primeiramente encontrou grandes planetas, gigantes gasosos em órbitas bem próximas de suas estrelas. Conhecidos como Júpiteres Quentes esses planetas são fáceis de serem detectados devido ao seu tamanho e ao seu período orbital bem curto. A Terra levaria três anos para realizar os três trânsitos necessários para um candidato ser aceito como exoplaneta. À medida que o Kepler continua a observar, sinais de trânsito da zona habitável de planetas do tamanho da Terra que estão orbitando estrelas parecidas com o Sol começam a emergir.
Para mais informações sobre a missão Kepler da NASA, visite: http://www.nasa.gov/kepler.

Fonte: Cienctec

quinta-feira, 18 de abril de 2013

A estrela mais distante já observada?

Quão distante está a estrela mais longínqua que conseguimos observar? Youichi Ohyama (Academia Sinica, Taiwan) e Ananda Hota (Centro UM-DAE para Excelência nas Ciências Básicas, Índia) podem ter uma resposta. Usando observações ópticas e ultravioletas de vários instrumentos, a dupla identificou o que pode ser a estrela mais distante já observada espectroscopicamente - a uns vertiginosos 55 milhões de anos-luz de distância. O objeto é uma fonte compacta ilustrativamente chamada SDSS J122952.66+112227.8, uma bolha brilhante e azulada na cauda gasosa e grumosa da galáxia IC 3418, com 55.000 anos-luz de comprimento. IC 3418 está a cair na direção do aglomerado de galáxias de Virgem, e é provavelmente formada devido à pressão dinâmica do quente meio intra-enxame, que arranca o frio gás galáctico em queda. O brilho da cauda em comprimentos de onda ópticos e ultravioletas sugere que as estrelas estão a formar-se dentro do seus invólucros, e por isso Ohyama e Hota decidiram observá-los em mais detalhe. Usando o espectrógrafo FOCAS acoplado ao Telescópio Subaru e imagens de telescópios terrestres e espaciais, a dupla descobriu que SDSS J1229 não tem muitas das linhas de emissão esperadas numa região de formação estelar. Em vez disso, as suas impressões digitais espectrais coincidem com a emissão de uma supergigante azul, uma estrela do tipo-O, massiva e quente, que chegou ao fim da sua fase de fusão de hidrogênio. É impossível determinar se a sua emissão é proveniente de uma ou várias estrelas, mas os autores pensam que uma única supergigante azul seria brilhante o suficiente para explicar as características. A confirmação vai demorar: os instrumentos atuais simplesmente não têm a resolução necessária, por isso os astrônomos terão que esperar pelo planeado Telescópio de Trinta Metros ou por outros futuros parentes gigantes. "No meu ponto de vista, não é realmente importante saber se existe uma supergigante ou mais estrelas desse tipo," afirma Mattia Fumagalli (Universidade de Leiden, Holanda), que concorda que pelo menos uma tal estrela deve estar presente para explicar as características espectrais. "O estudo mostra claramente que a espectroscopia estelar de estrelas super-luminosas vai ser viável às distâncias do enxame de Virgem, onde as condições são muito diferentes das que temos na nossa Via Láctea." Normalmente, a formação de estrelas ocorre em nuvens moleculares gigantes, vastos complexos gasosos e frios, onde nós densos colapsam sob a sua própria gravidade para formar estrelas. As caudas amontoadas de IC 3418 e um punhado de outras galáxias são diferentes. Estas nuvens estão abalroando plasma com temperaturas 1 milhão de graus superiores, a milhares de quilômetros por segundo. Nestes ambientes a turbulência pode ser mais importante do que a gravidade, com remoinhos formando densas pepitas gasosas que podem arrefecer rapidamente e colapsar para formar estrelas. O estudo de IC 3418 e ambientes similares pode ajudar os astrônomos a melhor compreender a formação estelar nestes locais excêntricos.

Fonte: Astronomia On-line

ESA descobre galáxia que produz estrelas "rápido demais"

O telescópio Herschel, da Agência Espacial Européia (ESA), descobriu uma nova galáxia que fabrica estrelas a uma velocidade 2 mil vezes superior à da Via Láctea, o que questiona as teorias atuais sobre a evolução de nossa nebulosa. A nova galáxia, denominada HFLS3 e observada quando o Universo tinha menos de 1 bilhão de anos frente aos atuais 13.810 bilhões de anos, parece pouco mais do que um ponto na imagem capturada pelo telescópio espacial, disse nesta quarta-feira a ESA em comunicado. Mas sua "decepcionante aparência" não deve ser enganosa, pois "essa pequena mancha é na realidade uma fábrica de estrelas que transforma furiosamente o gás em novas estrelas". Apesar de sua curta idade, a galáxia recém-descoberta pelos cientistas tinha então uma massa similar à da Via Láctea na atualidade, por isso que deduzem que com outros 13 bilhões de anos de crescimento poderia ter se transformado na "galáxia de maior massa conhecida no Universo". Essa dedução implica em um enigma pois, segundo as teorias que atualmente são feitas pelos especialistas sobre a evolução das galáxias, nenhuma deveria ter essa massa em um curto período de tempo - em escala espacial - desde a explosão do Big Bang. "Esta galáxia em particular nos chamou a atenção porque era brilhante e muito vermelha se comparada com outras como ela", declarou o investigador do Imperial College of London Dave Clements. Essa cor vermelha levou os cientistas a pensarem que a HFLS3 poderia ser encontrada a uma grande distância, em um universo que se expande, e algumas análises posteriores confirmaram que, efetivamente, se trata da galáxia desse tipo mais distante encontrada até hoje. Trata-se, portanto, do que os especialistas chamam de "galáxia com foco estelar", ou seja, uma fábrica cósmica que produz o que depois se transforma em gerações de galáxias, estrelas e a maior parte da matéria conhecida. Os especialistas sabiam que existiam, mas nunca tinham descoberto nenhuma com idade tão avançada depois do Big Bang. "O Herschel encontrou um estranho exemplo de uma galáxia abarrotada de estrelas em um período cósmico no qual havia muito poucas como ela", comentou o especialista da ESA Göran Pilbratt.

Fonte: Terra

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Foguete a fusão nuclear será testado este ano

Vários experimentos vêm tentando transformar a fusão nuclear em uma fonte de energia limpa que liberte a Terra dos danos impostos por fontes sujas e poluentes, como petróleo e usinas nucleares a fissão. Mas o Dr. John Slough quer libertar é o homem da própria Terra, criando mecanismos de levá-lo às profundezas do espaço. "É quase impossível para os humanos explorar muito além da Terra usando os atuais foguetes químicos. Nós esperamos criar uma fonte de energia para o espaço muito mais poderosa, que eventualmente tornará as viagens interplanetárias uma coisa comum," disse o pesquisador da Universidade de Washington, nos Estados Unidos. Para isso, ele idealizou um novo tipo de foguete movido a fusão nuclear, a mesma energia que alimenta as estrelas. A idéia ganhou o apoio da NASA, através de seu Programa de Conceitos Inovadores Avançados, que pediu ao pesquisador o detalhamento do que seria necessário para uma viagem a Marte, incluindo uma simulação para avaliação dos resultados do motor a fusão. Slough calculou o que seria necessário - e os riscos envolvidos - de uma missão a Marte que durasse 30 dias, e outra com duração de 90 dias. O grupo de Slough desenvolveu um tipo de plasma encapsulado em seu próprio campo magnético. A fusão nuclear deverá ocorre quando este plasma for comprimido a uma alta pressão. O projeto consiste em fazer com que um forte campo magnético imploda anéis metálicos - a proposta é usar anéis de lítio - ao redor desse plasma, fazendo-o atingir uma pressão suficiente para iniciar a fusão. Os anéis se fundem para formar uma concha que dá a ignição para a fusão nuclear, mas esta dura apenas alguns poucos microssegundos, devido à pequena quantidade de combustível. Ainda que a própria compressão seja muito curta, quase instantânea, a energia liberada é suficiente para gerar calor e ionizar a concha metálica a temperaturas altíssimas. É este metal ionizado que é ejetado em alta velocidade pelo bocal do foguete, impulsionando a nave. O processo deverá ser repetido de minuto em minuto, um tempo que poderá variar, dependendo da velocidade que se deseja desenvolver, criando um motor a fusão nuclear pulsado. Quando estiver próximo ao destino, bastará virar a nave ao contrário, para que o motor funcione como um freio. A diferença em relação aos experimentos tradicionais de fusão nuclear é que, para gerar o impulso necessário para movimentar um foguete, é necessária uma quantidade muito pequena de energia. Segundo os cálculos, uma quantidade do plasma magneticamente autocontido do tamanho de um grão de areia teria a mesma energia contida em 3,8 litros de combustível químico para foguetes. "Eu acredito que todo o mundo ficou feliz em ver a confirmação do principal mecanismo que nós estamos usando para comprimir o plasma. Esperamos poder atrair o interesse do mundo com o fato de que a fusão nuclear não está mais a 40 anos no futuro e não vai custar bilhões de dólares," disse Slough. Embora ainda estejamos longe de domar a fusão nuclear para geração de energia, a equipe de Slough afirma já ter testado em laboratório, separadamente, cada uma das etapas do motor a fusão nuclear - o que é necessário agora é juntar tudo para ver se funciona de verdade. Segundo o pesquisador, com o financiamento recebido da NASA, ele espera testar o sistema inteiro de propulsão a fusão nuclear a partir de Julho ou Agosto deste ano.

Fonte: Inovação Tecnológica

Disco de detritos e planetas são encontrados em estrela aposentada

O Observatório Espacial Herschel ,da ESA, forneceu a primeira imagem de um cinturão de poeira, produzido pela colisão de cometas ou asteroóides, orbitando uma estrela subgigante conhecida por abrigar um sistema planetário. Após bilhões de anos queimando constantemente hidrogênio em seu núcleo, estrelas como o nosso Sol exaurem sua reserva de combustível central e começam a queimar em conchas ao redor do núcleo. Elas então se tornam estrelas subgigantes antes de mais tarde se tornarem gigantes vermelhas. No mínimo, durante a fase de subgigante, planetas, asteróides e cinturões de cometas ao redor dessas estrelas aposentadas, são esperados sobreviver, mas as observações são necessárias para medir suas propriedades. Uma abordagem é pesquisar por discos de poeira ao redor das estrelas, gerados pelas colisões entre as populações de asteróides ou cometas. Graças às capacidades de detecção sensíveis ao infravermelho distante do Observatório Espacial Herschel, os astrônomos tem sido capaz de resolver a emissão brilhante ao redor da Kappa Coronae Borealis, ou Kappa Cor Bor, indicando a presença de um disco de detritos empoeirado. A estrela é um pouco mais pesada que o nosso Sol, com 1.5 vezes a sua massa, e tem aproximadamente 2.5 bilhões de anos, localizando-se a aproximadamente 100 anos-luz. A partir de observações feitas com instrumentos baseados em Terra, sabe-se que essa estrela abriga um planeta gigante com um tamanho aproximadamente de duas vezes o tamanho do planeta Júpiter, orbitando a estrela a uma distância equivalente à distância do Cinturão de Asteróides do nosso Sistema Solar. Suspeita-se que exista um segundo planeta, mas a sua massa não é bem calculada ainda. A detecção do Herschel fornece uma rara idéia sobre a vida de sistemas planetários orbitando estrelas subgigantes, e permite que se possa fazer um estudo detalhado da arquitetura do seu planeta e do sistema de disco. “Essa é a primeira estrela aposentada que nós encontramos com um disco de detritos e um ou mais planetas”, disse Amy Bonsor, do Institute de Planétologie et d’Astrophysique de Grenoble, e principal autor do estudo. “O disco tem sobrevivido a toda a vida da estrela sem ter sido destruído. Isso é muito diferente do que acontece no nosso Sistema Solar, onde a maior parte dos detritos foram varridos numa fase conhecida como a Última Era de Bombardeamento Pesado, ocorrida 600 milhões de anos depois da formação do Sol”. A equipe de pesquisadores usou modelos para propor três possíveis configurações para o disco e os planetas que se ajustam às observações do Herschel feitas da Kapa Cor Bor. O primeiro modelo é sobre a existência de um disco contínuo de poeira se estendendo de 20 a 220 Unidades Astronômicas. Por comparação, o disco de detritos congelados do nosso Sistema Solar, conhecido como Cinturão de Kuiper, se localiza a uma distância entre 30 e 50 Unidades Astronômicas do Sol. Nesse modelo, um dos planetas orbita a estrela a uma distância de mais de 7 Unidades Astronômicas da estrela, e sua influência gravitacional pode esculpir a borda interna do disco. Uma variação nesse modelo tem um disco sendo agitado pela influência gravitacional de ambos os companheiros, misturando–se de tal forma que a taxa de produção de poeira nos picos do disco ocorre em torno de 70-80 UA da estrela. Outro interessante cenário, o disco de poeira é dividido em dois cinturões estreitos, centrados em 40 UA e 165 UA, respectivamente. Aqui, o companheiro mais externo pode orbitar a estrela entre os dois cinturões a uma distância entre 7 e 70 AU, abrindo a possibilidade desse ser mais massivo que um planeta propriamente dito, possivelmente uma anã marrom subestelar. “Esse é um sistema misterioso e intrigante: existe um planeta ou até mesmo dois planetas esculpindo um disco largo, ou a estrela tem uma anã marrom como companheira, que está dividindo o disco em dois?”, disse o Dr Bonsor. Como esse é o primeiro exemplo conhecido de uma estrela subgigante com planetas e um disco de detritos orbitando-a, mais exemplos serão necessários para determinar se a Kappa Cor Bor é incomum ou não. “Graças às capacidades sensíveis ao infravermelho distante do Herschel, e ao seu rico conjunto de dados, nós já temos pistas de outras estrelas subgigantes, que podem ter discos empoeirados. Mais trabalho são necessários para ver se existem também planetas”, disse Göran Pilbratt, cientista do projeto Herschel da ESA.

Fonte: Cienctec

domingo, 14 de abril de 2013

Nasa detalha plano para rebocar asteróide até a Lua

A Agência Espacial Americana (Nasa, na sigla em inglês) detalhou nesta semana o plano para capturar um pequeno asteróide e puxá-lo para a órbita da Lua, como parte de um projeto de longo prazo de estabelecer postos tripulados permanentes no espaço. A iniciativa prevê que uma nave robô capture o asteróide e o puxe na direção da Terra, deixando-o em uma órbita estável ao redor da Lua, perto o suficiente para que os astronautas possam ir em sua direção e estudar melhor as características dos asteróides. Um plano similar foi inicialmente proposto em 2012 por especialistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), e o grupo, juntamente com outros altos cientistas de campo, prepararam desde então um estudo detalhado sobre a possibilidade de execução do projeto. Segundo análises de especialistas, o objetivo do presidente americano Barack Obama de enviar uma missão tripulada para um asteróide próximo à Terra até 2025 é impossível, em vista dos atuais e projetados níveis de financiamento da Nasa. Mas usar um veículo não tripulado para trazer um asteróide de 500 toneladas para perto de casa mudaria o jogo e levaria os seres humanos a um asteróide até 2021, quatro anos antes do prazo final. Segundo a Nasa, o plano ainda deve tornar possível a meta de enviar seres humanos a Marte até 2030. A iniciativa também busca ajudar a defender a Terra caso algum asteróide entre em rota de colisão com o nosso planeta.

Fonte: Terra

A culpa é da chuva (dos anéis de Saturno)

Um novo estudo acompanhou a "chuva" de partículas de água carregada na atmosfera de Saturno e descobriu que existem em maior quantidade e que caem em áreas maiores do planeta do que se pensava anteriormente. O estudo, cujas observações foram financiadas pela NASA e cujas análises foram lideradas pela Universidade de Leicester, na Inglaterra, revela que a chuva influencia a estrutura da composição e temperatura de partes da atmosfera superior de Saturno. O trabalho aparece na edição desta semana da revista Nature. "Saturno é o primeiro planeta a mostrar uma significativa interação entre a sua atmosfera e o sistema de anéis," afirma James O'Donoghue, autor principal do artigo e pesquisador pós-graduado em Leicester. "O principal efeito da chuva dos anéis é que age para 'saciar' a ionosfera de Saturno. Por outras palavras, esta chuva reduz severamente a densidade de elétrons nas regiões onde cai." O'Donogue explica que o efeito dos anéis nas densidades dos elétrons é importante porque explica o porquê de, por muitas décadas, as observações mostrarem que as densidades são extraordinariamente baixas em certas latitudes de Saturno. O estudo também ajuda os cientistas a melhor compreender a origem e evolução do sistema de anéis de Saturno e as mudanças na atmosfera do planeta. "Acontece que um dos principais motores do ambiente ionosférico e do clima de Saturno em vastas extensões do planeta são partículas dos anéis localizadas a uma altitude de 60.000 km," afirma Kevin Baines, co-autor do artigo, do JPL da NASA em Pasadena, no estado americano da Califórnia. "As partículas dos anéis tanto afetam as espécies de partículas que estão nesta parte da atmosfera, como onde é quente ou frio." No início da década de 1980, as imagens das sondas Voyager da NASA mostraram 2-3 faixas escuras em Saturno, e os cientistas teorizaram que água podia estar a chover destas bandas para os anéis. Estas bandas não foram vistas novamente até que a equipe científica do estudo observou o planeta em comprimentos de onda perto do infravermelho com o Observatório W. M. Keck em Mauna Kea, Hawaii, em Abril de 2011. O efeito foi difícil de discernir porque envolve a busca de uma emissão sutil de partes brilhantes de Saturno. É necessário um instrumento semelhante ao acoplado no Keck, que pode dividir uma grande variedade de comprimentos de onda. O efeito de chuva dos anéis ocorre na ionosfera de Saturno, onde as partículas carregadas são produzidas quando a atmosfera de outro modo neutra é exposta a um fluxo de partículas energéticas ou à radiação solar. Quando os cientistas seguiram o padrão de emissões de um íon particular de hidrogênio com três prótons (hidrogênio triatômico), esperavam ver um brilho infravermelho uniforme à escala planetária. O que observaram em vez disso foi uma série de faixas claras e escuras - com áreas de emissão reduzida correspondentes a porções densas em água nos anéis de Saturno e a áreas de alta emissão correspondente a falhas nos anéis. Os cientistas suspeitaram que as partículas de água carregada dos anéis do planeta estavam sendo atraídas para o planeta ao longo de linhas do campo magnético de Saturno e neutralizavam os brilhantes íons de hidrogênio triatômico. Isto deixa grandes "sombras" no que seria de outro modo um brilho infravermelho global. Estas sombras cobrem entre 30 a 43 por cento da atmosfera superior do planeta, desde uma latitude de 25 até 55 graus. Esta é uma área significativamente maior do que a sugerida pelas imagens das missões Voyager da NASA. Tanto a Terra como Júpiter têm uma região equatorial que brilha muito uniformemente. Os cientistas esperavam este padrão também em Saturno, mas ao invés viram diferenças dramáticas em diferentes latitudes. "Enquanto Júpiter brilha uniformemente nas suas regiões equatoriais, Saturno tem faixas escuras onde a água chove, escurecendo a ionosfera," afirma Tom Stallard, co-autor do artigo, também da Universidade de Leicester. "Estamos agora também a tentar investigar estas características com um instrumento a bordo da sonda Cassini da NASA. Se formos bem-sucedidos, a Cassini pode permitir-nos ver, com mais detalhes, que a água remove partículas ionizadas, bem como alterações na altitude ou efeitos que surgem consoante a hora do dia saturniano."

Fonte: Astronomia On-line

Nuvem gelada anuncia o outono no pólo sul de Titã

Uma nuvem gelada tomando forma no pólo sul de Titã é o sinal mais recente de que a mudança das estações despoleta alterações radicais na atmosfera da maior lua de Saturno. De um tipo desconhecido de gelo, este gênero de nuvem há muito que está situado no pólo norte de Titã, onde agora está desvanecendo, de acordo com observações feitas pelo espectrômetro infravermelho (CIRS, ou Composite Infrared Spectrometer) da sonda Cassini da NASA. "Nós associamos este tipo particular de nuvem gelada com clima de inverno em Titã, e esta é a primeira vez que a detectamos noutro lado que não no pólo norte," afirma Donald E. Jennings, autor principal do estudo, co-investigador do CIRS no Centro Aeroespacial Goddard da NASA em Greenbelt, no estado americano do Maryland. A nuvem de gelo do sul, que aparece na zona infravermelha do espectro de luz, é prova de que um importante padrão de circulação atmosférica global em Titã já inverteu direção. Quando a Cassini observou o padrão de circulação, o ar quente do hemisfério sul subia alto na atmosfera e foi transportado para o frio pólo norte. Aí, o ar arrefeceu e deixou-se cair para as camadas mais baixas da atmosfera, onde formou nuvens geladas. Um padrão semelhante, chamado de Célula de Hadley, transporta ar quente e úmido dos trópicos da Terra para latitudes médias mais frias. Com base nos modelos, os cientistas há muito tempo que antecipam uma inversão desta circulação, assim que o pólo norte de Titã começou a aquecer e o seu pólo sul começou a arrefecer. A transição oficial de inverno para primavera no pólo norte de Titã ocorreu em agosto de 2009. Mas dado que cada das estações da lua dura cerca de 7,5 anos terrestres, os investigadores ainda não sabiam exatamente quando esta inversão poderia acontecer ou quanto tempo levaria. Os primeiros sinais da inversão apareceram em dados adquiridos no início de 2012, logo após o começo do outono no sul de Titã, quando dados da Cassini revelaram a presença de um "capuz nublado" de alta altitude e de um turbilhão polar no pólo sul. Ambas estas características há muito que estavam associadas com o frio pólo norte. Mais tarde, os cientistas da Cassini informaram que as observações infravermelhas dos ventos de Titã e das temperaturas, feitas com o CIRS, tinham fornecido evidências definitivas de afundamento de ar, em vez de ressurgência, no pólo sul. Ao olhar para trás nos dados, a equipe refinou a mudança na circulação até seis meses após o equinócio de 2009. Apesar desta nova atividade no pólo sul, a nuvem gelada do sul ainda não tinha aparecido. O CIRS só a detectou em Julho de 2012, poucos meses depois da neblina e vórtice terem sido avistados no sul, de acordo com um estudo publicado na revista Astrophysical Journal Letters em dezembro de 2012. "Este atraso faz sentido porque, em primeiro lugar, o novo padrão de circulação tem que transportar enormes quantidades de gás para o pólo sul. Depois, o ar tem que afundar. Os gelos têm que condensar. E o pólo tem de estar sob sombra suficiente para proteger os vapores que condensam para formar estes gelos," afirma Carrie Anderson, membro da equipa do CIRS e cientista da Cassini no Centro Goddard. À primeira vista, a nuvem gelada do sul parece estar a formar-se rapidamente. A nuvem gelada do norte, por outro lado, estava presente quando a Cassini chegou a Saturno e tem vindo a enfraquecer lentamente o tempo todo. Até ao momento, a identidade do gelo nestas nuvens tem iludido os cientistas, embora já tenham descartado químicos simples, tais como metano, etano e cianeto de hidrogênio, que são tipicamente associados com Titã. Uma possibilidade é a de que a espécie X, termo que os membros da equipe gostam de chamar ao gelo, possa ser uma mistura de compostos orgânicos. "O que está a acontecer nos pólos de Titã tem uma certa analogia com a Terra e os nossos buracos na camada de ozônio," realça F. Michael Flasar, investigador principal do CIRS, também de Goddard. "E na Terra, os gelos nas altas nuvens polares não são apenas 'para enfeitar': desempenham um papel na libertação de cloro que destrói o ozônio. Como isto afeta a química de Titã, ainda não se sabe. Por isso é importante aprender o máximo que pudermos sobre este fenômeno, onde quer que o encontremos."

Fonte: Astronomia On-line

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Descoberta inédita: primeiro asteróide troiano é encontrado na órbita de Urano

Pesquisadores do Canadá descobriram que o planeta Urano tem um suposto “amigo” proibido em sua órbita. Trata-se de um asteróide troiano, habitualmente conhecido por “troianos”, são grandes objetos que dividem a órbita de um determinado planeta do Sistema Solar. A partir de um observatório no Havaí, os pesquisadores da University of British Columbia localizaram um asteróide troiano de 60 quilômetros de largura, no planeta Urano em um ponto Lagrange (pontos especiais próximos de um sistema orbital de dois corpos massivos). Existem cinco pontos de Lagrange, L1, L2 e L3 são os pontos instáveis, situados ao longo de uma linha conectando os centros de gravidade das duas massas. Os chamados L4 e L5 podem ser estáveis ou instáveis, são nesses dois pontos que ficam ‘hospedados’ os asteróides. No caso de Júpiter, os pontos L4 e L5 hospedam mais de 3.000 asteróides de diversos tamanhos, e está localizado à frente ou atrás do planeta em um ângulo de 60°. Em Urano, os pesquisadores colocaram o nome do asteróide troiano de: 2011 QF99. Encontrado a 3.000.000.000 quilômetros de Urano, no ponto L4 de Lagrange, onde o troiano utiliza a força gravitacional do Sol e de Urano para se equilibrar. Os primeiros objetos troianos foram encontrados na órbita jupteriana. Em 1906, o astrônomo alemão Max Wolf descobriu o primeiro asteróide troiano, o 588 Aquiles. Até agosto de 2012, já foram encontrados 5.253 asteróides troianos em Júpiter. Porém, astrônomos acreditam que o número de troianos seja em torno de um milhão. Os asteróides troianos também foram avistados perto de Netuno, Marte e até mesmo da Terra. Mas, acreditava-se que eram extremamente improváveis próximos ao planeta de Saturno e Urano, porque Júpiter sugaria qualquer sobra de rochas do espaço deixadas pelo o Sistema Solar. A descoberta significa que os asteróides troianos podem se esconder perto de outros mundos inesperados, diz Rudolf Dvorak, da Universidade de Viena, na Áustria. “A variedade de troianos em nosso sistema reforça a necessidade de que outros sistemas estelares hospedam versões maiores desses companheiros orbitais”, Diz Dvorak. Em 2011, A NASA anunciou a descoberta do TK 2010, o primeiro asteróide troiano habitando a órbita da Terra, encontrado no ponto L4. O astrônomo Max Wolf, tinha o hábito de batizar corpos celestes com nomes da história clássica, então como o primeiro asteróide encontrado ganhou o nome de “Aquiles” e os outros dois de Pátroclo (primo de Aquiles) e Heitor (troiano que matou Aquiles), os asteróides ficaram relacionados à guerra de Tróia, e por isso são conhecidos por “troianos”.

Fonte: Jornal Ciência